O índice Ibovespa é composto por uma série de empresas, todas elas excelentes e que atraem a atenção dos investidores, mas sem dúvida o mercado brasileiro hoje depende em grande parte das três maiores: OGX Petróleo, Petrobras e Vale. Sem o aval dessas empresas o índice Ibovespa fica ancorado. Vamos analisar brevemente as três para tirar algumas conclusões sobre o mercado no momento. OGX Petróleo: em termos de volume hoje é a terceira ação mais negociada na bolsa. Seus papéis vêm sofrendo desvalorização desde o início de novembro de 2010 e infelizmente não há nada que faça com que os preços saiam de sua tendência de queda. Recentemente o papel perdeu a grande linha de tendência de alta traçada desde o final de 2008, quando perdeu o suporte de R$ 18,51 em dezembro do ano passado. A Petrobras é a segunda ação mais negociada na bolsa brasileira. A situação da maior petrolífera brasileira e uma das maiores do mundo parece ter se estabilizado. Depois do estresse causado pela diluição da participação dos acionistas minoritários no ano passado as ações preferenciais parecem estar oscilando entre os R$ 25,00 e R$ 28,00. Para desânimo dos investidores o papel deverá encontrar muitas resistências em um retorno do movimento ascendente. A Vale encontra-se destoante das companheiras, queridinha do mercado desde o ano passado e a mais negociada do índice Ibovespa ultimamente. As ações preferenciais da minerado ainda não perderam a linha de tendência de alta traçada desde o fundo da crise de 2008. Apesar de sofrer junto com o mercado recentemente a maioria dos analistas se sente bastante confortável em colocá-la no topo de suas listas de recomendações. Os papéis deverão encontrar nova resistência somente acima dos R$ 54,00, quando deverão procurar testar o topo de preços histórico de R$ 59,22. Portanto analisando a bolsa pelo prisma das ações que a compõe, precisamos torcer e aguardar que quaisquer que sejam os motivos segurando os papéis da OGX Petróleo e Petrobras sejam resolvidos o mais breve possível.
Fonte: ADVFN
Mostrando postagens com marcador Vale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vale. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Vale volta a brilhar
Demanda chinesa alta, chuvas na Austrália e expectativa de novo reajuste do minério de ferro. Pode-se dizer que o cenário para os papéis da Vale é cor-de-rosa. Não é de estranhar, portanto, que as ações preferenciais (PNA, sem direito a voto) classe A da mineradora apareçam no topo das recomendações para a Carteira Valor de fevereiro, com seis indicações, deixando de lado inclusive a incerteza com uma eventual mudança no comando da empresa.
Mas não são apenas as ações da Vale que se mostram uma boa oportunidade. Os analistas resolveram também ir à caça dos papéis que caíram bastante no mês passado. São ativos que foram particularmente afetados pelo novo ciclo de aumento da taxa básica de juros iniciado no Brasil em janeiro e pela adoção de medidas heterodoxas de política monetária para conter, pelo menos um pouco, o consumo.
No grupo de empresas com bom potencial estão as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da AmBev - que registraram queda de 11,34% em janeiro - e que aparecem no portfólio recomendado por três corretoras. Outro caso são os papéis ordinários (ON, com direito a voto) da Lojas Renner, cuja queda somou 14,18% no mês passado, e que tiveram duas indicações para a Carteira Valor. Já Itaú Unibanco PN, que caiu 10,04% no primeiro mês do ano, teve duas citações.Em janeiro, a Carteira Valor registrou perda de 6,41% - superior à queda de 3,94% do Índice Bovespa no período. Em 12 meses, o portfólio, formado a partir das recomendações de dez corretoras, apresenta rentabilidade de 3,87%, ante 1,79% do indicador.
A seletividade setorial e também de papéis continuará sendo fundamental ao longo de fevereiro, à medida que os riscos relativos ao cenário internacional e os efeitos de uma aceleração inflacionária no Brasil deverão levar a um aumento da volatilidade, avalia Luciana Leocadio, analista-chefe da Ativa Corretora.
Este deve ser o ano da Vale, afirma Pedro Galdi, analista-chefe da SLW. O preço do minério de ferro voltou a testar os US$ 200 por tonelada e há uma série de fatores que deve contribuir para o bom desempenho da mineradora brasileira. Primeiramente, a demanda por parte da China continua alta e deve se manter assim por um bom tempo, avalia Galdi.
A China tem a maior reserva da commodity do mundo, mas o teor de ferro é baixo (28%), enquanto o da Vale é de 65%. "E a demanda chinesa, portanto, deve continuar elevada", diz o analista.
A escassez de carvão siderúrgico vista nos últimos meses no mercado internacional deve aumentar o preço do minério de ferro de melhor qualidade, em especial o da companhia brasileira, que conta com reservas de alto teor, como Carajás (PA), ressalta Luciana, da Ativa.
As chuvas na Austrália contribuíram para elevar o otimismo com as ações da Vale em fevereiro, pois as concorrentes BHP e Rio Tinto foram prejudicadas. No mês passado, as PNAs da Vale tiveram alta de 5,78%, enquanto as ONs subiram 3,72%.
Mesmo com a valorização das ações, os papéis da Vale ainda são negociados com desconto ante as concorrentes. Segundo os cálculos de Luciana, a mineradora brasileira tem Preço/Lucro (P/L, indicador que dá uma ideia do prazo para o investidor ter retorno com a ação) de 7,5 vezes. No no caso da BHP, esse múltiplo é de 11,6 vezes. Há informações ainda de que a Índia estuda proibir exportações de minério de ferro, com a intenção de preservar a matéria-prima para a indústria de aço doméstica, que está em expansão. Isso pode pressionar mais o preço do minério.
O apertado balanço entre a oferta e a demanda de minério de ferro ainda deve sustentar o preço da commodity em níveis elevados em fevereiro, avalia Luciana, da Ativa. A analista acredita numa nova rodada de reajustes de preços do minério no segundo trimestre, o que favorece o balanço da empresa e, por consequência, a perspectiva para suas ações.
Os preços do minério de ferro na China no mercado à vista (spot) aproximam-se novamente de suas máximas históricas, indicando fortes resultados no primeiro e segundo trimestres deste ano, ressalta Kelly Trentin, chefe do departamento de análise da corretora Spinelli.
Fonte: Valor
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Drible no Ibovespa
O ano passado foi ruim para a maioria dos investidores em bolsa por causa de uma empresa: Petrobras. A estatal é parte integrante da maioria das carteiras dos investidores individuais e dos fundos e sua queda, de mais de 20%, derrubou os ganhos e fez o Índice Bovespa encerrar o ano com a alta pífia de 1,04%.
Mas um grupo considerável de fundos de ações conseguiu evitar a maldição da Petrobras e se saiu muito bem em 2010. Em geral, são fundos voltados para empresas de menor porte, as chamadas "small caps", e com patrimônios também limitados, em torno de R$ 100 milhões. Esses fundos ganharam com os setores ligados ao mercado interno. E têm em comum regras mais rígidas de resgate, para permitir estratégias de longo prazo.
Estudo feito pela Economática a pedido do Valor levantou o desempenho dos fundos de ações voltados para pessoas físicas, qualificadas (com mais de R$ 300 mil para investir) ou não, com patrimônio médio em 2010 superior a R$ 10 milhões e com mais de 50 cotistas. De uma lista de 269 fundos, apenas 117 conseguiram bater o rendimento da poupança, de 6,90% em 2010. E 89 carteiras ganharam acima do CDI, de 9,75% no ano. Acima do Ibovespa ficaram 169 carteiras.
Para Einar Rivero, da Economática, o estudo mostra que os gestores vão ter de fazer mais análises e operações mais sofisticadas, como o uso de modelos quantitativos, para ganhar.
A carência para resgates de 90 dias foi o que ajudou o fundo BNY Mellon ARX Long Term a conseguir um rendimento de 54% no ano passado. "Com a restrição de saques, podemos fazer aplicações menos líquidas", diz Bruno Garcia, que divide com os colegas Frederico Saraiva e Rogério Poppe as decisões da carteira. O fundo é voltado para investidores qualificados e tem aplicação mínima de R$ 20 mil.
Por sua estratégia, o tamanho do fundo também é reduzido, em torno de R$ 100 milhões. "E nosso limite é R$ 150 milhões", diz Garcia. Com essa carência, o fundo pode se dar ao luxo de comprar papéis menos líquidos com a tranquilidade de poder vendê-los com calma, sem derrubar os preços.
A grande aposta do fundo começou em 2009, quando os gestores viram que o Brasil ia sair da crise antes e que empresas estavam baratas. "Por isso fazia sentido montar uma carteira com empresas ligadas ao crescimento do país", afirma Garcia. "E tivemos a sorte de encontrar boas empresas em cada setor", lembra. O destaque da carteira foi Hering, em consumo, com ganho de mais de 180%, além de Marcopolo e Iochpe no segmento industrial cujas ações "estavam na lama", diz Garcia. O fundo ganhou também com logística, com OHL, e tecnologia, com Totvs.
No caso do Perfin Foresight, que rendeu 42,96% no ano passado, há uma mescla de visão de longo com curto prazo, explica Ralph Gustavo Rosenberg, gestor de renda variável da Perfin Investimentos. "O Foresight aplica 70% da carteira em outro fundo nosso, o Equity Brazil (que rendeu 31,82% em 2010), cuja estratégia é bem de médio e longo prazo, e os 30% restantes ficam para papéis atrativos no curto prazo ou com perspectivas de eventos, como fusões", afirma.
O fundo Equity Brasil pode se proteger no mercado futuro de Ibovespa, ou ficando vendido (apostando na baixa) em alguma ação, ou usando opções. Já o Foresight não faz proteção, no máximo aumenta seu caixa.
Os dois fundos têm restrições de resgate, o Foresight de 30 dias corridos e o Equity Brasil, de 27 úteis. A aplicação mínima de ambos é R$ 10 mil, mas o Foresight é só para qualificados.
Outro destaque da lista é BC Fundo de Investimento em Cotas (FIC), com 38,96% de ganho no ano passado. Segundo André Ribeiro, sócio gestor da Brasil Capital Investimentos - jovem gestora que tem entre seus sócios um dos herdeiros do Grupo Votorantim, José Eduardo Ermírio de Moraes -, o fundo busca boas empresas. Ao mesmo tempo, tem flexibilidade em procurar proteção no mercado futuro de índice Bovespa, por exemplo. O destaque no ano passado foram empresas de consumo, saúde, educação, infraestrutura e energia - Dufry, Ecorrodovias, Sulamérica Saúde, Kroton e SEB em educação, e Cosan Limited.
O ano passado foi mais de garimpar ações, lembra Sandra Petrovsky, superintendente de Investimentos da Votorantim Asset Management. Foi o que fez o fundo Votorantim Vision, que ganhou 36,72% em 2010. Ele é um típico fundo de "small caps", para investidores qualificados e com aplicação mínima de R$ 25 mil. Nele podem entrar apenas empresas com valor de mercado de até R$ 6 bilhões e pelo menos R$ 1,2 milhão de negociação média diária nos últimos 90 dias. "Pegamos empresas menores e que têm uma liquidez razoável", explica Sandra. O fundo tem 30 dias de carência.
Algumas posições do fundo são antigas, como Hering, comprada há três anos por R$ 4. O papel atingiu R$ 100. "Gostamos do papel, chegamos a ter 20% da carteira e agora temos 10%", diz.
O fundo com a maior perda em 2010 foi o GWI Leverage, uma carteira alavancada, ou seja, que multiplica as altas e baixas dos papéis. Não é por menos que o fundo perdeu 33,98% no ano passado, depois de ganhar 243,96% em 2009.
Na lista das carteiras com prejuízo elevado, a maioria são fundos Petrobras, na faixa de 20%. Ironicamente, grande parte dos maiores e mais populares fundos de ações do mercado são justamente os de Petrobras e de Vale. Mas outros tipos de fundos também sofreram com a estatal. Tirando as carteiras de Petrobras, o que se vê é que casas importantes, como Safra, ficaram no prejuízo. O Opportunity Lógica, um dos mais antigos e maiores fundos de ações ativos do mercado, perdeu 8,91%. Em outros casos, a taxa de administração também aumentou ainda mais as perdas, como os fundos PillaInvest e Alfa, que cobram 8% e 8,5% ao ano, respectivamente, dos investidores.
Fonte: Valor
Marcadores:
Bovespa,
fundos,
Performance,
Petrobras,
Vale
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Vale, sozinha, tem superávit superior ao brasileiro
A alta de preço das commodities exportadas e o aumento de desembarques provocado pelo crescimento do mercado doméstico foram os fatores que mais influenciaram os resultados individuais da balança comercial das grandes empresas.
A Vale foi a companhia com o maior saldo comercial positivo nas trocas internacionais em 2010. Alavancadas pelo aumento do preço do minério de ferro, as exportações da Vale atingiram US$ 24,04 bilhões. Com importações de US$ 762,3 milhões, o superávit da companhia foi de US$ 23,3 bilhões, superior ao superávit total do país de US$ 20 bilhões no ano passado. A Petrobras, que foi a segunda maior exportadora em 2010, teve saldo negativo nas trocas com o exterior. Com exportação de US$ 18,2 bilhões e importação de US$ 19,6 bilhões no ano passado, a companhia fechou o ano com déficit de US$ 1,4 bilhão, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Embora tenha reduzido suas vendas ao exterior em 2010, na comparação com 2008, a Embraer, quarta maior exportadora, fechou o ano passado com superávit de US$ 1,65 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,16 bilhões e importações de US$ 2,51 bilhões.
A Vale obteve grande superávit em razão do aumento no valor das suas exportações. Os US$ 24,04 bilhões embarcados em 2010 representaram um aumento de 77,7% em relação 2008. A elevação no valor exportado foi propiciada principalmente pelo aumento de preços do minério de ferro, explica Lia Valls, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV). "O minério de ferro passou por uma elevação de preço muito grande e isso teve influência maior no valor exportado do que o volume", diz ela.
Segundo dados do Mdic, a exportação brasileira total de minério de ferro aumentou em 10,4% em termos de volume em 2010, na comparação com 2008. O preço médio em 2008 foi de US$ 58,71, caiu em 2009, mas recuperou-se depois, fechando 2010 com preço médio de US$ 92,98 a tonelada - salto de 58,37% no período.
A Vale importa tradicionalmente valores relativamente baixos e seus investimentos estão voltados intensamente para a infraestrutura, o que também contribui pouco para a elevação dos desembarques, lembra José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).
Trajetória diferente segue a Petrobrás, que manteve no ano passado o saldo tradicionalmente deficitário nas trocas internacionais. Castro explica que a Petrobras provavelmente importou muito óleo leve em razão do consumo doméstico aquecido. Ele lembra que o óleo leve atualmente importado é mais caro que o petróleo mais pesado vendido ao exterior pela Petrobras, o que explica o seu frequente saldo negativo comercial.
Outro caso em que a importação em função de mercado doméstico aquecido provavelmente fez diferença, lembra Castro, é o da Braskem. Oitava maior exportadora e, ao mesmo tempo, segundo maior importador no ano passado, a Braskem fechou o ano passado com um pequeno déficit de US$ 69,2 milhões. Suas exportações totalizaram no ano passado US$ 2,47 bilhões, o dobro de 2008. As importações, porém, triplicaram no mesmo período, passando de US$ 847,6 milhões para US$ 2,54 bilhões.
O impacto da alta demanda interna se estende também a outros segmentos. De acordo com dados do Mdic, montadoras como Mercedes-Benz, Toyota, Volkswagen e Peugeot tiveram seus saldos positivos reduzidos ou seus déficits aprofundados de 2008 para 2010. Ford e Fiat passaram, no mesmo período, de superávits para saldos negativos.
A Ford, que teve em 2008 saldo positivo de US$ 184,5 milhões, terminou o ano passado com déficit de US$ 159,7 milhões. A italiana Fiat passou, no mesmo período de superávit de US$ 212,1 milhões para saldo negativo de US$ 61,3 milhões em 2010. As importações que a empresa passou a fazer a partir de 2009 da Argentina contribuíram para elevar as importações da companhia de US$ 818,6 milhões em 2008 para US$ 1,29 bilhão no ano passado.
"Para muitas, empresas, importar é mais barato do que produzir no mercado interno, principalmente quando se trata de importação dentro da mesma empresa", explica Castro. "E com o consumo doméstico aquecido a tendência foi direcionar a produção nacional principalmente para as vendas internas, sem tanto esforço para exportação." Em 2010, segundo dados do Mdic, os desembarques de automóveis de passeio totalizaram US$ 8,54 bilhões, o que representa crescimento de 59,9% na comparação com 2008.
Fabricantes de eletroeletrônicos, como Samsung, acabaram com grande aprofundamento do déficit. A coreana, que havia ficado com saldo negativo de US$ 1,37 bilhão em 2008, atingiu no ano passado déficit de US$ 2,18 bilhões. Aqui, explica Castro, fez diferença a importação de componentes destinados a produzir também para o mercado interno. No ano passado, a importação brasileira de circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos totalizou US$ 3,99 bilhões, aumento de 74,8% em relação aos desembarques de 2008.
Fonte: Valor
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Investimentos às cegas
Interessado no mercado acionário, o funcionário público Édson Sabino, de 48 anos, abriu uma conta no ano passado na corretora do Real - mais tarde Santander -, para investir em ações pela primeira vez. Como não é muito dado a computadores, ele ligou diretamente para a mesa de operações da instituição e mandou comprar papéis da Vale.
O papel se valorizou e Sabino, animado, vendeu as ações e ficou esperando por uma outra oportunidade. Depois de quatro meses, viu que os BDRs (recibos de ações de empresas com sede no exterior) da Parmalat/Laep estavam entre os papéis mais negociados da bolsa. Aqui começa o drama do funcionário público.
Interessado, Sabino ligou para a mesa da corretora e pediu para comprar 108 mil BDRs da Laep, na época cotada a R$ 1,12, o que totalizou R$ 121 mil. Mas o papel começou a cair sistematicamente. O investidor, então, ligou para a corretora em busca de um relatório, de preferência técnico, sobre a empresa e foi informado que o Santander não faz a cobertura desse papel. Depois de perder dinheiro dia após dia, Sabino resolveu vender os papéis a R$ 0,71 e amargou um prejuízo de R$ 44 mil."Sei que aplicar em bolsa é arriscado, mas acredito que a corretora deveria ter me alertado sobre o risco específico desse papel", reclama. "É como comprar um carro usado e ninguém te avisar que o motor está prestes a fundir", diz o funcionário público. "Ações são investimentos de alto risco, mas em nenhum momento alguém me disse que se tratava de um papel de baixa liquidez." Ele afirma que achou que se tratava de um papel que tinha alta liquidez e alega que não teve o auxílio e assistência da corretora do banco.
O caso do funcionário público não é isolado. É comum investidores iniciantes serem seduzidos por fóruns de discussões que manipulam informações a favor de empresas de baixíssima liquidez e que oscilam fortemente ao sabor dos boatos. Outros, se deixam levar por dicas de conhecidos, que entendem tanto quanto eles de mercado. E, com a bolsa em alta nos últimos anos, criou-se o mito de que o ganho em ações é fácil, rápido e certo, fazendo o iniciante desprezar o estudo e o conhecimento dos papéis.
A situação é mais delicada no momento em que bolsa e corretoras se unem para aumentar o número de investidores. Hoje, são cerca de 630 mil pessoas físicas com contas na bolsa. E o projeto da BM&FBovespa é atingir 5 milhões de investidores em cinco anos. Mas como evitar que uma massa de investidores inexperientes comprometa suas economias?
O caso suscita uma pergunta: a corretora deve alertar o investidor quando ele decide comprar um papel sem liquidez? Eduardo Jurcevic, superintendente-executivo da Santander Corretora, explica que o operador da mesa não pode orientar a compra ou a venda de um papel, mas pode falar com base em um relatório elaborado pela área de pesquisa. "Mas, no caso de um papel que não coberto pela corretora, não é possível fazer qualquer comentário, já que não há no que se basear, não há uma análise", afirma.
Marcadores:
Investimentos,
Laep,
Santander,
Vale
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Opção de compra de Vale PNA a R$ 36,00 lidera exercício
SÃO PAULO - A opção de compra de Vale PNA a R$ 36,00 por ação movimentou R$ 519,7 milhões e liderou o exercício de contratos de opções sobre ações hoje. No total, o exercício movimentou R$ 3,44 bilhões no segmento Bovespa, sendo R$ 2,40 bilhões em opções de compra e R$ 1,04 bilhão em opções de venda, informou a BM&FBovespa.
Entre as opções que registraram forte volume financeiro neste exercício também se destacaram: Vale PNA a R$ 34,00 por ação, que movimentou R$ 317,1 milhões em opções de compra; Cosan ON a R$ 34,50 por ação, com volume de R$ 304,9 milhões em opções de venda; Cosan ON a R$ 33,50 por ação, com R$ 296,1 milhões em opções de venda; e Vale PNA a R$ 42,00 por ação, que movimentou R$ 260,8 milhões em opções de compra.
Fonte: Agencia Estado
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Exercício de opções sobre ações movimenta R$5,28 bi na BM&FBOVESPA
A BM&FBOVESPA informa que o exercício de contratos de opções sobre ações movimentou em 19/04, no segmento Bovespa, R$5,28 bilhões, sendo R$4,97 bilhões em opções de compra e R$310,3 milhões em opções de venda. A seguir, as opções que registraram o maior volume financeiro no exercício de hoje:- Vale PNA a R$45,64 por ação movimentou R$723,1 milhões em opções de compra;
- Vale PNA a R$39,64 por ação movimentou R$559,6 milhões em opções de compra;
- Vale PNA a R$47,64 por ação movimentou R$503,2 milhões em opções de compra;
- OGX ON a R$18,50 por ação movimentou R$423,5 milhões em opções de compra; e
- OGX ON a R$17,50 por ação movimentou R$402,0 milhões em opções de compra.
Fonte: BMFBovespa
- Vale PNA a R$45,64 por ação movimentou R$723,1 milhões em opções de compra;
- Vale PNA a R$39,64 por ação movimentou R$559,6 milhões em opções de compra;
- Vale PNA a R$47,64 por ação movimentou R$503,2 milhões em opções de compra;
- OGX ON a R$18,50 por ação movimentou R$423,5 milhões em opções de compra; e
- OGX ON a R$17,50 por ação movimentou R$402,0 milhões em opções de compra.
Fonte: BMFBovespa
sábado, 6 de março de 2010
Bovespa sobe 1,52% e volta a registrar ganho no ano
São Paulo - O desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira coroou o ótimo desempenho da semana, na qual o índice Bovespa subiu em quatro das cinco sessões. Por causa dos dados do mercado de trabalho norte-americano, das notícias a respeito do reajuste do minério de ferro e o clima melhor na Europa, o Ibovespa retomou os 68 mil pontos, nível que atingiu pela última vez em janeiro. As ações da mineradora Vale foram o principal destaque do pregão, assim como na véspera, mas Petrobras também não desapontou, principalmente por causa do retorno dos recursos de investidores estrangeiros.
| Últimas notícias
- 05/03/2010 | Petróleo sobe a US$ 81,50, maior preço em 7 semanas
- 05/03/2010 | Bovespa sobe 1,52% e volta a registrar ganho no ano
Tudo hoje conspirou a favor do mercado acionário, mas o dado mais relevante do dia foi proporcionado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, que divulgou corte de 36 mil vagas em fevereiro, menos da metade que as 75 mil vagas previstas pelos economistas.
A reação imediata foi a busca por ativos de risco, e isso inclui as commodities, que ainda se esbaldaram com as declarações do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, no discurso anual de abertura do Congresso Nacional do Povo. O premiê chinês previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá em torno de 8% neste ano. O último componente a favorecer as Bolsas, no geral, e a Bovespa, no particular, foi a menor tensão com as finanças públicas gregas. O Parlamento da Grécia aprovou hoje o pacote de austeridade de 4,8 bilhões de euros, anunciado pelo governo na última quarta-feira. As bolsas europeias fecharam em alta, assim como as americanas. O Dow Jones subiu 1,17%, aos 10.566,20 pontos, o S&P avançou 1,40%, aos 1.138,69 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,48%, aos 2.326,35 pontos.
De volta ao Brasil, Vale, continua concentrando as atenções, uma vez que ganham força as discussões para o reajuste dos preços do minério de ferro. Os porcentuais citados são bastante robustos e chegam a até 80%. Vale. ON terminou em alta de 3,23%, mais do que a PNA (2,93%), por causa dos estrangeiros, que se concentram nas ações ordinárias (ON). Mas foi a preferencial que liderou o giro individual do Ibovespa hoje, com R$ 1,293 bilhão.
Petrobras ON subiu 2,04% e Petrobras, PN, +1,73%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo com vencimento em abril subiu 1,61% para US$ 81,50 o barril.
Confira as recomendações de 23 corretoras para março
O mês de março ainda deve refletir incertezas com a recuperação da economia global, apontam as corretoras.
A bolsa brasileira ainda não andou em 2010. Até ontem, o Ibovespa tinha subido apenas 0,44% no ano, apesar das projeções de crescimento do PIB estarem perto dos 6%.
O índice, que começou o ano 68.588 pontos, parecia poder, em poucas semanas, quebrar o recorde histórico de 73.516 pontos de maio de 2008. Chegou perto: 70.729 no dia 6 de janeiro. Porém, depois disso, a crescente preocupação com problemas fiscais de países do leste europeu e incertezas em relação ao crescimento dos Estados Unidos e outras economias desenvolvidas, jogaram a bolsa em um ciclo de alta volatilidade.
Para março, a expectativa não é outra. "O temor de default da Grécia e o déficit orçamentário dos países do leste europeu ainda terão repercussão negativa. Há ainda a fraqueza dos indicadores do setor imobiliário americano", avalia o chefe de análise da Ágora Corretora, Marco Antônio Melo.
Além disso, há a expectativa com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia no dia 17 o rumo da Selic. As projeções variam. A Ágora espera manutenção em 8,75% e mudança só em abril. Já o Citi prevê uma alta de 50 pontos-base.
"A taxa vai subir porque precisamos retirar parte dos estímulos. Tivemos uma pequena recessão no Brasil, mas agora o crescimento está acelerado. Esperamos que o PIB suba 5,9%", diz o economista-chefe da Citi Corretora, Fernando Siqueira.
Indicações para o mês
O levantamento do Brasil Econômico, que neste mês consultou 23 instituições do mercado, traz mudanças na lista dos 10+. Dessa vez saíram os papéis da Tractebel e da OGX Petróleo para darem lugar aos da Duratex e da Net.
Outra movimentação que chama atenção é o salto nas indicações da Usiminas. Em fevereiro, a siderúrgica era a escolhida de 6 analistas e, agora, 11 citaram a empresa.
Uma deles é Siqueira, do Citi. "Escolhemos a Usiminas pelos bons resultados do último trimestre, mas principalmente pelo que a empresa adiantou sobre a divisão de mineração, que pode ser vendida por meio de um IPO. Parece que há um valor ainda escondido e que pode levar a revisões de preços-alvo e de recomendações por parte do mercado", afirma ele.
Quem mais perdeu posições foi o Itaú Unibanco. Analistas do BTG Pactual, Spinelli e Souza Barros estão entre os que diminuíram as apostas no setor financeiro.
Vale e Petrobras
As duas blue chips do mercado brasileiro continuam entre as mais queridas. A principal fornecedora de minério de ferro do mundo continua a se beneficiar das projeções cada vez mais otimistas para as negociações do reajuste nos preços da commodity com as siderúrgicas chinesas.
O topo das projeções passou recentemente de 50% para 80%. Do lado da estatal de petróleo, as apostas continuam, apesar das incertezas em relação aos detalhes da capitalização de até US$ 40 bilhões para viabilizar as explorações do pré-sal.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Premiê chinês vê avanço de 8% para economia do país e garante liquidez
SÃO PAULO - A economia chinesa deve crescer ao redor de 8% em 2010, conforme o premiê do país, Wen Jiabao, em discurso preparado para a sessão anual do Parlamento. Ele também avisou que a China vai injetar recursos "apropriados e suficientes" na economia para garantir a expansão neste ano.Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro chinês observou que vai continuar a política monetária moderadamente afrouxada, que pode, segundo ele, contribuir para administrar as expectativas de inflação e tornar o apoio financeiro para a evolução da economia mais sustentável.
"O ano de 2010 será crucial e complicado para o desenvolvimento econômico da China", considerou.
O primeiro-ministro chinês comprometeu-se a melhorar a estrutura de crédito a fim de garantir que os empréstimos beneficiem áreas importantes e que alivie efetivamente os problemas de agricultores e pequenas negócios na obtenção de financiamento.
Wen Jiabao também defendeu a supervisão do uso do empréstimo para que o recurso ajude a economia real e se mostrou favorável a controlar a concessão de crédito a indústrias que são grandes consumidoras de energia e grandes poluidoras.
As informações são da Xinhua, agência oficial de notícias da China.
(Juliana Cardoso | Valor)
Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/internacional/13/6140683/premie-chines-ve-avanco-de-8%-para-economia-do-pais-e-garante-liquidez-fh#ixzz0hKvBllbc
Vale negocia reajuste de preço acima de 90%
A Vale está em negociações finais com uma grande siderúrgica japonesa, a JFE Steel , para fechar reajuste do preço do minério de ferro para 2010 em duas parcelas de 40% cada uma, o que significaria um aumento acima de 90% para a matéria-prima neste ano. Segundo apurou o Valor, a JFE estaria disposta a aceitar a proposta da mineradora brasileira. A Vale não quis comentar a informação.
Ontem, a publicação especializada "Steel Business Briefing" também agitou o mercado com a informação de que a Vale teria proposto este mesmo formato de reajuste para seus clientes na China, na Europa e no Brasil. Segundo a publicação, a primeira parcela do aumento entraria em vigor em março e a segunda, em abril.
Segundo fontes do setor de mineração, este reajuste parcelado seria uma forma encontrada pela mineradora para recuperar as perdas do ano passado por conta da crise. Os primeiros 40% equiparariam os preços do minério de ferro aos níveis de 2008, enquanto a segunda parcela equivaleria a um reajuste real devido ao aquecimento de demanda, principalmente na China.
No mercado chinês as compras de minério pelas siderúrgicas aceleraram-se após os feriados do ano novo lunar e o preço à vista da tonelada de minério atingiu nas duas últimas semanas o patamar de US$ 138 a tonelada. Isso corresponde a um prêmio acima de 100% sobre o preço de referência de 2009 da Vale (média entre US$ 54 e US$ 55 a tonelada).
A publicação cita ainda que a proposta de efetuar dois reajustes de 40% visaria também, da parte da mineradora, suavizar o aumento de custo das siderúrgicas brasileiras por causa do impacto do reajuste do aço sobre a inflação. Este é um ano eleitoral no Brasil. Afinal, a Vale no ano passado já teve problemas políticos com o governo Lula por ter demitido pessoal durante a crise.
Esse super-reajuste, que pode chegar a 96%, poderá levar a uma retomada mais forte da estratégia de verticalização por parte das usinas de aço no Brasil. Ou seja, elas poderão acelerar a produção das suas minas próprias, como são os caso de Usiminas e Gerdau , ou até comprar outras para se protegerem da alta futura do produto. A CSN tem 100% de auto-suficiência.
Um executivo de uma grande siderúrgica no país afirmou que o impacto desse reajuste no custo do aço será enorme, levando a aumento de preços do produto. Só de minério, seriam cerca de US$ 170 no custo de produção. De carvão, mais outros US$ 120 (usa-se 600 quilos por tonelada de aço).
Com produção de 8 milhões de toneladas de aço por ano, a Usiminas consumirá 12 milhões de toneladas de minério, mas vai produzir neste ano 7 milhões de minério. Na semana passada, ao divulgar o balanço, o presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, informou que em 2009 utilizou 80% de minério próprio e que neste ano serão 60%. Somente por volta de 2012 a empresa tem condições de chegar à auto-suficiência, com a expansão de suas minas adquiridas no início do ano passado.
Já a Gerdau, com duas minas, busca garantir 50% de consumo de minério próprio na unidade Açominas, mas poderá vir a elevar esse percentual, cuja meta era atingir 80%. Atualmente, 70% vem do fornecimento de minas de terceiros. As reservas do grupo em Minas Gerais são de 1,8 bilhão de toneladas.
No momento, tanto Vale quanto CSN estão praticando preços provisórios de minério de ferro com seus clientes para cobrir a diferença entre o preço do à vista na China e o de referência no Brasil, superior a 100%. Durante a conferência com analistas na divulgação do balanço do quarto trimestre da Vale, o diretor-executivo de ferrosos da mineradora, José Carlos Martins, disse que não tinha o menor sentido a diferença tão grande entre "benchmark" e "spot" e anunciou que a companhia iria praticar preços provisórios. Durante a crise, a Vale usou esta tática dando descontos de 20%. Agora, o mesmo modelo é usado ao inverso.
Martins defende que o prêmio atualmente vigente no mercado à vista sobre o de referência é insustentável e tem de acabar. E que os clientes têm de entender este novo cenário. O reajuste proposto pela mineradora em duas parcelas estaria ainda abaixo deste prêmio que está na faixa de 110% na China.
As declarações do diretor da Vale feitas em 11 de fevereiro reforçam a convicção de analistas especializados nesse negócio. Eles consideram que o percentual de reajuste proposto pela mineradora é perfeitamente factível com a atual situação de mercado, no qual o sistema 'benchmark' está perdendo força. A BHP Billiton - terceira maior de mineração de ferro - está querendo migrar para reajustes de preços mais constantes, em períodos menores. Se isso ocorrer, abrirá espaço para maiores flutuações de preços e levará à migração para outro paradigma, o qual refletirá melhor as condições de mercado, hoje muito apertadas. A oferta de minério no mercado transoceânico e a demanda para este ano estão praticamente empatadas em 1 bilhão de toneladas.
Fonte: Valor Online
Rio e BHP buscam alta de 80% no minério de ferro--analistas
SYDNEY (Reuters) - As australianas Rio Tinto e BHP Billiton podem buscar --e conseguir-- um aumento de 80 por cento no preço do minério de ferro, o segundo maior aumento anual da história, se as mineradoras perderem a batalha pela adoção do preço à vista.
Analistas e gerentes de fundos disseram à Reuters que os segundo e terceiro maiores produtores de minério de ferro respectivamente estão buscando junto às siderúrgicas um aumento de 80 por cento como alternativa à adoção de um índice de mercado para 2010/11.
Já a número 1 Vale estaria negociando com a siderúrgica japonea JFE um aumento de mais de 90 por cento, segundo publicou no Brasil o jornal Valor Econômico nesta sexta-feira.
Falando sob condição de anonimato, porque não querem aparentar estar tomando um lado em meio às negociações de preço, os analistas disseram que as siderúrgicas estão começando a gostar da idéia de uma alta de 80 por cento nos preços contratuais no ano que vem.
"Dada a maneira como o preço à vista está, 80 por cento está começando a parecer barato", disse um analista da Austrália.
O minério de ferro à vista desembarcado na China está sendo negociado em torno de 133 dólares a tonelada, o dobro do contrato FOB de 2009.
Uma pesquisa da Reuters nesta semana mostrou que analistas elevaram as expectivas para os preços anuais para uma mediana de 40 por cento, contra 30 por cento no final de janeiro.
Mas a pesquisa inclui várias contribuições que não foram atualizadas ou estão em revisão. Excluindo esses números, a mediana é de um aumento de 65 por cento.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Eleição e pré-sal freiam ações da Petrobrás
SÃO PAULO - A exemplo de 2009, as ações da Petrobrás continuam com desempenho abaixo do que média do mercado (Ibovespa) e ao dos próprios papéis da Vale. Se por um lado o preço de reajuste do minério de ferro anima os investidores a comprar as ações da mineradora, os papéis da petrolífera são vistos com cautela após persistirem o receio sobre a capitalização da empresa para tocar os projetos do pré-sal. Pesa ainda sobre as ações o fato de 2010 ser ano eleitoral e empresas públicas, como a Petrobrás, sempre serem consideradas mais arriscadas.
"As ações da Petrobrás começaram a ficar para trás no início do último trimestre do ano passado com a notícia do plano de capitalização organizado pela União. Muitos detalhes ainda estão em aberto", explica o analista de investimentos da corretora Spinelli, Max Bueno.
Não há ainda uma projeção fechada de quanto deva ser o aporte de recursos da empresa no projeto do pré-sal, mas analistas chegam a apostar em até R$ 200 bilhões. "Estimamos um investimento de R$ 175 bilhões e falta caixa na empresa para tal aplicação. Também não é viável tomar mais empréstimos porque elevaria o grau de alavancagem", aponta o economia Rodrigo Constantino.
Neste processo, o principal risco para os acionistas minoritários é o da perda de participação no capital da empresa, caso não participe da oferta de ações. "O problema da capitalização como ela é pensada é que ela gera desconfiança no investidor local que não se sente muito confortável em manter a ação na carteira", diz o analista da corretora SLW, Pedro Galdi.
Na ponta contrária, os holofotes se concentram sobre a Vale, empresa que deve conseguir um reajuste do preço do minério de ferro de até 40%. "O cenário é de demanda forte e a empresa investiu durante o período da crise em aumento da capacidade. Deve trabalhar a toda capacidade neste ano", avalia Galdi.
Risco político
O risco político sempre é um fantasma quando se trata de empresas públicas com ações negociadas na Bolsa. No caso do pré-sal, por exemplo, o mercado teme que o governo trabalhe com perspectivas mais positivas do que a realidade da capacidade de exploração das bacias. Segundo analistas, há um claro conflito de interesse no qual o governo se beneficia se a camada pré-sal seja valorizada, com custos e margens maiores.
Segundo analistas, porém, a distância entre Petrobrás e o restante do mercado tenda a não se distanciar. Todos os riscos envolvidos na operação do pré-sal já estariam precificados na cotação atual do papel. As eleições, na visão dos especialistas, pode trazer volatilidade para o mercado como um todo.
Fonte: Estadao
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Ações da Vale se recuperam e fecham em alta no pregão pós-resultados
Por: Naiara Thaísa I. Bertão
11/02/10 - 18h59
InfoMoney
11/02/10 - 18h59
InfoMoney
SÃO PAULO – No primeiro pregão após a divulgação de seus resultados, as ações da Vale (VALE3; VALE5) tiveram altos e baixos nesta quinta-feira (11). Após iniciarem o pregão em queda, chegando a recuar mais de 3%, os papéis deram sinais de recuperação, acompanhando a melhora no humor dos mercados, e fecharam com uma performance melhor que a do Ibovespa.
Os papéis ordinários terminaram a sessão com valorização de 2,35%, cotados a R$ 49,69, enquanto os preferenciais classe A subiram 1,9%, para R$ 43,00. Ambos também terminaram o dia bem próximos das máximas do intraday (R$ 49,74 e R$ 43,22, respectivamente). O Ibovespa registrou valorização de 1,66%.
Ainda em torno da mineradora, as ações VALE5 terminaram esta quinta-feira com o maior volume financeiro movimentado (R$ 1,179 bilhão) e o maior número de negócios concretizados (25.347 negócios). Já os ativos VALE3, com R$ 396,1 milhões e 12.403 negócios, ficaram em terceiro em ambos os quesitos, atrás dos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4).
Seguindo a tendência, os papéis da Bradespar (BRAP4), holding que detém ações da mineradora, terminaram o dia com alta de 0,66%, sendo cotados a R$ 38,35, após chegarem a recuar 3,15% no período da manhã, quando atingiram a mínima de R$ 36,90.
Resultados
Na última quarta-feira a Vale anunciou crescimento de 7,7% de seu lucro líquido no quarto trimestre de 2009 ante o mesmo intervalo de 2008, ao somar R$ 2,629 bilhões. Porém, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a mineradora teve desaceleração de 12,45% em seus ganhos líquidos.
No caso de sua receita, as vendas de minério de ferro e pelotas influenciaram a diminuição de 32,8% na comparação anual, ao somar R$ 11,681 bilhões entre outubro e dezembro. O movimento de queda também foi visto em seu Ebitda (geração operacional de caixa), que retraiu 43,5% frente ao mesmo período de 2008, para R$ 3,709 bilhões.
Já o CPV (custos da empresa referente aos produtos vendidos) somou R$ 7,199 bilhões no quarto trimestre, uma elevação de 3,4% ante 2008. Porém, em todo o ano de 2009, o CPV teve diminuição de 13,8% em comparação com o ano anterior, totalizando R$ 27,720 bilhões.
Melhora
Apesar de a demanda ter sentido fortemente o efeito da desaceleração econômica mundial, a Vale afirmou em relatório que 2009 foi um ano para alavancar vantagens competitivas, focado em redução de custos permanentes e o aumento de eficiência.
Para 2010, a mineradora espera um ano melhor, com a recuperação da economia global “acima da tendência de longo prazo”. Contudo, o ritmo de crescimento deve ser desigual entre seus principais mercados, sendo que os países emergentes – em especial a China – liderarão a aceleração da atividade.
Atualmente a China é o principal mercado consumidor da Vale, respondendo por 29,5% das receitas da companhia. Na sequência, vem Brasil (18,1%), Japão (12,7%) e Alemanha (6,7%).
“Esperamos que o crescimento da produção industrial global continue sólido nos próximos trimestres, refletindo o cenário de forte demanda final e queda de estoques, continuando desse modo a pressionar a demanda por minérios e metais”, projeta.
A empresa também comentou que não se preocupa com o aperto econômico que as novas medidas do governo chinês possam trazer e diz estar confiante na tendência de crescimento da demanda por minerais e metais. “Vemos 2010 como um ano bastante promissor para nosso desempenho financeiro e operacional”, resume.
Fonte: Infomoney
Os papéis ordinários terminaram a sessão com valorização de 2,35%, cotados a R$ 49,69, enquanto os preferenciais classe A subiram 1,9%, para R$ 43,00. Ambos também terminaram o dia bem próximos das máximas do intraday (R$ 49,74 e R$ 43,22, respectivamente). O Ibovespa registrou valorização de 1,66%.
Ainda em torno da mineradora, as ações VALE5 terminaram esta quinta-feira com o maior volume financeiro movimentado (R$ 1,179 bilhão) e o maior número de negócios concretizados (25.347 negócios). Já os ativos VALE3, com R$ 396,1 milhões e 12.403 negócios, ficaram em terceiro em ambos os quesitos, atrás dos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4).
Seguindo a tendência, os papéis da Bradespar (BRAP4), holding que detém ações da mineradora, terminaram o dia com alta de 0,66%, sendo cotados a R$ 38,35, após chegarem a recuar 3,15% no período da manhã, quando atingiram a mínima de R$ 36,90.
Resultados
Na última quarta-feira a Vale anunciou crescimento de 7,7% de seu lucro líquido no quarto trimestre de 2009 ante o mesmo intervalo de 2008, ao somar R$ 2,629 bilhões. Porém, na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a mineradora teve desaceleração de 12,45% em seus ganhos líquidos.
No caso de sua receita, as vendas de minério de ferro e pelotas influenciaram a diminuição de 32,8% na comparação anual, ao somar R$ 11,681 bilhões entre outubro e dezembro. O movimento de queda também foi visto em seu Ebitda (geração operacional de caixa), que retraiu 43,5% frente ao mesmo período de 2008, para R$ 3,709 bilhões.
Já o CPV (custos da empresa referente aos produtos vendidos) somou R$ 7,199 bilhões no quarto trimestre, uma elevação de 3,4% ante 2008. Porém, em todo o ano de 2009, o CPV teve diminuição de 13,8% em comparação com o ano anterior, totalizando R$ 27,720 bilhões.
Melhora
Apesar de a demanda ter sentido fortemente o efeito da desaceleração econômica mundial, a Vale afirmou em relatório que 2009 foi um ano para alavancar vantagens competitivas, focado em redução de custos permanentes e o aumento de eficiência.
Para 2010, a mineradora espera um ano melhor, com a recuperação da economia global “acima da tendência de longo prazo”. Contudo, o ritmo de crescimento deve ser desigual entre seus principais mercados, sendo que os países emergentes – em especial a China – liderarão a aceleração da atividade.
Atualmente a China é o principal mercado consumidor da Vale, respondendo por 29,5% das receitas da companhia. Na sequência, vem Brasil (18,1%), Japão (12,7%) e Alemanha (6,7%).
“Esperamos que o crescimento da produção industrial global continue sólido nos próximos trimestres, refletindo o cenário de forte demanda final e queda de estoques, continuando desse modo a pressionar a demanda por minérios e metais”, projeta.
A empresa também comentou que não se preocupa com o aperto econômico que as novas medidas do governo chinês possam trazer e diz estar confiante na tendência de crescimento da demanda por minerais e metais. “Vemos 2010 como um ano bastante promissor para nosso desempenho financeiro e operacional”, resume.
Fonte: Infomoney
Assinar:
Postagens (Atom)

