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segunda-feira, 2 de março de 2009

Petróleo despenca 10,3% em NY e registra maior queda das últimas sete semanas

Por: Equipe InfoMoney
02/03/09 - 19h20
InfoMoney

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo desabaram nesta segunda-feira (2) com o aprofundamento do sentimento de piora econômica nos principais consumidores mundiais do produto. A commodity despencou 10,3% em Nova York, maior queda das últimas sete semanas. Em Londres, os contratos recuaram 8,9%.

A perspectiva de que as economias mais maduras ainda estão longe de recuperação foi alimentada por resultados corporativos. Foi registrado o maior prejuízo da história corporativa dos Estados Unidos com a seguradora AIG, que perdeu US$ 61,7 bilhões.

O banco suíço UBS rebaixou suas projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, maior consumidor mundial da commodity. Para a instituição, a maior economia do mundo deve recuar 4,5% no primeiro trimestre e se retrair mais 2,0% no segundo trimestre deste ano.

Cotações
cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 42,21 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 8,93% em relação ao último fechamento.

O contrato de maior liquidez no mercado de Nova York fechou cotado a US$ 40,15 por barril, configurando uma baixa de 10,30% frente ao fechamento anterior.

AIG tem prejuízo de US$61,7 bi e recebe novo resgate dos EUA

segunda-feira, 2 de março de 2009 14:07 BRT

Por Lilla Zuill e Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - A gigante do setor de seguros American Internacional Group divulgou nesta segunda-feira um prejuízo trimestral recorde de 61,7 bilhões de dólares e obteve novo resgate do governo norte-americano, após autoridades terem concluído novamente que deixar a seguradora falir poderia ameaçar o sistema financeiro global.

A AIG terá acesso a até 30 bilhões de dólares em capital novo, após ter recebido 150 bilhões de dólares em ajuda no ano passado, o que levou a participação do governo norte-americano na empresa para perto de 80 por cento.

O resgate mais recente evita por enquanto qualquer redução da classificação de crédito que poderia forçar a AIG a levantar bilhões de dólares, que ela poderia não conseguir.

O novo acordo de resgate aumenta o comprometimento do governo dos EUA em manter a AIG operando.

A operação foi anunciada apenas três dias após Washington ter anunciado um novo pacote de resgate ao Citigroup, que, como a AIG, tem lutado para vender operações e levantar capital para pagar dívidas. Ambas as companhias ficam em Nova York.

O mercado está numa posição "miserável" nesse momento, lamentou o presidente-executivo da AIG, Edward Liddy, em entrevista por telefone. Ele disse que a recuperação da AIG pode levar "vários anos".

Para o acordo do novo resgate à AIG, o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve mencionaram as operações da AIG em mais de 130 países, seu papel como seguradora de mais de 100 mil entidades, incluindo operações que empregam mais de 100 milhões de norte-americanos, e seus mais de 30 milhões de segurados nos EUA.

O governo também reconheceu que o pacote desta segunda-feira pode não ser o último para a AIG. "Dado risco sistêmico que a AIG continua a apresentar e a fragilidade dos mercados hoje, o custo potencial da falta de ação do governo à economia e ao contribuinte pode ser extremamente alto", informou comunicado oficial.

Fonte: Reuters Brasil