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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Banco do Brasil começa a operar na Bolsa de NY

O Banco do Brasil estreou nesta quarta-feira suas operações na Bolsa de Nova York, informou ldemir Bendine, presidente da instituição.

A decisão, aprovada pela CVM e pelo Banco Central em outubro, recebeu a autorização da Securities and Exchange Commission (CVM americana) no mês de novembro, tornando possível a entrada do órgão no varejo bancário em vários países da América Latina e nos Estados Unidos.

Com o intuito de aumentar a visibilidade internacional doBanco do Brasil, a instituição passará a negociar American Depositary Receipts (ADRs ou recibos de empresa estrangeira negociados nos EUA) de nível 1 no mercado acionário americano.

"Vamos fazer um movimento de internacionalização em alguns países com aquisições ou com o modelo orgânico", disse o presidente do Banco do Brasil.

Um dos caminhos para ganhar destaque no mercado internacional é a estruturação de agências em estados americanos com forte presença de brasileiros, como Flórida, Nova Jersey e Massachussets. Outra projeto que está sendo estudado pelo órgão é a aquisição de algum banco europeu que esteja querendo sair dos Estados Unidos por conta da crise.

No Brasil, o desafio da instituição será elevar os níveis de capitalização, que foram apertados nos últimos meses com a compra do controle da Nossa Caixa e de metade do BancoVotorantim.

Operacionalmente, a meta é elevar a rentabilização dos ativos e cobrar das agências a venda de mais produtos financeiros aos clientes, como seguros e cartões de crédito. O Banco do Brasil começa também a fazer planos de aquisições em outros segmentos no país, como corretoras, asset management e seguros odontológicos.

Além de se concentrar em grandes economias da América Latina, entre elas Argentina, Chile, Peru e Colômbia, o Banco do Brasil tem planos de entrar em Portugal, Moçambique e Angola.

Enquanto aguarda a autorização para entrar em outros países, o Banco do Brasil trabalha em outras frentes e finaliza a reestruturação de suas atuais atividades no exterior, o que inclui a concentração das operações da Europa em uma holding com sede em Viena, na Áustria. Essa unificação deve acontecer até o mês de abril de 2010.

O Banco do Brasil começa também a distribuir produtos de investimento a clientes ao redor do mundo. Uma das investidas prestes a ser concluída é o levantamento de um fundo de agronegócio de quase 1 bilhão de reais, que tem como principais compradores grandes investidores árabes. Outros fundos com perfil parecido devem ser lançados em breve a investidores da China.

Fonte: Portal Exame

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FMI dá novo alerta: bolha financeira nos emergentes

O BB desempenhou o papel de emprestador de última instância para evitar uma crise de grandes proporções

O Banco do Brasil desempenhou o papel de emprestador de última instância para evitar uma crise bancária de grandes proporções entre setembro de 2008 e janeiro de 2009, enquanto o Banco Central relutava em assumir essa função, temendo riscos judiciais em operações de empréstimos aos bancos. O BB injetou R$ 5,8 bilhões nos bancos Votorantim, Safra e Alfa durante a crise, para ajudá-los a reforçar o caixa em meio a uma corrida bancária no mundo. Ele também socorreu a Sadia, que havia sofrido perdas em operações com derivativos, com um empréstimo de R$ 900 milhões.

Ao mesmo tempo em que ajudou a estancar a crise, o BB executou uma bem-sucedida estratégia que lhe permitiu recuperar a liderança em ativos no setor bancário, perdida com a compra do Unibanco pelo Itaú em 3 novembro de 2008. O acesso a informações sobre a carteira de crédito de bancos concorrentes abriu o caminho para a aquisição de 49,99% do controle acionário do Banco Votorantim, instituição que o BB ambicionava há muito tempo.

O Banco do Brasil também influiu diretamente em algumas decisões tomadas pelo governo para combater a crise. A medida provisória 443, que deu poderes aos bancos públicos para comprar instituições financeiras, foi sugerida pelo BB especialmente para viabilizar a compra da Nossa Caixa. O primeiro esboço da MP foi escrito pelo departamento jurídico do banco.

O Valor apurou que entre as exigências do governador José Serra para vender a Nossa Caixa o governo federal teria de conter a oposição de sindicalistas e do PT paulista ao negócio e pagar em dinheiro. Diante da oposição dos ministros da Fazenda e da Casa Civil, o presidente Lula arbitrou em favor da aquisição, mas determinou que o pagamento fosse feito em 18 parcelas.

Fonte: Valor

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Com rumor de conclusão de venda ao BB, Nossa Caixa lidera altas do Ibovespa

SÃO PAULO - Mesmo com as perdas generalizadas deste pregão, as ações ordinárias da Nossa Caixa (BNCA3) registraram fortes ganhos, impulsionadas pelos rumores de que já foi acertada sua compra pelo Banco do Brasil (BBAS3). Seus ativos subiram 13,07%, a maior alta do Ibovespa no pregão.

Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, a transação foi acordada pela quantia de R$ 6,4 bilhões.

Na véspera, o governador José Serra, que negocia a venda da Nossa Caixa, afirmou que a medida provisória que autoriza Caixa e Banco do Brasil a comprarem outras instituições financeiras poderia agilizar o negócio.

Se confirmado, o acordo será a segunda grande transação no setor bancário do País em menos de um mês, já que na segunda-feira (3) Itaú e Unibanco anunciaram a fusão de suas operações, criando o maior banco do hemisfério Sul.

Ações da Cesp sobem, em resposta
Impulsionadas indiretamente pela possível transação entre os bancos, as ações da Cesp (CESP6) também tiveram forte alta de 7,38%, segundo melhor desempenho do Índice Bovespa da sessão. A venda do banco estadual poderia destravar o processo de privatização da geradora de energia também controlada pelo governo paulista.

Conforme publicado pelo Estado de São Paulo ao final de maio, Serra articula a retomada do leilão da Cesp, em uma operação casada com o governo federal.

Nossa Caixa é destaque de alta
As ações ordinárias da Nossa Caixa são o principal destaque de alta dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa nesta quinta-feira (6), subindo 13,07% para R$ 45,00.

Com esta alta, os ativos registram valorização acumulada de 98,11% em 2008, frente a uma queda de 43,08% do Índice Bovespa no mesmo período.

Por: Equipe InfoMoney
06/11/08 - 20h30
InfoMoney