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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

J.P. paga US$ 270 mi por 55% da Gávea

O banco americano J.P. Morgan oficializa hoje a compra da Gávea Investimentos, empresa fundada há sete anos pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e que administra US$ 6 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) em ativos. Os valores não foram divulgados oficialmente, mas o Valor apurou que o banco americano pagará, nesse primeiro momento, US$ 270 milhões em dinheiro para assumir 55% do capital da gestora brasileira. O acordo prevê que os restantes 45% da Gávea podem ser comprados em cinco anos - 22,5% no terceiro ano do contrato e 22,5% no quinto ano. Daqui para a frente, o pagamento ficará condicionado à performance da firma durante os cinco anos e, de acordo com uma fonte a par dos termos acertados, o valor total desembolsado por 100% da Gávea pode chegar a US$ 1 bilhão, no melhor cenário de performance.


Fonte: Valor Online

terça-feira, 26 de outubro de 2010

JP Morgan compra controle da Gávea Investimentos, de Armínio Fraga

SÃO PAULO - O banco americano JP Morgan deve anunciar nesta terça-feira, 26, a compra do controle da Gávea Investimentos, a empresa de gestão de recursos do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. O JP Morgan está comprando 55% da Gávea – que será integrada à Highbridge, a empresa de investimentos do banco americano. Pelo acordo, a fatia do JP Morgan na gestora brasileira ainda poderá aumentar ao longo do tempo.
Armínio continuará à frente da nova empresa e também fará parte do conselho de administração e da direção da Highbridge, que administra US$ 21 bilhões em ativos e tem sede em Nova York. Pelo acordo com os americanos, o ex-presidente do BC precisará permanecer na empresa durante os próximos cinco anos, pelo menos.
Procurado, Armínio Fraga não se pronunciou sobre a operação. Mas o fechamento do negócio afasta qualquer possibilidade de sua volta ao serviço público antes de 2015. Seu nome era cogitado para integrar um eventual governo do candidato tucano à presidência, José Serra.
Festa
O anúncio do acordo, programado para ser feito em Nova York e no Rio de Janeiro, será animado no Brasil pela presença do comitê internacional do JP Morgan, que se reúne pela primeira vez no País. Com encontros marcados para quinta-feira e sexta-feira, o conselho tem a presença de nomes de peso no cenário internacional, como o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair e o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas Kofi Annan.
Mas a festa do anúncio será comandada por Mary Erdoes, presidente do JP Morgan Asset Management, que já está no Brasil.
As negociações entre o JP Morgan e a Gávea se arrastam desde fevereiro deste ano. Na época, a imprensa publicou que o banco estaria interessado em adquirir uma participação minoritária na gestora de recursos brasileira. O JP Morgan exigia que Armínio continuasse à frente da Gávea por um bom tempo, ponto que teria dificultado o fechamento da operação, segundo fontes próximas ao negócio.
O relacionamento entre Armínio e o JP Morgan é antigo. Ele é membro do conselho internacional do banco desde 2004. A Gávea foi fundada em 2003, depois que Armínio deixou o BC, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Em 2007, o fundo de investimentos da Universidade Harvard comprou 12,5% de sua gestora de recursos.
Com um patrimônio de R$ 10 bilhões sob gestão e mais de 100 funcionários nos escritórios do Rio de Janeiro e São Paulo, a Gávea atua em três áreas: fundos de hedge, gestão de patrimônio e private equity (compra de participação em empresas).
O JP Morgan, por sua vez, comprou uma participação na Highbridge no fim de 2004 e adquiriu o restante das ações no ano passado, consolidando sua posição na indústria mundial de hedge fund. Assim como na Gávea, um dos fundadores da Highbridge continuou à frente do negócio, no cargo de presidente. Desde dezembro de 2004, a Highbridge triplicou os ativos sob gestão, para mais de US$ 20 bilhões.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Armínio Fraga assume cargo na BM&FBovespa e quer internacionalização

SÃO PAULO, 28 de abril (Reuters) - O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga Neto assumiu nesta terça-feira a presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa falando em maior internacionalização e na entrada em novos mercados. 

"Vamos explorar as oportunidades da Bolsa, que é uma das que têm maior potencial de crescimento no mundo", disse Fraga a jornalistas logo após a reunião em que foi nomeado. 

Segundo ele, há oportunidades de negociação de ativos que hoje não são realizadas no ambiente de Bolsa, como derivativos, ampliação de contratos agrícolas e de créditos de carbono, além de hipotecas. 

Em outra frente, Fraga afirmou que vai trabalhar para aumentar a presença internacional na instituição. 

"A Bolsa pode aumentar a presença internacional de dentro para fora e de fora para dentro", disse, referindo-se a trazer investidores do exterior para aplicar no Brasil e, de outro lado, fazendo acordos com Bolsas de outros países. 

Fraga, economista de 51 anos, presidiu o Banco Central de 1999 a 2003 durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e nos primeiros dias do governo Lula. 

(Reportagem de Aluisio Alves; Edição de Carmen Munari)