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quarta-feira, 23 de março de 2011

Como Pequim deve governar o mundo

"Reforma e abertura" tem sido o mantra da China há mais de três décadas. O resultado tem sido não apenas o surgimento de uma nova superpotência econômica, mas de uma superpotência extremamente integrada à economia mundial. Uma grande questão é, então, como deveria a China usar sua influência. É uma questão que abordei no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. Meu argumento foi de que a China alcançou a grandeza e agora tem essa responsabilidade sobre seus ombros.
Esse colosso é hoje o maior exportador mundial e segundo maior importador (depois dos EUA), a menos que a União Europeia seja tratada como uma entidade unidade. A China detém os maiores superávits comercial e em conta corrente do mundo e possui um terço das reservas monetárias mundiais. Seu fluxo de poupança é o maior do mundo. É o maior importador de muitas commodities e determina os preços de muitos produtos. A influência da China é, em suma, tanto generalizada como crescente. Contudo, é também um país em desenvolvimento governado pelo Partido Comunista, combinação sem precedentes.
A China precisa desenvolver sua própria visão de como usar a sua influência. Ao fazer isso, terá de começar por uma definição de seus interesses e objetivos nacionais. O interesse da China, em minha opinião, está em um ambiente político e econômico mundial estável, pacífico e cooperativo. Somente em tal mundo poderá a China conseguir sustentar um desenvolvimento rápido.
Como deveria a China atingir seu objetivo? Em linhas gerais, a melhor maneira de fazê-lo seria mediante maior desenvolvimento do sistema mundial baseado em regras sobre uma base institucional. A alternativa óbvia seria um arranjo hierárquico, com a China no ápice. Mas tal abordagem, receio, resultaria em conflitos incontroláveis com as outras grandes potências. Com essa ideia em mente, consideremos comércio, pagamentos, finanças e recursos naturais.
Como crescente potência comercial mundial, a China é a sucessora natural dos EUA como guardiã do sistema de comércio aberto. Assim é importante que respeite normas e princípios do sistema e desempenhe um papel importante em seu posterior desenvolvimento.
Como crescente potência comercial mundial, a China é a sucessora natural dos EUA como guardiã do sistema de comércio aberto. É importante, por isso, que a China respeite todas as normas e princípios do sistema e desempenhe um papel importante em seu desenvolvimento ulterior. A China deveria desempenhar um papel no sentido de levar a interminável Rodada Doha a algum tipo de conclusão. A China tem crescente interesse em proteger sua propriedade intelectual e, por essa razão, interesse correspondente em assegurar sua própria adesão a essas regras. A China também tem um forte interesse em proteger seu crescente investimento estrangeiro direto. Por essa razão, deve defender as regras de proteção dos investimentos diretos estrangeiros. Finalmente, como ator no comércio mundial, a China tem forte interesse em assegurar que os acordos comerciais regionais que cria, ou aos quais adere, sejam compatíveis com as regras mundiais.
Quanto aos pagamentos, a questão imediata diz respeito aos desafios criados, para a China e seus parceiros, em decorrência de seus enormes comércio e superávits em conta corrente. Felizmente, a própria China reconhece que o resultado revelou-se, internamente, desestabilizador. Chen Demin, ministro do Comércio da China, declarou recentemente que o objetivo agora é "estabilizar as exportações, ampliar as importações e reduzir o superávit". Além disso, acrescentou ele: "Espera-se que, neste ano, as importações cresçam mais rápido do que as exportações. A participação do superávit comercial no PIB poderá ficar abaixo de 3,1%, inferior à de 2010". De fato, os superávits comerciais chineses, embora ainda enormes, são cerca de metade do que eram antes da crise.
A China certamente reconhece que o acúmulo de enorme créditos soberanos sobre passivos externo "seguros" deve ser igualado por uma oferta correspondente. Infelizmente, a contrapartida da demanda é, hoje, a desestabilização dos déficits fiscais e externos dos EUA. A China pode ajudar a si mesma acelerando a liberalização das saídas de capital e aumentando a flexibilização cambial.
Além disso, a China precisa desenvolver uma estratégia para uma reforma do sistema monetário mundial coerente com a administração da interface entre seu desenvolvimento interno e a estabilidade mundial. Uma iniciativa desejável seria no sentido de maior coordenação da administração do câmbio com outras economias emergentes orientadas para exportações. É também de interesse da China garantir uma acomodação pragmática com seus parceiros nas discussões no Grupo das 20 principais economias. Isso deveria ter como foco indicadores de desequilíbrio, métodos de ajuste e provisão de liquidez para países em dificuldades.
No terreno financeiro, os objetivos chineses deveriam ser: primeiro, criar um sistema doméstico capaz de apoiar seu próprio desenvolvimento econômico; em segundo lugar, ajudar a promover um sistema mundial que fortaleça uma economia mundial razoavelmente estável; e, terceiro, proteger o primeiro dos excessos do segundo. Para conseguir essa difícil harmonização, as políticas chinesas deveriam pautar-se pelo entendimento de que, no longo prazo, seu sistema financeiro será o centro de irradiação do mundo financeiro mundial. Mas a transição para a plena integração não será apenas demorada, como também complexo e tensa, e a plena integração do setor bancário será particularmente perigosa.
Finalmente, abordemos o acesso aos recursos naturais. Pela primeira vez em sua longa história, a China é dependente do acesso a importações de matérias-primas industriais. Os chineses já são os maiores importadores mundiais de matérias-primas. Para a China, uma política nessa área é, potencialmente, da maior importância. Seu interesse imediato é obter acesso aos recursos naturais do mundo em termos favoráveis. Os chineses decidiram, muito razoavelmente, usar seu capital e mão de obra baratos para assegurar esse objetivo. Isso é não apenas de interesse da própria China, como também dos outros consumidores. Uma vez que os recursos naturais têm preços mundiais, qualquer aumento na oferta é para benefício de todos os consumidores.
Ainda assim, seria útil se um consenso pudesse ser alcançado em termos de investimentos e do comércio de recursos naturais. Um objetivo deve ser o de assegurar que os países exportadores de commodities - especialmente os pobres, com limitada capacidade de governança - beneficiem-se do investimento estrangeiro e das exportações de recursos naturais. A China será um ator central na consecução de tais acordos. Acima de tudo, o mundo precisa de um consenso em torno da convicção de que o princípio subjacente precisa continuar sendo o de livre comércio em mercados mundiais abertos. Os preços precisam ser definidos em competição mundial com, naturalmente, a possibilidade de contratos de longo prazo.
À medida que a China cresce, seu impacto no mundo se expande exponencialmente. É preciso conciliar os imperativos de seu rápido desenvolvimento com a necessidade de ter plenamente em conta seu impacto no mundo. Os chineses terão de desenvolver sua própria agenda, uma agenda que assegure seus objetivos vinculados a um rápido desenvolvimento doméstico e estabilidade externa. Não será fácil. A China não tem alternativa.
Martin Wolf é editor e principal comentarista econômico do FT
Fonte: Valor

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

China alcança Japão em gasto com P&D

A China está prestes a superar o Japão e se tornar o segundo país do mundo em gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D), atrás dos EUA, em mais uma reviravolta marcante na competição entre duas potências econômicas mundiais, mostra um novo relatório.
A China deve investir US$ 153,7 bilhões em P&D em 2011, ante US$ 141,4 bilhões este ano, segundo o Battelle Memorial Institute, uma instituição sem fins lucrativos dos EUA que faz pesquisa científica para o governo e a indústria. Em comparação, o Japão deve gastar US$ 144,1 bilhões ano que vem, ante US$ 142 bilhões em 2010.
Apesar da expansão chinesa, os EUA continuam a ser o país que mais gasta com P&D, respondendo por um terço do total mundial.
"A China vem sustentando esse tipo de expansão [no investimento em P&D] durante vários anos e continua apesar de tudo que está ocorrendo no atual ciclo da economia mundial", disse Martin Grueber, pesquisador sênior do Battelle e co-autor do relatório, publicado na revista setorial "R&D".
Um exemplo é que a China continuou investindo em P&D em 2009, um ano em que os EUA e muitos países ricos diminuíram esses gastos por causa da recessão.
O crescimento mundial se recuperou em 2010 e provavelmente vai continuar. O gasto total do mundo com P&D ano que vem está previsto para aumentar 3,6%, para quase US$ 1,2 trilhão, segundo o relatório do Battelle.
Nos EUA, o cenário é ambíguo. Em 2010, o gasto total do país com P&D subiu 3,2%, para US$ 395,8 bilhões. E deve crescer modestos 2,4% em 2011, refletindo, em parte, o provável declínio do financiamento governamental para P&D.
O impacto desse declínio é parcialmente compensado pelos gastos de P&D em 2011 resultantes de medidas governamentais de estímulo à economia que já tinham sido aprovadas. Sem o efeito desse estímulo e reajustado pela inflação, o investimento americano em P&D na verdade deve cair ano que vem, segundo previsões.
As empresas americanas estão gastando mais com P&D agora que os piores efeitos da recessão parecem ter se dissipado. Mas o total ainda é menor que o nível histórico de financiamento do setor.
"Num mundo perfeito, o índice [de crescimento do investimento] do setor seria maior que 5% ou chegaria a até 7%", disse Grueber. Ele calcula que o crescimento real do investimento em P&D no país em 2011 ficará perto de 3,3%.
O investimento varia de empresa para empresa. A Intel e a Cisco Systems, por exemplo, cortaram significativamente os gastos com P&D nos primeiros nove meses de 2009, em relação ao mesmo período de 2008, mas os elevaram levemente nos primeiros meses de 2010 em relação ao mesmo período de 2009.
A Microsoft, a International Business Machines (IBM) e a Johnson & Johnson cortaram os gastos com P&D nos primeiros nove meses de 2009 em relação ao mesmo período de 2008, mas aumentaram ligeiramente de janeiro a setembro de 2010 frente a um ano antes.
O mais notável é que, enquanto o gasto total da China com P&D ainda está bem abaixo do americano, a China está se esforçando para investir em certas áreas de ponta - como energia alternativa, biologia e materiais avançados - enquanto EUA e Japão mantêm boa parte do orçamento de P&D preso em áreas mais antigas, como a automotiva.
Mesmo nas áreas em que antes era retardatária, a China tem conseguido recuperar terreno rapidamente. O relatório descreve o crescimento da Huawei Technologies, empresa chinesa de telecomunicação fundada em 1998 e que agora é a terceira maior fabricante mundial de infraestrutura para telefonia celular. Mais da metade dos 60 mil funcionários da Huawei trabalha com P&D, afirma o Battelle.
O crescimento "de dois dígitos nos gastos de P&D [na China] vai acompanhar seu enorme crescimento econômico. Poucos esperam que esse alto índice de crescimento desacelere no curto prazo e alguns sugerem que ele pode até acelerar", conclui o relatório.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fundos nos EUA deixam crise para trás

De todos os segmentos de negócios que operam dentro do setor financeiro internacional, o que sofreu os menores danos com o colapso "subprime/Lehman/grande recessão" de 2008 provavelmente foi o dos fundos mútuos nos Estados Unidos.
Como um todo, o setor registrou um crescimento sólido, ainda que menor, dos lucros em 2008. E os novos fluxos de recursos dos clientes tiveram uma recuperação, atingindo os níveis recordes de 2009, segundo a consultoria Strategic Insight. "E em 2010, os novos fluxos de dinheiro provavelmente ficarão perto de US$ 2 trilhões no mundo", afirma Avi Nachmany, diretor de pesquisas e um dos fundadores da companhia.
Os fundos mútuos há muito são uma indústria em crescimento: aproveitamento a força do mercado de ações, os ativos dos fundos mútuos nos EUA subiram de US$ 1 trilhão em 1990, crescendo em todos os anos, exceto 2002, para chegar a US$ 12 trilhões em 2007, segundo o Investment Company Institute (ICI), o grupo lobista e associação de classe.
Este ano, os novos fluxos de recursos para os fundos mútuos provavelmente ficarão perto de US$ 2 trilhões em todo o mundo
Os ativos totais caíram 25%, para US$ 9,6 trilhões, no fim de 2008, principalmente pelas quedas nas ações, mas recuperaram-se para cerca de US$ 11 trilhões em julho, segundo o comunicado mais recente do ICI. As ações ainda predominam, mas desde o começo de 2008 os investidores vêm liquidando fundos de ações em favorecimento dos bônus, levando o atual mix para cerca de metade em ações, um quarto em fundos de bônus e um quarto em fundos de títulos de curto prazo.
As margens de lucro das companhias de capital aberto caíram na crise financeira, mas se recuperaram bem de 2009 para cá - se é que uma lucratividade média no setor superior a 25% em um período de grande tensão financeira pode ser considerada de alguma forma ruim.
As margens chegaram a 28% em 2009 e a estimativa é de uma recuperação para 31% para todas elas em 2010, além de um ponto a mais em 2011. As margens esperadas individualmente para 2010 vão de cerca de 16% para a Affiliated Managers Group, Invesco e Janus Capital Group, para cerca de 35% na Eaton Vance, Franklin Resources e BlackRock, e 44% para a T Rowe Price. Gestoras de menor porte, como a Artio Global Investors e a Pzena, poderão ultrapassar os 50%, apesar da queda significativa dos ativos.
Em um período mais longo, retroagindo a 1986, a Strategic Insight calcula que a lucratividade do setor cresceu de maneira constante, de bem mais de 20% para pouco mais de 40%, por meio da alavancagem operacional sobre uma base de ativos crescente. O ganho de margem deu uma pausa depois de 2004, quando muitas administradoras de investimentos ampliaram suas atividades para o mercado global e enfrentaram sistemas de distribuição complexos no mercado americano.
Mesmo assim, as administradoras são mais lucrativas do que pode parecer à primeira vista, segundo afirma Robert Lee do KBW. Normalmente, as companhias declaram as receitas e despesas dos programas de distribuição a valores brutos em suas demonstrações financeiras.
Das 11 companhias abertas que administram mais de US$ 100 bi, 10 devem mostrar ganho superior a 15% nos lucros
Em grande parte, porém, elas se compensam e contribuem pouco para o resultado final, de modo que a análise do KBW computa os dois para desenvolver uma margem que represente melhor os lucros das firmas com as operações de gerenciamento de ativos. Essa margem ajustada tem ficado ultimamente de 6 a 8 pontos percentuais maior que a relação declarada pelas gestoras de recursos.
O crescimento das vendas de fundos de bônus pelas administradoras americanas, calculado pelo ICI em cerca de US$ 800 bilhões de 2006 até setembro de 2010, quase atingiu o valor líquido de US$ 1,1 trilhão que os investidores aplicaram nos fundos de ações nos cinco anos que levaram à bolha tecnológica.
Mesmo assim, os grupos tiveram que se mexer para se ajustar aos fluxos de saída das ações e às comissões normalmente menores obtidas com os seus fundos de renda fixa. Em média, de acordo com o KBW, os grupos responderam reduzindo a força de trabalho em 5% entre o pico de 2007 e a metade de 2009, embora com uma variação considerável entre eles.
A T Rowe Price reduziu o número de funcionários em 4% e a Franklin Resources em 9%, em resposta às quedas dos ativos de 2% e 11%, respectivamente. A AllianceBernstein compensou uma perda de ativos de 43%, de US$ 800 bilhões em 2007 para US$ 458 bilhões na metade de 2010, com uma redução de 24% no seu quadro de funcionários.
Por outro lado, a Eaton Vance conseguiu aumentar seus ativos em 13% entre 2007 e a metade deste ano, chegando aos US$ 173 bilhões. A resposta da empresa foi um aumento de 24% na força de trabalho.
De acordo com estimativas de analistas compiladas pelo sistema Thomson Reuters Starmine Professional, os gestores de investimentos americanos estão prevendo lucros vigorosos para o próximo ano.
Das 11 companhias abertas que administram mais de US$ 100 bilhões em ativos, 10 deverão mostrar ganhos de mais de 15% nos lucros. Já 7 delas vão apresentar um crescimento de mais de 20% nos próximos 12 meses. Três grupos - Eaton Vance, T. Rowe Price e BlackRock - parecem caminhar para superar os lucros recordes de 2007, embora a maioria dos demais ainda esteja longe disso.
Mas como os grupos estão posicionados para a inversão inevitável das taxas de juros e a possível deserção dos fundos de bônus? Há um precedente significativo: após comprar US$ 100 bilhões em fundos de bônus em 1986 - muito dinheiro na época -, o fluxo de caixa líquido caiu para zero por vários anos.
Após um aumento dos juros em 1994, os investidores liquidaram cerca de US$ 70 bilhões em 1995 e 1996 - igual a um ano forte de vendas.
Em 1987, os preços das ações das administradoras de investimentos, que na época eram ações importantes com perspectivas de crescimento, caíram pela metade com a queda das vendas de fundos de bônus, mesmo antes do crash do mercado de ações. "Naquele tempo, os negócios com bônus eram muito mais cíclicos e os gerentes financeiros vendiam bônus que pareciam bons apenas em um cenário de queda dos juros", afirma Nachmany da Strategic Insight, um veterano desses choque de juros. "Acredito que a demanda pelos fundos de bônus passou de cíclica para secular", acrescenta ele. (Tradução Mario Zamarian)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ouro à vista atinge recorde a US$ 1.313,45 a onça-troy

Alta foi beneficiada pelo enfraquecimento do dólar, diante da busca dos investidores por ativos considerados mais seguros
Danielle Chaves, da Agência Estado  
LONDRES - O ouro à vista atingiu o recorde de US$ 1.313,45 por onça-troy durante a madrugada, beneficiado pelo enfraquecimento do dólar. A prata à vista também avançou e atingiu uma nova máxima em 30 anos, sendo brevemente cotada acima de US$ 22 por onça-troy.
Às 7h55 (de Brasília), porém, os metais preciosos devolviam parte dos ganhos. O ouro à vista caía 0,04%, para US$ 1.309,45 por onça-troy, e a prata recuava 0,12%, para US$ 21,81 por onça-troy.
James Moore, analista do TheBullionDesk.com, afirmou que os atuais problemas na zona do euro e as especulações de medidas de estímulo adicionais nos EUA continuam levando os investidores a buscarem ouro e prata, considerados ativos mais seguros. No entanto, o analista alertou que "realizações de lucros são esperadas com a proximidade do fim do mês e do fim do trimestre".
A corretora MKS Finance, por sua vez, comentou que, se o ouro conseguir se sustentar acima de US$ 1.310 por onça-troy, o avanço pode ir muito além. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fundos de ações tiveram a maior captação liquida em 13 semanas, diz EPFR

Por: Thiago C. S. Salomão
17/09/10 - 21h16
InfoMoney


SÃO PAULO - Refletindo o maior apetite dos investidores em assumir posições de risco na semana encerrada em 15 de setembro, os fundos de ações presentes no universo de cobertura da EPFR Global registraram o maior volume de captação líquida das últimas 13 semanas, atraindo US$ 9,42 bilhões a mais do que o total resgatado no período, informa a consultoria.
Quem também se beneficiou do cenário de menor aversão ao risco foi o mercado de fundos "High Yield". Com uma captação superavitária próxima de US$ 1 bilhão, essas aplicações alcançaram seu melhor resultado em 6 semanas.
Ainda sobre os investimentos em renda fixa, a EPFR mostrou que os fundos mais "conservadores" tiveram captações muito aquém do que tem sido reportado. É o caso dos fundos de bonds globais, que apesar de terem alcançado sua 16ª semana seguida de captação líquida, tiveram sua pior performance de captação em 13 semanas. Também abaixo da média, os fundos de bonds dos EUA viram as aplicações superarem os resgates em US$ 2,06 bilhões.
Emergentes em destaque
Voltando para o mercado de ações, o relatório da EPFR destaca o capital líquido absorvido pelos fundos focados nos mercados emergentes, que chegou a US$ 3,33 bilhões, seu melhor resultado em 6 semanas. Segundo a consultoria, fortes números da produção industrial chinesa ajudaram a elevar os ânimos dos investidores.

Os fundos de ações da América Latina também ganharam destaque ao aumentarem sua sequência de captações positivas para 5 semanas - a maior vista desde o quarto trimestre de 2009. Dentre os países da região, o Brasil captou novas aplicações pela 11ª semana seguida, ao passo que os fundos de ações colombianos atingiram seu maior volume líquido captado em 2010 pela segunda vez consecutiva.
Destaque ainda para os fundos de ações Ásia ex-Japão. Os fundos de ações de Índia e China, tiveram as melhores captações em oito e cinco semanas, respectivamente, assim como o saldo líquido dos fundos sul-coreanos - o maior desde maio.
EUA se salva dentre os mais ricos
Apesar do maior apetite por risco imperando nos mercados entre os dias 9 e 15 do mês, os fundos de ações das maiores economias do mundo não conseguiram o mesmo desempenho de captação visto pelo seus pares emergentes - exceção feita às aplicações no mercado acionário norte-americano, que responderam por uma entrada líquida de mais de US$ 6 bilhões.

Os fundos de ações japoneses viram a saída de capital superar as entradas pela 12ª semana consecutiva, apesar da intervenção anunciada pelo banco central local para impedir o fortalecimento do iene em relação frente ao dólar.
Já os fundos de ações europeus tiveram seu terceiro saldo negativo nas últimas cinco semanas, em meio à apreensão do BCE (Banco Central Europeu) em relação ao crescimento econômico da região. Destaque para os fundos de ações franceses, que tiveram seu maior resgate líquido das últimas 23 semanas, informa a EPFR.


Fonte: Infomoney

Direto ao ponto: expectativa é de estabilidade com vencimento de opções

SÃO PAULO - O Ibovespa encerrou a sessão de sexta-feira (17) com queda  de 0,85%, em 97.089 pontos, refletindo o clima instável nos mercados internacionais, causado, em parte, pelo Quadruple Witching - data em que ocorrem quatro vencimentos simultâneos no mercado norte-americano: contratos futuros de índices acionários, contratos futuros de ações, opções sobre índices e opções sobre ações.
Nesta segunda-feira (20), o movimento pode se repetir, já que é a vez do vencimento de opções sobre ações da Bovespa. De acordo com Leonardo Petri, assessor de investimentos da Investor, o exercício impossibilita que o investidor tenha clara visão do comportamento do Ibovespa, devido à volatilidade inerente à data. 
Isso acontece porque o mercado sente o efeito da disputa entre "comprados" e "vendidos". De modo geral, os "comprados" apostam na alta das ações, enquanto os "vendidos" visam o fraco desempenho dos papéis. Neste cenário, os "comprados" tendem a adquirir grandes quantidades de ações, na tentativa de elevar seu preço, enquanto os "vendidos" promovem a venda dos papéis, com o intuito de derrubar as cotações. Vale lembrar que esse movimento ganha força na medida em que as ações mais negociadas nos contratos de opções costumam carregar participação significativa no índice Bovespa.
Assim, Petri acredita que esses papéis funcionam como "traves", o que equilibra o índice, que, se não cai muito, também não sobe.

Fonte: Infomoney

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rapidinhas do mercado

A Microsoft lucrou US$ 4 bilhões no primeiro trimestre de 2010, resultado acima do esperado pelos analistas e um terço maior que o do mesmo período do ano passado...

A agência de classificação de risco Moody?s rebaixou o rating da dívida pública da Grécia e projeta um novo corte futuro caso não haja melhora na condição econômica do país...

Boa notícia: a balança de pagamentos brasileira ficou com superávit de US$ 3,2 bilhões em março. A balança de pagamentos ficou em evidência recentemente após surgirem dúvidas sobre a capacidade de produzir saldos positivos este ano...

A venda de imóveis usados nos EUA ficou acima do esperado para o mês de março e acima das vendas registradas em fevereiro...

O índice de preços ao produtor norte-americano registrou alta de 0,7% em março, após uma retração 0,6% em fevereiro...

Os pedidos de seguro desemprego nos EUA marcaram 456 mil novas solicitações na semana, valor abaixo do registrado na medição anterior...

Fonte: ADVFN

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Expectativa para a semana é que referências externas deem o tom dos mercados


SÃO PAULO - A semana se inicia de maneira positiva nos mercados globais: resgate à Grécia, bons indicadores durante a última semana e menores temores sobre a conduta da política monetária nos EUA, Japão e Europa. Fatores estes que, em conjunto, arrefeceram a aversão ao risco dos investidores e trazem certo otimismo para as sessão que estão por vir.
Quanto à Grécia, os ministros das finanças da Zona do Euro acertaram um pacote de resgate no valor de € 30 bilhões, a ser concedido pelos 16 países do bloco monetário, com aporte financeiro do BCE (Banco Central Europeu). Para o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, o resgate ao endividado país “traz um novo impulso à cotação do euro, sendo mais um fator de redução da aversão a risco que tem sido observada nos últimos dias”.
No tocante dos indicadores positivos, destaque à elevação nas vendas no varejo norte-americano, nos bons números dos estoques do país e “a aposta dos investidores em bons resultados financeiros durante a temporada de balanços do primeiro trimestre, nos EUA”, que reforçam o sentimento mais otimista do mercado, de acordo com Miriam Tavares, da AGK Corretora.
A manutenção das políticas também ajudou no view mais positivo para esta semana, bem como a divulgação do déficit chinês, que, segundo Campos Neto foi “uma confirmação da força da economia interna, dada a necessidade de se adquirir quantidades cada vez maiores de matérias-primas para sustentar o intenso ritmo de crescimento”.
Perspectivas... 72 mil pontos?
“Movimentos de realizações após altas dos preços dos ativos de maior risco deverão fazer parte do ambiente de negócios ainda por algum tempo”, afirma Tavares, prevendo um cenário de “recuperação moderada” para este e o próximo ano. “Indicadores macroeconômicos e as sinalizações dos governos estarão combinados de uma forma mais positiva e em outros, mais preocupantes.”
Quanto ao Ibovespa, existe potencial para buscar os 72 mil pontos nesta semana, avalia Antônio Goés, analista da Senso Corretora, para quem o mercado "é bom, de alta". Já Marco Aurélio Etchegoyen, analista da Diferencial, com um pouco mais de cautela, acredita que o otimismo em relação aos indicadores macroeconômicos será determinante para direcionar o índice.
Em linha com os analistas, Tavares destaca que "o Ibovespa tem potencial para buscar os 72 mil pontos nesta semana, avaliam alguns analistas deste segmento, se o cenário externo permitir."
Agenda internacional recheada
Na agenda internacional, semana bastante intensa, em especial no front chinês e norte-americano. No primeiro, o PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre e os dados da indústria e varejo de abril vão impactar os mercados globais, além dos inúmeros resultados corporativos; já quanto ao segundo, atenção especial aos números de atividade.
“Do lado chinês, no entanto, ainda que os dados de atividade devam continuar muito fortes, existe a expectativa de que os indicadores da semana aumentem a possibilidade de um aperto monetário na economia chinesa, limitando um otimismo mais acentuado nos mercados”, afirma Mirim Tavares.
Para o analista da Diferencial, Marco Aurélio Etchegoyen, a divulgação do resultado do PIB chinês acima do esperado deve traduzir-se em otimismo no mercado interno, com expectativa de aumento da demanda por commodities. "O que comprova que os reajustes pedidos pela Vale não são infundados", comenta. 
Do lado americano Miriam avalia que "as notícias positivas devem preponderar, em especial, nos números referentes às vendas no varejo e produção industrial, o que, se confirmado, deve reforçar a retomada do viés positivo para os preços dos ativos financeiros globais”.
Ainda nos EUA, a publicação do Livro Bege do Federal Reserve e divulgações quanto aos números da inflação no país também ganham destaque no período.
Já na Europa, foco na produção industrial da Zona do Euro em fevereiro e ao índice de preços ao consumidor de março. No Reino Unido, destaque aos números da balança comercial.
Agenda doméstica anêmica
Já por aqui, agenda um pouco mais branda, ganhando destaque a pesquisa mensal de comércio e números inflacionários. “Esperamos que o indicador mostre otimismo sobre a economia brasileira: a nossa previsão é de +11% na comparação anual, o que significa uma outra expansão na margem”, afirmam os analistas do Bradesco.
Confira a agenda da semana:
> Segunda-feira (12/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao primeiro decêndio de abril, que é bastante utilizado pelo mercado e retrata a evolução geral de preços na economia.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
 - EUA
15h00 - O Departamento de Tesouro norte-americano fornece os dados de março do Treasury Budget (orçamento governamental).
> Terça-feira (13/4)
 - Brasil
Não serão revelados indicadores relevantes no País neste dia.
 - EUA
9h30 – Serão apresentados o Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de março. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.
9h30 - Destaque ao Trade Balance (balança comercial) com base no mês de fevereiro, que mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país.
> Quarta-feira (14/4)
 - Brasil
9h30 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresenta a Pesquisa do Comércio de fevereiro, que acompanha a evolução da atividade comercial no Brasil, com indicadores calculados para cada região do País.
Haverá o vencimento de opções sobre os contratos de Ibovespa Futuro negociados na BM&F Bovespa.
 - EUA
9h30 - Principal destaque para o indicador Retail Sales referente ao mês de março, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.
9h30 - Atenção para a divulgação do CPI (Consumer Price Index) e de seu núcleo, que mensuram os preços ao consumidor referentes ao mês de março.
11h00 - O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês fevereiro.
11h30 - Confira o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
15h00 - Investidores estarão atentos ao Livro Bege do Fed, relatório importante sobre o desempenho atual da economia do país.
> Quinta-feira (15/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV revela o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) do mês de abril. O índice, que é formado por um conjunto de parâmetros de inflação, registra os preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.
 - EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
9h30 - O Fed de Nova York apresenta o NY Empire State Index referente ao mês de abril. Esse índice tem como intuito medir a atividade manufatureira no estado, um dos principais do país.
10h15 - Destaque para os números do setor industrial do mês de março, descritos pelo Industrial Production e pelo Capacity Utilization.
11h00 - O Fed da Filadélfia revela o Philadelphia Fed Index de abril, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.
> Sexta-feira (16/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à segunda quadrissemana de abril. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
 - EUA
9h30 - Sairão os índices Housing Starts e Building Permits, que medem, respectivamente, o número de casas que começaram a ser construídas e quantas autorizações para a construção de imóveis foram concedidas no mês de março.
10h55 - A Universidade de Michigan publica a preliminar do Michigan Sentiment de abril, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brasileiros compram banco local nos EUA


O interesse de um grupo de investidores brasileiros mudou o destino de um pequeno banco regional americano, que poderia ter engrossado a gigantesca lista de instituições financeiras que fecharam as portas na severa crise bancária do país. Do início do ano passado até agora, 180 bancos comerciais já quebraram nos Estados Unidos e as previsões indicam o fechamento de centenas de outros nos próximos meses.
No fim do ano passado, o Community Bank of Manatee, com apenas cinco agências na região da baía de Tampa, no estado da Flórida, recebeu dos sócios da Artesia Gestão de Recursos uma injeção de capital de US$ 11,5 milhões. Com isso, o grupo assumiu o controle da instituição, com participação acionária de cerca de 60%. Outros US$ 3,5 milhões foram aportados pelos antigos acionistas - cerca de 500 membros da comunidade local. Na última quinta, o banco anunciou nova injeção de capital pelos sócios, no valor de US$ 4,7 milhões, com intenção de atender a demanda por novos empréstimos de pequenas e médias empresas e de pessoas, para comprar imóveis ou refinanciar suas casas.
Segundo informações divulgadas nos Estados Unidos, com o primeiro aumento de capital, de US$ 15 milhões, a instituição, que estava em dificuldades financeiras depois de registrar perdas em empréstimos imobiliários e havia paralisado as operações de crédito, pode se adequar à categoria de bancos "bem capitalizados", o mais elevado nível na escala de requerimento de capital da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), agência governamental americana que garante os depósitos dos correntistas no país. Os sócios da Artesia não quiseram comentar o negócio.
A operação foi aprovada pelo Federal Reserve Board, o banco central americano, em novembro, e o investimento foi anunciado em dezembro, mas o negócio havia passado despercebido no Brasil. Nos EUA, foi amplamente noticiada pela imprensa local, já que representou um desfecho diferente para uma história que se repetiu dezenas de vezes no país nos últimos meses, quase sempre levando à quebra de instituições.
A Artesia, que só gere recursos dos próprios sócios, foi fundada em 2003 pelos brasileiros Marcelo Lima e Márcio Camargo, ex-executivos do antigo Banco Garantia. Mais tarde juntaram-se a eles o holandês Erwin Russel e o americano Trevor Burgess. Russel frequenta há mais de uma década o mundo das finanças e negócios no Brasil, onde já foi executivo da Monsanto e dirigiu o fundo de private equity Advent. Burgess, um ex-banqueiro do Morgan Stanley nos EUA, está no país há poucos anos. Os sócios da Artesia são donos da Metalfrio Solutions, fabricante de freezes comerciais, da Le Lis Blanc, varejista de moda feminina, e da Produquímica, fabricante de micronutrientes para a agropecuária.
Em entrevista a um jornal local, Trevor Burgess revelou que o grupo analisou mais de 30 bancos em 18 meses antes de chegar ao Community Bank. Tentaram fechar um acordo com o Riverside Bank of the Gulf Coast, mas não tiveram sucesso e o banco foi fechado pelos reguladores americanos logo depois do fracasso das negociações.
O Community Bank concede crédito para pequenas empresas e pessoas físicas e tem ativos de US$ 260 milhões. Antes da crise, eram US$ 270 milhões em ativos. Os prejuízos com créditos ruins levaram a uma redução patrimonial de US$ 15 milhões, em relação aos US$ 21 milhões de patrimônio líquido anterior à crise.
Os novos controladores mantiveram o CEO Bill Sedgeman e contrataram um novo presidente (equivalente a vice-presidente) e um novo executivo para a área financeira.
A bem-sucedida capitalização do Community Bank foi recebida localmente como uma vitória em meio à crise. Só nos primeiros três meses de 2010, 41 bancos regionais faliram nos EUA. Em todo o ano passado, foram 140 bancos, segundo dados da agência FDIC. Em 2008, quando a crise eclodiu, foram 25 instituições fechadas. Antes disso, eram raros os casos de falência de bancos comerciais. Em 2005 e 2006, não houve registro de casos e, em 2007, apenas três aparecem nas estatísticas do governo americano.
Em julho do ano passado, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), entidade que reúne os principais bancos do mundo, estimou a falência de 500 bancos regionais nos Estados Unidos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Rapidinhas do mercado

Foi criada a Máquina de Vendas: esse é o nome da empresa que resultará da fusão entre as varejistas Ricardo Eletro e Insinuante. A Máquina de Vendas já nasce a segunda maior rede varejista do país...

A Standard & Poor?s afirmou que ainda mantém perspectivas negativas para o rating da dívida soberana do Reino Unido...

Os gastos pessoais nos EUA tiveram alta de 0,3% em fevereiro. A renda ficou estável...

As vendas no varejo no Japão cresceram 4,2% em fevereiro, na comparação anual, maior alta desde 1997...

A petrolífera chinesa PetroChina pretende adquirir US$ 60 bilhões em ativos estrangeiros nos próximos 10 anos...

O governo federal lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2: foco no investimentos em logística, infra-estrutura, energia e habitação no total de R$ 1,59 trilhão de reais a serem gastos entre 2011 e 2014...

Fonte: ADVFN

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alerta: Dívida dos países desenvolvidos em reavaliação

Após a crise, com o mundo tentando voltar à normalidade e com indícios de crescimento em diversos países, principalmente nos emergentes, algo de incômodo ficou para assustar: a dívida pública dos países desenvolvidos. Para tentar refrear o pânico no final de 2008, os governos de diversos países inundaram suas economias com pacotes de resgate a diversos setores da economia e seria ingênuo acreditar que não haveria conseqüências dessa atitude. As agências de classificação de risco já começaram a dar os primeiros passos, rebaixando ratings (notas de risco) dos alvos mais fáceis, leia-se Grécia. Entretanto Estados Unidos e Reino Unido também tiveram suas contas públicas deterioradas, não na mesma proporção da Grécia, mas afetadas sem dúvida, e já foram ameaçadas. É possível imaginar um rebaixamento nos ratings de países de sólida reputação, mas só especular as conseqüências.
Me lembrei de uma matéria sobre um analista brasileiro que rebaixou o rating dos EUA...
Fonte: ADVFN

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fique esperto: Roubini faz nova previsão sobre economia

O economista Nouriel Roubini, que previu a crise de hipotecas sub-prime na economia norte-americana, alertou para uma possível queda no PIB dos Estados Unidos e na Europa ocasionando um evento chamado de duplo mergulho, quando a atividade de um país tem uma contração, consegue se recuperar rapidamente, mas não sustenta a alta. Para o economista a demanda interna nos dois mercados está muito fraca, pressionada pela alta taxa de desemprego. No Brasil diversos analistas estão mais confiantes com o cenário de 2010, apesar de o PIB brasileiro provavelmente apresentar queda no acumulado de 2009.
Fonte: ADVFN

segunda-feira, 8 de março de 2010

Rapidinhas do mercado: Segunda-feira, 08 Março

Já são 25 bancos falidos somente este ano nos Estados Unidos. A FDIC salvou mais três instituições na semana passada...
O crédito ao consumidor cresceu para US$ 2,5 trilhões de dólares nos Estados Unidos, surpreendendo analistas que esperavam retração no volume...
O segmento Bovespa teve nova redução no volume financeiro e número de negócios em fevereiro. Na BM&F o volume financeiro também teve queda, apesar dos altos valores negociados, aproximadamente R$ 2,5 trilhões...
A taxa de desemprego ficou estável em fevereiro nos EUA e o número de cortes de empregos na economia foi de apenas 36 mil vagas...
Os dados do mercado de trabalho norte-americano fizeram a cotação do petróleo subir na sexta-feira, ampliando os ganhos da commodity no mês...
A Hypermarcas está à caça: a empresa adquiriu a compra de mais uma empresa. Desta vez a Jontex, fabricante de preservativos, foi o alvo...
Fonte: ADVFN

domingo, 7 de março de 2010

Números bons e ruins, esses números...


US$ 4,5 bilhões 
é o montante 
destinado pela Petrobras para reforçar sua presença no mercado de etanol e outros combustíveis renováveis no Brasil até 2013. Os recursos serão utilizados pela estatal para a compra de usinas em dificuldades e a construção de pelo menos oito plantas processadoras.

450%
foi o aumento do déficit comercial da Argentina com o Brasil em janeiro. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, o comércio bilateral entre os países totalizou US$ 2,152 bilhões no período, um crescimento de 58,2%, enquanto a balança comercial pendeu US$ 154 milhões a favor do Brasil.

142 mil
veículos foram vendidos pela Ford nos Estados Unidos em fevereiro de 2009, alta de 43% em relação ao mesmo período de 2008. Com o resultado - influenciado pela queda da Toyota -, a montadora ultrapassou a GM e assumiu a liderança no ranking local de vendas pela primeira vez desde 1998.


Lucro do Pão de Açúcar cresce 127%
A agressiva estratégia de aquisições adotada pelo grupo Pão de Açúcar no ano passado mostrou-se eficiente. É o que revela o balanço referente a esse ano, divulgado pela empresa na terça-feira 2. Segundo Enéas Pestana, vice-presidente de operações do Pão de Açúcar, o faturamento do grupo atingiu R$ 26,2 bilhões, com crescimento de 25,7%. Já o lucro líquido chegou a R$ 591,6 milhões, alta de 127,2%.


Fonte: IstoéDinheiro

sábado, 6 de março de 2010

Nasdaq atinge nível mais alto desde setembro de 2008

NOVA YORK - O mercado de ações norte-americano fechou em firme alta, com o Nasdaq alcançando o melhor nível em 18 meses, animado pelos números melhores que o esperado do mercado de emprego dos EUA e expansão do crédito ao consumidor pela primeira vez em um ano.

Em fevereiro, a economia americana perdeu apenas 36 mil vagas, comparado com uma expectativa de declínio de 75 mil vagas dos analistas, apesar das intensas nevascas que atingiram a Costa Leste americana no período. Além disso, a taxa de desemprego ficou estável em 9,7%, contrariando as projeções de aumento para 9,8%. Os dados deram impulso às ações financeiras e de commodities, com os preços do petróleo superando os US$ 82 por barril na máxima do dia.

"As nevascas tiveram um efeito menor que o esperado pelas pessoas e o fato do relatório ter sido tão bom, considerando as severas condições climáticas, foi muito positivo", disse Michael Lissner, gerente de carteira da Acropolis Investment Management. Contudo, ele alertou que o "desemprego continuará sendo um desafio e, infelizmente, para muitas pessoas, a recuperação do emprego continuará dolorosamente lenta".

No meio da tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) informou que o crédito ao consumidor nos EUA aumentou inesperadamente a uma taxa anual ajustada de 2,4% em janeiro, ou US$ 4,96 bilhões, para US$ 2,456 trilhões. A última vez em que o crédito ao consumidor havia subido foi em janeiro de 2009. O dado sugere que os consumidores americanos podem estar começando a se sentir mais confortáveis em gastar, em meio aos crescentes sinais de que a economia está melhorando.

O índice Dow Jones subiu 122,06 pontos (1,17%) e fechou com 10.566,20 pontos. Esta foi a maior alta em pontos do índice desde 16 de fevereiro e o melhor nível de fechamento desde 20 de janeiro. Na semana, o Dow Jones acumulou uma valorização de 2,33% e, no ano, o saldo é positivo em 1,33%.

O Nasdaq avançou 34,04 pontos (1,48%) e fechou com 2.326,35 pontos - nível mais alto desde 3 de setembro de 2008. Na semana, o Nasdaq registrou um ganho de 3,94%, marcando sua melhor semana desde outubro.

O S&P-500 subiu 15,72 pontos (1,40%) e fechou com 1.138,69 pontos - melhor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o S&P-500 acumulou uma alta de 3,10%.

A Boeing registrou o melhor desempenho entre as componentes do Dow Jones nesta sexta-feira e na semana. As ações da fabricantes de aviões comerciais subiram 3,63% e encerraram a semana com um ganho de 7,6% na semana. Os dados do mercado de emprego deram impulso ao sentimento do investidor com relação a uma série de companhias do setor industrial, incluindo Caterpillar, que fechou em alta de 1,33%.

As blue chips financeiras também receberam suporte dos indicadores de emprego: American Express +3,37%, JPMorgan Chase +2,12% e Bank of America +1,83%. As ações de energia e de consumo discricionário registraram ganhos robustos, mas mais modestos: ExxonMobil +1,64%, Chevron +1,67%, Walt Disney +2,00% e Home Depot +1,15%. As informações são da Dow Jones.



Fonte: Estadão

Petróleo fecha a US$ 81,50, máxima em sete semanas


NOVA YORK - Os futuros do petróleo subiram para o seu mais alto nível em sete semanas nesta sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho do governo dos EUA informou que a economia perdeu menos empregos que o esperado em fevereiro, oferecendo encorajamento à recuperação econômica. Os investidores se moveram para o petróleo na expectativa de que o consumo do combustível crescerá, à medida que o ritmo do crescimento econômico se acelera.

O petróleo light, em contrato de entrega para abril, fechou em alta de US$ 1,29 (1,6%) em US$ 81,50 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), no maior preço de fechamento desde 11 de janeiro. O petróleo brevemente atingiu um patamar acima de US$ 82 o barril, chegando a uma máxima intraday de US$ 82,07. A mínima, considerando as transações eletrônicas, foi de US$ 80,47. Já o barril do petróleo Brent, negociado no mercado eletrônico ICE, fechou com alta de US$ 1,35 (1,7%) a US$ 79,89.

"O preço subiu com os números do emprego, sugerindo que a recuperação econômica segue em curso, e também devido à força do mercado de ações", disse Peter Beutel, presidente da empresa Cameron Hanover, em Stamford, Connecticut (EUA).

Os mercados de ações também estavam em alta, uma vez que os investidores, animados pelos dados de empregos, saíram à busca de ativos de maior risco.

Uma melhora no mercado de trabalho poderá levar a gastos mais elevados dos consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar em viagens de férias, quando mais motoristas poderão pegar a estrada, o que aumentará a demanda por combustível.

Os dados de emprego "apontam para uma perspectiva de melhora para a economia e é positivo para a demanda da gasolina que o emprego cresça", disse John Kilduff, da Round Earth Capital em Nova York.

Ele notou que o uso da capacidade das refinarias ainda está baixo. A gasolina entra mais no foco entre março e maio, quando as refinarias dos EUA produzem o combustível que será consumido mais tarde nas férias a partir de julho, disse Beutel.

Há alguma cautela dos analistas, contudo, sobre se o movimento de alta do petróleo será sustentado por apenas um relatório sobre o emprego.

Kilduff notou que comunicados positivos da China sobre sua economia também ajudaram a dar apoio ao mercado do petróleo, acalmando alguns temores recentes sobre se o crescimento econômico seria limitado pelos aumentos nos compulsórios dos bancos, mais cedo no ano.

O Congresso Nacional do Povo da China começou nesta sexta-feira a sua reunião anual, com o primeiro-ministro Wen Jiabao dizendo que o país continuará a apoiar a economia, enquanto tenta frear os empréstimos e administrar as consequências de um enorme programa de estímulo.

Enquanto o preço do petróleo pode agora mirar para um alvo de US$ 85 o barril, Kilduff alertou que a alta ainda está vulnerável a movimentos nas moedas e que ainda existem preocupações sobre riscos nas dívidas soberanas, que poderão abalar novamente a confiança econômica. A demanda por petróleo nos EUA também precisa mostrar sinais convincentes de melhora. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 5 de março de 2010

Rapidinhas do mercado

Alguns políticos alemães sugeriram jocosamente à Grécia vender algumas de suas ilhas para quitar parte da dívida pública...

Em janeiro as encomendas às fábricas nos EUA subiram 1,7% em linha com as estimativas...

Os contratos de vendas de imóveis assustaram com a queda de 7,6% em janeiro nos EUA, enquanto se esperava alta de 1%...

Em contra partida os pedidos de seguro desemprego caíram para 469 mil pedidos na semana nos Estados Unidos...

A produção industrial brasileira subiu impressionantes 16% em janeiro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado...
Fonte: ADVFN

quarta-feira, 3 de março de 2010

Roubini vê Brasil vulnerável

O economista Nouriel Roubini, que previu o colapso das hipotecas sub-prime nos Estados Unidos, acredita que o déficit em conta corrente no Brasil irá dobrar até o final do ano. Desta forma o país se tornará mais dependente das benesses do mercado e pressionará as taxas de financiamento da dívida pública. Segundo sua equipe, esse déficit não conseguirá ser recomposto pelo investimento estrangeiro direto. E tudo leva a crer no acerto da previsão: nos dois primeiros meses do ano o volume de importações foi mais do que o dobro das importações no período.
Fonte: Newsletter ADVFN

terça-feira, 2 de março de 2010

Rapidinhas do mercado

No Japão a taxa de desemprego surpreendeu positivamente analistas com queda para 4,9% da população ativa em janeiro...

Os gastos com construção em nos Estados Unidos em janeiro tiveram queda de 0,6%, mas o dado representa desaceleração na contração...

No Relatório Focus desta semana o mercado estima novamente aceleração da inflação no país em 2010, finalizando o ano em 4,91%...

Na Europa a taxa de desemprego se estabilizou em janeiro em comparação com dezembro, ficando em 9,9%...

Em sua carta anual aos acionistas, Warren Buffett, presidente da holding Berkshire Hathaway, disse que em 2009 o clima de pânico foi o melhor momento para efetuar novas aquisições...

Fonte: ADVFN