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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

De olho no crescimento brasileiro, JP Morgan amplia sua presença no país

O mercado brasileiro de capitais deverá passar por grandes mudanças nos próximos anos, tornando-se cada vez mais alvo de investidores e companhias internacionais. Ao adquirir participação majoritária na gestora de recursos Gávea Investimentos, fundada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o banco norte-americano JP Morgan dá um passo para se consolidar no Brasil, num tipo de operação que deve ser repetido em breve por outros agentes do mercado. Com a economia mundial nos países desenvolvidos em situação ainda delicada, o país, com crescimento pujante, torna-se uma das grandes opções disponíveis para expansão. 

“O mercado de capitais brasileiro está em ascensão e é muito promissor neste momento. O país oferece um bom retorno, enquanto as economias desenvolvidas ainda não estão bem”, afirma Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios. “Iniciativas como a compra da Gávea pelo JP Morgan são uma tendência. Deveremos ver mais operações como essa ocorrerem nos próximos meses e anos”. 

Mesmo sendo um setor que tem crescido muito, o mercado de capitais nacional continua tendo grande potencial. “Ainda há bastante espaço para consolidação. Muitas empresas independentes de instituições financeiras [como era o caso da Gávea] poderão ser alvo de aquisições, assim como várias companhias nacionais poderão se juntar”, diz Paulo Di Blasi, professor de finanças do Ibmec (RJ). Outro aspecto que impulsiona o segmento é a redução da Selic. “Com a queda da rentabilidade dos títulos do governo, os investidores buscarão outro tipo de ativos, o que favorecerá gestores de recursos”, afirma Di Blasi. 

A operação
Ao escolher ampliar sua presença no Brasil por meio de uma aquisição, o JP Morgan acelerou o processo de expansão no país e, ao mesmo tempo, garantiu a conquista de capital intelectual especializado e habituado às regras e costumes brasileiros. “A compra foi a maneira mais fácil de o banco investir no setor”, diz Leite, da Trevisan. 


Se o JP Morgan ganha ao aumentar sua presença no Brasil, a Gávea Investimentos, hoje com patrimônio sob gestão estimado em R$ 10,1 bilhões e 119 funcionários divididos entre o Rio de Janeiro e São Paulo, também terá vantagens com a compra. “Com a operação, a Gávea amplia suas oportunidades, ganhando uma marca internacionalmente reconhecida, aumenta sua capacidade de elaborar e oferecer novos produtos, e os mercados aos quais tem acesso”, diz Di Blasi, do Ibmec-Rio. 

Se num primeiro momento a transação parece agradar às duas partes, há sempre um risco embutido em aquisições. “As empresas terão que ter cuidado com o modelo de governança. Associações do mesmo tipo neste setor já fracassaram pelos sócios terem objetivos distintos. A integração dos executivos terá que ser bem pensada”, afirma Di Blasi. Será preciso aguardar por esses desdobramentos e pelos demais, mas a cara do mercado de capitais no Brasil definitivamente está mudando. 
Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

J.P. paga US$ 270 mi por 55% da Gávea

O banco americano J.P. Morgan oficializa hoje a compra da Gávea Investimentos, empresa fundada há sete anos pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e que administra US$ 6 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) em ativos. Os valores não foram divulgados oficialmente, mas o Valor apurou que o banco americano pagará, nesse primeiro momento, US$ 270 milhões em dinheiro para assumir 55% do capital da gestora brasileira. O acordo prevê que os restantes 45% da Gávea podem ser comprados em cinco anos - 22,5% no terceiro ano do contrato e 22,5% no quinto ano. Daqui para a frente, o pagamento ficará condicionado à performance da firma durante os cinco anos e, de acordo com uma fonte a par dos termos acertados, o valor total desembolsado por 100% da Gávea pode chegar a US$ 1 bilhão, no melhor cenário de performance.


Fonte: Valor Online

quinta-feira, 4 de março de 2010

México lança emissão de US$ 1 bilhão em bônus para 2020


NOVA YORK - O México lançou uma reabertura de US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2020 nesta quinta-feira, de acordo com uma fonte próxima da transação. Segundo essa fonte, os papéis vão oferecer um yield de 139 pontos-base (1,39 ponto porcentual) sobre os Treasuries comparáveis.

A nova oferta, que deverá ser precificada ainda hoje, soma-se ao bônus para 2020 no valor de US$ 1 bilhão que já existe e que carrega um cupom de 5,125%.

Os coordenadores da colocação - JPMorgan e Morgan Stanley - receberam cerca de US$ 2,25 bilhões em encomendas pelo papel. A Moody's atribuiu o rating de Baa1 e a Standard & Poor's, de BBB.

Essa é a segunda vez que o governo mexicano acessa os mercados de capitais internacionais este ano; em janeiro, o país tornou-se o primeiro grande emissor soberano de bônus em dólares em 2010 na América Latina. A demanda na ocasião também ficou em torno do dobro do US$ 1 bilhão oferecido. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão