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sexta-feira, 8 de julho de 2011

O novo bilionário brasileiro

Que rufem os tambores. A abertura de capital da gestora de planos de saúde Qualicorp deu origem a mais um bilionário brasileiro – o fundador da empresa, José Seripieri Júnior.
Júnior, como o empresário é conhecido, fundou a Qualicorp em 1997. Assim como outro Júnior bilionário – João Alves de Queiroz Filho, controlador da Hypermarcas –, o fundador da Qualicorp não gosta nada de aparecer ou dar entrevistas.
Nos últimos três anos, ele fez uma série de transações que elevaram sua empresa de patamar – e seu patrimônio subiu junto. Primeiro, ele vendeu uma participação na Qualicorp para o fundo americano General Atlantic. Com o negócio, fechado em 2008, embolsou 180 milhões de reais. A partir dali, as coisas só melhorariam.
Um ano atrás, outro fundo americano, o Carlyle, comprou a participação da General Atlantic e mais um punhado de ações de Júnior. Pelas ações do empresário, o Carlyle pagou 500 milhões de reais.
No fim de junho, veio o grande negócio de sua vida: a abertura de capital da Qualicorp. Mesmo após ter vendido o controle da empresa ao Carlyle, Júnior ainda é dono de 28% das ações da companhia. E, com o IPO, a Qualicorp atingiu um valor de mercado de 3,8 bilhões de reais. Seus 28%, portanto, hoje valem pouco mais de 1 bilhão de reais.
No total, somando-se o dinheiro pago pelos fundos ao seu atual patrimônio em ações, chega-se a 1,680 bilhão de reais.
Júnior, ao menos pelos padrões da turma do sem-bilhão, tem motivos para estar feliz da vida. Mas, como a turma do bilhão pensa diferente do resto da humanidade, sua alegria pode ter, hoje, uma pitada de arrependimento. Afinal, o grande salto no valor de sua empresa se deu justamente depois da venda do controle ao Carlyle. A valorização foi de 100% em apenas um ano. Com o IPO, o fundo americano conseguiu recuperar 70% do seu investimento e, ainda por cima, manter uma participação equivalente a 1,5 bilhão de reais na empresa.
Os números são cruéis: Júnior e seu ex-sócio General Atlantic venderam barato a Qualicorp ao Carlyle.
Mas o Faria Lima vê nessa história toda uma boa notícia – é possível se tornar bilionário mesmo fazendo um mau negócio.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Gávea levanta R$ 1 bi em três IPOs

Seis meses depois de o J.P. Morgan comprar 55% do capital da Gávea, a gestora fundada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga se destaca entre os fundos de "private equity" por dois motivos. Desde dezembro, apesar do cenário difícil para as ofertas de ações, a Gávea levantou R$ 1 bilhão com três aberturas de capital em bolsa, dinheiro distribuído a seus cotistas. Apesar de isso não significar que só há casos de sucesso em carteira, a Gávea é a gestora de fundos de private equity que mais levantou recursos na bolsa de valores nos últimos meses.
Ao mesmo tempo, está captando seu quarto fundo de investimentos em participações, que deve alcançar, no mínimo, R$ 1,5 bilhão, segundo dados da Comissão de Valores Mobiliários.
Na operação mais recente, a da rede de franquias do McDonald's - a Arcos Dorados -, a Gávea levantou R$ 876,4 milhões na Bolsa de Nova York. A demanda pelas ações superou em dez vezes a oferta, o que fez o preço máximo do papel subir de US$ 15 para US$ 17, algo que, segundo o jornal britânico "Financial Times", não acontecia desde meados de 2007, época em que os mercados viviam farta oferta de crédito. Liderada pelo argentino Woods Staton, a holding foi criada em 2007 a partir da compra de 1.600 lanchonetes latino-americanos do McDonald's.
No Brasil, a Gávea participou de duas das mais demandadas ofertas de ações recentes: a rede de farmácias Raia e a empresa de entretenimento Time For Fun (T4F). No caso desta última, os ganhos da gestora foram impulsionados por uma opção de compra que a Gávea exerceu dias antes de a empresa iniciar a oferta. Por 3,5% do capital da companhia, o fundo pagou R$ 1. O motivo, segundo documentos entregues à CVM, é o fato de a T4F não ter atingido as metas de lucratividade previstas inicialmente pela Gávea. Dias depois, essa mesma fatia foi vendida na oferta por
R$ 32 milhões.
As companhias que a gestora está levando à bolsa são de uma safra de investimentos feitos pelos fundos um e dois entre 2007 e 2008. "Procuramos ficar de três a quatro anos nas empresas antes de abrir o capital delas em bolsa. Queremos que elas cheguem bem preparadas. Não somos um fundo pré-IPO", diz Christopher Meyn, gestor da Gávea, referindo-se às ofertas iniciais de ações, IPOs, em inglês. Exceção feita, segundo Meyn, aos casos em que as companhias precisam de capital para começar a operar, como o ocorrido com a petrolífera OGX.
A Raia, desde a estreia em bolsa até ontem, acumula alta de 4,9%. A T4F, e sete pregões, tem baixa de 4%. Já a Arcos Dorados sobe 38,6%.
Além das ofertas, a gestora levantou outros R$ 42 milhões em dezembro e janeiro, com vendas na bolsa de ações da Magnesita. A Gávea reduz sua exposição a esse papel desde março de 2010.
A lista de abertura de capital de empresas da carteira da Gávea deste ano não deve parar por aí. Segundo o Valor apurou, a próxima candidata é a aérea Azul, na qual a Gávea comprou uma participação em 2008 e que também pertence ao fundo dois. É uma operação com a qual a gestora espera deixar mais distante o fracasso do investimento na BRA, companhia que foi à bancarrota e é tida como o pior caso do currículo da gestora. Executivos do mercado também comentam que a editora Santillana deve entrar na fila em breve. Ao todo, a Gávea tem em seu portfólio de private equity 20 empresas, avaliadas em R$ 5 bilhões.
Ao mesmo tempo em que se desfaz de alguns investimentos, a gestora se prepara para comandar novos aportes. O volume de recursos captados pelo novo fundo deve ultrapassar o R$ 1,5 bilhão registrado na CVM, já que a gestora costuma deixar no exterior parte dos recursos levantados com investidores. A sociedade com a Highbridge, gestora de ativos alternativos do J.P. Morgan, também deve impulsionar a captação. O último fundo da Gávea alcançou US$ 1,2 bilhão (R$ 1,9 bilhão). A nova captação não é comentada pela gestora.
Fonte: Valor

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Conheça os riscos envolvidos antes de realizar pedidos de reserva em IPO da Arezzo

SÃO PAULO – Encerra-se nesta sexta-feira (28) o período de reservas para participar do IPO (Initial Public Offering) da Arezzo. No entanto, vale lembrar os riscos envolvidos na operação.

FranqueadosQuanto às atividades da companhia, o prospecto preliminar informa que esta poderá não conseguir inaugurar e operar novas lojas ou ampliar a rede de franqueados com sucesso, que poderão ser afetados por diversos fatores, tais como a expansão dos competidores, dificuldade de encontrar locais adequados e condições adversas do mercado.
Além disso, 183 das 253 lojas franqueadas e 17 das 27 lojas próprias estão estabelecidas em shoppings centers, portanto a dificuldade de abrir novos estabelecimentos nestes pontos estratégicos, o fracasso em obter renovação dos contratos de aluguéis ou a redução do tráfego de consumidores nestes locais poderão impactar no desempenho da empresa.
Ademais, eventuais conflitos com os franqueados poderão pressionar os resultados da Arezzo, uma vez que, conforme dado referente aos nove primeiros meses de 2010, 50,1% da receita da empresa foi proveniente de tais colaboradores.

DependênciasVale destacar também a dependência sobre o sistema de transportes e infraestrutura na cidade de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, uma vez que a distribuição de mercadorias para todas as lojas da Arezzo parte desta cidade, informa a companhia em prospecto.
“Qualquer interrupção significativa ou diminuição de utilização na infraestrutura de transportes da cidade de Campo Bom ou em sua operação; (...) desastres naturais, incêndios, acidentes, falhas sistêmicas ou outras causas imprevistas podem atrasar ou prejudicar nossa capacidade de distribuir mercadorias para nossas lojas e ocasionar queda em nossas vendas”, indica a Arezzo.
A dependência também está relacionada com a própria marca Arezzo, responsável por 66,8% da receita em vendas de mercadorias e serviços consolidada nos nove primeiros meses de 2010. As outras marcas são a Schutz, Anacapri e Alexandre Birman. “Adicionalmente, podemos, eventualmente, buscar a aquisição e/ou desenvolvimento de marcas voltadas a nichos de mercados diferentes daqueles que atuamos atualmente”, aponta o prospecto. 

Confecção independenteAdemais, a Arezzo não confecciona a maioria dos produtos que comercializa – entre janeiro e setembro de 2010, 82,7% dos produtos foram produzidos por fábricas e ateliers independentes. A companhia informa que possui um contrato por tempo indeterminado com a Star Export, a qual agencia e fiscaliza os fornecedores contratados. “Nossos fornecedores, fábricas, ateliers independentes contratados ou mesmo a Star Export podem fornecer matérias-primas, produtos ou serviços similares a nossos concorrentes”, ressalta.

Setor, inadimplência e sazonalidadeTambém existem riscos referentes ao setor de atuação – as preferências dos consumidores e as tendências da moda são voláteis e tendem a mudar rapidamente, principalmente no setor de calçados femininos, indica a empresa -, a problemas com os sistemas de tecnologia de informação, importante para administrar os estoques e os recursos, à obtenção de licenças municipais e do corpo de bombeiros, além da falta de cobertura de seguros em fatos como guerra, caso fortuito e força maior ou interrupção de certas atividades.
Há também o risco de inadimplência, uma vez que realizam vendas a prazo para consumidores finais, franqueados e multimarcas. Tais riscos podem ser influenciados por questões macroeconômicas brasileiras.
Questões sazonais e climáticas são outros elementos que podem influenciar no resultado da Arezzo, já que o segundo semestre do ano é, geralmente, um período de vendas mais elevadas, impulsionadas pelo Natal, e que períodos de alta ou baixa na temperatura podem afetar a coleção disponibilizada pela empresa ou elevar preços de matéria-prima.

ControladoresEm relação aos controladores, o prospecto chama a atenção para o fato de que estes continuarão controlando a companhia e seus interesses poderão entrar em conflito com o de acionistas. Ademais, após o prazo de lock-up – de seis meses - poderá haver uma significativa venda de ações, incluindo o FIP Piraíba.

Processo penalCabe destacar que o acionista controlador, Anderson Lemos Birman, o qual é também presidente do conselho de administração e diretor presidente, enfrenta um processo penal, sob a alegação de remessas ilegais de recursos financeiros ao exterior, no montante de R$ 559,20 mil, durante o período de 2000 a 2002.
A condenação poderá impedir o empresário de exercer suas atividades profissionais e afetar de forma relevante a reputação perante clientes, fornecedores e investidores, aponta o prospecto.
“Além disso, o Sr. Anderson Lemos Birman poderá ter de alocar parte substancial de seu tempo e atenção para o acompanhamento e monitoramento desse processo e dos efeitos que ele poderá ter sobre nossas atividades, o que poderá desviar de maneira relevante o tempo e a atenção que deveriam ser destinados à condução de nossos negócios”, alerta a Arezzo.
A companhia também destaca que o desempenho da empresa depende em grande parte da capacidade da alta administração, formada por executivos experientes e funcionários-chave com amplo conhecimento do negócio, especialmente os fundadores e diretores Anderson Birman e Alexandre Café Birman.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ofertas em fevereiro farão bolsa sonhar com 2007


O prazo para que as ofertas públicas de ações sejam registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sem que as empresas precisem atualizar as informações referentes ao quarto trimestre de 2010 está acabando e, em razão disso, depois de meses relativamente calmos, as distribuições estão se acumulando para a avaliação dos investidores.
Entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro, seis companhias concluem operações. São quatro estreantes, Arezzo, Sonae Sierra, Queiroz Galvão e Autometal. Além delas, há as já listadas Magnesita e Tecnisa , sendo que essa última está prestes a divulgar os dados da operação. Juntas, elas deverão movimentar perto de R$ 6 bilhões.
Este é o mês mais forte para ofertas iniciais desde outubro de 2007, quando a bolsa recebeu 12 novatas e duas distribuições de empresas já negociadas.
Os informes financeiros sobre os resultados de 2010 têm de ser divulgados até o fim de março e o encerramento dessas distribuições que já começaram, com a colocação dos lotes extra e adicional, já está invadindo aquele mês.
Para não correr riscos, advogados calculam que as empresas têm até 10 de fevereiro para fechar o preço das ações. As que deixarem para depois poderão ter de atualizar o prospecto.
Houve casos também de quem tomou a decisão contrária. A Vulcabras Azaleia preferiu esperar a divulgação do balanço de 2010 para então sair com a oferta.
"Nosso último trimestre foi bastante razoável e conseguimos antecipar os trabalhos de encerramento desses resultados. Preferimos, então, adiar a operação para utilizarmos os números completos de 2010", disse o presidente da Vulcabras Azaleia, Milton Cardoso. Segundo o executivo, o resultado da Vulcabras nos três últimos meses de 2010 veio dentro das expectativas da companhia e esse balanço terá sua publicação antecipada para a primeira quinzena de fevereiro. Tradicionalmente, os números de empresas varejistas no quarto trimestre são fortes. A operação, que sequer foi iniciada, deverá ser retomada em 30 dias.
Ontem, mais duas empresas iniciaram as apresentações para os investidores. A Queiroz Galvão Exploração e Produção, braço de petróleo e gás da empreiteira, pretende levantar até R$ 2,7 bilhões na bolsa, na maior oferta em andamento. A distribuição prevê uma parte secundária, mas via lote adicional, equivalente a 20% do total ofertado. Ou seja, os atuais acionistas venderão ações apenas se houver excesso de demanda. Se isso acontecer, a fatia da Queiroz Galvão na empresa cairá de 90% para 62%, e o fundo de participações Quantum reduzirá sua participação de 10% para 7%.
A faixa de preços sugerida na colocação varia de R$ 23 a R$ 29. O período de reserva vai de 26 de janeiro a 4 de fevereiro. Já a fabricante de componentes automotivos Autometal quer levantar até R$ 991 milhões. Assim como a Queiroz Galvão, o controlador espanhol, CIE Autometal, venderá ações apenas em caso de excesso de demanda. As reservas vão de 27 de janeiro a 2 de fevereiro.
Fonte: Valor

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Oferta do Facebook é a mais esperada desde Google

A estreia mais esperada do mercado acionário americano desde o Google começou a tomar movimento nesta semana, com o Facebook preparando o terreno para uma possível listagem de suas ações daqui a pouco mais de um ano.
O site de relacionamentos sociais já havia chamado a atenção dos investidores por conta do plano para levantar até US$ 2 bilhões em capital adicional, o que deverá conferir um valor de US$ 50 bilhões para a jovem empresa e colocar em evidência o mercado privado cada vez maior para ações de companhias relacionadas à internet.
Facebook e GoldmanSachs, o banco que encabeçou a nova rodada de financiamento, não quiseram comentar o acordo, nem mesmo o provável avanço em direção a uma oferta pública inicial de ações.
O banco de Wall Street entrou com US$ 375 milhões em recursos próprios, juntamente com outros US$ 125 milhões da firma russa de investimentos em internet DST. O Goldman também convidou seus próprios clientes institucionais para investir no Facebook, com o que arrecadou mais US$ 1,5 bilhão.
A nova rodada de financiamento confere um valor ao Facebook cinco vezes maior do que aquele calculado em maio de 2009, quando o primeiro investimento da DST avaliou a empresa em US$ 10 bilhões — quantia considerada exorbitante na época.
A natureza sigilosa da transação e o fato de ter sido limitada a alguns poucos privilegiados atraíram críticas em algumas partes do Vale do Silício, onde foi vista como uma tentativa do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de evitar a fiscalização pública integral de seus números que seria necessária no caso de abertura de capital.
A operação privada para levantar os US$ 2 bilhões contrasta com o caminho escolhido pelo Google em 2004, quando levantou US$ 1,2 bilhão em sua abertura de capital. Em vez de recorrer a Wall Street para obter o financiamento, o site de buscas praticamente deixou-a de fora do acordo ao escolher um formato incomum — leilão, elaborado para permitir que o maior número possível de pessoas pudesse se registrar para comprar as ações.
As críticas chegaram aos executivos do Facebook.
Os defensores da empresa argumentam que a companhia já imaginava que estava em um caminho que lhe exigiria ser bem mais aberta quanto a suas finanças em um futuro próximo e que o acordo com o Goldman Sachs não faz diferença alguma em relação a isso.
Com as vendas das ações de alguns funcionários que deixaram a empresa para diversos outros investidores, o número de acionistas externos do Facebook já caminhava a superar o limite de 500 antes do final deste ano, marca a partir da qual as empresas nos Estados Unidos precisam divulgar integralmente seus dados financeiros, segundo uma fonte a par da situação.
Menos do que a vontade própria, as características da base acionária do site de relacionamentos, portanto, fizeram iniciar a contagem regressiva para uma provável oferta pública inicial de ações. Outras empresas que ultrapassaram esse limite no passado, como o Google, aproveitaram, inclusive, para buscar uma listagem total das ações.
Fonte: Valor

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ação da Droga Raia sai a R$ 24 e IPO gira até R$ 654 mi

SÃO PAULO - Com uma forte demanda, a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Droga Raia movimentou até R$ 654,697 milhões. O preço por ação foi definido em R$ 24, no teto da faixa indicativa - que variava de R$ 19 a R$ 24 por ação. A última abertura de capital do ano provocou grande euforia no mercado. Até ontem, a procura pelos papéis da companhia já superava a oferta em seis vezes, conforme apurou a Agência Estado. Na semana passada, apenas os pedidos de investidores institucionais locais, como fundos de investimento e de pensão, já garantiam a operação.
A Droga Raia é a quinta maior rede de drogarias do País em faturamento e a terceira em número de lojas, de acordo com ranking da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O principal chamariz para o IPO foi o desconto relativo dos papéis na comparação com os da concorrente Drogasil, já listada em bolsa. Pelos cálculos de uma fonte, os papéis da Raia estreariam na bolsa valendo até 30% menos que o da concorrente. O desempenho recente de Drogasil no mercado, com alta acumulada de quase 8% no mês, apenas aumenta a atratividade do IPO.
A oferta da Raia era de inicialmente 23,7 milhões de ações. Além do lote principal, foram registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 3,558 milhões de papéis do suplementar, que se não for exercido em até 30 dias reduzirá o valor do IPO para R$ 569,302 milhões. Já o lote adicional, colocado quando há excesso de demanda, não foi registrado, um indício de que a demanda pelas ações estaria mais concentrada nas faixas mais baixas de preço, segundo uma fonte de mercado.
A rede de drogarias já havia tentado abrir o capital em 2008, mas acabou adiando os planos em meio ao agravamento da crise financeira. No mesmo ano, recebeu um aporte de capital da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e da Pragma Patrimônio por uma participação de 30% na companhia. O fundo da Gávea e membros da família Pipponzi, que controlam a Raia, venderão parte das ações que possuem no IPO e devem embolsar R$ 142 milhões.
Com a captação da Raia, as ofertas de ações no mercado brasileiro este ano atingem R$ 150,3 bilhões, puxadas pela megacapitalização de R$ 120 bilhões da Petrobras. Considerando apenas as aberturas de capital, foram R$ 11,9 bilhões captados em 11 operações, ainda segundo dados da CVM.
A estreia das ações da Droga Raia está prevista para a próxima segunda-feira, dia 20 de dezembro, sob o código "RAIA3". O coordenador líder do IPO é o Itaú BBA. O banco atua na operação ao lado do Credit Suisse e BB Banco de Investimento. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ofertas públicas de ações devem somar R$ 14 bilhões em três meses

As ofertas públicas de ações devem somar cerca de R$ 14 bilhões nos próximos três meses, de acordo com cálculos do Itaú BBA. Desse total, cerca de R$ 5 bilhões são de seis empresas que já estão com pedido de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outros R$ 9 bilhões são estimados para operações que ainda não são conhecidas pelo mercado. No ano até agora, as 20 operações realizadas somam R$ 147,7 bilhões, ou R$ 27,5 bilhões excluindo-se a megacapitalização da Petrobras.
No grupo daquelas que já estão com os processos mais avançados, a rede de farmácias Droga Raia, a empresa de educação Anhanguera e a companhia do ramo de energia renovável Desenvix tentarão acessar o mercado ainda neste ano. A Droga Raia publicou ontem o aviso ao mercado, com detalhes de preço e cronograma da operação.
Já a fabricante de autopeças Autometal, a administradora de shopping centers Sonae Sierra e a petroleira Queiroz Galvão Exploração e Produção planejam realizar suas ofertas no início de 2011.
Segundo Fernando Iunes, diretor-executivo do Itaú BBA, os próximos dois trimestres devem ser bem aquecidos em distribuições de ações, até porque muitas operações ficaram represadas à espera da conclusão da capitalização da Petrobras, no fim de setembro.
Para ele, que participou ontem de evento organizado pela regional paulista do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP), há demanda de investidores por ativos no Brasil, já que o país tem um cenário macroeconômico positivo, enquanto em outras regiões do mundo a previsão é de pouco crescimento.
Desde o término da operação da Petrobras, quatro empresas acessaram o mercado. Juntas, a empresa de educação Estácio, a petroleira HRT, a consultoria imobiliária Lopes e a rede de corretoras de seguros Brasil Insurance levantaram R$ 4 bilhões. A única oferta frustrada foi a da empresa australiana de petróleo e gás Karoon, que cancelou a oferta no dia do fechamento do preço, alegando condições adversas de mercado.
Para 2011 como um todo, o advogado Sérgio Spinelli, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, projeta que possa haver entre 40 e 60 captações no mercado de ações, entre operações de empresas estreantes e já listadas. "Há espaço para isso, pelo que temos na fila já para o primeiro semestre", afirmou o advogado, que também participou do evento.
Um pouco mais conservador, Iunes, do Itaú BBA, concordou que 40 ofertas em 2011 é "factível". "Acho que pode chegar a esse número, tendo em conta os mandatos que nós temos. Mas vai depender das condições do mercado", disse ele, acrescentando que é razoável estimar que haja cem distribuições públicas nos próximos três anos. "Ainda há poucas empresas listadas."
Se o piso da estimativa de Spinelli se confirmar no ano que vem, o mercado de capitais brasileiro voltará ao mesmo patamar de 2006 em número de ofertas, mas ainda ficará distante das 76 captações realizadas em 2007, quando os especialistas consideram que houve exagero de todos os lados, pois foram ao mercado empresas pouco preparadas para a vida de companhia aberta.
Ao apresentar um resumo das ofertas iniciais de ações deste ano, Iunes destacou o fato de que as primeiras operações ocorreram num cenário em que o comprador estava com o poder para determinar o preço a que as ações seriam vendidas. Por isso, muitas empresas tiveram que reduzir o valor previsto de venda dos papéis para que a transação tivesse sucesso - casos da administradora de shoppings Aliansce, da empresa de fidelidade Multiplus, da investidora imobiliária BR Properties, do estaleiro OSX e da companhia de logística Júlio Simões.
Ele ressaltou, no entanto, que nas duas aberturas de capital mais recentes, da HRT e da Brasil Insurance, o preço de venda das ações ficou no ponto médio do intervalo sugerido no prospecto preliminar na operação. A existência da seletividade do investidor, no entanto, teria sido evidenciada na oferta da Karoon.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Petróleo avança na bolsa

A empresa de petróleo e gás do grupo Queiroz Galvão vai listar suas ações na BM&FBovespa. A operação pode superar US$ 1 bilhão. Com isso, além da gigante estatal Petrobras, o investidor terá acesso a quatro empresas desse segmento na bolsa, considerando as já listadas OGX e HRT. Alcançadas as expectativas para essa operação e para a do braço australiano que atua no Brasil da Karoon, o setor deve captar cerca de R$ 5,5 bilhões no mercado paulista - apenas nos três últimos meses do ano.
Adicionando a Petrobras, que obteve R$ 40 bilhões junto a investidores de sua megacapitalização de R$ 120,3 bilhões, concluída no fim de setembro, o setor terá levantado a nada desprezível quantia de R$ 45,5 bilhões por meio do mercado brasileiro em apenas quatro meses.
Entretanto, vale destacar que o espaço que as novas empresas de petróleo estão encontrando - apelidadas de "companhias juniores" - deve-se à insatisfação deixada pela Petrobras. Os estrangeiros ficaram descontentes com a condução política do processo e o aumento da participação da União na empresa
A expectativa é que a Queiroz Galvão caia mais no gosto do investidor local, pela tradição do grupo no país. As demais colocações tiveram como forte componente a demanda internacional. Contudo, o sucesso das ofertas iniciais, como sempre, dependerá do preço das ações que serão vendidas, o que ainda não é de conhecimento público.
O grupo tem operações em diversos segmentos, como construção, rodovias, energia, agroindústria e siderurgia. No ano passado, a receita total somou R$ 6,4 bilhões.
A atuação na área de petróleo e gás vem desde 1981. A companhia, cujo nome completo é Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), se descreve no prospecto aos investidores como a maior empresa de controle privado brasileiro no setor de petróleo e gás em termos de produção diária em barris equivalentes de petróleo no Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro de 2009. Nos primeiros nove meses deste ano, teve lucro líquido de R$ 136,4 milhões, ante R$ 24,9 milhões de igual período de 2009.
Em seu portfólio, a companhia possui direitos de concessão sobre oito blocos exploratórios distribuídos na costa brasileira, incluindo os reservatórios no pré-sal, localizados nas Bacias de Santos, Jequitinhonha e Camamu.
Além disso, tem participação de 45% na concessão do Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, maior campo de gás natural não-associado em produção no Brasil de acordo com dados da ANP, com capacidade de produção de aproximadamente 50,3 mil barris equivalentes de petróleo por dia.
A empresa pretende aplicar de 70% a 80% dos recursos que forem captados na aquisição de novos blocos e negócios e de 20% a 30% na exploração do portfólio atual.
Vale destacar, porém, que há fluxo de recursos, em especial internacional, para outros setores também. Tanto que deve ocorrer ainda neste ano a abertura de capital da companhia de energias renováveis Desenvix, cujo objetivo é levantar até US$ 500 milhões, e da rede de farmáciasDroga Raia, que pode obter até US$ 250 milhões.
Somando essas operações, que não devem encontrar dificuldade no mercado (mantidas as atuais condições), o ano de 2010 deve terminar com um saldo de 14 novas companhias abertas, que terão movimentado aproximadamente R$ 15,5 bilhões.
Considerando as ofertas subsequentes, das companhias já listadas - exceto Petrobras -, o total de ofertas de ações sobe para 23 operações, que devem totalizar perto de R$ 43 bilhões.
Assim, o ano deve terminar quase empatado com 2009 nas captações, que foi o segundo melhor da história, perdendo apenas para 2007 - período de maior efervescência do mercado brasileiro em ofertas de ações em função da grande liquidez global do pré-crise. No ano passado, foram realizadas 24 distribuições públicas, entre novas listagens e operações subsequentes, que somaram R$ 45,9 bilhões. (Colaborou Ana Luísa Westphalen)
Fonte: Valor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Petrolífera Qgep entra com pedido de análise de IPO junto à CVM

SÃO PALUO – A Qgep Participações entrou com pedido de análise de IPO (Initial Public Offering) junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na última segunda-feira (1), com a emissão de ações em oferta primária primária e com a possibilidade de oferta secundária em lote adicional, correspondendo a até 20% das ações inicialmente ofertadas. O acionista vendedor, neste caso, será o grupo Queiroz Galvão.
Conforme a minuta do prospecto preliminar, a empresa pretende realizar a oferta no Brasil, com esforços de colocação no exterior. O banco Itaú será o coordenador líder da oferta, enquanto o Banco Merrill Lynch e o BTG Pactual atuarão como coordenadores.
Com os recursos obtidos na oferta, a companhia pretende destinar os recursos para adquirir e explorar novos blocos e ativos, especialmente nas bacias do Espírito Santo, de Campos e de Santos, além de investir em exploração no portfolio já existente.

Saiba mais sobre a empresaA Qgep é uma empresa recém criada, a qual surgiu em setembro deste ano, de uma reestruturação societária do grupo Queiroz Galvão, de modo a segregar as atividades em duas frentes: prestação de serviços e exploração e produção, sendo esta última a principal atividade da Qgep.
De acordo com a empresa, as operações de exploração e produção consistem em direitos de concessão sobre dois campos de petróleo e oito blocos exploratórios, sendo quatro deles na Bacia de Santos, três na bacia de Camamu e um na bacia de Jequitinhonha, sendo esta a única com 100% dos direitos de exploração.
Fonte: Infomoney

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Droga Raia entra com pedido de oferta primária e secundária na CVM

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado
SÃO PAULO - A Droga Raia protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A operação será primária e secundária, ou seja, os recursos captados dos investidores irão para o caixa da companhia para os acionistas que venderem papéis na oferta.
A empresa é a uma das cinco maiores redes de drogarias do País em receita e a terceira maior em número de lojas, de acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Em setembro de 2008, a Droga Raia recebeu aporte da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e da Pragma Patrimônio, que detêm 30% do capital da companhia. Ambos pretendem vender parte da participação que possuem na oferta.

Na minuta do prospecto preliminar da emissão, a Droga Raia informa que pretende usar os recursos do IPO para investimentos em ativos fixos e em capital de giro na abertura de novas lojas e reformas nas unidades já existentes e na redução do endividamento de longo prazo.

O Itaú BBA será o coordenador líder do IPO. O banco atuará na operação ao lado do Credit Suisse e do BB Banco de Investimento.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Droga Raia entra com pedido de oferta primária e secundária na CVM

SÃO PAULO - A Droga Raia protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de registro de oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A operação será primária e secundária, ou seja, os recursos captados dos investidores irão para o caixa da companhia para os acionistas que venderem papéis na oferta.
A empresa é a uma das cinco maiores redes de drogarias do País em receita e a terceira maior em número de lojas, de acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Em setembro de 2008, a Droga Raia recebeu aporte da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e da Pragma Patrimônio, que detêm 30% do capital da companhia. Ambos pretendem vender parte da participação que possuem na oferta.

Na minuta do prospecto preliminar da emissão, a Droga Raia informa que pretende usar os recursos do IPO para investimentos em ativos fixos e em capital de giro na abertura de novas lojas e reformas nas unidades já existentes e na redução do endividamento de longo prazo.

O Itaú BBA será o coordenador líder do IPO. O banco atuará na operação ao lado do Credit Suisse e do BB Banco de Investimento.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Petrobras vende 4,08 bi de ações e fatia da União chega a 49%


A Petrobras informou ontem (29/9) que foi confirmado o aumento do capital social após a subscrição de 2,29 bilhões de ações ordinárias e de 1,79 bilhão de ações preferenciais em sua oferta, perfazendo o total de 4,08 bilhões de ações.
Diante disso, o capital social da estatal passou de R$ 85,109 bilhões para R$ 200,160 bilhões.
A Petrobras vendeu 3,612 bilhões no mercado doméstico e 470 milhões no exterior, resultando na captação de R$ 115,052 bilhões, sendo que o montante equivalente a R$ 67,816 bilhões foi recebido na forma de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs).
De acordo com a estatal, após a conclusão da liquidação da oferta, a companhia realizou a transferência para o Governo Federal da totalidade das LFTs recebidas e de um valor adicional de R$ 6,991 bilhões, de forma a totalizar o valor devido para o pagamento da cessão onerosa (R$ 74,807 milhões).
A participação estatal no capital social da Petrobras, incluindo as ações em mãos do governo federal, do BNDES e do Fundo Soberano, passou de 39,8% para 49% após a oferta.
Já em relação ao capital votante da companhia, a participação do Estado avançou de 57,5% para 64,25%.
No cálculo, ainda não estão consideradas a emissão do lote suplementar, ainda não encerrada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Demanda por ações da Petrobras supera oferta com folga


São Paulo e Nova York - A oferta de ações da Petrobras recebeu uma demanda maior do que a necessária para a venda de todas as ações na operação que pode levantar mais de 130 bilhões de reais, afirmaram duas fontes próximas do assunto à Reuters no final da quarta-feira.
A oferta foi "confortavelmente subscrita em excesso" com forte demanda dos investidores, disse uma das fontes. Apesar disso, é provável que a emissão não tenha recebido uma demanda duas vezes maior que a oferta, dado o tamanho da operação.
Uma segunda fonte comentou que a demanda elevada pelas ações foi incentivada por forte participação de fundos de pensão estatais e investidores institucionais.
A emissão, a maior da história do mercado de capitais, inclui troca de petróleo por ações entre a Petrobras e o governo.
A companhia usará os recursos da operação para financiar um agressivo plano de investimentos focado no desenvolvimento das reservas de petróleo da camada pré-sal.
A estatal venderá 1,59 bilhão de novas ações preferenciais e 2,17 bilhões de ações ordinárias. Os números não incluem eventuais lotes adicionais (greenshoe).
A oferta deve ser precificada nesta quinta-feira, após o fechamento dos mercados.
Leia mais notícias sobre a capitalização da Petrobras

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Oferta da Petrobras dita ranking global

A oferta de ações da Petrobras, prevista para movimentar mais de US$ 50 bilhões e ser a maior do mundo, vai colocar nas primeiras posições dos disputados rankings globais de renda variável os bancos que vão atuar como coordenadores, vendendo e fazendo toda a assessoria financeira da transação.
Bancos nacionais, como o Itaú BBABradesco BBI e Banco do Brasil, que geralmente não aparecem nos rankings mundiais de emissões de ações mais tradicionais, de imediato ficarão entre os dez primeiros colocados. O espanhol Santander, que estava fora dos principais rankings neste ano, também sobe. Os americanos Morgan Stanley,Bank of America Merrill Lynch e Citi, que já vinham bem colocados, passam às primeiras posições.
Valor usou como base para simular o impacto da transação da Petrobras os rankings da Thomson Reuters de emissão de ações e títulos vinculados a ações até o dia 9 de junho obtido por meio de um banco. Conforme os critérios normalmente usados pela Thomson Reuters, foram contabilizados US$ 50 bilhões para cada um dos bancos participantes como coordenadores na transação da Petrobras.
Também foram incluídos os US$ 5 bilhões estimados da emissão de ações do Banco do Brasil, prevista para acontecer em breve, para cada um dos líderes: BB, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Citi e J.P. Morgan.
Outros US$ 20 bilhões foram incluídos para os coordenadores da emissão do chinês Agricultural Bank of China (ABC): Goldman Sachs, J.P. Morgan, Macquarie Group,Deutsche Bank e Morgan Stanley. Inicialmente prevista para girar US$ 30 bilhões, a emissão do ABC hoje está estimada em algo próximo a US$ 20 bilhões, podendo até cair.
É possível perceber que, das três maiores emissões de ações do momento -BB, Petrobras e ABC-, o Morgan Stanley é o único que está presente como coordenador em todas. Sua posição no ranking da Thomson Reuters, que até o dia 9 de junho era o terceiro lugar, com US$ 18,5 bilhões, sobe para o primeiro lugar, com US$ 89,8 bilhões.
O Bank of America Merrill Lynch, que lidera a transação da Petrobras e do BB, passa para o posto número dois no ranking simulado pelo Valor, com US$ 72,7 bilhões, em relação aos US$ 17,7 bilhões efetivamente feitos até o dia 9, o que lhe conferia o quarto lugar.
O Citi, também presente nas transações do BB e da Petrobras, assume na simulação a terceira posição, com US$ 68 bilhões, na comparação com a sexta posição antes, com US$ 12,4 bilhões. Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander vêm em seguida, com as respectivas quarta, quinta, sexta e sétima posições. Eles não estavam presentes no ranking anterior da Thomson Reuters. Por isso o Valor incluiu na tabela as transações que esses bancos mais o Safra e o Banco Votorantim haviam realizado para emissores brasileiros no mercado interno neste ano até agora.
É importante notar que outras transações grandes poderão modificar o ranking global até o final do ano, mas os banqueiros não acreditam que nenhuma venha a ter o peso da emissão de ações da Petrobras. A empresa brasileira deve tirar a posição do Banco Industrial e Comercial da China, que captou US$ 22 bilhões em 2006 no que foi até agora a maior emissão de ações do mundo.
Outros bancos da China também estão se preparando para levantar capital, como o Bank of Communications, o quinto maior em ativos. A estimativa é que ele emita US$ 4,8 bilhões. Com os Estados Unidos, a Europa e o Japão com crescimento lento no seu Produto Interno Bruto, é cada vez maior a importância dos emergentes nos rankings globais.
Os banqueiros de investimento consideram os rankings uma importante ferramenta de venda para clientes, além de usá-los para referência diante da concorrência e internamente, para avaliar a disputa por mandatos relevantes.
É comum no mercado os banqueiros exercerem pressão para obter destaque nessas tabelas.
Tanto o ranking da Thomson quanto o também muito usado Dealogic têm como critério atribuir a cada banco o volume total da transação, independentemente da fatia de ações efetivamente vendida pela instituição. Essa característica rende críticas a esses rankings, porque eles não refletem a receita em comissões de fato auferida. No Brasil, o ranking da Anbima tem como critério creditar a cada banco apenas o percentual da emissão vendida por ele.
Transações grandes, em geral, envolvem comissões menores aos bancos participantes. Mas os valores absolutos obtidos muitas vezes são compensadores, além do ganho de posição nos rankings. No caso da Petrobras, a comissão ainda não foi divulgada. Supondo algo em torno de 1%, o bolo de receita ficaria em torno de meio bilhão de dólares.
As ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), em geral, são mais rentáveis do que as emissões de empresas já listadas. As empresas menores e mais desconhecidas pagam percentuais maiores do que as maiores e mais conhecidas. A transação do BB vai garantir uma comissão de apenas 0,5% aos bancos líderes, em comparação com o 0,74% pago pelo banco em 2006 e o 0,86% de 2007. Na média, essas comissões são de 3%. O mercado estima que a Petrobras pagará acima do Banco do Brasil. A emissão inicial de ações do Santander Brasil, no ano passado, envolveu 1,6% de comissão. AVale pagou 0,97% e a Gerdau 1%, por exemplo.
Fonte: Valor

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Negócios de Home Broker na Bolsa atingem recorde

Segmento BM&F registrou negociação de 71.691.088 contratos e volume financeiro de R$ 4,75 trilhões
Agência Estado  Agência Estado
SÃO PAULO - A BM&FBovespa divulgou balanço das operações de março, quando o segmento Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentou R$ 148,81 bilhões, ante os R$ 118,06 bilhões registrados em fevereiro. O número de negócios realizados via Home Broker atingiu recorde de 6.269.139 transações ante 5.110.116 em fevereiro. O volume financeiro foi de R$ 60,85 bilhões, ante R$ 52,53 bilhões em fevereiro, com participação no número de negócios do segmento Bovespa de 34,70%, mesma taxa do mês anterior.
A média diária de negócios da Bovespa foi de R$ 6,47 bilhões ante os R$ 6,55 bilhões do mês anterior. Foram realizados 9.038.122 negócios ante 7.355.993 no período anterior. A média diária de transações atingiu a marca de 392.962 contra 408.666 em fevereiro. Os investidores institucionais lideraram a movimentação financeira no segmento Bovespa em março, com participação de 31,39%, ante 28,95% no mês anterior. Na segunda posição, ficaram as pessoas físicas, com 30,67%, ante 32,05%. No mesmo período, os investidores estrangeiros obtiveram participação de 25,81% ante 27,83%. As instituições financeiras com 9,81%, ante 8,78%; as empresas, com 2,26%, ante 2,35%; e o grupo Outros com 0,06% ante 0,04%.
Investimento estrangeiro
Em 2010, os investimentos estrangeiros nos papéis de empresas brasileiras até março atingiram R$ 2,66 bilhões resultado de R$ 2,86 bilhões em distribuições públicas de ações e do saldo negativo de R$ 203,57 milhões na negociação no mercado secundário da BM&FBovespa.
No mês de março, o balanço da negociação dos investidores estrangeiros na BM&FBovespa foi positivo em R$ 3,15 bilhões, resultado de vendas no valor de R$ 36,73 bilhões e de compras de ações de R$ 39,88 bilhões. A participação dos estrangeiros nas ofertas públicas de ações, incluindo aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês), representa 66,1% do total de R$ 4,33 bilhões das operações realizadas com anúncios de encerramento publicados até 5 de abril de 2010, conforme tabela disponível na sala de imprensa do site.
BM&F
O segmento Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) registrou negociação de 71.691.088 contratos e volume financeiro de R$ 4,75 trilhões em março, ante 39.306.238 contratos e giro de R$ 2,47 trilhões em fevereiro. A média diária de contratos, em março, estabeleceu recorde de 3.117.004, ante o recorde anterior de 2.183.680 contratos em fevereiro de 2010. O número dos contratos em aberto no total do mercado ao final do último pregão de março foi de 34.452.500 posições, ante 27.556.692 em fevereiro.
Fonte: Estadão