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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pessoa física pode aplicar em commodities agrícolas por home broker

SÃO PAULO - Investir em commodities agrícolas é uma boa opção para diversificação da carteira. O risco, no entanto, é grande, alertam especialistas em investimentos.
Quem comprou contratos de café, boi, milho ou soja no ano passado teve bons (ou ótimos) rendimentos. O café, por exemplo, rendeu 79,3% durante 2010. Já o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve alta de apenas 1,04%, enquanto as ações preferenciais (PN) da Petrobrás perderam 22,96% no ano passado.
As commodities têm rendimento descolado da renda variável e da renda fixa, por isso são boas para diversificar a carteira, segundo explica Beto Domenici, da Rio Bravo Investimentos. Fábio Colombo, administrador de investimentos, recomenda aplicação de, no máximo, 3% da carteira nessa modalidade. "As oscilações são fortíssimas. O risco de ganhar muito é igual ao de perder muito", salienta.
Comprar uma fração de contrato é tão simples quanto adquirir a ação de uma empresa. A XP Investimentos, por exemplo, oferece aos clientes um home broker (plataforma online de negociação de ação e, agora, de commodities) para a negociação de contratos agrícolas. "Temos diversos perfis de investidor aplicando nas commodities", diz Jorge Teixeira, da XP Investimentos.
Rapidez. O administrador de empresas Orlando Machado, 36 anos, é um dos investidores da XP que mescla investimentos em ação, opção e commodities. "Mexi muito com ação e opção antes de entrar nos agrícolas", lembra. Ele afirma que, hoje, a modalidade de investimentos preferida é a compra de contratos de commodities. "É um investimento rápido. Fico com um contrato três dias, no máximo", diz.
Teixeira explica que as commodities são de fato investimentos rápidos, por conta das oscilações nos preços. "Temos analistas especializados que sugerem o momento de compra e de venda", afirma. "Mas, normalmente, o investidor fica com um contrato de no máximo uma semana na carteira. E depois compra outro", detalha.
A velocidade das oscilações exige muito mais atenção do investidor. Esse é um fator que limita um pouco a participação das pessoas físicas na modalidade. "É preciso ter conhecimento", diz Roberto Flor da Rosa, assessor de investimentos da mesa de commodities da Prosper Corretora. "Provavelmente esse investidor já possui conhecimento ou está envolvido de alguma forma no mercado agrícola. São, por exemplo, produtores agrícolas, exportadores, importadores", emenda. Teixeira, da XP, discorda: "Se houver boa assessoria, não há tanta limitação de perfis."
O investimento não exige grande desembolso inicial. Os contratos de milho, segundo Teixeira, são os mais baratos. "É possível comprar uma fração de contrato de milho por R$ 1 mil", diz.
Os custos da negociação são similares aos dos cobrados em ações. Existe taxa de corretagem a cada compra e venda e taxa de custódia. Mas, como se trata de negociação no mercado futuro, é preciso "ter dinheiro para atender a chamada de margens de garantia", diz Rosa, da Prosper.
Essa margem é solicitada pela  BM&FBovespa para garantir o cumprimento do negócio pelas duas partes envolvidas (comprador e vendedor). A margem de garantia do milho está sempre perto de R$ 1 mil. Mas, além desse dinheiro, é preciso deixar outros reais à disposição da corretora para possíveis ajustes diários negativos. Essa é uma das principais diferenças entre a negociação de ação e de commodity.
Risco. Domenici atua no private banking (que é um banco para pessoas de alta renda) da Rio Bravo. "E aqui não indicamos o investimento em commodities porque é algo muito específico, que exige muito conhecimento", salienta.
Colombo, administrador de investimentos, endossa o que Domenici diz. E chama atenção para as fortes altas de preços que as commodities tiveram no ano passado. "Subiram muito e quase certamente não têm força para subir muito mais nesse ano", destaca.
Os dois especialistas consideram o investimento muito específico, o que exige um nível de conhecimento mais alto que o normal.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O boi é só um detalhe

Enquanto Aracruz, Sadia e Votorantim perdem dinheiro no mercado financeiro, o JBS-Friboi segue caminho inverso - os dez profissionais de sua mesa de operações são responsáveis por cerca de 20% do lucro.
Revista EXAME -Se serviu para alguma coisa, a crise de 2008 acabou por comprovar que falta às empresas a competência para navegar no turbulento oceano das finanças, repleto de derivativos tóxicos e outros venenos. Os casos de SadiaAracruz e Votorantimsão suficientes para demonstrar que mexer com finanças sofisticadas é coisa para financistas - ou, pode-se dizer, nem mesmo para eles. Diante disso, um caso chama a atenção justamente por ser uma incrível exceção. Em setembro, a mesa de operações financeiras do JBS-Friboi, maior frigorífico do mundo, espantou o mercado ao anunciar que obtivera um lucro de 722 milhões de dólares em suas operações de câmbio. Isso na mesma semana em que Sadia e Aracruz, demitiram os executivos apontados como responsáveis por afundá-las em prejuízos oriundos de apostas desastradas na variação do dólar. Claro, apostas são apostas, e a do Friboi poderia ser apenas um lance de sorte. Esse, porém, não parece ser o caso. Parte do ganho se refere a ajustes diários de operações com derivativos dos recursos disponíveis para aquisições no exterior. Segundo EXAME apurou, o time de dez profissionais da mesa de operações do Friboi será responsável por aproximadamente 20% do lucro total do grupo em 2008. Os outros 54 990 funcionários responderão pelos 80% restantes.
Os responsáveis por esse feito são executivos que ainda não chegaram aos 40 anos. O chefe da mesa de operações do Friboi é Emerson Loureiro, de 37 anos, que deixou o BankBoston há seis anos para se integrar à equipe. A mesa, uma espécie de treasury center ("centro de tesouraria", em inglês), funciona como uma estrutura à parte dos outros departamentos do grupo, principalmente no que se refere à remuneração por desempenho. Enquanto executivos de outras áreas recebem bônus de até 12 salários ao ano, na mesa a coisa é bem diferente - num bom ano, como 2008, os funcionários podem receber até 40 salários de bonificação. Criada em 2003, a mesa é responsável pela gestão dos riscos financeiros da companhia - que incluem oscilação de moedas, idas e vindas nas taxas de juro e exposição aos preços de commodities relacionadas ao negócio. Além de atuar no mercado futuro de boi, a mesa faz operações que nada têm a ver com o negócio, como compra e venda de contratos de soja e petróleo. Para prevenir prejuízos como os que acometeram Aracruz. e Sadia, os funcionários da mesa do Friboi são expressamente proibidos de se aventurar no terreno das operações alavancadas. O limite de perda por operador é de cerca de 20% do patrimônio negociado por dia, segundo fontes ligadas à mesa. Se eles chegam próximo disso, têm de zerar as posições. Mesmo com essas restrições, a mesa do JBS-Friboi movimenta cerca de 5 bilhões de reais por mês e é responsável por pelo menos 20% dos contratos futuros de boi da BM&F.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Barclays desenha estratégia para commodities e enxerga upside no próximo trimestre

SÃO PAULO – Com volume de ativos geridos abaixo de US$ 10 bilhões no começo da década, o mercado de commodities deverá encerrar este ano com volume próximo a US$ 250 bilhões, dada a crença de que os fluxos líquidos para investimentos do tipo somarão US$ 60 bilhões no período.

É com esse olhar que a equipe de analistas do Barclays Capital enxerga o mercado de matérias-primas, ressaltando a trajetória de crescimento nos últimos anos e listando prospectos para 2010.
“Esperamos que o forte crescimento nos investimentos em commodities continue em 2010”, discorre a instituição financeira, ao prever que os bens primários deverão ocupar espaço relevante nos portfólios ao redor do mundo.

Demanda em alta, com riscos à frente
Após a queda expressiva no ano passado, o mercado de commodities mostrou seu poder de recuperação em 2009. Em contrapartida, para o Barclays, tal tendência está próxima de seu término, o que deverá resultar em posições mais diversas em 2010, quando as estratégias long-short deverão apresentar desempenho “muito melhor”.
O banco londrino enxerga “um potencial para um movimento ascendente na curva de demanda da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que pressiona os níveis de estoque em vários setores do mercado de commodities, especialmente no petróleo e nos metais básicos”.
Nesse sentido, os analistas projetam algum upside nas cotações do petróleo e de certos metais básicos. Porém, veem uma possível desaceleração nas importações dos bens primários pela China como o maior risco à continuidade da recuperação, apesar dos dados referentes a novembro terem apresentado melhora frente a outubro.
Ademais, o Barclays ressalta a tendência de valorização do dólar frente às principais moedas do mundo, o que é especialmente negativo para metais preciosos, como ouro e prata, dada a correlação negativa existente entre os bens metálicos e a divisa norte-americana.

Investidores devem aumentar posições
De olho na estratégia, os analistas destacam que os fundamentos são o ponto principal para avaliar o ambiente das commodities. Por outro lado, “movimentos nos parâmetros deste mercado são usualmente guiados por posições de investidores, que também são um bom guia para avaliar o sentimento e a estratégia dos mesmos”.
Como decorrência, o banco londrino destaca pesquisa realizada junto a investidores, a qual mostra que os gestores permanecem com viés positivo frente ao mercado. Segundo o levantamento, a maioria dos investidores elevou sua exposição no mercado de commoditieis durante os últimos 12 meses, pretendendo aumentar ainda mais nos próximos três anos.

Em time que se ganha
Por último, o chefe da equipe de análise do Barclays, Larry Kantor, mantém seu olhar otimista, ao acreditar que “a combinação de recuperação econômica e políticas de baixos juros deverá continuar provendo forte suporte aos preços dos ativos”. Até que haja uma mudança neste ambiente, Kantor recomenda manutenção das posições em ativos de risco.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Bovespa cai pelo terceiro dia, mas mantém-se acima dos 50 mil pontos

Bolsa paulista seguiu movimento do mercado externo.
Ibovespa fechou com baixa de 2,25%, aos aos 50.087 pontos.

A Bovespa fechou a quinta-feira (21) em queda pelo terceiro dia seguido, mas conseguiu sustentar o patamar dos 50 mil pontos, em meio a um forte movimento de realização de lucros alinhado ao comportamento negativo das bolsas nos Estados Unidos e na Europa. 

Principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa caiu 2,25%, aos 50.087 pontos. No dia, foram negociados  R$ 4,5 bilhões, segundo dados preliminares.


A redução da perspectiva do rating do Reino Unido para negativa pela Standard & Poor's deflagrou vendas de ações na Europa, contaminando as operações em Wall Street e no Brasil desde cedo.

 

Dados de seguro-desemprego dos EUA reforçaram o quadro pessimista para o segmento acionário. 

Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 1,54% e o S&P-500 caiu 1,89%.
Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 cedeu 2,09%. 

A sessão também foi marcada por queda nos preços de commodities, o que prejudicou ainda mais o Ibovespa.


Fonte: G1

domingo, 10 de maio de 2009

Oferta menor e especulação puxam os preços

Quebra de 20% nas safras de soja e de milho da América do Sul desencadeou a valorização
recente valorização das commodities agrícolas, como soja, milho, açúcar e algodão é, segundo economistas, fruto da combinação de oferta menor dos produtos com movimentos especulativos.

No caso da dobradinha soja/milho, que responde por 45% da receita agrícola brasileira, a quebra de 20% da safra da América do Sul, que inclui Brasil e Argentina, e o atraso no plantio da safra dos Estados Unidos explicam parte da elevação de preços, diz o consultor da Safras&Mercados, Paulo Molinari.

"O que mais pesou foi a quebra na safra da América do Sul", diz Molinari. Mas ele aponta o novo nível do preço do petróleo, que beira US$ 60 o barril, como um fator que impulsiona a produção de biocombustíveis e alavanca os preços dos grãos, como o milho , que é usado nos EUA para produzir o álcool. A soja, por sua vez, que disputa área com milho nas lavouras americanas, pode perder espaço para o concorrente. Isso puxa os preços da soja no mercado internacional, diante da perspectiva de safra menor.

André Pessoa, sócio-diretor da Agroconsult, acrescenta outro ingrediente ao cenário de preços em alta. Segundo ele, a percepção cada vez mais nítida de que os países em desenvolvimento, como China e Índia, por exemplo, não vão apresentar queda no ritmo de atividade tão forte quanto os desenvolvidos reforça tendência de alta dos preços dos produtos agrícolas.

Já o sócio-diretor da RC Consultores, Fabio Silveira, chama a atenção para uma nova bolha de preços de commodities que se está formando no mercado, porém de menor proporção comparada com a do primeiro semestre de 2008.

O grande volume de recursos que o governo dos EUA injetou na economia americana para salvá-la da crise ampliou a quantidade de dinheiro em circulação, observa Silveira. Diante da baixa rentabilidade das aplicações financeiras, hoje com juros reais negativos, e da perspectiva de desvalorização do dólar em relação às outras moedas, o capital migra para as commodities. "Essa alta de preços das commodities não se explica fundamentalmente por questões setoriais de oferta e demanda", diz o economista. Ele ressalta que, pela lógica da recessão global, os preços deveriam desabar, inclusive os das commodities agrícolas, mas isso não está ocorrendo.

"Há muitos fatores especulativos hoje nesse mercado", concorda a economista Rosemeire Santos, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Ela diz que o fato de o preço futuro da soja ser menor que o atual pode sinalizar especulação. 

Além das controvérsias sobre a origem da alta dos preços, especialistas do setor têm dúvidas sobre o impacto do aumento da receita no uso de maior de tecnologia na próxima safra. "O fator limitante ainda é o crédito", diz Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional para a Difusão de Adubos. 

Kátia Abreu, presidente da CNA, apresenta na quinta-feira ao Ministério da Agricultura um plano de safra que prevê que serão necessários R$ 150 bilhões para financiar o próximo plantio.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bolsas europeias sobem por setor financeiro e commodities

LONDRES - Os principais índices de ações europeus fecharam em alta nesta sexta-feira, com o avanço dos papéis do setor financeiro após o resultado dos testes de estresse do governo norte-americano não ter sido tão ruim quanto o esperado. Ações de energia também subiram, na esteira da alta dos preços do petróleo. 

O índice FTSEurofirst 300, referência dos mercados acionários europeus, subiu 1,68 por cento, para 865 pontos. 

"Apesar de o mercado ter percorrido um longo caminho... após o bom desempenho dos últimos dois meses, os mercados estão parecendo um pouco 'overbought'. A maioria das pessoas espera algum tipo de consolidação, ainda que o mercado não pareça querer se consolidar", disse Mike Lenhoff, estrategista da Brewin Dolphin. 

Os bancos contribuíram com os maiores ganhos do índice. As ações do Royal Bank of Scotland, que foi parcialmente nacionalizado, saltaram 14 por cento após o banco ter apresentado um pequeno prejuízo trimestral. 

O forte crescimento das operações de banco de investimento reduziu o impacto das perdas no mercado de crédito, que totalizaram 5 bilhões de libras. 

No setor de seguros, as ações da Swiss Re dispararam 17,8 por cento, enquanto corretoras elevavam o preço-alvo da companhia. 

Reguladores norte-americanos informaram na véspera que os maiores bancos do país terão que levantar 74,6 bilhões de dólares em capital. Autoridades esperam que isso reestabeleça a confiança nas instituições financeiras e abra caminho para a recuperação da pior recessão em décadas. 

Sinais de melhora para a economia norte-americana, inserida na recessão, vieram de dados que mostraram corte de 539 mil empregos em abril, o menor ritmo de demissões desde outubro e abaixo das previsões de economistas consultados pela Reuters. 

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 1,44 por cento, a 4.462 pontos. 

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,29 por cento, para 4.913 pontos. 

Em PARIS, o índice CAC-40 avançou 1,88 por cento, para 3.312 pontos. 

Em MILÃO, o índice Mibtel encerrou com valorização de 2,81 por cento, a 16.082 pontos. 

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou apreciação de 1,94 por cento, a 9.408 pontos. 

Em LISBOA, o índice PSI20 teve ganhos de 1,36 por cento, a 7.355 pontos. 

(Reportagem de Joanne Frearson)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Menor volatilidade reduz negociação de futuros agrícolas na BM&F

RIBEIRÃO PRETO (Reuters) - As negociações dos contratos agropecuários da BM&F Bovespa estão fechando o primeiro quadrimestre do ano com uma queda de mais de 35 por cento em relação ao ano passado, devido à menor volatilidade dos preços em 2009 e também em função do crédito mais reduzido no mercado, o que deixa menos recursos para operações nos futuros.

Segundo o diretor de Commodities da instituição, Ivan Wedekin, de janeiro até esta terça-feira o volume de contratos futuros agropecuários negociados somou 602.650, queda de 36,4 por cento ante os 947.204 verificados no mesmo período de 2008, quando a BM&F bateu recordes de negociações agropecuárias.

"A volatilidade menor é o principal fator", disse Wedekin, admitindo que num cenário de menos oscilações de preços as pessoas tendem a buscar menos os mercados futuros para se protegerem. Em 2008, muitos preços agrícolas foram negociados perto dos maiores valores históricos.

A menor volatilidade, segundo ele, vale especialmente para os mercados de boi gordo e café, que respondem por mais de 80 por cento dos negócios na bolsa.

"No caso do boi, a arroba saiu de 80 para 100 (reais) no primeiro semestre do ano passado. Este ano está flat (estável)", declarou, após evento na Agrishow, em Ribeirão Preto.

A redução no número de contratos negociados de boi gordo foi de 27,2 por cento, para 289,4 mil contratos.

A falta de crédito também contribuiu para o menor volume de negócios.

"Muitos participantes do mercado retraíram o nível de exposição no mercado financeiro", observou, lembrando que a queda no volume de negócios na bolsa não ocorre apenas para os contratos agropecuários e atingem também os financeiros, embora os primeiros estejam sofrendo mais.

Já o mercado de café teve uma redução maior no número de negócios efetuados, da ordem de 43 por cento, para 176,9 mil contratos, entre janeiro e esta terça-feira.

"O café também teve queda pelo menor volume de arbitragens, o cara compra aqui e vende em Nova York", acrescentou.

(Edição de Camila Moreira)

Fonte: OGlobo.com

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bancos voltam a animar mercados e Ibovespa sobe 1% com fôlego de Vale

Por: Equipe InfoMoney
13/04/09 - 18h39
InfoMoney

SÃO PAULO - O sentimento de que o pior para o setor financeiro ficou para traz parece ter se estendido ao primeiro pregão desta semana. A expectativa positiva em torno de resultados do segmento proporcionou certo alívio à Wall Street no final da sessão, mas não foi o suficiente para um fechamento positivo dos índices acionários norte-americanos. Por aqui, além da melhora externa, o Ibovespa contou com o fôlego da Vale e das produtoras de celulose para encerrar com alta de 1%, marcando sua terceira valorização consecutiva.

A notícia de que o Wells Fargo teria registrado um lucro de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano voltou à tona nesta segunda-feira (13). O fato alimentou melhores perspectivas para os resultados do setor previstos para as próximas duas semanas e deu fôlego aos papéis de bancos, que dispararam liderados por Citigroup, Bank of America e JPMorgan. Ainda nesta sessão, os analistas do Citi recomendaram aos investidores que comprem ações dos seis maiores bancos dos EUA.

Passando ao mercado de commodities, a aprovação do plano de estímulo adicional de ¥ 15,4 trilhões no Japão e os rumores de novas medidas governamentais na China influenciaram positivamente os preços dos metais. Dado que a LME (London Metal Exchange) esteve fechada por conta da continuidade do feriado da Páscoa, as atenções se voltaram para as negociações das commodities metálicas na Ásia, que disparam diante da perspectiva de retomada da demanda.

No âmbito corporativo, as preocupações com a Chevron e a saúde financeira da GM trouxeram pressão adicional às bolsas norte-americanas. A petrolífera declarou que o lucro líquido do primeiro trimestre deste ano foi inferior ao obtido no período contábil antecedente, de US$ 4,9 bilhões. Já a montadora estaria ainda mais perto de entrar em concordata, como válvula para sua recuperação financeira, segundo noticiado pelo jornal New York Times.

Vale e produtoras de celulose
Enfrentando a instabilidade externa, o Ibovespa conseguiu fechar com valorização diante do bom desempenho dos setores de mineração e papel e celulose. O bom desempenho de ações de incorporadoras imobiliárias também favoreceu a performance da bolsa brasileira.

Os papéis de VCP e Aracruz estiveram entre os principais ganhos do dia diante das melhores perspectivas para a demanda por matérias-primas. Na última quinta-feira, o Morgan Stanley atribuiu recomendação "overweight" (acima da média) para as ações da primeira e projetou recuperação dos preços da celulose em 2010.

As ações de incorporadoras imobiliárias como Rossi Residencial e Cyrela Realty também disparam nesta sessão, influenciadas pelo plano habitacional do governo, que prevê investimentos de R$ 34 bilhões no segmento e começa a coletar cadastros neste início de semana.

Terceira alta consecutiva
Confirmando a terceira valorização consecutiva, o Ibovespa fechou com alta de 1%, aos 45.991 pontos. O volume financeiro do índice totalizou R$ 4,19 bilhões. 

Fonte: Infomoney

Bolsa volta ao patamar de outubro

São Paulo, 13 de Abril de 2009 - A aversão a risco parece mesmo ter se dissipado dos principais mercados acionários mundiais, diante de um forte movimento comprador visto nos últimos pregões. A bolsa brasileira seguiu a tendência externa, também ajudada pela forte valorização das matérias-primas (commodities) no mercado internacional e, ao final dos negócios de quinta-feira, marcou alta de 3,07%, aos 45.538 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,09 bilhões.

"As notícias ruins acabaram. Acredito que não haja grande bomba por vir. Mas isso não significa que a economia real melhorou", afirma Guilherme Mazzilli, gestor de renda variável do Daycoval Asset Management. A elevação das commodities no mercado internacional impulsionou as blue chips Petrobras e Vale que, por consequência, ajudaram o Ibovespa a voltar ao patamar de 2 de outubro de 2008.

O principal foco de atenção dos investidores, porém, foi a cena externa. A quinta-feira, véspera do feriado de Páscoa, começou com a elevação inesperada nos pedidos de maquinários no Japão, primeira alta nos últimos cinco meses, impulsionada por uma aparente recuperação no ramo não-industrial. Na Europa, o Banco da Inglaterra, decidiu manter a taxa básica de juros do Reino Unido em 0,5% ao ano, após seis cortes consecutivos que a colocaram em seu mínimo histórico. A decisão do BC britânico é explicada pela pouca margem de manobra que resta para combater a recessão por meio da redução de juros.

Nos Estados Unidos, o otimismo veio do mercado de trabalho. As novas solicitações de auxílio-desemprego recuaram 20 mil na semana encerrada dia 4 de abril, já com ajustes sazonais realizados. O número de solicitações passou de 674 mil pedidos para 654 mil solicitações no período em análise.

Além do cenário favorável às instituições financeiras norte-americanas - todos os 19 grandes bancos do passaram nos testes de estresse do governo - o resultado antecipado do Wells Fargo, quarto maior dos Estados Unidos, também surpreendeu positivamente os analistas. O banco registrou lucro de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre, ou US$ 0,55 por ação. No lado econômico, o déficit comercial dos EUA caiu para US$ 26 bilhões em fevereiro, abaixo do esperado e o menor desde 1999.

No mercado local, as ações ordinárias (ON) do Banco do Brasil continuaram apresentando forte desvalorização após o anúncio da saída de Antonio Francisco Lima Neto da presidência da instituição. Ao final dos negócios os papéis da instituição recuaram 2,13%, cotados a R$ 16,98. Em contrapartida, os papéis do setor de consumo doméstico, que vinham em forte queda por conta de uma perspectiva de retração da economia, foram o destaque de alta de sessão de quinta-feira.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)(Vanessa Correia/InvestNews)

Fonte: Gazeta Mercantil

segunda-feira, 9 de março de 2009

O investidor, diante de uma encruzilhada

Seg, 09/03/09 por Alexandre Teixeira | categoria CDBsbolsacommodities

Voltando a um ponto que mencionei em um post da semana passada, o investidor brasileiro está diante de uma encruzilhada. A Bovespa voltou a entrar no vermelho (-1,19% no acumulado do ano até a última sexta-feira) e, como revela o FolhaInvest de hoje, o pico de rentabilidade do CDB ficou para trás, devido ao ciclo de redução dos juros e à menor necessidade dos bancos de captar recursos.

Em outubro, a rentabilidade média do CDB atingiu o ápice: 1,11%. Desde então, caiu e, em fevereiro, ficou em 0,81%. Mesmo assim, a procura pelos Certificados de Depósito Bancário tem crescido. O saldo dos estoques de CDBs cresceu de R$ 681,51 bilhões no fechamento de 2008 para R$ 722,69 bilhões no dia 5 de março. Faz sentido, visto que o CDB é um título de renda fixa emitido pelos bancos, ideal para o investidor conservador. E ele foi bombardeado pela oferta desses papéis pelas instituições financeiras, que precisavam captar recursos no momento de agravamento da crise. Mas, agora, a queda da Selic reduzirá o ganho do investidor que seguir apostando na renda fixa.

Hora de voltar para a bolsa?

Difícil dizer que sim. A maioria das ações recuou na semana passada.

Por outro lado, o preço das commodities deve voltar a subir no segundo trimestre, depois de bater no nível mínimo nos últimos meses. A expectativa se sustenta, ainda, pelo plano de estímulo à economia adotado pela China - ainda que sem o bombástico pacote de bondades que se esperava na semana passada. E commodities em alta são o melhor aditivo para a Bovespa.  

Fonte: Época Negócios

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Expectativa por discursos de Bernanke e Geithner geram apreensão e incertezas

Por: Equipe InfoMoney
10/02/09 - 09h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Antes motor das bolsas internacionais, o plano de estímulo econômico norte-americano agora é motivo de cautela. Com a percepção de que o pacote de mais de US$ 800 bilhões pode não ser o bastante para tirar os Estados Unidos da recessão, os mercados acionários europeus, asiáticos e futuros de Wall Street registram queda nesta manhã.

Aprovado na votação preliminar do Senado na última sessão, o pacote deve ser votado oficialmente ainda nesta terça-feira (10), em meio a declarações do presidente norte-americano Barack Obama de que os problemas no país "estão acelerando ao invés de melhorarem".

Com esse pano de fundo, a agenda dos EUA merece atenção dobrada, trazendo o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, programado para 16h00 e os dados do setor atacadista, com o Wholesale Inventories sendo divulgado às 13h00.

Resgate do setor financeiro
Porém, o evento mais esperado desta sessão é o discurso do novo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Tim Geithner, que deve começar às 14h00. Geithner falará sobre o plano de resgate do setor financeiro norte-americano um dia depois do programado inicialmente. O mercado espera que sejam anunciadas novas injeções de capital nos bancos e maiores detalhes sobre a criação de um bad bank para comprar ativos podres de instituições financeiras, possivelmente com parte da capitalização proveniente do setor privado.

Até o início desta semana, a equipe de Obama havia descartado a hipótese de pedir mais recursos ao Congresso, estando disposta a utilizar primeiramente a metade restante do Tarp (Troubled Asset Relief Program). Porém, o próprio presidente norte-americano sinalizou que há a possibilidade de ampliação dos recursos, o que só fez aumentar as expectativas em torno do discurso de Tim Geithner.

Commodities
Enquanto a administração de Obama trabalha em planos para combater a crise, o mercado interpreta as medidas como potencialmente prejudiciais ao dólar devido ao aumento do déficit público e riscos futuros de pressão inflacionária. O temor tem reflexos positivos na cotação do petróleo, que começa a manhã em alta.

Em sentido oposto, as commodities metálicas registram queda nos mercados internacionais, com destaque para o cobre. O movimento pressiona os papéis de companhias como a australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, e a indiana Vedanta, maior produtora de cobre do país.

Prejuízos bancários
O banco UBS reportou perdas de 8,1 bilhões de francos suíços (US$ 6,9 bilhões) no quarto trimestre de 2008, acima das estimativas dos analistas, que esperavam prejuízos em torno de 7,5 bilhões de francos. A instituição também anunciou que irá demitir 15 mil funcionários até o final deste ano.

No Brasil
Por aqui, o dia começa com novos dados de inflação. O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao primeiro decêndio de fevereiro apontou alta de 0,42% nos preços, taxa 0,86 ponto percentual acima da registrada no acumulado em janeiro. Na esfera corporativa, estão programadas as divulgações dos resultados anuais de Brasil Telecom, Souza Cruz e Banco Indusval.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Gráfico de hoje 04/02/2009

Dia marcado por alta volatilidade nos papéis de Petro e Vale, suas Opções sofreram grande variação ao longo do dia.
Vale por causa da valorização das commodities chegou a 10,31% em NY.
Petro acompanhou a alta do petróleo, buscou o topo mas não passou de 3% no máximo, mais uma vez o petróleo foi o peso que a puxou pra baixo.
Até amanhã.









sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Commodities voltam a pesar sobre a bolsa, que cai 1,02% e fecha semana no vermelho
Por: Equipe InfoMoney19/12/08 - 18h39InfoMoney

SÃO PAULO - Mesmo com os índices acionários dos Estados Unidos ganhando certo fôlego com o resgate anunciado pelo governo às montadoras de Detroit, a bolsa brasileira mais uma vez sofreu com a desvalorização das commodities no mercado internacional e voltou a trilhar uma semana de saldo negativo.Apesar da incerteza adicionada pelo vencimento de derivativos nos EUA e Europa e do peso de projeções modestas para o setor financeiro norte-americano, os US$ 17,4 bilhões destinados a GM e Chrysler dominaram as manchetes ao redor do mundo. A ajuda que demorou a chegar rendeu forte alta às ações do setor, mesmo com as companhias se comprometendo a passar por uma reestruturação.Até pela ansiedade que os mercados esperavam por esta notícia, as demais referências da sexta-feira (19) ficaram em segundo plano. Deutsche Bank, Goldman Sachs, Morgan Stanley e UBS são alguns dos bancos cujos ratings ou perspectivas foram cortados pela Standard & Poor's. De acordo com a agência de classificação de risco, os bancos ainda estão a mercê de muitas baixas contábeis. Também foi dia de quadruple witching nos EUA, significando vencimento simultâneo para quatro tipos de ativos: futuros de índices, futuros de ações, opções sobre índices e opções sobre ações. O petróleo foi destaque à parte. Voltou a operar em forte queda em Nova York e chegou a ser negociado na margem de US$ 32 por barril. A resposta das ações da Petrobras ajudou a pressionar o Ibovespa, assim como as perdas da Vale frente ao desempenho dos metais básicos. A estatal petrolífera ainda anunciou redução de 1,5% em sua produção média no mês de novembro e seu Conselho não concluiu a revisão do plano de negócios. Por aqui, a exceção às perdas foi o setor imobiliário, destaque positivo da sexta-feira.Dólar sobeEmbora tenha reduzido os ganhos do início da sessão, o dólar comercial fechou com alta de 0,17%, cotado a R$ 2,3630.O Banco Central voltou a intervir. Além de leilão de dólares no mercado à vista, foram ofertados 12.000 contratos de swap cambial, mas apenas metade foi absorvida pelo mercado.Ibovespa resiste aos ganhosNovamente pressionado pelo cenário de desvalorização dos contratos futuros de matérias-primas, o Ibovespa fechou a sexta-feira com queda de 1,02%, cotado a 39.131 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 2,9 bilhões. Com esta pontuação, o índice acumulou baixa de 0,61% na semana.O destaque negativo do dia ficou por conta das ações preferenciais da TIM Participações, que lideraram as perdas do índice também no acumulado da semana, com desvalorização de 23,5%. Na contramão, os papéis da Light ignoraram a tendência declinante do índice e encabeçaram as altas do dia.As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram: