sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Conheça os riscos envolvidos antes de realizar pedidos de reserva em IPO da Arezzo
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Oferta do Facebook é a mais esperada desde Google
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Ações estão mais baratas que títulos e é um erro não comprá-las, diz Buffett
| Últimas notícias
- 07/10/2010 | Ações Hoje: Sabesp, Dasa, CSN e Marfrig
- 07/10/2010 | Net: Slim garante 70% da empresa por R$ 3,3 bi
Leia crítica de Buffett aos impostos americanos
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Fundos de ações tiveram a maior captação liquida em 13 semanas, diz EPFR
17/09/10 - 21h16
InfoMoney
Emergentes em destaque
Voltando para o mercado de ações, o relatório da EPFR destaca o capital líquido absorvido pelos fundos focados nos mercados emergentes, que chegou a US$ 3,33 bilhões, seu melhor resultado em 6 semanas. Segundo a consultoria, fortes números da produção industrial chinesa ajudaram a elevar os ânimos dos investidores.
Os fundos de ações da América Latina também ganharam destaque ao aumentarem sua sequência de captações positivas para 5 semanas - a maior vista desde o quarto trimestre de 2009. Dentre os países da região, o Brasil captou novas aplicações pela 11ª semana seguida, ao passo que os fundos de ações colombianos atingiram seu maior volume líquido captado em 2010 pela segunda vez consecutiva.
Destaque ainda para os fundos de ações Ásia ex-Japão. Os fundos de ações de Índia e China, tiveram as melhores captações em oito e cinco semanas, respectivamente, assim como o saldo líquido dos fundos sul-coreanos - o maior desde maio.
EUA se salva dentre os mais ricos
Apesar do maior apetite por risco imperando nos mercados entre os dias 9 e 15 do mês, os fundos de ações das maiores economias do mundo não conseguiram o mesmo desempenho de captação visto pelo seus pares emergentes - exceção feita às aplicações no mercado acionário norte-americano, que responderam por uma entrada líquida de mais de US$ 6 bilhões.
Os fundos de ações japoneses viram a saída de capital superar as entradas pela 12ª semana consecutiva, apesar da intervenção anunciada pelo banco central local para impedir o fortalecimento do iene em relação frente ao dólar.
Já os fundos de ações europeus tiveram seu terceiro saldo negativo nas últimas cinco semanas, em meio à apreensão do BCE (Banco Central Europeu) em relação ao crescimento econômico da região. Destaque para os fundos de ações franceses, que tiveram seu maior resgate líquido das últimas 23 semanas, informa a EPFR.
Fonte: Infomoney
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pé-de-meia em ações
Levantamento realizado pelas consultorias NetQuant e Towers Watson com 474 carteiras mostra que, do total captado até março, os fundos com renda variável atraíram R$ 3,13 bilhões, enquanto os de renda fixa, R$ 1,09 bilhão. No mesmo período do ano passado, as carteiras com alguma parcela em ações tiveram resgates de R$ 852 milhões, que acabaram sendo compensados por ingressos de R$ 3,5 bilhões em fundos de renda fixa - o saldo líquido naquele trimestre foi positivo em R$ 2,7 bilhões.
A retomada do ritmo forte de captação da previdência já era esperada. No início de 2009, os investidores ainda estavam digerindo o que se revelou uma das piores crises financeiras da história. "Estava todo mundo evitando o mercado financeiro, em especial a bolsa", lembra o sócio-diretor da NetQuant, Marcelo Nazareth. Na ocasião, muitas seguradoras chegaram a revelar histórias de clientes que acabaram sacando recursos da previdência para pagar dívidas ou, na melhor das hipóteses, optaram por manter dinheiro em caixa para o caso de emergência.
O Brasil saiu ileso da crise, reconquistou a confiança do investidor e, já em 2009, mostrou números exuberantes. O Ibovespa subiu nada menos do que 82,66% no ano passado. "O apetite por fundos com ações neste ano ainda é reflexo do bom desempenho de 2009", diz Nazareth.
Tanto que, percentualmente, o crescimento do patrimônio dos fundos com alocação em ações vem se mantendo superior ao dos fundos sem renda variável. Nos últimos 12 meses, as carteiras com até 49% em ações foram as que apresentaram maior expansão (80,03%), seguidas pelos fundos com até 15% (78,84%). Os renda fixa e multimercados sem ações cresceram 21,29% e 18,41%, respectivamente. No total, o patrimônio dos fundos de previdência privada aberta cresceu 30,4% em 12 meses, chegando a R$ 152,7 bilhões.
No primeiro trimestre, no entanto, a bolsa não teve um desempenho espetacular, apesar da recuperação em março. E isso, segundo Nazareth, já se refletiu na captação de março, o que é mais um sinal de que o investidor olha para atrás para decidir sua alocação. No mês passado, segundo o levantamento das consultorias, a diferença de aportes entre os fundos sem ações e os com alocação em renda variável diminuiu sensivelmente em relação ao verificado nos meses anteriores. Enquanto as carteiras que operam só nos segmentos de renda fixa atraíram R$ 955,6 milhões no mês, os fundos com alguma parcela em renda variável captaram R$ 983,1 milhões.
Em janeiro, a classe mais conservadora chegou a amargar resgates de R$ 254 milhões, enquanto os fundos com ações tiveram captação de R$ 1,4 bilhão. Em fevereiro, a renda fixa recebeu aportes de R$ 396,8 milhões e as carteiras com renda variável, R$ 720,3 milhões.
Em termos de rentabilidade, a valorização da bolsa no mês passado - o IBrX subiu 5,21% - acabou puxando o retorno dos fundos de previdência com ações. As carteiras com até 15% em renda variável renderam 1,23%; as com até 30% em ações, 1,65%; e as com até 49%, 2,42%. Os fundos de renda fixa tiveram ganho de 0,67% e os multimercados sem renda variável, 0,63%.
Já no trimestre, o desempenho das classes com e sem ações ficou praticamente empatado, uma vez que os fundos com parcela em renda variável amargaram perdas com a bolsa nos primeiros meses. Só as carteiras com até 49% de alocação em renda variável, com rendimento de 2,11% no trimestre - abaixo da performance de março -, conseguiram superar o retorno dos fundos sem ações. As carteiras de renda fixa tiveram variação de 1,82% no trimestre e os multimercados sem renda variável, 1,83%. Tanto os fundos com até 15% como os com até 30% em ações renderam 1,71% nos primeiros três meses.
O sócio da NetQuant acredita que os fundos com ações ainda devem liderar a captação ao longo do segundo trimestre. Na virada do semestre, contudo, o apetite deve diminuir, na visão do executivo. "A eleição presidencial vai estar mais próxima, e isso deve trazer volatilidade para os mercados", opina Nazareth. Ele também não vê muito mais espaço para altas na bolsa.
No primeiro trimestre, a seguradora que mais captou recursos na previdência privada aberta foi a Brasilprev. De acordo com a pesquisa das consultorias NetQuant e Towers Watson, os fundos da empresa atraíram R$ 1,5 bilhão, o equivalente a 35,4% do total. Em seguida, aparecem Itaú Unibanco, com R$ 763,9 milhões, e Bradesco Vida e Previdência, com R$ 609,7 milhões.
Fonte: ValorOnline
terça-feira, 16 de março de 2010
Alugam-se papéis: Saiba como elevar a rentabilidade do investimento em ações
Por Juliana Garçon
12/03/20010“ Mire no longo prazo” é a recomendação unânime dos especialistas para quem aplica na Bolsa de Valores. A ideia é investir em companhias de futuro e participar de seu crescimento, que, ao longo dos anos, é refletido em pagamento de dividendos e na valorização das ações. Daí que as oscilações momentâneas têm pouca importância. Portanto, não há nada a fazer para assegurar algum ganho no curto prazo, certo?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Oferta da Hypermarcas pode superar R$ 1,2 bi
Pelos termos da oferta, serão ofertadas inicialmente 43,480 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de R$ 21,37, isso representa R$ 929 milhões. Considerando a colocação dos lotes suplementar e adicional, o montante chega a R$ 1,24 bilhão.
Os atuais acionistas não terão preferência na compra dos papéis. As pessoas físicas foram convidadas a participar com investimento mínimo é de R$ 3 mil. Mas o interessado tem apenas dois dias para fazer seu pedido de reserva, dias 29 e 30 de março.
Ainda de acordo com o cronograma indicativo, o preço de emissão será fixado no dia 31 de março e os ativos estarão disponíveis à negociação no dia 5 de abril, no Novo Mercado da Bovespa sob o código HYPE3.
Caso concretizada, esta será a terceira vez que a empresa vende ações na Bovespa. Depois de um ensaio em 2007, a Hypermarcas chegou ao mercado em 2008 com uma distribuição primária que rendeu R$ 612,39 milhões ao caixa da companhia. Na época, foram vendidas pouco mais de 36 milhões de ações, a R$ 17,00 cada. Os estrangeiros mostraram forte adesão, tomando 85% dos ativos ofertados.
Já em julho do ano passado, a empresa vendeu outras 34,5 milhões de ações ordinárias, sendo 24,5 milhões de novos papéis e 10 milhões de ativos dos acionistas vendedores, a R$ 23,00 cada. Os estrangeiros responderam por 80% da oferta.
A Hypermarcas fechou 2009 com lucro líquido de R$ 313,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 207,9 milhões registrado um exercício antes. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da empresa somou R$ 101 milhões, ante prejuízo de R$ 153,2 milhões apurado nos três últimos meses do ano anterior.
Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/financas/10/6137506/oferta-de-acoes-da-hypermarcas-pode-passar-de-r-1,2-bilhao&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0hDVOnvgu
sábado, 16 de janeiro de 2010
Ações da Brasil Telecom caem 9,70% com congelamento de incorporação
Oi interrompou o processo de absorção de papéis Brasil Telecom após encontrar provisão extra de 1,29 bilhão
A Oi informou nesta sexta-feira que decidiu suspender a incorporação das ações da Brasil Telecom devido a uma nova análise contábil, que determinou um acréscimo de 1,29 bilhão de reais nos valores de provisão destinados a contingências judiciais da empresa comprada em janeiro de 2009. A partir do anúncio, as ações preferenciais da Brasil Telecom, (BRTO4) despencaram na Bovespa e, às 11h30, operavam com baixa de 9,70%, sendo negociadas a 15,10 reais. Os papéis da Oi (TNLP4) também apresentavam uma redução de 3,15% em seu valor, que chegava a 35,40 reais.
|Veja também
CVM multa ex-presidente da Brasil Telecom
Oi iniciará em fevereiro oferta de debêntures
|Últimas notícias
18:36 | Ações da Fosfertil disparam com interesse da Vale
18:16 | Abef discute cotas de exportação de carne com a Rússia
18:11 | Com 93 mil veículos, Toyota tem venda recorde no País
18:10 | Apreensões em Foz do Iguaçu bateram recorde em 2009
18:09 | Calçadistas contam com alta de taxa antidumping
+ Todas as notícias
Com esse aumento, as despesas totais com provisões daBrasil Telecom. chegariam a 2,53 bilhões de reais. A Oi anunciou que realizará estudos para que os gastos envolvam de maneira proporcional as duas companhias e seus acionistas. Como após a análise a divisão passará por aprovação interna, ainda não há previsão de quando a incorporação será retomada.
Segundo auditoria realizada pela BDO Trevisan, esse valor extra de provisões seria dispensado a gastos com ações na Justiça referentes à súmula 371 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de 2009, que determinou à Brasil Telecom a compensação aos consumidores em regime de contrato de participação financeira através do valor patrimonial das ações (VPA) referente ao balanço do mês em que o serviço foi contratado.
Antigamente, quando os serviços eram contratados por meio desse modelo de “financiamento”, era dado à companhia um período de doze meses para a compensação aos consumidores por meio de papéis na bolsa. A quantidade de ações repassada era calculada a partir da divisão entre o total gasto na aquisição e o VPA.
Os contratantes começaram a se sentir lesados a partir do momento em que o VPA subiu com a inflação brasileira na década de 1990 e a quantidade de papéis adquiridos tornou-se menor. A partir da súmula do STJ, que também determina que ações judiciais semelhantes sejam resolvidas da mesma maneira, os consumidores conquistaram a oportunidade de reajustar as ações de acordo com o valor determinado no mês da compra.
Como essa nova determinação da Justiça não havia sido incluída na auditoria contábil à época em que a Oi divulgou a incorporação da Brasil Telecom, foi identificada essa discrepância de valores provisionais em segunda análise, o que provocou o congelamento do processo.
Para os analistas do banco Barclays, ainda há muitas incertezas envolvidas nesse processo e não é possível determinar quem vai pagar a conta dessa nova provisão: os acionistas da Oi ou da Brasil Telecom. No entanto, o banco acredita que a discussão pode atrasar a conclusão da fusão, postergar a captura de sinergias e ter um impacto negativo nos resultados da Oi.
Fonte: Portal Exame
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
BM&FBovespa assina protocolos de intenções com Nasdaq
Também faz parte do compromisso o desenvolvimento de um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira de forma eletrônica, e para que a Nasdaq distribua internacionalmente, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira.
Segundo o comunicado, também está previsto um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras produtos e serviços desenvolvidos pela Nasdaq "destinados a apoiar e facilitar as atividades de tais companhias, tais como de relação com investidores, de estruturação e assessoria aos conselhos de administração, de comunicação com o mercado e com os analistas."
A BM&FBovespa informou ainda que permanece avaliando, em conjunto com a Nasdaq, oportunidades de cooperação na área de tecnologia.
Em 26 de agosto, as bolsas anunciaram o início das discussões para uma parceria estratégica, comercial e tecnológica. As negociações, em caráter exclusivo, tinham previsão de durar 60 dias. O acordo de exclusividade foi renovado e deve vigorar até 31 de dezembro, segundo o comunicado.
A BM&FBovespa é líder na América Latina e uma das maiores bolsas em valor de mercado do mundo. O grupo Nasdaq OMX é uma das maiores bolsas de ações em volume financeiro negociado e sua tecnologia suporta as operações de mais de 70 bolsas, clearings e organizações depositárias de títulos em mais de 50 países, de acordo com o comunicado.
Fonte: Portal Exame
segunda-feira, 2 de março de 2009
Índice de ações europeu mergulha 5% e beira mínima histórica
Por Atul Prakash
LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores da Europa encerraram a segunda-feira em forte queda, afetadas pelas ações de bancos após a seguradora norte-americana AIG divulgar prejuízo trimestral recorde e o HSBC anunciar a maior emissão da história britânica.
O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais praças da região, fechou em baixa de 5,16 por cento, a 682 pontos --menor patamar em seis anos e perto da marca mais baixa da história, segundo dados preliminares.
O indicador já acumula queda de 14 por cento no ano, após ter despencado 45 por cento em 2008.
Os papéis do Standard Chartered Bank declinaram 11,6 por cento, os do Lloyds caíram 15,3 por cento e os do HSBC tiveram baixa de 18,8 por cento. O banco lançou uma emissão de 12,5 bilhões de libras após ver seu lucro anual cair.
"As condições do mercado estão extremamente difíceis", disse Philippe Gijsels, estrategista sênior do Fortis Bank.
Outro destaque de queda veio do setor de energia, após os preços do petróleo recuarem. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Repsol, Total e StatoilHydro perderam entre 3,6 e 5,8 por cento.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 5,33 por cento, a 3.625 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX declinou 3,48 por cento, para 3.710 pontos. Continuação...
Fonte: Reuters Brasil
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Jogo simula compra e venda de ações na bolsa
Jogo simula compra e venda de ações na bolsa
Um terremoto de intensidade máxima atinge Nova York e derruba as bolsas em Wall Street e ao redor do mundo. As empresas de telefonia fixa obtêm reajustes de 5% nas mensalidades básicas residenciais. Índios sabotam linha de trem que passa por reserva de mineradora brasileira. As petrolíferas recuam com a queda do barril do petróleo. Os bancos perdem depósitos e fecham as portas por conta de uma greve. Bolsas americanas despencam por novos problemas no setor imobiliário e arrastam os demais mercados.
Com tais cenários em perspectiva é o analista de sistemas Rafael Ballico, de 25 anos, quem leva a melhor nessa seqüência de pregões. Ele embolsa R$ 1,33 mil, depois de ter aplicado R$ 500,00. A estratégia foi concentrar os investimentos em empresas de telefonia, um setor mais defensivo, evitando assim os atropelos do ambiente externo.
Embora as notícias que motivaram os vaivéns dos negócios tenham alguma semelhança com o que os investidores têm observado no mercado, o lucro de Ballico é fictício e foi obtido no "Jogo da Bol$a", um brinquedo de gente grande que simula um pregão real e que será apresentado na Expo Money do Rio a partir de hoje. Criado pelo catarinense Elvis Cristiano Tolotti, é com a interferência de cartas-cenários para o mercado todo ou para quatro setores da economia - telefonia, mineração, petrolífero e bancário - que os preços oscilam para cima ou para baixo.
Logo na estréia, Ballico conseguiu um retorno de 160% para a sua carteira. Bem mais do que os amigos Renato Schiavinato Lopez, de 29 anos, Luciano Carlos Silva e Diego de la Valle, ambos com 26 anos. Profissionais da área de Tecnologia da Informação foi no tabuleiro tradicional - e não nos elaborados jogos eletrônicos ou nos pregões virtuais na internet, como seria de se esperar - que eles descobriram como se divertir com o sobe-e-desce das ações, em partidas regadas a cervejas e piadinhas de toda a sorte. "Aqui, a gente interage um com o outro e costuma ganhar mais dinheiro do que perder, o que não tem ocorrido de forma muito freqüente na vida real", lamenta Lopez.
Como aplicador, ele conta que conseguiu bons lucros quando começou a investir na bolsa em meados de 2007. Neste ano, porém, o seu patrimônio em renda variável já foi reduzido à metade, em operações de compra e venda mais ou menos rápidas, com giro em até 15 dias. Nas partidas, Lopez diz ter um perfil mais agressivo do que na Bovespa, pois procura ficar 100% comprado em ações. "Eu me exponho mais ao risco no jogo do que na hora de investir, até porque não tenho que me preocupar tanto com os prejuízos."
Como o mais velho da turma, Lopez acaba assumindo o papel de diretor de pregão. Depois que as ações de um certo setor da banca acabam, os jogadores podem negociar papéis entre si, mas ele estabelece que as ordens de compra ou venda podem ser executadas numa faixa de duas cotações para cima ou para baixo do valor corrente no mercado, o que equivale a oscilações de 20%. Pelas regras, quando uma ação vai a zero, ela fica numa espécie de "circuit breaker", parada, e só volta a ser negociada quando um determinado cenário ditar a valorização. Ao atingir os R$ 200,00, as ações automaticamente passam por um "split" (desdobramento), voltam a valer R$ 100,00, e os jogadores recebem uma nova ação daquele setor para cada uma que têm em carteira.
"Com o jogo, você começa a se familiarizar com os termos técnicos e entende como funciona a dinâmica do mercado", diz Luciano Silva, que tem tido mais sorte nas partidas do que nos investimentos. Ele entrou na bolsa bem na época em que o Brasil ganhou o "investment grade", o selo de investimento não-especulativo atribuído pelas agências de classificação de risco de crédito, e, desde então, só viu o seu investimento encolher. "Eu até imaginava que poderia haver uma pequena queda, mas não uma crise como esta, que tem sido comparada com o 'crash' de 29."
Além de combinar o lado lúdico inerente aos tabuleiros com o caráter educativo, a intenção do criador do Jogo da Bol$sa foi oferecer aos participantes uma espécie de treino psicológico. "As partidas servem para os investidores se auto-conhecerem, pois é comum ver durante o jogo comportamentos muito parecidos com os que os investidores adotam quando estão de fato aplicando na bolsa", diz Tolotti. Ironia do destino, ele conta que nunca venceu uma partida, pois as ações queimam na sua mão feito batata quente. A qualquer valorização ele vende os papéis e quando caem deixa os prejuízos se estenderem indefinidamente.
O economista Aquiles Mosca, autor de "Finanças Comportamentais - Gerencie as suas emoções e alcance sucesso nos Investimentos", título recém adicionado à coleção Expo Money, afirma que é de se esperar que os investidores repliquem no jogo as atitudes que tomam na vida real. "Fatores emocionais e comportamentais fazem com que as decisões (de investimentos) se distanciem do que recomenda a economia financeira tradicional", diz. Ele exemplifica que o ser humano tende a agir em conformidade com o seu grupo, o que desencadeia os chamados "movimentos de manada". Isso explica por que o Ibovespa subiu por cinco anos consecutivos e também a saída desenfreada atual, um sintoma de pânico que fez com que várias ações brasileiras passassem a ser negociadas abaixo do valor patrimonial. "O que está por trás disso é a prova social: se há muita gente fazendo tal coisa, você infere que há uma boa razão para isso", diz o economista.
No tabuleiro, os jogadores contam que conseguem ter um pouco mais de controle e até tentam lançar mão de iniciativas que seriam somente possíveis aos grandes aplicadores, os agentes conhecidos como "tubarões" (que movimentam grandes volumes e conseguem exercer influência sobre os preços), segundo o jargão do mercado. Concentrado no setor bancário, Silva lança, por exemplo, uma ordem de compra acima do valor atual no mercado. A estratégia não cola. Se fosse bem-sucedido, uma única aquisição valorizaria a maior parte do seu portfólio.
As partidas podem ser realizadas com dois a seis jogadores e o tempo é estabelecido pelos participantes: pode durar 20 cartas ou 30 minutos, por exemplo. No início, cada um recebe R$ 500,00 e pode ou não já comprar ações da banca, que inicialmente cumpre o papel de uma corretora numa oferta pública. O Jogo da Bol$a vem acompanhado de um glossário, que explica os termos técnicos mais usados. Nas diversas rodadas, também é possível ao participante se valer do aluguel de ações e ganhar dinheiro mesmo com o mercado em baixa. As cartas-cenários ainda incluem a análise técnica, trazendo padrões gráficos que sinalizam uma tendência para os ativos.
Fonte: ValorOnline

