Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de março de 2010

Com crise, ouro vira refúgio e cotação dispara


De agosto de 2008 para cá, os contratos de ouro no mercado internacional subiram mais de 27%, o equivalente a US$ 240

Por Agência Estado

São Paulo – A crise financeira mundial fez o preço do ouro disparar no mercado internacional. Saltos na cotação da commodity são comuns em momentos de grande incerteza econômica ou social (como guerras). Muitos investidores, durante esse tipo de turbulência, correm para a segurança que o metal representa.

Há quem afirme que o preço da onça-troy (medida que equivale a 31 gramas de ouro), hoje em US$ 1,1 mil, vai chegar a US$ 2 mil daqui a alguns meses. A maioria dos analistas, no entanto, afirma que essa não é uma seara indicada para o investidor comum. Os que decidirem arriscar mesmo assim devem estudar o tema a fundo.

De agosto de 2008 para cá, os contratos de ouro no mercado internacional subiram mais de 27%, o equivalente a US$ 240. A onça-troy saltou de US$ 860 para os atuais US$ 1,1 mil. No mercado brasileiro, as altas são ainda mais significativas, porque o preço do ouro é função da cotação no exterior e da variação do dólar ante o real. Em agosto de 2008, um grama do metal valia R$ 45. Hoje, está em torno de R$ 67, uma alta de 48%.

Apesar dos bons rendimentos verificados, especialistas alertam que a liquidez é baixa - ou seja, é complicado vender o ativo pela baixa movimentação do mercado - e, para negociar o minério, é preciso muito conhecimento técnico.

Quem tiver interesse, pode comprar ouro no mercado de balcão (por meio de um banco ou de uma corretora), ambiente de negócios em que é possível negociar apenas um grama. Neste caso, porém, o investidor está sujeito a pagar as taxas cobradas pela instituição que administrará o investimento. O mais recomendado, segundo especialistas, é adquirir o metal no pregão da BM&FBovespa, em que os contratos são de 250 gramas, hoje equivalentes a cerca de R$ 16 mil. É uma operação que, evidentemente, exige altos desembolsos. Mesmo nesse caso, para negociar, é preciso estar associado a uma corretora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Sam Zell compra 8,5% da Brazilian Finance

A Equity International, do investidor Sam Zell, tem a opção de adquirir uma participação adicional de 12,2% na Brazilian Finance & Real State.

A Equity International (EI), empresa do megainvestidor Sam Zell - conhecido por aplicar no setor imobiliário e em empresas quase falidos para lucrar com sua recuperação - anunciou a compra de 8,5% do capital social da Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) nesta segunda-feira (14/12).
O acordo entre as empresas prevê que a fundo de Zell tenha a opção de adquirir uma participação adicional de 12,2% na Brazilian Finance, que é líder do mercado brasileiro de produtos financeiro-imobiliários. Com esta operação, a EI se torna automaticamente parceira estratégica da Ourinvest Real Estate e da administradora de fundos TPG-Axon na Brazilian Finance.

De acordo com o Equity International, o rápido crescimento imobiliário no país, junto com a expansão do crédito e a queda das taxas de juros, são indicadores de que as oportunidades de desenvolvimento do setor são grandes no curto e no médio prazo. "Consideramos nosso investimento na BFRE uma decorrência natural de nosso interesse no dinâmico mercado imobiliário brasileiro", disse Gary Garrabrant, CEO da Equity International.

"A EI facilitará nosso acesso a fontes internacionais de recursos e ao mercado de capitais, o que trará um imenso valor para nossa organização", afirmou Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Finance, em comunicado ao mercado.

Em setembro de 2009, a BFRE registrou um patrimônio líquido de 491,4 milhões de reais, ativos totais de 1,4 bilhão de reais e uma carteira de financiamentos de 506 milhões de reais. No mesmo período, a companhia havia estruturado Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) -- dentre os quais os dos Shoppings Patio Higienópolis, Floripa Shopping, West Plaza e Parque Dom Pedro -- com ativos superiores a 4,4 bilhões de reais, emitido 3,3 bilhões de reais em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) através da Brazilian Securities -- líder do segmento de recebíveis residenciais.

Atualmente, Sam Zell possui cinco investimentos no Brasil - Gafisa, Bracor, BR Malls, AGV Logística e Tenda. A companhia está em seu quarto fundo. Os três primeiros levantaram 1,5 bilhão de dólares e investiram em 17 empresas. O último captou 500 milhões de dólares.

Além disso, fora do setor imobiliário, o empresário mantém negócios em empresas de energia elétrica, telecomunicações, mídia, estações de rádio e times de beisebol e basquete, como o Chicago Bulls.

Fonte: Portal Exame


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PORTFÓLIO-As lições de Dubai para o quadro da economia global

São Paulo (Reuters) - Até poucas horas atrás, a palavra Dubai parecia evocar um milagre econômico. A mais conhecida das seis monarquias que formaram os Emirados Árabes Unidos no início dos anos 1970, Dubai parecia congregar o melhor de vários mundos.

Um país pequeno (83 mil quilômetros quadrados), com pouca gente (4,7 milhões de pessoas) e com um subsolo riquíssimo em petróleo, Dubai parecia fadado a ser mais uma das ditaduras árabes em que uma minoria usufrui dos petrodólares e a massa da população vive na miséria das tendas. Esse script, porém, não valeu.

Os Emirados não apenas atingiram um elevado padrão de vida como também conseguiram algo raro para um país árabe. Sua economia reduziu a dependência do petróleo. As faraônicas construções não são palácios reais, mas hotéis e sedes de bancos.

Mais do que tijolos e concreto, Dubai conseguiu firmar-se como um centro financeiro regional, ao oferecer um ambiente favorável aos negócios e uma sociedade islâmica aberta. Por isso a forte repercussão da notícia que circulou nesta madrugada, de que a holding Dubai World estava tentando postergar o pagamento dos 59 bilhões de dólares em dívidas.

Com cerca de 80 bilhões de dólares em ativos, a Dubai World é o veículo de investimentos do governo do emirado que permite aos investidores internacionais participar, por exemplo, da construção de hotéis, resorts e marinas às margens do Golfo Pérsico. Julgava-se que as reservas em moeda forte de Dubai tornavam sua economia tão sólida quanto seus hotéis.

Financiar essas construções requer muito capital, dinheiro grosso até mesmo para um país rico em petróleo. Por isso o pesado endividamento do Dubai World, que financiou alguns dos mais suntuosos hotéis do mundo por meio da emissão de títulos no mercado internacional.

A empresa atravessou bem os piores momentos da crise graças às suas abundantes reservas em moeda forte e à recuperação recente dos preços do petróleo. No entanto, a retração econômica drenou recursos e desviou investimentos dos países emergentes, o que mostrou-se pesado para o Dubai World.

O impacto sobre o Brasil deverá ser pequeno. Além de as duas economias serem pouco conectadas, os investidores brasileiros ainda não descobriram o mercado islâmico. Ao contrário, as incursões dos bancos brasileiros no Oriente Médio são muito mais para buscar dinheiro do que para investir. Mesmo assim, é essencial falar de Dubai.

RISCOS CONTINUAM

A súbita inadimplência de um participante do mercado financeiro tido como inabalável mostra que os riscos da crise ainda estão longe de acabar. Demorou, mas a desvalorização dos imóveis e a retração dos mercados vergaram o Dubai World. Novos casos podem ocorrer, e, principalmente, podem ser gerados pelas condições atuais.

Já se discutiu à exaustão como os pacotes de ajuda governamentais injetaram trilhões de dólares em uma economia global sem demanda. Um dos efeitos colaterais negativos dessas políticas é a possibilidade de captar dinheiro barato para financiar qualquer iniciativa.

Em um artigo recente, Bill Gross, diretor do fundo norte-americano Pimco, o maior do mundo, lembrou que alguns fundos estão oferecendo um rendimento líquido de 0,01 por cento ao ano. Nesse passo, um investidor demoraria 6.932 anos para dobrar seu capital, diz Gross.

Poucos têm tanta paciência ou tanto tempo --entre os patriarcas bíblicos, nem mesmo Matusalém chegou aos mil anos de idade-- o que estimula uma busca pelo risco. Com dinheiro abundante e barato, aumenta a possibilidade de geração de novas bolhas especulativas rapidamente.

Os juros baixos nas principais economias podem acentuar surtos incontroláveis de alavancagem, com consequências imprevisíveis. Ou seja, cumpre estar atento às lições que Dubai pode nos ensinar.

* O jornalista Cláudio Gradilone assina a coluna Portfólio para a Reuters; as opiniões expressas são de sua responsabilidade.

Fonte: Portal Exame

Problemas com dívida de Dubai preocupam mercado e derrubam ações

DUBAI/LONDRES (Reuters) - Problemas com a dívida de Dubai derrubavam as ações de bancos europeus nesta quinta-feira, apesar dos esforços do emirado para minimizar o impacto dos planos de reestruturação de dívida de duas das maiores empresas da região.

As ações de bancos, que subiram nos últimos seis meses em meio à expectativa de que o pior da crise econômica global já tivesse passado, caíam para as mínimas desde maio com o medo de uma exposição a Dubai.

O emirado, cujos projetos extravagantes têm ficado em compasso de espera desde o início da crise, afirmou na quarta-feira que vai pedir aos credores das empresas Dubai World e Nakheel para adiar o pagamento de bilhões de dólares em dívidas.

Nesta quinta-feira, Dubai tentava devolver alguma confiança dizendo que a lucrativa DP World não será envolvida na reestruturação.

"Pode ser uma decisão para distinguir as companhias solventes das menos solventes, em uma tentativa de tirar peso das entidades com menos exposição", disse John Sfakianakis, economista-chefe do banco Saudi Fransi.

"Isso não alivia inteiramente as preocupações do mercado, mas pode sinalizar o começo de um processo de reestruturação e recategorização".

O anúncio de quarta-feira fez disparar o custo dos seguros de dívida de Dubai e derrubou os preços dos títulos.

A estatal Dubai World tem 59 bilhões de dólares em compromissos, informou em agosto sua subsidiária Nakheel . Esse montante representa grande parte da dívida total de Dubai, de 80 bilhões de dólares.

"Eu não teria pressa para falar em contágio. Qualquer coisa de Abu Dhabi e Catar tem o lastro de muito dinheiro. Dubai é muito mais alavancada", disse Youssef Affany, gestor de relações do Citi que é especialista na região.

"Haverá algum tipo de solidariedade vinda dos emirados e do vizinho grande, Arábia Saudita", disse.

Analistas esperam que o apoio financeiro de Abu Dhabi, vizinho que é membro dos Emirados Árabes Unidos, mantenha Dubai respirando. Mas Dubai provavelmente terá que abandonar seu modelo econômico focado em pesados investimentos no mercado imobiliário e ingressos de capital estrangeiro.

O anúncio pareceu planejado para minimizar o impacto sobre os mercados regionais; ele ocorreu após o fechamento do mercado de ações e antes do longo feriado de Eid al-Ad, que fechará muitas empresas e escritórios do governo em Dubai até 6 de dezembro.

Fonte: Portal Exame

Sem EUA, temor de moratória no Dubai mantém bolsas no negativo pela tarde

Por: Nathália A. Terra Pereira
26/11/09 - 14h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Aos que esperavam uma sessão mais tranquila em função do feriado de Ação de Graças nos EUA, que paralisa os negócios por lá, a quinta-feira (26) mostra-se justamente o contrário: um pregão de perdas no restante das bolsas no mundo, penalizadas pelo receio de calote de um fundo de investimentos do Dubai.

O Dubai World, gerido pelo governo do país, pediu uma extensão do prazo de pagamento de suas dívidas, que somam US$ 59 bilhões, alimentando temores de uma possível moratória. Os papéis de seus principais credores - Credit Suisse, Barclays e HSBC - despencam no mercado europeu.

Por aqui, o dia é de agenda econômica movimentada. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) revelou alta de 0,44% em novembro, contra 0,18% em outubro, mês em que o superávit primário do governo brasileiro cresceu para R$ 13,818 bilhões, de acordo com a Nota de Política Fiscal divulgada pelo Banco Central nesta manhã.

Petróleo, câmbio e renda fixa
O clima negativo nas bolsas se estende ao mercado de commodities. O barril de petróleo negociado em Londres registra um recuo de 1,31%, com o barril sendo negociado a US$ 77,41 cada.

No mercado cambial, o dólar comercial mantém a valorizaçãoregistrada desde a abertura, sendo cotado a R$ 1,747, o que representa uma alta de 1,16%.

Trajetória ascendente semelhante é registrada pelas taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa, em resposta também à aceleração da inflação mensurada pelo IPCA-15.

Ibovespa em queda
Acompanhando o desempenho negativo das bolsas europeias, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 2,27% nesta tarde, atingindo 66.377 pontos. Com o feriado nos EUA, o volume financeiro é baixo: R$ 1,728 bilhão.

O principal destaque negativo da sessão fica com as units da ALL (ALLL11), que caem 4,56% e são cotadas a R$ 15,70. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 58,00%.

Fonte: Infomoney

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O verdadeiro Dr. Apocalipse

O investidor suíço Marc Faber prevê um colapso da economia americana nos próximos anos -- a má notícia é que ele já acertou antes.
Poucos economistas ficam à vontade com o rótulo de Doctor Doom, ou Doutor Apocalipse. O apelido, no entanto, é recorrente -- cada crise tem seu arauto do Juízo Final. Mas as crises passam, e ninguém quer ficar eternamente associado ao pessimismo. Mesmo o economista Nouriel Roubini, que se tornou uma celebridade ao prever que a crise imobiliária traria o caos ao sistema financeiro mundial, andou rejeitando a ideia. "Eu não sou o Doutor Apocalipse", disse ele recentemente. "Sou o Doutor Realista." Com o investidor suíço Marc Faber, porém, a coisa é diferente. Aos 63 anos, ele é um pessimista convicto e sem reservas. Seu influente relatório é intitulado GloomBoomDoom, e sua página na internet é ilustrada pelas caveiras da série de pinturas A Dança da Morte, de Kaspar Meglinger. Nas últimas décadas, Faber ficou famoso por fazer previsões apocalípticas em meio a períodos de euforia coletiva, acertando na mosca em alguns casos (ele recomendou a venda de ações uma semana antes do crash de 1987, por exemplo). Hoje, não é diferente. Apesar da retomada da economia americana no terceiro trimestre e da impressionante valorização das bolsas do mundo inteiro, Faber prevê um colapso para os próximos anos. Em entrevista a EXAME, ele afirma que a conjugação de juro quase zero com déficits fiscais recordes nos Estados Unidos criará uma bolha maior que a anterior, com efeitos ainda mais nocivos. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

As bolsas estão passando por um período de valorização impressionante, e a economia americana voltou a crescer. Não é hora de deixar o pessimismo de lado e comemorar?
Não vejo motivos para comemoração. Quanto mais o mercado acionário se valorizar, pior estará a economia. Pode parecer um paradoxo, mas é fácil explicar. Enquanto a economia americana estiver na situação precária em que está, o Federal Reserve (o banco central americano) vai manter o juro perto de zero e vai continuar imprimindo dinheiro. Vem sendo assim desde o ano passado. Mas esse excesso de dinheiro não está indo para a construção de novas fábricas. Está sendo usado para comprar ações, petróleo, ouro e outros ativos que se valorizam. Enquanto a situação não melhorar, essa política continuará.

O senhor não é o maior fã de Ben Bernanke, presidente do Fed. Mas muitos afirmam que ele salvou o mundo de uma nova Depressão. Qual é o problema com Bernanke?
O problema é que ele ajudou a criar a crise. É preciso olhar para todo o histórico de Alan Greenspan, seu antecessor, e Ben Bernanke, e perguntar de onde, afinal de contas, veio a crise do ano passado. E a resposta é simples. Esses dois senhores são os maiores responsáveis por inflar a bolha imobiliária para tirar a economia da crise de 2001. Eles mantiveram a taxa de juro artificialmente baixa entre 2001 e 2007. Se você perguntar em Wall Street, todos vão dizer que amam Bernanke e Greenspan. É claro! Para Wall Street, só importa se o mercado sobe.

O senhor escreveu recentemente que o sistema vai entrar em colapso nos próximos anos. Não está exagerando?
Nenhuma das causas da crise do último ano foi atacada pelo governo americano. Temos exatamente a mesma situação de 2001, quando os juros caíram para aquecer a economia depois dos atentados terroristas. A solução foi inflar uma bolha, e isso está sendo repetido agora. Mas há uma grande diferença entre as duas situações: a disparada na dívida do governo. O próprio Congresso americano prevê uma série de déficits orçamentários de 1 trilhão de dólares anuais na próxima década. Em cinco anos, 40% do orçamento americano será usado para pagar os juros da dívida. E, nesse ponto, a única coisa a fazer é dar calotes e imprimir dinheiro, criando inflação em larga escala. Essa é a essência do problema. Haverá um colapso do governo. Os Estados Unidos se transformarão numa república de bananas.

Melhor começar a estocar comida, então?
Haverá instabilidade social em consequência disso tudo. Há algo de podre no sistema. O contribuinte salvou os bancos, e agora os bancos estão tendo lucros recordes. Mas o desemprego continua aumentando e não vai diminuir tão cedo. A inflação vai crescer, corroendo o dinheiro dos americanos. Em alguma hora as pessoas vão acordar para isso.

Há alguma forma de evitar o apocalipse?
Para começar, o governo americano deveria assumir que existe um problema. Eles têm de avisar a população de que o país vai passar por pelo menos cinco anos dolorosos, de ajuste e cortes no orçamento. O padrão de vida, claro, cairia. Mas isso não vai acontecer. Os governantes americanos se acostumaram a não pedir sacrifícios aos eleitores. Em outros países, especialmente os asiáticos, é diferente. Mas não nos Estados Unidos. Finalmente, o Fed deveria admitir que a bolha imobiliária foi causada pelo excesso de crédito na economia. Mas também nesse aspecto não há razões para otimismo. Afinal, a máquina de imprimir dinheiro está funcionando a toda.

O dólar está perdido?
Quando eu olho para as ações do Fed, concluo que eles não têm o menor interesse num dólar forte. Pelo contrário. Paul Krugman (prêmio Nobel de Economia de 2008) disse recentemente que o dólar barato é bom, e acho que o Fed acredita nisso.

Como um investidor pode se proteger desse colapso?
Antes do colapso final, o governo vai inflar a bolha alucinadamente. Então, a última coisa que um investidor quer, nesse cenário, é ter títulos da dívida americana. Mas haverá muitas oportunidades para ganhar dinheiro até lá. Fui entrevistado em março e disse que o mercado acionário dispararia. Recomendei o investimento em commodities no início do ano. Se os governos continuarem imprimindo dinheiro nesse ritmo, o Dow Jones pode chegar a 2 milhões de pontos! Finalmente, é importante notar que os países emergentes estão em situação completamente distinta. É impressionante como China, Brasil e Vietnã, por exemplo, se desenvolveram nas últimas décadas. Esses países continuarão crescendo e são mais atraentes para os investidores do que os países ricos.

O senhor é considerado um investidor do contra há décadas. De onde vem tanto pessimismo?
Eu me habituei a recomendar a venda de coisas que estavam na moda e a compra de coisas que estavam fora de moda. É muito difícil encontrar opiniões assim em Wall Street, pois, se seu conselho demora para dar certo, você perde o emprego. Por isso todos os analistas seguem a manada. Mas encontrei muitos clientes dispostos a ouvir a opinião de alguém que vai contra a manada. Eles entendem, e isso é muito importante, que é impossível prever exatamente quando o mercado vai virar. O máximo que se pode fazer é entender o que está acontecendo e traçar cenários. Quando comecei a dizer que o mercado japonês ia derreter, em 1988, a euforia durou mais 18 meses. O mesmo aconteceu quando recomendei que as pessoas apostassem contra a Nasdaq, em 1999. A Nasdaq subiu mais 100% até 2000! Quando você é do contra, tem de se acostumar a ficar sozinho. Se todos começam a concordar com você, é melhor tomar cuidado.

Tudo bem, então, chamá-lo de Doutor Apocalipse?
Claro, não há problema algum.

Fonte: Portal Exame

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Para Bernanke, política dos EUA precisa atuar com vigor

01 de Dezembro de 2008 | 17:33
Ele afirmou que mais cortes nas taxas de juro, do atual patamar de 1 por cento, são "certamente factíveis", mas sugeriu que o Fed também usa outras medidas não convencionais para ajudar no crescimento.

"Apesar de a política convencional de taxa de juro estar limitada ao fato de as taxas nominais não poderem cair abaixo de zero, a segunda ferramenta do Federal Reserve --a provisão de liquidez-- continua efetiva", acrescentou.

Bernanke afirmou que o Fed pode adquirir diretamente títulos de longo prazo do Tesouro de forma a influenciar os retornos e estimular a demanda.

"Além disso, o Federal Reserve pode dar suporte à liquidez não somente para instituições financeiras mas também diretamente nos mercados financeiros, assim como fizemos recentemente com o mercado de commercial paper."

A expectativa é de que o Fed corte a taxa de juro em 0,50 ponto percentual na próxima reunião, marcada para 15 e 16 de dezembro, e adote outras medidas para impulsionar a liquidez dos mercados financeiros e limitar a fraqueza econômica.

"A duração da turbulência financeira é díficil de julgar, e então a incerteza ao redor das perspectivas econômicas é notávelmente grande. Mesmo que o funcionamento dos mercados financeiros continue melhorando, as condições econômicas irão provavelmente continuar fracas por um tempo", avaliou.

Fonte: Portal Exame

Para Bernanke, política dos EUA precisa atuar com vigor

01 de Dezembro de 2008 | 17:33
Ele afirmou que mais cortes nas taxas de juro, do atual patamar de 1 por cento, são "certamente factíveis", mas sugeriu que o Fed também usa outras medidas não convencionais para ajudar no crescimento.

"Apesar de a política convencional de taxa de juro estar limitada ao fato de as taxas nominais não poderem cair abaixo de zero, a segunda ferramenta do Federal Reserve --a provisão de liquidez-- continua efetiva", acrescentou.

Bernanke afirmou que o Fed pode adquirir diretamente títulos de longo prazo do Tesouro de forma a influenciar os retornos e estimular a demanda.

"Além disso, o Federal Reserve pode dar suporte à liquidez não somente para instituições financeiras mas também diretamente nos mercados financeiros, assim como fizemos recentemente com o mercado de commercial paper."

A expectativa é de que o Fed corte a taxa de juro em 0,50 ponto percentual na próxima reunião, marcada para 15 e 16 de dezembro, e adote outras medidas para impulsionar a liquidez dos mercados financeiros e limitar a fraqueza econômica.

"A duração da turbulência financeira é díficil de julgar, e então a incerteza ao redor das perspectivas econômicas é notávelmente grande. Mesmo que o funcionamento dos mercados financeiros continue melhorando, as condições econômicas irão provavelmente continuar fracas por um tempo", avaliou.

Fonte: Portal Exame

BOLSAS: Ásia em baixa após confirmação de recessão nos EUA

As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira, afetadas pela confirmação de que a economia dos Estados Unidos está em recessão desde 2007. A notícia, somada a publicação de indicadores econômicos abaixo do esperado e a atuação emergencial dos bancos centrais do Japão e da Austrália - para estimular as economias locais, deterioraram o ânimo dos investidores e incentivaram a venda de ações nos pregões.

O Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA (NBER, sigla em inglês) informou ontem que a economia norte-americana está em recessão há doze meses. A evidência de uma retração se fez sentir durante meses: produção reduzida, salários estagnados e centenas de milhares de demissões. A confirmação derrubou os mercados na Europa e em Wall Street.

Na Ásia, o cenário não poderia ser diferente. Entre os principais índices da região, o Nikkei 225 de Tóquio teve forte baixa de 6,35%, para 7.863,69 pontos, também influenciado negativamente pela desvalorização do dólar ante o iene. A divisa norte-americana encerrou o dia cotada a 93,17 ienes, contra 95,24 ienes da última sessão.

O setor exportador nipônico liderou as perdas no pregão. As ações daItochu, por exemplo, despencaram 12,21%. Grandes companhias que exportam para os EUA, como CanonSony e Honda perderam 6,22%, 4,63% e 6,86%, respectivamente. Já os papéis da Toyota caíram 3,57%, afetados também pelo anúncio de que a empresa reduzirá em 10% o pagamento de bônus para aproximadamente 5.000 diretores.

Ainda hoje, o Banco do Japão (BoJ, central) optou por manter inalterada a taxa básica de juros, atualmente fixada em 0,30% ao ano, após o término de uma reunião extraordinária. A autoridade monetária decidiu também aceitar, como garantia dos empréstimos que concede aos bancos comerciais, obrigações do setor privado de qualidade média.

Na Coréia do Sul, o índice Kospi de Seul recuou 3,34%, para 1.023,20 pontos. A revisão para baixo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 0,5% entre julho e setembro deste ano, em relação ao trimestre anterior, deteriorou as perspectivas para o futuro da economia local. Além disso, as cinco maiores fabricantes de veículos sul-coreanas também reportaram quedas nas vendas de novembro, afetadas principalmente pelo recuo da demanda doméstica.

Em Hong Kong, o indicador referencial Hang Seng caiu 4,98%, para 13.405,85 pontos. Na China, o índice Xangai Composto teve ligeira perda de 0,26%, para 1.889,63 pontos. Já em Sydney, o All Ordinaries perdeu 4,02%, para 3.473,40 pontos, mesmo com a atuação da autoridade monetária local para estimular a economia do país.

Banco Central da Austrália reduziu hoje a taxa básica de juros em 1%, para 4,25% ao ano. É o menor nível do juro australiano em seis anos. Além disso, a decisão também representa a maior série de cortes na taxa básica realizada no país desde a recessão em 1991.

No mercado de commodities, os preços do petróleo atingiram durante a madrugada os US$ 47,58 por barril, registrando o menor valor desde 20 de maio de 2005. Há instantes, o barril era negociado a US$ 48,00 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês), alcançando uma queda de 2,60%. Desde 11 de julho de 2008, quando atingiu o recorde de US$ 147,27 por barril, os preços da commodity já recuaram 67%.

Fonte: (Marcel Salim - InvestNews)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Recessão nos EUA começou em 2007, afirma instituto

A economia dos Estados Unidos está em recessão desde dezembro de 2007, anunciou nesta segunda-feira o Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês). A instituição reúne economistas encarregados oficialmente de estudar os ciclos econômicos.

Segundo esse grupo privado de economistas, que estabelece a data de início e fim dos processos de recessão, a última vez em que os Estados Unidos estiveram nesta situação foi entre março e novembro de 2001. E, já com 12 meses, a contração atual é mais longa que a anterior, que durou oito meses.

O instituto não usa o critério usual do mercado financeiro, de que uma recessão é caracterizada por dois trimestre consecutivos de retração do PIB (Produto Interno Bruto). Desde 2007, a economia americana encolheu duas vezes, se considerada a variação trimestral, mas não consecutivamente (veja tabela abaixo).

"Uma recessão é uma queda significativa da atividade econômica, que se espalha por seus setores, dura mais do que alguns poucos meses, e é normalmente visível na produção, no emprego, na renda real e em outros indicadores", indicou o comitê.

A perda líquida de mais de 1,2 milhão de postos de trabalho nos nove primeiros meses do ano foi, até agora, o fator que determinou mais o começo da contração, acrescentou.

A expansão econômica que se prolongou durante 73 meses, de novembro de 2001 a dezembro de 2007, foi mais breve que o ciclo anterior de expansão de dez anos.

O governo destacou que a economia dos Estados Unidos se contraiu a um ritmo anual de 0,5% no terceiro trimestre, após um crescimento anual de 2,8% nos três meses anteriores. 

"A recessão começa quando a economia alcança um pico de atividade e termina quando a economia atinge seu ponto mais baixo. Entre os dois extremos, a economia está em expansão", explicou.

O comitê destaca que "identificou dezembro de 2007 como o mês no qual a economia atingiu seu auge, após ter determinado que o subseqüente declive da atividade econômica foi amplo o suficiente para ser classificado como uma recessão". 

(Com informações de Efe e France Presse)

Representantes do grupo Lorentzen deixam conselho da Aracruz

Pouco mais de um mês após anunciar uma perda bilionária com derivativos de câmbio, a Aracruz anunciou na sexta-feira três baixas em seu conselho de administração, todos ligados ao grupo Lorentzen, que controla o fabricante de celulose junto com os grupos Votorantim e Safra.  
Em comunicado ao mercado, a empresa informou que Haakon Lorentzen, membro titular do conselho desde 1991, Eliezer Batista, desde 1996, e Luiz Aranha Corrêa do Lago, desde 2004, renunciaram às suas cadeiras.  
Nas últimas reuniões do conselho de administração, os representantes do Lorentzen vinham se abstendo de votar, com a justificativa de que o grupo assinou um contrato de venda de suas ações à Votorantim e que, portanto, deveriam evitar que as suas decisões pudessem vir a ser contestadas por falta de legitimidade.  
Pouco antes das perdas virem à tona, a família Lorentzen estava prestes a fechar a venda de sua fatia, de 28% do capital votante da Aracruz, ao Grupo Votorantim, que também detém 28% das ações ordinárias, por R$ 2,7 bilhões.  
Também saíram os suplentes Alex Harry Haegler, Mauro Agonilha e Carlos Jürgen Temke, sendo que os dois últimos ocupavam postos nos comitês de auditoria e estratégico, respectivamente. 

Desde que anunciou as perdas, que atualizadas somam uma dívida de US$ 2,1 bilhões, a Aracruz viu o valor de suas ações preferenciais caírem 75,7%, para os R$ 2,04 registrados no fechamento do pregão de sexta-feira. Os papéis ordinários perderam 56,6% de seu valor, para R$ 3,65.  
Na semana passada, os acionistas do grupo decidiram, em assembléia, que vão entrar com uma ação judicial para tentar responsabilizar o ex-diretor financeiro e de relações com Investidores da empresa Isac Zagury pelo prejuízo nas operações com derivativos.  
Em entrevista ao Valor, Zagury afirmou que não violou as normas de política financeira da Aracruz e que o comitê de finanças - formado por um representante de cada acionista controlador - sabia das operações.  
Paralelamente, investidores internacionais da companhia entraram na semana passada com uma ação por supostos danos causados pela empresa, que teria violado as leis americanas de mercado de capitais por conta da realização de operações com os derivativos cambiais.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

EUA lançam pacote para reativar crédito

Em sua quarta intervenção no mercado financeiro em três meses e a segunda em menos de 48 horas, o governo americano anunciou um pacote de US$ 800 bilhões para descongelar o crédito. Equivalente ao PIB da Holanda, é o maior valor empregado em iniciativas do tipo na história dos EUA, ultrapassando em US$ 100 bilhões o recorde anterior, do pacote de auxílio a instituições financeiras aprovado no Congresso.

O plano parte da constatação da administração do republicano George W. Bush de que, mesmo com todas as intervenções e injeções de dinheiro que fez ou se comprometeu a fazer até agora, os bancos ainda não voltaram a emprestar ao consumidor final no ritmo de antes da crise. Isso vem enfraquecendo como um todo uma economia em que o consumo responde por 70% do PIB.
Pelo pacote, anunciado ontem em Washington pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, o Federal Reserve de Nova York, a mais importante das 12 subdivisões do banco central americano, compromete-se a emprestar até US$ 200 bilhões a instituições financeiras com papéis baseados em títulos de dívidas de consumo, como financiamento de carro, dívidas de crédito e financiamento estudantil.

É uma das frentes principais, que ajuda diretamente consumidores e pequenas empresas endividados. O plano "dá liquidez às instituições, e parece claro que é o empréstimo direto que ajudará os consumidores", disse Henry Paulson.
Outra é a compra pelo Fed de até US$ 500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas garantidas por Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae, as três gigantes hipotecárias, parcialmente operadas pelo governo. Outros US$ 100 bilhões serão gastos em papéis de dívida emitidos por essas instituições. É a frente voltada a fazer o mercado imobiliário voltar a financiar.
O pacote foi divulgado no mesmo dia em que o Departamento de Comércio anunciou revisão dos dados do PIB dos EUA no terceiro trimestre. A economia recuou 0,5%, sua maior retração desde o terceiro trimestre de 2001, ano do ataque terrorista de 11 de Setembro. A avaliação anterior era de uma retração de 0,3% -a diferença é atribuída a uma queda maior nos gastos de consumo.
Chega ainda no momento em que o presidente eleito, Barack Obama, insinua-se mais na condução da economia, ao apressar-se em revelar seus responsáveis para o setor. Após anunciar na segunda-feira o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, apontou ontem o diretor de Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, e disse que faria uma reforma no plano de gastos do governo. O democrata convocou nova coletiva sobre economia para hoje.

Só o começo
Os valores envolvidos na transação impressionam. Com o pacote de ontem, o total gasto ou comprometido pelo governo norte-americano até agora chega a US$ 5,4 trilhões, ou 8% da riqueza produzida pelo mundo inteiro em um ano. Para efeito de comparação, o PIB brasileiro é de US$ 1,4 trilhão, ou pouco menos do que apenas dois dos pacotes principais do governo americano, o de ontem e o aprovado em outubro.
Ainda assim, é só o começo, como disse ontem Henry Paulson. "Vai levar um tempo para colocar esse programa de pé e funcionando, mas ele pode ser expandido e aumentado com o tempo", afirmou o secretário do Tesouro. O número 1 da economia norte-americana vem sendo criticado por mandar sinais contraditórios e erráticos em suas ações, o que assusta os mercados ao sugerir que o governo esgota suas opções.

Há pouco mais de uma semana, Paulson foi ao Congresso dizer que os mercados estavam estabilizados e ele não precisaria usar a segunda metade do pacote de US$ 700 bilhões aprovados pelo Legislativo. Disse também que havia mudado de idéia quanto à proposta original, de comprar os chamados papéis podres de instituições financeiras em dificuldade, e que injeções diretas de capital faziam mais sentido.
Poucos dias depois, o governo teve de aprontar às pressas novo pacote de resgate ao Citigroup, cujos detalhes foram revelados anteontem. O plano de salvamento do segundo maior banco norte-americano marcou um novo passo, que mistura os dois primeiros. Já o de ontem mostra um outro rumo.
"O governo parece não saber o que está fazendo", disse à Folha Simon Johnson, ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), hoje no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "E o que está fazendo não está dando resultado."

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Google planeja corte significativo de terceirizados

O Google Inc. confirmou ontem que está em processo de "significativa" redução do número dos atuais trabalhadores terceirizados, mas o gigante de buscas e de publicidade na internet afirmou que não tem planos, neste momento, de dispensar empregados. "Antes mesmo da crise econômica se tornar aguda, já pensávamos sobre uma redução significativa no número de colaboradores terceirizados", disse a porta-voz da companhia, Jane Penner. A empresa não quis especificar quantos destes contratos poderiam ser encerrados, e Penner também não sinalizou quando o Google o faria. A companhia encerrou o terceiro trimestre com 20.123 empregados e aproximadamente 10 mil terceirizados. Nestes aproximadamente 10 mil contratos de trabalho estão incluídos trabalhadores temporários, aqueles não ligados a nenhuma empresa e prestadores de serviços gerados por vendas. Esses contratados não recebem os benefícios oferecidos pela empresa. O corte de colaboradores desta categoria foi sinalizado no mês passado pelo co-fundador Sergey Brin, que disse ao jornal californiano San Jose News que os gastos com esses trabalhadores estavam "realmente elevados." Os planos de reduzir o número de empregados indiretos são parte dos esforços da companhia de frear seus custos, num momento de queda do frenético ritmo de seu crescimento, devido à retração econômica e ao enfraquecimento do mercado de publicidade online. A companhia também anunciou recentes medidas para reduzir alguns de seus excessos e cancelar algumas linhas de produtos não lucrativos. As informações são da Dow Jones.

Gerdau paralisa produção de parte da Açominas e pára no Peru

SÃO PAULO - O Grupo Gerdau tomou decisão de suspender a produção de aço em duas unidades: na Gerdau Açominas, em Minas Gerais, e na Siderperú, no norte do Peru.

Na Açominas, a companhia vai parar o alto-forno número 1 de 15 de dezembro até 15 de março, o que levará a uma queda de 16% na produção (base anual), o que representa um volume de 720 mil toneladas no período. Enquanto estiver paralisada, a Gerdau vai aproveitar para antecipar a reforma no referido forno, anteriormente programada para o ano que vem.

Dessa maneira, a empresa afirma que não demitirá funcionários, pois utilizará a mão-de-obra para fazer a manutenção das usinas. Para continuar a atender o mercado, a Gerdau utilizará o próprio estoque.

No Peru, as operações foram suspensas desde ontem e deverão ser retomadas de forma gradual em janeiro de 2009.

O motivo dessas medidas, segundo a companhia, é a queda de demanda de produtos siderúrgicos causados pela crise internacional

(Ivo Ribeiro | Valor Econômico para Valor Online)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ajuda ao Citigroup anima mercados e deve favorecer abertura doméstica

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
24/11/08 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Animados com o pacote governamental de apoio ao Citigroup, os mercados globais operam em forte alta nesta segunda-feira (24), trazendo tendências positivas para os negócios em âmbito doméstico.

Com o apoio significativo dado à instituição financeira, o governo dos EUA reduz as incertezas presentes no mercado e transmite maior segurança em relação ao problemático setor, trazendo ânimo aos investidores em escala global.

Em dia de fraca agenda corporativa, os mercados esperam a confirmação dos nomes da equipe econômica do próximo presidente norte-americano, Barack Obama, além de acompanhar o agitado noticiário corporativo desta sessão, com destaque para grandes ofertas de ações.

"As ações estão baratas. (...) Isto não significa necessariamente que as valuations chegaram ao seu fundo", afirmam os analistas do BMO. No entanto, ressaltam que "em todos os episódios passados de contração, as ações vivenciaram múltiplos ciclos de alta com ganhos superiores a 30%. Parece que o próximo ainda está escondido".

Noticiário corporativo
Dando sinais claros de fragilidade do mercado internacional de minérios, Vale e BHP Billiton anunciaram a redução da produção de sua joint venture Samarco, cujo potencial é de 21,6 milhões de toneladas métricas por ano, em cerca de dois terços.

Já a Anheuser Busch InBev anunciou a emissão de 986,1 milhões de novas ações, a fim de arrecadar cerca de US$ 9,8 bilhões e cobrir parte do dinheiro gasto com a recente aquisição da Anheuser Busch.

No entanto, as atenções dos investidores recaem sobre o plano do governo dos EUA de apoio ao Citigroup, que garantirá cerca de US$ 306 bilhões em ativos problemáticos da instituição, além de garantir a injeção de US$ 20 bilhões, em troca de ações preferenciais da instituição financeira.

Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos e os mais importantes índices de referência europeus registram fortes ganhos nesta segunda-feira, que reservará a divulgação de dados sobre a venda de casas usadas nos Estados Unidos. O bom humor em nível global deverá favorecer as negociações durante a abertura desta sessão.

No último pregão, o Ibovespa despencou 6,45%, atingindo 31.251 pontos. De acordo com analistas do Scotia Bank, "por causa de suas ligações com a economia norte-americana, o México deverá ser o maior responsável pela queda nos mercados emergentes. A atividade econômica no Brasil, Chile e Peru deverá seguir estes desenvolvimentos com maior distância".

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Acompanhando mau humor externo, ADRs brasileiros fecham em forte baixa

Por: Felipe Abi-Acl de Miranda
20/11/08 - 19h35
InfoMoney

SÃO PAULO - A quinta-feira (20) foi de volatilidade e pessimismo nos mercados internacionais, mantendo-se a tendência verificada nos últimos pregões. Por conta do feriado pelo Dia da Consciência Negra, não houve negociações na BM&F Bovespa.

Na Ásia e na Europa, as bolsas fecharam com queda expressiva, sob temores de uma recessão mais pronunciada nas economias desenvolvidas e conseqüente recuo do preço de commodities.

Em Wall Street, os principais índices de ações esboçaram alguma recuperação no meio da tarde diante de um acordo bipartidário entre congressistas norte-americanos para socorrer as montadoras. Ao final, porém, as bolsas dos EUA também cederam ao temor de queda da atividade econômica, tensões no setor financeiro e queda de papéis ligados a commodities - o barril de petróleo veio abaixo de US$ 50 em Nova York e pressionou títulos ligados à matéria-prima.

Acompanhando o mau humor externo, os principais ADRs brasileiros encerraram em baixa, o que pode ser um prenúncio de dificuldades na abertura de sexta-feira. Papéis atrelados ao setor financeiro e a commodities foram sensivelmente penalizados.

Indicadores ruins nos EUA
Pela manhã, as bolsas norte-americanas chegaram a cair quase 3% depois da publicação do indicador Initial Claims. O número de pedidos de auxílio-desemprego veio bem acima do esperado pelo mercado na última semana nos EUA, marcando um total de 542 mil novos pedidos.

Depois, os investidores avaliaram o Leading Indicators, que registrou variação negativa de 0,8% no mês de outubro, pior do que o previsto pelo mercado, que esperava recuo de 0,6%. O indicador é um relatório que compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra, permissões para construção entre outros.

Confira as cotações

EmpresaCódigoVariação (%)
AmBevABV-3,92%
AracruzARA-11,70%
BradescoBBD-11,73%
BrT ParticipaçõesBRP-6,06%
BraskemBAK-6,84%
CopelELP-8,41%
CSNSID-10,67%
EmbraerERJ-8,00%
GerdauGGB-13,40%
ItaúITU-10,22%
NetNETC-7,93%
Pão de AçúcarCBD-8,42%
PetrobrasPBR-16,35%
SabespSBS-12,87%
SadiaSDA-11,68%
TIM ParticipaçõesTSU-6,76%
TelemarTNE-8,02%
Telemig CelularTMB-6,54%
TelespTSP-7,21%
UnibancoUBB-9,81%
ValeRIO-12,18%
VCPVCP-7,93%
Vivo ParticipaçõesVIV-8,99%

Indicação 
A oscilação dos ADRs, que são títulos emitidos por um banco depositário norte-americano e que representam ações de empresas brasileiras, tende a indicar a direção da abertura do mercado brasileiro na sessão seguinte.

Fonte: Infomoney