Após a crise, com o mundo tentando voltar à normalidade e com indícios de crescimento em diversos países, principalmente nos emergentes, algo de incômodo ficou para assustar: a dívida pública dos países desenvolvidos. Para tentar refrear o pânico no final de 2008, os governos de diversos países inundaram suas economias com pacotes de resgate a diversos setores da economia e seria ingênuo acreditar que não haveria conseqüências dessa atitude. As agências de classificação de risco já começaram a dar os primeiros passos, rebaixando ratings (notas de risco) dos alvos mais fáceis, leia-se Grécia. Entretanto Estados Unidos e Reino Unido também tiveram suas contas públicas deterioradas, não na mesma proporção da Grécia, mas afetadas sem dúvida, e já foram ameaçadas. É possível imaginar um rebaixamento nos ratings de países de sólida reputação, mas só especular as conseqüências.
Me lembrei de uma matéria sobre um analista brasileiro que rebaixou o rating dos EUA...
Fonte: ADVFN
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sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Grécia realiza importante emissão de bônus
ATENAS - A Grécia lançou nesta quinta-feira sua oferta de títulos de 10 anos, um dia depois de ganhar aprovação dos mercados e da União europeia para suas medidas de austeridade elaboradas para tirar o país da crise financeira.
A oferta já registrou mais interessados do que os títulos disponíveis em uma hora de abertura, com 7 bilhões de euros em ofertas recebidas. O governo busca um máximo de 5 bilhões de euros, disse o chefe da agência de administração da dívida da Grécia, Petros Christodoulou.
A venda é um teste-chave da capacidade da Grécia de levantar recursos para cobrir os títulos vincendos e evitar o risco de default. O anúncio da oferta veio um dia depois de a Grécia detalhar uma nova rodada de ações, incluindo congelamento de aposentadorias e aumento dos impostos sobre cigarro, álcool e bens de luxo.
As medidas visam mostrar aos mercados que o governo está comprometido em colocar os gastos sob controle e ter dinheiro para honrar seus compromissos.
A Grécia tem de tomar emprestado 54 bilhões de euros por meio de emissões da dívida soberana este ano e até agora levantou 13 bilhões de euros, incluindo vendas de títulos do Tesouro. Mas a baixa confiança do mercado no país se traduziu em custos de empréstimos extremamente altos para Atenas e o governo está atrás de uma maneira de conseguir empréstimos a taxas mais razoáveis.
Os gregos pressionam seus parceiros da União Europeia por um apoio mais forte em troca de seu novo plano de austeridade fiscal, alegando que precisam de um voto de confiança que acalme os mercados.
O premiê da Grécia, George Papandreou, está para se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim na sexta-feira e com o presidente francês Nicolas Sarkozy em Paris no domingo.
A União Europeia não fez uma manifestação explícita de apoio e circula pelos mercados que a Alemanha e a França podem ajudar na forma de bancos estatais garantindo bônus gregos.
"O que esperamos de nossos parceiros da União Europeia e, acima de tudo, da Alemanha - porque a voz da Alemanha é particularmente importante neste contexto - é uma clara manifestação de solidariedade e confiança" no governo grego e no novo plano de austeridade, comentou o vice-ministro do Exterior, Dimitris Droutsas, à rede de TV alemã ARD.
Droutsas sublinhou que, "em nenhum momento, o governo grego solicitou ou pediu apoio financeiro direto a seus parceiros europeus ou da Alemanha". "Somos da opinião de que podemos controlar sozinhos esta crise ", acrescentou. "O que necessitamos é de uma forte manifestação de solidariedade."
A Alemanha já afirmou diversas vezes que cabe à Grécia a principal responsabilidade de superar sua crise da dívida. Angela Merkel elogiou as novas medidas de austeridade do governo grego, mas avisou que sua reunião com Papandreou não deve ser "sobre promessas de ajuda".
Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/financas/10/6137516/grecia-realiza-importante-emissao-de-bonus&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0hDV8WjOE
A oferta já registrou mais interessados do que os títulos disponíveis em uma hora de abertura, com 7 bilhões de euros em ofertas recebidas. O governo busca um máximo de 5 bilhões de euros, disse o chefe da agência de administração da dívida da Grécia, Petros Christodoulou.
A venda é um teste-chave da capacidade da Grécia de levantar recursos para cobrir os títulos vincendos e evitar o risco de default. O anúncio da oferta veio um dia depois de a Grécia detalhar uma nova rodada de ações, incluindo congelamento de aposentadorias e aumento dos impostos sobre cigarro, álcool e bens de luxo.
As medidas visam mostrar aos mercados que o governo está comprometido em colocar os gastos sob controle e ter dinheiro para honrar seus compromissos.
A Grécia tem de tomar emprestado 54 bilhões de euros por meio de emissões da dívida soberana este ano e até agora levantou 13 bilhões de euros, incluindo vendas de títulos do Tesouro. Mas a baixa confiança do mercado no país se traduziu em custos de empréstimos extremamente altos para Atenas e o governo está atrás de uma maneira de conseguir empréstimos a taxas mais razoáveis.
Os gregos pressionam seus parceiros da União Europeia por um apoio mais forte em troca de seu novo plano de austeridade fiscal, alegando que precisam de um voto de confiança que acalme os mercados.
O premiê da Grécia, George Papandreou, está para se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim na sexta-feira e com o presidente francês Nicolas Sarkozy em Paris no domingo.
A União Europeia não fez uma manifestação explícita de apoio e circula pelos mercados que a Alemanha e a França podem ajudar na forma de bancos estatais garantindo bônus gregos.
"O que esperamos de nossos parceiros da União Europeia e, acima de tudo, da Alemanha - porque a voz da Alemanha é particularmente importante neste contexto - é uma clara manifestação de solidariedade e confiança" no governo grego e no novo plano de austeridade, comentou o vice-ministro do Exterior, Dimitris Droutsas, à rede de TV alemã ARD.
Droutsas sublinhou que, "em nenhum momento, o governo grego solicitou ou pediu apoio financeiro direto a seus parceiros europeus ou da Alemanha". "Somos da opinião de que podemos controlar sozinhos esta crise ", acrescentou. "O que necessitamos é de uma forte manifestação de solidariedade."
A Alemanha já afirmou diversas vezes que cabe à Grécia a principal responsabilidade de superar sua crise da dívida. Angela Merkel elogiou as novas medidas de austeridade do governo grego, mas avisou que sua reunião com Papandreou não deve ser "sobre promessas de ajuda".
Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/financas/10/6137516/grecia-realiza-importante-emissao-de-bonus&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0hDV8WjOE
quarta-feira, 3 de março de 2010
Roubini vê Brasil vulnerável
O economista Nouriel Roubini, que previu o colapso das hipotecas sub-prime nos Estados Unidos, acredita que o déficit em conta corrente no Brasil irá dobrar até o final do ano. Desta forma o país se tornará mais dependente das benesses do mercado e pressionará as taxas de financiamento da dívida pública. Segundo sua equipe, esse déficit não conseguirá ser recomposto pelo investimento estrangeiro direto. E tudo leva a crer no acerto da previsão: nos dois primeiros meses do ano o volume de importações foi mais do que o dobro das importações no período.
Fonte: Newsletter ADVFN
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Brasil: crise evidencia desaceleração do PIB e deve trazer avanço do déficit fiscal
SÃO PAULO - Os desdobramentos da crise financeira atingiram o lado real das principais economias do mundo. Estados Unidos, Zona do Euro, Reino Unido, China e Japão já sentem os primeiros efeitos degenerativos na atividade econômica, e, conseqüentemente, nas expectativas de crescimento.
Por aqui, como avalia o economista Alberto Furuguem, em relatório do banco Cruzeiro do Sul, ainda é cedo para se ter uma idéia dos reais impactos no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) para 2009, mas há consenso de desaceleração.
Ao contrário da avaliação dos governistas, que apostam em um crescimento de até 4% para 2009, as projeções do mercado, assim como as do banco, giram em torno de 2% a 3%, muito aquém das perspectivas para este ano, na casa de 5,3%.
Mais afetados
Como ocorrência da crise financeira, o crédito para os setores de produção, principalmente para a indústria, tende a se enxugar, agregar maiores taxas de juros e menores prazos de pagamento.
Revisões dos planos de investimento e produção promovidos pela indústria automobilística e eletroeletrônica recentemente, assim como o corte de 10% na produção realizado pela Vale, evidenciam um cenário propenso para desaceleração, que já respinga na disposição de compra dos consumidores.
Para Furuguem, a crise financeira internacional afetará, indiscutivelmente, o nível de atividade da economia brasileira, fator que deverá recobrir em perda de receita tributária por parte do Governo.
O caso da dívida pública
Na visão do economista, não se pode descartar uma queda na receita em termos reais, já que a rentabilidade das empresas em geral tenderá a cair "substancialmente". Do outro lado, as despesas públicas deverão continuar em expansão, muito devido à base de despesas.
Como conseqüência, as despesas com investimentos tenderão a ficar ainda mais prejudicadas, evidenciando a deficiência do Estado neste quesito, o que dificultará o cumprimento das metas fiscais, que aqui se traduz em novos impostos e aumento das alíquotas cobradas.
Com um quadro fiscal mais apertado, o economista avalia que o Governo deverá voltar a disputar a oferta de recursos com o setor privado, tanto de origem interna ou empréstimos externos.
Neste cenário, Furuguem antevê a manutenção da política de juros altos aplicada no Brasil, que garante bons lucros para a renda fixa, e dificuldades para os tomadores de financiamento, somando mais um fator para reduzir os investimentos do setor privado.
Visão de longo prazo
Para aqueles que pensam em investir em Bolsa, o economista recomenda uma visão de longo prazo, aproveitando os preços baixos para reforçar o portfólio de investimento.
No que depender do cenário atual, as ações deverão flutuar conforme as expectativas de resultados das empresas, com inevitáveis oscilações diante da evolução das economias mundiais, em desaceleração.
Por aqui, como avalia o economista Alberto Furuguem, em relatório do banco Cruzeiro do Sul, ainda é cedo para se ter uma idéia dos reais impactos no desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) para 2009, mas há consenso de desaceleração.
Ao contrário da avaliação dos governistas, que apostam em um crescimento de até 4% para 2009, as projeções do mercado, assim como as do banco, giram em torno de 2% a 3%, muito aquém das perspectivas para este ano, na casa de 5,3%.
Mais afetados
Como ocorrência da crise financeira, o crédito para os setores de produção, principalmente para a indústria, tende a se enxugar, agregar maiores taxas de juros e menores prazos de pagamento.
Revisões dos planos de investimento e produção promovidos pela indústria automobilística e eletroeletrônica recentemente, assim como o corte de 10% na produção realizado pela Vale, evidenciam um cenário propenso para desaceleração, que já respinga na disposição de compra dos consumidores.
Para Furuguem, a crise financeira internacional afetará, indiscutivelmente, o nível de atividade da economia brasileira, fator que deverá recobrir em perda de receita tributária por parte do Governo.
O caso da dívida pública
Na visão do economista, não se pode descartar uma queda na receita em termos reais, já que a rentabilidade das empresas em geral tenderá a cair "substancialmente". Do outro lado, as despesas públicas deverão continuar em expansão, muito devido à base de despesas.
Como conseqüência, as despesas com investimentos tenderão a ficar ainda mais prejudicadas, evidenciando a deficiência do Estado neste quesito, o que dificultará o cumprimento das metas fiscais, que aqui se traduz em novos impostos e aumento das alíquotas cobradas.
Com um quadro fiscal mais apertado, o economista avalia que o Governo deverá voltar a disputar a oferta de recursos com o setor privado, tanto de origem interna ou empréstimos externos.
Neste cenário, Furuguem antevê a manutenção da política de juros altos aplicada no Brasil, que garante bons lucros para a renda fixa, e dificuldades para os tomadores de financiamento, somando mais um fator para reduzir os investimentos do setor privado.
Visão de longo prazo
Para aqueles que pensam em investir em Bolsa, o economista recomenda uma visão de longo prazo, aproveitando os preços baixos para reforçar o portfólio de investimento.
No que depender do cenário atual, as ações deverão flutuar conforme as expectativas de resultados das empresas, com inevitáveis oscilações diante da evolução das economias mundiais, em desaceleração.
Por: Rafael de Souza Ribeiro
06/11/08 - 13h35
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06/11/08 - 13h35
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