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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Rapidinhas do mercado

A Microsoft lucrou US$ 4 bilhões no primeiro trimestre de 2010, resultado acima do esperado pelos analistas e um terço maior que o do mesmo período do ano passado...

A agência de classificação de risco Moody?s rebaixou o rating da dívida pública da Grécia e projeta um novo corte futuro caso não haja melhora na condição econômica do país...

Boa notícia: a balança de pagamentos brasileira ficou com superávit de US$ 3,2 bilhões em março. A balança de pagamentos ficou em evidência recentemente após surgirem dúvidas sobre a capacidade de produzir saldos positivos este ano...

A venda de imóveis usados nos EUA ficou acima do esperado para o mês de março e acima das vendas registradas em fevereiro...

O índice de preços ao produtor norte-americano registrou alta de 0,7% em março, após uma retração 0,6% em fevereiro...

Os pedidos de seguro desemprego nos EUA marcaram 456 mil novas solicitações na semana, valor abaixo do registrado na medição anterior...

Fonte: ADVFN

Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo


SÃO PAULO – A sexta-feira (23) é marcada por uma trajetória de ganhos nas bolsas europeias e nos mercados futuros norte-americanos, impulsionados pela notícia de que a Grécia aceitará o pacote de ajuda formulado pelo FMI (Fundo MonetárioInternacional) e pela União Europeia.
O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, disse à agência Reuters que “é imperativo que peçamos a ativação do mecanismo”. Os custos dos CDSs (Credit Default Swaps) da Grécia caíram para abaixo dos 600 pontos-base com a especulação de que o resgate será concretizado.
Paralelamente, bons números reportados pelo índice de confiança do consumidor francês e de encomendas à indústria da Zona do Euro também animam os investidores, assim como os resultados trimestrais contabilizados pela Volvo, cujas ações disparam mais de 9%.


Petrobras em destaque
Por aqui, o noticiário mostra-se tranquilo neste começo de dia, com destaque à Petrobras (PETR3PETR4), que comunicou em nota na noite passada a eleição de Guido Mantega como presidente de seu Conselho de Administração.
A empresa também é notícia por novidades no que tange ao seu projeto de capitalização, que deve ser aprovado em Brasília até junho, segundo José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras. Na quinta-feira passada, senadores apresentaram cinco emendas ao projeto de Lei da Câmara, permitindo que acionistas minoritários utilizem até 30% do seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) na compra de mais ações da empresa.
As novas propostas também autorizam a cessão onerosa da União à petrolífera do direito de executar atividades de pesquisa e lavra de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos.


MPX e a Justiça
Por sua vez, a MPX Energia (MPXE3) enviou comunicado revelando que não foi formalmente intimada do deferimento de liminar pela Justiça Federal do Maranhão determinando a suspensão das obras de sua usina termelétrica, e que irá tomar todas as medidas cabíveis assim que for devidamente acionada.


Positivo registra recorde
Enquanto isso a Positivo Informática (POSI3) registrou crescimento de 31,8% nas suas vendas de computadores no primeiro trimestre de 2010, no comparativo com os primeiros três meses do ano passado. O resultado foi recorde, totalizando 425,7 mil computadores vendidos.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Petróleo sobe, ancorado na alta das importações chinesas e queda do dólar


SÃO PAULO – O petróleo inicia a tarde desta segunda-feira (12) com valorização, enquanto investidores avaliam a alta das importações da commodity na China e também o anúncio de ajuda da União Européia à Grecia, que atualmente passa por sérios problemas fiscais. Há pouco, o barril de óleo bruto operava cotado a US$ 85,37 em Londres, com alta de 0,64% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 5,17% neste mês de abril. O contrato com vencimento em maio de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 85,23 por barril, configurando uma alta de 0,37% frente ao fechamento anterior.
A despeito do impacto negativo do primeiro déficit comercial chinês em seis anos, no mercado de petróleo a alta das importações do gigante asiático tem reflexo positivo e colabora com o comportamento das cotações no intraday. De acordo com dados preliminares divulgados pela Administração Geral das Alfândegas, a China, segundo maior consumidor de petróleo do globo, importou 21,1 milhões de toneladas de óleo bruto no mês passado.
Da Ásia para a Europa, onde um aparente desfecho favorável da questão fiscal grega chama atenção do mercado. Os ministros das finanças dos 16 países que compõem a Zona do Euro acertaram um pacote de resgate ao país no valor de € 30 bilhões, com aportefinanceiro do BCE (Banco Central Europeu). Cabe lembrar que os ministros ressaltaram que o resgate não será provido agora, e sim em caso de insolvência grega.
Outro fator que colabora para a valorização do petróleo tanto em Londres quanto em Nova York no começo desta tarde é a depreciação do dólar norte-americano frente às principais divisas do globo. Um dólar menos valorizado é sinônimo de petróleo mais barato, visto que a commodity é negociada nesta moeda. Assim, é de se esperar que haja uma alta nos preços para equivaler a queda da moeda em que o petróleo é cotado.

Fonte: Infomoney

Expectativa para a semana é que referências externas deem o tom dos mercados


SÃO PAULO - A semana se inicia de maneira positiva nos mercados globais: resgate à Grécia, bons indicadores durante a última semana e menores temores sobre a conduta da política monetária nos EUA, Japão e Europa. Fatores estes que, em conjunto, arrefeceram a aversão ao risco dos investidores e trazem certo otimismo para as sessão que estão por vir.
Quanto à Grécia, os ministros das finanças da Zona do Euro acertaram um pacote de resgate no valor de € 30 bilhões, a ser concedido pelos 16 países do bloco monetário, com aporte financeiro do BCE (Banco Central Europeu). Para o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, o resgate ao endividado país “traz um novo impulso à cotação do euro, sendo mais um fator de redução da aversão a risco que tem sido observada nos últimos dias”.
No tocante dos indicadores positivos, destaque à elevação nas vendas no varejo norte-americano, nos bons números dos estoques do país e “a aposta dos investidores em bons resultados financeiros durante a temporada de balanços do primeiro trimestre, nos EUA”, que reforçam o sentimento mais otimista do mercado, de acordo com Miriam Tavares, da AGK Corretora.
A manutenção das políticas também ajudou no view mais positivo para esta semana, bem como a divulgação do déficit chinês, que, segundo Campos Neto foi “uma confirmação da força da economia interna, dada a necessidade de se adquirir quantidades cada vez maiores de matérias-primas para sustentar o intenso ritmo de crescimento”.
Perspectivas... 72 mil pontos?
“Movimentos de realizações após altas dos preços dos ativos de maior risco deverão fazer parte do ambiente de negócios ainda por algum tempo”, afirma Tavares, prevendo um cenário de “recuperação moderada” para este e o próximo ano. “Indicadores macroeconômicos e as sinalizações dos governos estarão combinados de uma forma mais positiva e em outros, mais preocupantes.”
Quanto ao Ibovespa, existe potencial para buscar os 72 mil pontos nesta semana, avalia Antônio Goés, analista da Senso Corretora, para quem o mercado "é bom, de alta". Já Marco Aurélio Etchegoyen, analista da Diferencial, com um pouco mais de cautela, acredita que o otimismo em relação aos indicadores macroeconômicos será determinante para direcionar o índice.
Em linha com os analistas, Tavares destaca que "o Ibovespa tem potencial para buscar os 72 mil pontos nesta semana, avaliam alguns analistas deste segmento, se o cenário externo permitir."
Agenda internacional recheada
Na agenda internacional, semana bastante intensa, em especial no front chinês e norte-americano. No primeiro, o PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre e os dados da indústria e varejo de abril vão impactar os mercados globais, além dos inúmeros resultados corporativos; já quanto ao segundo, atenção especial aos números de atividade.
“Do lado chinês, no entanto, ainda que os dados de atividade devam continuar muito fortes, existe a expectativa de que os indicadores da semana aumentem a possibilidade de um aperto monetário na economia chinesa, limitando um otimismo mais acentuado nos mercados”, afirma Mirim Tavares.
Para o analista da Diferencial, Marco Aurélio Etchegoyen, a divulgação do resultado do PIB chinês acima do esperado deve traduzir-se em otimismo no mercado interno, com expectativa de aumento da demanda por commodities. "O que comprova que os reajustes pedidos pela Vale não são infundados", comenta. 
Do lado americano Miriam avalia que "as notícias positivas devem preponderar, em especial, nos números referentes às vendas no varejo e produção industrial, o que, se confirmado, deve reforçar a retomada do viés positivo para os preços dos ativos financeiros globais”.
Ainda nos EUA, a publicação do Livro Bege do Federal Reserve e divulgações quanto aos números da inflação no país também ganham destaque no período.
Já na Europa, foco na produção industrial da Zona do Euro em fevereiro e ao índice de preços ao consumidor de março. No Reino Unido, destaque aos números da balança comercial.
Agenda doméstica anêmica
Já por aqui, agenda um pouco mais branda, ganhando destaque a pesquisa mensal de comércio e números inflacionários. “Esperamos que o indicador mostre otimismo sobre a economia brasileira: a nossa previsão é de +11% na comparação anual, o que significa uma outra expansão na margem”, afirmam os analistas do Bradesco.
Confira a agenda da semana:
> Segunda-feira (12/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao primeiro decêndio de abril, que é bastante utilizado pelo mercado e retrata a evolução geral de preços na economia.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
 - EUA
15h00 - O Departamento de Tesouro norte-americano fornece os dados de março do Treasury Budget (orçamento governamental).
> Terça-feira (13/4)
 - Brasil
Não serão revelados indicadores relevantes no País neste dia.
 - EUA
9h30 – Serão apresentados o Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de março. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.
9h30 - Destaque ao Trade Balance (balança comercial) com base no mês de fevereiro, que mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país.
> Quarta-feira (14/4)
 - Brasil
9h30 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresenta a Pesquisa do Comércio de fevereiro, que acompanha a evolução da atividade comercial no Brasil, com indicadores calculados para cada região do País.
Haverá o vencimento de opções sobre os contratos de Ibovespa Futuro negociados na BM&F Bovespa.
 - EUA
9h30 - Principal destaque para o indicador Retail Sales referente ao mês de março, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.
9h30 - Atenção para a divulgação do CPI (Consumer Price Index) e de seu núcleo, que mensuram os preços ao consumidor referentes ao mês de março.
11h00 - O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês fevereiro.
11h30 - Confira o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
15h00 - Investidores estarão atentos ao Livro Bege do Fed, relatório importante sobre o desempenho atual da economia do país.
> Quinta-feira (15/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV revela o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) do mês de abril. O índice, que é formado por um conjunto de parâmetros de inflação, registra os preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.
 - EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
9h30 - O Fed de Nova York apresenta o NY Empire State Index referente ao mês de abril. Esse índice tem como intuito medir a atividade manufatureira no estado, um dos principais do país.
10h15 - Destaque para os números do setor industrial do mês de março, descritos pelo Industrial Production e pelo Capacity Utilization.
11h00 - O Fed da Filadélfia revela o Philadelphia Fed Index de abril, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.
> Sexta-feira (16/4)
 - Brasil
8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à segunda quadrissemana de abril. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
 - EUA
9h30 - Sairão os índices Housing Starts e Building Permits, que medem, respectivamente, o número de casas que começaram a ser construídas e quantas autorizações para a construção de imóveis foram concedidas no mês de março.
10h55 - A Universidade de Michigan publica a preliminar do Michigan Sentiment de abril, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 15 de março de 2010

Estrangeiros passam bastão aos fundos


O Ibovespa voltou a cobiçar os 70 mil pontos. O que está por trás dessa recuperação?

Por Milton Gamez com Juliana Schincariol e Márcio Kroehn
Papéis avulsos
Quem olha as ofertas públicas iniciais da Aliansce e da Multiplus pode achar que é o apetite dos investidores estrangeiros. Eles ficaram, respectivamente, com 73% e 82% desses IPOs. Porém, este ano, o saldo de seus negócios na Bovespa estava negativo em R$ 1,86 bilhões até a terça-feira 9. A participação dos estrangeiros no volume de negócios está caindo. Se no ano passado suas ordens representavam 34%, em média, das negociações, desde janeiro ficaram em 28%. Terão as palavras otimistas do lendário gestor Mark Mobius, da Franklin Templeton – “A economia brasileira é mais confiável do que a chinesa” – deixado de convencer seus pares? Não necessariamente. A crise das finanças públicas na Europa pode ter sido o principal fator de pé no freio. “A Grécia mostrou que a recuperação dos mercados não estava tão óbvia”, diz João Grilo Simões, sócio da Duna Asset. Então, o que tem inflado o Ibovespa? São os investidores institucionais, cuja participação subiu de 25,7% para 30% dos negócios. “Os fundos estão fazendo grandes movimentações”, diz Roberto Lee, diretor da WinTrade. “As brigas pelos bons negócios estão sendo maiores este ano”, confirma Simões.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Alerta: Dívida dos países desenvolvidos em reavaliação

Após a crise, com o mundo tentando voltar à normalidade e com indícios de crescimento em diversos países, principalmente nos emergentes, algo de incômodo ficou para assustar: a dívida pública dos países desenvolvidos. Para tentar refrear o pânico no final de 2008, os governos de diversos países inundaram suas economias com pacotes de resgate a diversos setores da economia e seria ingênuo acreditar que não haveria conseqüências dessa atitude. As agências de classificação de risco já começaram a dar os primeiros passos, rebaixando ratings (notas de risco) dos alvos mais fáceis, leia-se Grécia. Entretanto Estados Unidos e Reino Unido também tiveram suas contas públicas deterioradas, não na mesma proporção da Grécia, mas afetadas sem dúvida, e já foram ameaçadas. É possível imaginar um rebaixamento nos ratings de países de sólida reputação, mas só especular as conseqüências.
Me lembrei de uma matéria sobre um analista brasileiro que rebaixou o rating dos EUA...
Fonte: ADVFN

sexta-feira, 5 de março de 2010

Rapidinhas do mercado

Alguns políticos alemães sugeriram jocosamente à Grécia vender algumas de suas ilhas para quitar parte da dívida pública...

Em janeiro as encomendas às fábricas nos EUA subiram 1,7% em linha com as estimativas...

Os contratos de vendas de imóveis assustaram com a queda de 7,6% em janeiro nos EUA, enquanto se esperava alta de 1%...

Em contra partida os pedidos de seguro desemprego caíram para 469 mil pedidos na semana nos Estados Unidos...

A produção industrial brasileira subiu impressionantes 16% em janeiro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado...
Fonte: ADVFN

quinta-feira, 4 de março de 2010

Grécia realiza importante emissão de bônus

ATENAS - A Grécia lançou nesta quinta-feira sua oferta de títulos de 10 anos, um dia depois de ganhar aprovação dos mercados e da União europeia para suas medidas de austeridade elaboradas para tirar o país da crise financeira.

A oferta já registrou mais interessados do que os títulos disponíveis em uma hora de abertura, com 7 bilhões de euros em ofertas recebidas. O governo busca um máximo de 5 bilhões de euros, disse o chefe da agência de administração da dívida da Grécia, Petros Christodoulou.

A venda é um teste-chave da capacidade da Grécia de levantar recursos para cobrir os títulos vincendos e evitar o risco de default. O anúncio da oferta veio um dia depois de a Grécia detalhar uma nova rodada de ações, incluindo congelamento de aposentadorias e aumento dos impostos sobre cigarro, álcool e bens de luxo.

As medidas visam mostrar aos mercados que o governo está comprometido em colocar os gastos sob controle e ter dinheiro para honrar seus compromissos.

A Grécia tem de tomar emprestado 54 bilhões de euros por meio de emissões da dívida soberana este ano e até agora levantou 13 bilhões de euros, incluindo vendas de títulos do Tesouro. Mas a baixa confiança do mercado no país se traduziu em custos de empréstimos extremamente altos para Atenas e o governo está atrás de uma maneira de conseguir empréstimos a taxas mais razoáveis.

Os gregos pressionam seus parceiros da União Europeia por um apoio mais forte em troca de seu novo plano de austeridade fiscal, alegando que precisam de um voto de confiança que acalme os mercados. 

O premiê da Grécia, George Papandreou, está para se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim na sexta-feira e com o presidente francês Nicolas Sarkozy em Paris no domingo.

A União Europeia não fez uma manifestação explícita de apoio e circula pelos mercados que a Alemanha e a França podem ajudar na forma de bancos estatais garantindo bônus gregos.

"O que esperamos de nossos parceiros da União Europeia e, acima de tudo, da Alemanha - porque a voz da Alemanha é particularmente importante neste contexto - é uma clara manifestação de solidariedade e confiança" no governo grego e no novo plano de austeridade, comentou o vice-ministro do Exterior, Dimitris Droutsas, à rede de TV alemã ARD.

Droutsas sublinhou que, "em nenhum momento, o governo grego solicitou ou pediu apoio financeiro direto a seus parceiros europeus ou da Alemanha". "Somos da opinião de que podemos controlar sozinhos esta crise ", acrescentou. "O que necessitamos é de uma forte manifestação de solidariedade."

A Alemanha já afirmou diversas vezes que cabe à Grécia a principal responsabilidade de superar sua crise da dívida. Angela Merkel elogiou as novas medidas de austeridade do governo grego, mas avisou que sua reunião com Papandreou não deve ser "sobre promessas de ajuda".

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/financas/10/6137516/grecia-realiza-importante-emissao-de-bonus&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0hDV8WjOE


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fundos externos sacam US$ 128 milhões do Brasil em uma semana Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/mercado/212/6080133/fundos-externos-sacam-us-128-milhoes-do-brasil-em-uma-semana&scrollX=0&scrollY=200&tamFonte=#ixzz0e2qNh8EL

SÃO PAULO - A preocupação com o aperto monetário na China e a deterioração das contas públicas em diversos países, como Grécia e Japão, serviram de gatilho a um forte movimento de correção no preço dos ativos de risco no mundo todo durante a quarta semana de janeiro. 

Os dados da EPFR Global sobre a movimentação nos fundos de ativos espelhou bem esse momento de incerteza e fuga para a qualidade. Os Fundos de Ações de Mercados Emergentes marcaram a primeira perda de recursos em 12 semanas. E as carteiras voltadas ao Brasil também não escaparam às ordens de venda.

Considerando todos os fundos com alguma exposição ao país, os saques somaram US$ 128 milhões, segundo levantamento da BTG Pactual, que também tem como base dados da EPFR Global. No acumulado do ano, no entanto, o resultado ainda é positivo em US$ 830 milhões.

Chama atenção que as carteiras dedicadas ao país ainda captaram US$ 62 milhões, mas as retiradas via Fundos de Ações da América Latina ficaram em US$ 115 milhões. E entre os Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês), a fatia do Brasil foi negativa em US$ 76 milhões.

Os números estão alinhados à movimentação externa captada pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Na semana entre 20 e 27 de janeiro, o saldo de negociação direta dos investidores estrangeiros foi negativo e R$ 2,52 bilhões.

Voltando aos números da EPFR Global, os Fundos de Ações da América Latina viram US$ 220 milhões irem embora, maior saque em 29 semanas. Nos diversificados GEM, os saques atingiram a maior soma das últimas 23 semanas. Retiradas também foram captadas nas carteiras com foco nos Emergentes da Europa, Oriente Médio e Áfria (EMEA, na sigla em inglês).

Contrariando o senso comum, os Fundos de Ações da China não foram os grandes perdedores de recursos. De fato, os veículos com foco no país levantaram US$ 288 milhões na semana encerrada dia 27. Segundo a EPFR Global os investidores aplaudiram o governo chinês, que age de forma antecipada na contenção de bolhas e na prevenção de um superaquecimento econômico.

Outro ponto a chamar atenção é que enquanto os investimentos em ações perderam força, os Fundos de Bônus Emergentes tiveram captação de US$ 572 milhões. O grupo Fundos de Bônus Emergentes em Moeda Local ficou com US$ 512 milhões, resultado recorde.

Tal constatação, aliada ao fato de que os "money marker funds", tradicional porto seguro em momentos de incerteza, perderam US$ 10 bilhões na semana, sugere que o apetite por mais risco e maiores retornos está longe de ter acabado.

Expandindo a análise, todos os fundos de ações perderam US$ 9 bilhões no período, enquanto isso, todas as carteiras de títulos captaram US$ 4,8 bilhões. Com isso, os Bond Funds passaram a marcar saldo positivo em todas as semanas desde 11 de março de 2009. 

Embora os mercados emergentes tenham perdido apelo na semana, isso não se transformou em motivo de maior alocação de dinheiro para os países desenvolvidos.

Os Fundos de Ações dos EUA perderam US$ 8 bilhões na semana encerrada dia 27, maior saque desde o final de junho do ano passado. Além das questões envolvendo a China e os déficit da Europa, os gestores ponderaram as propostas de reforma do setor financeiro. 

Perdas também na Europa, onde os fundos ficaram US$ 731 milhões mais magros. Balanços pouco animadores e renovadas dúvidas sobre a saúde financeira de bancos e de alguns países da região pesaram sobre as decisões de investimento.

Destoando, os Fundos de Ações do Japão ganharam dinheiro novo, mesmo com um noticiário pouco favorável, como o rebaixamento de perspectiva de rating soberano em função do endividamento público.

Cada um dos fundos setoriais teve seu motivo para os saques. Fracos resultados trimestrais e perspectivas pouco brilhantes para os lucros de 2010 resultaram em perda para as carteiras de Finanças e Tecnologia.

Já as dúvidas quanto à manutenção do apetite da China por commodities contribuiu para que os setoriais de Commodities perdessem dinheiro pela quarta semana seguida. Os grupos Energia e Bens de Consumo também foram alvo de saques.

O único setorial a receber dinheiro novo foi de Serviços Públicos. Visto como mais defensivo, o grupo ganhou US$ 197 milhões.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/mercado/212/6080133/fundos-externos-sacam-us-128-milhoes-do-brasil-em-uma-semana&scrollX=0&scrollY=200&tamFonte=#ixzz0e2qRe9T9