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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Conheça os riscos envolvidos antes de realizar pedidos de reserva em IPO da Arezzo

SÃO PAULO – Encerra-se nesta sexta-feira (28) o período de reservas para participar do IPO (Initial Public Offering) da Arezzo. No entanto, vale lembrar os riscos envolvidos na operação.

FranqueadosQuanto às atividades da companhia, o prospecto preliminar informa que esta poderá não conseguir inaugurar e operar novas lojas ou ampliar a rede de franqueados com sucesso, que poderão ser afetados por diversos fatores, tais como a expansão dos competidores, dificuldade de encontrar locais adequados e condições adversas do mercado.
Além disso, 183 das 253 lojas franqueadas e 17 das 27 lojas próprias estão estabelecidas em shoppings centers, portanto a dificuldade de abrir novos estabelecimentos nestes pontos estratégicos, o fracasso em obter renovação dos contratos de aluguéis ou a redução do tráfego de consumidores nestes locais poderão impactar no desempenho da empresa.
Ademais, eventuais conflitos com os franqueados poderão pressionar os resultados da Arezzo, uma vez que, conforme dado referente aos nove primeiros meses de 2010, 50,1% da receita da empresa foi proveniente de tais colaboradores.

DependênciasVale destacar também a dependência sobre o sistema de transportes e infraestrutura na cidade de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, uma vez que a distribuição de mercadorias para todas as lojas da Arezzo parte desta cidade, informa a companhia em prospecto.
“Qualquer interrupção significativa ou diminuição de utilização na infraestrutura de transportes da cidade de Campo Bom ou em sua operação; (...) desastres naturais, incêndios, acidentes, falhas sistêmicas ou outras causas imprevistas podem atrasar ou prejudicar nossa capacidade de distribuir mercadorias para nossas lojas e ocasionar queda em nossas vendas”, indica a Arezzo.
A dependência também está relacionada com a própria marca Arezzo, responsável por 66,8% da receita em vendas de mercadorias e serviços consolidada nos nove primeiros meses de 2010. As outras marcas são a Schutz, Anacapri e Alexandre Birman. “Adicionalmente, podemos, eventualmente, buscar a aquisição e/ou desenvolvimento de marcas voltadas a nichos de mercados diferentes daqueles que atuamos atualmente”, aponta o prospecto. 

Confecção independenteAdemais, a Arezzo não confecciona a maioria dos produtos que comercializa – entre janeiro e setembro de 2010, 82,7% dos produtos foram produzidos por fábricas e ateliers independentes. A companhia informa que possui um contrato por tempo indeterminado com a Star Export, a qual agencia e fiscaliza os fornecedores contratados. “Nossos fornecedores, fábricas, ateliers independentes contratados ou mesmo a Star Export podem fornecer matérias-primas, produtos ou serviços similares a nossos concorrentes”, ressalta.

Setor, inadimplência e sazonalidadeTambém existem riscos referentes ao setor de atuação – as preferências dos consumidores e as tendências da moda são voláteis e tendem a mudar rapidamente, principalmente no setor de calçados femininos, indica a empresa -, a problemas com os sistemas de tecnologia de informação, importante para administrar os estoques e os recursos, à obtenção de licenças municipais e do corpo de bombeiros, além da falta de cobertura de seguros em fatos como guerra, caso fortuito e força maior ou interrupção de certas atividades.
Há também o risco de inadimplência, uma vez que realizam vendas a prazo para consumidores finais, franqueados e multimarcas. Tais riscos podem ser influenciados por questões macroeconômicas brasileiras.
Questões sazonais e climáticas são outros elementos que podem influenciar no resultado da Arezzo, já que o segundo semestre do ano é, geralmente, um período de vendas mais elevadas, impulsionadas pelo Natal, e que períodos de alta ou baixa na temperatura podem afetar a coleção disponibilizada pela empresa ou elevar preços de matéria-prima.

ControladoresEm relação aos controladores, o prospecto chama a atenção para o fato de que estes continuarão controlando a companhia e seus interesses poderão entrar em conflito com o de acionistas. Ademais, após o prazo de lock-up – de seis meses - poderá haver uma significativa venda de ações, incluindo o FIP Piraíba.

Processo penalCabe destacar que o acionista controlador, Anderson Lemos Birman, o qual é também presidente do conselho de administração e diretor presidente, enfrenta um processo penal, sob a alegação de remessas ilegais de recursos financeiros ao exterior, no montante de R$ 559,20 mil, durante o período de 2000 a 2002.
A condenação poderá impedir o empresário de exercer suas atividades profissionais e afetar de forma relevante a reputação perante clientes, fornecedores e investidores, aponta o prospecto.
“Além disso, o Sr. Anderson Lemos Birman poderá ter de alocar parte substancial de seu tempo e atenção para o acompanhamento e monitoramento desse processo e dos efeitos que ele poderá ter sobre nossas atividades, o que poderá desviar de maneira relevante o tempo e a atenção que deveriam ser destinados à condução de nossos negócios”, alerta a Arezzo.
A companhia também destaca que o desempenho da empresa depende em grande parte da capacidade da alta administração, formada por executivos experientes e funcionários-chave com amplo conhecimento do negócio, especialmente os fundadores e diretores Anderson Birman e Alexandre Café Birman.

Fonte: Infomoney

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Oferta do Facebook é a mais esperada desde Google

A estreia mais esperada do mercado acionário americano desde o Google começou a tomar movimento nesta semana, com o Facebook preparando o terreno para uma possível listagem de suas ações daqui a pouco mais de um ano.
O site de relacionamentos sociais já havia chamado a atenção dos investidores por conta do plano para levantar até US$ 2 bilhões em capital adicional, o que deverá conferir um valor de US$ 50 bilhões para a jovem empresa e colocar em evidência o mercado privado cada vez maior para ações de companhias relacionadas à internet.
Facebook e GoldmanSachs, o banco que encabeçou a nova rodada de financiamento, não quiseram comentar o acordo, nem mesmo o provável avanço em direção a uma oferta pública inicial de ações.
O banco de Wall Street entrou com US$ 375 milhões em recursos próprios, juntamente com outros US$ 125 milhões da firma russa de investimentos em internet DST. O Goldman também convidou seus próprios clientes institucionais para investir no Facebook, com o que arrecadou mais US$ 1,5 bilhão.
A nova rodada de financiamento confere um valor ao Facebook cinco vezes maior do que aquele calculado em maio de 2009, quando o primeiro investimento da DST avaliou a empresa em US$ 10 bilhões — quantia considerada exorbitante na época.
A natureza sigilosa da transação e o fato de ter sido limitada a alguns poucos privilegiados atraíram críticas em algumas partes do Vale do Silício, onde foi vista como uma tentativa do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de evitar a fiscalização pública integral de seus números que seria necessária no caso de abertura de capital.
A operação privada para levantar os US$ 2 bilhões contrasta com o caminho escolhido pelo Google em 2004, quando levantou US$ 1,2 bilhão em sua abertura de capital. Em vez de recorrer a Wall Street para obter o financiamento, o site de buscas praticamente deixou-a de fora do acordo ao escolher um formato incomum — leilão, elaborado para permitir que o maior número possível de pessoas pudesse se registrar para comprar as ações.
As críticas chegaram aos executivos do Facebook.
Os defensores da empresa argumentam que a companhia já imaginava que estava em um caminho que lhe exigiria ser bem mais aberta quanto a suas finanças em um futuro próximo e que o acordo com o Goldman Sachs não faz diferença alguma em relação a isso.
Com as vendas das ações de alguns funcionários que deixaram a empresa para diversos outros investidores, o número de acionistas externos do Facebook já caminhava a superar o limite de 500 antes do final deste ano, marca a partir da qual as empresas nos Estados Unidos precisam divulgar integralmente seus dados financeiros, segundo uma fonte a par da situação.
Menos do que a vontade própria, as características da base acionária do site de relacionamentos, portanto, fizeram iniciar a contagem regressiva para uma provável oferta pública inicial de ações. Outras empresas que ultrapassaram esse limite no passado, como o Google, aproveitaram, inclusive, para buscar uma listagem total das ações.
Fonte: Valor

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ações estão mais baratas que títulos e é um erro não comprá-las, diz Buffett


São Paulo - Conhecido como "guru dos investimentos", e dono de uma multidão de seguidores fiéis à sua capacidade de identificar boas empresas para aplicar seu dinheiro,  Warren Buffett não costuma dar orientações diretas ao grande público. Mas foi bastante claro na última conferência da revista Fortune:  as pessoas estão cometendo um erro comprando títulos da dívida pública.
"É bastante claro que as ações são mais baratas do que títulos. Eu não consigo imaginar alguém ter títulos em sua carteira quando eles podem possuir ações", disse Buffett.  O megainvestidor de 80 anos deu o alerta na conferência de Mulheres Mais Poderosas do Mundo, da revista Fortune, realizada na terça-feira (5).
Buffett, que possui grandes participações acionárias nos bancos Wells Fargo e Goldman Sachs, ainda lançou uma crítica à regulamentação em Wall Street. "Um dos problemas que ainda temos são os incentivos desequilibrados para os gestores de grandes instituições financeiras.  Wall Street virou este cassino. É como uma igreja executando sorteios no final de semana", criticou.
Também passou pela mira de Buffett a  redução de impostos aos contribuintes mais ricos feita pelo ex-presidente George W. Bush. "Serão necessários cerca de 20% do PIB para financiar tudo o que acreditamos ter direito de ter nesse país, e ninguém vai nos dar esse dinheiro", declarou Buffett. "Pago, proporcionalmente, uma taxa mais baixa que uma empregada doméstica. O sistema não deveria funcionar assim", completou o  presidente executivo do grupo de investimentos Berkshire Hathaway.
Warren Buffett é o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, segundo ranking da Forbes, com uma fortuna estimada de 45 bilhões de dólares.

Leia crítica de Buffett aos impostos americanos

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fundos de ações tiveram a maior captação liquida em 13 semanas, diz EPFR

Por: Thiago C. S. Salomão
17/09/10 - 21h16
InfoMoney


SÃO PAULO - Refletindo o maior apetite dos investidores em assumir posições de risco na semana encerrada em 15 de setembro, os fundos de ações presentes no universo de cobertura da EPFR Global registraram o maior volume de captação líquida das últimas 13 semanas, atraindo US$ 9,42 bilhões a mais do que o total resgatado no período, informa a consultoria.
Quem também se beneficiou do cenário de menor aversão ao risco foi o mercado de fundos "High Yield". Com uma captação superavitária próxima de US$ 1 bilhão, essas aplicações alcançaram seu melhor resultado em 6 semanas.
Ainda sobre os investimentos em renda fixa, a EPFR mostrou que os fundos mais "conservadores" tiveram captações muito aquém do que tem sido reportado. É o caso dos fundos de bonds globais, que apesar de terem alcançado sua 16ª semana seguida de captação líquida, tiveram sua pior performance de captação em 13 semanas. Também abaixo da média, os fundos de bonds dos EUA viram as aplicações superarem os resgates em US$ 2,06 bilhões.
Emergentes em destaque
Voltando para o mercado de ações, o relatório da EPFR destaca o capital líquido absorvido pelos fundos focados nos mercados emergentes, que chegou a US$ 3,33 bilhões, seu melhor resultado em 6 semanas. Segundo a consultoria, fortes números da produção industrial chinesa ajudaram a elevar os ânimos dos investidores.

Os fundos de ações da América Latina também ganharam destaque ao aumentarem sua sequência de captações positivas para 5 semanas - a maior vista desde o quarto trimestre de 2009. Dentre os países da região, o Brasil captou novas aplicações pela 11ª semana seguida, ao passo que os fundos de ações colombianos atingiram seu maior volume líquido captado em 2010 pela segunda vez consecutiva.
Destaque ainda para os fundos de ações Ásia ex-Japão. Os fundos de ações de Índia e China, tiveram as melhores captações em oito e cinco semanas, respectivamente, assim como o saldo líquido dos fundos sul-coreanos - o maior desde maio.
EUA se salva dentre os mais ricos
Apesar do maior apetite por risco imperando nos mercados entre os dias 9 e 15 do mês, os fundos de ações das maiores economias do mundo não conseguiram o mesmo desempenho de captação visto pelo seus pares emergentes - exceção feita às aplicações no mercado acionário norte-americano, que responderam por uma entrada líquida de mais de US$ 6 bilhões.

Os fundos de ações japoneses viram a saída de capital superar as entradas pela 12ª semana consecutiva, apesar da intervenção anunciada pelo banco central local para impedir o fortalecimento do iene em relação frente ao dólar.
Já os fundos de ações europeus tiveram seu terceiro saldo negativo nas últimas cinco semanas, em meio à apreensão do BCE (Banco Central Europeu) em relação ao crescimento econômico da região. Destaque para os fundos de ações franceses, que tiveram seu maior resgate líquido das últimas 23 semanas, informa a EPFR.


Fonte: Infomoney

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pé-de-meia em ações

Captação líquida dos fundos destinados a receber recursos de planos PGBL e VGBL cresceu 57,2% no período, atingindo R$ 4,23 bilhões. E, diferentemente do comportamento do investidor no início do ano passado, o perfil das aplicações hoje revela um apetite muito maior por risco.

Levantamento realizado pelas consultorias NetQuant e Towers Watson com 474 carteiras mostra que, do total captado até março, os fundos com renda variável atraíram R$ 3,13 bilhões, enquanto os de renda fixa, R$ 1,09 bilhão. No mesmo período do ano passado, as carteiras com alguma parcela em ações tiveram resgates de R$ 852 milhões, que acabaram sendo compensados por ingressos de R$ 3,5 bilhões em fundos de renda fixa - o saldo líquido naquele trimestre foi positivo em R$ 2,7 bilhões.
A retomada do ritmo forte de captação da previdência já era esperada. No início de 2009, os investidores ainda estavam digerindo o que se revelou uma das piores crises financeiras da história. "Estava todo mundo evitando o mercado financeiro, em especial a bolsa", lembra o sócio-diretor da NetQuant, Marcelo Nazareth. Na ocasião, muitas seguradoras chegaram a revelar histórias de clientes que acabaram sacando recursos da previdência para pagar dívidas ou, na melhor das hipóteses, optaram por manter dinheiro em caixa para o caso de emergência.

O Brasil saiu ileso da crise, reconquistou a confiança do investidor e, já em 2009, mostrou números exuberantes. O Ibovespa subiu nada menos do que 82,66% no ano passado. "O apetite por fundos com ações neste ano ainda é reflexo do bom desempenho de 2009", diz Nazareth.
Tanto que, percentualmente, o crescimento do patrimônio dos fundos com alocação em ações vem se mantendo superior ao dos fundos sem renda variável. Nos últimos 12 meses, as carteiras com até 49% em ações foram as que apresentaram maior expansão (80,03%), seguidas pelos fundos com até 15% (78,84%). Os renda fixa e multimercados sem ações cresceram 21,29% e 18,41%, respectivamente. No total, o patrimônio dos fundos de previdência privada aberta cresceu 30,4% em 12 meses, chegando a R$ 152,7 bilhões.
No primeiro trimestre, no entanto, a bolsa não teve um desempenho espetacular, apesar da recuperação em março. E isso, segundo Nazareth, já se refletiu na captação de março, o que é mais um sinal de que o investidor olha para atrás para decidir sua alocação. No mês passado, segundo o levantamento das consultorias, a diferença de aportes entre os fundos sem ações e os com alocação em renda variável diminuiu sensivelmente em relação ao verificado nos meses anteriores. Enquanto as carteiras que operam só nos segmentos de renda fixa atraíram R$ 955,6 milhões no mês, os fundos com alguma parcela em renda variável captaram R$ 983,1 milhões.
Em janeiro, a classe mais conservadora chegou a amargar resgates de R$ 254 milhões, enquanto os fundos com ações tiveram captação de R$ 1,4 bilhão. Em fevereiro, a renda fixa recebeu aportes de R$ 396,8 milhões e as carteiras com renda variável, R$ 720,3 milhões.
Em termos de rentabilidade, a valorização da bolsa no mês passado - o IBrX subiu 5,21% - acabou puxando o retorno dos fundos de previdência com ações. As carteiras com até 15% em renda variável renderam 1,23%; as com até 30% em ações, 1,65%; e as com até 49%, 2,42%. Os fundos de renda fixa tiveram ganho de 0,67% e os multimercados sem renda variável, 0,63%.

Já no trimestre, o desempenho das classes com e sem ações ficou praticamente empatado, uma vez que os fundos com parcela em renda variável amargaram perdas com a bolsa nos primeiros meses. Só as carteiras com até 49% de alocação em renda variável, com rendimento de 2,11% no trimestre - abaixo da performance de março -, conseguiram superar o retorno dos fundos sem ações. As carteiras de renda fixa tiveram variação de 1,82% no trimestre e os multimercados sem renda variável, 1,83%. Tanto os fundos com até 15% como os com até 30% em ações renderam 1,71% nos primeiros três meses.
O sócio da NetQuant acredita que os fundos com ações ainda devem liderar a captação ao longo do segundo trimestre. Na virada do semestre, contudo, o apetite deve diminuir, na visão do executivo. "A eleição presidencial vai estar mais próxima, e isso deve trazer volatilidade para os mercados", opina Nazareth. Ele também não vê muito mais espaço para altas na bolsa.

No primeiro trimestre, a seguradora que mais captou recursos na previdência privada aberta foi a Brasilprev. De acordo com a pesquisa das consultorias NetQuant e Towers Watson, os fundos da empresa atraíram R$ 1,5 bilhão, o equivalente a 35,4% do total. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco, com R$ 763,9 milhões, e Bradesco Vida e Previdência, com R$ 609,7 milhões.

Fonte: ValorOnline

terça-feira, 16 de março de 2010

Alugam-se papéis: Saiba como elevar a rentabilidade do investimento em ações


Por Juliana Garçon

12/03/20010
 Mire no longo prazo” é a recomendação unânime dos especialistas para quem aplica na Bolsa de Valores. A ideia é investir em companhias de futuro e participar de seu crescimento, que, ao longo dos anos, é refletido em pagamento de dividendos e na valorização das ações. Daí que as oscilações momentâneas têm pouca importância. Portanto, não há nada a fazer para assegurar algum ganho no curto prazo, certo?
Errado. Quem tem ações e não pensa em vendê-las pode alugá-las, e, assim, tirar proveito das oscilações e manter o direito aos dividendos.
Se pensou “eu nem sabia que posso alugar minhas ações”, você está no mesmo barco que a grande maioria dos investidores independentes.
Esse tipo de contrato é feito pelo Banco de Títulos – BTC da BM&FBOVESPA. A modalidade surgiu nos anos 70, conta o educador financeiro Mauro Calil, e evoluiu até se tornar um produto padronizado, como é hoje em dia. Funciona assim: o investidor (“ponta doadora”) avisa a corretora que está disposto a alugar suas ações, na totalidade ou em parte. Os papéis ficam à espera de interessados, que são, em geral, gestores profissionais atuando em estratégias de ganho no curto prazo.
Eles pegam as ações “emprestadas”, pagando aluguel, porque acreditam que, em breve, a cotação vai cair. Então, fazem uma venda “a descoberto” (sem possuir a ação) pelo preço atual, esperando comprá-la de fato, após alguns dias, semanas ou meses, com preço menor.
Suponho, por exemplo, que você tem um lote de ações atualmente cotadas a R$ 100. Outro investidor acredita que, na semana seguinte, elas cairão para R$ 90. Então ele pega a sua ação emprestada e vende a R$ 100. Daí fica pagando aluguel. Tempos depois, poderá recomprar a ação por R$ 90 e embolsar a diferença. Isso se acertar a previsão! Se der tudo errado, bem prejuízo para ele, mas você recebe pelo aluguel e ainda tem uma ação que se valorizou.
As taxas pagas pelo aluguel de ações vão de 0,5% a 6% do valor do papel ao ano, conforme a ação. Os que têm maior liquidez – ou seja, são negociados com grande frequência – e menor risco oferecem remuneração menor. É o caso das blue chips, as principais companhias listadas no pregão. Ações de companhias menos negociadas ou que têm maior risco pagam as taxas mais apetitosas.
Os contratos são feitos, geralmente, por 30 dias e podem ser renovados automaticamente. O pagamento acontece no encerramento do contrato ou a cada 30 dias. Tudo deve ser combinado e esclarecido com a corretora que intermedia o negócio e, claro, fica com um pedacinho da taxa de aluguel. A propósito, esse tipo de operação não pode ser feita pelo home broker, o sistema de acesso ao pregão via internet para usuários individuais. Deve ser fechada pessoalmente.
Não há risco envolvido nessa estratégia uma vez que o tomador das ações será monitorado pela BM&FBOVESPA para garantir que o doador receba as ações emprestadas mais a taxa de remuneração na data do vencimento.
Finalmente, é fundamental entender, frisa Calil, que enquanto as ações estão alugadas, o proprietário não pode vendê-las. Portanto, o mecanismo só serve para quem realmente pretende manter os papéis na carteira. “Não vale a pena para quem entra e sai das aplicações com grande frequência”, destaca. Tanto que algumas corretoras só intermediam negócios de, pelo menos, 15 dias.
Até porque, a operação é tributada da mesma forma de aplicações em renda fixa. Se for encerrada em menos de 30 dias, paga IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) proporcional. E a alíquota do Imposto de Renda, para períodos inferiores a seis meses, é de 22%. Tudo isso espreme os ganhos!
Começar com pequenos volumes é a dica do especialista para quem quer experimentar o sistema. “Para ir além da renda fixa, o investidor deve aprender a investir devagar e com constância na renda variável. O aluguel de ações ajuda a diluir o risco nessa estratégia.”

quinta-feira, 4 de março de 2010

Oferta da Hypermarcas pode superar R$ 1,2 bi

SÃO PAULO - A fabricante de bens de consumo Hypermarcas volta ao mercado em busca de recursos para financiar seu plano de crescimento. A companhia pretende levantar mais de R$ 1,2 bilhão e se comprometeu a usar 100% desse dinheiro na aquisição de novas empresas, ativos e marcas.

Pelos termos da oferta, serão ofertadas inicialmente 43,480 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 21,37, isso representa R$ 929 milhões. Considerando a colocação dos lotes suplementar e adicional, o montante chega a R$ 1,24 bilhão.

Os atuais acionistas não terão preferência na compra dos papéis. As pessoas físicas foram convidadas a participar com investimento mínimo é de R$ 3 mil. Mas o interessado tem apenas dois dias para fazer seu pedido de reserva, dias 29 e 30 de março.

Ainda de acordo com o cronograma indicativo, o preço de emissão será fixado no dia 31 de março e os ativos estarão disponíveis à negociação no dia 5 de abril, no Novo Mercado da Bovespa sob o código HYPE3.

Caso concretizada, esta será a terceira vez que a empresa vende ações na Bovespa. Depois de um ensaio em 2007, a Hypermarcas chegou ao mercado em 2008 com uma distribuição primária que rendeu R$ 612,39 milhões ao caixa da companhia. Na época, foram vendidas pouco mais de 36 milhões de ações, a R$ 17,00 cada. Os estrangeiros mostraram forte adesão, tomando 85% dos ativos ofertados.

Já em julho do ano passado, a empresa vendeu outras 34,5 milhões de ações ordinárias, sendo 24,5 milhões de novos papéis e 10 milhões de ativos dos acionistas vendedores, a R$ 23,00 cada. Os estrangeiros responderam por 80% da oferta.

A Hypermarcas fechou 2009 com lucro líquido de R$ 313,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 207,9 milhões registrado um exercício antes. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da empresa somou R$ 101 milhões, ante prejuízo de R$ 153,2 milhões apurado nos três últimos meses do ano anterior.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/financas/10/6137506/oferta-de-acoes-da-hypermarcas-pode-passar-de-r-1,2-bilhao&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0hDVOnvgu

sábado, 16 de janeiro de 2010

Ações da Brasil Telecom caem 9,70% com congelamento de incorporação

Oi interrompou o processo de absorção de papéis Brasil Telecom após encontrar provisão extra de 1,29 bilhão

| 15.01.2010 | 11h36

A Oi informou nesta sexta-feira que decidiu suspender a incorporação das ações da Brasil Telecom devido a uma nova análise contábil, que determinou um acréscimo de 1,29 bilhão de reais nos valores de provisão destinados a contingências judiciais da empresa comprada em janeiro de 2009. A partir do anúncio, as ações preferenciais da Brasil Telecom, (BRTO4) despencaram na Bovespa e, às 11h30, operavam com baixa de 9,70%, sendo negociadas a 15,10 reais. Os papéis da Oi (TNLP4) também apresentavam uma redução de 3,15% em seu valor, que chegava a 35,40 reais.

Com esse aumento, as despesas totais com provisões daBrasil Telecom. chegariam a 2,53 bilhões de reais. A Oi anunciou que realizará estudos para que os gastos envolvam de maneira proporcional as duas companhias e seus acionistas. Como após a análise a divisão passará por aprovação interna, ainda não há previsão de quando a incorporação será retomada.

Segundo auditoria realizada pela BDO Trevisan, esse valor extra de provisões seria dispensado a gastos com ações na Justiça referentes à súmula 371 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2009, que determinou à Brasil Telecom a compensação aos consumidores em regime de contrato de participação financeira através do valor patrimonial das ações (VPA) referente ao balanço do mês em que o serviço foi contratado.

Antigamente, quando os serviços eram contratados por meio desse modelo de “financiamento”, era dado à companhia um período de doze meses para a compensação aos consumidores por meio de papéis na bolsa. A quantidade de ações repassada era calculada a partir da divisão entre o total gasto na aquisição e o VPA.

Os contratantes começaram a se sentir lesados a partir do momento em que o VPA subiu com a inflação brasileira na década de 1990 e a quantidade de papéis adquiridos tornou-se menor. A partir da súmula do STJ, que também determina que ações judiciais semelhantes sejam resolvidas da mesma maneira, os consumidores conquistaram a oportunidade de reajustar as ações de acordo com o valor determinado no mês da compra.

Como essa nova determinação da Justiça não havia sido incluída na auditoria contábil à época em que a Oi divulgou a incorporação da Brasil Telecom, foi identificada essa discrepância de valores provisionais em segunda análise, o que provocou o congelamento do processo.

Para os analistas do banco Barclays, ainda há muitas incertezas envolvidas nesse processo e não é possível determinar quem vai pagar a conta dessa nova provisão: os acionistas da Oi ou da Brasil Telecom. No entanto, o banco acredita que a discussão pode atrasar a conclusão da fusão, postergar a captura de sinergias e ter um impacto negativo nos resultados da Oi.

Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BM&FBovespa assina protocolos de intenções com Nasdaq

SÃO PAULO (Reuters) - A BM&FBovespa e a Nasdaq OMX anunciaram na noite desta sexta-feira que firmaram protocolos não vinculantes para uma parceria comercial de serviços e produtos.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a parceria abrange o desenvolvimento de um sistema de roteamento de ordens entre as duas bolsas para que investidores internacionais conectados à plataforma da Nasdaq possam enviar ordens de compra e venda de ações no sistema da BM&FBovespa e vice-versa.

Também faz parte do compromisso o desenvolvimento de um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira de forma eletrônica, e para que a Nasdaq distribua internacionalmente, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira.

Segundo o comunicado, também está previsto um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras produtos e serviços desenvolvidos pela Nasdaq "destinados a apoiar e facilitar as atividades de tais companhias, tais como de relação com investidores, de estruturação e assessoria aos conselhos de administração, de comunicação com o mercado e com os analistas."

A BM&FBovespa informou ainda que permanece avaliando, em conjunto com a Nasdaq, oportunidades de cooperação na área de tecnologia.

Em 26 de agosto, as bolsas anunciaram o início das discussões para uma parceria estratégica, comercial e tecnológica. As negociações, em caráter exclusivo, tinham previsão de durar 60 dias. O acordo de exclusividade foi renovado e deve vigorar até 31 de dezembro, segundo o comunicado.

A BM&FBovespa é líder na América Latina e uma das maiores bolsas em valor de mercado do mundo. O grupo Nasdaq OMX é uma das maiores bolsas de ações em volume financeiro negociado e sua tecnologia suporta as operações de mais de 70 bolsas, clearings e organizações depositárias de títulos em mais de 50 países, de acordo com o comunicado.

Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 2 de março de 2009

Índice de ações europeu mergulha 5% e beira mínima histórica

segunda-feira, 2 de março de 2009 15:11 BRT

Por Atul Prakash

LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores da Europa encerraram a segunda-feira em forte queda, afetadas pelas ações de bancos após a seguradora norte-americana AIG divulgar prejuízo trimestral recorde e o HSBC anunciar a maior emissão da história britânica.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais praças da região, fechou em baixa de 5,16 por cento, a 682 pontos --menor patamar em seis anos e perto da marca mais baixa da história, segundo dados preliminares.

O indicador já acumula queda de 14 por cento no ano, após ter despencado 45 por cento em 2008.

Os papéis do Standard Chartered Bank declinaram 11,6 por cento, os do Lloyds caíram 15,3 por cento e os do HSBC tiveram baixa de 18,8 por cento. O banco lançou uma emissão de 12,5 bilhões de libras após ver seu lucro anual cair.

"As condições do mercado estão extremamente difíceis", disse Philippe Gijsels, estrategista sênior do Fortis Bank.

Outro destaque de queda veio do setor de energia, após os preços do petróleo recuarem. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Repsol, Total e StatoilHydro perderam entre 3,6 e 5,8 por cento.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 5,33 por cento, a 3.625 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX declinou 3,48 por cento, para 3.710 pontos.  Continuação...

Fonte: Reuters Brasil

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jogo simula compra e venda de ações na bolsa

Jogo simula compra e venda de ações na bolsa

Um terremoto de intensidade máxima atinge Nova York e derruba as bolsas em Wall Street e ao redor do mundo. As empresas de telefonia fixa obtêm reajustes de 5% nas mensalidades básicas residenciais. Índios sabotam linha de trem que passa por reserva de mineradora brasileira. As petrolíferas recuam com a queda do barril do petróleo. Os bancos perdem depósitos e fecham as portas por conta de uma greve. Bolsas americanas despencam por novos problemas no setor imobiliário e arrastam os demais mercados. 
Com tais cenários em perspectiva é o analista de sistemas Rafael Ballico, de 25 anos, quem leva a melhor nessa seqüência de pregões. Ele embolsa R$ 1,33 mil, depois de ter aplicado R$ 500,00. A estratégia foi concentrar os investimentos em empresas de telefonia, um setor mais defensivo, evitando assim os atropelos do ambiente externo.  
Embora as notícias que motivaram os vaivéns dos negócios tenham alguma semelhança com o que os investidores têm observado no mercado, o lucro de Ballico é fictício e foi obtido no "Jogo da Bol$a", um brinquedo de gente grande que simula um pregão real e que será apresentado na Expo Money do Rio a partir de hoje. Criado pelo catarinense Elvis Cristiano Tolotti, é com a interferência de cartas-cenários para o mercado todo ou para quatro setores da economia - telefonia, mineração, petrolífero e bancário - que os preços oscilam para cima ou para baixo.  
Logo na estréia, Ballico conseguiu um retorno de 160% para a sua carteira. Bem mais do que os amigos Renato Schiavinato Lopez, de 29 anos, Luciano Carlos Silva e Diego de la Valle, ambos com 26 anos. Profissionais da área de Tecnologia da Informação foi no tabuleiro tradicional - e não nos elaborados jogos eletrônicos ou nos pregões virtuais na internet, como seria de se esperar - que eles descobriram como se divertir com o sobe-e-desce das ações, em partidas regadas a cervejas e piadinhas de toda a sorte. "Aqui, a gente interage um com o outro e costuma ganhar mais dinheiro do que perder, o que não tem ocorrido de forma muito freqüente na vida real", lamenta Lopez. 

Como aplicador, ele conta que conseguiu bons lucros quando começou a investir na bolsa em meados de 2007. Neste ano, porém, o seu patrimônio em renda variável já foi reduzido à metade, em operações de compra e venda mais ou menos rápidas, com giro em até 15 dias. Nas partidas, Lopez diz ter um perfil mais agressivo do que na Bovespa, pois procura ficar 100% comprado em ações. "Eu me exponho mais ao risco no jogo do que na hora de investir, até porque não tenho que me preocupar tanto com os prejuízos."  
Como o mais velho da turma, Lopez acaba assumindo o papel de diretor de pregão. Depois que as ações de um certo setor da banca acabam, os jogadores podem negociar papéis entre si, mas ele estabelece que as ordens de compra ou venda podem ser executadas numa faixa de duas cotações para cima ou para baixo do valor corrente no mercado, o que equivale a oscilações de 20%. Pelas regras, quando uma ação vai a zero, ela fica numa espécie de "circuit breaker", parada, e só volta a ser negociada quando um determinado cenário ditar a valorização. Ao atingir os R$ 200,00, as ações automaticamente passam por um "split" (desdobramento), voltam a valer R$ 100,00, e os jogadores recebem uma nova ação daquele setor para cada uma que têm em carteira.  
"Com o jogo, você começa a se familiarizar com os termos técnicos e entende como funciona a dinâmica do mercado", diz Luciano Silva, que tem tido mais sorte nas partidas do que nos investimentos. Ele entrou na bolsa bem na época em que o Brasil ganhou o "investment grade", o selo de investimento não-especulativo atribuído pelas agências de classificação de risco de crédito, e, desde então, só viu o seu investimento encolher. "Eu até imaginava que poderia haver uma pequena queda, mas não uma crise como esta, que tem sido comparada com o 'crash' de 29." 

Além de combinar o lado lúdico inerente aos tabuleiros com o caráter educativo, a intenção do criador do Jogo da Bol$sa foi oferecer aos participantes uma espécie de treino psicológico. "As partidas servem para os investidores se auto-conhecerem, pois é comum ver durante o jogo comportamentos muito parecidos com os que os investidores adotam quando estão de fato aplicando na bolsa", diz Tolotti. Ironia do destino, ele conta que nunca venceu uma partida, pois as ações queimam na sua mão feito batata quente. A qualquer valorização ele vende os papéis e quando caem deixa os prejuízos se estenderem indefinidamente.  
O economista Aquiles Mosca, autor de "Finanças Comportamentais - Gerencie as suas emoções e alcance sucesso nos Investimentos", título recém adicionado à coleção Expo Money, afirma que é de se esperar que os investidores repliquem no jogo as atitudes que tomam na vida real. "Fatores emocionais e comportamentais fazem com que as decisões (de investimentos) se distanciem do que recomenda a economia financeira tradicional", diz. Ele exemplifica que o ser humano tende a agir em conformidade com o seu grupo, o que desencadeia os chamados "movimentos de manada". Isso explica por que o Ibovespa subiu por cinco anos consecutivos e também a saída desenfreada atual, um sintoma de pânico que fez com que várias ações brasileiras passassem a ser negociadas abaixo do valor patrimonial. "O que está por trás disso é a prova social: se há muita gente fazendo tal coisa, você infere que há uma boa razão para isso", diz o economista.  
No tabuleiro, os jogadores contam que conseguem ter um pouco mais de controle e até tentam lançar mão de iniciativas que seriam somente possíveis aos grandes aplicadores, os agentes conhecidos como "tubarões" (que movimentam grandes volumes e conseguem exercer influência sobre os preços), segundo o jargão do mercado. Concentrado no setor bancário, Silva lança, por exemplo, uma ordem de compra acima do valor atual no mercado. A estratégia não cola. Se fosse bem-sucedido, uma única aquisição valorizaria a maior parte do seu portfólio. 

As partidas podem ser realizadas com dois a seis jogadores e o tempo é estabelecido pelos participantes: pode durar 20 cartas ou 30 minutos, por exemplo. No início, cada um recebe R$ 500,00 e pode ou não já comprar ações da banca, que inicialmente cumpre o papel de uma corretora numa oferta pública. O Jogo da Bol$a vem acompanhado de um glossário, que explica os termos técnicos mais usados. Nas diversas rodadas, também é possível ao participante se valer do aluguel de ações e ganhar dinheiro mesmo com o mercado em baixa. As cartas-cenários ainda incluem a análise técnica, trazendo padrões gráficos que sinalizam uma tendência para os ativos.

Fonte: ValorOnline