quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Em dia de nervosismo global, Bovespa tem pior queda desde outubro
Há quase quatro meses o mercado brasileiro de ações não testemunhava um "tombo" da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tão forte quanto o desta quinta-feira. O nervosismo com a situação de algumas economias europeias, junto com a expectativa pelos fundamentais números da economia americana (previstos para amanhã), formou a combinação que derrubou Bolsas de Valores na Ásia, na Europa e nos EUA. A taxa de câmbio doméstica encostou em R$ 1,90, ascendendo para seu maior preço desde setembro.
Neste ano, a cotação do dólar já subiu 8,2%, enquanto o índice Ibovespa já desabou 6,8%.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, teve forte queda de 4,73%, aos 63.934 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,95 bilhões, bem acima da média (R$ 6,67 bilhões/dia). Ainda operando, a Bolsa de Nova York perde 2,48%.
O nervosismo do mercado começou a se precipitar já a partir do continente asiático --onde a Bolsa japonesa cedeu 0,48% e a Bolsa de Hong Kong, 1,84%-- mas ganhou força nos mercados europeus, epicentro da crise atual. Em Londres, o índice FTSE caiu 2,19%, enquanto índice alemão Dax recuou 2,44%. Mas o pior foi visto nas Bolsas portuguesa e espanhola, que desabaram 4,98% e 5,94%, respectivamente.
Analistas e investidores acompanharam por meses a deterioração fiscal na Grécia, e se assustaram quando outros países da mesma região começaram a apresentar um cenário semelhante, de desastre das contas públicas, provocado, entre outros motivos, pelos altos gastos para conter a crise mundial de 2008. No radar, Itália e Irlanda também apresentam cenários preocupantes.
"No início de 2009, nós tínhamos o risco dos bancos, que poderiam quebrar, e por isso os governos precisaram acudir. E agora, no início desse ano, nós estamos vendo o risco dos governos", sintetiza Carlos Levorin, sócio e gestor da Grau Gestão de Ativos.
Para o analista, o mercado passou por um período de relativa "euforia", quando as más notícias tiveram uma pausa entre o final do ano passado e o ínício de 2010, e havia muito capital em circulação pelo mercado mundial, com gestores procurando alternativas aos juros muito baixos das economias desenvolvidas. "Parece que essa euforia acabou, ou pelo menos, está sendo revista. E acho que nós podemos ter outros dias com ajustes desse tipo nos próximos meses", acrescenta.
O mercado de câmbio doméstico refletiu em cheio esse "estado de nervos" das Bolsas de Valores: a cotação do dólar disparou 2,16%, a maior variação em quase dois meses, atingindo R$ 1,884. "Hoje, sem dúvida nós tivemos um índice muito forte, que é a Bolsa de Valores desabando quase 5%. Mas nós temos que ver também há um forte movimento especulativo nesse cenário. Acredito que se nós tivermos notícias um pouco melhores na China ou nos EUA, essa taxa pode voltar, talvez mais devagar do que deveria", comentou José Carlos Benites, gerente da corretora de câmbio Moeda.
A taxa de risco-país marca 240 pontos, número 8,07% acima da pontuação anterior.
Amanhã, o mercado deve ficar em suspense, à espera dos números do relatório "payroll", sobre a geração de empregos nos EUA. Números muito piores do que o previsto (criação de 15 mil postos de trabalho) provavelmente não devem ajudar na recuperação dos mercados mundiais.
Entre as principais notícias de hoje, o Departamento de Trabalho dos EUA revelou que o número de pedidos de auxílio-desemprego aumentou 480 mil até a semana, acima das expectativas do mercado. Às vésperas do "payroll", essa cifra reforçou o mau humor dos investidores.
Ainda no front externo, o BoE (banco central britânico) manteve a taxa de juros básica em 0,5% ao ano. Na mesma linha, o BCE (Banco Central Europeu) também 'congelou' o juro primário para os países da zona do euro em 1% ao ano. Ambas as decisões vieram em linha com as expectativas do mercado.
No Brasil, o Banco Central advertiu que a recuperação da demanda doméstica já implica em algum risco para a inflação deste ano e sugeriu que deve mexer nos juros nos próximos meses. Já a Anfavea (associação das montadoras) anunciou uma queda de 27,2% nas vendas de veículos em janeiro.
Empresas
O Santander Brasil anunciou um lucro líquido de R$ 5,508 bilhões para o exercício de 2009, aumento de 40,8% sobre os resultados de 2008. Somente no quarto trimestre do ano passado, a filial brasileira do banco espanhol teve ganho de R$ 1,591 bilhão, ante R$ 906 milhões no último trimestre de 2008. A "unit" (recibo de ações) do banco amargou perdas de 6,19%; outras ações de bancos seguiram pelo mesmo caminho: o ativo do Brasdesco caiu 2,19%; a ação do Itaú-Unibanco perdeu 3,85%; o papel do Banco do Brasil retrocedeu 1,84%.
Fonte: Folha Online
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Estrangeiros estão saindo da bolsa
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Bovespa fecha em baixa e acumula perda de 4,65% em janeiro
Com tal pontuação, o índice fecha a semana devendo 1,24% e acumula perda de 4,65% em janeiro. Além de marcar o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, tal resultado põe fim a uma sequência de seis meses consecutivos de valorização.
Entre os ativos de maior peso do Ibovespa, Petrobras PN caiu 1,27%, a R$ 34,17; Vale PNA recuou 0,02%, a R$ 42,14; Itaú Unibanco PN perdeu 2,06%, para R$ 36,89; BM & FBovespa ON teve alta 1,03%, a R$ 12,73; e Gerdau PN se desvalorizou 1,01%, a R$ 25,34.
Em Wall Street, os negócios prosseguem até as 19 horas (horário de Brasília). Por volta das 18h10, o Dow Jones caía 0,28%. O S & P 500 recuava 0,71%. E o Nasdaq recuava 1,40%.
Vale lembrar que os índices começaram o dia em alta, depois que foi divulgado um crescimento de 5,7% do PIB no quarto trimestre e a confiança do americano atingiu o maior patamar em dois anos agora em janeiro.
(Eduardo Campos | Valor)
Leia mais:http://www.valoronline.com.br/?online/mercado/212/6080059/bovespa-fecha-em-baixa-e-acumula-perda-de-4,65%-em-janeiro#ixzz0e2qpTyC4
sábado, 16 de janeiro de 2010
Ações da Brasil Telecom caem 9,70% com congelamento de incorporação
Oi interrompou o processo de absorção de papéis Brasil Telecom após encontrar provisão extra de 1,29 bilhão
A Oi informou nesta sexta-feira que decidiu suspender a incorporação das ações da Brasil Telecom devido a uma nova análise contábil, que determinou um acréscimo de 1,29 bilhão de reais nos valores de provisão destinados a contingências judiciais da empresa comprada em janeiro de 2009. A partir do anúncio, as ações preferenciais da Brasil Telecom, (BRTO4) despencaram na Bovespa e, às 11h30, operavam com baixa de 9,70%, sendo negociadas a 15,10 reais. Os papéis da Oi (TNLP4) também apresentavam uma redução de 3,15% em seu valor, que chegava a 35,40 reais.
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Com esse aumento, as despesas totais com provisões daBrasil Telecom. chegariam a 2,53 bilhões de reais. A Oi anunciou que realizará estudos para que os gastos envolvam de maneira proporcional as duas companhias e seus acionistas. Como após a análise a divisão passará por aprovação interna, ainda não há previsão de quando a incorporação será retomada.
Segundo auditoria realizada pela BDO Trevisan, esse valor extra de provisões seria dispensado a gastos com ações na Justiça referentes à súmula 371 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2009, que determinou à Brasil Telecom a compensação aos consumidores em regime de contrato de participação financeira através do valor patrimonial das ações (VPA) referente ao balanço do mês em que o serviço foi contratado.
Antigamente, quando os serviços eram contratados por meio desse modelo de “financiamento”, era dado à companhia um período de doze meses para a compensação aos consumidores por meio de papéis na bolsa. A quantidade de ações repassada era calculada a partir da divisão entre o total gasto na aquisição e o VPA.
Os contratantes começaram a se sentir lesados a partir do momento em que o VPA subiu com a inflação brasileira na década de 1990 e a quantidade de papéis adquiridos tornou-se menor. A partir da súmula do STJ, que também determina que ações judiciais semelhantes sejam resolvidas da mesma maneira, os consumidores conquistaram a oportunidade de reajustar as ações de acordo com o valor determinado no mês da compra.
Como essa nova determinação da Justiça não havia sido incluída na auditoria contábil à época em que a Oi divulgou a incorporação da Brasil Telecom, foi identificada essa discrepância de valores provisionais em segunda análise, o que provocou o congelamento do processo.
Para os analistas do banco Barclays, ainda há muitas incertezas envolvidas nesse processo e não é possível determinar quem vai pagar a conta dessa nova provisão: os acionistas da Oi ou da Brasil Telecom. No entanto, o banco acredita que a discussão pode atrasar a conclusão da fusão, postergar a captura de sinergias e ter um impacto negativo nos resultados da Oi.
Fonte: Portal Exame
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Wall Street cai 2,51% em semana de perdas
A baixa do pregão desta sexta-feira se deve a um dia de dados econômicos desfavoráveis que levaram Wall Street a encerrar a semana com notáveis perdas.
O índice seletivo S&P 500 fechou em queda de 29,93 pontos (-2,81%), aos 1.036,18. O indicador composto da bolsa tecnológica Nasdaq perdeu 52,44 pontos (-2,5%), encerrando o dia em 2.045,11.
O setor industrial caiu 4,05% e foi o que mais sofreu perdas no pregão de hoje, seguido dos de matérias-primas e de energia, que fecharam em baixa de 3,8% cada.
Depois da euforia de ontem após o anúncio de que a economia americana cresceu 3,5% no último trimestre, o Dow Jones fecha a semana com perdas de 2,6%, mesma cifra de seu prejuízo no total de outubro.
O S&P 500 retrocedeu 4,02% na semana e 2,07% no mês, enquanto o Nasdaq caiu 5,07% na semana e 3,64% em outubro.
As companhias do ramo financeiro estiveram entre as que mais perderam hoje no Dow Jones, caso de Bank of America (-7,31%), JPMorgan Chase (5,82%), American Express (-4,39%) e Travelers (-4,08%).
O dia também não foi bom para Alcoa (-4,46%), General Electric (-4,1%), Caterpillar (-3,83%), Dupont (-3,49%), Home Depot (-3,16%) e Pfizer (2,96%).
O Departamento de Comércio divulgou hoje que os gastos dos consumidores americanos caíram 0,5% em setembro.
Além disso, o índice de confiança elaborado mensalmente pela Universidade de Michigan ficou em 70,6 pontos em outubro, menos que os 73,5 pontos do mês anterior.
Na semana que vem, mais dados relativos à atividade do setor manufatureiro e de serviços em outubro serão divulgados, assim como informações sobre a evolução do mercado de trabalho nesse mês.
Os investidores estarão também atentos à reunião do Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, banco central americano), na quarta-feira, quando o órgão decide se mantém as atuais taxas de juros e divulga sua análise da economia americana.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Papéis da Vale estendem perdas com resultado pior que as projeções
29/07/09 - 21h00
InfoMoney
Após mais uma sessão de forte instabilidade para a renda variável internacional, os papéis da mineradora estenderam as perdas verificadas no pregão regular e fecharam com forte desvalorização. Depois de caírem 1,70% no horário regular, as ações preferenciais classe A da Vale (VALE5) recuaram mais 1,85% no after market brasileiro, encerrando as operações do pregão estendido a R$ 31,25.
Os papéis PNA da mineradora foram o grande destaque do after market, com o maior volume de negociações, registrando giro de R$ 29,1 milhões. Já os ativos ordinários (VALE3) da empresa, que encerraram com baixa de 2,14% na sessão regular, marcaram nova queda de 1,35% no after market da BM&F Bovespa.
ADRs respondem
A primeira impressão negativa do balanço também é confirmada pela trajetória dos ADRs (American Depositary Receipts) da Vale negociados na NYSE (New York Stock Exchange). Embora tenham subido 0,30% no after hours, os papéis VALE.P, que correspondem à ação PNA da mineradora, caíram 2,56% no pregão regular da bolsa de Nova York.
| Ativo | % Pregão regular | Preço* | % Afters |
| VALE5 | -1,70% | R$ 31,85 | -1,85% |
| VALE3 | -2,14% | R$ 36,15 | -1,35% |
| VALE.P (ADR-PNA) | -2,56% | US$ 16,73 | +0,30% |
| VALE (ADR-ON) | -3,11% | US$ 18,99 | -1,26% |
Cenário de "transição"
Os dados da Vale evidenciaram o cenário considerado de "transição" pela empresa, tendo em vista os impactos da crise financeira e da valorização do real em suas contas. O lucro da mineradora no segundo trimestre caiu nada menos que 81,5% em relação ao mesmo período de 2008 e 53,5% frente ao trimestre anterior.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Bovespa cai pelo terceiro dia, mas mantém-se acima dos 50 mil pontos
Ibovespa fechou com baixa de 2,25%, aos aos 50.087 pontos.
A Bovespa fechou a quinta-feira (21) em queda pelo terceiro dia seguido, mas conseguiu sustentar o patamar dos 50 mil pontos, em meio a um forte movimento de realização de lucros alinhado ao comportamento negativo das bolsas nos Estados Unidos e na Europa.
Principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa caiu 2,25%, aos 50.087 pontos. No dia, foram negociados R$ 4,5 bilhões, segundo dados preliminares.
A redução da perspectiva do rating do Reino Unido para negativa pela Standard & Poor's deflagrou vendas de ações na Europa, contaminando as operações em Wall Street e no Brasil desde cedo.
Dados de seguro-desemprego dos EUA reforçaram o quadro pessimista para o segmento acionário.
Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 1,54% e o S&P-500 caiu 1,89%.
Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 cedeu 2,09%.
A sessão também foi marcada por queda nos preços de commodities, o que prejudicou ainda mais o Ibovespa.
Fonte: G1
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Bovespa cai mais de 3% em dia de mudanças na poupança
A cotação do dólar manteve a trajetória de alta observada na semana e retomou o patamar dos R$ 2,10. Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou em alta de 1,79%, cotada a R$ 2,105. Mesmo operando em alta ao longo do dia, o Banco Central voltou a comprar moeda no mercado à vista.
Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 2,68%, para R$ 31,48; Vale PNA recuou 3,56%, a R$ 31,10; Itaú Unibanco PN perdeu 2,64%, para R$ 28,33; BM & FBovespa ON cedeu 1,66%, para R$ 10,04; e Bradesco PN teve desvalorização de 3,69%, a R$ 26,85.
Internamente, o governo anunciou a tributação das poupanças com saldo superior a R$ 50 mil. Segundo analistas, as quedas observadas nesta semana ainda são reflexo do ajuste de posicionamento de investidores, que seguem realizando lucro após as altas da semana passada.
No cenário internacional, notícias ruins deram o tom negativo ao mercado nesta quarta-feira. As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram 0,4% em abril, pelo segundo mês seguido, pressionadas pelas redução das compras de gasolina e produtos eletrônicos. A previsão de analistas é que as vendas no varejo ficassem estáveis.
Na China, a produção industrial cresceu 7,3% em abril na comparação com igual período de 2008. O resultado mostra um abrandamento no ritmo de expansão já que, em março no confronto com igual período do exercício anterior, houve elevação de 8,3% na atividade fabril.
A Alemanha aprovou um projeto que permite aos bancos se livrarem dosativos podres, depositando-os em "bad banks", entidades criadas expressamente para receber estes fundos.
No setor automotivo, a montadora General Motors disse que planeja vender nos Estados Unidos carros fabricados na China a partir de 2011. A empresa seria a primeira grande do setor a importar uma parte de sua produção daquele país.
A Intel, maior fabricante mundial de microprocessadores, vai recorrer contra a multa recorde de US$ 1,45 bilhão imposta pela Comissão Europeia por supostamente prejudicar seus concorrentes com práticas anticompetitivas.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Mercado "ignora" grau de investimento, e Bovespa cai pelo 2º dia
Já o dólar fechou o dia em alta de 0,44%, cotado a R$ 2,068, e interrompeu uma sequência de quatro sessões de queda. Entretanto, no mês, a moeda ainda acumula queda de 5,22%; e no ano, de 11,36%.
Nem mesmo a notícia de manutenção do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch animou o mercado financeiro.
Pesou contra a Bovespa a notícia de queda do lucro líquido da Petrobras em quase 20% no primeiro trimestre, para R$ 5,81 bilhões. A empresa culpou a queda do preço do petróleo no mercado mundial pelo resultado. O presidente Lula , por sua vez, garantiu hoje que os investimentos da estatal serão mantidos, mesmo com o lucro reduzido.
Além disso, o emprego na indústria caiu 5% em março comparado a igual mês de 2008 e foi a maior queda anual desde 2001. Em termos setoriais, 14 dos 18 ramos pesquisados pelo IBGE mostraram diminuição no emprego, como vestuário (-8,6%) e máquinas e equipamentos (-8,2%).
O lucro do grupo Pão de Açúcar quase triplicou no primeiro trimestre e atingiu R$ 94,4 milhões, apoiado por controle de custos e aumento de vendas num período que, diferente do primeiro trimestre do ano passado, não incluiu o movimento do feriado da Páscoa.
No cenário externo, a montadora General Motors viu seus papeis despencarem mais de 20%, atingindo a menor cotação em 76 anos.
Os Estados Unidos confirmaram, em abril, déficit fiscal de US$ 21 bilhões, o primeiro no mês em 26 anos.
As exportações chinesas caíram 22,6% em abril, completando o sexto mês consecutivo de queda. O recuo das vendas foi acentuado, mas não chegou aos 25,7% de fevereiro, o que constituiu a maior queda em mais de uma década.
Em relatório divulgado nesta manhã, o FMI (Fundo Monetário Internacional) pediu que os bancos europeus passem por um teste de estresse similar ao realizado nos Estados Unidos. O órgão também disse que o continente europeu deve começar a se recuperar dos efeitos da crise no segundo semestre de 2010.
Instabilidade externa contagia o Ibovespa, que cai puxado por Vale e Petrobras
12/05/09 - 17h42
InfoMoney
Além de afirmar que o mercado imobiliário norte-americano está próximo de uma recuperação, o ex-presidente do Federal Reserve disse que é "muito fácil de ver" que os mercados financeiros continuam melhorando. Quanto à diluição acionária de importantes instituições, Greenspan afirmou que "empresa após empresa vem levantando capital" e que elas estão tendo êxito ao contrário do que as expectativas do mercado apontavam anteriormente.
Por falar em diluição acionária, seis executivos da General Motors (-20,1%), incluindo seu antigo vice-presidente, Bob Lutz, divulgaram na véspera a venda de quase US$ 315 mil em ações, além da liquidação de suas posses diretas na companhia. Conforme o último fechamento, seria levantado aproximadamente US$ 1,8 bilhão no processo. Nesta mesma linha, a Ford (-17,6%) emitirá 300 milhões de papéis em uma oferta pública de ações, a fim de evitar possíveis aportes do Estado em meio à crise no setor.
Agenda também pesa
Parte do mau humo também foi proveniente da esfera econômica. A NAR (National Association of Realtors) mostrou que os preços dos imóveis residenciais tiveram a maior queda em bases anuais da sua série histórica de 30 anos. Ainda por lá, o déficit da balança comercial avançou pela primeira vez em sete meses, no entanto, menor que as projeções.
No âmbito doméstico, as atenções se voltaram para a afirmação da classificação de grau de investimento ao Brasil pela agência de risco Fitch. O investment grade segue sendo suportado pela sólida política externa e pela estabilidade macroeconômica brasileira, explicaram os analistas, para quem a resposta das autoridades domésticas à crise financeira global também merece elogios. No mesmo sentido, a perspectiva da nota brasileira continua estável.
Também em destaque na agenda externa, os números referentes ao orçamento do governo foram divulgados pelo Tesouro norte-americano. O relatório aponta déficit de US$ 20,9 bilhões em abril, montante em linha com as projeções do mercado, que previa um saldo negativo de US$ 20 bilhões.
Vale e Petrobras
Guiado pela instabilidade verificada nas bolsas norte-americanas, o Ibovespa foi pressionado pelos ativos de produtoras de celulose, Vale e Petrobras. Além da classificação reafirmada ao País, o bom desempenho do setor de alimentos também contribuiu para amenizar as perdas da bolsa brasileira.
Apesar dos resultados da estatal terem, de maneira geral, agradado os analistas, os papéis da empresa terminaram no campo negativo. O movimento foi influenciado pelas insinuações sobre o uso da estatal de manobras ou artifícios contábeis para redução de tributos, negadas "categoricamente" pela empresa.
Além disso, rumores envolvendo um possível aumento de capital usando parte da fatia do governo no campo de Tupi, com o objetivo de financiar o desenvolvimento do pré-sal no futuro, foi mal visto pelos analistas.
Influenciadas pelo anúncio de sua primeira descoberta de hidrocarbonetos na Bacia de Santos e também pela negativa dos rumores de que teria feito uma oferta para adquirir ativos da LLX Logística, os papéis da Vale também registraram forte baixa, apesar do ganho verificado nas cotações dos metais.
Ibovespa cai 1,28%
O Ibovespa terminou com queda de 1,28% nesta sessão, de volta aos 50.325 pontos. O volume financeiro do índice totalizou R$ 5,20 bilhões.
Já no setor de papel e celulose, destaque para as ações da VCP, que ficaram com a maior desvalorização do benchmark. Somado ao movimento de realização de lucros frente aos recentes ganhos, o corte de recomendação realizado pelo BMO Capital nesta sessão também ajuda a explicar a queda dos papéis.
Na outra ponta, no setor de alimentos, as ações da Perdigão dispararam e encabeçaram os ganhos do índice. Às vésperas da divulgação dos resultados, ganham fôlego as especulações em torno das conversas de fusão com sua concorrente Sadia, cujos ativos também apresentaram valorização. No meio da tarde, a primeira enviou comunicado ao mercado afirmando que os estudos prosseguem, mas que nenhum acordo fora firmado.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O investidor, diante de uma encruzilhada
Voltando a um ponto que mencionei em um post da semana passada, o investidor brasileiro está diante de uma encruzilhada. A Bovespa voltou a entrar no vermelho (-1,19% no acumulado do ano até a última sexta-feira) e, como revela o FolhaInvest de hoje, o pico de rentabilidade do CDB ficou para trás, devido ao ciclo de redução dos juros e à menor necessidade dos bancos de captar recursos.
Em outubro, a rentabilidade média do CDB atingiu o ápice: 1,11%. Desde então, caiu e, em fevereiro, ficou em 0,81%. Mesmo assim, a procura pelos Certificados de Depósito Bancário tem crescido. O saldo dos estoques de CDBs cresceu de R$ 681,51 bilhões no fechamento de 2008 para R$ 722,69 bilhões no dia 5 de março. Faz sentido, visto que o CDB é um título de renda fixa emitido pelos bancos, ideal para o investidor conservador. E ele foi bombardeado pela oferta desses papéis pelas instituições financeiras, que precisavam captar recursos no momento de agravamento da crise. Mas, agora, a queda da Selic reduzirá o ganho do investidor que seguir apostando na renda fixa.
Hora de voltar para a bolsa?
Difícil dizer que sim. A maioria das ações recuou na semana passada.
Por outro lado, o preço das commodities deve voltar a subir no segundo trimestre, depois de bater no nível mínimo nos últimos meses. A expectativa se sustenta, ainda, pelo plano de estímulo à economia adotado pela China - ainda que sem o bombástico pacote de bondades que se esperava na semana passada. E commodities em alta são o melhor aditivo para a Bovespa.
Fonte: Época Negócios
Ibovespa abre a semana com queda de 0,98%, na esteira das perdas externas
09/03/09 - 17h40
InfoMoney
Warren Buffett vê a economia norte-americana "cair de um penhasco" e aposta em problema inflacionário após os esforços do governo. O economista Nouriel Roubini projetou o índice Standard & Poor's 500, atualmente na casa de 680 pontos, em 600 pontos ainda este ano. Previu também mais 36 meses de recessão. Não bastassem palavras, o noticiário corporativo veio carregado de ação.
De lá veio uma série de novidades que apontam consolidação. Destaque maior para a aquisição da Schering-Plough pela Merck, por US$ 41 bilhões. A compradora caiu 7,7% em resposta. Paralelamente, rumores apontam que a Roche fechou a aquisição dos 44% restantes da Genentech, por algo em torno de US$ 46,7 bilhões. A Dow Chemical irá concluir a aquisição da Rohm & Haas, por US$ 15,3 bilhões.
Fora aquisições, a União de Trabalhadores aceitou um programa de cortes de custos operacionais da Ford. Entre tantas referências, o petróleo marcou alta de mais de 3% em Nova York, na expectativa por novos cortes na produção da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo).
Destaques internos
A Petrobras esboçou valorização com a alta de preço do barril, mas sofreu pressão de seus resultados operacionais, recebidos com resistência pelos analistas. O recuo dos metais básicos e temor de abrandamento da recessão derrubaram metais básicos, o que colocou siderúrgicas e Vale entre os destaque negativos do dia.
O setor de papel e celulose também penalizou o Ibovespa. VCP e Aracruz voltaram a cair forte com o anúncio recente de aquisição da fatia da família Safra na segunda e aumento de capital de cerca de R$ 4,2 bilhões pela primeira, através de emissão de novas ações.
Ibovespa perde 0,98%
Com perdas externas e pressão de Vale e siderúrgicas, o Ibovespa abriu a semana com desvalorização de 0,98%, que o levou a 36.741 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 2,7 bilhões.
A maior queda do Ibovespa foi da ação da VCP, que despencou com os desdobramentos da aquisição da Aracruz, segunda maior baixa do dia. Vindas de oito quedas consecutivas, as ações da Braskem se recuperaram e lideraram os ganhos do índice.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Petróleo despenca 10,3% em NY e registra maior queda das últimas sete semanas
02/03/09 - 19h20
InfoMoney
A perspectiva de que as economias mais maduras ainda estão longe de recuperação foi alimentada por resultados corporativos. Foi registrado o maior prejuízo da história corporativa dos Estados Unidos com a seguradora AIG, que perdeu US$ 61,7 bilhões.
O banco suíço UBS rebaixou suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, maior consumidor mundial da commodity. Para a instituição, a maior economia do mundo deve recuar 4,5% no primeiro trimestre e se retrair mais 2,0% no segundo trimestre deste ano.
Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 42,21 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 8,93% em relação ao último fechamento.
O contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou cotado a US$ 40,15 por barril, configurando uma baixa de 10,30% frente ao fechamento anterior.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Dólar amplia queda da abertura, em manhã de clima favorável nos mercados
26/02/09 - 12h15
InfoMoney
Entre as referências que deixaram os investidores menos avessos ao risco está a possibilidade de um acordo para aumento da participação do governo dos EUA no Citigroup, bem como a participação do Royal Bank of Scotland em programa para conferir garantias a ativos bancários.
Notícia veiculada no Financial Times também impulsionou os ganhos na renda variável, ao afirmar que AIG pode estar prestes a fechar um acordo que mudará de forma radical sua estrutura societária. Por outro lado, o resultado trimestral da General Motors foi pior que o esperado.
Cenário doméstico
A inflação de fevereiro é destaque interno, com a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal). Com desaceleração no preço dos alimentos, os índices trouxeram taxas de 0,26% e 0,39% na última sondagem do mês.
Mercado paralelo
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4900 na venda, representando um ágio de 5,91% em relação ao dólar comercial.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Brascan corta em 10% o preço justo das ações da Marcopolo
Apesar da revisão, corretora vê um potencial de alta de quase 150% para os papéis da companhia
A corretora Brascan rebaixou o preço justo das ações preferenciais da Marcopolo (POMO4, sem direito a voto) de 10,21 reais por papel para 9,17 reais - um corte de 10% na projeção. A revisão foi baseada nos resultados apresentados pela empresa no terceiro trimestre, pela incorporação de novos dados macroeconômicos à análise, e pelo fraco desempenho esperado pelos analistas para as operações da Marcopolo na Rússia. Ainda assim, o novo preço justo representa um potencial de valorização de 148% sobre a cotação de fechamento dos papéis na sexta-feira (28/11)): 3,70 reais.
Do lado macroeconômico, o ajuste efetuado pela Brascan tende a ajudar os números da empresa. Isto porque a corretora elevou de 1,73 real para 2,20 reais a taxa média de câmbio para 2009. Como 40% das receitas da fabricante gaúcha de ônibus estão atreladas ao dólar, a valorização da moeda americana é positiva. Além disso, apenas 25% dos custos sofrem impacto cambial.
Situação russa
O maior dólar médio deve compensar outro ponto revisado pelos analistas: um desempenho pior que o esperado das operações na Rússia. As duas fábricas mantidas no país devem permanecer em stand by até que a situação mundial melhore. Por isso, a Brascan estima que apenas 100 unidades sejam produzidas na Rússia em 2009. Como as fábricas são uma parceria com um sócio local - a Ruspromauto -, apenas 50 veículos serão contabilizados pela Marcopolo. A projeção original era de uma produção de 1.500 unidades no próximo ano - 750 delas para a brasileira.
O fraco desempenho na Rússia levou a Brascan a rebaixar a expectativa de produção total da Marcopolo em 2009 para 25.952 unidades, 16,5% maior que a expectativa para 2008, mas 6,5% inferior à projeção inicial da corretora.
O dólar médio mais alto também deve contribuir para uma leve melhoria da margem de ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2009, que passaria de 9,2% em 2008 para 9,8%.
Além da produção mais fraca que a estimada inicialmente, outro item que contribuiu para o rebaixamento do valor justo da Marcopolo foi o aumento do custo de capital, que reflete a alta das taxas de juros decorrentes da atual escassez de liquidez. O custo médio ponderado de capital (WACC, na sigla em inglês) da empresa passou de 11,2% para 12,1%, segundo a Brascan. O WACC é composto por dois fatores. O primeiro é o custo de capital de terceiros, como os bancos que concedem crédito à Marcopolo. Esse custo subiu de 9,7% para 11,5% ao ano. O segundo é o custo de capital próprio, que mede o quanto os acionistas querem de retorno médio do negócio. Essa conta subiu levemente de 14,7% para 14,8%, refletindo o aumento do risco-país de 175 pontos-base para 200 pontos.
No terceiro trimestre, a Marcopolo apresentou lucro líquido de 25,9 milhões de reais, cifra 24% inferior aos 33,9 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o lucro de 80,1 milhões de reais representa uma queda de 8,5%.
Fonte: Exame Online
sábado, 22 de novembro de 2008
Gafisa lidera as perdas do Ibovespa na semana pela terceira vez consecutiva
21/11/08 - 19h25
InfoMoney
Depois de uma desvalorização de 14,78% nesta sessão, as açõesda empresa acumulam queda de 28,54% nos últimos quatro dias - lembrando que na quinta-feira a bolsa brasileira esteve fechada por conta do feriado do Dia da Consciência Negra -, fechando cotadas a R$ 6,86. Os papéis somam perda 79,20% desde o início do ano.
Crise enfraquece demanda por imóveis
A trajetória declinante dos papéis se iniciou já no primeiro pregãodesta semana, quando diante do término da temporada de resultados trimestrais, que refletiram a desaceleração do setor e as incertezas para 2009, os papéis de incorporadoras e construtoras de imóveis lideraram as desvalorizações dentre os papéis que compõem o Ibovespa.
Temendo os impactos da crise financeira, a indústria imobiliária tem adotado postura mais conservadora, deixando espaço para analistas reduzirem as estimativas.
"Vimos uma redução considerável no ritmo do setor e nos resultados. Este comportamento reflete uma série de incertezas principalmente quanto ao crédito e à demanda do consumidor e sinaliza dificuldades nos próximos seis meses", segundo avaliação do Banif sobre os balanços.
Corroborando a perspectiva de que o pessimismo atinge o setor como um todo, os papéis de suas rivais Abyara (ABYA3), Cyrela Realty (CYRE3) e Rossi Residencial (RSID3) terminaram a semana com forte recuo de 7,09%, 21,62% e 23,03% respectivamente.
Mais perdas
Também tiveram uma performance ruim os papéis Sadia PN (SDIA4, R$ 2,79, -26,39%), Rossi Resid ON (RSID3, R$ 2,54, -23,03%), VCP PN (VCPA4, R$ 13,21, -22,97%), Cyrela Realty ON (CYRE3, R$ 5,80, -21,62%) e Gerdau PN (GGBR4, R$ 11,24, -21,23%).