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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Pessoa física pode aplicar em commodities agrícolas por home broker

SÃO PAULO - Investir em commodities agrícolas é uma boa opção para diversificação da carteira. O risco, no entanto, é grande, alertam especialistas em investimentos.
Quem comprou contratos de café, boi, milho ou soja no ano passado teve bons (ou ótimos) rendimentos. O café, por exemplo, rendeu 79,3% durante 2010. Já o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve alta de apenas 1,04%, enquanto as ações preferenciais (PN) da Petrobrás perderam 22,96% no ano passado.
As commodities têm rendimento descolado da renda variável e da renda fixa, por isso são boas para diversificar a carteira, segundo explica Beto Domenici, da Rio Bravo Investimentos. Fábio Colombo, administrador de investimentos, recomenda aplicação de, no máximo, 3% da carteira nessa modalidade. "As oscilações são fortíssimas. O risco de ganhar muito é igual ao de perder muito", salienta.
Comprar uma fração de contrato é tão simples quanto adquirir a ação de uma empresa. A XP Investimentos, por exemplo, oferece aos clientes um home broker (plataforma online de negociação de ação e, agora, de commodities) para a negociação de contratos agrícolas. "Temos diversos perfis de investidor aplicando nas commodities", diz Jorge Teixeira, da XP Investimentos.
Rapidez. O administrador de empresas Orlando Machado, 36 anos, é um dos investidores da XP que mescla investimentos em ação, opção e commodities. "Mexi muito com ação e opção antes de entrar nos agrícolas", lembra. Ele afirma que, hoje, a modalidade de investimentos preferida é a compra de contratos de commodities. "É um investimento rápido. Fico com um contrato três dias, no máximo", diz.
Teixeira explica que as commodities são de fato investimentos rápidos, por conta das oscilações nos preços. "Temos analistas especializados que sugerem o momento de compra e de venda", afirma. "Mas, normalmente, o investidor fica com um contrato de no máximo uma semana na carteira. E depois compra outro", detalha.
A velocidade das oscilações exige muito mais atenção do investidor. Esse é um fator que limita um pouco a participação das pessoas físicas na modalidade. "É preciso ter conhecimento", diz Roberto Flor da Rosa, assessor de investimentos da mesa de commodities da Prosper Corretora. "Provavelmente esse investidor já possui conhecimento ou está envolvido de alguma forma no mercado agrícola. São, por exemplo, produtores agrícolas, exportadores, importadores", emenda. Teixeira, da XP, discorda: "Se houver boa assessoria, não há tanta limitação de perfis."
O investimento não exige grande desembolso inicial. Os contratos de milho, segundo Teixeira, são os mais baratos. "É possível comprar uma fração de contrato de milho por R$ 1 mil", diz.
Os custos da negociação são similares aos dos cobrados em ações. Existe taxa de corretagem a cada compra e venda e taxa de custódia. Mas, como se trata de negociação no mercado futuro, é preciso "ter dinheiro para atender a chamada de margens de garantia", diz Rosa, da Prosper.
Essa margem é solicitada pela  BM&FBovespa para garantir o cumprimento do negócio pelas duas partes envolvidas (comprador e vendedor). A margem de garantia do milho está sempre perto de R$ 1 mil. Mas, além desse dinheiro, é preciso deixar outros reais à disposição da corretora para possíveis ajustes diários negativos. Essa é uma das principais diferenças entre a negociação de ação e de commodity.
Risco. Domenici atua no private banking (que é um banco para pessoas de alta renda) da Rio Bravo. "E aqui não indicamos o investimento em commodities porque é algo muito específico, que exige muito conhecimento", salienta.
Colombo, administrador de investimentos, endossa o que Domenici diz. E chama atenção para as fortes altas de preços que as commodities tiveram no ano passado. "Subiram muito e quase certamente não têm força para subir muito mais nesse ano", destaca.
Os dois especialistas consideram o investimento muito específico, o que exige um nível de conhecimento mais alto que o normal.
Fonte: Estadão

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tudo pelo investidor

A BM&FBovespa está trabalhando a todo vapor para atrair mais investidores pessoa física para o mercado. Além da campanha estrelada pelo rei Pelé, que começou em algumas cidades em setembro e parte agora para todo o Brasil, a bolsa se prepara para começar, em novembro, o programa de milhagem do investidor, o Fica Mais, no qual o acionista ganhará pontos toda virada de mês em que mantiver as ações em custódia ou indicar amigos para o mercado. Os pontos poderão ser trocados por viagens e livros e até por consultoria financeira básica, uma demanda grande detectada pela bolsa.
Essas são apenas algumas ações desenvolvidas dentro do esforço de popularizar o mercado, diz José Antônio Gragnani, diretor-executivo de Desenvolvimento e Fomento de Negócios da BM&FBovespa. Ex-secretário adjunto do Tesouro Nacional, Gragnani traz a experiência de ter montado o sistema de negociação de papéis federais de varejo via internet, o Tesouro Direto.
Além do programa de milhagem, a bolsa se prepara para transformar o Desafio Bovespa, competição entre estudantes de escolas envolvendo noções de mercado, em um programa de auditório. O programa, a ser lançado no ano que vem, será transmitido pela TV Futura, sob coordenação do consultor financeiro Gustavo Cerbasi.
A BM&FBovespa está montando ainda um simulador no Facebook e prepara dois programas de rádio via web, o Desafio Bovespa, para as escolas e jovens, e o Mulheres em Ações, ambos no site da bolsa. Serão 24 horas de programação com música e conteúdo de educação financeira. Essas iniciativas se juntam ao programa de televisão na TV Cultura sobre educação financeira exibido aos sábados.
Já a campanha de divulgação com Pelé, exibida nas cidades de Belo Horizonte, Curitiba e Campinas, estreou neste mês na tevê a cabo - GloboNews, HBO, Telecine, Nat Geo e Discovery - e, no dia 13, na tevê aberta via TV Cultura. Nas próximas semanas, deve ser ampliada para outros canais abertos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bolsa lançará recibo de ações de empresas estrangeiras

BDR Nível I Não Patrocinado é um certificado representativo de valores mobiliários de emissão de companhia aberta ou assemelhada, com sede no exterior
Agência Estado  
SÃO PAULO - A BM&FBovespa passará a oferecer, em 5 de outubro, recibos de ações estrangeiras - os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) Nível I Não Patrocinados. Esse primeiro lote envolve BDRs de dez empresas: Apple, Google, Bank of America Corporation, Arcelor Mittal, Goldman Sachs Group, Avon, Wal Mart, Exxon Mobil Corporation, McDonald's e Pfizer, todas listadas em bolsas norte-americanas. O Deutsche Bank é a instituição financeira responsável pela emissão dos recibos.
O BDR Nível I Não Patrocinado é um certificado representativo de valores mobiliários de emissão de companhia aberta ou assemelhada, com sede no exterior. Desta forma, é considerado investimento no exterior. Sua emissão e seu registro são de responsabilidade de uma instituição depositária no Brasil, sem qualquer participação das companhias.
O novo produto poderá ser negociado por instituições financeiras e fundos de investimento, além de administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - estes dois últimos somente utilizando recursos próprios. Os investidores pessoas físicas poderão participar da nova modalidade de investimento apenas por meio de fundos. A negociação ocorrerá no mercado de balcão organizado do segmento Bovespa.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

BM&F Bovespa anuncia novos recordes de volume e minicontratos

Por: Equipe InfoMoney
24/09/10 - 19h43
InfoMoney


SÃO PAULO - Encerrada a sessão desta sexta-feira (24), a BM&FBovespa anunciou que o volume financeiro e a negociação de minicontratos no segmento BM&F atingiram novos recordes históricos. 
Foram negociados 125.624 mincontratos de Ibovespa futuro durante a sessão, superando a marca anterior, de 124.568 minicontratos, verificada em 21 de maio deste ano. 
O volume, por sua vez, atingiu o patamar de R$ 1.744.919.163,00 nesta sexta-feira, ultrapassando os R$ 1.581.865.226,00 registrados em 6 de maio de 2010.
Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ações brasileiras serão negociadas em Hong Kong

A Bolsa de Hong Kong é a segunda maior do mundo em capitalização, com valor de mercado de US$ 17 bilhões
Em janeiro de 2012, as companhias brasileiras listadas da BM&FBovespa poderão também ter suas ações negociadas na Bolsa de Hong Kong, e vice-versa. Desde o mês passado, as bolsas brasileira e asiática trabalham conjuntamente para criar "dois centros de liquidez simultânea", conforme o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto.
O objetivo é a listagem efetiva das companhias e não a negociação dos papéis por meio de recibos. Portanto, segundo Pinto, não serão BDRs (recibos brasileiros) das empresas listadas em Hong Kong, mas as próprias ações.
"Os BDRs têm muitas restrições. Só o investidor institucional pode comprar. O objetivo, com essa medida, é ampliar a liquidez também com o varejo", contou o presidente da BM&FBovespa ao Valor.
A Bolsa de Hong Kong é a segunda maior do mundo em capitalização, com valor de mercado de US$ 17 bilhões. A BM&F Bovespa ocupa a quarta posição do ranking, com US$ 13 bilhões. A bolsa brasileira tem 469 companhias listadas, incluindo o mercado de balcão, enquanto a de Hong Kong tem 1,3 mil empresas.
A iniciativa, de acordo com Edemir Pinto, é única no mundo. E o motivo da escolha de Hong Kong, além de ser uma das maiores bolsas do globo, é a possibilidade de manter a negociação de ações 24 horas por dia.
Os trabalhos são iniciais e o diagnóstico sobre as necessidades do projeto não está completo. Mas já se sabe que o maior esforço terá de ser feito na adaptação da regulação. "Para as empresas brasileiras, não haverá quase trabalho extra. A nossa régua é mais alta, em termos de exigência de governança", conta Edemir.
Para receber as empresas de Hong Kong, a ideia neste momento é criar um segmento especial. Também não se sabe, por enquanto, se a dupla listagem será imediata para todas as empresas.
O movimento da BM&FBovespa e da Bolsa de Hong Kong está de acordo com as tendências vislumbradas para o setor pela própria Federação Mundial de Bolsas. Hüseyin Erkan, membro da organização e presidente da Bolsa de Istambul, acredita que, no futuro, os investidores não precisarão ir a cada mercado para negociar ações e outros títulos. "De uma única tela, eles farão todas as negociações".
Fonte: Valor

terça-feira, 13 de abril de 2010

Bolsa Brasileira de Mercadorias lança negociação eletrônica de carne em Campo Grande (MS)

Nova modalidade de venda e compra eletrônica de carne bovina é lançada oficialmente na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul

13/04/2010

A Bolsa Brasileira de Mercadorias realizou em 12/04, o lançamento oficial da nova modalidade de venda e compra eletrônica de carne bovina. O novo instrumento de negociação é disponibilizado pela plataforma eletrônica da Bolsa, o sistema BBMNet, e foi criado com o objetivo de garantir aos participantes do mercado de carne (compradores e vendedores) segurança nas operações por meio da liquidação financeira realizada pela Bolsa Brasileira de Mercadorias. A venda e compra eletrônica de carne bovina pode ser realizada em negócios a vista ou registrada em mercado de balcão, em operações diretas a vista ou a termo.
Liquidação de negócios a vista garantida pela Bolsa
Na negociação a vista de carne bovina, comprador e vendedor podem registrar suas ofertas por intermédio de uma corretora associada após o processo de credenciamento. O vendedor, por exemplo, faz o cadastro de suas ofertas no sistema BBMNet. É necessário incluir as informações de identificação do rebanho, como quantidade de cabeças, peso, idade, raça, sexo e preço. O comprador interessado fecha o negócio, marca a data para a entrega física da mercadoria e, três dias úteis antes da retirada, executa o pagamento de 90% do valor a pagar por meio de depósito na conta de liquidação da Bolsa. Após o abate, ocorre a geração de um laudo de abate do rebanho, também chamado de romaneio de abate. Ao receber o romaneio, a Bolsa realizará o pagamento ao vendedor. Caso o resultado do laudo de abate seja inferior ao valor adiantado, a Bolsa efetuará o pagamento ao vendedor e devolverá o saldo ao comprador. Caso o valor seja superior, os participantes farão diretamente o acerto dessa diferença. O comprador também pode inserir uma oferta de compra no sistema e aguardar os lances de venda. Neste caso, o processo de liquidação segue o mesmo processo.
Registros em balcão: garantia de preço e entrega em data futura
Os registros de negócios em mercado de balcão estão disponíveis nas modalidades a vista ou a termo. Com os instrumentos a termo, vendedores de carne bovina podem garantir preços antes da entrega física da mercadoria e compradores podem se certificar de que a receberão em data futura, combinada entre as partes. Com os registros de balcão, os participantes também terão direito de acesso ao mecanisimo de Juízo Arbitral da Bolsa. Outra facilidade oferecida pelo sistema da BBMNet aos participantes do mercado de carne bovina é o acesso à ferramenta de relatórios gerenciais. Com ela, o cliente pode obter os extratos de todos os negócios registrados para que sirvam como colateral de negociações nos mercados futuros da BM&FBOVESPA.
Fonte: Bovespa

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Negócios de Home Broker na Bolsa atingem recorde

Segmento BM&F registrou negociação de 71.691.088 contratos e volume financeiro de R$ 4,75 trilhões
Agência Estado  Agência Estado
SÃO PAULO - A BM&FBovespa divulgou balanço das operações de março, quando o segmento Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentou R$ 148,81 bilhões, ante os R$ 118,06 bilhões registrados em fevereiro. O número de negócios realizados via Home Broker atingiu recorde de 6.269.139 transações ante 5.110.116 em fevereiro. O volume financeiro foi de R$ 60,85 bilhões, ante R$ 52,53 bilhões em fevereiro, com participação no número de negócios do segmento Bovespa de 34,70%, mesma taxa do mês anterior.
A média diária de negócios da Bovespa foi de R$ 6,47 bilhões ante os R$ 6,55 bilhões do mês anterior. Foram realizados 9.038.122 negócios ante 7.355.993 no período anterior. A média diária de transações atingiu a marca de 392.962 contra 408.666 em fevereiro. Os investidores institucionais lideraram a movimentação financeira no segmento Bovespa em março, com participação de 31,39%, ante 28,95% no mês anterior. Na segunda posição, ficaram as pessoas físicas, com 30,67%, ante 32,05%. No mesmo período, os investidores estrangeiros obtiveram participação de 25,81% ante 27,83%. As instituições financeiras com 9,81%, ante 8,78%; as empresas, com 2,26%, ante 2,35%; e o grupo Outros com 0,06% ante 0,04%.
Investimento estrangeiro
Em 2010, os investimentos estrangeiros nos papéis de empresas brasileiras até março atingiram R$ 2,66 bilhões resultado de R$ 2,86 bilhões em distribuições públicas de ações e do saldo negativo de R$ 203,57 milhões na negociação no mercado secundário da BM&FBovespa.
No mês de março, o balanço da negociação dos investidores estrangeiros na BM&FBovespa foi positivo em R$ 3,15 bilhões, resultado de vendas no valor de R$ 36,73 bilhões e de compras de ações de R$ 39,88 bilhões. A participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês), representa 66,1% do total de R$ 4,33 bilhões das operações realizadas com anúncios de encerramento publicados até 5 de abril de 2010, conforme tabela disponível na sala de imprensa do site.
BM&F
O segmento Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) registrou negociação de 71.691.088 contratos e volume financeiro de R$ 4,75 trilhões em março, ante 39.306.238 contratos e giro de R$ 2,47 trilhões em fevereiro. A média diária de contratos, em março, estabeleceu recorde de 3.117.004, ante o recorde anterior de 2.183.680 contratos em fevereiro de 2010. O número dos contratos em aberto no total do mercado ao final do último pregão de março foi de 34.452.500 posições, ante 27.556.692 em fevereiro.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estrangeiro compra corretora no Brasil


O movimento não foi interrompido com a crise de 2008 e tende a se aprofundar neste ano: atraídos pela perspectiva de crescimento no mercado financeiro no Brasil, de ações e derivativos, bancos estrangeiros e as maiores corretoras do mundo têm mostrado interesse cada vez maior em comprar corretoras no país. É uma forma mais rápida para entrar no negócio. A autorização do Banco Central para a aquisição demora cerca de seis meses e seria necessário mais do que isso para começar do zero.
A forma mais rápida, no entanto, tem se mostrado cada vez mais cara. Os donos das corretoras no Brasil, ainda com bastante dinheiro no bolso recebido com a venda de suas participações na BM&F e na Bovespa no mercado, em emissão de ações de 2007, perceberam a oportunidade e passaram a pedir preços maiores por suas empresas. De quebra, há grupos nacionais interessados no negócio, como a Caixa Econômica Federal, o BTG Pactual e Banco do Brasil. A queda de braço entre compradores e vendedores está apenas começando.
Foto Destaque
Explicitamente à venda ou em busca de parcerias, somente a corretora do português Banif, que contratou o Credit Suisse para assessorá-la na tarefa, e a independente Link, que contratou o Lazard. O preço pedido para o controle de uma empresa desse porte passou de R$ 150 milhões para R$ 200 milhões em seis meses. Mas há 146 corretoras registradas na BM&FBovespa, 64 na BM&F e 82 na Bovespa, com 97 atuando nos dois segmentos. Muitas delas podem vir a ser objeto de cobiça.
Segundo o Valor apurou, o grupo americano de corretagem no mercado de derivativos e ações GFI está olhando o mercado brasileiro, depois de cinco compras de corretoras por estrangeiros desde 2008. O GFI tem sede em Nova York e seu foco são os clientes institucionais, como bancos, fundos de hedge, empresas de seguros e corporações. Emprega mais de 1,7 mil pessoas e tem escritórios em Londres, Paris, Hong Kong, Seul, Tóquio, Cingapura, Sidney, Cidade do Cabo, Dubai, Tel Aviv e Dublin, entre outros.
Segundo escritórios de advocacia ouvidos pelo Valor, há pelo menos outras duas grandes corretoras globais e um banco interessados em desenvolver a atividade no Brasil e que podem entrar comprando.
Não é de hoje que veio à tona o interesse no negócio do francês BNP Paribas, do português Caixa Geral de Depósitos e do sul-africano com capital chinês Standard Bank. O suíço UBS, depois de vender no ano passado o Pactual para seus ex-sócios da BTG, se arrependeu e agora busca oportunidades.
O presidente do BNP Paribas, Louis Bazire, comentou, ainda em janeiro de 2008, que poderia fazer aquisição ou parceria no setor. Passada a crise, o interesse se manteve, mas nada foi fechado, pelo menos por enquanto. "Os preços estão muito altos e não descartamos fazer apenas uma parceria ou até partir para crescimento orgânico", disse ele.
Dirigentes de grupos estrangeiros têm preferido esperar que os preços das corretoras caiam, o que, acreditam, deva acontecer à medida que essas empresas forem percebendo a necessidade crescente de escala e perdendo clientes para corretoras maiores. Só as grandes, argumentam banqueiros, terão condições de investir em tecnologia para atender às necessidades do novo investidor.
Com a queda dos juros e o crescimento do número de milionários no país, a corretagem para a pessoa física, o chamado home broker, se tornou mais atrativa. Uma corretora de ações no mercado local é importante também para que o banco possa atuar com mais destaque no rentável mercado de emissões de novas ações. Mas, não é só isso. A internacionalização crescente da bolsa, suas parcerias com a Chicago Mercantil Exchange e a Nasdaq e a autorização para a participação crescente dos estrangeiros traz um giro diário de negócios novo, que tende a explodir, ampliando os ganhos de corretagem de atacado.
O novo recorde no volume transacionado nos mercados futuros foi na quinta-feira, com o giro de mais de 10 mil contratos (exatos 10.157.779), quase o dobro em comparação com os 5,7 mil contratos do recorde anterior, no dia 17. São os investidores dos fundos de negociação eletrônica ou algorítmica, cujas ordens de compra e venda são dadas por computador, que têm feito os volumes se ampliarem. Afinal, os computadores conseguem mandar ordens em volumes que um operador jamais conseguiria. As corretoras precisam de tecnologia cada vez mais sofisticada para esse investidor.
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, a Link confirmou que tem sido procurada com "frequência" por corretoras e bancos internacionais que querem aproveitar o bom momento do mercado brasileiro e crescer suas atividades. Mas quis salientar seu "compromisso com suas atividades no Brasil e seus clientes".

segunda-feira, 8 de março de 2010

Rapidinhas do mercado: Segunda-feira, 08 Março

Já são 25 bancos falidos somente este ano nos Estados Unidos. A FDIC salvou mais três instituições na semana passada...
O crédito ao consumidor cresceu para US$ 2,5 trilhões de dólares nos Estados Unidos, surpreendendo analistas que esperavam retração no volume...
O segmento Bovespa teve nova redução no volume financeiro e número de negócios em fevereiro. Na BM&F o volume financeiro também teve queda, apesar dos altos valores negociados, aproximadamente R$ 2,5 trilhões...
A taxa de desemprego ficou estável em fevereiro nos EUA e o número de cortes de empregos na economia foi de apenas 36 mil vagas...
Os dados do mercado de trabalho norte-americano fizeram a cotação do petróleo subir na sexta-feira, ampliando os ganhos da commodity no mês...
A Hypermarcas está à caça: a empresa adquiriu a compra de mais uma empresa. Desta vez a Jontex, fabricante de preservativos, foi o alvo...
Fonte: ADVFN

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amil compra controle da Medial por R$ 612 milhões

Empresa vai pagar um prêmio de 17% sobre a cotação das ações da rival.

A operadora de planos de saúde Amil comprou uma de suas maiores concorrentes, a Medial. A empresa anunciou a aquisição de 36,22 milhões de ações ordinárias (com direito a voto), o que corresponde a quase 52% do capital total.

A operação consolida a posição de liderança da Amil no mercado brasileiro de planos de saúde. Com o negócio, a fatia de mercado da Amil. no Estado de São Paulo, o mais rico do país, quase dobra, dos atuais 7,9% para 15,1%. Em todo o Brasil, a fatia salta de 6,2% para 10,1%, atingindo 4,2 milhões de beneficiários em saúde e outros 986 mil em planos dentais.

Há vários meses o mercado especulava sobre a aquisição da Medial pela Amil. No ano passado, EXAME antecipou que as duas empresas negociavam uma fusão.

A Medial sempre negou a existência das conversas, mas em outubro os rumores voltaram a circular devido à saída de Emílio Carazzai da presidência da empresa. Sua substituição pelo executivo Henning Von Koss foi interpretada no mercado como um sinal de que a Medial poderia ser alvo de aquisição.

Como a Medial faz parte do Novo Mercado da BM&FBovespa, os minoritários terão direito de vender suas ações à Amil nas mesmas condições oferecidas aos controladores (R$ 17,2066 por papel). A empresa já informou que fará a oferta pública para a recompra de todos os papéis da Medial, que, se bem-sucedida, levará a sua saída da Bovespa.

O negócio ainda precisará ser aprovado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regulamenta o setor de planos de saúde no Brasil. Além disso, terá de ter o aval dos órgãos de defesa da concorrência brasileiros.

Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Agilidade no mercado futuro e parceria com a maior Bolsa de derivativos do mundo

Globex é o nome dado à maior rede mundial de negociação de contratos derivativos do mundo. Esta plataforma de negociação pertence ao CME Group, resultado da fusão entre três bolsas norte-americanas: a Chicago Mercantile Exchange (CME), a Chicago Board of Trade (CBOT) e a New York Mercantile Exchange (NYMEX).

Ao firmar a parceria com o CME Group, em janeiro de 2008, a BM&FBOVESPA garantiu a possibilidade de distribuir, internacionalmente e em curto espaço de tempo, todos os seus produtos, por meio de milhares de terminais instalados em mais de 80 países e via roteamento de ordens.

Confira as outras vantagens desta importante parceria:

  • Forte aceleração do processo de internacionalização da BM&FBOVESPA, e sua consolidação como centro de liquidez regional e porta de entrada da América Latina.
  • Forte crescimento potencial dos contratos de commodities da BM&FBOVESPA que, além de já poderem ser liquidados em dólares, ganharão maior visibilidade e facilidade de acesso.
  • Possibilidade de os corretores brasileiros oferecerem a seus clientes amplo acesso aos produtos do CME Group, via Global Trading System (GTS).

O que significa rotear uma ordem?

Significa determinar a direção imediata de um bloco de informações enviado em uma rede de computadores onde há comutação (troca) de pacotes.

Pelo acordo comercial estabelecido entre a BM&FBOVESPA e o CME Group, é possível rotear ordens por dois caminhos:

1) Roteamento CME Group => BM&FBOVESPA
Roteamento de ordens da plataforma eletrônica de negociação do CME (Globex) para a plataforma eletrônica de negociação da BM&FBOVESPA (GTS), Segmento BM&F.

2) Roteamento BM&FBOVESPA => CME Group
Previsão para implantação: dezembro de 2009
Roteamento de ordens da plataforma eletrônica de negociação da BM&FBOVESPA (GTS), Segmento BM&F, para a plataforma eletrônica de negociação do CME (Globex).

Integração eletrônica para Roteamento de Ordens para Ativos – SISBEX

Por meio de sua interface FIX, o GTS permite que participantes de mercado habilitados possam enviar ordens para os Participantes de Negociação de Ativos (PNA). Este, por sua vez, tem condições de verificar a ordem e ingressá-la no SISBEX (conjunto de aplicativos que permite a negociação e o registro de operações realizadas com títulos e outros ativos).

Para mais informações, acesse www.cmegroup-bmfbovespa.com.br

Fonte: Bovespa

terça-feira, 28 de abril de 2009

Menor volatilidade reduz negociação de futuros agrícolas na BM&F

RIBEIRÃO PRETO (Reuters) - As negociações dos contratos agropecuários da BM&F Bovespa estão fechando o primeiro quadrimestre do ano com uma queda de mais de 35 por cento em relação ao ano passado, devido à menor volatilidade dos preços em 2009 e também em função do crédito mais reduzido no mercado, o que deixa menos recursos para operações nos futuros.

Segundo o diretor de Commodities da instituição, Ivan Wedekin, de janeiro até esta terça-feira o volume de contratos futuros agropecuários negociados somou 602.650, queda de 36,4 por cento ante os 947.204 verificados no mesmo período de 2008, quando a BM&F bateu recordes de negociações agropecuárias.

"A volatilidade menor é o principal fator", disse Wedekin, admitindo que num cenário de menos oscilações de preços as pessoas tendem a buscar menos os mercados futuros para se protegerem. Em 2008, muitos preços agrícolas foram negociados perto dos maiores valores históricos.

A menor volatilidade, segundo ele, vale especialmente para os mercados de boi gordo e café, que respondem por mais de 80 por cento dos negócios na bolsa.

"No caso do boi, a arroba saiu de 80 para 100 (reais) no primeiro semestre do ano passado. Este ano está flat (estável)", declarou, após evento na Agrishow, em Ribeirão Preto.

A redução no número de contratos negociados de boi gordo foi de 27,2 por cento, para 289,4 mil contratos.

A falta de crédito também contribuiu para o menor volume de negócios.

"Muitos participantes do mercado retraíram o nível de exposição no mercado financeiro", observou, lembrando que a queda no volume de negócios na bolsa não ocorre apenas para os contratos agropecuários e atingem também os financeiros, embora os primeiros estejam sofrendo mais.

Já o mercado de café teve uma redução maior no número de negócios efetuados, da ordem de 43 por cento, para 176,9 mil contratos, entre janeiro e esta terça-feira.

"O café também teve queda pelo menor volume de arbitragens, o cara compra aqui e vende em Nova York", acrescentou.

(Edição de Camila Moreira)

Fonte: OGlobo.com

quarta-feira, 18 de março de 2009

BM&Fbovespa agora prevê 2009 "espetacular"

Mesmo com as recentes quedas nos volumes financeiros, a bolsa já contabiliza resultados positivos neste início do ano
 
| 18.03.2009 | 15h58

Portal EXAME -

Apesar da queda de 9% no lucro líquido do último trimestre de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado, a BM&Fbovespa acredita que 2009 será uma ano de crescimento. "Esperamos um volume de negócios espetacular para este ano", afirmou nesta quarta-feira o diretor-presidente, Edemir Pinto.

O entusiasmo do executivo deve-se aos resultados nas negociações diárias de contratos nos três primeiros meses do ano. No segmento BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), a média de contratos gira em torno de 1,4 milhão por dia, contra 1,2 milhão no trimestre anterior. Já o volume negociado na Bovespa teve pequena queda de 4,3 bilhões de reais para 4,2 bilhões de reais entre o quarto trimestre de 2008 e o início deste ano. Edemir Pinto, porém, preferiu ressaltar o retorno dos investidores estrangeiros para a Bovespa. "O crescimento voltou", disse.

Apesar do otimismo oficial, a corretora Ativa não fez uma previsão tão otimista para 2009. Os analistas da corretora acreditam que os volumes negociados serão fracos neste ano e diz que o ponto forte dos próximos balanços deve ser os ganhos de sinergia entre a BM&F e a Bovespa.

A BM&FBovespa tem passado por grandes reestruturações desde a fusão das duas bolsas em maio do ano passado. A crise financeira nos países desenvolvidos impulsionou ainda mais a reavaliação de gastos e a reestruturação da companhia.

Um projeto de desmobilização já está sendo implementado, incluindo a venda de dois prédios. O edifício da rua 3 de Dezembro foi vendido por 5,3 milhões de reais e outro localizado na rua Florêncio de Abreu está em negociação.

A reavaliação do desempenho das filiais também faz parte da reestruturação, sendo que a filial de Recife já foi desativada e as de Curitiba, Fortaleza e Rio Grande do Sul estão sofrendo readequações de custos.

Edemir Pinto garante que as demissões de 175 funcionários ocorridas em março encerram a redução de custos com o pessoal. Porém, a redução com gastos operacionais deve continuar forte, gerando boa parte do capital de 116 milhões de reais previstos para o setor de TI (Tecnologia da Informação), que é uma das principais áreas de investimento da empresa.

Mesmo em um cenário de alta volatilidade e de recentes quedas nos volumes financeiros, Edemir Pinto está motivado para 2009 devido ao resultado anual da bolsa "Mesmo nesse momento de incerteza entregamos resultados positivos, com aumento de 20% do lucro e a redução dos custos em 7% em relação a 2007."

O anúncio referente a entrada do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, para o conselho da BM&FBovespa ocorrido na última terça-feira (17/03), é outro fator que gera otimismo à companhia. "Armínio Fraga era um sonho da empresa que se realizou. Ele é um diferencial no mercado pela sua expertise e envergadura", disse Edemir Pinto.

Fonte: Portal Exame