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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BTG Pactual quer PanAmericano com R$ 40 bilhões de ativos

Antes um banco ancorado num ativo fictício, com operação deficitária e que esteve à beira da quebra por pelo menos três vezes (na crise de 2008, em novembro e agora), o PanAmericano emerge da operação arquitetada para resgatá-lo no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário do país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - o ágil e agressivo BTG Pactual de um lado e o estatal Caixa Econômica Federal de outro -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
Antes um banco ancorado num ativo fictício, com operação deficitária e que esteve à beira da quebra por pelo menos três vezes (na crise de 2008, em novembro e agora), o PanAmericano emerge da operação arquitetada para resgatá-lo no último fim de semana como uma nova potência do varejo bancário do país. Apoiado por dois dos maiores bancos brasileiros - o ágil e agressivo BTG Pactual de um lado e o estatal Caixa Econômica Federal de outro -, a instituição fundada pelo empresário Silvio Santos deve, agora, decolar.
"Esse banco tem potencial para ter tamanho de ativo bem grande. Se falar em R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões de carteira não é nada fora da realidade", diz José Luiz Acar Pedro, apontado para assumir a presidência da instituição, completando que esse objetivo deve se cumprir em três a quatro anos.
Esse tamanho de carteira de crédito colocaria o PanAmericano ao redor da oitava posição. Segundo os dados do Banco Central de setembro, o HSBC tem carteira de crédito de R$ 37,4 bilhões e o Safra, de R$ 27,9 bilhões. O PanAmericano aparecia na 19ª posição, com R$ 6,1 bilhões.
Para sustentar sua operação, o novo PanAmericano contará com uma estrutura de captação de recursos vitaminada. A Caixa comprometeu-se a fornecer até R$ 10 bilhões em funding ao longo dos próximos anos, por meio de compra de recebíveis e operações no interbancário. O BTG Pactual fornecerá outros R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões. Ambos em condições de mercado, sem subsídio.
Sob o comando dos funcionários de Silvio Santos, o PanAmericano tinha uma estrutura de captação com custos tão elevados que simplesmente inviabilizava uma operação rentável.
Ao concordar com as duas operações de resgate, num total de R$ 3,8 bilhões, os maiores cotistas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que são também os maiores bancos de varejo do país, criaram espaço para o surgimento de um concorrente de peso.
Outros bancos chegaram a ser consultados pelo FGC para assumir o PanAmericano. Muitos se perguntavam ontem por que a operação não interessou a Bradesco e Itaú, por exemplo, já que eles próprios tinham uma exposição ao banco por conta das carteiras de crédito adquiridas e que se mostraram fictícias em muitos casos. Um experiente banqueiro, de uma grande instituição, diz que a operação não fazia sentido para nenhum dos dois, porque, com a Caixa como sócia, não seria possível consolidar as operações do PanAmericano e ganhar sinergias. A decisão de fazer um movimento para barrar o avanço de um concorrente nessas condições não era óbvia.
Para transformar o PanAmericano na máquina de fazer dinheiro que pretende, o BTG Pactual terá ainda muito trabalho. O balanço do terceiro trimestre do ano passado, ainda sem data para ser publicado, virá limpo de todas as fraudes e inconsistências encontradas. Isso quer dizer que o ativo remanescente será raquítico, muito menor que os R$ 11,9 bilhões exibidos em junho e que o colocavam na 21ª posição no ranking de ativos. O banco precisará ganhar ritmo ainda e os indispensáveis investimentos em tecnologia levarão algum tempo para surtir efeito.
Há muitos desafios pela frente. Existem, ainda, alguns prejuízos lá dentro que precisam ser digeridos. O caso mais gritante envolve suspeitas de desvio de dinheiro em conluio com a antiga administração, algo ainda não apurado. O mineiro Adalberto Junior emprestou centenas de milhões de reais ao PanAmericano por meio de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas prefixadas que beiram os 30% ao ano por prazos tão longos quanto 20 anos. Para efeito de comparação, a taxa básica está em 11,25%. Sob a gestão do BTG, a ideia é renegociar essas e outras operações, trazendo-as para a realidade de mercado.
Fonte: Valor

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Private equity já soma R$ 6,5 bi


O ano começa com cerca de US$ 2,5 bilhões - ou R$ 4,4 bilhões - levantados por cinco fundos de private equity para injetar na compra de participações de companhias brasileiras. Esse é o total de captações que vieram a público ao longo deste ano pelas gestoras Carlyle, AdventModalDGF e TMG.
Mas não deve parar por aí. O Valor apurou que pelo menos outros US$ 1,2 bilhão estão em fase de captação por quatro fundos de três gestoras para comprar fatias de empresas de infraestrutura, de incorporação imobiliária e multissetoriais de médio porte.
Foto Destaque
Os números deste início de ano levam a Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) a estimar que a captação neste ano de fundos que têm o Brasil como alvo atinja pelo menos o dobro do montante levantado em 2009. "O que se observa é que tem muita gente interessada em investir no Brasil. Há novos investidores e gestores interessados em aplicar aqui", diz Sidney Chameh, presidente da Abvcap.
Pesquisa feita pelo Centro de Estudos em Private Equity da Fundação Getúlio Vargas com 140 gestoras mostra que em 2009 foram captados US$ 4,6 bilhões por fundos destinados a investir no Brasil. O volume repete o desempenho de 2008, o que não pode ser considerado um mal resultado para um ano em que as captações caíram mundo afora.
Agora, do exterior, investidores estão vindo ao Brasil animados pelo fato de o país ter atravessado a crise sem muitos solavancos, o que dá mais ânimo ao crescimento. Já no Brasil os fundos de pensão têm demonstrado interesse em ampliar a fatia de seus investimentos destinados aos fundos de private equity para ampliar seus ganhos em tempos de taxas de juros mais baixas. Até seguradoras, tipo de aplicador bastante ausente dos fundos de participações, têm sondado gestores com o objetivo de aplicar nesses fundos.
É por isso que novos gestores estão surgindo no Brasil. O Carlyle anunciou neste ano que seus fundos vão destinar cerca de US$ 1 bilhão para o Brasil. O primeiro investimento foi feito na operadora de turismo CVC em janeiro deste ano. Outros estrangeiros sondam o mercado para dar início às atividades em breve.
O brasileiro banco Modal decidiu criar uma área especializada na gestão de fundos de private equity. Neste início de ano, fechou uma captação de R$ 500 milhões para investir em empresas ligadas à cadeia de óleo e gás. "De um lado, já conhecíamos esse setor pelo lado da concessão do crédito. De outro, o banco queria entrar na área de gestão de fundos de participações porque os investidores estão interessados em investir no lado real da economia", diz Isacson Casiuch, sócio do banco Modal.
Segundo John Michel Streithorst, gestor do Modal, novos tipos de fundos estão sendo analisados pela instituição, principalmente para investir em empresas ligadas à infraestrutura e à educação. Mas ainda não há previsão de data de lançamento.
O Óleo e Gás FIP, do Modal, tem como alguns de seus cotistas o BNDES, os fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (da Caixa Econômica Federal). Além disso, o próprio Modal e a Caixa, administradora do fundo, devem ficar com 5% do fundo. O objetivo é comprar participações de até 49% nas companhias nos próximos cinco anos.
O setor ligado às empresas de petróleo e gás deve impulsionar grande parte do crescimento da indústria de private equity no Brasil neste ano. Além do Modal, diversos outros gestores também estão estudando entrar nesse mercado por meio dos fundos setoriais, de olho nas demandas que virão com o pré-sal. O movimento tem sido indiretamente apoiado pela Petrobras, que quer ver a criação de uma cadeia capaz de suprir suas encomendas futuras, de acordo com Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras.
Novos fundos focados em outros setores também devem surgir. Chameh, da DGF, diz que pretende captar R$ 250 milhões para um novo fundo voltado para aplicar em empresas de médio porte. Os aportes iriam de R$ 10 milhões a R$ 100 milhões em cerca de seis companhias.
Hoje, segundo a pesquisa feita pela FGV, o Brasil tem 1.700 pessoas atuando na indústria de private equity, o que coloca o país na quarta posição entre os maiores empregadores do mundo nessa indústria, atrás apenas dos Estados Unidos (38,5 mil funcionários), da Inglaterra (7.700) e da França (2.300). "A força trabalhadora no Brasil já permite ao país ampliar em muito o volume de recursos direcionados para os fundos de private equity", diz Cláudio Vilar Furtado, coordenador da pesquisa do centro de estudos da FGV.
Todo esse otimismo, porém, não significa que as captações estão sendo facilmente fechadas no exterior. "De uma forma geral, o levantamento de dinheiro ainda está ruim. A vantagem para o Brasil é que para a América Latina as coisas estão um pouco mais fáceis", diz Álvaro Gonçalves, sócio da gestora Stratus. O executivo calcula que os estrangeiros devem direcionar cerca de US$ 5 bilhões neste ano para a região.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estrangeiro compra corretora no Brasil


O movimento não foi interrompido com a crise de 2008 e tende a se aprofundar neste ano: atraídos pela perspectiva de crescimento no mercado financeiro no Brasil, de ações e derivativos, bancos estrangeiros e as maiores corretoras do mundo têm mostrado interesse cada vez maior em comprar corretoras no país. É uma forma mais rápida para entrar no negócio. A autorização do Banco Central para a aquisição demora cerca de seis meses e seria necessário mais do que isso para começar do zero.
A forma mais rápida, no entanto, tem se mostrado cada vez mais cara. Os donos das corretoras no Brasil, ainda com bastante dinheiro no bolso recebido com a venda de suas participações na BM&F e na Bovespa no mercado, em emissão de ações de 2007, perceberam a oportunidade e passaram a pedir preços maiores por suas empresas. De quebra, há grupos nacionais interessados no negócio, como a Caixa Econômica Federal, o BTG Pactual e Banco do Brasil. A queda de braço entre compradores e vendedores está apenas começando.
Foto Destaque
Explicitamente à venda ou em busca de parcerias, somente a corretora do português Banif, que contratou o Credit Suisse para assessorá-la na tarefa, e a independente Link, que contratou o Lazard. O preço pedido para o controle de uma empresa desse porte passou de R$ 150 milhões para R$ 200 milhões em seis meses. Mas há 146 corretoras registradas na BM&FBovespa, 64 na BM&F e 82 na Bovespa, com 97 atuando nos dois segmentos. Muitas delas podem vir a ser objeto de cobiça.
Segundo o Valor apurou, o grupo americano de corretagem no mercado de derivativos e ações GFI está olhando o mercado brasileiro, depois de cinco compras de corretoras por estrangeiros desde 2008. O GFI tem sede em Nova York e seu foco são os clientes institucionais, como bancos, fundos de hedge, empresas de seguros e corporações. Emprega mais de 1,7 mil pessoas e tem escritórios em Londres, Paris, Hong Kong, Seul, Tóquio, Cingapura, Sidney, Cidade do Cabo, Dubai, Tel Aviv e Dublin, entre outros.
Segundo escritórios de advocacia ouvidos pelo Valor, há pelo menos outras duas grandes corretoras globais e um banco interessados em desenvolver a atividade no Brasil e que podem entrar comprando.
Não é de hoje que veio à tona o interesse no negócio do francês BNP Paribas, do português Caixa Geral de Depósitos e do sul-africano com capital chinês Standard Bank. O suíço UBS, depois de vender no ano passado o Pactual para seus ex-sócios da BTG, se arrependeu e agora busca oportunidades.
O presidente do BNP Paribas, Louis Bazire, comentou, ainda em janeiro de 2008, que poderia fazer aquisição ou parceria no setor. Passada a crise, o interesse se manteve, mas nada foi fechado, pelo menos por enquanto. "Os preços estão muito altos e não descartamos fazer apenas uma parceria ou até partir para crescimento orgânico", disse ele.
Dirigentes de grupos estrangeiros têm preferido esperar que os preços das corretoras caiam, o que, acreditam, deva acontecer à medida que essas empresas forem percebendo a necessidade crescente de escala e perdendo clientes para corretoras maiores. Só as grandes, argumentam banqueiros, terão condições de investir em tecnologia para atender às necessidades do novo investidor.
Com a queda dos juros e o crescimento do número de milionários no país, a corretagem para a pessoa física, o chamado home broker, se tornou mais atrativa. Uma corretora de ações no mercado local é importante também para que o banco possa atuar com mais destaque no rentável mercado de emissões de novas ações. Mas, não é só isso. A internacionalização crescente da bolsa, suas parcerias com a Chicago Mercantil Exchange e a Nasdaq e a autorização para a participação crescente dos estrangeiros traz um giro diário de negócios novo, que tende a explodir, ampliando os ganhos de corretagem de atacado.
O novo recorde no volume transacionado nos mercados futuros foi na quinta-feira, com o giro de mais de 10 mil contratos (exatos 10.157.779), quase o dobro em comparação com os 5,7 mil contratos do recorde anterior, no dia 17. São os investidores dos fundos de negociação eletrônica ou algorítmica, cujas ordens de compra e venda são dadas por computador, que têm feito os volumes se ampliarem. Afinal, os computadores conseguem mandar ordens em volumes que um operador jamais conseguiria. As corretoras precisam de tecnologia cada vez mais sofisticada para esse investidor.
Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, a Link confirmou que tem sido procurada com "frequência" por corretoras e bancos internacionais que querem aproveitar o bom momento do mercado brasileiro e crescer suas atividades. Mas quis salientar seu "compromisso com suas atividades no Brasil e seus clientes".

terça-feira, 9 de março de 2010

Banif perde gestão de R$ 1 bilhão


Depois de meses de queda de braço com os fundos de pensão, o Banif está perdendo a gestão de R$ 1 bilhão alocados em dois fundos de private equity, um fato inusitado na indústria brasileira de investimentos em participações. Os recursos estão sendo transferidos para outras instituições. Com isso, pelo menos temporariamente, a área de private equity do Banif desaparece.
O FIP Brasil de Governança Corporativa, que concluiu uma captação de R$ 600 milhões em 2008 em parceria com o Banco do Brasil, passou recentemente para as mãos da BR Investimentos, do economista Paulo Guedes. O outro fundo, o Caixa Ambiental, com R$ 400 milhões levantados com a ajuda da Caixa Econômica Federal, está sendo repassado para o Santander, segundo o Valor apurou.
No centro da discórdia entre as fundações e o Banif está a figura do gestor dos fundos. Até meados do ano passado, Marcos Rechtman era responsável pelas decisões de investimento dos dois fundos. Porém, o executivo foi afastado da área de private equity, o que deu início à discussão sobre quem seria o novo responsável pela alocação do R$ 1 bilhão que fundos de pensão como PetrosFuncefValia e Previtinham aportado. Procurados para explicar o motivo da saída do gestor, nem o Banif nem Rechtman atenderam os pedidos de entrevista da reportagem.
Como as indicações do Banif não foram bem-recebidas pelos fundos de pensão, eles optaram por transferir a gestão para outras instituições. "O investimento em private equity está muito relacionado à capacidade do gestor. Ele é uma figura central. E percebemos que seria mais rápido trocar de gestora do que chegarmos a um consenso sobre um novo nome", disse ao Valor o diretor de investimentos de um fundo de pensão.
A troca de gestores é um fato bastante incomum na indústria de private equity brasileira. Porém, essa destituição do Banif está sendo interpretada por alguns executivos do setor como um sinal dos fundos de pensão de que outras trocas de cadeiras podem ocorrer daqui para a frente com ais frequência. A intenção dos fundos de pensão é aumentar a fatia de seus investimentos em private equity dentro do portfólio e, por isso, cada vez mais eles estarão atentos aos resultados entregues pelos gestores.
Na prática, a perda dos fundos significa para o Banif deixar de receber uma série de taxas às quais teria direito durante a duração do fundo, sempre divididas ao meio com os outros gestores, o Banco do Brasil e a Caixa. No caso do FIP Brasil de Governança Corporativa, com duração de oito anos, isso equivale a 1% do capital comprometido durante a fase de investimento do fundo e, depois disso, a 1% do patrimônio líquido. Fora isso, há a taxa de performance, que depende do sucesso dos investimentos feitos pelo fundo e costuma ser a mais recompensadora de todas.
Tanto o Caixa Ambiental quanto o Brasil de Governança Corporativa ainda não tinham realizado nenhum investimento. E, quanto mais o debate sobre o novo gestor se arrastasse, menos tempo os fundos de pensão teriam para comprar a participação em uma empresa e receber o retorno vindo da venda dela, já que os fundos têm um período de vida determinado.
O objetivo do fundo de governança corporativa é adquirir parcelas de empresas com faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 800 milhões e que possam ter suas ações vendidas em bolsa, o que seria a porta de saída para os fundos de pensão. Já a meta do Caixa Ambiental é investir em companhias da área de saneamento.
Em nota enviada ao Valor, o Banif confirmou a perda da gestão dos dois fundos porque "não houve entendimento em relação ao regulamento" deles. Atas de assembleias de cotistas arquivadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostram que o ponto do regulamento que travou a discussão era a figura do gestor. Os documentos também falam que isso acabou levando os fundos de pensão a levantarem um processo de seleção de novos gestores. O Banif, porém, afirmou por meio do comunicado que mantém o interesse na área de private equity.
Além do Caixa Ambiental e do Brasil de Governança Corporativa, o Banif também pretendia fazer a gestão do fundo Bio Etanol. Mas, antes mesmo de entrar em operação, o fundo de R$ 200 milhões foi liquidado. De acordo com a nota do Banif enviada ao Valor, o banco optou por outra estratégia, que não a de private equity, para investir no setor.
Desde o ano passado, o Banif, de origem portuguesa, vem passando por diversas mudanças no Brasil. Em outubro, conforme noticiou o Valor, o banco colocou à venda seu home broker - serviço de negociação de ações via internet -, contratando o banco de investimentos Credit Suisse para encontrar um comprador. O motivo teriam sido os problemas que o Banif teve nos mercados internacionais. A operação foi negada pelo banco.
O Banif noticiou algumas mudanças em sua gestão. Catarina Pedrosa, chefe da área de pesquisa de ações, foi substituída por Roger Oye.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caixa compra 35,5% do PanAmericano por R$ 739 mi

SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal comprou 49 por cento do capital votante do Banco PanAmericano por 739,2 milhões de reais, informaram as instituições num comunicado conjunto nesta terça-feira.

O valor inclui também a compra de 20,69 por cento das ações preferenciais do PanAmericano.

Considerando ações ordinárias e preferenciais, a Caixa está assumindo 35,54 por cento do capital total da instituição financeira de médio porte, que segue controlada pelo Grupo Silvio Santos.

A aquisição foi feita por meio da CaixaPar, braço de participações do banco federal.

"Com a negociação, a CaixaPar passa a ter participação na governança do PanAmericano, indicando igual número de membros para o Conselho de Administração. A presidência do Conselho será alternada anualmente com indicação da CaixaPar e da holding Silvio Santos", segundo trecho de comunicado distribuído à imprensa.

Fonte: Portal Exame

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Giro médio diário da Bovespa cai 29% em novembro

LUCIA KASSAI

O giro financeiro médio diário na Bovespa no mês de novembro ficou em R$ 3,773 bilhões, o que representou uma queda de 29,2% em comparação ao mês anterior, quando foi de R$ 5,327 bilhões. O volume é o menor desde março de 2007, quando a média atingiu R$ 3,493 bilhões. O encolhimento reflete a aversão ao risco dos investidores e a saída de capital estrangeiro da Bolsa brasileira.

Em número de negócios, novembro registrou em média 291.890 negócios por dia, uma queda de 13,5% em relação ao mês de outubro.

O valor de mercado das 393 companhias cotadas na Bolsa caiu 1,6% na comparação com outubro, para R$ 1,354 trilhão, o menor valor do ano.

As ações mais negociadas do Ibovespa, principal índice, no mês de novembro foram Petrobras PN, com 21,9% do volume de negócios, Vale PNA (14,5%), Itaú PN (4,6%), Bradesco PN (4,2%) e Vale ON (3,6%).

Entre janeiro e novembro, as ações que mais subiram do Ibovespa foram Nossa Caixa ON (+179,56%), Transmissão Paulista ON (+36,41%), Natura ON (+28,03%), Brasil Telecom Participações ON (+23,37%) e Cemig PN (+20,51%). Já as que mais caíram do índice foram Rossi Residencial ON (-84,71%), Aracruz PNB (-84,70%), Gol PN (-79,94%), BM&FBovespa ON (76,74%) e VCP PN (-76,09%).

Publicado em: 01 de dezembro de 2008, 17h58

Fonte: AE Investimentos

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nossa Caixa é sorte grande para acionista

Se os acionistas do banco Nossa Caixa já tinham tirado a sorte grande, com as ações ordinárias (ON, com direito a voto) subindo 75,22% no ano, até quarta-feira, enquanto o Índice Bovespa amarga queda de 40,86%, agora, com a possibilidade de a venda da instituição para o Banco do Brasil enfim sair do papel, as perspectivas parecem ainda mais alvissareiras. Ontem, as ON do banco refletiram esse clima de euforia. Elas subiram 13,06%, num dia de depressão nas bolsas de valores do mundo inteiro, com o Ibovespa registrando queda de 3,77%, para 36.361 pontos. Em dois dias, o Ibovespa perdeu 9,67%. Com o desempenho de ontem, a valorização do papel do banco no ano já é de 98,11% ante uma queda de 43,08% do Ibovespa.  
O mercado começou a quinta-feira com a notícia de que os governos do Estado de São Paulo e o Federal já teriam acertado o preço de compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil - algo em torno de R$ 6,4 bilhões. Ele equivale a cerca de duas vezes o patrimônio líquido de R$ 3,2 bilhões da Nossa Caixa, com base no balanço do segundo trimestre. Se os investidores gostaram da cifra, imagine então quando souberem que o governo de São Paulo sinalizou que acha pouco e está disposto a pedir mais. 
Alguns analistas, no entanto, não compartilham com essa idéia de que a oferta do Banco do Brasil é de se jogar fora. Muito pelo contrário. Eles acreditam que pode ser um negócio da China para a Nossa Caixa, especialmente num momento em que o mundo passa por uma profunda crise financeira, com seqüelas preocupantes para o setor bancário.  
O analista da Lopes Filho Associados João Augusto Salles é do grupo dos que acreditam que esse valor está até um pouco salgado. Ele lembra que, na operação entre Itaú e Unibanco, este último foi avaliado por duas vezes o seu valor patrimonial. "Não faz sentido Unibanco e Nossa Caixa terem exatamente a mesma avaliação, sendo que os fundamentos do Unibanco são superiores", diz Salles. Pelas suas projeções, já estaria muito bom se o Banco do Brasil comprasse a Nossa Caixa por 1,5 vez o seu valor patrimonial. 

Vários motivos diferenciam a eficiência das duas instituições financeiras. O fato de a Nossa Caixa ter pago R$ 2 bilhões, no início do ano passado, para ficar com a folha de pagamento dos funcionários públicos de São Paulo, foi um divisor de águas bastante negativo na forma de o mercado enxergar o banco. "Ele pagou caro demais por algo que 50% já era dele (a outra metade estava com o Santander) e, a partir de então, passou a ter prejuízo em todos os trimestres, com a amortização do pagamento", diz o analista da Lopes Filho.  
O argumento de que as ações dos bancos que fizeram ofertas públicas inicias (IPOs, na sigla em inglês) no ano passado foram vendidas valendo entre 2,5 a 3 vezes o valor patrimonial dessas instituições também é no mínimo discutível. Quando esses IPOs ocorreram, o mercado ainda era muito bom e o apetite dos investidores estrangeiros por ativos de risco estava num dos maiores níveis dos últimos tempos. Hoje, muitos desses investidores estão bem machucados com a crise internacional e não querem nem ouvir falar em papéis de países emergentes. 
Considerando a oferta de R$ 6,4 bilhões e a quantidade total de ações do capital da Nossa Caixa, de 107,036 milhões, o Banco do Brasil estaria pagando cerca de R$ 60 para cada uma delas, lembra Salles. Portanto, é mais do que natural supor que os papéis devem buscar esse valor no pregão da Bovespa. Até porque, como o banco faz parte do Novo Mercado, o Banco do Brasil será obrigado a oferecer aos minoritários da Nossa Caixa o mesmo valor pago ao controlador, ou seja, 100% de "tag along". As ações já estão no meio do caminho. Ontem fecharam cotadas a R$ 45. Para Salles, este (os R$ 45) é exatamente o valor que ele considera justo para as ações da Nossa Caixa, nem um centavo a mais, nem um centavo a menos.  
As ações ordinárias do futuro possível comprador não tiveram a mesma sorte. Ontem, os papéis do BB fecharam em queda de 6,54%. A explicação é simples. Se os acionistas da Nossa Caixa ficaram felizes porque podem receber mais do que de fato merecem, os do BB não devem ter gostado nada de serem tão bondosos. 

Queda sem fim  
Não bastasse as ações do setor imobiliário estarem entre as maiores quedas do ano, elas continuam caindo. Ontem, as ON da Gafisa se desvalorizaram 19%, as da Cyrela Realty, 17,79% e as da Rossi Residencial outros 8,75%. "Os papéis estão refletindo o início da desaceleração da economia, que acerta em cheio a confiança do consumidor, consequentemente, a sua vontade de fazer um financiamento para comprar um imóvel", diz o chefe de análise da BullTick Capital Markets, Sérgio Goldman. Ele acredita, no entanto, que o setor irá se recuperar, juntamente com a economia real, provavelmente a partir de 2010. 

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Com rumor de conclusão de venda ao BB, Nossa Caixa lidera altas do Ibovespa

SÃO PAULO - Mesmo com as perdas generalizadas deste pregão, as ações ordinárias da Nossa Caixa (BNCA3) registraram fortes ganhos, impulsionadas pelos rumores de que já foi acertada sua compra pelo Banco do Brasil (BBAS3). Seus ativos subiram 13,07%, a maior alta do Ibovespa no pregão.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, a transação foi acordada pela quantia de R$ 6,4 bilhões.

Na véspera, o governador José Serra, que negocia a venda da Nossa Caixa, afirmou que a medida provisória que autoriza Caixa e Banco do Brasil a comprarem outras instituições financeiras poderia agilizar o negócio.

Se confirmado, o acordo será a segunda grande transação no setor bancário do País em menos de um mês, já que na segunda-feira (3) Itaú e Unibanco anunciaram a fusão de suas operações, criando o maior banco do hemisfério Sul.

Ações da Cesp sobem, em resposta
Impulsionadas indiretamente pela possível transação entre os bancos, as ações da Cesp (CESP6) também tiveram forte alta de 7,38%, segundo melhor desempenho do Índice Bovespa da sessão. A venda do banco estadual poderia destravar o processo de privatização da geradora de energia também controlada pelo governo paulista.

Conforme publicado pelo Estado de São Paulo ao final de maio, Serra articula a retomada do leilão da Cesp, em uma operação casada com o governo federal.

Nossa Caixa é destaque de alta
As ações ordinárias da Nossa Caixa são o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa nesta quinta-feira (6), subindo 13,07% para R$ 45,00.

Com esta alta, os ativos registram valorização acumulada de 98,11% em 2008, frente a uma queda de 43,08% do Índice Bovespa no mesmo período.

Por: Equipe InfoMoney
06/11/08 - 20h30
InfoMoney