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quarta-feira, 3 de março de 2010

JP lança fundo de Brasil em Londres


AJP Morgan Asset Management está levantando inicialmente 50 milhões de libras (cerca de R$ 1,380 bilhão) para um fundo fechado dedicado a Brasil, com cotas negociadas na bolsa londrina. A intenção é oferecer aos investidores a chance de ganhar com ações de empresas de menor capitalização, as "small" e "middle caps".
O outro fundo com cotas negociadas em bolsa é o BlackRock Latin America, que normalmente negocia com um prêmio, o que é raro entre essas aplicações e mostra que a demanda por esse tipo de carteira é forte. Investir no mercado brasileiro significa normalmente apostar em ações ligadas a recursos naturais. As duas maiores companhias na bolsa brasileira - a Petrobras e a Vale - representam cerca de 40% do Ibovespa.
Fundos de mercados emergentes e até carteiras dedicadas à América Latina costumam investir nas maiores companhias brasileiras, seguindo de perto o índice MSCI Brazil. Mas alguns analistas avaliam que a história de crescimento do país está em ações ligadas ao consumo doméstico.
"As pessoas leem o Brasil como uma aposta em recursos naturais, mas o maior componente (do PIB) está em serviços. Isso não se reflete no mercado acionário, então esse fundo é uma forma de conseguir essa exposição", diz Mick Gilligan, diretor de pesquisa em fundos da corretora Killik.
O JP Morgan Fund terá taxa de performance de 10% sobre o que exceder o índice MSCI 10/40 - indicador derivado de três índices (MSCI padrão, de crescimento e de small caps). Esse índice restringe a exposição a qualquer companhia em 10% (segundo a legislação de Luxemburgo) e exclui os papéis de empresas maiores.
Além disso, os papéis cuja participação na carteira superam 5%, se somados, não podem passar de 40% - por isso o 10/40. A taxa de performance vai incidir apenas quando o referencial for positivo. O fundo terá controle de desconto, comprando ações se o desconto se ampliar em mais de 5%.
Julian Thompson, especialista em mercados emergentes da Threadneedle, mantém posições acima da média (overweight) em Brasil. O mercado brasileiro ainda negocia a múltiplos mais baixos em relação a outros emergentes, como China e Índia. Thompson diz que o crescimento do consumo no país parece forte e, com isso, as ações de varejo, como a Lojas Renner, deverão se beneficiar.
John Newlands, analista da Brewin Dolphin, alerta que um fundo dedicado a um país pode concentrar o risco. Ele prefere carteiras mais amplas de mercados emergentes com exposição ao Brasil, como o Templeton Emerging Markets Investiment Trust (Temit).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Barclays aproveita brechas e cresce

O Barclays aproveitou oportunidades com a crise financeira e levou talentos para dentro de casa quando todos os concorrentes estavam demitindo. Agora que o mercado está mais concorrido no país, o banco de capital inglês, no entanto, não pretende parar sua expansão. "A crise financeira nos permitiu crescer de forma mais rápida, pois ficou fácil contratar executivos seniores", disse Archibald Cox, Jr., chairman do Barclays Americas, em visita ao Brasil.

Foi a mesma estratégia oportunista que levou o banco inglês a comprar a franquia daLehman Brothers na América do Norte, no final de 2008, por US$ 1,75 bilhão, depois de o banco americano falir, em setembro. "Hoje nos tornamos um dos cinco maiores bancos de investimento do mundo", diz Cox. O mercado parece reconhecer o novo papel do Barclays e suas ações na Bolsa de Londres sobem mais do que dos concorrentes.

Cox foi contratado há cerca de um ano e meio pelo Barclays justamente para expandir a atuação nas Américas. Sugeriu ao conselho a aquisição da Lehman, por causa da complementaridade entre os bancos. O Barclays tinha presença mais forte na Europa e agora é um dos mais fortes nos Estados Unidos. Era líder em renda fixa, derivativos e commodities. A Lehman atuava também na assessoria em fusões e aquisições e em emissões de ações. "Com o pessoal da Lehman, conseguimos potencializar e alavancar nossa atuação", diz Cox.

Segundo ele, ainda em março de 2008, quando o Bear Stearns quase quebrou antes de ser vendido para o J.P.Morgan, o time dirigente do Barclays logo percebeu que o pior estava por vir. "Foi aí que resolvemos aproveitar a fraqueza da concorrência para ganhar mercado." Cox se orgulha de o banco ter conseguido fechar no azul em 2008. Neste ano, deve ter mais de 6 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente US$ 9,8 bilhões) de lucros antes dos impostos no mundo, segundo a "The Economist".

"Dispensamos a ajuda do governo britânico", lembra Cox. Mas, em outubro de 2008, o Barclays obteve 7 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 11,4 bilhões) de um grupo de investidores do Oriente Médio em troca de 30% de seu capital, em uma transação polêmica, considerada por muitos com termos mais onerosos para os acionistas minoritários do que a própria ajuda do governo. Em troca dos recursos, o Barclays teve de aceitar a venda de uma de suas "joias", segundo a "The Economist", a gestora de recursos Barclays Global Investors (BGI), que lhe rendia receitas de 500 milhões de libras esterlinas (por volta de US$ 800 milhões). A compradora foi a BlackRock Global Investors, da qual o Barclays possui agora 19,9% do capital.

Agora completo em sua atuação internacional como banco de investimento, o Barclays resolveu ampliar os produtos oferecidos aos clientes no mercado brasileiro. "Vamos participar de todas as áreas, inclusive as mais rentáveis", diz o presidente do Barclays no país, Alceu Amoroso Lima Neto. Isso, segundo ele, justifica a contratação de "bankers", os responsáveis pelo relacionamento com os clientes.

Forte na venda de títulos de renda fixa do governo brasileiro para o investidor externo, quer sejam os papéis indexados à inflação emitidos no mercado interno, quer sejam os eurobônus emitidos no exterior, o Barclays quer agora liderar transações também para corporações. Quer ampliar sua atuação no mercado de fusões e aquisições e de emissões iniciais públicas de ações (IPOs), bem mais rentáveis para os bancos de investimento do que os títulos de renda fixa. O banco, que iniciou 2009 com 85 funcionários, tem hoje 120. E isso mesmo considerando-se que cerca de 15 pessoas do time da gestora de recursos BGI no Brasil foram integrar a BlackRock.

Os planos do Barclays para 2010 são de contratação de mais 40 a 50 funcionários para a área de vendas, além de operadores, analistas para a área de pesquisa e "bankers". O capital do banco no Brasil, hoje de R$ 600 milhões, também deverá ser ampliado para fazer frente à expansão. Segundo Lima Neto, o banco tem como foco, principalmente, emissões que envolvem distribuição no exterior, além de fusões e aquisições entre empresas brasileiras e parceiras no mercado internacional.

Hoje, depois que o pior da crise "ficou para trás", o mercado brasileiro se mantém prioridade para o Barclays, segundo Cox. Ele, no entanto, descarta aquisições no país. "Nossa ideia é manter um crescimento orgânico", revela.

O Barclays já pediu autorização para o Banco Central para ter uma corretora de ações no país, cujo responsável será Ricardo Lanfranchi, ex-Merrill Lynch, um dos talentos que o Barclays atraiu no início do ano. Outro nome conhecido no mercado que o banco contratou foi Marcelo Salomon, ex-Unibanco, que hoje é diretor do Barclays Capital e seu economista-chefe. A área de pesquisa de mercado de capitais para América Latina também foi montada neste ano, inicialmente com a contratação de Roberto Attuch Jr., o responsável pela área, que já montou parte de seu time na instituição financeira.

A atuação em commodities e derivativos vai continuar firme e forte, diz Lima. O banco pretende também oferecer crédito externo para grandes fusões - foi um dos principais a financiar a compra da Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, pela InBev, em 2008, entrando com US$ 6 bilhões do crédito total. E não descarta passar a atuar no mercado interno de renda fixa para corporações e também na securitização de recebíveis à brasileira, os fundos de investimento em direitos creditórios.

Lima Neto está no Barclays desde 2001. Seu avô foi o escritor, jornalista e pensador Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde. Há 36 anos no Brasil, o Barclays atuou a maior parte do tempo em sociedade, por meio do BCN Barclays. Comprou 100% do capital do banco brasileiro em 2001, mas, com a crise argentina e a crise eleitoral brasileira, em 2002, acompanhou o movimento da maioria dos bancos estrangeiros e enxugou atividades. Desde 2006, sua expansão não para.

Fonte: Valor Online

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preço do petróleo supera US$ 60 em Londres e excede US$ 61 em NY

SÃO PAULO - Os agentes nos mercados de petróleo analisam a situação dos estoques de produtos energéticos dos Estados Unidos na semana passada.

Pelo último relatório do Departamento de Energia americano, na semana terminada no dia 15 deste mês, as reservas de cru cederam em 2,1 milhões de barris, para 368,5 milhões de barris. Alguns analistas esperavam uma queda de 1,5 milhão de barris no período.

Os níveis de gasolina diminuíram em 4,3 milhões de barris e ficaram em 204 milhões de barris. A expectativa era de uma redução de 1,7 milhão de barris.

Os estoques de destilados, no entanto, cresceram em 600 mil barris na semana passada, somando 148,1 milhões de barris. Algumas projeções eram de acréscimo de 1,3 milhão de barris.

Em Nova York, o contrato do WTI para junho aumentava US$ 1,28, a US$ 61,38. O vencimento de julho subia US$ 1,17, cotado a US$ 61,98.

Em Londres, o Brent para julho era transacionado a US$ 60,06, com acréscimo de US$ 1,14. O contrato de agosto estava em US$ 60,80, com alta de US$ 1,07.

(Valor Online, com agências internacionais)

Fonte: O Globo.com

domingo, 10 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,63 em Nova York, maior valor em seis meses

Dados sobre emprego nos EUA animaram os investidores no dia.
Produto também seguiu de perto o humor dos mercados financeiros.

Os preços do petróleo subiram para o patamar mais alto dos últimos seis meses nesta sexta-feira em Nova York (8), depois que a divulgação de números sobre o desemprego melhores do que o previsto reforçaram a impressão de que a economia vai se recuperar mais cedo que o previsto.


Com isso, na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (Nymex), o barril de petróleo com vencimento em junho subiu US$ 1,92, fechando a US$ 58,63. O barril de óleo cru teve valorização de 10,2% durante a semana, no mercado norte-americano.

 

Em Londres, o produto com entrega em junho também teve alta, de US$ 1,67, fechando a US$ 58,14. "Os preços da energia parecem desafiar a gravidade", comentou Phil Flynn, da Alaron Trading.

 

 Acompanhando o mercado

Há várias semanas que os preços do petróleo acompanham a evolução das bolsas, que teriam capacidade de antecipar a recuperação econômica, servindo como "termômetro" para a demanda mundial do produto.


"É um impulso financeiro que não condiz com a realidade do mercado", concordou Antoine Halff, da Newedge Group. "O aumento se deve a uma intensificação do otimismo com os fundos de investimentos", explicou.


Nesta semana, além da perda de empregos menor que a esperada (539 mil vagas foram fechadas em abril), Além disso, as últimas estatísticas do Departamento Americano da Energia mostraram que as reservas de bruto diminuíram na semana passada nos Estados Unidos, devido a uma maior atividade das refinarias.


Fonte: Globo.com

terça-feira, 14 de abril de 2009

Petróleo fecha em baixa em NY e Londres, afetado por temores sobre a demanda

NOVA YORK, EUA (AFP) — Os preços do petróleo encerrou a terça-feira em leve queda em Nova York e Londres, empurrados por um indicador pior que o esperado sobre o consumo nos Estados Unidos, que esfriou as esperanças de uma recuperação rápida da economia e da demanda de cru.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em maio terminou cotado a 49,41 dólares, um recuo de 64 centavos em relação a segunda-feira.

Na InterContinental Exchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento perdeu 18 centavos, a 51,96 dólares.

Depois de oscilar durante grande parte da sessão em torno do equilíbrio, os preços do WTI acabaram fechando no vermelho.

"Os investidores se dão conta de que a economia mundial continua muito enfraquecida e que ainda será necessário algum tempo para melhorar a relação entre oferta e demanda", considerou Bart Melek, da BMO Capital Markets.

As esperanças de recuperação econômica, que nas últimas semanas mantiveram o barril em torno dos 50 dólares, foram deixadas de lado pela inesperada queda das vendas do varejo nos Estados Unidos em março, após dois meses em alta.

Por outro lado, o mercado "continua reagindo à perspectiva muito sombria da demanda dada pela Agência Internacional de Energia (AIE)", acrescentou Melek.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Petróleo fecha com o maior preço em dois meses em NY

Segunda-feira, 16 de março de 2009, 17h31

SUZI KATZUMATA

Os contratos futuros de petróleo fecharam na máxima em dois meses na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), impulsionados pelos saudáveis ganhos de mais cedo do mercado de ações norte-americano, que alimentaram esperanças de que uma recuperação econômica pode elevar a demanda pela commodity (matérias-primas).

Na Nymex, os contratos de petróleo para abril subiram US$ 1,10, ou 2,38%, e fecharam a US$ 47,35 por barril. Incluindo as transações do sistema eletrônico Globex, a mínima foi de US$ 43,62 e a máxima, de US$ 47,63. Na ICE Futures, em Londres, os contratos de petróleo Brent para abril - que venceram no encerramento do pregão - fecharam a US$ 43,98 por barril, em baixa de US$ 0,95, ou 2,11%; a mínima foi de US$ 42,59 e a máxima, de US$ 44,57. 

Os preços do petróleo subiram junto com as ações e os contratos futuros de cobre - que servem como indicadores da atividade econômica futura, o que por sua vez determinará a demanda por combustíveis -, disse Addison Armstrong, uma analista da Tradition Energy em Stamford (Connecticut). O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, passou boa parte do dia exibindo alta, antes de virar e fechar em leve baixa, depois de acumular fortes ganhos na semana passada - que foi a melhor desde a última semana de novembro. 

Na semana passada, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisaram em baixa suas previsões de demanda para o ano, antes do encontro ministerial do cartel de produtores no domingo. No final, a Opep decidiu não cortar a produção, dizendo em um comunicado que o grupo está "preocupado com o fato de que a economia mundial está no meio da pior recessão econômica global em décadas".

Portanto, os ganhos de hoje podem se mostrar temporários para os preços do petróleo, disse Armstrong. "A alta de hoje no petróleo é fraca. O anúncio da Opep feito neste final de semana certamente é negativo, especialmente com respeito à demanda", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

Publicado em: 16 de março de 2009, 17h31

Fonte: AE Investimentos

segunda-feira, 2 de março de 2009

Petróleo despenca 10,3% em NY e registra maior queda das últimas sete semanas

Por: Equipe InfoMoney
02/03/09 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo desabaram nesta segunda-feira (2) com o aprofundamento do sentimento de piora econômica nos principais consumidores mundiais do produto. A commodity despencou 10,3% em Nova York, maior queda das últimas sete semanas. Em Londres, os contratos recuaram 8,9%.

A perspectiva de que as economias mais maduras ainda estão longe de recuperação foi alimentada por resultados corporativos. Foi registrado o maior prejuízo da história corporativa dos Estados Unidos com a seguradora AIG, que perdeu US$ 61,7 bilhões.

O banco suíço UBS rebaixou suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, maior consumidor mundial da commodity. Para a instituição, a maior economia do mundo deve recuar 4,5% no primeiro trimestre e se retrair mais 2,0% no segundo trimestre deste ano.

Cotações
cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 42,21 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 8,93% em relação ao último fechamento.

O contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou cotado a US$ 40,15 por barril, configurando uma baixa de 10,30% frente ao fechamento anterior.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Petróleo avança sob otimismo de mercados e queda nos estoques

Por: Equipe InfoMoney
26/02/09 - 12h09
InfoMoney

SÃO PAULO - O preço do barril de petróleo opera em alta nesta quinta-feira (26). As cotações seguem o desempenho do mercado acionário e a queda nos estoques de gasolina e engatam forte avanço.

De acordo com os dados do Departamento de Energia norte-americano, divulgados na última quarta-feira, os estoques de gasolina nos Estados Unidos recuaram durante a última semana, indicando um aumento de 1,7% no consumo em comparação com o mesmo período de 2008, enquanto aqueles de petróleo avançaram abaixo do esperado pelo mercado.

Ademais, os preços seguem também o bom humor dos mercadosinternacionais nesta quinta-feira, que operam no campo positivo, impulsionados pelo noticiário do setor financeiro, com possívelaporte de capital do governo dos EUA no Citigroup, troca no comando do UBS, além do resultado do Royal bank of Scotland e de sua nova linha de seguro.

Confira a cotação em Londres e Nova York
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 44,52 nesta quinta-feira, alta de 2,58% em relação ao último fechamento.

Apesar do desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula baixa de 0,71% neste mês de fevereiro. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 6,61%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 41,76 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em abril de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 44,08 por barril, configurando uma alta de 4,18% frente ao fechamento anterior.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Petróleo tem alta de mais de 7% com otimismo em Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo bruto negociados nos Estados Unidos fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionados por mais um dia de otimismo em Wall Street e ignorando os dados de que os estoques da commodity subiram muito mais do que o esperado na semana passada.

A decisão da China de cortar a taxa de juros também ajudou, disseram traders.

"O mercado de ações está negociando em alta, o que dá às poucas pessoas que estão trabalhando nesta semana de feriado um motivo para levar o mercado para cima", disse Mark Waggoner, presidente da Excel Futures.

Na Nymex, o contrato janeiro subiu 3,67 dólares, ou 7,23 por cento, para 54,44 dólares o barril, sendo negociado entre 50,15 e 54,86 dólares. O petróleo tinha caído quase 7 por cento na terça-feira, para 50,77 dólares.

Em Londres, o petróleo tipo Brent subiu 3,57 dólares, ou 7,09 por cento, para 53,92 dólares, sendo negociado entre 49,81 e 54,38 dólares.

(Reportagem de Gene Ramos, Haitham Haddadin e Timothy Gardner)

Fonte: Reuters Brasil

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Barril do petróleo cai abaixo de US$ 50 com temor de recessão

Por: Equipe InfoMoney
20/11/08 - 12h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O preço do barril de petróleo opera em baixa nesta segunda-feira (17) em Nova York, chegando a negociar abaixo dos US$ 50 o barril, devido aos temores quanto ao potencial da demanda mundial pela commodity. 

Com a desaceleração das principais economias do globo, em especial a norte-americana, os investidores já precificam uma menor procura por petróleo nos próximos meses, refletindo na queda dos preços.

Confira as cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 46,59 nesta quinta-feira (20), forte baixa de 3,96% em relação ao último fechamento. 

Com o desempenho negativo dessa sessão, o petróleo acumula forte baixa de 24,77% neste mês de novembro. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 50,38%, já que a commodityencerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em dezembro de 2008, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 51,85 por barril, configurando uma baixa de 2,57% frente ao fechamento anterior.