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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Queiroz Galvão amplia presença em petróleo e gás

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) prepara outras investidas no pré-sal não relacionadas à recente aquisição de 10% no bloco BM-S-8, no pré-sal da Bacia de Santos, anunciada recentemente. José Augusto Fernandes Filho, presidente da companhia, conta animado que vai testar "uma belíssima estrutura [reservatório]" no bloco BM-S-12, na mesma bacia e apelidada de Ilha do Macuco - onde a Petrobras detém 70% -; no pré-sal da bacia do Jequitinhonha, no bloco BM-J-2, onde é operadora; e em Biguá, um dos reservatórios encontrados no BM-S-8.
Apesar do grupo operar desde a abertura do setor, em 1997, a empresa voltada para exploração foi criada em outubro, após 14 anos como um departamento da Queiroz Galvão Óleo e Gás. Atualmente a QGEP ocupa o 6º lugar entre os maiores produtores de petróleo do país, segundo o boletim da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de maio. Desde a criação, investiu US$ 700 milhões: US$ 300 milhões em exploração e o restante no desenvolvimento da produção dos campos Coral e Manati.
Somada a produção petróleo com a de gás em Manati (BA), o volume chegou a 11 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia em maio, mas deve aumentar quando a empresa religar cinco poços fechados para manutenção. Com a reativação, a Queiroz Galvão deve voltar à posição de 2010, como quarta maior produtora e, por enquanto, à frente de empresas maiores como Statoil, BP e Repsol.
Mesmo reduzida, a produção de gás, de 1,73 milhões de m3 /dia, é superada apenas pela Petrobras. Se for contabilizado só o petróleo, também em Manati, a produção é mais modesta, de 177 barris ao dia. Mas os planos são chegar a 120 mil barris ao dia até o fim da década.
Além do desembolso de US$ 175 milhões para entrar no BM-S-8, a empresa prevê investimentos de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões este ano. Ela captou R$ 1,5 bilhão com uma oferta pública inicial de suas ações na bolsa e procura novos ativos. "Esse dinheiro (da oferta pública) está no caixa e usamos para a compra do BM-S-8. Como informamos na época, ele será usado para aquisições, quando surgirem boas oportunidades", diz Fernandes Filho.
O negócio de exploração e produção, o único de capital aberto do grupo, parece mais visível e efervescente, mas não é o único do setor que está ganhando espaço no conglomerado, que nasceu em Pernambuco e que completa 58 anos em 2011 com 20 mil empregados. O setor de petróleo e gás - que engloba a construção naval, montagens industriais, serviços de perfuração e aluguel de sondas - responde por 50% do faturamento, de R$ 7,4 bilhões em 2010.
A Queiroz Galvão Óleo e Gás começou a atividade nos anos 80. Ela tem contratos em carteira que somam US$ 6,6 bilhões e 1,8 mil funcionários. A empresa tem nove sondas de perfuração em terra (alugadas para a Petrobras, HRT e OGX) e oito plataformas offshore. Em breve o número de sondas subirá para quinze.
A companhia de óleo e gás é investidora e operadora das unidades. Após associação com a SBM Offshore (Single Buoy Moorings, a maior do mundo) vai construir a FSPO Cidade de Paraty, que será conectada ao campo de Lula Nordeste em 2013. Divide ainda com outra gigante, a BW Offshore, a plataforma FPSO P-63, que vai operar no campo Papa Terra (da Petrobras e Chevron) na bacia de Campos.
O diretor-geral da empresa, Leduvy Gouvea, explica que a empresa tem 21 contratos com a Petrobras, incluindo o de afretamento de uma plataforma destinada ao pré-sal. A companhia ganhou, junto com a SBM, licitação para construção e afretamento do FPSO que será instalado no campo de Guará.
Já a Construtora Queiroz Galvão tem participação acionária de 40% do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), na Quip (33% em sociedade com a UTC e IESA) e no Estaleiro Rio Grande (com a Camargo Corrêa e a Samsung) e uma carteira de obras que inclui as plataformas P-55 - em fase final de construção no Atlântico Sul e que terá os módulos integrados no Quip - P-59 e P-60, que estão em construção.
O braço de construção também participa de obras de grande porte em refinarias da Petrobras. Com sócios diversos, a empresa lidera consórcios que estão fazendo duas obras na Reduc; a unidade de tratamento de gás do Campo de Mexilhão (SP); a construção das unidades de hidrotratamento de destilados médios do Comperj; e ainda as tubovias que vão integrar todas as unidades da Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
Sobre essa obra, Otoniel Silva Reis, diretor da construtora, diz que serão utilizadas 30 mil toneladas de tubulação. O segredo de tantos contratos simultâneos, segundo Reis, é simples. "Quando o mercado cresceu, a empresa estava muito preparada".
Fonte: Valor

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Fundos de R$ 2 bi para óleo e gás

A movimentação em torno da indústria de petróleo e gás no Brasil não para. O Banco Santander se uniu à gestora de recursos Mare Investimentos, de Rodolfo Landim, ex-presidente da OGX e da BR Distribuidora para criar dois fundos de "private equity", num total de R$ 2 bilhões, para o setor de óleo e gás. A Mare reúne, ainda, Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES e da Nossa Caixa, Nelson Guitti (ex- MMX e ex-BR) e Claudio Coutinho (ex-BBM e controlador do Banco CR2).
Esse grupo de sócios acredita que a experiência no setor de óleo e gás é um diferencial para atrair não só investidores mas convencer empresas interessadas em suporte e financiamento.
Marcus Matioli Vieira, diretor executivo de planejamento do Santander, adianta que o projeto é ter R$ 2 bilhões sob gestão no primeiro momento, divididos nos dois fundos de "private equity" que ainda estão em fase de estruturação. O que será voltado para investidores nacionais deverá captar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, enquanto o fundo para estrangeiros terá US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão.
Os dois fundos devem investir nos mesmos projetos (co-investimento), já que a maior diferença é que investidores brasileiros preferem participar mais das decisões, enquanto alguns estrangeiros não querem, explica Demian Fiocca.
"É uma área com excelentes oportunidades no Brasil, onde existem empresas muito boas mas falta capital e as empresas ou não cresceram ou foram vendidas. Nossa visão é que, com apoio, virá uma grata surpresa com a qualidade do setor", diz Vieira, do Santander.
O banco espanhol já administra dois fundos voltados para a área de energia no Brasil: o Fundo InfraBrasil, que tem R$ 1 bilhão sob gestão, com investimentos principalmente em empresas do setor elétrico (pequenas centrais hidrelétricas e energias renováveis) através da Renova Energia; e um outro chamado FIP Caixa Ambiental. Esse último está em fase de investimento, tem atualmente cerca de R$ 140 milhões e deve chegar a R$ 400 milhões, segundo informa o Santander.
Fiocca admite que o prazo é curto, mas diz que existe a possibilidade de fechar o fundo nacional no primeiro trimestre desse ano. Já existem conversas com várias empresas e negociações sobre cláusulas de saída, assim com investidores potenciais, mas isso é tudo que eles adiantam.
Rodolfo Landim explica que o grupo está analisando empresas não só de equipamentos, mas também serviços, logística e infraestrutura. Podem ainda começar do zero colocando projetos de pé. "Só não vamos investir no risco da exploração e produção de petróleo", diz o idealizador da OGX do empresário Eike Batista.
O momento que o Brasil vive e o gigantesco programa de investimentos da Petrobras evidenciam a imensa necessidade de acesso a capital que o setor terá que enfrentar nas próximas décadas. Em recente entrevista ao Valor o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, calculou que serão investidos entre US$ 624 bilhões a US$ 824 bilhões na cadeia de petróleo até 2014, considerando os US$ 224 bilhões da Petrobras previstos no atual plano estratégico e que deve aumentar no período 2011-2015, ainda não divulgado.
Isso significa que a cadeia de fornecedores terá que investir entre US$ 400 bilhões e US$ 600 bilhões para atender somente à demanda da estatal, o que equivale a algo entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões por ano. Demian Fiocca cita esses números e o contexto favorável, sem similar no mundo, para mostrar que existem poucas oportunidades de se encontrar uma demanda desse tamanho em qualquer lugar do planeta hoje.
Também por isso vê espaço para concorrência de outros fundos de "private equity" no setor de óleo e gás, já que o desafio de suprir as necessidades da indústria por capital é enorme e dá espaço para todo mundo.
Fonte: Valor

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Petróleo avança na bolsa

A empresa de petróleo e gás do grupo Queiroz Galvão vai listar suas ações na BM&FBovespa. A operação pode superar US$ 1 bilhão. Com isso, além da gigante estatal Petrobras, o investidor terá acesso a quatro empresas desse segmento na bolsa, considerando as já listadas OGX e HRT. Alcançadas as expectativas para essa operação e para a do braço australiano que atua no Brasil da Karoon, o setor deve captar cerca de R$ 5,5 bilhões no mercado paulista - apenas nos três últimos meses do ano.
Adicionando a Petrobras, que obteve R$ 40 bilhões junto a investidores de sua megacapitalização de R$ 120,3 bilhões, concluída no fim de setembro, o setor terá levantado a nada desprezível quantia de R$ 45,5 bilhões por meio do mercado brasileiro em apenas quatro meses.
Entretanto, vale destacar que o espaço que as novas empresas de petróleo estão encontrando - apelidadas de "companhias juniores" - deve-se à insatisfação deixada pela Petrobras. Os estrangeiros ficaram descontentes com a condução política do processo e o aumento da participação da União na empresa
A expectativa é que a Queiroz Galvão caia mais no gosto do investidor local, pela tradição do grupo no país. As demais colocações tiveram como forte componente a demanda internacional. Contudo, o sucesso das ofertas iniciais, como sempre, dependerá do preço das ações que serão vendidas, o que ainda não é de conhecimento público.
O grupo tem operações em diversos segmentos, como construção, rodovias, energia, agroindústria e siderurgia. No ano passado, a receita total somou R$ 6,4 bilhões.
A atuação na área de petróleo e gás vem desde 1981. A companhia, cujo nome completo é Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), se descreve no prospecto aos investidores como a maior empresa de controle privado brasileiro no setor de petróleo e gás em termos de produção diária em barris equivalentes de petróleo no Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro de 2009. Nos primeiros nove meses deste ano, teve lucro líquido de R$ 136,4 milhões, ante R$ 24,9 milhões de igual período de 2009.
Em seu portfólio, a companhia possui direitos de concessão sobre oito blocos exploratórios distribuídos na costa brasileira, incluindo os reservatórios no pré-sal, localizados nas Bacias de Santos, Jequitinhonha e Camamu.
Além disso, tem participação de 45% na concessão do Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, maior campo de gás natural não-associado em produção no Brasil de acordo com dados da ANP, com capacidade de produção de aproximadamente 50,3 mil barris equivalentes de petróleo por dia.
A empresa pretende aplicar de 70% a 80% dos recursos que forem captados na aquisição de novos blocos e negócios e de 20% a 30% na exploração do portfólio atual.
Vale destacar, porém, que há fluxo de recursos, em especial internacional, para outros setores também. Tanto que deve ocorrer ainda neste ano a abertura de capital da companhia de energias renováveis Desenvix, cujo objetivo é levantar até US$ 500 milhões, e da rede de farmáciasDroga Raia, que pode obter até US$ 250 milhões.
Somando essas operações, que não devem encontrar dificuldade no mercado (mantidas as atuais condições), o ano de 2010 deve terminar com um saldo de 14 novas companhias abertas, que terão movimentado aproximadamente R$ 15,5 bilhões.
Considerando as ofertas subsequentes, das companhias já listadas - exceto Petrobras -, o total de ofertas de ações sobe para 23 operações, que devem totalizar perto de R$ 43 bilhões.
Assim, o ano deve terminar quase empatado com 2009 nas captações, que foi o segundo melhor da história, perdendo apenas para 2007 - período de maior efervescência do mercado brasileiro em ofertas de ações em função da grande liquidez global do pré-crise. No ano passado, foram realizadas 24 distribuições públicas, entre novas listagens e operações subsequentes, que somaram R$ 45,9 bilhões. (Colaborou Ana Luísa Westphalen)
Fonte: Valor

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Petróleo sobe, ancorado na alta das importações chinesas e queda do dólar


SÃO PAULO – O petróleo inicia a tarde desta segunda-feira (12) com valorização, enquanto investidores avaliam a alta das importações da commodity na China e também o anúncio de ajuda da União Européia à Grecia, que atualmente passa por sérios problemas fiscais. Há pouco, o barril de óleo bruto operava cotado a US$ 85,37 em Londres, com alta de 0,64% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula forte alta de 5,17% neste mês de abril. O contrato com vencimento em maio de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 85,23 por barril, configurando uma alta de 0,37% frente ao fechamento anterior.
A despeito do impacto negativo do primeiro déficit comercial chinês em seis anos, no mercado de petróleo a alta das importações do gigante asiático tem reflexo positivo e colabora com o comportamento das cotações no intraday. De acordo com dados preliminares divulgados pela Administração Geral das Alfândegas, a China, segundo maior consumidor de petróleo do globo, importou 21,1 milhões de toneladas de óleo bruto no mês passado.
Da Ásia para a Europa, onde um aparente desfecho favorável da questão fiscal grega chama atenção do mercado. Os ministros das finanças dos 16 países que compõem a Zona do Euro acertaram um pacote de resgate ao país no valor de € 30 bilhões, com aportefinanceiro do BCE (Banco Central Europeu). Cabe lembrar que os ministros ressaltaram que o resgate não será provido agora, e sim em caso de insolvência grega.
Outro fator que colabora para a valorização do petróleo tanto em Londres quanto em Nova York no começo desta tarde é a depreciação do dólar norte-americano frente às principais divisas do globo. Um dólar menos valorizado é sinônimo de petróleo mais barato, visto que a commodity é negociada nesta moeda. Assim, é de se esperar que haja uma alta nos preços para equivaler a queda da moeda em que o petróleo é cotado.

Fonte: Infomoney

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Preço do petróleo tende a recuperar nível pré-crise


A cotação do petróleo pode voltar, em um prazo de cinco anos, aos patamares registrados antes da crise, quando o barril da commodity chegou a ficar perto da marca de US$ 150. Essa é a expectativa de Benoît de Vitry, chefe do departamento de commodities e mercados emergentes do Barclays Capital.
O petróleo atingiu sua cotação máxima em julho de 2008, antes da quebra do Lehman Brothers em setembro. O primeiro contrato do WTI bateu recorde de US$ 145,29 no dia 3 de julho. No mesmo dia ocorreu a máxima do Brent, quando fechou a US$ 146,08.
Apesar disso, Vitry ressalta que a volatilidade de preços nesse mercado deverá persistir até o fim do processo de recuperação da economia global, que deverá durar mais dois anos, aproximadamente. Mesmo assim, a oscilação tende a ser mais suave do que a observada durante a fase mais dura da crise financeira, observa.
Segundo o analista, o valor do petróleo, que tem oscilado dentro da faixa de US$ 80 a US$ 90, deverá passar a variar dentro da banda de US$ 90 a US$ 100 no segundo e terceiro trimestres deste ano, para, em seguida, alcançar o intervalo de US$ 90 a US$ 100.
"Nossa visão é a de que os preços subirão no curto, médio ou longo prazo, puxados pelos fundamentos de oferta e demanda", afirma o especialista do Barclays.
De acordo com Vitry, historicamente, as perspectivas do mercado costumam superestimar a tendência de produção, e, por outro lado, subestimar o consumo. "Assim, sempre tivemos mais demanda do que o esperado e menos produção do que o esperado", afirma ele.
Nesse sentido, Vitry afirma que não há risco de escassez de reservas de petróleo nos próximos dez anos, mas a atividade de produção, assim como os investimentos em exploração, dependerão do preço que o produto atingir no mercado. "Não faltará petróleo no mundo, a questão é o preço", diz.
Nos cálculos da equipe de pesquisas em commodities do Barclays, o petróleo WTI, negociado em Nova York, deverá alcançar a cotação média de US$ 92 no quarto trimestre. Ontem, o contrato para vencimento em maio do WTI fechou a US$ 85,39.
Para o Brent, negociado em Londres, a expectativa é de uma cotação média de US$ 91 nos três últimos meses do ano, ante o patamar de US$ 84,81 no fechamento de ontem, no contrato para maio.
Na média, os preços da commodity acumularam em março quatro trimestres seguidos de valorização, além de marcar nos primeiros três meses deste ano o quinto maior patamar médio da história, segundo relatório do banco. Mas em relação aos picos registrados em 2008, o WTI apresenta um queda de 41,23% e o Brent tem um perda de 41,94%.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Rapidinhas do mercado: Segunda-feira, 08 Março

Já são 25 bancos falidos somente este ano nos Estados Unidos. A FDIC salvou mais três instituições na semana passada...
O crédito ao consumidor cresceu para US$ 2,5 trilhões de dólares nos Estados Unidos, surpreendendo analistas que esperavam retração no volume...
O segmento Bovespa teve nova redução no volume financeiro e número de negócios em fevereiro. Na BM&F o volume financeiro também teve queda, apesar dos altos valores negociados, aproximadamente R$ 2,5 trilhões...
A taxa de desemprego ficou estável em fevereiro nos EUA e o número de cortes de empregos na economia foi de apenas 36 mil vagas...
Os dados do mercado de trabalho norte-americano fizeram a cotação do petróleo subir na sexta-feira, ampliando os ganhos da commodity no mês...
A Hypermarcas está à caça: a empresa adquiriu a compra de mais uma empresa. Desta vez a Jontex, fabricante de preservativos, foi o alvo...
Fonte: ADVFN

sábado, 6 de março de 2010

Petróleo fecha a US$ 81,50, máxima em sete semanas


NOVA YORK - Os futuros do petróleo subiram para o seu mais alto nível em sete semanas nesta sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho do governo dos EUA informou que a economia perdeu menos empregos que o esperado em fevereiro, oferecendo encorajamento à recuperação econômica. Os investidores se moveram para o petróleo na expectativa de que o consumo do combustível crescerá, à medida que o ritmo do crescimento econômico se acelera.

O petróleo light, em contrato de entrega para abril, fechou em alta de US$ 1,29 (1,6%) em US$ 81,50 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), no maior preço de fechamento desde 11 de janeiro. O petróleo brevemente atingiu um patamar acima de US$ 82 o barril, chegando a uma máxima intraday de US$ 82,07. A mínima, considerando as transações eletrônicas, foi de US$ 80,47. Já o barril do petróleo Brent, negociado no mercado eletrônico ICE, fechou com alta de US$ 1,35 (1,7%) a US$ 79,89.

"O preço subiu com os números do emprego, sugerindo que a recuperação econômica segue em curso, e também devido à força do mercado de ações", disse Peter Beutel, presidente da empresa Cameron Hanover, em Stamford, Connecticut (EUA).

Os mercados de ações também estavam em alta, uma vez que os investidores, animados pelos dados de empregos, saíram à busca de ativos de maior risco.

Uma melhora no mercado de trabalho poderá levar a gastos mais elevados dos consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar em viagens de férias, quando mais motoristas poderão pegar a estrada, o que aumentará a demanda por combustível.

Os dados de emprego "apontam para uma perspectiva de melhora para a economia e é positivo para a demanda da gasolina que o emprego cresça", disse John Kilduff, da Round Earth Capital em Nova York.

Ele notou que o uso da capacidade das refinarias ainda está baixo. A gasolina entra mais no foco entre março e maio, quando as refinarias dos EUA produzem o combustível que será consumido mais tarde nas férias a partir de julho, disse Beutel.

Há alguma cautela dos analistas, contudo, sobre se o movimento de alta do petróleo será sustentado por apenas um relatório sobre o emprego.

Kilduff notou que comunicados positivos da China sobre sua economia também ajudaram a dar apoio ao mercado do petróleo, acalmando alguns temores recentes sobre se o crescimento econômico seria limitado pelos aumentos nos compulsórios dos bancos, mais cedo no ano.

O Congresso Nacional do Povo da China começou nesta sexta-feira a sua reunião anual, com o primeiro-ministro Wen Jiabao dizendo que o país continuará a apoiar a economia, enquanto tenta frear os empréstimos e administrar as consequências de um enorme programa de estímulo.

Enquanto o preço do petróleo pode agora mirar para um alvo de US$ 85 o barril, Kilduff alertou que a alta ainda está vulnerável a movimentos nas moedas e que ainda existem preocupações sobre riscos nas dívidas soberanas, que poderão abalar novamente a confiança econômica. A demanda por petróleo nos EUA também precisa mostrar sinais convincentes de melhora. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Emergentes aumentam demanda global de petróleo, diz AIE

    Assis Moreira | Valor
    11/02/2010 08:53
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BRUXELAS - A demanda global por petróleo este ano será maior em razão da crescente atividade nas economias emergentes, principalmente na Ásia, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A entidade estima agora que a demanda global chegará a 86,5 milhões de barris por dia, ou 1,6 milhão a mais por dia do que em 2009.

Do lado do suprimento, entre os países não membros do cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), é o Brasil que deverá apresentar a maior expansão de produção este ano. A AIE estima que ela vai crescer 220 mil barris por dia (incluindo o equivalente em etanol), seguido pela produção da China, com mais 170 mil barris diários, Azerbaijão, com 120 mil barris por dia, e a Rússia, com 100 mil barris por dia.


Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/internacional/13/6101434/emergentes-puxam-demanda-de-petroleo#ixzz0fEQXW5Gm

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Efeito China determina baixa na Bovespa

SÃO PAULO - Refletindo o noticiário externo e o preço das commodities, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a maior perda diária em três semanas. O Ibovespa encerrou com baixa de 1,35%, aos 53.734 pontos. Essa foi a maior perda diária desde 7 de julho, quando o índice cedeu 2,3%. O giro financeiro, no entanto, foi baixo, somando R$ 4,64 bilhões.

Segundo o assessor de investimento da Corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, a história se repete: notícias ruins sobre a China derrubam o preço das commodities e, por conseguinte, os papéis brasileiros.

Os investidores no lado ocidental do globo começaram o dia assimilando uma queda de 5% no Xangai Composite, da Bolsa de Xangai. Entre os inúmeros motivos para a queda, o mais discutido foi a expectativa de medidas para restringir o crédito e a entrada de capital na China. O governo estaria preocupado com bolhas no mercado de ações e imobiliário.

Seguindo o roteiro básico, notícias ruins para a China atingem em cheio o preço das commodities, já que o país asiático é o grande consumidor de matérias-primas no mundo. O barril de WTI, por exemplo, perdeu 5,8%, para US$ 63,35. E os metais também perderam valor.

Só isso já seria suficiente para estimular uma queda no Ibovespa. Mas dados negativos da economia americana e uma valorização de 11,45% acumulada nos últimos 10 pregões também favoreceram a atuação dos investidores na ponta vendedora.

Segundo Monteiro, para saber se essa realização de lucros vai durar mais ou não, o investidor deve monitorar o fluxo de recursos estrangeiros.

O especialista lembra que foram os estrangeiros que puxaram a alta observada até o começo de junho, quando o Ibovespa flertou com os 55 mil pontos pela primeira vez, e que também foram esses investidores que derrubaram o índice para baixo dos 49 mil duas semanas atrás. "E agora não será diferente."

Os dados disponibilizados pela Bovespa mostram que o saldo de negociação do não residente estava positivo em R$ 1,59 bilhão no acumulado do mês até o dia 24 de julho. Isso significa que em oito pregões os "gringos" compraram mais de R$ 3,73 bilhões em ações brasileiras, já que o saldo até o dia 14 estava negativo em R$ 2,13 bilhões.

No lado corporativo, Petrobras PN apresentou baixa de 2,67%, para R$ 30,90, e o papel ON recuou 3,66%, para R$ 37,85. Além do menor preço do petróleo, a companhia admitiu, em nota, que os poços perfurados no pré-sal não tiveram 100% de sucesso exploratório. De acordo com a estatal, a taxa de sucesso para a presença de hidrocarbonetos foi de 87% para 30 poços perfurados na região, enquanto 100% de sucesso acontece apenas quando são consideradas as 11 perfurações feitas pela companhia no pré-sal da Bacia de Santos.

Liderando o volume negociado, Vale PNA fechou com baixa de 1,69%, fechando a R$ 31,85.

Ainda no segmento de commodities, Gerdau PN caiu 2,45%, para R$ 21,06, e Usiminas PNA devolveu 1,39%, a R$ 42,40. Com outra dinâmica, o segmento de papel e celulose seguiu atraindo compradores. VCP PN garantiu alta de 2,94%, para R$ 27,30.

Entre os bancos, Itaú Unibanco PN cedeu 1,32%, para R$ 33,45, e Bradesco PN recuou 1,70%, a R$ 29,45.

Na ponta compradora, destaque para unit da ALL Logística, que garantiu alta de 3,08%, para R$ 11,36. Papéis de telecom e energia, tidos como de caráter mais defensivo também ganharam valor. Telemar PN subiu 3,05%, a R$ 28,70, e Cemig PN ganhou 2,12%, a R$ 26,88.

Liderando as vendas durante todo o pregão, o papel PN da TAM caiu 4,90%, para R$ 22,50. Já a concorrente Gol PN devolveu 2,25%, a R$ 13,88.

Fora do índice, chamou a atenção a valorização do papel ON da OGX Petróleo, que ganhou 7,54%, para R$ 1.140,00, com elevado volume financeiro. As construtoras também continuaram atraindo compradores. CR2 Empreendimentos saltou 8,02%, a R$ 5,79, e InPar ON ganhou 6,66%, para R$ 3,20.

(Eduardo Campos | Valor Online)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Reservas mundiais de petróleo recuam pela primeira vez desde 1998

Por: Equipe InfoMoney
10/06/09 - 11h00
InfoMoney

SÃO PAULO - As reservas mundiais comprovadas de petróleo recuaram no ano passado, marcando a primeira queda em um período de mais de uma década, apontou um relatório divulgado pela BP (British Petroleum) em seu website.

De acordo com o estudo, no final de 2008 as reservas totalizavam 1,258 trilhão de barris, cerca de 0,2% a menos do que o 1,261 trilhão registrado no ano anterior. Esse número assegura mais 42 anos de abastecimento, pelas taxas de produção atuais, afirmou a petrolífera.

"Os nossos dados confirmam que o mundo possui reservas suficientes de petróleo, gás natural e carvão para satisfazer as necessidades globais por décadas. Os desafios que o mundo enfrenta para aumentar os seus estoques tendo em vista a demanda futura não estão abaixo, mas acima da terra", disse Tony Hayward, presidente da BP.

Em detrimento das reservas
Nos últimos períodos as companhias do setor petrolífero têm lutado para substituir as suas reservas à medida que o acesso aos depósitos sob o solo está cada vez mais difícil e os campos existentes, como no Reino Unido e no México, estão se deteriorando.

Conforme indicado pelos dados, as reservas da Arábia Saudita, as maiores do mundo, permaneceram praticamente inalteradas, em 264,1 bilhões de barris. Nesse sentido, o Oriente Médio dispõe de uma capacidade total de 754,1 bilhões, abaixo dos 755 bilhões reportados ao final do ano de 2007.

Um dos principais motivos dessa retração das reservas globais é o recuo dos campos localizados na Noruega, Rússia e China. Além disso, algumas medidas protecionistas adotadas em países do Oriente Médio e a própria Rússia têm restringido a entrada de empresasestrangeiras.

Vale destacar também que, segundo o relatório, nenhuma das maiores companhias internacionais de petróleo adicionou mais capacidade às suas reservas através de novas descobertas ou extensão de campos. Algumas estão expandindo seus estoques por meio de aquisições, como no caso da holandesa Shell.

Fonte: Infomoney

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dólar cai e preço do petróleo volta a superar US$ 70 por barril

SÃO PAULO - Os preços futuros do petróleo encerraram com valorização, amparados pela alta no mercado acionário e tambem pela depreciação da moeda americana. Agentes de mercado também começam as apostas sobre os estoques nos EUA em boletim a ser divulgado amanhã. Não há consenso sobre o relatório.

O contrato de WTI negociado para o mês de julho em Nova York fechou a US$ 70,01, com aumento de US$ 1,92. O vencimento para o mês seguinte avançou US$ 1,71, para US$ 70,74. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 1,74, para US$ 69,62. O contrato para agosto encerrou cotado a US$ 70,30, com valorização de US$ 1,63 em relação ao pregão anterior.

Hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou a previsão de preço médio do barril de petróleo para este ano de R$ 51,70 para R$ 58,70. A nova estimativa também incentivou a valorização da commodity no mercado internacional.

Analistas do segmento continuam ponderando, no entanto, que o mercado de petróleo não está se movimentando com base em fundamentos de oferta e demanda, mas segue influenciado mais fortemente pelo comportamento dos demais ativos e commodities, sobretudo pela moeda americana.

O vaivém do dólar, por sua vez, continua associado à confiança ou cautela em relação ao endividamento dos Estados Unidos e a recuperação da economia. A emissão de títulos pelo Tesouro americano para injetar liquidez na economia vem gerando forte desvalorização do dólar em relação a outras moedas globais.

Nos momentos de incerteza global, os investidores ainda se abrigam no dólar, mas conforme diminui o risco em outros mercados os agentes têm buscado a diversificação em outras moedas e ativos, o que reduz o preço da divisa.

A baixa do dólar, por sua vez, afeta diretamente a demanda por contratos de petróleo, que são cotados em moeda americana e ficam mais baratos e atraentes aos investidores.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preço do petróleo supera US$ 60 em Londres e excede US$ 61 em NY

SÃO PAULO - Os agentes nos mercados de petróleo analisam a situação dos estoques de produtos energéticos dos Estados Unidos na semana passada.

Pelo último relatório do Departamento de Energia americano, na semana terminada no dia 15 deste mês, as reservas de cru cederam em 2,1 milhões de barris, para 368,5 milhões de barris. Alguns analistas esperavam uma queda de 1,5 milhão de barris no período.

Os níveis de gasolina diminuíram em 4,3 milhões de barris e ficaram em 204 milhões de barris. A expectativa era de uma redução de 1,7 milhão de barris.

Os estoques de destilados, no entanto, cresceram em 600 mil barris na semana passada, somando 148,1 milhões de barris. Algumas projeções eram de acréscimo de 1,3 milhão de barris.

Em Nova York, o contrato do WTI para junho aumentava US$ 1,28, a US$ 61,38. O vencimento de julho subia US$ 1,17, cotado a US$ 61,98.

Em Londres, o Brent para julho era transacionado a US$ 60,06, com acréscimo de US$ 1,14. O contrato de agosto estava em US$ 60,80, com alta de US$ 1,07.

(Valor Online, com agências internacionais)

Fonte: O Globo.com

terça-feira, 19 de maio de 2009

Petrobras consegue financiamento de US$ 10 bilhões de banco chinês

SÃO PAULO - A Petrobras conseguiu um financiamento de US$ 10 bilhões por dez anos do China Development Bank (CDB). O empréstimo será usado para financiar os investimentos da estatal, incluindo compra de bens e serviços de empresas chinesas.

"Dentro do contrato de empréstimo com o CDB, assinado hoje, foi acordado um incremento no volume atual de exportação de petróleo do Brasil para a China", informou a Petrobras em nota.

Foi previsto um pacto de longo prazo de exportação entre Petrobras e Unipec Ásia, subsidiária da Sinopec. A estimativa é de volume de venda de 150 mil barris de petróleo por dia para o primeiro ano e de 200 mil barris de petróleo diários nos nove anos seguintes.

Além disso, um memorando de entendimento entre a estatal brasileira e a Sinopec visa à cooperação em áreas de exploração, refino e petroquímica, por exemplo.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Preços do petróleo cedem ao menos US$ 2 em Londres e Nova York

SÃO PAULO - Os preços do petróleo recuavam nesta jornada. Os agentes acompanham a situação da economia global e o impacto na demanda por combustíveis. Além disso, merece atenção a paridade do dólar frente a outras moedas.

Ontem, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou esperar uma queda de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global de petróleo em 2009 em relação a um ano antes.

A nova revisão para baixo da estimativa está relacionada com o desaquecimento da atividade econômica no mundo.

Minutos atrás, em Londres, o Brent para julho cedia US$ 2,46, para US$ 56,13. O vencimento de agosto estava a US$ 56,94, com baixa de US$ 2,49.

Em Nova York, o WTI para junho perdia US$ 2,06, cotado a US$ 56,56. O contrato de julho declinava US$ 2,26, para US$ 57,16.

Fonte: O Globo.com

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Irã acha que preço do petróleo subirá com demanda chinesa e indiana

Teerã, 14 mai (EFE).- O Irã acredita que o preço do barril de petróleo subirá em um futuro próximo, devido ao aumento da demanda da China e da Índia, duas das economias que mais crescem no mundo, disse o ministro do Petróleo iraniano, Gholam Hussein Nozari.


Em declarações divulgadas hoje pela imprensa econômica iraniana, o responsável iraniano disse que as perspectivas de mercado com as quais seu país trabalha "indicam que haverá mudanças na demanda da China e da Índia, o que permitirá que o preço do petróleo retorne a sua natureza passada".


"Na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), certamente poderemos ter uma imagem mais clara da evolução do mercado nos próximos meses", disse.


Os ministros de petróleo da Opep devem se reunir, em Viena, em 28 de maio.


Em dezembro do ano passado, o cartel decidiu reduzir sua produção para tentar aumentar o preço do petróleo, que caiu em 2008 abaixo dos US$ 40 por barril após ter superado, meses antes, a barreira dos US$ 160.


O Irã, cuja economia depende quase exclusivamente do preço do petróleo, acusou os países não membros da Opep de ter prejudicado a iniciativa, por não colaborarem no corte.


Tanto a China quanto a Índia são dois dos principais clientes do Irã, segundo maior exportador da Opep e terceiro do mundo quanto a reservas comprovadas de petróleo. EFE


Fonte: Portal G1

Estoques dos EUA e relatório da Opep influenciam negócios com petróleo

SÃO PAULO - Os agentes nos mercados de petróleo avaliam a situação dos estoques de energia dos Estados Unidos e o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

O governo americano mostrou uma queda de 4,7 milhões de barris nas reservas de cru e baixa de 4,1 milhões de barris nas de gasolina na semana terminada em 8 de maio ante expectativa de aumento em ambos casos. Os níveis de destilados subiram em 1 milhão de barris no período, em linha com as estimativas.

A Opep revisou novamente seu prognóstico para a demanda por cru em 2009. Segundo o cartel, a demanda irá se contrair em 1,57 milhão de barris por dia neste ano, situando-se em 84,03 milhões de barris contra 85,59 milhões de barris em 2008. No mês passado, a organização havia projetado uma queda de 1,37 milhão de barris diários.

Minutos atrás, o Brent para junho declinava US$ 0,57, a US$ 57,37. O contrato de julho era transacionado a US$ 58,16, com retração de US$ 0,59.

Em Nova York, o WTI para junho recuava US$ 0,65, a US$ 58,20. O vencimento de julho era negociado a US$ 59,04, com redução de US$ 0,67.

(Valor Online, com agências internacionais)

Fonte: O Globo

terça-feira, 12 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,85 e atinge o maior nível em 6 meses

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos fecharam no maior nível em seis meses nesta terça-feira, com a baixa da sessão anterior atraindo compradores, disseram fontes do mercado.

No entanto, os ganhos foram magros na véspera da divulgação do relatório semanal de estoques do produto, que deve mostrar novo aumento das reservas norte-americanas.

O dólar caiu frente ao euro para o menor nível em quatro meses, estimulando investimentos em commodities. Mas a queda no mercado acionário norte-americano e expectativas de novo aumento nos estoques dos EUA mantiveram a cautela dos investidores.

"Estamos vendo compras nas quedas e vendas nas altas, à espera de estoques. As opções do petróleo vencem na quinta-feira, o que dá alguma volatilidade", disse Dan Flynn, analista da Alaron Trading, em Chicago.

A Agência de Informação de Energia dos EUA irá divulgar seu relatório semanal sobre estoques de petróleo na quarta-feira.

Analistas estimaram em pesquisa Reuters que os estoques do produto subiriam 1,4 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho fechou em alta de US$ 0,35, ou 0,6%, a US$ 58,85 por barril, o maior valor de fechamento desde 11 de novembro de 2008, quando encerrou a US$ 59,33 por barril.

O contrato foi negociado entre US$ 57,81 e US$ 60,08, o maior valor intradia desde 11 de novembro, quando chegou a US$ 62,28.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu US$ 0,46, ou 0,8%, a US$ 57,94 por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

No dia da Petrobras, OGX rouba a cena

No pregão que antecedeu a divulgação dos resultados da gigante Petrobras (que apresentou seus números após o fechamento), foram as ações da OGX que roubaram a cena. Enquanto o mercado interrompeu a sequência de valorizações do Ibovespa (queda de 0,82%, aos 50.976 pontos), as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da empresa de Eike Batista, ainda em fase pré-exploratória, chegaram a subir mais de 7%, para fechar com alta de 2,46%, aos R$ 915,00. No ano, os papéis ganham 74%, performance que supera em boa medida os ganhos da principal "blue chip" da bolsa brasileira, de 45%. 
A OGX informou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou a compra de mais 15% da participação nos direitos de exploração do bloco BM-S-29, na Bacia de Santos, abocanhando uma fatia total de 65%. Em nota, a empresa declarou que a aquisição adicional confirma a confiança no sucesso exploratório daquele bloco, "baseada no refinamento da interpretação dos dados sísmicos existentes."
Em menos de um ano listada na Bovespa - a companhia empreendeu, em junho de 2008, a maior oferta pública inicial (IPO, em inglês) do mercado brasileiro, com uma captação de R$ 6,7 bilhões -, as avaliações em torno das ações são cercadas de controvérsias. Há quem diga que os papéis, majoritariamente nas mãos dos estrangeiros, viraram ativos típicos de especulação. Outros, veem, de fato, valor neste caso de investimento, que, por ora, não passa de uma campanha exploratória.
Para o diretor-geral da Schroders Brasil, Beto Scretas, a OGX é um dos símbolos da irracionalidade recente do mercado, que levou o Ibovespa da casa dos 40 mil pontos de janeiro para marcas como a dos 52 mil pontos atingidos na semana passada. "A empresa se tornou simplesmente a décima maior capitalização de mercado da bolsa, vale R$ 29 bilhões, é quase uma CSN (com valor de mercado de R$ 36 bilhões), mas, por enquanto, é apenas uma promessa", diz. Ele cita que, quando a companhia estreou na bolsa, a R$ 1.131, as cotações internacionais do petróleo rondavam os US$ 140,00 o barril. Do início do ano para cá, os papéis quase dobraram de valor e, nesse mesmo intervalo, o óleo avançou cerca de 30%, para os US$ 58,50 negociados ontem. "Não há evidências de que a OGX vai ser tão melhor sucedida nas perfurações que vai fazer e é isso que está nos preços atuais."

A aquisição adicional dos direitos de exploração do bloco BM-S-29 é relevante porque mostra que a companhia está vendo valor nesse prospecto, que será o primeiro a ser furado, em junho, afirma a analista Paula Kovarsky, da Itaú Corretora. Apesar da valorização expressiva dos papéis neste ano, ela se diz confortável para manter indicação de compra, com um preço-alvo em R$ 1.210. As revisões sísmicas em 3D programadas para o segundo semestre e os outros cinco furos em Campos e Santos ao longo do ano é que vão dar uma dimensão do potencial do portfólio. No curto prazo, porém, as ações podem passar por um movimento de realização de lucros, de investidores que não queiram estar expostos aos riscos da primeira perfuração, que pode ser emblemática do que virá adiante. Das pesquisas até virar produção mesmo, a expectativa é de que a OGX só comece a gerar receitas a partir de 2011.
Com quase todo o dinheiro do IPO em caixa, a OGX hoje é praticamente um fundo DI - que investe em papéis de renda fixa - e é ainda difícil mensurar quais serão os custos operacionais envolvidos no projeto e se há viabilidade econômica com o petróleo nos atuais níveis, contrapõe um analista, que prefere não ser identificado. A favor pesa o fato de a empresa ser formada por um time predominantemente egresso da Petrobras e que tem expertise nesse tipo de atividade. Ele acrescenta que o início das negociações de Global Depositary Receipts (GDR, recibos de ações) no mercado de balcão nos EUA reforça a atratividade dos papéis aos olhos dos estrangeiros. 
O ambicioso negócio de Eike Batista é principalmente pautado nas promessas do pré-sal, mas enquanto não houver resultados dos testes de perfuração, as ações ficam vulneráveis a movimentos especulativos, diz Peter Ping Ho, da Planner . Para Auro Rozenbaum, da Bradesco Corretora, a OGX é a única oportunidade no segmento de petróleo e gás, está no lugar certo (Brasil) e surgiu na hora certa. O especialista começou a cobrir a empresa no início de abril, com indicação de compra e preço em R$ 1.287,4.

Fonte: ValorOnline

domingo, 10 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,63 em Nova York, maior valor em seis meses

Dados sobre emprego nos EUA animaram os investidores no dia.
Produto também seguiu de perto o humor dos mercados financeiros.

Os preços do petróleo subiram para o patamar mais alto dos últimos seis meses nesta sexta-feira em Nova York (8), depois que a divulgação de números sobre o desemprego melhores do que o previsto reforçaram a impressão de que a economia vai se recuperar mais cedo que o previsto.


Com isso, na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (Nymex), o barril de petróleo com vencimento em junho subiu US$ 1,92, fechando a US$ 58,63. O barril de óleo cru teve valorização de 10,2% durante a semana, no mercado norte-americano.

 

Em Londres, o produto com entrega em junho também teve alta, de US$ 1,67, fechando a US$ 58,14. "Os preços da energia parecem desafiar a gravidade", comentou Phil Flynn, da Alaron Trading.

 

 Acompanhando o mercado

Há várias semanas que os preços do petróleo acompanham a evolução das bolsas, que teriam capacidade de antecipar a recuperação econômica, servindo como "termômetro" para a demanda mundial do produto.


"É um impulso financeiro que não condiz com a realidade do mercado", concordou Antoine Halff, da Newedge Group. "O aumento se deve a uma intensificação do otimismo com os fundos de investimentos", explicou.


Nesta semana, além da perda de empregos menor que a esperada (539 mil vagas foram fechadas em abril), Além disso, as últimas estatísticas do Departamento Americano da Energia mostraram que as reservas de bruto diminuíram na semana passada nos Estados Unidos, devido a uma maior atividade das refinarias.


Fonte: Globo.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Petróleo fecha em alta nos EUA seguindo tendência em Wall Street

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos subiram nesta quarta-feira, impulsionados por ganhos em Wall Street e com traders ignorando uma alta nos estoques domésticos do produto.

"Como tem sido o caso para o mercado de energia, os mercados de fora, especificamente os mercados acionários globais liderados pelo S&P 500, seguem sendo a carta trunfo na direção dos preços de energia", disse Chris Jarvis, analista sênior da Caprock Risk Management em New Hampshire.

A Administração de Informação de Energia dos EUA informou que os estoques domésticos do petróleo subiram 4,1 milhões de barris na semana passada, quase o dobro do que o esperado, atingindo 374,7 milhões de barris, o maior nível desde a semana de 7 de setembro de 1990, quando atingiu 378,8 milhões de barris. Analistas previam em pesquisa Reuters um aumento de 2,1 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho subiu 1,05 dólar, ou 2,1 por cento, a 50,97 dólares por barril.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu 0,79 dólar, ou 1,58 por cento, a 50,78 dólares por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

Fonte: UOL Economia