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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Teoria da conspiração? Tese de fraude do petróleo aponta roubo de US$ 2 trilhões/mês

Por: Valter Outeiro da Silveira
26/11/09 - 13h24
InfoMoney

SÃO PAULO - Bernard Madoff entrou para a história como ninguém deseja, ao ser o mentor do esquema Ponzi que resultou em um prejuízo total de US$ 50 bilhões, segunda maior fraude da história dos EUA, atrás apenas do escândalo da Enron em 2001, com perdas de US$ 63,4 bilhões.

Imagine se existisse uma fraude 50 vezes superior à de Madoff, com cerca de US$ 2,5 trilhões em perdas. Além do montante expressivo, idealize uma periodicidade mensal para tal prejuízo. Do impossível para a realidade subliminar, esse é o provável montante que os traders e bancos roubam da renda real do mundo através do petróleo.

Em artigo publicado no website Seeking Alpha, Philip Davis desnuda a possibilidade da maior fraude existente na história, ao revelar como aproximadamente 99% dos negócios nos mercados futuros de petróleo não passam de meras especulações, em um esquema envolvendo bancos, petrolíferas e até a própria imprensa.

Fantasma de mão dupla
"US$ 2,5 trilhões é menos do que o preço excedente que a população é manipulada todo mês para pagar por um barril de petróleo", afirma Davis, ao ressaltar que tais roubos ocorrem na ICE (Intercontinental Exchange).

Criada em 2001, a ICE possui como fundadoras as petrolíferas BP (British Petroleum), Royal Dutch Shell e Total, além dos bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs, Deutsche Bank e Société Générale. A bolsa é sediada em Altanta, nos EUA, mas a regulação norte-americana passa longe das negociações.

Tamanha falta de regulação gera as chamadas dark pools of liquidity, ATS (Alternative Trading Systems) usados por traders que procuram movimentar grandes quantias sem revelar as operações no mercado aberto. Como decorrência, a especulação toma forma, e explica como o barril de petróleo saltou de US$ 40,00 para US$ 80,00 somente este ano, em meio à fraca demanda física pela commodity.

Á procura da verdade, Davis mostra que investigação do Congresso dos EUA datada de 2003 descobriu como a ICE é usada para facilitar negociações "round trip" (viagens de ida e de volta), nas quais uma firma "A" vende energia para uma empresa "B", que vende novamente o mesmo montante de volta para a firma "A": o resultado real é nulo, mas o sinal ascendente para os preços do petróleo não.

Preços disparam e ignoram demanda real
Na época em que a DMS Energy foi investigada pelo governo norte-americano, a empresa de energia assumiu que nada menos de 80% das negociações em 2001 eram fantasmas. Em movimento semelhante, a Duke Energy revelou que negociou US$ 1,1 bilhão através das round trips, sendo dois terços comercializados na ICE.

"Você pode enxergar o dano causado pelo Goldman Sachs e por sua gangue de ladrões quando olhar a diferença de preços antes da criação da ICE e depois da criação da ICE", afirma Davis, ao ressaltar que, em apenas cinco anos após a criação (de 2001 a 2006), os preços das commodities triplicou - contraparte impossível na demanda.

Para Chris Cook, ex-diretor da International Petroleum Exchange, os laços entre bancos e petrolíferas são bem mais antigos do que se pensa. "Parece-me claro que o Goldman Sachs e a BP vêm trabalhando em cooperação - ao menos em um nível estratégico - por pelo menos 15 anos", diz Cook.

A ponte mais do que estreita entre bancos e petrolíferas lembra a tese de Vladimir Lenin no texto "Imperialismo, fase superior do capitalismo", no qual explicita a junção entre capital industrial e capital bancário, resultando apenas em um tipo de capital: o financeiro.

Petróleo: causa da recessão?
Antes da existência da ICE, as famílias norte-americanas gastavam, em média, 7% de sua renda em alimentos e combustíveis. No último ano, a proporção saltou para 20%. "Isso é 13% da renda de todo norte-americano, o que dá mais de US$ 1 trilhão por ano, roubados através da manipulação do mercado", completa Davis, citando que, em uma escala global, US$ 4 trilhões são roubados por ano - 80 vezes o tamanho da fraude de Madoff.

Nesse sentido, Jeff Rubin, economista-chefe do CIBC (Canadian Imperial Bank of Commerce), sugere que a recessão corrente foi causada pelos altos preços do petróleo, ao afirmar que as hipotecas não pagas nos EUA são apenas um sintoma da doença causada pelo óleo bruto. Talvez explique porque o Japão e algumas economias na Zona do Euro entraram em recessão antes mesmo da bolha norte-americana estourar.

Além disso, os elevados preços do petróleo foram responsáveis por quatro das últimas cinco recessões do mundo, podendo ter começado também a atual, caso confirmada a tese. "Os choques do petróleo criam recessões, ao transferirem bilhões de dólares de economias em que os consumidores gastam cada centavo que possuem para países com alta taxa de poupança. Enquanto esses petrodólares podem ser reciclados de volta para fundos soberanos de investimento, eles não são reciclados para a demanda real", completa Rubin.

Parabéns, você construiu Dubai
Embora sem provas concretas, dada à falta de regulação na ICE - reguladores seriam subornados? -, a teoria da manipulação pode ser verdadeira, em um mercado cansado de especulação. Ou seria o próprio mercado a personificação da especulação?

Entre tantas questões, sempre lembre: quanto será da minha renda que está indo para a construção de um palácio de ouro no Oriente Médio, ou para algum trader do Goldman Sachs?

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Petróleo nos EUA tem leve alta apesar de queda em Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos atingiram o maior nível em quase seis meses nesta quinta-feira, mas fecharam abaixo do pico de 2009 registrado durante a sessão.

Realização de lucros, após um enfraquecimento em Wall Street, reduziu a força do petróleo.

O enfraquecimento do dólar diante do euro, dados sobre pedidos de auxílio-desemprego nos EUA melhores que esperados e esperanças crescentes de recuperação econômica impulsionaram o mercado de petróleo mais cedo.

"A reviravolta do S&P causou a realização de lucros no mercado de petróleo. As coisas que dirigem este mercado, o otimismo econômico, não mudaram. Então pode ser que o mercado esteja apenas respirando", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energy, em Connecticut.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho subiu 0,37 dólar, ou 0,66 por cento, a 56,71 dólares por barril, o maior nível de fechamento desde 14 de novembro de 2008, quando fechou em 57,04 dólares.

O contrato foi negociado entre 55,46 dólares e 58,57 dólares, o maior valor intradia desde 17 de novembro de 2008, quando chegou a 58,98 dólares.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu 0,32 dólar, ou 0,57 por cento, a 56,47 dólares por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

Fonte: UOL Economia

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Petróleo fecha acima de US$ 51 em Nova York e Londres

NOVA YORK, EUA, 24 Abr 2009 (AFP) - Os preços do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira em Nova York, estimulados pelo enfraquecimento da moeda americana, que torna as matérias-primas mais atraentes, e pelo crescimento das Bolsas.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet" para entrega em junho ganhou US$ 1,93 entre ontem e hoje, fechando a US$ 51,55.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento subiu US$ 1,56, fechando a US$ 51,67.

"A pressão exercida sobre o dólar sustenta os preços do petróleo", resumiu Mike Fitzpatrick, da MF Global.

"O dólar caiu de forma significativa nos dois últimos dias. Esta queda sustenta os preços porque o bruto (vendido em dólares) fica mais barato para o resto do mundo", explicou o analista independente Ellis Eckland.

Além disso, as Bolsas europeias registraram forte aumento, e Wall Street estava em alta no fim da sessão.

O forte aumento das Bolsas registrado desde o início de março leva os investidores a pensar que a economia vai se recuperar mais rapidamente, estimulando o consumo de matérias-primas.

"Parece que a ideia segundo a qual a atividade está recuando numa velocidade menor do que o previsto está se confirmando", observou Fitzpatrick.

"Os operadores anteciparam uma contratação da relação entre a oferta e a demanda, mas nenhuma estatística confirmou esta previsão", declarou Eckland.

As últimas estatísticas do Departamento americano da Energia mostraram um novo aumento espetacular, na semana passada, dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, o maior consumidor mundial de ouro negro.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Petróleo despenca 10,3% em NY e registra maior queda das últimas sete semanas

Por: Equipe InfoMoney
02/03/09 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo desabaram nesta segunda-feira (2) com o aprofundamento do sentimento de piora econômica nos principais consumidores mundiais do produto. A commodity despencou 10,3% em Nova York, maior queda das últimas sete semanas. Em Londres, os contratos recuaram 8,9%.

A perspectiva de que as economias mais maduras ainda estão longe de recuperação foi alimentada por resultados corporativos. Foi registrado o maior prejuízo da história corporativa dos Estados Unidos com a seguradora AIG, que perdeu US$ 61,7 bilhões.

O banco suíço UBS rebaixou suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, maior consumidor mundial da commodity. Para a instituição, a maior economia do mundo deve recuar 4,5% no primeiro trimestre e se retrair mais 2,0% no segundo trimestre deste ano.

Cotações
cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 42,21 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 8,93% em relação ao último fechamento.

O contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou cotado a US$ 40,15 por barril, configurando uma baixa de 10,30% frente ao fechamento anterior.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

De olho no petróleo, esta na hora de subir

04/02 - 18:12

PETRÓLEO: Barril fecha sem tendência, com anúncio de estoques

SÃO PAULO, 4 de fevereiro de 2009 - Os preços do petróleo encerraram o dia sem tendência definida, após os dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos apontarem que os estoques da commodity subiram duas vezes mais que o esperado pelo mercado.

O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em março, encerrou com queda de 1,2%, cotado a US$ 40,31 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Já o barril do tipo Brent, com vencimento em março, encerrou com valorização de 0,3%, negociado a US$ 44,20 no ICE Exchange de Londres.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram em 7,2 milhões barris, na comparação com o mesmo período da semana anterior, para 346,1 milhões, informou hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE). O mercado apostava em uma alta de 3 milhões de barris. Sendo assim, o resultado marca o 17º aumento em 18 semanas.

Seguindo a mesma direção, os estoques de gasolina registraram alta de 300 mil barris no mesmo período de comparação, para 220,2 milhões de barris. Em sentido contrário, os estoques de derivados registraram queda de 1,4 milhão de barris, para 142,6 milhões.

As refinarias norte-americanas operaram com 83,5% de sua capacidade operacional total, acima dos 82,5% registrados na semana anterior. (Redação - InvestNews)

Gráfico de hoje 04/02/2009

Dia marcado por alta volatilidade nos papéis de Petro e Vale, suas Opções sofreram grande variação ao longo do dia.
Vale por causa da valorização das commodities chegou a 10,31% em NY.
Petro acompanhou a alta do petróleo, buscou o topo mas não passou de 3% no máximo, mais uma vez o petróleo foi o peso que a puxou pra baixo.
Até amanhã.









sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Petróleo barato impulsiona varejo e ações em Wall Street



Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam a sexta-feira com fortes ganhos, revertendo a tendência negativa de grande parte do dia, com os investidores apostando que o amplo declínio dos preços do petróleo impulsionará o gasto do consumidor.

O movimento animou as ações do varejo e contrabalançou a demissão de mais de meio milhão de pessoas no país em novembro.

O índice Dow Jones avançou 3,09 por cento, a 8.635 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 3,65 por cento, a 876 pontos. O Nasdaq saltou 4,41 por cento, a 1.509 pontos.

Na semana, o Dow caiu 2,2 por cento, o S&P declinou 2,3 por cento e o Nasdaq perdeu 1,7 por cento.

Os papéis do Wal-Mart subiram 5,6 por cento, sendo o destaque no Dow Jones. O índice varejista do S&P subiu 4,4 por cento. A Apple ajudou a levantar o Nasdaq, com suas ações subindo quase 3 por cento, para 94 dólares.

"Isto significa mais gastos para os consumidores, que estão começando a se sentir um pouco melhores pois não terão que gastar 100 dólares toda vez que forem encher o tanque de gasolina", afirmou Angel Mata, diretora gerente de operações da Stifel Nicolaus.

"Tudo isso está começando a se encaixar. É isto que está contando para esta alta e para esta valorização que tivémos nesta semana".

Um relatório do governo mostrou que os empregadores norte-americanos cortaram 533 mil vagas em novembro, o pior desempenho em 34 anos, enquanto que a taxa de desemprego subiu para 6,7 por cento, a maior desde 1993.

Fonte: UOL Economia

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Petróleo e resgate estatal ao Citigroup sustentam alta nos futuros dos EUA

Por: Equipe InfoMoney
24/11/08 - 10h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Na manhã desta segunda-feira (24), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

Diante das perdas correlacionadas com a crise de crédito, o governo norte-americano resgatará o Citigroup, através de duas medidas: segurança pelo FIDC (Federal Deposit Insurance Corporation) de aproximadamente US$ 306 bilhões para que o banco financie seus ativos podres no mercado e injeção de US$ 20 bilhões pelo Tesouro por meio do TARP (Troubled Assets Relief Program).

Como resposta à liquidez iminente, seus papéis disparam 30% em Frankfurt e propagam otimismo em todo o setor financeiro, explicitado pelas altas das ações de JPMorgan (2%), Bank of America (9%) e Merril Lynch (3%) no pré-market norte-americano.

Também contribuindo para a alta nos mercados futuros dos EUA, os ativos petrolíferos sobem, o que se explica pela variação positiva de 3,6% na cotação do barril do óleo bruto em Londres. Dentre as valorizações, destaque para as ações de Chevron (2,5%), ConocoPhillips (4%) e Exxon Mobil (5%).

Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 814,40 pontos, alta de 15,57 pontos em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 815,60 pontos, valorização de 1,95% em relação ao último fechamento.

Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.112,09 pontos, alta de 2,44% frente ao fechamento de sexta-feira. O contrato futuro negociava há instantes a 1.112,25 pontos, 26,52 pontos acima do valor justo.

Confira o último fechamento
No pregão de sexta-feira, o índice Dow Jones fechou em forte valorização de 6,54%, atingindo 8.046 pontos. Já o S&P 500 subiu 6,32%, enquanto o índice Nasdaq Composite disparou 5,18%.

Fonte: Infomoney