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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Super-ricos compram ouro por tonelada na crise

GENEBRA - As pessoas mais ricas do mundo responderam às preocupações econômicas com a compra de barras de ouro, algumas vezes por tonelada, transferindo ativos para fora do sistema financeiro, afirmaram bancos nesta segunda-feira.
Josef Stadler, executivo do UBS afirmou durante o Reuters Global Private Banking Summit que os temores sobre uma nova crise impulsionaram o apetite pelo ativo físico bem como ações de companhias de mineração.
"Eles não compram apenas ETFs ou futuros, eles compram ouro", disse Stadler, que dirige serviços do banco suíço para clientes que tenham pelo menos US$ 50 milhões para investir.
O UBS está recomendando a seus maiores clientes manterem 7% a 10% de seus ativos em metais preciosos como ouro, o que está caminhando para o décimo ano consecutivo de ganhos e negociado a cerca de US$ 1.317 a onça nesta segunda-feira.
Em um sinal das incertezas dos tempos, alguns clientes fazem até mais que isso.
"Tivemos um claro exemplo de um casal que comprou uma tonelada de ouro e a levou para outro lugar", disse Stadler.
Aos preços de hoje, essa encomenda seria avaliada em cerca de US$ 42 milhões.
"Vejo o ouro como um seguro", disse Van Anantha-Nageswaran, chefe de investimentos da Julius Baer para a Ásia. "Eu recomendo um mínimo de 10 por cento em portfólio e qualquer coisa mais que isso para ser usado com propósitos de investimento, para responder a sinais de compras ou vendas excessivas de curto prazo", afirmou.
O bilionário George Soros, ecoando comentários do guru de investimentos Warren Buffet, no mês passado descreveu o ouro como a "última bolha" porque ele custa caro para ser tirado da terra e não tem valor real, com exceção do preço de mercado.
Mas os preços em ascensão do metal precioso têm em si mesmos gerado cada vez mais demanda de investidores que buscam uma maneira de se protegerem contra uma nova recessão. O ouro não tem rendimento e não é competitivo em um ambiente de aumento de taxas de juros.
Mas o cenário difícil para inflação, taxas de câmbio e crescimento global tem causado uma alta de cinco vezes em um fundo físico de ouro lançado um ano atrás pelo Pictet, informou o banco suíço.
Porém, nem todos os analistas estão recomendando exposição ao ouro.
Andreas Wolfer, diretor de private banking do UniCredit Group, atribui a alta nos preços do metal a investidores nervosos depois da crise financeira de 2008 bem como a preocupações sobre a dívida soberana da zona do euro.
"Acreditamos fortemente em uma alocação de ativos com um portfólio claro e diversificado, o que soa um pouco chato, mas no final traz os melhores resultados", disse Wolfer.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Preço do petróleo tende a recuperar nível pré-crise


A cotação do petróleo pode voltar, em um prazo de cinco anos, aos patamares registrados antes da crise, quando o barril da commodity chegou a ficar perto da marca de US$ 150. Essa é a expectativa de Benoît de Vitry, chefe do departamento de commodities e mercados emergentes do Barclays Capital.
O petróleo atingiu sua cotação máxima em julho de 2008, antes da quebra do Lehman Brothers em setembro. O primeiro contrato do WTI bateu recorde de US$ 145,29 no dia 3 de julho. No mesmo dia ocorreu a máxima do Brent, quando fechou a US$ 146,08.
Apesar disso, Vitry ressalta que a volatilidade de preços nesse mercado deverá persistir até o fim do processo de recuperação da economia global, que deverá durar mais dois anos, aproximadamente. Mesmo assim, a oscilação tende a ser mais suave do que a observada durante a fase mais dura da crise financeira, observa.
Segundo o analista, o valor do petróleo, que tem oscilado dentro da faixa de US$ 80 a US$ 90, deverá passar a variar dentro da banda de US$ 90 a US$ 100 no segundo e terceiro trimestres deste ano, para, em seguida, alcançar o intervalo de US$ 90 a US$ 100.
"Nossa visão é a de que os preços subirão no curto, médio ou longo prazo, puxados pelos fundamentos de oferta e demanda", afirma o especialista do Barclays.
De acordo com Vitry, historicamente, as perspectivas do mercado costumam superestimar a tendência de produção, e, por outro lado, subestimar o consumo. "Assim, sempre tivemos mais demanda do que o esperado e menos produção do que o esperado", afirma ele.
Nesse sentido, Vitry afirma que não há risco de escassez de reservas de petróleo nos próximos dez anos, mas a atividade de produção, assim como os investimentos em exploração, dependerão do preço que o produto atingir no mercado. "Não faltará petróleo no mundo, a questão é o preço", diz.
Nos cálculos da equipe de pesquisas em commodities do Barclays, o petróleo WTI, negociado em Nova York, deverá alcançar a cotação média de US$ 92 no quarto trimestre. Ontem, o contrato para vencimento em maio do WTI fechou a US$ 85,39.
Para o Brent, negociado em Londres, a expectativa é de uma cotação média de US$ 91 nos três últimos meses do ano, ante o patamar de US$ 84,81 no fechamento de ontem, no contrato para maio.
Na média, os preços da commodity acumularam em março quatro trimestres seguidos de valorização, além de marcar nos primeiros três meses deste ano o quinto maior patamar médio da história, segundo relatório do banco. Mas em relação aos picos registrados em 2008, o WTI apresenta um queda de 41,23% e o Brent tem um perda de 41,94%.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Bolsa: expectativas para Abril segundo analistas

Os primeiros pregões do mês de abril trazem um novo fôlego aos investidores. Logo nas primeiras horas do primeiro dia do mês o índice subiu acima dos 71.000 pontos e lá ficou, fechando aos 71.136 pontos. Ontem o mercado fechou com nova alta de 0,22%. Com um movimento desses, o que o investidor pode esperar no restante desse mês: para os analistas, a volatilidade continua, entretanto boa parte deles afirma que é bem possível, ainda em abril, o índice Ibovespa romper o topo histórico de 73.516 pontos, alcançados em maio de 2008. Vale ressaltar que um movimento de realização seria esperado, pois parte dos investidores poderão embolsar os ganhos obtidos com as valorizações das últimas semanas.
Fonte: ADVFN

quarta-feira, 17 de março de 2010

Com crise, ouro vira refúgio e cotação dispara


De agosto de 2008 para cá, os contratos de ouro no mercado internacional subiram mais de 27%, o equivalente a US$ 240

Por Agência Estado

São Paulo – A crise financeira mundial fez o preço do ouro disparar no mercado internacional. Saltos na cotação da commodity são comuns em momentos de grande incerteza econômica ou social (como guerras). Muitos investidores, durante esse tipo de turbulência, correm para a segurança que o metal representa.

Há quem afirme que o preço da onça-troy (medida que equivale a 31 gramas de ouro), hoje em US$ 1,1 mil, vai chegar a US$ 2 mil daqui a alguns meses. A maioria dos analistas, no entanto, afirma que essa não é uma seara indicada para o investidor comum. Os que decidirem arriscar mesmo assim devem estudar o tema a fundo.

De agosto de 2008 para cá, os contratos de ouro no mercado internacional subiram mais de 27%, o equivalente a US$ 240. A onça-troy saltou de US$ 860 para os atuais US$ 1,1 mil. No mercado brasileiro, as altas são ainda mais significativas, porque o preço do ouro é função da cotação no exterior e da variação do dólar ante o real. Em agosto de 2008, um grama do metal valia R$ 45. Hoje, está em torno de R$ 67, uma alta de 48%.

Apesar dos bons rendimentos verificados, especialistas alertam que a liquidez é baixa - ou seja, é complicado vender o ativo pela baixa movimentação do mercado - e, para negociar o minério, é preciso muito conhecimento técnico.

Quem tiver interesse, pode comprar ouro no mercado de balcão (por meio de um banco ou de uma corretora), ambiente de negócios em que é possível negociar apenas um grama. Neste caso, porém, o investidor está sujeito a pagar as taxas cobradas pela instituição que administrará o investimento. O mais recomendado, segundo especialistas, é adquirir o metal no pregão da BM&FBovespa, em que os contratos são de 250 gramas, hoje equivalentes a cerca de R$ 16 mil. É uma operação que, evidentemente, exige altos desembolsos. Mesmo nesse caso, para negociar, é preciso estar associado a uma corretora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 6 de março de 2010

Bovespa sobe 1,52% e volta a registrar ganho no ano


São Paulo - O desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira coroou o ótimo desempenho da semana, na qual o índice Bovespa subiu em quatro das cinco sessões. Por causa dos dados do mercado de trabalho norte-americano, das notícias a respeito do reajuste do minério de ferro e o clima melhor na Europa, o Ibovespa retomou os 68 mil pontos, nível que atingiu pela última vez em janeiro. As ações da mineradora Vale foram o principal destaque do pregão, assim como na véspera, mas Petrobras também não desapontou, principalmente por causa do retorno dos recursos de investidores estrangeiros.
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,52%, aos 68.846,50 pontos, maior nível desde os 69.908,59 pontos de 19 de janeiro deste ano. No desempenho da semana, que coincide com o do mês, acumulou alta de 3,52%. No ano, voltou a acumular ganho, de 0,38%, o que não acontecia também desde 19 de janeiro (quando a alta acumulada atingia 1,93%). Na mínima do dia, registrou 67.823 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 68.930 pontos (+1,65%). Engordado pelo fluxo externo, o giro financeiro totalizou R$ 8,037 bilhões, bem acima da média diária de fevereiro, de R$ 6,558 bilhões, e também da de março até ontem (R$ 6,259 bilhões, segundo o site da BM&FBovespa). Os dados são preliminares.
Tudo hoje conspirou a favor do mercado acionário, mas o dado mais relevante do dia foi proporcionado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, que divulgou corte de 36 mil vagas em fevereiro, menos da metade que as 75 mil vagas previstas pelos economistas.
A reação imediata foi a busca por ativos de risco, e isso inclui as commodities, que ainda se esbaldaram com as declarações do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, no discurso anual de abertura do Congresso Nacional do Povo. O premiê chinês previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá em torno de 8% neste ano. O último componente a favorecer as Bolsas, no geral, e a Bovespa, no particular, foi a menor tensão com as finanças públicas gregas. O Parlamento da Grécia aprovou hoje o pacote de austeridade de 4,8 bilhões de euros, anunciado pelo governo na última quarta-feira. As bolsas europeias fecharam em alta, assim como as americanas. O Dow Jones subiu 1,17%, aos 10.566,20 pontos, o S&P avançou 1,40%, aos 1.138,69 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,48%, aos 2.326,35 pontos.
De volta ao Brasil, Vale, continua concentrando as atenções, uma vez que ganham força as discussões para o reajuste dos preços do minério de ferro. Os porcentuais citados são bastante robustos e chegam a até 80%. Vale. ON terminou em alta de 3,23%, mais do que a PNA (2,93%), por causa dos estrangeiros, que se concentram nas ações ordinárias (ON). Mas foi a preferencial que liderou o giro individual do Ibovespa hoje, com R$ 1,293 bilhão.
Petrobras ON subiu 2,04% e Petrobras, PN, +1,73%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo com vencimento em abril subiu 1,61% para US$ 81,50 o barril.

Nasdaq atinge nível mais alto desde setembro de 2008

NOVA YORK - O mercado de ações norte-americano fechou em firme alta, com o Nasdaq alcançando o melhor nível em 18 meses, animado pelos números melhores que o esperado do mercado de emprego dos EUA e expansão do crédito ao consumidor pela primeira vez em um ano.

Em fevereiro, a economia americana perdeu apenas 36 mil vagas, comparado com uma expectativa de declínio de 75 mil vagas dos analistas, apesar das intensas nevascas que atingiram a Costa Leste americana no período. Além disso, a taxa de desemprego ficou estável em 9,7%, contrariando as projeções de aumento para 9,8%. Os dados deram impulso às ações financeiras e de commodities, com os preços do petróleo superando os US$ 82 por barril na máxima do dia.

"As nevascas tiveram um efeito menor que o esperado pelas pessoas e o fato do relatório ter sido tão bom, considerando as severas condições climáticas, foi muito positivo", disse Michael Lissner, gerente de carteira da Acropolis Investment Management. Contudo, ele alertou que o "desemprego continuará sendo um desafio e, infelizmente, para muitas pessoas, a recuperação do emprego continuará dolorosamente lenta".

No meio da tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) informou que o crédito ao consumidor nos EUA aumentou inesperadamente a uma taxa anual ajustada de 2,4% em janeiro, ou US$ 4,96 bilhões, para US$ 2,456 trilhões. A última vez em que o crédito ao consumidor havia subido foi em janeiro de 2009. O dado sugere que os consumidores americanos podem estar começando a se sentir mais confortáveis em gastar, em meio aos crescentes sinais de que a economia está melhorando.

O índice Dow Jones subiu 122,06 pontos (1,17%) e fechou com 10.566,20 pontos. Esta foi a maior alta em pontos do índice desde 16 de fevereiro e o melhor nível de fechamento desde 20 de janeiro. Na semana, o Dow Jones acumulou uma valorização de 2,33% e, no ano, o saldo é positivo em 1,33%.

O Nasdaq avançou 34,04 pontos (1,48%) e fechou com 2.326,35 pontos - nível mais alto desde 3 de setembro de 2008. Na semana, o Nasdaq registrou um ganho de 3,94%, marcando sua melhor semana desde outubro.

O S&P-500 subiu 15,72 pontos (1,40%) e fechou com 1.138,69 pontos - melhor nível desde 20 de janeiro. Na semana, o S&P-500 acumulou uma alta de 3,10%.

A Boeing registrou o melhor desempenho entre as componentes do Dow Jones nesta sexta-feira e na semana. As ações da fabricantes de aviões comerciais subiram 3,63% e encerraram a semana com um ganho de 7,6% na semana. Os dados do mercado de emprego deram impulso ao sentimento do investidor com relação a uma série de companhias do setor industrial, incluindo Caterpillar, que fechou em alta de 1,33%.

As blue chips financeiras também receberam suporte dos indicadores de emprego: American Express +3,37%, JPMorgan Chase +2,12% e Bank of America +1,83%. As ações de energia e de consumo discricionário registraram ganhos robustos, mas mais modestos: ExxonMobil +1,64%, Chevron +1,67%, Walt Disney +2,00% e Home Depot +1,15%. As informações são da Dow Jones.



Fonte: Estadão

Petróleo fecha a US$ 81,50, máxima em sete semanas


NOVA YORK - Os futuros do petróleo subiram para o seu mais alto nível em sete semanas nesta sexta-feira, quando o Departamento do Trabalho do governo dos EUA informou que a economia perdeu menos empregos que o esperado em fevereiro, oferecendo encorajamento à recuperação econômica. Os investidores se moveram para o petróleo na expectativa de que o consumo do combustível crescerá, à medida que o ritmo do crescimento econômico se acelera.

O petróleo light, em contrato de entrega para abril, fechou em alta de US$ 1,29 (1,6%) em US$ 81,50 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), no maior preço de fechamento desde 11 de janeiro. O petróleo brevemente atingiu um patamar acima de US$ 82 o barril, chegando a uma máxima intraday de US$ 82,07. A mínima, considerando as transações eletrônicas, foi de US$ 80,47. Já o barril do petróleo Brent, negociado no mercado eletrônico ICE, fechou com alta de US$ 1,35 (1,7%) a US$ 79,89.

"O preço subiu com os números do emprego, sugerindo que a recuperação econômica segue em curso, e também devido à força do mercado de ações", disse Peter Beutel, presidente da empresa Cameron Hanover, em Stamford, Connecticut (EUA).

Os mercados de ações também estavam em alta, uma vez que os investidores, animados pelos dados de empregos, saíram à busca de ativos de maior risco.

Uma melhora no mercado de trabalho poderá levar a gastos mais elevados dos consumidores, com mais dinheiro disponível para gastar em viagens de férias, quando mais motoristas poderão pegar a estrada, o que aumentará a demanda por combustível.

Os dados de emprego "apontam para uma perspectiva de melhora para a economia e é positivo para a demanda da gasolina que o emprego cresça", disse John Kilduff, da Round Earth Capital em Nova York.

Ele notou que o uso da capacidade das refinarias ainda está baixo. A gasolina entra mais no foco entre março e maio, quando as refinarias dos EUA produzem o combustível que será consumido mais tarde nas férias a partir de julho, disse Beutel.

Há alguma cautela dos analistas, contudo, sobre se o movimento de alta do petróleo será sustentado por apenas um relatório sobre o emprego.

Kilduff notou que comunicados positivos da China sobre sua economia também ajudaram a dar apoio ao mercado do petróleo, acalmando alguns temores recentes sobre se o crescimento econômico seria limitado pelos aumentos nos compulsórios dos bancos, mais cedo no ano.

O Congresso Nacional do Povo da China começou nesta sexta-feira a sua reunião anual, com o primeiro-ministro Wen Jiabao dizendo que o país continuará a apoiar a economia, enquanto tenta frear os empréstimos e administrar as consequências de um enorme programa de estímulo.

Enquanto o preço do petróleo pode agora mirar para um alvo de US$ 85 o barril, Kilduff alertou que a alta ainda está vulnerável a movimentos nas moedas e que ainda existem preocupações sobre riscos nas dívidas soberanas, que poderão abalar novamente a confiança econômica. A demanda por petróleo nos EUA também precisa mostrar sinais convincentes de melhora. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadão

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Emergentes aumentam demanda global de petróleo, diz AIE

    Assis Moreira | Valor
    11/02/2010 08:53
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BRUXELAS - A demanda global por petróleo este ano será maior em razão da crescente atividade nas economias emergentes, principalmente na Ásia, segundo projeções da Agência Internacional de Energia (AIE). A entidade estima agora que a demanda global chegará a 86,5 milhões de barris por dia, ou 1,6 milhão a mais por dia do que em 2009.

Do lado do suprimento, entre os países não membros do cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), é o Brasil que deverá apresentar a maior expansão de produção este ano. A AIE estima que ela vai crescer 220 mil barris por dia (incluindo o equivalente em etanol), seguido pela produção da China, com mais 170 mil barris diários, Azerbaijão, com 120 mil barris por dia, e a Rússia, com 100 mil barris por dia.


Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/internacional/13/6101434/emergentes-puxam-demanda-de-petroleo#ixzz0fEQXW5Gm

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Fevereiro começa com o pé direito na Bovespa

No primeiro dia de fevereiro, a bolsa de valores de São Paulo, decidiu dar um fôlego aos investidores. O noticiário internacional e novas revelações no mercado corporativo nacional impulsionaram o índice Ibovespa, que fechou em alta de 1,79%. As ações da Cosan dispararam mais de 10%, após a empresa registrar um resultado acima do previsto por analistas e anunciar uma joint-venture com a Shell, para produção de etanol e comercialização de combustíveis no Brasil. Os papéis do Banco do Brasil também foram destaque na sessão com a informação de que ajustes atuariais na Previ (fundo de pensão do banco) irão adicionar R$ 1,6 bilhão ao resultado do último trimestre de 2009, ainda a ser divulgado no final de fevereiro.


Fonte: ADVFN

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ganho com fortes emoções

Índice Bovespa recupera perdas pós-quebra do Lehman Brothers, mas volatilidade é a maior desde 1999 e aumenta o risco para o investidor.

Em menos de um ano, o Índice Bovespa zerou as perdas da crise iniciada em setembro do ano passado com a quebra do banco americano Lehman Brothers. Foi uma viagem de 25 mil pontos, que começou com 45% de queda, dos 54.404 pontos de 2 de setembro para 29.435 em 27 de outubro, seguida de alta de 85%, para 54.471 pontos ontem. Mas a crise deixou suas marcas no ritmo de oscilação do mercado. Conforme estudo da Economática, a volatilidade do Ibovespa é a mais alta desde 1999, época da flutuação do real, e não há sinais de que cairá tão cedo.

Se serve de consolo, o investidor brasileiro não está sozinho nessa jornada. O mercado americano também está com níveis de volatilidade nunca vistos, compatíveis com a maior crise desde 1929, lembra Einar Rivero, da Economática. "É o eletrocardiograma do mercado, mostra que o coração está batendo em ritmo alucinante", diz.

Com tanta volatilidade, o mercado busca se adaptar, procurando oportunidades em prazos mais curtos, aproveitando as oscilações e distorções de preços, observa Einar. "Muita gente está ganhando dinheiro no dia a dia, deixando o longo prazo um pouco de lado", observa. Com isso, a análise fundamentalista, do desempenho da empresa, acaba ficando de lado e os investidores buscam se orientar pela análise gráfica, que indica os movimentos de curtíssimo prazo. Para Einar, talvez no segundo semestre, com a volta dos bons resultados das empresas, os prazos se estiquem um pouco mais.

A volatilidade na Bovespa é ainda muito intensa e o investidor custa a se acostumar aos vaivéns. "Faz parte de um processo de aprendizado, pois com juros abaixo de 10% ao ano, o aplicador vai ter de entender que não dá para ganhar dinheiro sem sobressaltos", diz o diretor da Spinelli Corretora Manuel Lois. Ele lembra que o Brasil passa por uma mudança estrutural, que forçará o investidor a repensar o seu apetite por risco. Sem mais poder cultivar ganhos polpudos na renda fixa proporcionados por taxas estratosféricas, ele considera a migração para a bolsa compulsória para quem quiser retornos diferenciados.

"Investir em ações é para toda a vida, é para poupar parte da renda mensal, e não se preocupar com as oscilações de curto prazo, é entender que, quando a bolsa cai, é uma oportunidade para investir mais", diz Lois. O executivo reconhece, porém, que esse não é um comportamento óbvio porque quando o Ibovespa aponta sistematicamente para baixo, a exemplo do que ocorreu após a quebra do Lehman Brothers, o investidor se sente mais pobre.

Para um período de 12 meses, o Ibovespa ainda deve dar retornos acima do custo de oportunidade - a Selic projetada -, espera o diretor de Renda Variável do HSBC Global Asset Management, Eduardo Favrin. "O investidor local, especialmente o institucional, ainda está no início de um processo e ele vai se fazer mais presente a partir de 2010, é quando começaremos a ver um movimento mais intenso de migração da renda fixa para a variável." Com juros reais em níveis historicamente elevados, o executivo pondera que fazia sentido manter uma alocação relativamente baixa na bolsa. Mas, num cenário de taxas menores, é uma questão matemática buscar alternativas. "As fundações vão ter de agregar mais risco nas carteiras como um todo, pode ser em multimercados, crédito privado ou bolsa, só com o juro real não vai dar para bater as metas atuariais."

A única coisa que pode reduzir a volatilidade da bolsa é uma maior visibilidade sobre o futuro da economia mundial, cenário que ainda parece estar distante, diz Lika Takahashi, chefe da área de Análise da Fator Corretora. "Estamos vivendo ao longo deste ano de sustos e sustinhos, alguns bons e outros ruins, e isso aumenta a volatilidade", afirma. O lado positivo é que, nos últimos três meses, o fluxo de notícias positivas foi maior e fez o mercado subir. "Mas nada impede que haja uma nova onda de notícias ruins e o mercado caia novamente", alerta Lika.

Uma das variáveis que tornam o futuro do mercado mais incerto é a ligação do Brasil com a economia chinesa, grande consumidora de commodities. "E a China é uma grande incógnita, não só pelas questões econômicas mundiais em si, mas pela baixa confiabilidade dos dados", diz.

Lika vê com ressalvas a forte alta do Ibovespa nos últimos dias, fruto muito mais do fluxo de investidores externos do que da melhora das condições das companhias. "Olhando os números das empresas, as ações já não estão baratas e as apostas se tornaram menos óbvias", afirma. Por isso, no curto prazo, o mercado vai depender muito mais do fluxo de estrangeiros. Até dia 24, o saldo dos investidores externos na Bovespa no mês estava positivo em R$ 1,598 bilhão, depois de ter chegado a ficar negativo em R$ 2 bilhões. No ano, o saldo é de R$ 11,705 bilhões.

A recuperação rápida das ações criou também uma situação em que grandes investidores externos, que perderam a recente alta, ficam à espera de quedas para comprar. Com isso, quando há um recuo dos preços, há novamente um movimento de alta, mesmo sem muitos motivos macroeconômicos. "Isso impede uma queda maior", diz Lika.

Para ela, a visibilidade no mercado deve melhorar no fim deste ano ou no começo do ano que vem. "Mas só vamos ter uma ideia boa do efeito das medidas contra a crise na economia mundial em meados de 2010", diz Lika. Até lá, a bolsa deve continuar em função das notícias e do fluxo de investidores externos. Lika ainda mantém a estimativa de um Ibovespa na casa dos 51 mil pontos neste ano e de 60 mil para junho do ano que vem. "Mas vamos ver até o fim deste mês."

Apesar da alta de 45% neste ano, o Índice Bovespa ainda está longe e precisaria subir mais 35% para voltar ao pico de 73.516 pontos, de 20 de maio de 2008, pouco depois de o país atingir o selo de investimento de baixo risco. Mas espaço para ganhos existe, dizem analistas. Pedro Martins, estrategista para América Latina da Banc of America Securities Merrill Lynch, vê um potencial de alta de 24% para as principais ações brasileiras em 12 meses e acha que o Brasil passará por um processo de reclassificação de risco, um "re-rating".

A diversificação dos investidores locais, que pode jogar US$ 22 bilhões por ano dos fundos de renda fixa para ações, forçará um aumento dos preços das ações. Com isso, a relação Preço/Lucro - P/L, referencial que estima em anos o tempo de retorno do investimento na ação e, portanto, quanto menor, melhor - do mercado brasileiro deve aumentar, para se equiparar aos mercados globais. "O P/L médio do Brasil tem um desconto de 13% em relação ao P/L global que deverá desaparecer com esse 're-rating'", acredita Martins. Ao mesmo tempo, esse dinheiro local servirá para aliviar o impacto da saída dos estrangeiros em momentos de turbulência.

Fonte: ValorOnline

terça-feira, 9 de junho de 2009

Dólar cai e preço do petróleo volta a superar US$ 70 por barril

SÃO PAULO - Os preços futuros do petróleo encerraram com valorização, amparados pela alta no mercado acionário e tambem pela depreciação da moeda americana. Agentes de mercado também começam as apostas sobre os estoques nos EUA em boletim a ser divulgado amanhã. Não há consenso sobre o relatório.

O contrato de WTI negociado para o mês de julho em Nova York fechou a US$ 70,01, com aumento de US$ 1,92. O vencimento para o mês seguinte avançou US$ 1,71, para US$ 70,74. Em Londres, o barril de Brent para o próximo mês subiu US$ 1,74, para US$ 69,62. O contrato para agosto encerrou cotado a US$ 70,30, com valorização de US$ 1,63 em relação ao pregão anterior.

Hoje o Departamento de Energia dos Estados Unidos elevou a previsão de preço médio do barril de petróleo para este ano de R$ 51,70 para R$ 58,70. A nova estimativa também incentivou a valorização da commodity no mercado internacional.

Analistas do segmento continuam ponderando, no entanto, que o mercado de petróleo não está se movimentando com base em fundamentos de oferta e demanda, mas segue influenciado mais fortemente pelo comportamento dos demais ativos e commodities, sobretudo pela moeda americana.

O vaivém do dólar, por sua vez, continua associado à confiança ou cautela em relação ao endividamento dos Estados Unidos e a recuperação da economia. A emissão de títulos pelo Tesouro americano para injetar liquidez na economia vem gerando forte desvalorização do dólar em relação a outras moedas globais.

Nos momentos de incerteza global, os investidores ainda se abrigam no dólar, mas conforme diminui o risco em outros mercados os agentes têm buscado a diversificação em outras moedas e ativos, o que reduz o preço da divisa.

A baixa do dólar, por sua vez, afeta diretamente a demanda por contratos de petróleo, que são cotados em moeda americana e ficam mais baratos e atraentes aos investidores.

Fonte: Globo.com

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preço do petróleo supera US$ 60 em Londres e excede US$ 61 em NY

SÃO PAULO - Os agentes nos mercados de petróleo analisam a situação dos estoques de produtos energéticos dos Estados Unidos na semana passada.

Pelo último relatório do Departamento de Energia americano, na semana terminada no dia 15 deste mês, as reservas de cru cederam em 2,1 milhões de barris, para 368,5 milhões de barris. Alguns analistas esperavam uma queda de 1,5 milhão de barris no período.

Os níveis de gasolina diminuíram em 4,3 milhões de barris e ficaram em 204 milhões de barris. A expectativa era de uma redução de 1,7 milhão de barris.

Os estoques de destilados, no entanto, cresceram em 600 mil barris na semana passada, somando 148,1 milhões de barris. Algumas projeções eram de acréscimo de 1,3 milhão de barris.

Em Nova York, o contrato do WTI para junho aumentava US$ 1,28, a US$ 61,38. O vencimento de julho subia US$ 1,17, cotado a US$ 61,98.

Em Londres, o Brent para julho era transacionado a US$ 60,06, com acréscimo de US$ 1,14. O contrato de agosto estava em US$ 60,80, com alta de US$ 1,07.

(Valor Online, com agências internacionais)

Fonte: O Globo.com

terça-feira, 12 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,85 e atinge o maior nível em 6 meses

NOVA YORK (Reuters) - Os futuros do petróleo nos Estados Unidos fecharam no maior nível em seis meses nesta terça-feira, com a baixa da sessão anterior atraindo compradores, disseram fontes do mercado.

No entanto, os ganhos foram magros na véspera da divulgação do relatório semanal de estoques do produto, que deve mostrar novo aumento das reservas norte-americanas.

O dólar caiu frente ao euro para o menor nível em quatro meses, estimulando investimentos em commodities. Mas a queda no mercado acionário norte-americano e expectativas de novo aumento nos estoques dos EUA mantiveram a cautela dos investidores.

"Estamos vendo compras nas quedas e vendas nas altas, à espera de estoques. As opções do petróleo vencem na quinta-feira, o que dá alguma volatilidade", disse Dan Flynn, analista da Alaron Trading, em Chicago.

A Agência de Informação de Energia dos EUA irá divulgar seu relatório semanal sobre estoques de petróleo na quarta-feira.

Analistas estimaram em pesquisa Reuters que os estoques do produto subiriam 1,4 milhões de barris.

Na Nymex, o petróleo para entrega em junho fechou em alta de US$ 0,35, ou 0,6%, a US$ 58,85 por barril, o maior valor de fechamento desde 11 de novembro de 2008, quando encerrou a US$ 59,33 por barril.

O contrato foi negociado entre US$ 57,81 e US$ 60,08, o maior valor intradia desde 11 de novembro, quando chegou a US$ 62,28.

Em Londres, o petróleo Brent para entrega em junho subiu US$ 0,46, ou 0,8%, a US$ 57,94 por barril.

(Reportagem de Gene Ramos e Robert Gibbons)

domingo, 10 de maio de 2009

Petróleo fecha a US$ 58,63 em Nova York, maior valor em seis meses

Dados sobre emprego nos EUA animaram os investidores no dia.
Produto também seguiu de perto o humor dos mercados financeiros.

Os preços do petróleo subiram para o patamar mais alto dos últimos seis meses nesta sexta-feira em Nova York (8), depois que a divulgação de números sobre o desemprego melhores do que o previsto reforçaram a impressão de que a economia vai se recuperar mais cedo que o previsto.


Com isso, na Bolsa de Mercadorias e Futuros de Nova York (Nymex), o barril de petróleo com vencimento em junho subiu US$ 1,92, fechando a US$ 58,63. O barril de óleo cru teve valorização de 10,2% durante a semana, no mercado norte-americano.

 

Em Londres, o produto com entrega em junho também teve alta, de US$ 1,67, fechando a US$ 58,14. "Os preços da energia parecem desafiar a gravidade", comentou Phil Flynn, da Alaron Trading.

 

 Acompanhando o mercado

Há várias semanas que os preços do petróleo acompanham a evolução das bolsas, que teriam capacidade de antecipar a recuperação econômica, servindo como "termômetro" para a demanda mundial do produto.


"É um impulso financeiro que não condiz com a realidade do mercado", concordou Antoine Halff, da Newedge Group. "O aumento se deve a uma intensificação do otimismo com os fundos de investimentos", explicou.


Nesta semana, além da perda de empregos menor que a esperada (539 mil vagas foram fechadas em abril), Além disso, as últimas estatísticas do Departamento Americano da Energia mostraram que as reservas de bruto diminuíram na semana passada nos Estados Unidos, devido a uma maior atividade das refinarias.


Fonte: Globo.com

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bolsas europeias sobem por setor financeiro e commodities

LONDRES - Os principais índices de ações europeus fecharam em alta nesta sexta-feira, com o avanço dos papéis do setor financeiro após o resultado dos testes de estresse do governo norte-americano não ter sido tão ruim quanto o esperado. Ações de energia também subiram, na esteira da alta dos preços do petróleo. 

O índice FTSEurofirst 300, referência dos mercados acionários europeus, subiu 1,68 por cento, para 865 pontos. 

"Apesar de o mercado ter percorrido um longo caminho... após o bom desempenho dos últimos dois meses, os mercados estão parecendo um pouco 'overbought'. A maioria das pessoas espera algum tipo de consolidação, ainda que o mercado não pareça querer se consolidar", disse Mike Lenhoff, estrategista da Brewin Dolphin. 

Os bancos contribuíram com os maiores ganhos do índice. As ações do Royal Bank of Scotland, que foi parcialmente nacionalizado, saltaram 14 por cento após o banco ter apresentado um pequeno prejuízo trimestral. 

O forte crescimento das operações de banco de investimento reduziu o impacto das perdas no mercado de crédito, que totalizaram 5 bilhões de libras. 

No setor de seguros, as ações da Swiss Re dispararam 17,8 por cento, enquanto corretoras elevavam o preço-alvo da companhia. 

Reguladores norte-americanos informaram na véspera que os maiores bancos do país terão que levantar 74,6 bilhões de dólares em capital. Autoridades esperam que isso reestabeleça a confiança nas instituições financeiras e abra caminho para a recuperação da pior recessão em décadas. 

Sinais de melhora para a economia norte-americana, inserida na recessão, vieram de dados que mostraram corte de 539 mil empregos em abril, o menor ritmo de demissões desde outubro e abaixo das previsões de economistas consultados pela Reuters. 

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em alta de 1,44 por cento, a 4.462 pontos. 

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,29 por cento, para 4.913 pontos. 

Em PARIS, o índice CAC-40 avançou 1,88 por cento, para 3.312 pontos. 

Em MILÃO, o índice Mibtel encerrou com valorização de 2,81 por cento, a 16.082 pontos. 

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou apreciação de 1,94 por cento, a 9.408 pontos. 

Em LISBOA, o índice PSI20 teve ganhos de 1,36 por cento, a 7.355 pontos. 

(Reportagem de Joanne Frearson)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Financial Times: Economia brasileira é atrativa para quem está ávido por lucros

A forte alta das ações e moeda brasileiras nos últimos dois meses deixou muitos analistas à procura de explicações convincentes.

O índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, valorizou de 35 mil pontos no início de março para quase 52 mil pontos na manhã de quarta-feira.

O índice subiu mais de 75% desde sua queda em outubro passado, apesar de ainda estar longe de sua alta de mais de 73 mil pontos há um ano.

Enquanto isso, o real - que se desvalorizou frente ao dólar americano de R$ 1,62 para R$ 2,48 entre agosto e dezembro - era negociado a R$ 2,12 na manhã de quarta-feira.

Ele se recuperou tão rapidamente nesta semana que o Banco Central começou novamente a comprar os dólares americanos pela primeira vez desde setembro.

"Eu vou te dizer, é muito confuso", disse Alvise Marino, analista de mercados emergentes da IDEAglobal, uma firma de pesquisa de Nova York.

Por um lado, as notícias econômicas que vêm do Brasil - assim como de todos os mercados emergentes e do mundo em geral - não são tão boas.

A produção industrial caiu mais de 10% em março, em comparação ao ano passado, após três quedas mensais consecutivas de cerca de 17%.

As vendas de veículos - um indicador chave, que despencou em dezembro mas se recuperou neste ano, graças a uma isenção temporária de impostos - caiu de novo em abril em 13,6% em comparação a março.

Pequenas recuperações nas vendas no varejo e na confiança dos consumidores e das empresas não são suficientes para explicar o ânimo dos investidores.

Por outro lado, entretanto, as perspectivas do Brasil certamente são favoráveis se comparadas às de outros países.

Suas reservas de moeda estrangeira de US$ 200 bilhões fornecem um amortecimento sólido contra volatilidade e afastam qualquer ameaça de calote à dívida.

De fato, o Brasil é credor líquido para o mundo e está se preparando para emprestar dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Apesar do espaço de manobra do governo no lado fiscal ser limitado pela queda da receita tributária e aumento de gastos com folha de pagamento, deixando pouco dinheiro para gastos destinados a estímulo econômico, o governo conta com bastante espaço na política monetária.

O Banco Central tem reduzido sua taxa de juros referencial neste ano, mas a 10,25% ela ainda é muito alta e o banco deverá prosseguir nos cortes enquanto a inflação permanecer sob controle.

Outra explicação é que com as taxas de juros reais nos países desenvolvidos próximas de zero, os investidores que estavam guardando seu dinheiro estão novamente à procura de rendimento.

Os investidores estrangeiros retiraram mais de R$ 26 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo entre junho e janeiro.

De lá para cá, mais de R$ 5,7 bilhões retornaram, incluindo R$ 3,8 bilhões apenas no mês passado.

"Os Estados Unidos estão buscando políticas monetárias muito agressivas, expansionistas, e isso cria um aumento muito forte na liquidez", disse Marino. "Investidores que estavam avessos a risco agora estão mais à vontade em retornar ao mercado. O fato é que o real brasileiro continua atraindo o apetite internacional por risco."

Tradução: George El Khouri Andolfato

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Bovespa salta 3,07% e atinge a maior pontuação desde outubro de 2008

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) deixou de lado as notícias negativas divulgadas no Brasil e nos Estados Unidos e saltou 3,07%, aos 47.226,79 pontos, no maior nível de fechamento desde 1º de outubro de 2008, quando atingiu 49.798 pontos. Com isso, o mercado de ações brasileiro já tem alta acumulada de 15,4% em abril e de 25,77% desde o início do ano.

dólar comercial caiu 1,14%, a R$ 2,171 na venda, completando o segundo dia consecutivo de queda. Com isso, a moeda americana acumula desvalorização de 6,38% no mês e de 6,94% no ano.


A principal notícia do dia foi a queda de 6,1% no PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no primeiro trimestre. A queda foi maior que a retração de 5% prevista pelo mercado.

Embora pareça alarmante, o indicador surtiu efeito contrário nas Bolsas. Segundo analistas, o importante é que o resultado refletiu um ajuste de estoques e queda nos investimentos, que pode ser recuperado nos próximos meses, e mostrou uma melhora no consumo, que é o motor da economia norte-americana.

""Não é tão ruim quanto parece. O dado principal mostra um declínio dramático, mas ele foi liderado por um declínio no gasto do governo, que sabemos ser temporário. Vale notar que o consumo foi positivo e melhor que o esperado. Acho que o último trimestre do ano passado e o primeiro deste marcarão os maiores declínios desta recessão", diz Michael Darda, economista-chefe da MKM Partners.

Ainda nos EUA,o banco central do país decidiu manter a taxa de juros na banda de zero a 0,25% criada em dezembro do ano passado para estimular a economia.

No Brasil, a indústria teve o pior trimestre desde 1999, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Entre janeiro e março de 2009, o indicador de produção industrial caiu para 36,1 pontos em relação aos 40,8 pontos registrados no quarto trimestre do ano passado. O indicador de emprego ficou em 39,2 pontos, abaixo dos 44 pontos observados entre janeiro e março do ano passado.

O Banco Central vendeu US$ 500 milhões em um leilão de linha com compromisso de recompra futura. O objetivo é ajudar os bancos a expandir a carteira de crédito em um momento que os empréstimos estão mais escassos.

(Com informações de Reuters e Valor Online)