segunda-feira, 11 de julho de 2011
As empresas que acharam dinheiro no lixo
terça-feira, 26 de abril de 2011
Gávea levanta R$ 1 bi em três IPOs
sexta-feira, 4 de março de 2011
Setor capta R$ 5,9 bilhões em fevereiro
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
China lidera investimento no país
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Entenda o que são hedge funds e por que nem sempre eles significam alto risco
Os riscos são inerentes aos negócios, mas os hedge fuds procuram minimizar aqueles que não tragam retornos. Isto não acontece com todos os riscos - porque se todos os riscos fossem minimizados, os lucros também seriam. A estratégia é aceitar riscos onde os fundos esperam ser pagos por aceitar esses riscos, e minimizam riscos que não trazem recompensas.
É importante mencionar que "hedging", em inglês, significa proteção ou, em outras palavras, uma tentativa de reduzir riscos. O nome "hedge funds" surgiu quando o fundo de investimentos de Alfred Winslow Jones foi denominado como "hedged" - o que significa que o fundo tentava minimizar os riscos de um bear market com posições vendidas, em uma matéria da Fortune sobre o assunto. "Há razões para acreditar que o melhor gestor de investimentos dos dias atuais é um senhor quieto e quase nunca fotografado que se chama Alfred Winslow Jones". A origem dos hedge funds, entretanto, também é atribuída a Keynes.
Mesmo com os riscos consideráveis - dependendo da habilidade do gestor, e do tipo de investimento feito pelo fundo (derivativos, por exemplo, podem significar um grau de risco mais elevado) - segundo os autores do livro AIMA'S Roadmap to Hedge Funds, lançado no final de 2008, o consenso entre os gestores de sucesso é que os hedge funds são uma maneira melhor de se gerenciar dinheiro do que os fundos tradicionais. "Segundo Warren Buffet, seria como voltar a ficar de mãos dadas num namoro", afirmam.
Isso porque, segundo eles, existe uma mudança da perspectiva de que o gerenciamento de investimentos é sobre gerenciamento de riscos, e não retornos. Com a nova percepção, gerenciamento ativo de capital significa que o gestor não somente tem a liberdade de encontrar e apostar em oportunidades de investimento, mas também a flexibilidade e autoridade para sair dessa oportunidade, depois que o relacionamento risco/ recompensa foi modificado.
Fundos "tudo menos"
Richard Bookstaber, um especialista em riscos, argumentou que hedge funds não podem ser claramente definidos - devido ao fato de que todas as análises, classificação e regulamentação são baseados no princípio de que esses fundos são uma entidade homogênea - o que eles não são, já que incluem todos os veículos de investimento possíveis, e todas as estratégias possíveis, menos os tradicionais.
Por isso, seria uma classe "tudo menos". "Analisar os hedge funds é como analisar história moderna excluindo, por exemplo, a França; ou como desenvolver regras de trânsito para todos os meios de transporte, desde pedestres até aviões comerciais, excluindo carros esporte, por exemplo", explica Bookstaber no livro AIMA'S Roadmap to Hedge Funds.
Os ativos estão concentrados em novas empresas - de acordo com dados da HFI, 390 empresas de hedge fund cuidam, cada uma, de mais de US$ 1 bilhão e, juntas, controlam 80% dos ativos globais nesse segmento. Os Estados Unidos são a localização preferida, com quase dois terços dos fundos. Os EUA também são responsáveis por quase dois terços dos ativos gerenciados - entretanto, a Europa e a Ásia têm ganhado importância.
Mais sobre as operações
Um dos fundadores da profissão de gestor de investimentos, Benjamin Graham, afirmou que uma operação de investimento é aquela que promete segurança de capital e retorno adequado - operações que não cumpram esses requisitos são especulativas. Essa garantia de capital é rara no mercado de investimentos - mas alguns hedge funds ainda garantem esse capital. O fundo recebe uma taxa de administração, além de uma taxa dos ganhos - que, caso o resultado seja negativo, significa arcar com parte das perdas.
Legalmente, os hedge funds são geralmente estabelecidos como parcerias de investimento privadas, abertas a um número limitado de investidores e que requerem um investimento inicial mínimo bastante alto - que pode girar em torno de US$ 1 milhão (que deve ser apenas uma parcela das aplicações totais do investidor, a título de diversificação). Como são destinados a investidores especializados, não existe uma grande regulamentação do setor.
A crise e o desempenho dos hedge funds
Até a crise, a indústria mundial de hedge funds vinha tendo uma expansão rápida desde 2000 - muito mais acelerada do que outros tipos de investimento. Apesar de não haver estimativas certas de qual a quantidade de capital gerenciado pelos hedge funds, estima-se que seja em torno de US$ 2,5 trilhões - mas mesmo entre entidades do setor, como Hedge Fund Research (HFR) e Hedge Fund Intelligence (HFI), as estimativas são discrepantes. Uma das razões para essa inconsistência nas informações é que não existe um órgão ao qual todos os fundos são obrigados a se reportar.
Foram injetados, em 2007, US$ 195 bilhões de dinheiro novo em hedge funds - principalmente com o avanço da participação de investidores institucionais e de investidores em geral, buscando construir ou aumentar sua alocação estratégica em hedge funds. O ano foi recorde em termos de fluxo de fundos para a indústria de hedge funds. Fundos de pensão, por exemplo, tiveram que começar a diversificar sua estratégia de investimento - e passaram a procurar alternativas, entre elas, os hedge funds.
Durante a crise de 2000-2002, enquanto os fundos long-only perderam pelo menos 50%, os retornos dos hedge funds foram positivos. Entretanto, com a crise atual, a situação foi diferente, e os hedge funds perderam mais patrimônio em 2008 do que em qualquer outro ano. Somente no ano passado, investidores retiraram cerca de US$ 155 bilhões dos hedge funds, dada a necessidade de cobrir posições em outros investimentos. Tal êxodo resultou na pior performance dessa classe de fundos de toda a série histórica, ao apontarem retornos na casa dos 21%.
As expectativas apontavam para um 2009 ainda pior - no início do ano, Huw van Steenis, analista da Morgan Stanley, afirmou que a expectativa era de que 37% do total do patrimônio líquido deveria ser perdido entre saques de cotistas e desvalorização dos ativos ao longo deste ano.
Contudo, com o forte rali visto nos mercados de renda variável, em julho os hedge funds atraíram US$ 10,6 bilhões, o terceiro mês consecutivo de captação positiva, segundo dados da consultoria Eurekahedge publicados em agosto. De acordo com o relatório, com esse crescimento de quase US$ 11 bilhões, a indústria de hedge funds chegou a US$ 1,35 trilhão, revela o relatório publicado mensalmente.
Fonte: Infomoney
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Banco de oportunidades
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Poucas ações dão dividendo maior que a poupança
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ouro é melhor opção do mês, com alta de 6,25%
terça-feira, 23 de novembro de 2010
A rede a favor do investidor
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Investimentos às cegas
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Atraso do FCVS traz perda a fundos
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Blackstone e Pátria oficializam associação no Brasil
sábado, 11 de setembro de 2010
ANALISE QUANTITATIVA - A fórmula do lucro
Número de robôs que lucram investindo no mercado financeiro cresce e mostra que a economia pende cada vez mais para o virtual
Ninguém deve sair correndo de casa para colocar dinheiro sob o comando dessas máquinas, mas elas começam a representar um contraponto estridente ao mundo analógico dos investimentos. Esses novos fundos têm outra singularidade: não são administrados por economistas, mas, normalmente, por físicos, matemáticos e engenheiros. Os robôs investidores usam conceitos e técnicas computacionais baseados na teoria do caos. Tal doutrina defende a idéia de que sempre é possível encontrar ordem, mesmo em fenômenos tidos como caóticos. Um exemplo: antes de soltar um lápis no ar, não há como saber exatamente o que vai acontecer com ele ao tocar o chão. Mas, assim que é solto, as primeiras informações sobre seu movimento permitem prever o restante da trajetória de queda. Os fundos quantitativos processam as variações no mercado financeiro, que correspondem ao início da descida do lápis, e estimam o que vem depois.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Meninos do Rio
Conheça os motivos e os gestores de investimento que recolocaram o Rio de Janeiro no mapa das finanças nacionais
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Corretora do Itaú amplia operação no exterior
A corretora do
Egan assume no lugar de Roberto Nishikawa, que se juntou ao time de Alfredo Setubal na gestora de recursos do banco, a Wealth Management Services (WMS). Na nova estrutura, no entanto, toda a área de varejo da corretora, incluído o home broker, que antes também ficava sob responsabilidade de Nishikawa, vai agora para a WMS. O responsável pelos negócios de varejo é o diretor Jean Sigrist.
Sob os cuidados de Egan ficam a distribuição para as pessoas físicas mais ricas da área de private banking e o atendimento aos clientes maiores, institucionais, além dos mais de 30 analistas da área de ações e também a corretora de mercados futuros de juros, câmbio e produtos agrícolas. São cerca de 150 pessoas. A corretora também tem escritório em Londres e presença em Dubai e Hong Kong.
Egan revela que pretende trazer à corretora do Itaú práticas consagradas internacionalmente para atrair investidores do mundo todo que desejam aplicar seus recursos no mercado de ações brasileiro, latino-americano e, também, dos países emergentes em geral.
Os investimentos previstos em pessoal, em aluguel e reforma do novo escritório do Itaú BBA em Nova York e em tecnologia chegam a um total de US$ 10 milhões em 2010. Hoje, o banco está situado no número 540 da avenida Madison. Mas está mudando seu time para o conhecido prédio da megastore da Apple, onde fica também a loja de brinquedos FAO Schwarz, na esquina do Central Park, no número 767 da 5ª Avenida. O novo escritório será em uma cobertura, no 50º andar.
O time no escritório vai crescer de 68 para mais de 80 pessoas e inclui, além da corretora, a equipe de private banking, gestão de recursos, corporate e de renda fixa, time de suporte e tesouraria. Uma das primeiras contratações de Egan foi o americano Kevin Hard, que também veio do Credit Suisse e era responsável pela distribuição de ações da Rússia e China para americanos. Ao grupo de analistas de empresas virão se juntar dois especialistas em México, que ficarão situados na própria Cidade do México ainda no primeiro semestre. Depois, a corretora passará a fazer análises de empresas da Argentina e do Chile.
Além do escritório em Nova York e pessoal, o maior investimento será em "tecnologia de ponta" para fazer frente a uma tendência inexorável do mercado de ações internacional: o crescimento da chamada negociação eletrônica ou algorítmica, cujas ordens de compra e venda são dadas por computador. "Cada vez mais fundos de arbitragem estatística virão investir no Brasil", diz.
Para tomar suas decisões, os computadores recebem um volume grande de informações do mercado e, por meio de parâmetros matemáticos pré-estabelecidos, percebem pequenos desequilíbrios nos preços de um ativo e atuam de forma a ganhar com eles. Como essas diferenças de preço são pequenas e duram pouco tempo, a única de forma de ganhar muito dinheiro com elas é fazer um volume grande de negócios. E é justamente isso que os computadores fazem: mandam muitas ordens de compra e venda em questão de segundos, em volumes que um operador humano jamais conseguiria.
Para atender à demanda desses clientes , os bancos precisam ampliar muito sua capacidade de processamento. O Itaú BBA adquiriu a tecnologia da GL e ampliou sua capacidade 10 vezes em 2009 com relação a 2008 e, neste ano, ampliará mais 15 vezes em relação a 2009. "São 150 vezes em dois anos", diz.
Mas o investimento em tecnologia não se limita a isso. O Itaú BBA está desenvolvendo um pacote de algoritmos específico para o mercado brasileiro usando dados detalhados de cada ação no mercado brasileiro. "Há fundos com pacotes semelhantes no país, mas só para uso próprio", explica Egan. "Nós seremos o primeiro banco a oferecer isso aos nossos clientes."
Egan ainda quer inovar ao trazer ao banco o modelo de trader setorial de ações. "Isso acontece em toda a corretora dos maiores bancos do mundo, mas não existe ainda no Brasil", diz. A ideia é que também o operador se torne especialista, troque informações com os analistas do banco e consiga orientar o cliente sobre o melhor momento para a compra ou venda. Outra novidade: com o novo sistema, as diferentes áreas do banco vão poder ver as ordens de compra e venda de clientes de outras áreas e poderão fechar negócios melhores "dentro de casa" do que direto no mercado.
Christian Egan está terminando curso de tecnologia em negócios no New York Institute of Technology. É economista não formado pela Faap e pela Cândido Mendes. Já trabalhou no Garantia e no Pactual, tendo começado aos 18 anos no banco Fonte, que depois virou FonteCindam. Foi encontrado por um "head hunter" e contratado diretamente por Jean-Marc Etlin, o cada vez mais poderoso responsável pelo banco de investimento do Itaú BBA, para quem responde diretamente.
Fonte: ValorOnline