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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft junta Skype a seu portfólio por US$ 8,5 bilhões

A Microsoft Corp. fechou acordo para comprar a empresa de telefonia pela internet Skype por US$ 8,5 bilhões em dinheiro - na jogada mais agressiva da Microsoft até agora para participar da convergência crescente entre os mundos da comunicação, informação e entretenimento.
O acordo permitirá à Microsoft "ser mais ambiciosa, fazer mais coisas", disse seu diretor-presidente, Steve Ballmer, numa entrevista ao Wall Street Journal.
A Microsoft, que tem sede em Redmond, no Estado americano de Washington, optou por comprar o Skype porque a tecnologia de telecomunicação tem sido a "base" do crescimento da empresa nos últimos anos e o Skype conseguiu criar "um negócio de verdade" no segmento, disse Ballmer.
Numa entrevista conjunta com o diretor-presidente do Skype, Tony Bates, Ballmer disse que a Microsoft enxerga uma oportunidade na expansão do alcance do Skype, que seria combinado às tecnologias do vasto portfólio de produtos da Microsoft, como o videogame Xbox, o software Windows Phone e a solução de comunicação empresarial Lync.
Questionado sobre o alto valor da aquisição, Ballmer disse que ela vai aumentar o lucro da Microsoft "já no primeiro ano" depois de concluída. "Estamos comprando uma empresa com um [lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações] de mais de US$ 250 milhões", disse ele. "Vemos uma oportunidade de acelerar o faturamento e a base de lucro."
O Skype vai se tornar uma nova divisão de negócios da Microsoft e Bates assumirá a presidência dela, sob supervisão direta de Ballmer.
Comprar o Skype - um serviço que conecta milhões de pessoas no mundo inteiro via telefonia e vídeo na internet - dá à Microsoft uma marca conhecida na internet, num momento em que ela está tendo dificuldades para aumentar a presença no mercado de consumo final. A necessidade de adicionar um componente de comunicação é vista como crucial diante da popularidade crescente do serviço de bate-papo com vídeo da Apple Inc., o FaceTime, e da oferta do Google Inc. nesse segmento, o Voice.
Ballmer prometeu continuar apoiando o uso do Skype em plataformas que não sejam da Microsoft, mantendo-o disponível para usuários do iPhone e de computadores Mac.
"Vamos continuar apoiando plataformas que não a da Microsoft porque é algo fundamental para o valor central proposto" para os clientes, disse Ballmer durante uma teleconferência ontem. Ele acrescentou que a Microsoft vai continuar ampliando a base de clientes do Skype.
A Microsoft já investiu pesado em marketing e na melhoria da tecnologia do serviço de buscas Bing. Embora tenha conseguido melhorar sua participação no mercado no último ano, o Google ainda domina esse mercado, com mais de 65% das buscas americanas na internet.
Cerca de 170 milhões de pessoas acessam os serviços do Skype todo mês, a grande maioria para fazer chamadas. Os usuários do Skype fizeram um total de 207 bilhões de minutos em chamadas de vídeo e voz ano passado.
A compra do Skype é a maior já feita nos 36 anos de história da Microsoft, uma empresa que tradicionalmente evita grandes acordos como esse. A empresa pagou cerca de US$ 6 bilhões para comprar a firma de propaganda on-line aQuantive Inc., em 2007. Muitos executivos que trabalham ou já trabalharam na Microsoft acreditam que a empresa pagou caro demais nessa aquisição. Mas eles também se dizem aliviados porque a Microsoft abandonou uma oferta não negociada de US$ 48 bilhões pelo Yahoo Inc. há quase três anos. O Yahoo é avaliado atualmente em metade daquele valor.
Mas Ballmer considera a internet um campo de batalha crucial para a Microsoft, empresa que ainda obtém a maior parte do lucro com os programas Windows e Office. Os investidores estão ficando cada vez mais preocupados com a capacidade da Microsoft de obter cada vez mais lucro desses negócios, que enfrentam pressão crescente de tecnologias concorrentes da Apple, do Google e de outros.
A divisão responsável pela extremamente lucrativa suíte de aplicativos Office também tem um produto chamado Lync, que agrega e-mail, mensagens instantâneas e serviço de voz num único aplicativo. O Skype pode ajudar a fortalecer essa oferta.
O acordo mostra como o Skype evoluiu desde que foi lançado, em 2003, por Niklas Zennström e Janus Friis, os criadores do software de compartilhamento de arquivos chamado Kazaa, bastante associado a pirataria de músicas. Embora o Skype tenha inicialmente sido popular entre os entusiastas da tecnologia, conseguiu conquistar cada vez mais espaço no público geral com sua oferta de chamadas gratuitas ou baratas, com forte apelo especialmente para os que fazem ligações internacionais.
O diretor financeiro da Microsoft, Peter Klein, disse esperar que a aquisição do Skype receba aprovação este ano das autoridades de regulamentação. A empresa está usando recursos depositados no exterior para comprar o Skype, sediado em Luxemburgo.
O acordo foi aprovado pelos conselhos da Microsoft e do Skype e está sujeito às aprovações regulamentares. As ações da Microsoft cairam 0,6%, enquanto as da eBay subiram 2,5%.
Embora seja muito promissor, o Skype tem um histórico ambíguo como empresa. O programa deu pouco lucro líquido nos oito anos desde que foi fundado. E continua não sendo muito lucrativo, enquanto a empresa expande seus negócios para o mundo inteiro. O faturamento ano passado foi de US$ 860 milhões e o lucro operacional chegou a US$ 264 milhões, mas mesmo assim o Skype ainda deu prejuízo de US$ 7 milhões. A empresa tinha US$ 686 milhões em dívidas de longo prazo em 31 de dezembro.
O Skype pode ajudar o esforço da Microsoft para reavivar suas investidas no mercado de telefonia celular, área em que ficou para trás dos concorrentes Apple e Google. A empresa lançou ano passado um novo sistema operacional para celulares chamado Windows Phone 7, que recebeu elogios de críticos de tecnologia mas não conseguiu aumentar significativamente a fatia de mercado da Microsoft nesse segmento.
Fonte: Valor
Fonte: Valor

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

De olho na 'nuvem', UOL compra Diveo

Em mais um lance no movimentado mercado de centros de dados no Brasil, o UOL anunciou ontem a compra da Diveo, empresa especializada na oferta de serviços relacionados a centros de dados e telecomunicações para outras companhias.
No comunicado enviado à Comissão da Valores Mobiliários (CVM), o UOL não informa o valor da operação. O negócio foi realizado por meio da DHC Outsourcing, empresa comprada pelo UOL no ano passado. A expectativa é de que a operação seja concluída até o dia 30.
Na avaliação de analistas consultados pelo Valor, o negócio representa um passo positivo para a companhia. "Com essa aquisição, o UOL não pode mais ser considerado apenas um provedor de acesso à internet, pois outros serviços, como hospedagem, computação em nuvem e publicidade on-line, já representam quase 70% do faturamento", disse um analista que preferiu não ter seu nome divulgado. De acordo com outro especialista, a empresa está apresentando um plano saudável de aquisições e de uso inteligente de seu caixa. Segundo a revista "Valor Data", o UOL tinha R$ 490,4 milhões em caixa em 30 de setembro.
Com a Diveo, sobe para nove o número de empresas adquiridas pelo UOL em três anos, com o objetivo de reforçar sua estratégia no segmento de centros de dados. Atualmente, a empresa atende 300 mil clientes nessa área. Entre os serviços oferecidos estão hospedagem e construção de sites, estrutura de loja virtual, meios de pagamento, e-mail marketing e gerenciamento de servidores.
Uma das grandes apostas do setor é a computação em nuvem. Por essa modalidade de serviço, os sistemas e as informações dos clientes são acessados pela internet, sem a necessidade de instalar programas no computador do usuário. Os centros de dados são fundamentais nesse processo porque representam uma espécie de cofre forte no qual os dados ficam protegidos, com alta segurança.
Em abril, o UOL inaugurou um novo centro de dados em São Paulo. A unidade foi projetada para consolidar as sete unidades da companhia instaladas na capital e em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Com 6,3 mil metros quadrados, o centro começou a operar com dois de seus quatro andares ocupados.
A Diveo é uma empresa sediada nos Estados Unidos, com negócios no Brasil e na Colômbia. A companhia mantém um centro de dados em cada um desses países. Neste ano, um investimento de R$ 40 milhões foi anunciado para ampliar o centro no Brasil. Segundo relatório da corretora Fator, a companhia conta também com uma infraestrutura de telecomunicações de 10 mil quilômetros quadrados com a qual opera uma rede sem fio.
Do total de 1,6 mil clientes da Diveo, cerca de 1,3 mil estão no Brasil. Um dos contratos mais recentes no país foi a consolidação dos servidores - os computadores centrais de rede - da BM&F Bovespa. Segundo a Fator, o faturamento total da Diveo é estimado em R$ 200 milhões.
Várias empresas anunciaram, este ano, investimentos na construção de centros de dados no Brasil, de olho na oferta de serviços por meio da computação em nuvem. O modelo está se tornando cada vez mais atraente para as empresas porque reduz custos, tanto para quem contrata, quanto para quem oferece os serviços.
A alemã T-Systems, por exemplo, investiu R$ 50 milhões na construção de um centro de dados em Barueri, com área de 600 metros quadrados. Também em Barueri, a brasileira Alog anunciou um investimento de R$ 30 milhões para montar sua terceira estrutura no país. Para os próximos cinco anos, a previsão da companhia é de aplicar um volume adicional de R$ 30 milhões.
Já a Locaweb, que investiu R$ 49 milhões na montagem de um novo centro de dados em São Paulo, planeja aplicar mais R$ 111 milhões para ampliar suas atividades nos próximos sete anos. Em setembro, a companhia recebeu um aporte do fundo americano Silver Lake Sumeru. (colaborou Ana Paula Ragazzi, de São Paulo)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

De olho no crescimento brasileiro, JP Morgan amplia sua presença no país

O mercado brasileiro de capitais deverá passar por grandes mudanças nos próximos anos, tornando-se cada vez mais alvo de investidores e companhias internacionais. Ao adquirir participação majoritária na gestora de recursos Gávea Investimentos, fundada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o banco norte-americano JP Morgan dá um passo para se consolidar no Brasil, num tipo de operação que deve ser repetido em breve por outros agentes do mercado. Com a economia mundial nos países desenvolvidos em situação ainda delicada, o país, com crescimento pujante, torna-se uma das grandes opções disponíveis para expansão. 

“O mercado de capitais brasileiro está em ascensão e é muito promissor neste momento. O país oferece um bom retorno, enquanto as economias desenvolvidas ainda não estão bem”, afirma Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios. “Iniciativas como a compra da Gávea pelo JP Morgan são uma tendência. Deveremos ver mais operações como essa ocorrerem nos próximos meses e anos”. 

Mesmo sendo um setor que tem crescido muito, o mercado de capitais nacional continua tendo grande potencial. “Ainda há bastante espaço para consolidação. Muitas empresas independentes de instituições financeiras [como era o caso da Gávea] poderão ser alvo de aquisições, assim como várias companhias nacionais poderão se juntar”, diz Paulo Di Blasi, professor de finanças do Ibmec (RJ). Outro aspecto que impulsiona o segmento é a redução da Selic. “Com a queda da rentabilidade dos títulos do governo, os investidores buscarão outro tipo de ativos, o que favorecerá gestores de recursos”, afirma Di Blasi. 

A operação
Ao escolher ampliar sua presença no Brasil por meio de uma aquisição, o JP Morgan acelerou o processo de expansão no país e, ao mesmo tempo, garantiu a conquista de capital intelectual especializado e habituado às regras e costumes brasileiros. “A compra foi a maneira mais fácil de o banco investir no setor”, diz Leite, da Trevisan. 


Se o JP Morgan ganha ao aumentar sua presença no Brasil, a Gávea Investimentos, hoje com patrimônio sob gestão estimado em R$ 10,1 bilhões e 119 funcionários divididos entre o Rio de Janeiro e São Paulo, também terá vantagens com a compra. “Com a operação, a Gávea amplia suas oportunidades, ganhando uma marca internacionalmente reconhecida, aumenta sua capacidade de elaborar e oferecer novos produtos, e os mercados aos quais tem acesso”, diz Di Blasi, do Ibmec-Rio. 

Se num primeiro momento a transação parece agradar às duas partes, há sempre um risco embutido em aquisições. “As empresas terão que ter cuidado com o modelo de governança. Associações do mesmo tipo neste setor já fracassaram pelos sócios terem objetivos distintos. A integração dos executivos terá que ser bem pensada”, afirma Di Blasi. Será preciso aguardar por esses desdobramentos e pelos demais, mas a cara do mercado de capitais no Brasil definitivamente está mudando. 
Fonte: Época Negócios

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vale compra Fosfertil e minas da Bunge por US$ 3,8 bi

Empresa surpreende o mercado e diz que fará oferta também pelas ações dos minoritários da Fosfertil

| 27.01.2010 | 11h37

A Vale informou nesta quarta-feira que celebrou contrato de compra de 100% dos ativos de fertilizantes da americana Bunge no Brasil. AVale, concordou em pagar 3,8 bilhões de dólares, valor máximo estipulado pela mineradora quando alertou o mercado há duas semanas que estava em negociação com a Bunge.

Pelos termos do acordo, a Vale. vai pagar 1,65 bilhão de dólares por minas de rocha fosfática e plantas de processamento de fosfatados da Bunge e outros 2,15 bilhões de dólares para adquirir a participação de 42,3% detida pela empresa americana no capital da Fosfertil. A transação não envolve negócios de varejo ou distribuição de fertilizantes.

A Vale também anunciou um contrato de opção de compra de ações da Fertifos, que detém 56,73% do capital da Fosfertil. A mineradora terá direito de comprar 1,46% das ações da Fertifos que estão em poder da Fertilizantes do Paraná e da Fertilizantes Heringer por um total de 81,5 milhões de dólares.

A transação está sujeita às aprovações usuais de órgãos governamentais competentes. Caso a transação seja aprovada, a Vale lançará uma oferta pública obrigatória para comprar as ações ordinárias detidas pelos acionistas minoritários da Fosfertil pelo mesmo preço pago aos controladores.

A Vale não revelou sua estratégia em relação às ações preferenciais - que têm mais liquidez no mercado, A mineradora poderá fazer uma oferta pelos papéis no futuro, mas não há garantia de que o preço oferecido será vantajoso aos minoritários, já que os papéis não possem "tag along" (extensão da oferta feita aos controladores para os acionistas minoritários). Às 16h04, os papéis preferenciais da empresa caíam 3,05%, para 18,41 reais.(Continua)

A Vale é a maior exportadora de minério de ferro do mundo e também uma das líderes em níquel. A compra dos ativos da Bunge confirma o interesse da mineradora em crescer rapidamente no mercado de fertilizantes. Além de adquirir ativos em potássio (matéria-prima para fertilizantes) da Rio Tinto, a Vale, tem se envolvido frequentemente em possíveis fusões no setor. Chegou a negociar a aquisição da americana Mosaic, mas não conseguiu fechar um acordo.

Bastante criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por investir no exterior, o presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que "esta operação é de fundamental importância para a consolidação da estratégia da Vale. em focar o Brasil como o grande mercado para sua produção de fosfatados, tendo em vista o potencial das minas locais, bem como o crescimento associado aos projetos desenvolvidos no exterior, como Bayóvar e, no futuro, Evate, todos com produção prioritariamente destinada ao mercado brasileiro".

No dia 15 de janeiro, quando a Vale tornou pública as negociações com a Bunge, o mercado chegou a especular sobre uma possível mudança na direção da Fosfertil, já que seus principais executivos são ligados à Bunge. Para a Fator Corretora, no entanto, seria interessante para a Vale manter o atual corpo de executivos na operação.

No comunicado, a Vale diz que ainda não sabe de que forma vai absorver a Fosfertil. "A Vale realizará estudos com respeito à combinação dos ativos e empresas adquiridas, bem como outros ativos de fertilizantes já possuídos pela Vale no mundo. Neste estágio, não há indicação que nos permita afirmar que tais análises possam conduzir à reorganização corporativa. Tão logo tais estudos sejam concluídos e decisões sejam tomadas, a Vale as tornará publicas."

Fonte: Portal Exame

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Carlyle já comprou a CVC

Negócio foi assinado semana passada em São Paulo - fundo americano passa a controlar a empresa
Por Tiago Lethbridge | 08.12.2009 | 16h26

O fundo de private equity americano Carlyle acertou na semana passada a compra da CVC, maior agência de turismo do Brasil. Segundo EXAME apurou com um executivo que acompanha as conversas, a transação avalia a CVC em um bilhão de reais. O fundo americano passa a controlar a agência, e seu fundador, Guilherme Paulus, torna-se acionista minoritário. A negociação já havia sido antecipada pelo blog Direto do Pregão, de EXAME, em 3 de dezembro (clique aqui para ler o post). Na ocasião, Paulus afirmou que negociava a venda de 40% da CVC. A alternativa era promover a abertura de capital da companhia na Bovespa no começo de fevereiro. O Carlyle apenas confirma a negociação com a CVC, mas não comenta em que estágio ela se encontra.

Recentemente, Paulus veio a público negar que a transação com o Carlyle estivesse concluída. O motivo: embora o contrato esteja assinado, a transação ainda não foi fechada. Em qualquer aquisição, há duas datas fundamentais. O dia da assinatura e o dia do fechamento, quando a transação é concluída e o dinheiro é depositado na conta do vendedor. Entre uma data e outra, os dois lados têm de cumprir uma série de exigências contratuais. Caso essas exigências não sejam cumpridas, o negócio pode ser desfeito.

Normalmente, fusões e aquisições são comunicadas ao mercado na data da assinatura; Paulus e o Carlyle, no entanto, decidiram esperar o fechamento para anunciar a transação. Segundo EXAME apurou, os dois lados esperam fechar o negócio até o fim de 2009.

O Carlyle negociava a compra da CVC há cerca de dois anos. Para o fundo americano, há vários motivos para a aquisição. A CVC é a maior operadora de turismo do Brasil em número de fretamentos aéreos – 5.400 voos charters em 2008. Possui 350 lojas e 8.000 agências de viagens credenciadas pelo país, e opera viagens para mais de 80 destinos nacionais e no exterior. A companhia espera encerrar o ano com 2 milhões de passageiros transportados, ante 1,7 milhão do ano passado. O Carlyle também já possui experiência no setor, pois controla a Orizonia, maior operadora de turismo da Espanha.


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amil compra controle da Medial Saúde

Empresa vai pagar R$ 612,5 milhões por 51,9% da Medial e passa a ser acionista majoritária do negócio

A Amil Participações anunciou nesta quinta-feira (19/11) que fechou um acordo com os controladores da Medial Saúde para comprar 51,9% do capital da empresa.

"O preço de aquisição das ações a ser pago pela Amil aos acionistas controladores da Medial Saúde foi fixado em R$ 612,5 milhões, representando R$ 17,2 por ação da Medial Saúde e aproximadamente R$ 8,4 por ação da Medial Participações", informou a empresa em nota ao mercado.

No fato relevante, a empresa explica que, depois da compra, a participação de mercado da Amil Participações em São Paulo irá para 15,1%, em comparação com os 7,9% atuais, e subirá para 10,1% no Brasil, perante os 6,2% correntes. Terá 4,2 milhões de beneficiários em planos de saúde e 986 mil beneficiários em planos odontológicos.

A Amil divulgou ainda que fará uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações da Medial nas mãos de acionistas minoritários "em igualdade de condições, inclusive preço, àquelas acordadas com os acionistas controladores da Medial Saúde".

A operação deve ser aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que regula e fiscaliza abusos de poder econômico.

Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Estatuto do Ponto Frio causa polêmica

Considerada confusa por analistas e investidores, a redação do estatuto social daGlobex, controladora da rede Ponto Frio, está levando acionistas minoritários a questionarem a governança corporativa da empresa, sob o argumento de terem sido induzidos a erro ao comprar ações da companhia. Cerca de 19% do capital da empresa está em circulação no mercado.

O Pão de Açúcar pagará R$ 824,5 milhões por 70% da Globex e informou que os minoritários receberão 80% do valor pago à controladora, Lilly Safra - o chamado "tag along" é garantido pela Lei das Sociedades por Ações. Os minoritários terão rigorosamente o mesmo tratamento dado aos controladores, mas recebendo 80% do valor e não 100%.

Porém, no estatuto da companhia, o artigo 42 prevê que, em caso de venda de controle, os minoritários deveriam ter tratamento igualitário, ou seja, receber 100% do valor pago ao majoritário, citando as regras do Novo Mercado. O Ponto Frio alterou seu estatuto, mas, de fato, não aderiu ao segmento especial de governança corporativa da Bovespa, apesar de ter anunciado que o faria e de ter tomado a principal medida para a migração: a conversão das ações preferenciais (PN, sem direito a voto) em ordinárias (ON, com voto).

Apesar de o artigo 42 do estatuto da companhia prever o tratamento igualitário, um dos artigos finais do documento, o 58, esclarece que ele só teria validade quando a empresa iniciasse a negociação no Novo Mercado.

"O estatuto da Globex é uma imensa confusão, que certamente induz o pequeno investidor ao erro", afirma Roberta Nioac Prado, professora da FGV/SP. "Eles gastaram mais de três páginas tratando da venda do controle, com citações ao Novo Mercado, para ao final dizer que aquilo só terá valor quando a empresa estiver no segmento", diz. Se a empresa estivesse no Novo Mercado, afirma Roberta, valeriam as regras do segmento e todas a outras descrições não seriam necessárias. Na avaliação dela, a cláusula 58 é semelhante às letras miúdas por vezes incluídas em contratos. Se não houvesse a cláusula suspensiva, o estatuto seria soberano e os minoritários teriam garantidos os 100%.

Advogados que estruturam operações de ingresso no Novo Mercado afirmam que é comum, antes mesmo de iniciarem a negociação, as companhias já modificarem os estatutos, uma vez que a mudança é certa - o que não se comprovou no caso do Ponto Frio.

Para André Gordon, gestor da GT Investimentos, quem comprou ações do Ponto Frio caiu em uma armadilha. "A empresa mostrou intenção firme de migrar para o Novo Mercado, adotou estatuto novo e ainda fez o principal: converteu as ações em ordinárias. Depois paralisou o processo. Apesar da cláusula suspensiva, com a declaração pública de migração, acredito que a governança deveria prevalecer", afirmou Gordon. A posição da GT em ações da empresa era de 0,1%, um investimento que Gordon reconhece ter sido especulativo - buscava tirar proveito da valorização das ações no fechamento da venda da empresa.

Gordon já protocolou reclamação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) sobre o caso. A CVM informa que está "analisando as questões relacionadas à alienação de controle".

Segundo Enéas Pestana, vice-presidente financeiro do Pão de Açúcar, a empresa está confiante em relação aos aspectos jurídicos da operação. No entanto, mesmo na hipótese de que os acionistas contestem o "tag along", o valor em questão não deve ter um grande impacto sobre o preço final acertado e não há risco de que essa contenda comprometa o negócio.

Fonte: Valor Online

quinta-feira, 14 de maio de 2009

General Mills vende Forno de Minas a fundador da marca

César Felício e Lílian Cunha, de Belo Horizonte e São Paulo
14/05/2009
 

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O empresário mineiro Helder Mendonça, dono da Laticínios Condessa, anunciou ontem a compra da fábrica de pão de queijo Forno de Minas, do grupo americanoGeneral Mills. Com isso, a marca criada em 1990 volta a ser da família fundadora. O negócio aconteceu com rapidez surpreendente. Entre o fechamento da fábrica em Contagem (MG) no dia 17 de abril pela General Mills e a conclusão das negociações se passaram apenas vinte dias. Não houve processo de "due dilligence" e a unidade foi vendida com todos os equipamentos e estoques. Inclusive para a fabricação da massa fresca Frescarini, cuja marca não foi vendida pelos americanos.

Há indícios de que desde o início a General Mills queria vender a marca para os antigos proprietários. "Recebi um telefonema na véspera do feriado de Tiradentes, de um advogado da Mills nos Estados Unidos, me relatando o fechamento da unidade e perguntando se teríamos interesse", conta Mendonça. "Não tivemos nem oportunidade de fazer uma proposta, dada a rapidez do negócio", comentou o executivo de outra empresa interessada na aquisição.

Nem Mendonça, nem a General Mills revelam o valor da negociação, mas há indícios de que o mineiro irá pagar muito barato: em 1999, a fábrica foi vendida para a americana Pillsbury ( adquirida pela atual vendedora dois anos depois) por um valor estimado em R$ 80 milhões. Agora, o empresário pretende buscar um financiamento de R$ 55 milhões no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para todo o processo de recolocação do produto no mercado, abarcando desde o capital de giro até gastos com marketing. Fontes do mercado estimam que a compra da unidade tenha ficado abaixo de R$ 20 milhões.

Na segunda-feira, o empréstimo pedido será examinado pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial ( Indi), a autarquia do governo do Estado que usualmente examina e encaminha projetos para o banco estatal. "Tive uma reunião com o vice-governador Antonio Anastasia, que serviu para nos abrir as portas. Temos todas as garantias para oferecer e um plano de negócios já concluído. Tenho certeza que o financiamento sairá", disse Mendonça. "É oportuna uma iniciativa que possibilita manter em Minas Gerais uma importante indústria de alimentos. Estamos prontos para ajudar. Mas qualquer projeto deste porte passa por uma análise normal, tanto do montante pedido quanto do modelo de operação proposto, o que demandará tempo de estudo", comentou o presidente do BDMG, Paulo Paiva.

Mendonça afirma que já pagou uma primeira parcela para a General Mills, mas o pagamento só será concluído em 2014. O empresário afirma que manterá a marca Frescarini nos próximos três meses, devendo substituí-la por uma nova denominação depois deste prazo.

Para arcar com o investimento, Mendonça pretende se desfazer de parte dos ativos adquiridos com a negociação em 1999: por meio da holding MK Empreendimentos, o empresário controla uma empresa de parqueamento eletrônico. Também venderá participações minoritárias que detém em shoppings. Manterá o Laticínio Condessa, que permaneceu como fornecedor da Forno de Minas após a venda da fábrica e que exporta queijo para os Estados Unidos.

A reabertura da fábrica está prevista para o dia 25 e os 350 funcionários que haviam sido demitidos pela General Mills no fechamento da unidade serão recontratados. Mendonça prevê que o faturamento deste ano atingirá R$ 110 milhões, sendo R$ 70 milhões no segmento de pão de queijo e R$ 40 milhões de massas frescas.

Procurada pelo Valor, a General Mills não quis se pronunciar. Apenas divulgou nota em que confirma o negócio. De acordo com o comunicado, a General Mills continuará a operar no Brasil as marcas Haagen-Dazs, de sorvetes, e Nature Valley, de barras de cereais. A Frescarini, criada pela Danone nos anos 80 (e vendida para a General Mills em 1996), deverá desaparecer. Empresas tentaram negociar a compra da marca, mas a General Mills não demonstrou interesse. A linha era produzida na Argentina até o início de 2008, quando a fábrica pegou fogo. A empresa, então, transferiu a produção para Contagem, quatro meses depois. Nesse período, a marca sumiu dos supermercados, voltando apenas em agosto. Agora, os consumidores da linha terão mais alguns meses para se despedir da marca, que já foi a mais vendida do setor.

Fonte: Valor Online

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Klabin Segall vende 57,8% de seu capital e ações disparam 30% na bolsa

Por: Conrado Mazzoni Cruz
27/04/09 - 20h50
InfoMoney

SÃO PAULO - A Klabin Segall (KSSA3) comunicou nesta segunda-feira (27) a realização de um acordo para transferir 57,8% de seu capital ao grupo espanhol Veremonte Participações, de Enrique Bañuelos de Castro, e à Agra Empreendimentos (AGIN3) - com participação menor. Em troca, uma capitalização de, ao menos, R$ 100 milhões.

No pregão da BM&F Bovespa, os papéis da incorporadora se destacaram dentre os ativos do setor imobiliário. Fecharam em alta de 30,56%, cotados a R$ 2,35. Na sequência ficaram as ações da Abyara Planejamento Imobiliário (ABYA3), com 25,12%. Em fevereiro, a segunda foi adquirida pela mesma dupla que entrará na Klabin Segall.

Dívida
Muito já vinha se especulando sobre o futuro da Klabin Segall. Endividada, a empresa teve seus ratings colocados em perspectiva negativa pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, citando que ela estaria vulnerável a uma renegociação de suas dívidas, além da possibilidade de cancelamento ou adiamento dos pagamentos com os credores.

"A fim de conferir maior liquidez e flexibilidade financeira para a companhia até a concretização da incorporação, a Agra e a Veremonte concordaram em conceder, cada uma, R$ 10 milhões em mútuo à companhia", acrescenta o comunicado. No ano anterior, a Klabin Segall tinha uma reserva de R$ 109,3 milhões, ao passo que suas dívidas de curto prazo totalizavam R$ 99,3 milhões.

O informe divulgado indica que, até o momento de concretizada a incorporação, o grupo Espanhol deverá ter implementado uma capitalização de R$ 100 milhões à empresa. A ideia é mantê-la com ações em bolsa.

Operação
A "associação estratégia", que tem o objetivo de "reforçar a estrutura de capital" da empresa, ainda conforme fato relevante, se dará inicialmente por meio da incorporação de uma "sociedade" - controlada indiretamente pelos espanhóis e pela Agra -, pela Klabin Segall. Depois, a chamada "Holding Agra Veremonte" entra em ação.

A holding se tornará titular das ações da "sociedade" até a aprovação da incorporação da Klabin Segall, prevista para assembleia no dia 15 de julho. Quando aceito o negócio, ela vira dona de 57,8% da Klabin Segall. A partir daí, a Veremonte controlará 64,9% do capital social da holding, enquanto a Agra ficará com 35,1%.

Segundo o fato relevante, a relação de substituição das ações ordinárias da Incorporada por ações ordinárias de emissão da Klabin Segall foi determinada tendo como base o valor por ação de R$ 1,83, implicando um valor total da empresa de R$ 112,5 milhões.