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segunda-feira, 2 de março de 2009

AIG tem prejuízo de US$61,7 bi e recebe novo resgate dos EUA

segunda-feira, 2 de março de 2009 14:07 BRT

Por Lilla Zuill e Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - A gigante do setor de seguros American Internacional Group divulgou nesta segunda-feira um prejuízo trimestral recorde de 61,7 bilhões de dólares e obteve novo resgate do governo norte-americano, após autoridades terem concluído novamente que deixar a seguradora falir poderia ameaçar o sistema financeiro global.

A AIG terá acesso a até 30 bilhões de dólares em capital novo, após ter recebido 150 bilhões de dólares em ajuda no ano passado, o que levou a participação do governo norte-americano na empresa para perto de 80 por cento.

O resgate mais recente evita por enquanto qualquer redução da classificação de crédito que poderia forçar a AIG a levantar bilhões de dólares, que ela poderia não conseguir.

O novo acordo de resgate aumenta o comprometimento do governo dos EUA em manter a AIG operando.

A operação foi anunciada apenas três dias após Washington ter anunciado um novo pacote de resgate ao Citigroup, que, como a AIG, tem lutado para vender operações e levantar capital para pagar dívidas. Ambas as companhias ficam em Nova York.

O mercado está numa posição "miserável" nesse momento, lamentou o presidente-executivo da AIG, Edward Liddy, em entrevista por telefone. Ele disse que a recuperação da AIG pode levar "vários anos".

Para o acordo do novo resgate à AIG, o Departamento do Tesouro e o Federal Reserve mencionaram as operações da AIG em mais de 130 países, seu papel como seguradora de mais de 100 mil entidades, incluindo operações que empregam mais de 100 milhões de norte-americanos, e seus mais de 30 milhões de segurados nos EUA.

O governo também reconheceu que o pacote desta segunda-feira pode não ser o último para a AIG. "Dado risco sistêmico que a AIG continua a apresentar e a fragilidade dos mercados hoje, o custo potencial da falta de ação do governo à economia e ao contribuinte pode ser extremamente alto", informou comunicado oficial.

Fonte: Reuters Brasil

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Expectativa por discursos de Bernanke e Geithner geram apreensão e incertezas

Por: Equipe InfoMoney
10/02/09 - 09h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Antes motor das bolsas internacionais, o plano de estímulo econômico norte-americano agora é motivo de cautela. Com a percepção de que o pacote de mais de US$ 800 bilhões pode não ser o bastante para tirar os Estados Unidos da recessão, os mercados acionários europeus, asiáticos e futuros de Wall Street registram queda nesta manhã.

Aprovado na votação preliminar do Senado na última sessão, o pacote deve ser votado oficialmente ainda nesta terça-feira (10), em meio a declarações do presidente norte-americano Barack Obama de que os problemas no país "estão acelerando ao invés de melhorarem".

Com esse pano de fundo, a agenda dos EUA merece atenção dobrada, trazendo o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, programado para 16h00 e os dados do setor atacadista, com o Wholesale Inventories sendo divulgado às 13h00.

Resgate do setor financeiro
Porém, o evento mais esperado desta sessão é o discurso do novo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Tim Geithner, que deve começar às 14h00. Geithner falará sobre o plano de resgate do setor financeiro norte-americano um dia depois do programado inicialmente. O mercado espera que sejam anunciadas novas injeções de capital nos bancos e maiores detalhes sobre a criação de um bad bank para comprar ativos podres de instituições financeiras, possivelmente com parte da capitalização proveniente do setor privado.

Até o início desta semana, a equipe de Obama havia descartado a hipótese de pedir mais recursos ao Congresso, estando disposta a utilizar primeiramente a metade restante do Tarp (Troubled Asset Relief Program). Porém, o próprio presidente norte-americano sinalizou que há a possibilidade de ampliação dos recursos, o que só fez aumentar as expectativas em torno do discurso de Tim Geithner.

Commodities
Enquanto a administração de Obama trabalha em planos para combater a crise, o mercado interpreta as medidas como potencialmente prejudiciais ao dólar devido ao aumento do déficit público e riscos futuros de pressão inflacionária. O temor tem reflexos positivos na cotação do petróleo, que começa a manhã em alta.

Em sentido oposto, as commodities metálicas registram queda nos mercados internacionais, com destaque para o cobre. O movimento pressiona os papéis de companhias como a australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, e a indiana Vedanta, maior produtora de cobre do país.

Prejuízos bancários
O banco UBS reportou perdas de 8,1 bilhões de francos suíços (US$ 6,9 bilhões) no quarto trimestre de 2008, acima das estimativas dos analistas, que esperavam prejuízos em torno de 7,5 bilhões de francos. A instituição também anunciou que irá demitir 15 mil funcionários até o final deste ano.

No Brasil
Por aqui, o dia começa com novos dados de inflação. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao primeiro decêndio de fevereiro apontou alta de 0,42% nos preços, taxa 0,86 ponto percentual acima da registrada no acumulado em janeiro. Na esfera corporativa, estão programadas as divulgações dos resultados anuais de Brasil Telecom, Souza Cruz e Banco Indusval.