Mostrando postagens com marcador Nasdaq. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nasdaq. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Bolsa vai mais devagar com alta frequência

Quando o mercado acionário americano entrou em queda livre em 6 de maio do ano passado, o maior medo era que as negociações tinham sido dominadas por computadores de alta velocidade que tinham saído de controle. Um ano depois do "flash crash", em que a Média Industrial Dow Jones caiu 600 pontos em menos de dez minutos, as bolsas se tornaram um lugar muito mais tranquilo.
As estratégias de negociação em alta frequência com computadores, que foram apontadas por alguns como principais culpadas pelo colapso, diminuíram as operações. Também pularam fora muitos investidores de longo prazo, para quem o trauma daquela tarde foi a gota d'água depois de uma década de turbulência na bolsa. Na ausência deles, desmoronaram o giro e a volatilidade das bolsas, o que é ainda outro impedimento aos operadores de alta frequência.
As estratégias de alta frequência "têm menos [liquidez] com a qual trabalhar, então não participam, diminuindo o giro", diz Will Mechem, sócio-executivo da trading de alta frequência Pan Alpha Trading. "Aparentemente é um círculo vicioso."
Nos primeiros quatro meses do ano, o volume médio de negócios da Bolsa de Nova York e da Nasdaq caiu 15% frente ao de 2010, para uma média de 6,3 bilhões de ações que trocam de mãos por dia. O volume tem diminuído no decorrer deste ano, com uma média de 5,8 bilhões de ações em abril, o mês menos movimentado desde maio de 2008.
"As consequências da falta de demanda fundamental são bem reais", diz Jose Marques, diretor mundial de operações eletrônicas com ações do Deutsche Bank AG.
O volume vinha subindo gradualmente durante a maior parte da década passada, aumentando ainda mais durante a crise financeira. Ele dobrou entre 2006 e março de 2009, quando uma média de 9 bilhões de ações foram negociadas todos os dias.
Um motivo importante para o declínio do giro tem sido o discreto fim da enorme volatilidade nas ações, que imperou de 2008 até o primeiro semestre de 2010. Isso foi refletido no forte declínio do índice de volatilidade da Bolsa de Opções de Chicago, também chamado de VIX, que no mês passado atingiu o menor nível desde julho de 2007.
O declínio na volatilidade foi uma notícia especialmente ruim para os operadores de alta frequência, cujas estratégias geralmente dependem de lucrar com as minúsculas diferenças no preço de compra e venda em frações de segundo. Os operadores de alta frequência também atuam como propiciadores de liquidez no mercado, muitas vezes fazendo a contraparte de investidores de longo prazo numa transação.
A Rosenblatt Securities Inc. calcula que os operadores de alta frequência faturaram em média entre US$ 0,05 e US$ 0,075 por 100 ações negociadas nas bolsas americanas em 2010. Em 2008 eles conseguiram entre US$ 0,10 e US$ 0,15 por 100 ações.
"As vacas estão magras", disse Manoj Narang, director-presidente da corretora de alta frequência Tradeworx.
Também contribuem para o menor volume, dizem os operadores, os vários fundos hedge que usam estratégias de computador conhecidas como arbitragem estatística, que reduziram a negociação ou a interromperam totalmente, porque os baixos retornos dos últimos anos afugentaram os investidores.
Até um determinado ponto, dizem os traders, os volumes recentes de atividade são simplesmente níveis mais naturais que os de durante a crise financeira e o período logo depois. Os níveis gigantescos de operações de 2008 ao início de 2010 "na verdade foram volumes típicos de momentos catastróficos" para os mercados financeiros à medida que os investidores reagiam à crise, diz Oliver Sung, diretor de consultoria de execução do Bank of America Merrill Lynch.
Há quem argumente que esses níveis elevados de operações nunca chegaram a representar um retrato realista da demanda dos investidores para comprar e vender ações.
Em vez disso, é um reflexo dos traders computadorizados comprando e vendendo ações para fundos hedge que fazem "day trade", ou compras e vendas em questão de horas.
Esse "fantasma de liquidez", dizem, foi desmascarado durante o flash crash. "Onde foi parar aquele giro todo? Acho que nem existia", diz Joe Saluzzi, vice-diretor de trading da corretora Themis Trading.
Desde o crash, as autoridades americanas têm tentado restaurar a confiança dos investidores na bolsa. Entre as mudanças já anunciadas, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, planeja introduzir as suspensões dos negócios com ações que oscilam desmedidamente. A proposta impediria as transações fora de limites de cotação específicos e interromperia as operações quando as ações tiverem grandes oscilações súbitas.
"Posso garantir que nunca ocorrerá outro 'flash crash'? Não", disse ontem a jornalistas a presidente da SEC, Mary Schapiro. "Mas acho que esses passos são realmente importantes e ajudam muito a fortalecer nossa estrutura de mercado."
Os operadores acham que, depois do declínio recente no giro, a atividade pode voltar a crescer, mas a um ritmo mais lento que no passado.
"Ajudaria se os pequenos investidores voltassem ao mercado", diz Mechem, da Pan Alpha. "Outra coisa: houve uma alta recentemente no volume de recursos que entram em fundos hedge, então esperamos que isso vá impulsionar o giro quando esse capital for aplicado."
No meio tempo, as firmas de alta frequência estão se tornando mais atuantes nos mercados em que a volatilidade continua alta.
A firma de Mechem está criando estratégias para futuros de ações e câmbio. "O direcionamento realmente é para se concentrar mais em classes de ativos que em ações", diz ele.
Fonte: Valor

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Invasão à Nasdaq abala confiança de investidores

Notícias de que hackers infiltraram o sistema da bolsa de valores Nasdaq representam o mais novo revés para Wall Street, que está se esforçando para reparar sua imagem junto aos investidores e operadores, depois do “flash crash” (queda abrupta da bolsa) do ano passado.
—-
• Siga o ‘Link’ no Twitter e no Facebook
O Nasdaq OMX Group informou no sábado ter localizado “arquivos suspeitos” em seus servidores nos Estados Unidos, mas disse que não havia provas de que os hackers tivessem conseguido acesso a informações de clientes ou de que suas plataformas de operações tenham sido comprometidas.
A notícia surge no momento em que o fluxo de capital para os fundos de ações norte-americanos mostra sinais de recuperação depois de anos de baixa causada pela crise financeira e pela desgastante experiência do “flash crash” de maio do ano passado, que fez despencar os índices norte-americanos.
“Houve diversos eventos nos últimos anos que prejudicaram a confiança dos consumidores, e esse certamente poderia ser outro deles,” disse Tim Grishkey, vice-presidente de investimento da Solaris Asset Management.
Na semana passada, um defeito inexplicado que durou cerca de uma hora travou as cotações de dois índices cruciais –o Nasdaq Composite e o Nasdaq 100, ambos atentamente acompanhados.
Já que cerca de 21 por cento de todas as transações de ações realizadas a vista nos EUA em 2010 ocorreram em bolsas da Nasdaq OMX –o que a coloca abaixo apenas da NYSE Euronext, controladora da bolsa de Nova York–, a integridade dos sistemas desse mercado é essencial para o funcionamento tranquilo dos mercados norte-americanos mais amplos.
O momento do problema também foi infortunado, porque uma alta nas ações iniciada no ano passado começou a atrair os investidores de varejo de volta às ações, afastando-os dos fundos de títulos.
As últimas três semanas de janeiro viram influxos de US$ 10,3 bilhões a fundos mútuos de ações norte-americanos, o que representa o mais longo período de alta ininterrupta dos influxos em 18 meses, de acordo com o Investment Company Institute.
Fonte: Link

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Oferta do Facebook é a mais esperada desde Google

A estreia mais esperada do mercado acionário americano desde o Google começou a tomar movimento nesta semana, com o Facebook preparando o terreno para uma possível listagem de suas ações daqui a pouco mais de um ano.
O site de relacionamentos sociais já havia chamado a atenção dos investidores por conta do plano para levantar até US$ 2 bilhões em capital adicional, o que deverá conferir um valor de US$ 50 bilhões para a jovem empresa e colocar em evidência o mercado privado cada vez maior para ações de companhias relacionadas à internet.
Facebook e GoldmanSachs, o banco que encabeçou a nova rodada de financiamento, não quiseram comentar o acordo, nem mesmo o provável avanço em direção a uma oferta pública inicial de ações.
O banco de Wall Street entrou com US$ 375 milhões em recursos próprios, juntamente com outros US$ 125 milhões da firma russa de investimentos em internet DST. O Goldman também convidou seus próprios clientes institucionais para investir no Facebook, com o que arrecadou mais US$ 1,5 bilhão.
A nova rodada de financiamento confere um valor ao Facebook cinco vezes maior do que aquele calculado em maio de 2009, quando o primeiro investimento da DST avaliou a empresa em US$ 10 bilhões — quantia considerada exorbitante na época.
A natureza sigilosa da transação e o fato de ter sido limitada a alguns poucos privilegiados atraíram críticas em algumas partes do Vale do Silício, onde foi vista como uma tentativa do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de evitar a fiscalização pública integral de seus números que seria necessária no caso de abertura de capital.
A operação privada para levantar os US$ 2 bilhões contrasta com o caminho escolhido pelo Google em 2004, quando levantou US$ 1,2 bilhão em sua abertura de capital. Em vez de recorrer a Wall Street para obter o financiamento, o site de buscas praticamente deixou-a de fora do acordo ao escolher um formato incomum — leilão, elaborado para permitir que o maior número possível de pessoas pudesse se registrar para comprar as ações.
As críticas chegaram aos executivos do Facebook.
Os defensores da empresa argumentam que a companhia já imaginava que estava em um caminho que lhe exigiria ser bem mais aberta quanto a suas finanças em um futuro próximo e que o acordo com o Goldman Sachs não faz diferença alguma em relação a isso.
Com as vendas das ações de alguns funcionários que deixaram a empresa para diversos outros investidores, o número de acionistas externos do Facebook já caminhava a superar o limite de 500 antes do final deste ano, marca a partir da qual as empresas nos Estados Unidos precisam divulgar integralmente seus dados financeiros, segundo uma fonte a par da situação.
Menos do que a vontade própria, as características da base acionária do site de relacionamentos, portanto, fizeram iniciar a contagem regressiva para uma provável oferta pública inicial de ações. Outras empresas que ultrapassaram esse limite no passado, como o Google, aproveitaram, inclusive, para buscar uma listagem total das ações.
Fonte: Valor

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Investidores ensaiam criação de bolsa alternativa

Três anos depois de a BM&FBovespatornar-se uma empresa de capital aberto e passar a perseguir o lucro, um grupo de investidores se articula para tentar criar uma bolsa alternativa no Brasil. São recorrentes entre participantes do mercado queixas sobre os altos custos cobrados pela BM&FBovespa.
A iniciativa está sendo liderada pela gestora de recursos Claritas. A gestora tem procurado atrair outros investidores para o projeto. Um dos primeiros a ser procurado foi o Deutsche Bank, que já é acionista da Bats Global Markets, uma plataforma eletrônica de negociações com sede nos Estados Unidos. No banco alemão, as conversas estão sendo tocadas no exterior e até o momento não houve uma decisão sobre aderir ou não ao projeto.
O executivo Luiz Eduardo Zago, ex-diretor de custódia do Itaú, já teria sido contratado para comandar os trabalhos. Procurados pelo Valor, Claritas e Deutsche não concederam entrevista. Contatado ontem, o executivo não foi localizado para comentar.
A Bats, via assessoria de imprensa, informou que já manifestou no passado que observa vários mercados, inclusive o Brasil, mas que no momento não irá se pronunciar sobre nenhuma oportunidade específica.
O que motiva a inciativa é a percepção de que o mercado brasileiro é muito lucrativo, por ainda estar sob forma de monopólio. Hoje, só é possível comprar e vender ações no Brasil passando pela BM&FBovespa. E a bolsa brasileira, avaliam agentes do mercado, cobra taxas muito altas quando comparadas com as praças globais.
A bolsa doméstica, em termos de valor de mercado, é uma das mais valiosas do mundo. Vale US$ 16,5 bilhões, atrás apenas da bolsa de Hong Kong (US$ 25,75 bilhões) e CME (US$ 21,2 bilhões). No entanto, ao comparar o tamanho do mercado brasileiro com os globais, o doméstico é muito menor em termos de quantidade de negócios e receitas capturadas. A bolsa aqui vale tanto, acredita-se, porque cobra mais caro e opera com margens superiores às das concorrentes. Esse gordo resultado é que teria atraído o interesse de investidores internacionais, inclusive. A BM&FBovespa também não quis comentar o assunto.
O grupo mantém conversas com outros investidores domésticos para avaliar o interesse em participar de uma plataforma alternativa dos negócio. A ideia, para acelerar o processo, é usar a licença operacional da Bolsa de Valores Bahia Sergipe e Alagoas (Bovesba) , que está apta a funcionar, apesar de não ter liquidez hoje. As conversas entre os investidores já se estendem há um ano e, inicialmente, tentaram abraçar a ideia de negociar o Brazilian Depositary Receipts (BDRs) não patrocinados - aqueles que não são lançados pela própria empresa-, que acabaram sendo lançados na própria BM&FBovespa.
O tamanho do mercado é uma grande incógnita para o surgimento de uma nova praça por aqui - a pergunta é se a liquidez seria suficiente para ser dividida entre duas bolsas. Um novo centro de negociação, possivelmente, seria usado por grandes agentes do mercado, para seus negócios no interbancário. Em termos de legislação, a Instrução 461 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançada meses antes da desmutualização das bolsas no país, permite a criação de novas bolsas. Os investidores já conversaram com a CVM sobre o assunto e perceberam que a autarquia vê com bons olhos a concorrência no setor. A CVM não concedeu entrevista.
O mercado brasileiro apenas segue um caminho internacional. Quando funcionavam como clubes, as bolsas mundo afora tinhas as corretoras como donas e, por isso, subsidiavam as atividades de seus intermediários. Quando passaram pela desmutualização e, em sua maioria, lançaram ações em bolsa, não só retiraram subsídios como passaram a cobrar por todo o tipo de serviço que oferecem, para apresentar resultados aos seus acionistas. A relação entre as bolsas e os intermediários se modificou, portanto. O que se seguiu à desmutualização foi uma onda de fusões e aquisições entre bolsas no mundo, transformando os negócios em monopólios.
O passo seguinte em mercados mais desenvolvidos - ponto em que o Brasil se encontra agora - foi a união dos bancos para lançar plataforma eletrônicas e forçar a diminuição dos custos de negociação. Surgiram também as chamadas "dark pools", redes de negociação eletrônica que casam comprador e vendedor anonimamente.
A Bats foi fundada em junho de 2005 e surgiu como uma opção, em particular para os negócios dos grandes bancos, por cobrar taxas menores do que as bolsas. O investimento principal do negócio é em tecnologia. Em seu site, a Bats exalta a qualidade dos serviços que presta a seus clientes e a política de preços agressiva para atraí-los.
Nos Estados Unidos, a Bats é hoje a terceira maior praça de negociação - atrás de Bolsa de Nova York e Nasdaq - e capturou 10% dos negócios com ações naquele país em apenas quatro anos. Na Europa, onde possui um escritório em Londres, a Bats já responde por 10% do que é negociado com o principal índice da bolsa londrina, o FTSE 100, e entre 5% a 6% de todo o mercado na Europa.
Em janeiro de 2008, o Deustche e o J.P. Morgan compraram participações minoritárias na Bats e se juntaram a um grupo de acionistas que inclui nomes como Citi, Credit Suissee Morgan Stanley. Na Europa, uma das plataformas alternativas mais conhecidas é a Turquoise, que nasceu de uma iniciativa de bancos de investimento globais, que desejavam evitar as altas taxas cobradas pelos bolsas europeias, em particular a LSE, praça londrina. Em novembro de 2006, sete bancos, que respondiam por 50% do volume negociado na Europa, informaram a intenção de criar uma bolsa própria. Em outubro de 2007, dois bancos franceses aderiram à ideia e a plataforma de negócios Turquoise foi lançada em setembro de 2008.
O momento seguinte do lançamentos dessas bolsa alternativas pelo mundo foi, novamente, de consolidação. Bolsas compraram plataformas e plataformas se fundiram, conforme dados compilados pela consultoria britânica Mundo Visione, que coleta e analisa dados das bolsas pelo mundo.
Herbie Skeete, diretor da Mondo Visione, diz que uma plataforma alternativa de negócios poderá ter sucesso no Brasil. Ele não descarta ainda a possibilidade de a própria BM&F Bovespa lançar uma espécie de "dark pool".
"A bolsa australiana lançou uma para inibir a entrada de novos 'players' no mercado local", diz, acrescentando que vários operadores mundiais devem estar atentos às possibilidades de negócios no Brasil, certos de que suas plataformas terão a mesma popularidade obtida nos Estados Unidos e Europa. (Colaboraram Carolina Mandl e Vanessa Adachi)
Fonte: Valor

sábado, 6 de março de 2010

Nasdaq atinge nível mais alto desde setembro de 2008

NOVA YORK - O mercado de ações norte-americano fechou em firme alta, com o Nasdaq alcançando o melhor nível em 18 meses, animado pelos números melhores que o esperado do mercado de emprego dos EUA e expansão do crédito ao consumidor pela primeira vez em um ano.

Em fevereiro, a economia americana perdeu apenas 36 mil vagas, comparado com uma expectativa de declínio de 75 mil vagas dos analistas, apesar das intensas nevascas que atingiram a Costa Leste americana no período. Além disso, a taxa de desemprego ficou estável em 9,7%, contrariando as projeções de aumento para 9,8%. Os dados deram impulso às ações financeiras e de commodities, com os preços do petróleo superando os US$ 82 por barril na máxima do dia.

"As nevascas tiveram um efeito menor que o esperado pelas pessoas e o fato do relatório ter sido tão bom, considerando as severas condições climáticas, foi muito positivo", disse Michael Lissner, gerente de carteira da Acropolis Investment Management. Contudo, ele alertou que o "desemprego continuará sendo um desafio e, infelizmente, para muitas pessoas, a recuperação do emprego continuará dolorosamente lenta".

No meio da tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) informou que o crédito ao consumidor nos EUA aumentou inesperadamente a uma taxa anual ajustada de 2,4% em janeiro, ou US$ 4,96 bilhões, para US$ 2,456 trilhões. A última vez em que o crédito ao consumidor havia subido foi em janeiro de 2009. O dado sugere que os consumidores americanos podem estar começando a se sentir mais confortáveis em gastar, em meio aos crescentes sinais de que a economia está melhorando.

O índice Dow Jones subiu 122,06 pontos (1,17%) e fechou com 10.566,20 pontos. Esta foi a maior alta em pontos do índice desde 16 de fevereiro e o melhor nível de fechamento desde 20 de janeiro. Na semana, o Dow Jones acumulou uma valorização de 2,33% e, no ano, o saldo é positivo em 1,33%.

O Nasdaq avançou 34,04 pontos (1,48%) e fechou com 2.326,35 pontos - nível mais alto desde 3 de setembro de 2008. Na semana, o Nasdaq registrou um ganho de 3,94%, marcando sua melhor semana desde outubro.

O S&P-500 subiu 15,72 pontos (1,40%) e fechou com 1.138,69 pontos - melhor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o S&P-500 acumulou uma alta de 3,10%.

A Boeing registrou o melhor desempenho entre as componentes do Dow Jones nesta sexta-feira e na semana. As ações da fabricantes de aviões comerciais subiram 3,63% e encerraram a semana com um ganho de 7,6% na semana. Os dados do mercado de emprego deram impulso ao sentimento do investidor com relação a uma série de companhias do setor industrial, incluindo Caterpillar, que fechou em alta de 1,33%.

As blue chips financeiras também receberam suporte dos indicadores de emprego: American Express +3,37%, JPMorgan Chase +2,12% e Bank of America +1,83%. As ações de energia e de consumo discricionário registraram ganhos robustos, mas mais modestos: ExxonMobil +1,64%, Chevron +1,67%, Walt Disney +2,00% e Home Depot +1,15%. As informações são da Dow Jones.



Fonte: Estadão

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O verdadeiro Dr. Apocalipse

O investidor suíço Marc Faber prevê um colapso da economia americana nos próximos anos -- a má notícia é que ele já acertou antes.
Poucos economistas ficam à vontade com o rótulo de Doctor Doom, ou Doutor Apocalipse. O apelido, no entanto, é recorrente -- cada crise tem seu arauto do Juízo Final. Mas as crises passam, e ninguém quer ficar eternamente associado ao pessimismo. Mesmo o economista Nouriel Roubini, que se tornou uma celebridade ao prever que a crise imobiliária traria o caos ao sistema financeiro mundial, andou rejeitando a ideia. "Eu não sou o Doutor Apocalipse", disse ele recentemente. "Sou o Doutor Realista." Com o investidor suíço Marc Faber, porém, a coisa é diferente. Aos 63 anos, ele é um pessimista convicto e sem reservas. Seu influente relatório é intitulado GloomBoomDoom, e sua página na internet é ilustrada pelas caveiras da série de pinturas A Dança da Morte, de Kaspar Meglinger. Nas últimas décadas, Faber ficou famoso por fazer previsões apocalípticas em meio a períodos de euforia coletiva, acertando na mosca em alguns casos (ele recomendou a venda de ações uma semana antes do crash de 1987, por exemplo). Hoje, não é diferente. Apesar da retomada da economia americana no terceiro trimestre e da impressionante valorização das bolsas do mundo inteiro, Faber prevê um colapso para os próximos anos. Em entrevista a EXAME, ele afirma que a conjugação de juro quase zero com déficits fiscais recordes nos Estados Unidos criará uma bolha maior que a anterior, com efeitos ainda mais nocivos. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

As bolsas estão passando por um período de valorização impressionante, e a economia americana voltou a crescer. Não é hora de deixar o pessimismo de lado e comemorar?
Não vejo motivos para comemoração. Quanto mais o mercado acionário se valorizar, pior estará a economia. Pode parecer um paradoxo, mas é fácil explicar. Enquanto a economia americana estiver na situação precária em que está, o Federal Reserve (o banco central americano) vai manter o juro perto de zero e vai continuar imprimindo dinheiro. Vem sendo assim desde o ano passado. Mas esse excesso de dinheiro não está indo para a construção de novas fábricas. Está sendo usado para comprar ações, petróleo, ouro e outros ativos que se valorizam. Enquanto a situação não melhorar, essa política continuará.

O senhor não é o maior fã de Ben Bernanke, presidente do Fed. Mas muitos afirmam que ele salvou o mundo de uma nova Depressão. Qual é o problema com Bernanke?
O problema é que ele ajudou a criar a crise. É preciso olhar para todo o histórico de Alan Greenspan, seu antecessor, e Ben Bernanke, e perguntar de onde, afinal de contas, veio a crise do ano passado. E a resposta é simples. Esses dois senhores são os maiores responsáveis por inflar a bolha imobiliária para tirar a economia da crise de 2001. Eles mantiveram a taxa de juro artificialmente baixa entre 2001 e 2007. Se você perguntar em Wall Street, todos vão dizer que amam Bernanke e Greenspan. É claro! Para Wall Street, só importa se o mercado sobe.

O senhor escreveu recentemente que o sistema vai entrar em colapso nos próximos anos. Não está exagerando?
Nenhuma das causas da crise do último ano foi atacada pelo governo americano. Temos exatamente a mesma situação de 2001, quando os juros caíram para aquecer a economia depois dos atentados terroristas. A solução foi inflar uma bolha, e isso está sendo repetido agora. Mas há uma grande diferença entre as duas situações: a disparada na dívida do governo. O próprio Congresso americano prevê uma série de déficits orçamentários de 1 trilhão de dólares anuais na próxima década. Em cinco anos, 40% do orçamento americano será usado para pagar os juros da dívida. E, nesse ponto, a única coisa a fazer é dar calotes e imprimir dinheiro, criando inflação em larga escala. Essa é a essência do problema. Haverá um colapso do governo. Os Estados Unidos se transformarão numa república de bananas.

Melhor começar a estocar comida, então?
Haverá instabilidade social em consequência disso tudo. Há algo de podre no sistema. O contribuinte salvou os bancos, e agora os bancos estão tendo lucros recordes. Mas o desemprego continua aumentando e não vai diminuir tão cedo. A inflação vai crescer, corroendo o dinheiro dos americanos. Em alguma hora as pessoas vão acordar para isso.

Há alguma forma de evitar o apocalipse?
Para começar, o governo americano deveria assumir que existe um problema. Eles têm de avisar a população de que o país vai passar por pelo menos cinco anos dolorosos, de ajuste e cortes no orçamento. O padrão de vida, claro, cairia. Mas isso não vai acontecer. Os governantes americanos se acostumaram a não pedir sacrifícios aos eleitores. Em outros países, especialmente os asiáticos, é diferente. Mas não nos Estados Unidos. Finalmente, o Fed deveria admitir que a bolha imobiliária foi causada pelo excesso de crédito na economia. Mas também nesse aspecto não há razões para otimismo. Afinal, a máquina de imprimir dinheiro está funcionando a toda.

O dólar está perdido?
Quando eu olho para as ações do Fed, concluo que eles não têm o menor interesse num dólar forte. Pelo contrário. Paul Krugman (prêmio Nobel de Economia de 2008) disse recentemente que o dólar barato é bom, e acho que o Fed acredita nisso.

Como um investidor pode se proteger desse colapso?
Antes do colapso final, o governo vai inflar a bolha alucinadamente. Então, a última coisa que um investidor quer, nesse cenário, é ter títulos da dívida americana. Mas haverá muitas oportunidades para ganhar dinheiro até lá. Fui entrevistado em março e disse que o mercado acionário dispararia. Recomendei o investimento em commodities no início do ano. Se os governos continuarem imprimindo dinheiro nesse ritmo, o Dow Jones pode chegar a 2 milhões de pontos! Finalmente, é importante notar que os países emergentes estão em situação completamente distinta. É impressionante como China, Brasil e Vietnã, por exemplo, se desenvolveram nas últimas décadas. Esses países continuarão crescendo e são mais atraentes para os investidores do que os países ricos.

O senhor é considerado um investidor do contra há décadas. De onde vem tanto pessimismo?
Eu me habituei a recomendar a venda de coisas que estavam na moda e a compra de coisas que estavam fora de moda. É muito difícil encontrar opiniões assim em Wall Street, pois, se seu conselho demora para dar certo, você perde o emprego. Por isso todos os analistas seguem a manada. Mas encontrei muitos clientes dispostos a ouvir a opinião de alguém que vai contra a manada. Eles entendem, e isso é muito importante, que é impossível prever exatamente quando o mercado vai virar. O máximo que se pode fazer é entender o que está acontecendo e traçar cenários. Quando comecei a dizer que o mercado japonês ia derreter, em 1988, a euforia durou mais 18 meses. O mesmo aconteceu quando recomendei que as pessoas apostassem contra a Nasdaq, em 1999. A Nasdaq subiu mais 100% até 2000! Quando você é do contra, tem de se acostumar a ficar sozinho. Se todos começam a concordar com você, é melhor tomar cuidado.

Tudo bem, então, chamá-lo de Doutor Apocalipse?
Claro, não há problema algum.

Fonte: Portal Exame

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Comprar ações de empresas como Microsoft, Google, Apple e Ebay será mais acessível ao investidor brasileiro nos próximos anos


Você já se imaginou sócio de Bill GATES e Steve Jobs? Adquirir uma ação da Microsoft ou da Apple pode ser realidade para o brasileiro já no próximo ano. Na semana passada, a BM&FBovespa e a bolsa norteamericana Nasdaq OMX assinaram um protocolo de intenções por meio do qual os investidores poderão enviar ordens de compra e de venda no sistema de negociação do mercado de ações dos EUA.

O mesmo vale para os americanos que tenham interesse em comprar papéis diretamente no nosso mercado. No momento, as duas bolsas estão em fase de avaliação do negócio e dos investimentos a serem realizados. Segundo o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, a concretização do acordo não passa de 2010.

"O acordo vai trazer um novo leque de produtos para o investidor", disse o executivo à DINHEIRO na manhã da quarta-feira 28, após a estreia da ação da Cetip na Bovespa. Desde o ano passado, os brasileiros já podem negociar contratos de derivativos em Chicago. E os gringos já podem contratar opções e futuros de taxas de juros, taxas de câmbio, Ibovespa e commodities na BM&F. Esses negócios ainda engatinham.

Se os derivativos financeiros são mais utilizados por investidores profissionais, a opção de negociar no mercado à vista americano tende a ser uma medida que se popularizará rapidamente. "Há interesse e demanda para isso. É legal o investidor poder comprar Microsoft, Google e outras empresas nas quais hoje ele não tem oportunidade de participar como acionista", avalia o gerente de pesquisa da corretora Planner, Ricardo Martins.

A Nasdaq é uma das principais bolsas do mundo e tem 3,8 mil empresas listadas. Esse número chegou a cinco mil em 2000, mas o estouro da bolha da internet matou muitas empresas de tecnologia, sua principal fonte de negócios. Só para comparar, na Bovespa são apenas 432 empresas. Com quase quatro mil novas ações em seu portfólio, o investidor terá como principal benefício a diversificação e a possibilidade de aplicar seu dinheiro em setores que, no Brasil, não têm liquidez ou são mesmo inexistentes.

"Aqui, não há empresa equiparável ao Google", compara o gestor da área de carteiras da Verax Serviços Financeiros, Pedro Lérias. As compras diretas na Nasdaq deverão passar por uma corretora brasileira. Além de Microsoft, Apple e Google, você poderá se tornar acionista da Intel, da Amazon. com, da Ebay e do Yahoo!, entre outras. Mas não vá com muita sede ao pote.

O investimento em ações dessas e de outras empresas precisa ser estudado cuidadosamente. O posicionamento de cada companhia, os balanços e a governança devem ser levados em conta. O tamanho do jogo também é outro. No Brasil, só a Vale (US$ 135 bilhões) e a Petrobras (US$ 205 bilhões) se aproximam do valor de mercado das companhias mais negociadas por lá, como a Microsoft (US $ 254,7 bilhões).

Acordo da BM &FBovespa com a Nasdaq permitirá aplicar em ações nos eua

Em 2008, o índice Nasdaq, que mede o desempenho médio dos papéis listados, caiu 40,54%, mais do que os 33,84% do índice Dow Jones, o clássico termômetro da Bolsa de Nova York. Por outro lado, a recuperação das empresas de tecnologia tem sido mais acelerada: o Nasdaq já subiu 34,2% e o Dow Jones, 12,6%, em 2009, segundo a Economática.

Os últimos balanços das empresas, ainda que mostrem algumas perdas, ficaram acima das expectativas dos analistas que as acompanham. As ações da Apple, as mais negociadas dentre as maiores por valor de mercado, subiram 110% no período. As da Amazon, 154% (leia tabela abaixo). Quando a Nasdaq estiver a um clique do seu mouse, comece a investir devagar até ganhar confiança.

A alocação dos recursos deverá ser de até 5% do total que você investe hoje em ações, recomenda o professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA ), Ricardo Almeida. "À medida que o investidor brasileiro for aprendendo sobre estas empresas, poderá investir valores maiores", diz.

Com a maior diversificação, destaca Almeida, o investidor que optar por estas ações protegerá parte de seus investimentos, caso haja uma desvalorização acentuada dos ativos no Brasil, por conta de algum problema interno, por exemplo. Acompanhar de perto o desempenho da política americana também será essencial para quem investir nos papéis, pois ainda há incertezas em relação à saúde dos bancos e o enfraquecimento do dólar.

"O mercado dos Estados Unidos está em processo de recuperação e o retorno tem sido gradual", pondera o analista da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, que ainda prefere os investimentos no mercado local. "A economia brasileira ainda está numa situação melhor." A compra de ações listadas na Nasdaq ainda depende da formalização do acordo.

Tanto a bolsa paulista quanto a americana têm até 31 de dezembro para discutir o assunto com exclusividade. Até lá, será necessário resolver pendências como a integração dos sistemas e os custos para os investidores. Fique atento, pois tudo indica que vai ser uma nova boa opção para o investidor brasileiro.

Fonte: IstoéDinheiro


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Wall Street cai 2,51% em semana de perdas

Nova York, 30 out (EFE).- A bolsa nova-iorquina perdeu hoje todo o avanço conseguido na quinta-feira e viu seu principal índice, o Dow Jones Industrial, fechar em queda de 249,85 (-2,51%), para 9.712,73.

A baixa do pregão desta sexta-feira se deve a um dia de dados econômicos desfavoráveis que levaram Wall Street a encerrar a semana com notáveis perdas.

O índice seletivo S&P 500 fechou em queda de 29,93 pontos (-2,81%), aos 1.036,18. O indicador composto da bolsa tecnológica Nasdaq perdeu 52,44 pontos (-2,5%), encerrando o dia em 2.045,11.

O setor industrial caiu 4,05% e foi o que mais sofreu perdas no pregão de hoje, seguido dos de matérias-primas e de energia, que fecharam em baixa de 3,8% cada.

Depois da euforia de ontem após o anúncio de que a economia americana cresceu 3,5% no último trimestre, o Dow Jones fecha a semana com perdas de 2,6%, mesma cifra de seu prejuízo no total de outubro.

O S&P 500 retrocedeu 4,02% na semana e 2,07% no mês, enquanto o Nasdaq caiu 5,07% na semana e 3,64% em outubro.

As companhias do ramo financeiro estiveram entre as que mais perderam hoje no Dow Jones, caso de Bank of America (-7,31%), JPMorgan Chase (5,82%), American Express (-4,39%) e Travelers (-4,08%).

O dia também não foi bom para Alcoa (-4,46%), General Electric (-4,1%), Caterpillar (-3,83%), Dupont (-3,49%), Home Depot (-3,16%) e Pfizer (2,96%).

O Departamento de Comércio divulgou hoje que os gastos dos consumidores americanos caíram 0,5% em setembro.

Além disso, o índice de confiança elaborado mensalmente pela Universidade de Michigan ficou em 70,6 pontos em outubro, menos que os 73,5 pontos do mês anterior.

Na semana que vem, mais dados relativos à atividade do setor manufatureiro e de serviços em outubro serão divulgados, assim como informações sobre a evolução do mercado de trabalho nesse mês.

Os investidores estarão também atentos à reunião do Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve (Fed, banco central americano), na quarta-feira, quando o órgão decide se mantém as atuais taxas de juros e divulga sua análise da economia americana.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BM&FBovespa assina protocolos de intenções com Nasdaq

SÃO PAULO (Reuters) - A BM&FBovespa e a Nasdaq OMX anunciaram na noite desta sexta-feira que firmaram protocolos não vinculantes para uma parceria comercial de serviços e produtos.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a parceria abrange o desenvolvimento de um sistema de roteamento de ordens entre as duas bolsas para que investidores internacionais conectados à plataforma da Nasdaq possam enviar ordens de compra e venda de ações no sistema da BM&FBovespa e vice-versa.

Também faz parte do compromisso o desenvolvimento de um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira de forma eletrônica, e para que a Nasdaq distribua internacionalmente, sem exclusividade, os preços dos ativos negociados na bolsa brasileira.

Segundo o comunicado, também está previsto um acordo para que a BM&FBovespa ofereça às companhias abertas brasileiras produtos e serviços desenvolvidos pela Nasdaq "destinados a apoiar e facilitar as atividades de tais companhias, tais como de relação com investidores, de estruturação e assessoria aos conselhos de administração, de comunicação com o mercado e com os analistas."

A BM&FBovespa informou ainda que permanece avaliando, em conjunto com a Nasdaq, oportunidades de cooperação na área de tecnologia.

Em 26 de agosto, as bolsas anunciaram o início das discussões para uma parceria estratégica, comercial e tecnológica. As negociações, em caráter exclusivo, tinham previsão de durar 60 dias. O acordo de exclusividade foi renovado e deve vigorar até 31 de dezembro, segundo o comunicado.

A BM&FBovespa é líder na América Latina e uma das maiores bolsas em valor de mercado do mundo. O grupo Nasdaq OMX é uma das maiores bolsas de ações em volume financeiro negociado e sua tecnologia suporta as operações de mais de 70 bolsas, clearings e organizações depositárias de títulos em mais de 50 países, de acordo com o comunicado.

Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mercado para empresas de tecnologia ainda é incipiente

As empresas de tecnologia podem ser mais valorizadas que as demais nos Estados Unidos, como mostra o estudo do professor Márcio Marcelo Belli, da Universidade de São Paulo (USP), mas a conclusão não se aplica ao mercado brasileiro, ainda pouco desenvolvido nesse segmento.
No Brasil, são poucas as empresas de tecnologia de capital aberto, porque, além de o país não ser um grande fornecedor de tecnologia no mundo e não ter tradição em criar companhias do setor, a liquidez que o mercado de ações brasileiro oferece ainda é pouco atrativa. 
"O mercado de ações americano teve um desenvolvimento completamente diferente do nosso, e está em um estágio muito mais avançado, o que possibilita uma visão mais ampla do valor destas companhias", explica José Francisco Vinci de Moraes, chefe do Departamento de Economia da ESPM. 
Isso é evidenciado, segundo o especialista, ao se analisar a criação da bolsa eletrônica dos Estados Unidos. A Nasdaq, ou National Association of Securities Dealers Automated Quotation System, surgiu em 1971, representando um avanço no mercado financeiro americano, por utilizar sistemas eletrônicos para negociar as ações.

As inovações tecnológicas da nova bolsa foram o principal facilitador da entrada das empresas de tecnologia no mercado de ações. "O custo para se abrir capital na Nasdaq era menor, já que ela não utilizava pregões ao vivo, por exemplo", explica Moraes.
Assim, empresas recém-nascidas como Google puderam adquirir recursos para o seu desenvolvimento. 
"O início no mercado de ações para essas empresas era difícil, já que elas não tinham grande capital físico, só ideias. Mas a Nasdaq facilitou esse caminho", conta. Diante da oportunidade que os baixos custos da bolsa eletrônica ofereceram, as novas companhias de tecnologia conseguiram se consolidar até que, em 1999, elas representavam o maior mercado de ações americano em volume de dólares. 
No Brasil, no entanto, a possibilidade de as empresas de tecnologia adquirirem tal desenvolvimento e peso no mercado financeiro hoje é remota, segundo o especialista. "O mercado de capitais brasileiro ainda é restritivo e pouco atrativo para as empresas de tecnologia que aqui operam, que são, em sua maioria, estrangeiras e podem captar no exterior", afirma. 
Ainda assim, Belli, da USP, acredita que a tendência é que os países em desenvolvimento sigam o mesmo caminho dos mercados mais avançados. "As empresas de tecnologia que acabaram de abrir o capital na Índia já têm altíssimos valores de mercado. Com o Brasil, quando houver tal desenvolvimento, não será diferente", afirma o pesquisador.

Fonte: ValorOnline

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Bovespa firma alta e mira os 47 mil pontos

SÃO PAULO - A retração acentuada da economia americana não surpreende e os investidores retomam as compras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que se aproxima dos 47 mil pontos. Por volta das 13 horas, o Ibovespa aumentava 2,23%, para 46.844 pontos, com giro financeiro de R$ 1,98 bilhão.

Segundo o assessor de investimentos da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, o noticiário não influi no preço das ações nesta quarta-feira. O que importa é o fluxo comprador, que está bastante forte. " O mercado quer comprar e não quer saber de outras coisas " , observa.

Ilustrando o ímpeto comprador, principalmente do investidor externo, o saldo de negociação direta dos estrangeiros somava R$ 3,75 bilhões no mês até o dia 24 de abril. Com isso, o saldo acumulado no ano bate os R$ 5,08 bilhões.

Valorização também em Wall Street, onde Dow Jones e Nasdaq avançavam 2,02% e 2,53%, respectivamente. O Departamento de Comércio dos EUA mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) americano caiu 6,1% nos três primeiros meses do ano, quase igualando à contração de 6,3% registrada no quarto trimestre de 2008.

De acordo com Monteiro, uma das teorias levantadas para explicar o desempenho pior do que o esperado da economia americana envolve a queda acentuada nos estoques. Por isso, a pouca preocupação com o dado. Olhando para frente, alguns agentes acreditam que esses estoques serão refeitos, gerando alguma melhora de produção.

A menor preocupação com o surto de gripe suína também aumenta a demanda por commodities, o que beneficia os principais papéis da Bovespa. Sustentando os ganhos, Petrobras PN subia 3,01%, para R$ 29,70, e Vale PNA ganhava 1,45%, saindo a R$ 29,93.

Monteiro nota que os papéis da segunda linha têm concentrado o dinheiro novo enviado à Bovespa. Basta observar a forte valorização dos ativos, construção, varejo e alguns bancos.

Liderando os ganhos dentre do índice, CCR Rodovias aumentava 6,33%, para R$ 28,18, Natura ON ganhava 4,85%, para R$ 27,00, e Telemar Note Leste PNA subia 4,82%, a R$ 55,59.

Depois de uma breve correção ontem, as construtoras voltavam a ganhar valor. Cyrela ON tinha acréscimo de 4,63%, a R$ 13,55, e Gafisa ON aumentava 4%, a R$ 17,94. Entre as varejistas, Lojas Renner era destaque, subindo 4,20%, a R$ 18,83.

Entre os bancos, o papel ON do Banco do Brasil valorizava 4,03%, a R$ 19,10. Itaú Unibanco PN subia 4,14%, a R$ 29,37, e Bradesco PN apontava alta de 3,28%, a R$ 26,44.

Apenas 3 dos 65 papéis que compõem o Ibovespa apresentavam queda. BM & FBovespa ON perdia 2,24%, a R$ 8,68, com o terceiro maior volume do dia. O papel reage à intenção da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de acabar com o monopólio das bolsas na negociação de ações. O assunto foi colocado em audiência pública, mas, segundo a própria CVM, não é de implementação rápida.

Ainda na ponta vendedora, Comgás PNB recuava 0,93%, para R$ 31,80, e Usiminas ON cedia 0,10%, a R$ 29,37.

No mercado de câmbio a forte melhora de humor estimulava a venda de moeda americana, que voltava a testar preços não observados desde novembro do ano passado. Há pouco, o dólar comercial marcava baixa de 1,54%, a R$ 2,161 na venda.

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Gráficos do dia 22/01/09

Indicadores futuros no vermelho sem grandes perspectivas de ganho.



Nos USA o dia também foi negativo, com uma leve alta no fim do dia com especulações a respeito do programa de Obama ...


Dia tenso e de notícias ruíns fez a Bovespa cair forte ...

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Medidas anticrise na China e Europa sustentam otimismo

SÃO PAULO (Reuters) - Esperançosos com as iniciativas de governos de China e Europa para enfrentar a desaceleração global, os investidores dos mercados de ações seguiram na ponta compradora, fechando os olhos a uma bateria de dados desanimadores da economia dos Estados Unidos.

Com isso, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo disparou 4,76 por cento, para 36.469 pontos. Em três sessões consecutivas de otimismo, o Ibovespa acumulou ganho de 16,7 por cento.

O movimento foi lastreado por um giro financeiro de 4,5 bilhões de reais na sessão, um dos maiores do mês.

Atividade manufatureira, renda e gastos dos consumidores em níveis recorde de baixa nos Estados Unidos não foram suficientes para tirar o ímpeto comprador do mercado, mesmo sendo véspera do feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, que fecha as bolsas de Wall Street na quinta-feira.

"O investidor parece que preferiu olhar para a frente, otimista com o pacote econômica da Europa e o corte de juro na China", disse Rodrigo Bresser Pereira, diretor da Bresser Gestão de Recursos.

A China promoveu nesta quarta-feira o maior corte de juro dos últimos 11 anos, enquanto a União Européia delineou um plano de estímulo no valor de 200 bilhões de euros, à medida que bancos centrais e governos tentam tirar o mundo da desaceleração.

Essas notícias também deram suporte à recuperação dos preços de commodities e dos papéis de instituições financeiras, movimento integralmente refletido na Bovespa. Banco do Brasil liderou o seu setor, saltando 9,4 por cento, para 14,09 reais.

Na trilha da disparada de mais de 6 por cento na cotação do barril de petróleo, Petrobras cresceu 6 por cento, para 20,52 reais. Dentre as companhias ligadas a metais Gerdau foi a grande estrela, crescendo 12,3 por cento, valendo 14,48 reais.

Rumores de consolidação envolvendo companhias domésticas ajudaram a abrilhantar a sessão. A principal delas foi TIM Participações, com um salto de 18,4 por cento, a 7 reais, depois de o jornal italiano "Il Sole 24 Ore" veicular que a Telecom Itália está negociando a venda das operações no Brasil para a espanhola Telefónica, dona da Vivo.

Outro rumor envolvendo a possível venda da Sadia para a Nestlé, alavancou as ações da companhia brasileira, movimento que perdeu força depois que esta negou os boatos. No final, a ação subiu apenas 0,3 por cento, a 3,36 reais.

(Edição de vanessa Stelzer)

Fonte: Reuters Brasil

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Petróleo e resgate estatal ao Citigroup sustentam alta nos futuros dos EUA

Por: Equipe InfoMoney
24/11/08 - 10h05
InfoMoney

SÃO PAULO - Na manhã desta segunda-feira (24), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

Diante das perdas correlacionadas com a crise de crédito, o governo norte-americano resgatará o Citigroup, através de duas medidas: segurança pelo FIDC (Federal Deposit Insurance Corporation) de aproximadamente US$ 306 bilhões para que o banco financie seus ativos podres no mercado e injeção de US$ 20 bilhões pelo Tesouro por meio do TARP (Troubled Assets Relief Program).

Como resposta à liquidez iminente, seus papéis disparam 30% em Frankfurt e propagam otimismo em todo o setor financeiro, explicitado pelas altas das ações de JPMorgan (2%), Bank of America (9%) e Merril Lynch (3%) no pré-market norte-americano.

Também contribuindo para a alta nos mercados futuros dos EUA, os ativos petrolíferos sobem, o que se explica pela variação positiva de 3,6% na cotação do barril do óleo bruto em Londres. Dentre as valorizações, destaque para as ações de Chevron (2,5%), ConocoPhillips (4%) e Exxon Mobil (5%).

Contratos futuros
O contrato futuro do S&P500 opera a 814,40 pontos, alta de 15,57 pontos em relação ao valor justo, o que indica uma abertura do S&P 500 a 815,60 pontos, valorização de 1,95% em relação ao último fechamento.

Já o futuro do Nasdaq 100 aponta uma abertura do índice das blue chips de tecnologia a 1.112,09 pontos, alta de 2,44% frente ao fechamento de sexta-feira. O contrato futuro negociava há instantes a 1.112,25 pontos, 26,52 pontos acima do valor justo.

Confira o último fechamento
No pregão de sexta-feira, o índice Dow Jones fechou em forte valorização de 6,54%, atingindo 8.046 pontos. Já o S&P 500 subiu 6,32%, enquanto o índice Nasdaq Composite disparou 5,18%.

Fonte: Infomoney

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bolsa de Nova York tem a maior queda em dois dias desde 1987

Com as atenções dos mercados voltando-se novamente para os sinais cada vez mais fortes de recessão na economia americana, a Bolsa de Nova York teve um dos seus piores dias do ano e o segundo pregão consecutivo de fortes perdas. A queda nos últimos dois dias é a maior desde outubro de 1987.
O índice Dow Jones, formado por 30 empresas e o principal da Bolsa nova-iorquina, recuou 4,85% (a sétima maior queda do ano), depois de cair 5,05% no pregão de anteontem -a desvalorização acumulada nos dois dias é de 9,66%.
Já o S&P 500, índice composto por 500 companhias, recuou ainda mais: 5,03%. E a Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, caiu 4,34%.
As maiores preocupações ontem foram com as vendas das grandes redes de varejo e com os dados de emprego. A maior parte das grandes lojas americanas teve queda nas vendas, superando as estimativas dos analistas. As vendas da Gap, por exemplo, recuaram 16% em outubro ante o mesmo mês de 2007, as da JCPenney, 13%, e as da Target, 4,8%. De acordo com o Conselho Internacional de Shopping Centers, as vendas nos EUA se contraíram em 0,9% no mês passado, o pior resultado para outubro nos 35 anos do levantamento.
Quem acabou ganhando com a decisão do consumidor americano de cortar gastos foram as redes que são conhecidas pelos preços mais baixos, como o Wal-Mart. A maior rede varejista mundial teve aumento de 2,4% nas suas vendas no mês passado. Essa procura por alternativas mais baratas também já tinha beneficiado o McDonald's em setembro.

Esses dados preocupam ainda mais porque mostram que o consumo, o principal motor da economia norte-americana, vai continuar caindo. O gasto dos consumidores norte-americanos se retraiu no terceiro trimestre em 3,1% na taxa anualizada, a primeira queda desde 1991 e a maior desde 1980.
Outro indicador preocupante foi o de pedidos de auxílio-desemprego. Segundo os dados divulgados ontem, 3,84 milhões de americanos recorrem ao benefício, o maior número em 25 anos. No mesmo período de 2007, 2,59 milhões de pessoas recebiam o auxílio. Ele também é um sinalizador dos dados de desemprego de outubro, que serão divulgados hoje. A expectativa é que mais 200 mil vagas sejam eliminadas.
As montadoras americanas -que estiveram reunidas com a presidente do Congresso dos EUA, Nancy Pelosi, para negociar um pacote de ajuda ao setor- também tiveram um dia ruim. As ações de General Motors e Ford (que divulgam seus balanços hoje) caíram 13,67% e 5,26%, respectivamente.
A Blackstone, a empresa de "private equity" dona dos hotéis Hilton, perdeu US$ 503 milhões de julho a setembro e suas ações recuaram 12,21%.