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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vale volta a brilhar

Demanda chinesa alta, chuvas na Austrália e expectativa de novo reajuste do minério de ferro. Pode-se dizer que o cenário para os papéis da Vale é cor-de-rosa. Não é de estranhar, portanto, que as ações preferenciais (PNA, sem direito a voto) classe A da mineradora apareçam no topo das recomendações para a Carteira Valor de fevereiro, com seis indicações, deixando de lado inclusive a incerteza com uma eventual mudança no comando da empresa.
Mas não são apenas as ações da Vale que se mostram uma boa oportunidade. Os analistas resolveram também ir à caça dos papéis que caíram bastante no mês passado. São ativos que foram particularmente afetados pelo novo ciclo de aumento da taxa básica de juros iniciado no Brasil em janeiro e pela adoção de medidas heterodoxas de política monetária para conter, pelo menos um pouco, o consumo.
No grupo de empresas com bom potencial estão as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da AmBev - que registraram queda de 11,34% em janeiro - e que aparecem no portfólio recomendado por três corretoras. Outro caso são os papéis ordinários (ON, com direito a voto) da Lojas Renner, cuja queda somou 14,18% no mês passado, e que tiveram duas indicações para a Carteira Valor. Já Itaú Unibanco PN, que caiu 10,04% no primeiro mês do ano, teve duas citações.
Em janeiro, a Carteira Valor registrou perda de 6,41% - superior à queda de 3,94% do Índice Bovespa no período. Em 12 meses, o portfólio, formado a partir das recomendações de dez corretoras, apresenta rentabilidade de 3,87%, ante 1,79% do indicador.
A seletividade setorial e também de papéis continuará sendo fundamental ao longo de fevereiro, à medida que os riscos relativos ao cenário internacional e os efeitos de uma aceleração inflacionária no Brasil deverão levar a um aumento da volatilidade, avalia Luciana Leocadio, analista-chefe da Ativa Corretora.
Este deve ser o ano da Vale, afirma Pedro Galdi, analista-chefe da SLW. O preço do minério de ferro voltou a testar os US$ 200 por tonelada e há uma série de fatores que deve contribuir para o bom desempenho da mineradora brasileira. Primeiramente, a demanda por parte da China continua alta e deve se manter assim por um bom tempo, avalia Galdi.
A China tem a maior reserva da commodity do mundo, mas o teor de ferro é baixo (28%), enquanto o da Vale é de 65%. "E a demanda chinesa, portanto, deve continuar elevada", diz o analista.
A escassez de carvão siderúrgico vista nos últimos meses no mercado internacional deve aumentar o preço do minério de ferro de melhor qualidade, em especial o da companhia brasileira, que conta com reservas de alto teor, como Carajás (PA), ressalta Luciana, da Ativa.
As chuvas na Austrália contribuíram para elevar o otimismo com as ações da Vale em fevereiro, pois as concorrentes BHP e Rio Tinto foram prejudicadas. No mês passado, as PNAs da Vale tiveram alta de 5,78%, enquanto as ONs subiram 3,72%.
Mesmo com a valorização das ações, os papéis da Vale ainda são negociados com desconto ante as concorrentes. Segundo os cálculos de Luciana, a mineradora brasileira tem Preço/Lucro (P/L, indicador que dá uma ideia do prazo para o investidor ter retorno com a ação) de 7,5 vezes. No no caso da BHP, esse múltiplo é de 11,6 vezes. Há informações ainda de que a Índia estuda proibir exportações de minério de ferro, com a intenção de preservar a matéria-prima para a indústria de aço doméstica, que está em expansão. Isso pode pressionar mais o preço do minério.
O apertado balanço entre a oferta e a demanda de minério de ferro ainda deve sustentar o preço da commodity em níveis elevados em fevereiro, avalia Luciana, da Ativa. A analista acredita numa nova rodada de reajustes de preços do minério no segundo trimestre, o que favorece o balanço da empresa e, por consequência, a perspectiva para suas ações.
Os preços do minério de ferro na China no mercado à vista (spot) aproximam-se novamente de suas máximas históricas, indicando fortes resultados no primeiro e segundo trimestres deste ano, ressalta Kelly Trentin, chefe do departamento de análise da corretora Spinelli.
Fonte: Valor

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Banco de oportunidades

Beneficiadas tanto por um cenário de expansão econômica quanto de aperto monetário, as ações do setor de bancos se mostram uma alternativa interessante neste ano. Por não terem subido tanto em 2010, seriam, por exemplo, uma opção para o investidor ficar exposto ao aquecimento do consumo local mesmo após as fortes altas de alguns papéis voltados ao mercado interno no ano passado, como os das empresas de consumo.
A perspectiva é favorável para o setor em 2011, afirma João Augusto Sales, economista da consultoria independente Lopes Filho & Associados. Isso apesar da expectativa de menor expansão do crédito neste ano por conta das medidas do Banco Central (BC) de aumentar os depósitos compulsórios e o requerimento de capital próprio para operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses. A elevação dos juros e, consequentemente, o encarecimento dos empréstimos também pesam contra.
Um ritmo de crescimento menor dos empréstimos não é bom, admite Sales. Mas os bancos vão repassar o custo para o consumidor na forma de elevação do spread bancário - diferença entre o que a instituição paga para captar e o juro cobrado do cliente -, acredita o economista.
Já a expectativa de um aumento de juros é favorável. Nos grandes bancos, os ganhos com as operações de crédito e aquelas com títulos e valores mobiliários normalmente são equivalentes. "Com a elevação dos juros, as instituições terão ganhos com esses títulos", afirma o analista da Lopes Filho. Outro fator que deve beneficiar os bancos é o aumento da bancarização da população, dado a expansão da renda. "Mesmo que as instituições não emprestem R$ 1, elas terão avanço na receita de serviços", diz Sales.
Os bancos brasileiros são muito ágeis em se adaptar aos cenários, sendo um segmento muito flexível, que se ajusta rapidamente, avalia Julio Hegedus, economista-chefe da corretora Interbolsa do Brasil. Para ele, a alta competitividade é algo que continuará neste ano, com os bancos brigando por segmentos com maior potencial, como o imobiliário, de cartões e de seguros. "Com a melhora da renda e aumento do emprego, há uma migração de classes e maior bancarização, e as instituições vão disputar esses segmentos que oferecem melhor rentabilidade", diz.
Além disso, o setor é bom pagador de dividendos, com distribuição de parte dos lucros mensalmente ou trimestralmente, ressalta Hegedus. O Itaú Unibanco, por exemplo, distribui 39,5% do lucro e o Bradesco, 34%. Banco do Brasil e Santander distribuem 40% e 85,6%, respectivamente. O mínimo exigido pela legislação é de 25%.
No ano passado, o crescimento estimado do crédito foi de 22% e, em 2011, a expansão deve ser de 15% a 17%, avalia Sales, da Lopes Filho. "Os bancos vão buscar preservar sua rentabilidade, as margens financeiras em crédito registradas em 2010, por isso, acredito que o impacto sobre os resultados terá efeito nulo."
Segundo os analistas, as medidas regulatórias do BC para reduzir o ritmo dos empréstimos afetam mais os bancos menores, que atuam fortemente em crédito para a aquisição de veículos e consignado. Por isso, a preferência do mercado recai sobre os grandes bancos. Na liderança entre as recomendações dos analistas aparecem as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) do Bradesco e do Itaú.
A visão para o setor bancário é, de forma geral, positiva, avalia Luciana Leocadio, analista-chefe da Ativa Corretora. Em dezembro, o setor acabou apanhando um pouco após as medidas para conter a expansão de crédito. "Mas isso não muda o potencial de crescimento para o setor", avalia Luciana. "Para 2011, pode haver algum impacto (das medidas), mas ainda assim limitado."
Pesa a favor dos bancos a inadimplência mais baixa, lembra Luciana. Em novembro, ela foi de 4,7%, segundo o BC. Para se ter ideia, em novembro de 2009, os atrasos superiores a 90 dias somavam 5,8%. As estimativas apontam para um calote médio neste ano entre 4,7% a 5%.
Mas por que as ações dos bancos não andaram tanto no ano passado como as de consumo? A crise na Europa e o aumento da volatilidade no mercado puniram muitos papéis, inclusive os do segmento bancário.
É bem verdade que a maioria das ações do setor superou, com folga, a modesta alta do Ibovespa no ano passado, de 1,04%. Mas o desempenho ficou bem aquém de vários papéis de consumo - alguns chegaram a subir mais de 50%. "As ações de bancos deveriam ter acompanhado as voltadas ao mercado interno; deveriam ter subido na faixa de 25%", afirma Sales, da Lopes Filho.
Em 2010, as preferenciais (PN, sem direito a voto) do Bradesco, por exemplo, subiram 12,13%, enquanto as do Itaú, 5,47%. As ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil se valorizaram 12,71%. Já as units (recibo de ações) do Santander Brasil tiveram queda de 1,35%.
Fonte: Valor

segunda-feira, 29 de março de 2010

Multimercados locais começam a utilizar a possibilidade de aplicar 20% do patrimônio no exterior em busca de diversificação.


Os fundos multimercados locais começam a flertar com a possibilidade de investir parte do patrimônio no exterior. Apesar de a regra para as aplicações diretas de fundos no mercado internacional existir desde fevereiro de 2008, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou a Instrução 450, só agora a movimentação para aplicar lá fora em ações, moedas e títulos está ganhando força. Todos os fundos podem aplicar 10% de sua carteira no exterior, sendo que os multimercados podem chegar a 20%. O percentual sobe para 100% em fundos com aplicação mínima de R$ 1 milhão.
Esse atraso se deve, sobretudo à crise internacional. Quando os gestores começavam a se preparar para explorar o potencial externo, veio a quebra do banco americanoLehman Brothers, em setembro de 2008, derrubando os mercados mundo afora. Com as finanças dos países desenvolvidos em frangalhos, os gestores preferiram apostar na retomada da bolsa local, já que o Brasil estava distante do epicentro da crise. Agora, depois de concretizada a expectativa de forte recuperação do mercado brasileiro, já é possível garimpar oportunidades lá fora.
A onda dos multimercados com uma pitada de ativos estrangeiros abrange tanto assets independentes quanto gestoras ligadas aos grandes bancos. Uma das que estão investindo ativamente no exterior é a Ashmore, com o multimercado Ashmore Brasil 30. A gestora concentra as operações em divisas de mercados emergentes, apostando na alta das moedas asiáticas e buscando proteção (hedge) na lira turca, com posições vendidas.
No Brasil, os fundos multimercados geralmente ficam limitados a quatro classes de ativos - bolsa, juros, câmbio e dívida externa -, o que faz com que andem na maioria das vezes na mesma direção. "Quando se fala em operar ativos no exterior, as possibilidades são infinitas e começa-se a criar efetivamente diversificação", diz Eduardo Câmara, responsável pelo comitê de investimentos da Ashmore Brasil.
Para aplicar lá fora, os gestores usam basicamente dois caminhos. O primeiro é o mais simples, fechando o negócio por meio de uma corretora do exterior. Outra forma é lançar uma espécie de fundo offshore, sediado em um paraíso fiscal, normalmente Luxemburgo, chamado de Sicav.
Ele tem cota diária, restrições de alavancagem e é listado na Bolsa de Luxemburgo. A asset, portanto, monta esse Sicav exclusivo, que comprará os papéis no mercado internacional. E o fundo aqui no Brasil adquire cotas dessa outra aplicação. A Ashmore, por exemplo, optou pela criação de Sicav em Luxemburgo.
A Quest Investimentos utiliza uma estrutura similar, com um fundo sediado no exterior. Ele abriga as aplicações de seus multimercados de gestão macro, que procuram ganhar com a tendência dos ativos. A gestora continua otimista com as commodities e tem apostas em moedas emergentes, como o won coreano e o dólar australiano.
Segundo Walter Maciel, diretor e sócio da Quest, a vantagem de aplicar lá fora é o acesso a outras classes de ativos que criam oportunidades de proteção mais eficientes. "Um exemplo é a possibilidade de comprar CDS (derivativo de crédito que protege contra risco soberano) na Europa por conta da crise da Grécia."
Mirae Asset é outra que vem buscando oportunidades no mercado internacional, comprando ADRs (recibo de ações) na Bolsa de Nova York ou em mercados emergentes, como a Rússia. Todos os cinco fundos da gestora coreana - três de ações e dois multimercados - mantêm exposições no exterior. Mesmo no ano passado, com o mercado brasileiro em evidência, a gestora operou lá fora. No caso dos fundos multimercados Discovery Equity Focus e Balanceado, apesar de as carteiras terem o mandato de aplicar até 20% lá fora, o máximo na prática chegou a 12%. Hoje, está em cerca de 10%. Já no caso dos fundos de ações, como manda a legislação, o percentual máximo é de 10%.
A tendência é de que a diversificação com ativos externos cresça nos próximos meses, com os gestores tentando obter ganhos em um ambiente mais volátil, aponta Luís Roberto Zaratin Soares, superintendente de renda fixa da Bradesco Asset Management(Bram). A instituição deve lançar multimercados com aplicação de 20% no exterior até o fim do primeiro semestre, em um primeiro momento para os clientes do private banking. "Mas há demanda também no segmento de alta renda", diz.
Ele ressalta, contudo, que os fundos multimercados da Bram já operam há mais de um ano indiretamente no mercado externo - por meio de swaps e outros contratos derivativos - com ativos como euro, iene, contratos futuro de petróleo e ouro. "Depois que a bolsa chegou nesse patamar de 70 mil pontos, temos feito mais operações de arbitragem, e nossas aplicações lá fora só cresceram", conta Soares.
Apostando nos investidores que procuram ativos que não andem de mãos dadas com o mercado brasileiro, após a arrancada da bolsa em 2009, o banco Société Généralelançou este mês, em parceria com a inglesa Man Investments, um fundo multimercado de estratégia quantitativa, em que as operações são feitas por programas de computação baseados em algoritmos. "Devemos trazer novos fundos para o Brasil ainda no primeiro semestre.", diz Eduardo Yasuda Irie, responsável pela área de gestão de clientes do banco. "A tendência é de que surjam muitos multimercados com 20% lá fora nos próximos dois ou três anos"
Esta semana, o Itaú Unibanco lançou para o público private um multimercado que vai aplicar 20% do patrimônio em ações de empresas americanas de pequeno e médio porte. Segundo Ricardo Araujo Silva, responsável pela área de gestão de fundos internacionais do Itaú Unibanco, a ideia é oferecer ao investidor a oportunidade de aplicar em ações que não andem necessariamente na mesma direção que a bolsa brasileira e os maiores índices acionários americanos, como o Standard & Poor's 500.
Silva diz que a demanda por um fundo que pudesse comprar ações no exterior surgiu com força no fim de 2008, auge da crise. "Muitos investidores acreditavam que as ações na bolsa americana estavam baratas, mas não tinham um veículo de investimento", lembra.
Ainda restritos ao segmento private, os multimercados com parcela do patrimônio no exterior devem chegar rapidamente à alta renda. Antes de aplicar em produtos com um pé lá fora, porém, o investidor precisa estar atento à experiência dos gestores, alerta Natalie Fusco, responsável pela área de wealth management da Link Investimentos. Ela lembra que aplicar em taxa de juros nos Estados Unidos é bastante diferente de investir em ações na Austrália, por exemplo. "Mas se o gestor tiver capacidade de aplicar lá fora, é uma opção interessante, dada a diversificação de risco", diz.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bancos têm maior lucro entre empresas no Brasil

Estudo da consultoria Economatica mostra que o segundo setor mais lucrativo no país é de petróleo e gás. As dez empresas mais lucrativas do Brasil concentram 55% do total.

Os bancos registram o maior lucro entre asempresas de capital aberto no Brasil, com mais de 20% do lucro total de todas as companhias brasileiras, apontou nesta segunda-feira (23/11) estudo da consultoria Economatica. De julho a setembro, os bancos somaram R$ 7,57 bilhões. Em segundo lugar no ranking aparecem as empresas do setor de petróleo e gás, com cinco companhias e lucro líquido de R$ 7,47 bilhões. Somente aPetrobras representa R$ 7,30 bilhões no setor.

A partir do lucro líquido consolidado das empresas brasileiras no terceiro trimestre deste ano, a Economatica verificou que o setor bancário, representado por 23 instituições, concentra o maior volume entre os 29 setores estudados. O lucro acumulado dos dois maiores setores, Bancário e Petróleo/gás concentram 40,3% do total acumulado pelas 314 empresas estudadas.

O terceiro setor com maior lucro, de Energia, reúne 38 empresas e soma R$ 4,61 bilhões no período.

As dez empresas mais lucrativas concentram 55% do lucro consolidado das empresas de capital aberto brasileiras. A Petrobras responde por 19,5% do lucro total e a Vale figura em segundo lugar, com 8%, enquanto a terceira posição vai para o ItaúUnibanco, com 6,1% do total.

Ambev é a empresa mais lucrativa do setor de Alimentos e Bebidas, CSN no setor de Siderurgia e Metalurgia, Braskem no setor Químico, Telesp do setor de Telecom e Cemig no setor de Energia Elétrica.

Veja abaixo o lucro dos 29 setores analisados pela Economatica e o lucro das 10 maiores empresas de capital aberto.

Fonte: Época Negócios



quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Brazil Bovespa Futures Gain After Biggest Rate Cut in 5 Years

By Alexander Ragir

Jan. 22 (Bloomberg) --Brazil’s Bovespa stock-index futures gained, indicating the gauge may rise for a second day, after the country’s central bank cut interest rates more than forecast and signaled it’s ready to reduce borrowing costs further.

Banco Itau Holding Financeira SA and Cia. Brasileira de Distribuicao Grupo Pao de Acucar led a rally in banks and retailers in Germany after policy makers slashed interest rates by the most in five years. Cia. Siderurgica Nacional SA, Brazil’s third-biggest steelmaker that supplies the auto industry, jumped 8.1 percent in Germany.

The 1 percentage-point cut was “definitely a surprise,” said Urban Larson, a Latin America portfolio manager at F&C Management Ltd. in London, which oversees about $2 billion in emerging-market stocks. “Rate cuts are generally positive for domestic stocks because it reduces the cost of credit.”

Bovespa futures advanced 0.8 percent to 39,100 at 7:04 a.m. New York time.

Itau, which is buying Uniao de Bancos Brasileiros SA to become Brazil’s biggest bank, gained 4 percent to 7.74 euros. Pao de Acucar, Brazil’s biggest publicly traded retailer, gained 2.5 percent to 18.96 euros.

Policy makers led by bank President Henrique Meirelles voted 5-3 to lower the overnight rate to 12.75 percent from a two-year high of 13.75 percent, surprising 41 of 49 economists who had predicted a smaller cut. The bank said it was “carrying out immediately a significant part” of a new easing cycle without “putting at risk the fulfillment of” its inflation target.

CSN surged 89 cents to 11.91 euros.

Stocks may rally today as investors react positively to the swift action by the normally conservative monetary committee, said Tony Volpon, chief strategist at CM Capital brokerage in Sao Paulo.

“The central bank is trying to help economic activity,” Volpon said in an interview with Bloomberg Television. “While on the other hand, it shows that the economy is facing serious problems.”

To contact the reporter on this story: Alexander Ragir in Rio de Janeiro ataragir@bloomberg.net

Last Updated: January 22, 2009 07:23 EST
Fonte: Bloomberg

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Giro médio diário da Bovespa cai 29% em novembro

LUCIA KASSAI

O giro financeiro médio diário na Bovespa no mês de novembro ficou em R$ 3,773 bilhões, o que representou uma queda de 29,2% em comparação ao mês anterior, quando foi de R$ 5,327 bilhões. O volume é o menor desde março de 2007, quando a média atingiu R$ 3,493 bilhões. O encolhimento reflete a aversão ao risco dos investidores e a saída de capital estrangeiro da Bolsa brasileira.

Em número de negócios, novembro registrou em média 291.890 negócios por dia, uma queda de 13,5% em relação ao mês de outubro.

O valor de mercado das 393 companhias cotadas na Bolsa caiu 1,6% na comparação com outubro, para R$ 1,354 trilhão, o menor valor do ano.

As ações mais negociadas do Ibovespa, principal índice, no mês de novembro foram Petrobras PN, com 21,9% do volume de negócios, Vale PNA (14,5%), Itaú PN (4,6%), Bradesco PN (4,2%) e Vale ON (3,6%).

Entre janeiro e novembro, as ações que mais subiram do Ibovespa foram Nossa Caixa ON (+179,56%), Transmissão Paulista ON (+36,41%), Natura ON (+28,03%), Brasil Telecom Participações ON (+23,37%) e Cemig PN (+20,51%). Já as que mais caíram do índice foram Rossi Residencial ON (-84,71%), Aracruz PNB (-84,70%), Gol PN (-79,94%), BM&FBovespa ON (76,74%) e VCP PN (-76,09%).

Publicado em: 01 de dezembro de 2008, 17h58

Fonte: AE Investimentos

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Email do Unibanco aos seus clientes

Boas notícias devem ser dadas com orgulho.
Você agora é cliente de uma das maiores instituições financeiras do mundo e tem muito a ganhar com isso.
Você escolheu o Unibanco para fazer parte da sua vida. É por isso que quero compartilhar esse importante momento com você: o Unibanco se uniu ao Itaú para formar o maior conglomerado financeiro do Hemisfério Sul.

Já nascemos como um dos 20 maiores bancos do mundo, o que nos dá uma forte projeção também no cenário internacional.Conheça um pouco dos resultados dessa união: O total de ativos combinado é de mais de R$ 575 bilhões.O negócio de Private Bank será o maior da América Latina, com aproximadamente R$ 90 bilhões de ativos sob gestão.As operações Corporate somam mais de R$ 65 bilhões, com atendimento a mais de dois mil grupos econômicos no Brasil.São 4.800 agências e PABs (Posto de Atendimento Bancário) em todo o Brasil, atendendo com dedicação a 14,5 milhões de clientes.No mercado de seguros, a fusão representa uma participação de 17% e 24% em previdência.
Em breve, você poderá aproveitar os frutos dessa importante aliança.
Mas é fundamental que você saiba que nada muda em sua rotina como cliente. Todos os nossos canais de atendimento, produtos e serviços continuam normalmente à sua disposição.

Nós do Unibanco vamos pensar com cuidado em cada etapa desse processo, que tem tudo para trazer grandes benefícios para todos os nossos clientes, empresas e pessoas que, como você, esperam muito de nós.

Eu e os colaboradores do Unibanco dividimos com você o orgulho de fazer parte deste novo banco.

E agradecemos mais uma vez por você ser nosso cliente.

Cordialmente,
Pedro Moreira Salles

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Com bancos e commodities, Bovespa retoma os 40 mil pontos

SÃO PAULO (Reuters) - Novos sinais de distensão no mercado de crédito global, combinados com alta das commodities e o otimismo com bancos domésticos, promoveram outro dia de recuperação acentuada da Bolsa de Valores de São Paulo, que alcançou o maior nível em 3 semanas.

O Ibovespa saltou 5,24 por cento, para 40.254 pontos. Após subir cinco vezes em seis sessões, desde a última terça-feira o principal índice acionário brasileiro já acumula valorização de 36,8 por cento.

O giro financeiro de 5,48 bilhões de reais foi também o maior volume em sessões regulares desde 16 de outubro.

Para analistas, a recuperação de preços evidenciou mais uma vez que as preocupações de curto prazo do mercado estão mais sensíveis à eficácia das medidas para restaurar a liquidez no sistema financeiro do que aos estragos econômicos derivados da crise recente.

"Há sinais de melhora nos mercados monetários, com percepção de queda nos níveis de risco.

Ainda animados com a fusão que deu origem ao Itaú Unibanco, os investidores seguiram comprando ações de empresas do sistema financeiro. A dianteira do índice foi ocupada por Banco do Brasil, com um salto de 15,6 por cento, a 16,56 reais.

Outro destaque positivo do dia foi Aracruz, subindo 8,4 por cento, para 2,97 reais. A fabricante de celulose anunciou pela manhã que eliminou 97 por cento de sua exposição a instrumentos derivativos.

A alta das commodities fez também as perdedoras do dia na bolsa paulista. Braskem, que divulga seus resultados na quarta-feira, caiu 4,6 por cento, para 9,06 reais. Outra vítima foi Gol, caindo 3,5 por cento, a 9,65 reais.

terça-feira, 4 de novembro de 2008 18:49 BRST

Fonte: Reuters Brasil