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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Google entra em turismo on-line para diversificar receita


O Google acaba de lançar no mercado americano serviços voltados para a área de turismo, como parte da sua estratégia para reduzir a sua dependência em relação à publicidade on-line. Em visita ao Brasil, Alex Diaz, gerente global de produtos do Google, reúne-se hoje com empresários brasileiros em busca de parceiros para desenvolver a versão local das ferramentas (serviços) "o mais rápido possível".
"Não são ferramentas que dependem exclusivamente da tecnologia de que dispomos, mas de parceiros", afirma Diaz. Antes dessa apresentação em grande escala, o Google já havia fechado parceria com os sites Decolar.com e Submarino Viagens, com a empresa de turismo CVC e o grupo hoteleiro Marriott.
Os sistemas de busca de hotéis (Google Hostel Finder) e de voos (Google Flights) foram desenvolvidos com tecnologia da americana ITA Software, comprada pelo Google adquiriu há cinco meses, por US$ 700 milhões. A ITA tinha um software de algoritmo para pesquisa de passagens aéreas por data, faixa de preço e trechos, entre outras opções.
"Combinamos os algoritmos com a interface mais amigável do Google e nossa capacidade de pesquisa rápida", afirma o executivo. A ferramenta de busca de voos possibilita ao usuário interessado em viajar várias opções para pesquisa de passagens. E também oferece uma opção de reserva de voo no próprio site do Google, no caso das companhias aéreas que fecharam parceria com a gigante de internet. Essas companhias pagam uma taxa por voo reservado. No caso das demais empresas, fica disponível o link de acesso para suas respectivas páginas.
O sistema de busca de hotéis foi desenvolvido seguindo os mesmos padrões do serviço de busca de voos. Thiago Machado, diretor de negócios para turismo do Google no Brasil, aponta como diferencial a visualização dos resultados em uma só página. De acordo com pesquisas baseadas nas buscas de usuários feitas no Google, os viajantes acessam, em média, 20 sites diferentes para tomar suas decisões de viagem. "A ideia é tornar mais fácil a vida do internauta comum e de pequenas agências de turismo", afirma.
O Google não informa a previsão de receita com o serviço de turismo. Diaz observa que o turismo movimenta US$ 150 bilhões ao ano no mundo e cresce a uma taxa média de 8%. A companhia já se beneficiava desse mercado, com a venda de links patrocinados. Entre 2005 e 2010, o volume de anúncios turísticos cresceu 18 vezes, diz Machado.
Mas, competir na oferta de serviços como o de reservas de passagens será um pouco mais complicado do que oferecer links patrocinados - segmento que o Google lidera com segurança. A companhia vai enfrentar competidores já consolidados no mercado, como Kayak, TripAdvisor, Bing Travel, Expedia e Orbitz.
Diaz, no entanto, está confiante de que o Google pode atingir uma participação significativa de mercado, sobretudo com o lançamento de outros serviços já em desenvolvimento. Entre eles estão estudos sobre tendências de consumo para agências de turismo e aplicativos para smartphones.
A empreitada pode ajudar o Google a reduzir sua dependência de anúncios. No primeiro semestre fiscal, 97% da receita da companhia veio da publicidade, ante 96% no mesmo intervalo de 2010. O restante foi obtido com serviços relacionados à publicidade, licenciamento de produtos, serviços de pesquisa e outras tecnologias - como oferta de sistemas operacionais e de softwares para uso empresarial na nuvem.
Dos US$ 17,022 bilhões de receita obtidos no semestre, US$ 12,111 bilhões vieram da publicidade nos sites do Google. Outros US$ 4,911 bilhões foram obtidos com a venda de espaço publicitário em sites da rede do Google (como Orkut e YouTube) e o restante - US$ 580 milhões - foi alcançado com os demais produtos e serviços.
Fonte: Valor

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft junta Skype a seu portfólio por US$ 8,5 bilhões

A Microsoft Corp. fechou acordo para comprar a empresa de telefonia pela internet Skype por US$ 8,5 bilhões em dinheiro - na jogada mais agressiva da Microsoft até agora para participar da convergência crescente entre os mundos da comunicação, informação e entretenimento.
O acordo permitirá à Microsoft "ser mais ambiciosa, fazer mais coisas", disse seu diretor-presidente, Steve Ballmer, numa entrevista ao Wall Street Journal.
A Microsoft, que tem sede em Redmond, no Estado americano de Washington, optou por comprar o Skype porque a tecnologia de telecomunicação tem sido a "base" do crescimento da empresa nos últimos anos e o Skype conseguiu criar "um negócio de verdade" no segmento, disse Ballmer.
Numa entrevista conjunta com o diretor-presidente do Skype, Tony Bates, Ballmer disse que a Microsoft enxerga uma oportunidade na expansão do alcance do Skype, que seria combinado às tecnologias do vasto portfólio de produtos da Microsoft, como o videogame Xbox, o software Windows Phone e a solução de comunicação empresarial Lync.
Questionado sobre o alto valor da aquisição, Ballmer disse que ela vai aumentar o lucro da Microsoft "já no primeiro ano" depois de concluída. "Estamos comprando uma empresa com um [lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações] de mais de US$ 250 milhões", disse ele. "Vemos uma oportunidade de acelerar o faturamento e a base de lucro."
O Skype vai se tornar uma nova divisão de negócios da Microsoft e Bates assumirá a presidência dela, sob supervisão direta de Ballmer.
Comprar o Skype - um serviço que conecta milhões de pessoas no mundo inteiro via telefonia e vídeo na internet - dá à Microsoft uma marca conhecida na internet, num momento em que ela está tendo dificuldades para aumentar a presença no mercado de consumo final. A necessidade de adicionar um componente de comunicação é vista como crucial diante da popularidade crescente do serviço de bate-papo com vídeo da Apple Inc., o FaceTime, e da oferta do Google Inc. nesse segmento, o Voice.
Ballmer prometeu continuar apoiando o uso do Skype em plataformas que não sejam da Microsoft, mantendo-o disponível para usuários do iPhone e de computadores Mac.
"Vamos continuar apoiando plataformas que não a da Microsoft porque é algo fundamental para o valor central proposto" para os clientes, disse Ballmer durante uma teleconferência ontem. Ele acrescentou que a Microsoft vai continuar ampliando a base de clientes do Skype.
A Microsoft já investiu pesado em marketing e na melhoria da tecnologia do serviço de buscas Bing. Embora tenha conseguido melhorar sua participação no mercado no último ano, o Google ainda domina esse mercado, com mais de 65% das buscas americanas na internet.
Cerca de 170 milhões de pessoas acessam os serviços do Skype todo mês, a grande maioria para fazer chamadas. Os usuários do Skype fizeram um total de 207 bilhões de minutos em chamadas de vídeo e voz ano passado.
A compra do Skype é a maior já feita nos 36 anos de história da Microsoft, uma empresa que tradicionalmente evita grandes acordos como esse. A empresa pagou cerca de US$ 6 bilhões para comprar a firma de propaganda on-line aQuantive Inc., em 2007. Muitos executivos que trabalham ou já trabalharam na Microsoft acreditam que a empresa pagou caro demais nessa aquisição. Mas eles também se dizem aliviados porque a Microsoft abandonou uma oferta não negociada de US$ 48 bilhões pelo Yahoo Inc. há quase três anos. O Yahoo é avaliado atualmente em metade daquele valor.
Mas Ballmer considera a internet um campo de batalha crucial para a Microsoft, empresa que ainda obtém a maior parte do lucro com os programas Windows e Office. Os investidores estão ficando cada vez mais preocupados com a capacidade da Microsoft de obter cada vez mais lucro desses negócios, que enfrentam pressão crescente de tecnologias concorrentes da Apple, do Google e de outros.
A divisão responsável pela extremamente lucrativa suíte de aplicativos Office também tem um produto chamado Lync, que agrega e-mail, mensagens instantâneas e serviço de voz num único aplicativo. O Skype pode ajudar a fortalecer essa oferta.
O acordo mostra como o Skype evoluiu desde que foi lançado, em 2003, por Niklas Zennström e Janus Friis, os criadores do software de compartilhamento de arquivos chamado Kazaa, bastante associado a pirataria de músicas. Embora o Skype tenha inicialmente sido popular entre os entusiastas da tecnologia, conseguiu conquistar cada vez mais espaço no público geral com sua oferta de chamadas gratuitas ou baratas, com forte apelo especialmente para os que fazem ligações internacionais.
O diretor financeiro da Microsoft, Peter Klein, disse esperar que a aquisição do Skype receba aprovação este ano das autoridades de regulamentação. A empresa está usando recursos depositados no exterior para comprar o Skype, sediado em Luxemburgo.
O acordo foi aprovado pelos conselhos da Microsoft e do Skype e está sujeito às aprovações regulamentares. As ações da Microsoft cairam 0,6%, enquanto as da eBay subiram 2,5%.
Embora seja muito promissor, o Skype tem um histórico ambíguo como empresa. O programa deu pouco lucro líquido nos oito anos desde que foi fundado. E continua não sendo muito lucrativo, enquanto a empresa expande seus negócios para o mundo inteiro. O faturamento ano passado foi de US$ 860 milhões e o lucro operacional chegou a US$ 264 milhões, mas mesmo assim o Skype ainda deu prejuízo de US$ 7 milhões. A empresa tinha US$ 686 milhões em dívidas de longo prazo em 31 de dezembro.
O Skype pode ajudar o esforço da Microsoft para reavivar suas investidas no mercado de telefonia celular, área em que ficou para trás dos concorrentes Apple e Google. A empresa lançou ano passado um novo sistema operacional para celulares chamado Windows Phone 7, que recebeu elogios de críticos de tecnologia mas não conseguiu aumentar significativamente a fatia de mercado da Microsoft nesse segmento.
Fonte: Valor
Fonte: Valor

terça-feira, 26 de abril de 2011

Netflix dobra lucro no trimestre para US$ 60 milhões

SÃO FRANCISCO – A Netflix, locadora americana de filmes pela internet, informou que seu lucro praticamente dobrou no primeiro trimestre, impulsionado pela adesão ao seu serviço de 3,6 milhões de novos clientes. A companhia encerrou março com 23,6 milhões de usuários nos Estados Unidos e Canadá.
A Netflix cobra US$ 8 por mês para permitir o acesso online a filmes e séries de tevê, por meio de conexão de internet em alta velocidade. Muitos clientes pagam uma taxa extra para também ter direito a alugar DVDs, que são entregues em casa pelo correio.
Essa fórmula permitiu a Netfliz lucrar US$ 60 milhões no trimestre, ou US$ 1,11 por ação. No primeiro trimestre de 2010, o lucro foi de US$ 32 milhões, ou US$ 0,59 por ação.
A receita somou US$ 719 milhões, um aumento de 46% frente aos US$ 494 milhões apurados um ano antes.
Fonte: Valor

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Na SAP, novo desafio é levar sistemas complexos ao celular

O interesse do consumidor pelos smartphones e computadores em forma de prancheta - os tablets - provocou uma corrida das grandes companhias de software para lançar sistemas e programas que rodem nesses dispositivos. A lista inclui Apple, Microsoft, Google e SAP. SAP?!
Sim, aparelhos portáteis parecem lugares improváveis para softwares de gestão, conhecidos por sua complexidade, mas é para essa direção, a da chamada computação móvel, que o grupo alemão se encaminha. E para não deixar dúvidas, diz Jim Hagemann Snabe, coexecutivo-chefe da companhia, em rápida visita ao Brasil esta semana: "O DNA do futuro da SAP está aí."
A explosão dos smartphones é inegável, mas até agora tem sido impulsionada principalmente pelo interesse do usuário em coisas que pouco têm a ver com produtividade, como disputar joguinhos e assistir a vídeos on-line, diz Snabe. "No escritório, aliás, elas talvez diminuam a produtividade", comenta o executivo, com um sorriso.
A ambição da SAP é fazer com que atividades de trabalho aparentemente só possíveis no computador de mesa, sob o escudo das redes internas das empresas, passem a ser feitas também via celular, tablet ou notebook.
"Quando você viaja pela sua empresa, na volta tem de entrar em seu computador e preencher um formulário com todos os gastos feitos. Não seria mais fácil deduzir as contas à medida que elas são pagas, por um único clique no celular e a partir de um sistema conectado a uma bandeira de cartão de crédito?", exemplifica Snabe. "É isso que queremos proporcionar."
Esse novo mundo começou a ganhar forma concreta na SAP em junho, quando a companhia adquiriu a americana Sybase, focada no mercado de aplicações móveis, em um negócio de US$ 5,8 bilhões. A Sybase continuará a funcionar como uma unidade independente e com gestão própria - inclusive no Brasil, onde tem subsidiária -, mas seus programas já podem ser conjugados aos da SAP.
O passo principal, no entanto, será dado em maio, quando a SAP pretende lançar os primeiros produtos integrados - que vão dispensar o trabalho adicional de combiná-los, como ocorre hoje -, durante o Sapphire, seu evento mundial, previsto para ocorrer em Orlando, na Flórida.
A expectativa da SAP sobre a receptividade dos produtos no Brasil é grande. No ano passado, a subsidiária brasileira garantiu a aprovação de um plano para triplicar os negócios - de valor não revelado - até 2014. A atenção da companhia recai sobre os investimentos em infraestrutura, uma necessidade reforçada pelo sinal verde recebido pelo Brasil para sediar a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.
"Às vezes nem nos damos conta de quanto alguns setores precisam de informação móvel", diz Luís César Spalding Verdi, presidente da SAP no Brasil. A lista, afirma o executivo, inclui desde a indústria de construção civil - que ganhou relevância nos resultados da companhia nos últimos anos - até a manutenção de aeronaves.
Com a computação móvel, a SAP quer superar uma fase difícil e dar início a uma nova etapa de crescimento rápido. As más notícias começaram em 2007, quando o processo de sucessão de comando passou a apresentar problemas, ao mesmo tempo em que a arquirrival Oracle iniciou um processo judicial acusando uma subsidiária da SAP de roubar segredos.
"Do ponto de vista da liderança, a incerteza acabou", diz Snabe. Junto com Bill McDermott, ele assumiu o cargo de coexecutivo-chefe em fevereiro do ano passado, com a saída de Leo Apotheker, que ocupou a posição menos de um ano.
É a partir dessa estabilidade que a companhia planeja fundamentar sua rota de crescimento. E ela passa longe do caminho escolhido pela Oracle. Enquanto a rival adquiriu negócios em vários setores - incluindo a fabricação de grandes computadores, com a compra da Sun Microsystems -, a SAP se manteve fixa nos programas de gestão, que controlam atividades como vendas, recursos humanos etc.
É uma atitude deliberada da SAP, diz Snabe. Na concepção do executivo, com a computação em nuvem - pela qual os softwares e as informações das empresas podem ser acessados à distância, a partir de computadores localizados em centros de dados - não faz sentido tentar tornar-se um provedor único de todas essas partes. "Acreditamos que essa é fundamentalmente a direção errada", afirma.
Na briga judicial com a Oracle, a SAP foi condenada, nos Estados Unidos, a pagar uma multa de US$ 1,3 bilhão. O valor ainda precisa ser ratificado pelo juiz. Dependendo do desenrolar da história, a SAP pode entrar com recurso. "Por enquanto, não sabemos nada", diz Snabe.
O executivo diz estar tranquilo, porém, quanto à imagem da empresa frente aos clientes. No quarto trimestre, a SAP registrou números preliminares superiores às projeções de mercado, com crescimento de 27% na receita de software e serviços, para US$ 4,34 bilhões. O faturamento total do ano foi de US$ 16 bilhões, bem acima dos US$ 12,5 bilhões previstos por analistas consultados pela Thomson Reuters. "O desempenho mostra que perdemos no tribunal, mas vencemos no mercado", afirma Snabe.
Fonte: Valor

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A difícil missão do Alibaba no Brasil

Há cerca de um ano, o maior site de comércio eletrônico entre empresas desembarcou no Brasil. O chinês Alibaba.com foi criado no fim da década de 90 para conectar pequenas manufaturas da China a compradores do resto do mundo. Com o interesse crescente das companhias por insumos baratos vindos da Ásia, o negócio explodiu: o site captou US$ 1,7 bilhão em seu IPO (oferta pública inicial de ações) e, somando-se seus filhotes, tem hoje 56 milhões de usuários em 120 países e um faturamento superior a US$ 500 milhões.
No Brasil, a ideia era repetir - pelo menos em parte - o sucesso alcançado na matriz. Na teoria, faz todo o sentido: o País tem 5,7 milhões de micro e pequenas empresas que representam 99% dos negócios formais. Esse grupo, porém, é responsável por menos de 1% das exportações nacionais. Uma tremenda oportunidade de expansão, portanto. Mas, na prática, a missão de adicionar empresas brasileiras à rede tem se mostrado espinhosa. Inicialmente, a ideia era terminar 2010 com 100 funcionários. Até agora, 17 pessoas trabalham em um escritório na Avenida Paulista.
O grupo Alibaba não investiu no País diretamente. A operação local é resultado do esforço do empresário Kenneth Ma, chinês dono do Luda Group, que fatura US$ 100 milhões e exporta desde roupas íntimas para a África até equipamentos de tubulação para petrolíferas nos Estados Unidos e na Europa. Foi por meio desse último negócio que Ma criou relações com o Brasil. Seus produtos passaram a ser vendidos para Petrobrás e o empresário decidiu se estabelecer em uma casa cercada por montanhas em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.
Entusiasmado com as oportunidades no País, Ma negociou durante dois anos com o presidente do Alibaba.com, David Wei, até conseguir uma licença para representar a empresa no País em nome da Ludatrade.com. "Com as ferramentas do Alibaba, queremos levar o Brasil à 10.ª posição no ranking dos maiores exportadores dentro de dez anos", disse Ma, de Hong Kong, em entrevistado ao Estado por telefone. Hoje, o País é o 24° nessa lista.
Dificuldades. Há muito a ser feito até que a meta seja atingida. O Alibaba.com tem 210 mil usuários no País, um crescimento de 50% desde que Ma instalou a operação, mas irrelevante perto dos 56 milhões de usuários no mundo. Mais: a maior parte dos usuários locais não paga a mensalidade exigida para passar pela auditoria do site - uma das principais fontes de receita do Alibaba.
Sem esse aval, as empresas cadastradas gratuitamente têm mais dificuldade de fechar negócios, já que o comprador não tem como saber se as informações dos vendedores são corretas. A expectativa é que a operação local só passe a dar lucro em cinco anos. Enquanto isso, Ma e seu principal executivo, o francês descendente de cambojanos Jerome Ly, percorrem o País para tentar costurar acordos com governos e dar palestras a pequenos empresários .
A equipe já visitou mais de 120 organizações, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) de Jaú. Também expôs seus planos a dois senadores, ao chefe de gabinete do ex-presidente Lula, ao Sebrae e à Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A intenção é conseguir algum tipo de apoio, o que ainda não ocorreu. Na China, governos locais subsidiam parte das mensalidades.
Há quatro meses, a Ludatrade.com se ofereceu para participar da rodada de negócios da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, no interior de São Paulo. O próprio Kenneth Ma se encarregou da tarefa. Em inglês, ele falou para cerca de 30 pequenos e médios empresários do setor metalmecânico da cidade.
A palestra precisou ser traduzida, e essa não foi a única dificuldade. Um fabricante de ferramentas foi ao evento com a intenção de desopilar sua fúria contra os fabricantes chineses do setor. "Ele se queixou, disse que estava perdendo mercado para os chineses. Mas expliquei que não dá para competir com a China no ritmo em que as coisas estão", diz Mauricio de Souza, diretor de exportação da entidade. "No final, Kenneth Ma deixou uma ótima impressão na cidade."
Mas o maior entrave à expansão do Alibaba.com no Brasil é a falta de cultura exportadora entre os pequenos e médios. "O e-commerce não está nos genes dos brasileiros", explica Ly, com ar de espanto. "Quando eu ofereço o Alibaba para um empresário brasileiro, ele me diz: eu estou bem, tenho 50 empregados, um carro legal e uma casa. Se decidir exportar, terei de empregar mais gente para me processar. Imagine quantos documentos, quanta dor de cabeça! Ainda por cima, terei de declarar tudo oficialmente. Na China, se eu digo que uma plataforma na internet vai ajudar o empresário a crescer, ele me responde: onde eu assino?" No país asiático, o Alibaba leva um mês para fechar um acordo. Aqui, são entre dois e seis meses.
As barreiras encontradas por Ly são velhas conhecidas dos governos brasileiros que já tentaram, diversas vezes, incentivar a conexão das pequenas com o mercado global. "Elas lutam para sobreviver, nem pensam em exportar", diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil. A pauta de exportações brasileira é dominada por grandes empresas de commodities.
Os problemas que determinam a pouca competitividade das pequenas empresas são estruturais, a começar pelo custo de produção. Nossa carga fiscal é de 35%, contra 20% na China e o câmbio, depreciado na China e valorizado no Brasil, pesa contra. "Ainda há uma tendência de criação de grandes blocos comerciais. Existe a região da Europa que se relaciona com a África, o bloco EUA-Caribe-México e a região da China, que mantém relações com outros países asiáticos. Esses acordos criam cadeias produtivas integradas", diz o embaixador Sergio Amaral, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "Nesse cenário, não vamos ter as mesmas preferências e o Brasil não faz parte de nenhum bloco em formação."
Exceções. O micro cenário, porém, oferece exceções ao macro. Os clientes que o Alibaba.com conseguiu até agora estão exatamente em áreas em que a marca "made in Brazil" tem alguma importância, como fabricantes de biquínis, cachaça e produtos agrícolas. A Milhão Alimentos, empresa de insumos de milho sediada em Inhumas (Goiás), tornou-se membro do site há cerca de seis meses. "A demanda pelo nosso produto é imensa. Já vendi para lugares de que nunca ouvi falar, como Moldávia e Ilhas Mauricio. Nem sei onde ficam", diz o sócio Leandro Araújo Carneiro.
"As micro e pequenas têm de focar em áreas de nicho, mesmo", diz Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do departamento de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). "E uma pauta de exportação se faz de milhares. Esse conjunto pode ser importante." É exatamente com isso que contam Ly e Ma.
PERFIL
Como Jack Ma criou o Alibaba.com na China
Empresário usou um teclado de PC pela primeira vez em 1995
Quando procurava emprego, o chinês Jack Ma foi rejeitado até como secretário em um restaurante Kentucky Fried Chicken. Ma aprendeu inglês sozinho e acabou tornando-se professor. Em 95, visitou os EUA como intérprete de uma delegação comercial e conheceu a internet. Foi a primeira vez que ele tocou num teclado de computador. De volta à China, Ma lançou o site China Pages, a primeira empresa chinesa de internet. Em 99, criou o Alibaba. 
Fonte: Estadão

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sazonalidade na internet é comparável à da televisão

Segundo a cultura chinesa, a vida humana, assim como a natureza, é feita de ciclos. A internet, 'construída' por pessoas, também está sujeita às sazonalidades na audiência. A procura sazonal por conteúdos está diretamente ligada a eventos que mudam o cotidiano por determinado período. E, embora as redes sociais tenham se tornado o principal interesse dos brasileiros, os assuntos e o comportamento seguem rotina semelhante à das emissoras de TV.
Em janeiro, por exemplo, ganham mais audiência as notícias de clima, os sites de automóveis e de finanças pessoais, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Em maio, o espaço é para as mensagens e cartões de Dia das Mães. "Julho, por conta das férias escolares, é de longe o mês com a maior média de audiência", afirma o analista de mídia do Ibope Nielsen Online, José Calazans. Nesse caso, as páginas mais acessadas são as de jogos, vídeos e, claro, as redes sociais. No fim do ano, ganham destaque as compras on-line, informações sobre vestibulares, as mensagens de boas festas e, nos últimos dois anos, Mega Sena da Virada.
Semelhante à Copa do Mundo e às eleições, o "reality show" "Big Brother Brasil" está entre os eventos de maior procura sazonal na web, entre janeiro e março. Segundo dados da Globo, o site do BBB11 registrou no primeiro dia do programa 1,3 milhão de acessos, 48% mais que no primeiro dia da edição passada. O número de páginas vistas foi de 8,4 milhões, ante 3,1 milhões do BBB10.
O programa também ficou entre quatro dos dez termos mais buscados pelo Google na semana passada. Nas redes sociais, o programa rendeu mais de 510 mil mensagens até o dia 11. "Eventos que geram uma comoção social, como novelas e "reality shows", catalisam a audiência", afirma o diretor de desenvolvimento editorial do iG, Caíque Severo. O portal é o quarto em audiência, com 23,2 milhões de visitantes ao mês, depois de Google (33,6 milhões), MSN (32 milhões) e UOL (26,8 milhões).
Segundo Severo, a internet funciona como um canal de conversa paralela à mídia convencional. Com a chegada de novos usuários da classe C, que assistem mais TV que as classes A e B, a tendência é que a programação das grandes emissoras motive mais audiência nos portais e redes sociais.
No portal Terra, que conta com uma audiência de 22,1 milhões de visitantes por mês, a situação é semelhante, afirma o diretor de inteligência de mercado do portal Terra e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Coutinho. "A sazonalidade de conteúdo na internet tende a se tornar cada vez mais semelhante à de outras mídias, por conta da popularização do acesso à web", diz. No portal Terra, como no iG, os temas que despertam mais interesse dos usuários são os sites de celebridades, informações sobre esportes e noticiário mundial e nacional.
O diretor de audiência do Yahoo Brasil, Fabio Boucinhas, observa que além do "reality show", também têm uma procura maior neste mês as notícias sobre clima, condições de trânsito e até sites sobre dieta. "Muita gente resolve trocar de carro ou emagrecer para cumprir a promessa de Ano Novo e isso também influencia a audiência", afirma. Para janeiro, a expectativa é de que haja um aumento na audiência de 10% a 15%, em função das férias escolares e do BBB, diz Boucinhas. O portal não divulga projeção para o ano, mas para o executivo, em um ano sem Copa do Mundo e nem eleições, a preparação para a Olimpíada no Brasil e o primeiro ano de governo Dilma Rousseff devem garantir boa parte da audiência na internet. O portal tem uma média de 21,5 milhões de visitantes únicos por mês.
O diretor-executivo da consultoria ComScore, Alexander Banks, confirma que há mudanças na procura por conteúdo ao longo do ano. E, de modo geral, há incremento no acesso nas principais categorias. Até novembro de 2010, o acesso à internet nos domicílios e empresas no Brasil, considerando o público com mais de 15 anos de idade, havia crescido 19,7%, alcançando 39,3 milhões de usuários.
O tempo médio de acesso por mês não mudou muito. Em média, cada internauta ficou 26 horas e 54 minutos por mês na web, 12 minutos a mais do que no ano anterior.
Fonte: Valor

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A rede a favor do investidor

A internet decididamente está ganhando cada vez mais espaço no mundo das aplicações financeiras. Duas em cada cinco pessoas utilizam a web para realizar seus investimentos. E a maioria é formada por homens, com formação universitária. É o que mostra um levantamento do instituto de pesquisa de mercado QualiBest sobre investimentos on-line e o comportamento desse tipo de investidor.
O estudo, encomendado pela plataforma ProXXIma, do grupo Meio&Mensagem, mostra ainda que, mesmo entre os investidores brasileiros que utilizam a internet como instrumento para realizar as suas aplicações, a aversão ao risco predomina.
Entre todos os tipos de investimento realizados por aqueles que utilizam a internet para fazer aplicações ou para movimentá-las, a boa e velha caderneta de poupança lidera, com 80% de preferência. A boa notícia é que o aplicador começa a diversificar mais e o investimento em bolsa já aparece em segundo lugar, com 24%. Em seguida, ficaram os fundos de renda fixa, com 23%, e as carteiras de renda variável, com 13%.
Foram obtidas 565 respostas, provenientes de homens e mulheres, das classes A e B, com idade entre 21 e 49 anos, residentes em todo o Brasil. Os dados foram coletados entre agosto e setembro deste ano por meio de um questionário on-line. Entre os entrevistados, 56% eram dos sexo masculino e 64% tinham entre 21 e 29 anos.
É natural que a caderneta apareça em primeiro lugar, já que é a aplicação mais tradicional do país, diz Mauro Calil, professor do Centro de Educação e Formação de Patrimônio Calil & Calil. A comodidade do internet banking, o serviço on-line dos grandes bancos, para realizar investimentos na caderneta também contribui para esse favoritismo.
Realizar investimentos é um fenômeno relativamente novo no país e ainda há um desconhecimento grande de como fazer as aplicações, afirma Pyr Marcondes, diretor da ProXXIma. "Mas esse é um assunto que causa um fascínio muito grande; há desconhecimento sobre onde investir, mas existe também muita vontade de aprender", diz. "E o mundo digital viabiliza o acesso a esse conhecimento."
Dos que responderam à enquete, 29% disseram buscar informações sobre investimentos na internet semanalmente e 25%, diariamente. O fator mais importante na hora de decidir como aplicar é a segurança, com 51% das respostas. Não por acaso, a maioria dos entrevistados (61%) se classificou como conservadora, enquanto 31% acreditam ser moderados. Apenas 8% afirmaram ser arrojados quando o assunto é dinheiro.
Interessante também notar que os entrevistados tendem a consultar, em média, quatro meios de comunicação para buscar informações sobre como realizar aplicações via internet, diz Fábio Gomes, diretor-técnico da QualiBest. O destaque fica por conta dos sites especializados, jornais, sessões de economia em portais, além da consulta ao gerente do banco.
Os números mostram que, entre aqueles que aplicam em ações, o investimento é uma experiência recente: 50% deles aplica em bolsa há, no máximo, três de anos. Outros 28% investem em ações há menos de um ano. Esses investidores tendem a utilizar um home broker (sistema de compra e venda de ações via internet) ou o site de um banco para realizar suas transações.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A classe média digital

Um levantamento sobre o mercado de produtos eletrônicos e serviços de telecomunicações do Brasil identifica o potencial consumidor da nova classe média brasileira no setor, seja com a venda de celulares e computadores de última geração ou a maior oferta, com custo menor, de serviços de banda larga fixa e móvel (3G). Este grupo de consumidores é chamado de “nova classe média digital”, parcela da população formada basicamente pela classe C, com renda entre 3 e 10 salários mínimos
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Segundo dados do relatório divulgado pela consultoria multinacional de marketing Razorfish, os computadores estão cada vez mais presentes nas casas das pessoas, principalmente nesta classe “nova”, caracterizada pelo grande interesse por esse setor e pelo grande potencial comercial.
De acordo com o levantamento, atualmente computadores estão em cerca de 28 milhões de residências, sendo 63% pertencentes à “nova classe média digital” (NCMD). De 2006 para cá, houve um aumento de cerca de 15%. Sobre consumo, 9 em cada 10 computadores vendidos no Brasil foram comprados por esse grupo.
Fernando Tassinari, CEO da Razorfish no Brasil, acredita que o perfil do lar brasileiro está mudando de figura. Ele conta que visitando uma moradia em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, a família estava reunida em um cômodo ao redor de um computador, assistindo a vídeos do YouTube, enquanto a televisão estava desligada, durante o horário nobre.
“As pessoas estão agindo com o computador da mesma maneira que agiam com a TV tempos atrás”, afirma Tassinari.
O CEO explica que o objetivo central da pesquisa era mostrar a existência de um grande mercado ainda aberto para as empresas de tecnologia e telefonia, além de evidenciar um tipo de público e plataforma sobre os quais a publicidade deveria prestar mais atenção.
“Todos estão comprando smartphones de ponta, super modernos, mas não pagam para ter acesso à internet porque é muito caro”, aponta Tassinari. “Acessam só pó Wi-Fi, em lan houses. De repente, com a criação de um serviço mais econômico isso poderia explodir e gerar um ganha enorme para as empresas”.
A pesquisa indica que do total de usuários da internet, 42% pertencem também à NCMD. Cerca de dois terços (66%) dos lares dessa classe possui algum aparelho com conexão à internet: 40% são computadores de mesa; 3% são laptops e 23% das casas tem celulares com acesso à internet.
No Brasil, dos usuários de telefonia móvel, 35% possuem internet, mas apenas 5% a utiliza realmente. No México 25% tem acesso, porém apenas 6% se conectam e, na Argentina, apenas 5% de 23%.
Aponta-se que, sem a oferta ideal pelo setor privado, as pessoas buscam alternativas para utilizar os mesmos serviços em seus aparelhos que os mais ricos.
No México, por exemplo, uma prática comum é o uso comercial do Bluetooth. Em vez de pagar por algum serviço, game, aplicativo diretamente com a loja online, o consumidor procura camelôs (identificados com placas como “juegos para móvil”) que vendem esses mesmos serviços e produtos por um preço abaixo do mercado, e fazem a transação da compra via Bluetooth para o comprador, sem pagar pela transferência de dados.
Mulheres
Ressalta-se ainda o destaque do público feminino neste mercado. Segundo o estudo, mais mulheres estão usando a internet para obter informações e utilizando a plataforma para criar seus próprios negócios. Cerca de 40% delas gastam mais de duas horas na web e 33% afirmaram terem mais interesse pela internet do que pela televisão.
O levantamento se baseou em dados do IBOPE, da Comscore e entrevistas feitas pela consultoria.
Fonte: Link

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Silver Lake compra fatia da Locaweb e desembarca no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de private equity Silver Lake está chegando à América Latina com a compra de uma participação minoritária da Locaweb, empresa brasileira de hospedagem de sites e "cloud computing", de olho na expansão acelerada da Internet no Brasil.
Detalhes financeiros da transação, bem como a fatia comprada da Locaweb, não foram relevados. A Silver Lake, sediada nos Estados Unidos, diz ser a maior investidora global de private equity em companhias de tecnologia da informação, com cerca de 14 bilhões de dólares alocados em gigantes de tecnologia incluindo Skype, Nasdaq OMX e Avaya.
A operação no Brasil, anunciada neste domingo, foi realizada por meio da Silver Lake Sumeru, braço de investimentos em empresas de médio porte.
O investimento na Locaweb foi visto pela Silver Lake como o melhor veículo para aproveitar-se da expansão da Internet no Brasil, quinto maior mercado do setor no mundo e onde o número de endereços de páginas na Web cresce cerca de 27 por cento ao ano.
A aposta é que o mercado nacional evolua rapidamente nos próximos anos até atingir a média internacional. Hoje, há um site para cada 30 habitantes. Na Alemanha, a média é de um domínio de Internet para cada 2,5 cidadãos.
"Vemos grandes possibilidades de ganhos de escala", disse à Reuters o diretor-gerente da Silver Lake Sumeru, Kyle Ryland.
Segundo o executivo, novas oportunidades no mercado brasileiro de tecnologia da informação já estão sendo avaliadas e podem ser anunciadas em breve. "Estamos certamente olhando para outras oportunidades no país."
Para a Locaweb, o aporte servirá para elevar os investimentos em seu segundo data center, inaugurado no ano passado, e ampliar a oferta do chamado "cloud computing" (computação nas nuvens), sistema em que programas de computador e arquivos são armazenados na Internet.
"É uma poderosa ferramenta para oferecer mais serviços para empresas", disse o fundador e presidente-executivo da Locaweb, Gilberto Mautner.
Criada em 1998, a Locaweb vem crescendo a receita num passo de 35 a 40 por cento ao ano. Em 2009, quando faturou 131 milhões de reais, a companhia estreou no exterior, com a inauguração de um centro técnico em Miami, nos EUA, e outro de serviços de suporte em Montevidéu, no Uruguai.
Com o aporte da Silver Lake, a Locaweb quer consolidar a liderança que a empresa possui --atualmente, a companhia hospeda um de cada quatro sites com final ".br" --organicamente e, agora, também via aquisições.
Com o negócio mais encorpado, Mautner já avista o horizonte em que a companhia chegará ao mercado de capitais com uma oferta de ações. Na realidade, seria a retomada de um processo de 2007, quando a Locaweb, que já é uma Sociedade Anômina, pediu registro para sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Porém, a empresa voltou atrás diante das seguidas idas e vindas dos mercados financeiros globais.
"Se as condições de mercado permitirem, sim, está no radar", disse o presidente-executivo da Locaweb.
Fonte: Reuters

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CMA cresce com maior utilização do home broker

O crescimento do mercado de home broker - negociação eletrônica de ações para pessoas físicas - fez disparar a procura por sistemas de negociação e de informações para investidores. Só a CMA, empresa especializada nesse segmento, tem 43 corretoras e bancos que usam seu sistema. Segundo dados da BM&FBovespa, os investidores de ações que usam o home broker movimentaram R$ 35,15 bilhões em outubro, volume 17% maior em relação ao mês anterior.

Além do home broker, o número de pessoas habilitadas a negociar ações ou mincontratos futuros por telefone celular já chega a 1.202, por meio do sistema Mobile da empresa, lançado há menos de um ano. O próximo passo é a popularização dos modelos de negociação de ações que usam algoritmos, diz Romualdo José Salata, diretor-geral da CMA. A empresa, que completa 35 anos, é a principal fornecedora de cotações no Brasil. Para isso, conta com uma equipe de 80 pessoas que pesquisa preços de ativos que ainda não são negociados eletronicamente.  
Segundo Salata, enquanto no exterior os algoritmos são bastante usados por pessoas físicas, no Brasil são as assets que os empregam para facilitar os negócios. Com os algoritmos, o investidor consegue automaticamente definir e fechar negócios de acordo com os critérios escolhidos pelo gestor. Ele pode programar o sistema para escolher a melhor oferta do mercado para a compra ou venda do papel. O investidor pode, ainda, vincular esses lotes ao volume de negócios do papel no mercado. Há também a possibilidade de limitar as vendas a um percentual do volume de negócios com o papel e fazer arbitragens entre duas ações, acionada quando a diferença entre os preços (spread) dos papeís atingir um certo nível. 

As operações realizadas por telefone também estão crescendo. Há hoje cerca de 40 corretoras que oferecem o serviço e a procura dos investidores vem aumentando, especialmente por pessoas ligadas a empresas agrícolas. "Com o Mobile, é possível operar ou acompanhar mercados futuros agrícolas aqui ou no exterior mesmo fora do escritório, e esses executivos em geral têm de viajar bastante para visitar fazendas e clientes", diz.  
No Brasil, além dos serviços para pessoas físicas via home broker das corretoras, a CMA possui 21 mil terminais espalhados em bancos, corretoras, gestoras, fundos de pensão e seguradoras. A empresa tem outros 3 mil no exterior, em países como Espanha, Chile, Colômbia, México e Argentina.  
Salata diz que a crise e a queda das bolsas devem afetar os negócios, reduzindo a procura por home broker e pelos sistemas. "Mas já passamos por várias crises sérias e conseguimos sobreviver", diz. 

Fonte: ValorOnline

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Recorde na Bolsa de Valores

Website Mercados Bovespa ultrapassa 6,7 milhões de acessos no mês de outubro
Também cresceram de forma significativa os acessos realizados via computadores de mão
12 de Novembro de 2008

O website dos Mercados Bovespa - www.bovespa.com.br - atingiu, em outubro de 2008, duas novas marcas históricas: foram registradas mais de 6,7 milhões de visitas e 32,7 milhões de page viewssuperando em 42,91% e 33,20% os recordes obtidos no mês anterior, de 4,73 milhões e 24,6 milhões, respectivamente. É o terceiro recorde anual obtido pelo website. Em janeiro, foram registradas mais de 4,2 milhões de visitas e 23,6 milhões de page views .  

Os resultados do site refletem o aumento do número de investidores pessoas físicas, que vem crescendo significativamente desde o final de janeiro de 2007. Naquela época, 224.536 investidores individuais estavam cadastrados na CBLC e, no final de outubro, o número chegou a 542.142, alta de 141,45%. Esse fato demonstra o crescente interesse do público em geral por informações sobre o mercado de capitais.

Fonte: Bovespa notícias