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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

J.P. paga US$ 270 mi por 55% da Gávea

O banco americano J.P. Morgan oficializa hoje a compra da Gávea Investimentos, empresa fundada há sete anos pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e que administra US$ 6 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) em ativos. Os valores não foram divulgados oficialmente, mas o Valor apurou que o banco americano pagará, nesse primeiro momento, US$ 270 milhões em dinheiro para assumir 55% do capital da gestora brasileira. O acordo prevê que os restantes 45% da Gávea podem ser comprados em cinco anos - 22,5% no terceiro ano do contrato e 22,5% no quinto ano. Daqui para a frente, o pagamento ficará condicionado à performance da firma durante os cinco anos e, de acordo com uma fonte a par dos termos acertados, o valor total desembolsado por 100% da Gávea pode chegar a US$ 1 bilhão, no melhor cenário de performance.


Fonte: Valor Online

quinta-feira, 25 de março de 2010

BC avança na liberalização do câmbio


O presidente do BC anunciou uma série de iniciativas para simplificar as normas que regem o capital estrangeiro no país
Entre as mais importantes medidas de liberalização do câmbio aprovadas ontem pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) está a autorização para que o Tesouro Nacional compre, no mercado doméstico, dólares equivalentes a suas dívidas vincendas em até 750 dias (o prazo era de 360 dias). Empresas brasileiras não financeiras que emitirem Depositary Receipts (DR) também poderão deixar no exterior os recursos captados pelo tempo que desejarem. Pela regra anterior, essas companhias tinham de fechar o contrato de câmbio no prazo de cinco dias.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou uma série de iniciativas para simplificar e desburocratizar as normas que regem o capital estrangeiro no país. A Resolução nº 3.844 consolidará num único texto todas as normas relativas ao registro dos fluxos de investimentos diretos, créditos externos, royalties, entre outros, hoje dispersos em 60 normas que serão integralmente revogadas. Também serão excluídos da regulamentação 320 textos, entre resoluções, circulares e cartas circulares que ainda estavam em vigor, embora em desuso. Elimina-se, assim, a exigência de autorização prévia do BC para a realização de transferências financeiras para o exterior, mecanismo conhecido como "gavetão", que permitia à autoridade monetária administrar as saídas de capitais.
Essas medidas, que vinham sendo estudadas pelo BC, conforme o Valor já havia antecipado, vão reduzir os custos das transações e facilitar a vida das empresas. Podem, também, ter efeitos momentâneos sobre a taxa de câmbio, mas não se espera uma alteração de tendência mais estrutural. As mudanças não contemplaram demandas do sistema financeiro por autorização para emprestar a empresas no exterior e para fazer operações de derivativos a partir do país.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Leilão do Tesouro Nacional de NTN-F, LTN e LFT tem boa aceitação nos mercados


Por: Equipe InfoMoney
18/03/10 - 18h00
InfoMoney


SÃO PAULO - Dando sequência ao cronograma de emissões de títulos públicos, o Banco Central, na condição de agente econômico do Tesouro Nacional, realizou mais um leilão nesta quinta-feira (18).
No evento, foi realizado o leilão tradicional de duas ofertas de títulos públicos de longo prazo, as Notas do Tesouro Nacional série F, duas de pré-fixados de curto prazo (as LTN - Letras do Tesouro Nacional) e duas de títulos públicos pós-fixados (as LFT - Letras Financeiras do Tesouro).

Também foram ofertados dois lotes NTN-F com vencimento em 01/01/2017 e 01/01/2014, em operação de resgate antecipado (onde o Tesouro adquire antecipadamente alguns títulos, evitando refinanciamento). Nessa modalidade, enquanto as notas com vencimento mais longo não tiveram nenhuma proposta aceita, o lote com prazo até 2014 teve 13,3% de absorção.

NTN-F
Leilão Tradicional de Notas do Tesouro Nacional
SérieVencimentoQtde. OfertadaQtde. Comprada%Tx Máxima (% a.a.)
F01/01/2021500.000500.00010012,8000
F01/01/2014500.000500.00010012,2898

Resgate Antecipado de Notas do Tesouro Nacional
SérieVencimentoQtde. OfertadaQtde. Comprada%Tx Máxima (% a.a.)
F01/01/2021Nenhuma aceita---
F01/01/2017150.00020.00013,312,7000
Os títulos de classe F são adquiridos com deságio em relação ao valor de face de R$ 1.000,00, além de pagarem um cupom semestral de juros de 10% ao ano. A rentabilidade é pré-fixada pela taxa interna de retorno do fluxo de pagamento dos cupons de juros e do deságio sobre o valor nominal do título.
LFT
Leilão Tradicional de Letras Financeiras do Tesouro
VencimentoQtde. OfertadaQtde. Vendida%Tx Máxima (% a.a.)
07/09/20152.000.000729.30036,40
07/09/20132.000.0001.270.70063,50
A rentabilidade da LFT é definida pela taxa Selic acumulada entre as datas de emissão e resgate, sobre o valor nominal atualizado pelo fator SELIC entre a data base e a data de liquidação. A rentabilidade inclui ainda a chamada taxa de deságio, obtida quando o título é adquirido abaixo do valor de face.
LTN
Leilão Tradicional de Letras do Tesouro Nacional
VencimentoQtde. OfertadaQtde. Vendida%Tx Máxima (% a.a.)
01/10/2010500.000300.000609,7810
01/07/20123.000.0003.000.00010012,0139
As LTN são títulos de renda fixa emitidos pelo Tesouro Nacional, cuja sigla significa Letras do Tesouro Nacional. São títulos deremuneração pré-fixada, cujo principal objetivo é prover recursos necessários à cobertura de déficits orçamentários ou à realização de operações de crédito por antecipação de receita e para atendimento a determinações legais.
O prazo dos papéis depende das definições do Ministério da Fazenda e do interesse do mercado. A remuneração se dá pela diferença entre o preço da emissão, considerando o deságio do título, e o valor de resgate.
Próximos leilões
De acordo com o Cronograma de Leilões de Títulos do Tesouro Nacional, estão agendados para o mês de março os seguintes leilões:
 

DataTipoTítuloVencimento
23/03/2010Leilão TradicionalNTN-B15/05/2013; 15/05/2015; 15/08/2020
24/03/2010Leilão de TrocaNTN-F01/01/2021
25/03/2010Leilão TradicionalLTN01/04/2011; 01/07/2012
NTN-F01/01/2014; 01/01/2021
Fonte: Infomoney

terça-feira, 24 de novembro de 2009

FMI dá novo alerta: bolha financeira nos emergentes

O BB desempenhou o papel de emprestador de última instância para evitar uma crise de grandes proporções

O Banco do Brasil desempenhou o papel de emprestador de última instância para evitar uma crise bancária de grandes proporções entre setembro de 2008 e janeiro de 2009, enquanto o Banco Central relutava em assumir essa função, temendo riscos judiciais em operações de empréstimos aos bancos. O BB injetou R$ 5,8 bilhões nos bancos Votorantim, Safra e Alfa durante a crise, para ajudá-los a reforçar o caixa em meio a uma corrida bancária no mundo. Ele também socorreu a Sadia, que havia sofrido perdas em operações com derivativos, com um empréstimo de R$ 900 milhões.

Ao mesmo tempo em que ajudou a estancar a crise, o BB executou uma bem-sucedida estratégia que lhe permitiu recuperar a liderança em ativos no setor bancário, perdida com a compra do Unibanco pelo Itaú em 3 novembro de 2008. O acesso a informações sobre a carteira de crédito de bancos concorrentes abriu o caminho para a aquisição de 49,99% do controle acionário do Banco Votorantim, instituição que o BB ambicionava há muito tempo.

O Banco do Brasil também influiu diretamente em algumas decisões tomadas pelo governo para combater a crise. A medida provisória 443, que deu poderes aos bancos públicos para comprar instituições financeiras, foi sugerida pelo BB especialmente para viabilizar a compra da Nossa Caixa. O primeiro esboço da MP foi escrito pelo departamento jurídico do banco.

O Valor apurou que entre as exigências do governador José Serra para vender a Nossa Caixa o governo federal teria de conter a oposição de sindicalistas e do PT paulista ao negócio e pagar em dinheiro. Diante da oposição dos ministros da Fazenda e da Casa Civil, o presidente Lula arbitrou em favor da aquisição, mas determinou que o pagamento fosse feito em 18 parcelas.

Fonte: Valor