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terça-feira, 25 de novembro de 2008

Soros diz que EUA precisa de bilhões a mais em planos de ajuda

BERLIM (Reuters) - A economia norte-americana precisa de 300 a 600 bilhões de dólares em planos de ajuda para enfrentar a crise financeira, disse o investidor bilionário George Soros segundo uma publicação semanal alemã.

Soros disse à revista Der Spiegel que os Estados Unidos precisam de um programa de infra-estrutura, assim como de um grande pacote de estímulo econômico para fornecer dinheiro suficiente às suas cidades e Estados.

"Isso excedeu às minhas expectativas mais ousadas", disse Soros à revista, que começa a circular na segunda-feira. Ele se referiu à dimensão da crise financeira global.

O governo norte-americano lançou um pacote de ajuda de 700 bilhões de dólares para lidar com o tumulto nos mercados.

Mas Soros criticou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, por reagir tarde demais à crise.

"Ele somente reagiu ao problema depois que ele já tinha surgido. Ele não teve habilidade para perceber que estes problemas estavam vindo", disse Soros, acrescentando que Paulson estava "completamente despreparado" para a falência do banco de investimentos Lehman Brothers.

Soros afirmou que tem grandes expectativas quanto à habilidade do presidente eleito Barack Obama de tomar medidas apropriadas.

"A duração da crise depende do sucesso de suas políticas", disse. "Eu tenho grandes esperanças em relação a Obama".

(Reportagem de Kerstin Gehmlich)

Fonte: PortalExame

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ajuda ao Citigroup anima mercados e deve favorecer abertura doméstica

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
24/11/08 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Animados com o pacote governamental de apoio ao Citigroup, os mercados globais operam em forte alta nesta segunda-feira (24), trazendo tendências positivas para os negócios em âmbito doméstico.

Com o apoio significativo dado à instituição financeira, o governo dos EUA reduz as incertezas presentes no mercado e transmite maior segurança em relação ao problemático setor, trazendo ânimo aos investidores em escala global.

Em dia de fraca agenda corporativa, os mercados esperam a confirmação dos nomes da equipe econômica do próximo presidente norte-americano, Barack Obama, além de acompanhar o agitado noticiário corporativo desta sessão, com destaque para grandes ofertas de ações.

"As ações estão baratas. (...) Isto não significa necessariamente que as valuations chegaram ao seu fundo", afirmam os analistas do BMO. No entanto, ressaltam que "em todos os episódios passados de contração, as ações vivenciaram múltiplos ciclos de alta com ganhos superiores a 30%. Parece que o próximo ainda está escondido".

Noticiário corporativo
Dando sinais claros de fragilidade do mercado internacional de minérios, Vale e BHP Billiton anunciaram a redução da produção de sua joint venture Samarco, cujo potencial é de 21,6 milhões de toneladas métricas por ano, em cerca de dois terços.

Já a Anheuser Busch InBev anunciou a emissão de 986,1 milhões de novas ações, a fim de arrecadar cerca de US$ 9,8 bilhões e cobrir parte do dinheiro gasto com a recente aquisição da Anheuser Busch.

No entanto, as atenções dos investidores recaem sobre o plano do governo dos EUA de apoio ao Citigroup, que garantirá cerca de US$ 306 bilhões em ativos problemáticos da instituição, além de garantir a injeção de US$ 20 bilhões, em troca de ações preferenciais da instituição financeira.

Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos e os mais importantes índices de referência europeus registram fortes ganhos nesta segunda-feira, que reservará a divulgação de dados sobre a venda de casas usadas nos Estados Unidos. O bom humor em nível global deverá favorecer as negociações durante a abertura desta sessão.

No último pregão, o Ibovespa despencou 6,45%, atingindo 31.251 pontos. De acordo com analistas do Scotia Bank, "por causa de suas ligações com a economia norte-americana, o México deverá ser o maior responsável pela queda nos mercados emergentes. A atividade econômica no Brasil, Chile e Peru deverá seguir estes desenvolvimentos com maior distância".

Fonte: Infomoney

Obama oficializa sua equipe econômica e confirma nomes de Geithner e Summers

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
24/11/08 - 15h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O presidente-eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, oficializou na tarde desta segunda-feira (24) os nomes que integrarão sua equipe econômica. Dentro do esperado, Obama confirmou Timothy Geithner para o posto de secretário do Tesouro e Lawrence Summers como chefe do Conselho Econômico Nacional.

Os dois nomes já haviam sido antecipados pela mídia internacional. O grande destaque fica por conta do substituto de Henry Paulson no Departamento de Tesouro. O anúncio de Geithner, atual presidente do Federal Reserve de Nova York, foi bem recebido. Mesmo apontado como favorito ao posto, o aparecimento de seu nome rendeu forte rali a Wall Street no final da última sexta-feira, além de comentários favoráveis dos analistas.

"O vice-presidente eleito - Joe Biden - e eu formamos a equipe econômica a partir da visão e experiência necessárias para estabilizar nossa economia, criar empregos e trazer a América de volta aos trilhos", afirmou Obama no anúncio oficial. Paralelamente, confirmou que o Congresso norte-americano deve votar o novo pacote de estímulo econômico já em janeiro.

Além dos nomes de Summers e Geithner, foram anunciados Christina Romer para diretoria do conselho de assessoreseconômicos e Melody Barnes para o posto de conselheiro de política interna. 


Timothy F. Geithner

É presidente do Federal Reserve de Nova York desde novembro de 2003, além de membro do Fomc (Federal Open Market Committee), comitê que decide a política monetária dos EUA. Ele também atuou no Departamento de Tesouro norte-americano em 1988 e por mais cinco administrações passando por vários cargos. Entre 1999 e 2001, atuou como subsecretário do Tesouro para Assuntos Internacionais nas administrações dos secretários Robert Rubin e Lawrence Summers.

Foi diretor do Departamento de Desenvolvimento Político e Revisão do FMI (Fundo Monetário Internacional) de 2001 até 2003. Antes de aderir ao Tesouro, Geithner trabalhou para a Kissinger Associates Inc.


Lawrence H. Summers

É professor da Universidade de Harvard, instituição que também presidiu de julho de 2001 até junho de 2006. Antes, entre 1991 e 1993, foi economista chefe do Banco Mundial. Lá trabalhou no desenho de estratégias para ajuda a países em desenvolvimento, serviu no comitê de empréstimos do banco e guiou o setor de pesquisa bancária e estatística. A sua pesquisa esteve focada na demonstração da influência do alto retorno do investimento na educação em meninas nos países em desenvolvimento. Em 1993, foi nomeado subsecretário do Tesouro. Em 1995 e 1997, atuou em conjunto com Rubin no desenho de respostas às crises financeiras do México e da Ásia.

Entre 1999 e 2001, serviu como secretário do Tesouro na administração de Bill Clinton, depois da saída de Robert E. Rubin. Durante seu mandato, o governo norte-americano recomprou títulos da dívida com o uso de excesso de recursos do orçamento pela primeira vez desde a década de 1920. Liderou esforços para modernizar o sistema financeiro e, internacionalmente, trabalhou para inserir a China na OMC (Organização Mundial do Comércio). 

Fonte: Infomoney

sábado, 22 de novembro de 2008

Após nomeações de Obama, Wall Street arranca no final e fecha sessão com forte alta

Por: Equipe InfoMoney
21/11/08 - 19h35
InfoMoney

SÃO PAULO - Depois de operarem com forte volatilidade durante boa parte do pregão, as principais bolsas norte-americanas reagiram de forma favorável às nomeações de Barack Obama para seu gabinete e encerraram o pregão desta sexta-feira (21) com expressiva valorização, apagando as perdas observadas na véspera.

A sessão começou instável, com os investidores repercutindo o noticiário corporativo envolvendo importantes companhias do país. Destaque para os rumores de que o Citigroup estaria próximo de vender seus ativos, que foram descartados pelo CEO da instituição, Vikram Pandit. Em resposta, os papéis do Citi despencaram 19,96%, revertendo a alta de mais de 15% registrada no começo do dia.

Em adição, cabe ressaltar a forte valorização dos papéis automobilísticos, através das ações de GM (6,25%) e Ford (2,88%). Tal otimismo pauta-se na iminência do auxílio estatal, já que o Congresso dos EUA limitou até o próximo dia 2 a apresentação de um plano de viabilidade para continuação das operações das companhias.

Surpresa no final do pregão
No entanto, a grande notícia do dia ficou guardada para o final. Pegando de surpresa os mercados, foi informado que Hillary Clinton assumirá a pasta de secretária de Estado, cargo hoje ocupado por Condoleezza Rice. Já o cargo de secretário de Tesouro ficará com o atual presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner.

Os nomes foram bem aceitos pelo mercado e consolidaram os índices norte-americanos no campo positivo. Antes, a valorização dos negócios por lá era sustentada principalmente pelas commodities, que mostraram ajustes positivos em suas cotações e impulsionaram os papéis de mineradoras e petrolíferas como os da ExxonMobil, cuja alta superou os 10%.

A expectativa agora é de que o novo presidente dos Estados Unidos anuncie na próxima segunda-feira (24) o restante de sua equipeeconômica, em um esforço para reduzir as tensões nos mercados.

Wall Street dispara
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em forte alta de 6,54% a 8.046 pontos, acumulando no ano forte baixa de 39,34%.

Já o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos Estados Unidos, encerrou o pregão em forte valorização de 6,32% atingindo 800 pontos e caindo 45,52% no ano.

Por fim, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 5,18% chegando a 8.046 pontos e acumulando no ano forte baixa de 47,81%. 

Fonte: Infomoney