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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Silvio Santos pode fazer forte venda de ativos

O futuro do grupo Silvio Santos poderá envolver a venda de ativos da companhia. Essa hipótese está em discussão há quase dois meses, desde que o empresário Silvio Santos tomou conhecimento dos problemas no Banco PanAmericano. Silvio só começará a pagar em 2013 o empréstimo de R$ 2,5 bilhões que fez no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir o buraco no banco, mas, segundo uma fonte da empresa, planeja desde já o que fazer.
Está claro que a venda dos ativos não financeiros - são 16 empresas - não será suficiente para cobrir nem metade do rombo. Em 2009, o grupo faturou R$ 4,6 bilhões e registrou prejuízo de R$ 7,8 milhões.
Ontem, Silvio Santos foi tranquilamente cortar o cabelo em seu salão preferido, o Jassa, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo fontes próximas ao empresário, ele soube do problema em setembro e no mesmo dia ligou para o presidente Lula para falar sobre o assunto e colocar as demais empresas do grupo a disposição para cobrir o rombo. A emissora de TV, os hotéis da rede Jequitimar, a empresa de vendas diretas Jequiti, as Lojas do Baú e o próprio PanAmericano, formam o grupo SS, com 9 mil funcionários.
O empresário e apresentador de TV tem gravado normalmente seus programas, mas está abalado e se sente traído. Foi usando a expressão "punhalada nas costas" que ele se referiu ao episódio, segundo um empresário amigo. "Ele se orgulha de ser uma pessoa corretíssima, o maior pagador de imposto de renda pessoa física do país", diz o amigo.
A decisão do empresário de colocar todo seu patrimônio como garantia ao FGC, assumindo a responsabilidade pela contabilidade irregular, foi uma solução inédita na história do sistema financeiro do país. Os prejuízos de gestões fraudulentas em geral são assumidos, em última instância, pelo Tesouro Nacional. Hoje o balanço de BC ainda registra créditos contra bancos sob liquidação da ordem de R$ 50 bilhões, decorrentes do programa de reestruturação do sistema bancário, o Proer.
"Atuo no sistema financeiro há 50 anos e nunca vi nada parecido. Um empresário financeiro entregar seu patrimônio para evitar uma liquidação. Em geral eles fazem o oposto, uma blindagem. Foi um comportamento exemplar", disse Gabriel Jorge Ferreira, presidente do conselho de administração do FGC.
Fonte: Valor

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Silvio Santos cobre rombo de R$ 2,5 bi no Panamericano

A fiscalização do Banco Central descobriu uma série de erros contábeis nos balanços do Banco PanAmericano, controlado pelo Grupo Silvio Santos. O banco vendeu grande volume de carteiras de crédito a outras instituições e fundos nos últimos anos sem dar baixa em seu ativo, inflando os resultados. As irregularidades foram descobertas menos de um ano depois de a Caixa Econômica Federal comprar 36,6% do capital total do banco, por R$ 739 milhões. O Banco Central vai abrir investigação para apurar se houve fraude dos administradores.
O Grupo Silvio Santos negociou com o BC uma injeção de R$ 2,5 bilhões para fechar o buraco nas contas do banco, conforme fato relevante divulgado ontem. O dinheiro virá de um empréstimo que a holding Silvio Santos Participações tomará do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O único acionista da holding é o próprio empresário, que teve de dar parte de seu patrimônio em garantia. Ativos da Jequiti - unidade fabril e centro de distribuição na Rodovia Anhanguera - e o hotel Jequitimar estão entre os bens que entraram no acordo, segundo executivo do grupo.
Toda a diretoria do PanAmericano foi destituída e novos executivos foram nomeados, com a participação do FGC, que passou a ter forte influência na gestão do banco. Encabeçam o time os executivos Celso Antunes da Costa e Ivan Dumont Silva, que foram do Banco Real.
O empresário Silvio Santos cobrirá sozinho todo o rombo e, pelo acordo, nem a Caixa nem os demais acionistas serão diluídos por um aumento de capital. O acordo com a Caixa permanece em vigor. Além da Caixa, são acionistas relevantes do banco a Banca Privada D'Andorra (4,4%), Legg Mason (3,2%) e Capital Research (2,6%). Outros 15,6% estão no mercado. O Grupo Silvio Santos detém 37,7%.
O Panamericano tem US$ 1,33 bilhão em títulos de dívida no mercado externo, dos quais US$ 625 milhões são papéis de dívida subordinada, que entram como capital no balanço da instituição. Somente neste ano, o banco captou US$ 800 milhões, segundo o Valor Data. Alguns fundos de ações e multimercados sofrerão os impactos da perda de valor das ações e da repercussão do caso sobre bancos médios e pequenos.
Fonte: Valor

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Caixa compra 35,5% do PanAmericano por R$ 739 mi

SÃO PAULO (Reuters) - A Caixa Econômica Federal comprou 49 por cento do capital votante do Banco PanAmericano por 739,2 milhões de reais, informaram as instituições num comunicado conjunto nesta terça-feira.

O valor inclui também a compra de 20,69 por cento das ações preferenciais do PanAmericano.

Considerando ações ordinárias e preferenciais, a Caixa está assumindo 35,54 por cento do capital total da instituição financeira de médio porte, que segue controlada pelo Grupo Silvio Santos.

A aquisição foi feita por meio da CaixaPar, braço de participações do banco federal.

"Com a negociação, a CaixaPar passa a ter participação na governança do PanAmericano, indicando igual número de membros para o Conselho de Administração. A presidência do Conselho será alternada anualmente com indicação da CaixaPar e da holding Silvio Santos", segundo trecho de comunicado distribuído à imprensa.

Fonte: Portal Exame