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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lucro 40% maior

Na temporada dos balanços fechados de 2010, que começa na segunda-feira com a divulgação dos números do banco Bradesco e da fabricante de softwares Totvs, as companhias abertas brasileiras devem apresentar crescimento médio próximo de 40% no lucro líquido anual na comparação com 2009, segundo estimativas dos bancos de investimento Credit Suisse e BTG Pactual.
O primeiro, que acompanha um grupo de 100 empresas, aposta em alta um pouco abaixo desse índice, enquanto o segundo, que cobre um universo de 112 companhias, acredita que esse patamar de 40% será superado.
Se a expectativa média for confirmada, significará que o quarto trimestre teve o mesmo ritmo de crescimento de lucro visto até setembro, que também registrava expansão de 40%. E o crescimento do quarto trimestre se deu sobre uma base maior de comparação, pois, nos últimos três meses de 2009, as companhias já tinham se recuperado dos efeitos da crise mundial.
Prévias operacionais divulgadas pelo grupo Pão de Açúcar, por incorporadoras imobiliárias como PDG, Cyrela e MRV, pelas administradoras de shopping centers Multiplan e BRMalls e pelas empresas de logística ALL e Log-In sugerem que o quarto trimestre foi mesmo forte, com alta relevante no faturamento.
No Pão de Açúcar, o quarto trimestre registrou alta de 11,3% nas vendas líquidas no conceito mesmas lojas ante os últimos três meses de 2009, sendo que, no ramo de alimentos, o avanço foi de 7,3%, e na Globex (Ponto Frio), de 26,1%.
Embora o mercado estivesse descrente sobre o ritmo de lançamentos e vendas de imóveis no quarto trimestre, as incorporadoras atingiram as projeções divulgadas no início de 2010 e reportaram 43% de alta nos lançamentos ante o mesmo período de 2009, com avanço de 33% nas vendas contratadas. No ano passado inteiro, os lançamentos subiram 55%, enquanto as vendas cresceram 47% (veja mais detalhes abaixo).
Nos shoppings administrados pela BRMalls, a alta nas vendas foi de 11,8% no conceito mesmas lojas no quarto trimestre, com o índice de ocupação seguindo acima de 98%. Nos empreendimentos da Multiplan, o crescimento nas vendas foi de 13,8%.
No caso da ALL, houve salto de 97% no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no quarto trimestre, enquanto, no ano, o crescimento foi de 21%.
Segundo a Log-In, o volume de contêineres transportados nos navios próprios e afretados avançou 34% no quarto trimestre e 44% no ano. Segundo o presidente da companhia, Vital Lopes, o desempenho espelha bem o que se viu em termos macroeconômicos no Brasil, que foi o forte crescimento da economia, puxado pela expansão nas regiões Norte e Nordeste. O foco principal de atuação da empresa é o transporte de mercadorias produzidas no Sul e no Sudeste para essas regiões. "Mesmo diante das dificuldades de infraestrutura, com algumas restrições de portos, tivemos crescimento bem maior que o do PIB", diz Lopes.
Para este ano, acompanhando as projeções dos economistas para o Produto Interno Bruto (PIB), os analistas preveem desaceleração no ritmo de alta do lucro das companhias, mas que ainda assim será significativo. O BTG espera aumento de 18% na última linha do balanço das empresas brasileiras, enquanto o Credit Suisse estima avanço de 27%. Para a receita, o banco suíço projeta alta de 14%, ante 18% em 2010.
No caso das incorporadoras, Cyrela e CCDI, que já divulgaram a projeção oficial de lançamentos para este ano, a aposta é de crescimento de 10% a 20% sobre o volume de 2010, o que representa uma desaceleração frente ao observado na comparação do ano passado com 2009.
Já Vital Lopes, da Log-In, diz não esperar que o crescimento médio anual de 27% registrado desde 2007 seja reduzido.
De acordo com Carlos Sequeira, estrategista de Brasil do BTG Pactual, o resultado registrado no ano passado foi "impressionante" e superou a estimativa de crescimento de 30% projetada pelo banco no início de 2010.
Sequeira diz que devem puxar a fila de crescimento dos lucros as companhias que atuam nos setores de varejo, consumo, construção, além da mineradora Vale. Entre os segmentos que ficarão abaixo da média em termos de melhora de lucro em 2010, ele menciona as empresas que atuam com serviços públicos, como saneamento, energia e telefonia, que nunca crescem muito, além de Petrobras e das siderúrgicas, essas últimas afetadas pelo aumento do preço do minério de ferro e pela concorrência com importados.
Olhando para os resultados de 2011, o desempenho dos setores não deve mudar muito. As atividades ligadas mais ao consumo, especialmente de bens não essenciais e os setores de educação, saúde e infraestrutura, seguirão como destaque, enquanto as empresas de serviços públicos e também aquelas de alimentos e bebidas devem apresentar crescimento mais moderado.
Com cenário de preços favorável e oferta ainda apertada neste ano, a Vale também deve ter resultados financeiros positivos.
Do lado dos riscos, a inflação e a alta na taxa de juros são apontados como os principais desafios para as empresas em 2011. Setores mais competitivos, que têm dificuldades para repassar reajustes, ou mais dependentes do crédito, como a área de veículos e eletroeletrônicos, podem ser mais afetados.
Na área de construção de imóveis residenciais, as empresas dizem que o impacto da alta da Selic será limitado, uma vez que os financiamentos são atrelados à Taxa Referencial, que sobe menos. Segundo o diretor financeiro da Cyrela, Luis Largman, embora haja algum efeito sobre o mercado imobiliário, ele é limitado, já que, para uma alta de 1 ponto percentual ao ano no custo do crédito imobiliário, a Selic precisa subir 4 pontos. "Alguma influência sempre tem, mas é um número pequeno. Nesse exemplo de 4 pontos na Selic, em um financiamento de 30 anos, há um aumento de 10% na prestação mensal, o que pode pesar para quem está no limite", diz.
Quem se beneficiará com esse cenário de aperto monetário, segundo BTG Pactual e Credit Suisse, devem ser os bancos. "Eles podem não ganhar muito porque os juros mais altos podem elevar a inadimplência, por exemplo, mas também não perdem", diz Sequeira.
Fonte: Valor

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poucas ações dão dividendo maior que a poupança

Em dez anos, apenas quatro das quase 500 empresas listadas na bolsa de São Paulo - Telesp, Eternit, Celpe e Coelba - distribuíram lucros suficientes para superar os juros da poupança, de 6% ao ano. Em cinco anos, a lista cresce para 11 companhias, com a inclusão de várias elétricas, Comgás e Souza Cruz, mostra estudo da Economática para o Valor.
O pagamento de bons dividendos não deve ser o único critério de escolha de uma ação pelo investidor. A liquidez é fator importante. Em cinco anos, só 7 das 11 empresas listadas apresentaram liquidez acima de R$ 1 milhão por dia. "E não adianta ter ação que paga bom dividendo e não se consegue negociar no mercado", diz Einar Rivero, da Economática.
Nem sempre papéis com retorno alto na distribuição de lucros são bom negócio. O retorno total deve guiar a escolha, porque não adianta dividendo elevado se o preço da ação despencar. É o caso, por exemplo, de Telesp, que fechou o período de cinco anos com retorno total de 50,5%, abaixo dos 107% do Ibovespa.
Erra também quem olha apenas a valorização e acha que perdeu dinheiro. As ações da Eternit subiram 290,6% em dez anos, abaixo dos 354,2% do Ibovespa. Mas quando se adiciona o valor dos dividendos, o retorno total sobe para 1.630,3%.
O ano promete ser mais de ganhos com a valorização das ações do que com dividendos, dizem analistas. Mas eles não devem ser desprezados, diz Maurício Ceará, da Santander Corretora. "Sempre recomendamos uma parcela da carteira em dividendos, como diversificação". Há oportunidades de ganhos extras em empresas fora da lista tradicional, como a CSN, que deve distribuir mais lucro este ano para ajudar o acionista a pagar uma aquisição de ações do fundo de pensão da empresa. Ou a AmBev, que costuma distribuir 4% a 5% ao ano em lucros, e em 2011 tende a se endividar um pouco para ajustar sua estrutura de capital, o que deve fazer sobrar mais dinheiro para os acionistas.
Bons pagadores de dividendos costumam brilhar quando a bolsa está em baixa, afirma Walter Mendes, sócio da gestora CultInvest. "Num momento ruim para as ações, essas empresas têm a vantagem comparativa de manter um ganho constante ao investidor".
Fonte: Valor

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fundos nos EUA deixam crise para trás

De todos os segmentos de negócios que operam dentro do setor financeiro internacional, o que sofreu os menores danos com o colapso "subprime/Lehman/grande recessão" de 2008 provavelmente foi o dos fundos mútuos nos Estados Unidos.
Como um todo, o setor registrou um crescimento sólido, ainda que menor, dos lucros em 2008. E os novos fluxos de recursos dos clientes tiveram uma recuperação, atingindo os níveis recordes de 2009, segundo a consultoria Strategic Insight. "E em 2010, os novos fluxos de dinheiro provavelmente ficarão perto de US$ 2 trilhões no mundo", afirma Avi Nachmany, diretor de pesquisas e um dos fundadores da companhia.
Os fundos mútuos há muito são uma indústria em crescimento: aproveitamento a força do mercado de ações, os ativos dos fundos mútuos nos EUA subiram de US$ 1 trilhão em 1990, crescendo em todos os anos, exceto 2002, para chegar a US$ 12 trilhões em 2007, segundo o Investment Company Institute (ICI), o grupo lobista e associação de classe.
Este ano, os novos fluxos de recursos para os fundos mútuos provavelmente ficarão perto de US$ 2 trilhões em todo o mundo
Os ativos totais caíram 25%, para US$ 9,6 trilhões, no fim de 2008, principalmente pelas quedas nas ações, mas recuperaram-se para cerca de US$ 11 trilhões em julho, segundo o comunicado mais recente do ICI. As ações ainda predominam, mas desde o começo de 2008 os investidores vêm liquidando fundos de ações em favorecimento dos bônus, levando o atual mix para cerca de metade em ações, um quarto em fundos de bônus e um quarto em fundos de títulos de curto prazo.
As margens de lucro das companhias de capital aberto caíram na crise financeira, mas se recuperaram bem de 2009 para cá - se é que uma lucratividade média no setor superior a 25% em um período de grande tensão financeira pode ser considerada de alguma forma ruim.
As margens chegaram a 28% em 2009 e a estimativa é de uma recuperação para 31% para todas elas em 2010, além de um ponto a mais em 2011. As margens esperadas individualmente para 2010 vão de cerca de 16% para a Affiliated Managers Group, Invesco e Janus Capital Group, para cerca de 35% na Eaton Vance, Franklin Resources e BlackRock, e 44% para a T Rowe Price. Gestoras de menor porte, como a Artio Global Investors e a Pzena, poderão ultrapassar os 50%, apesar da queda significativa dos ativos.
Em um período mais longo, retroagindo a 1986, a Strategic Insight calcula que a lucratividade do setor cresceu de maneira constante, de bem mais de 20% para pouco mais de 40%, por meio da alavancagem operacional sobre uma base de ativos crescente. O ganho de margem deu uma pausa depois de 2004, quando muitas administradoras de investimentos ampliaram suas atividades para o mercado global e enfrentaram sistemas de distribuição complexos no mercado americano.
Mesmo assim, as administradoras são mais lucrativas do que pode parecer à primeira vista, segundo afirma Robert Lee do KBW. Normalmente, as companhias declaram as receitas e despesas dos programas de distribuição a valores brutos em suas demonstrações financeiras.
Das 11 companhias abertas que administram mais de US$ 100 bi, 10 devem mostrar ganho superior a 15% nos lucros
Em grande parte, porém, elas se compensam e contribuem pouco para o resultado final, de modo que a análise do KBW computa os dois para desenvolver uma margem que represente melhor os lucros das firmas com as operações de gerenciamento de ativos. Essa margem ajustada tem ficado ultimamente de 6 a 8 pontos percentuais maior que a relação declarada pelas gestoras de recursos.
O crescimento das vendas de fundos de bônus pelas administradoras americanas, calculado pelo ICI em cerca de US$ 800 bilhões de 2006 até setembro de 2010, quase atingiu o valor líquido de US$ 1,1 trilhão que os investidores aplicaram nos fundos de ações nos cinco anos que levaram à bolha tecnológica.
Mesmo assim, os grupos tiveram que se mexer para se ajustar aos fluxos de saída das ações e às comissões normalmente menores obtidas com os seus fundos de renda fixa. Em média, de acordo com o KBW, os grupos responderam reduzindo a força de trabalho em 5% entre o pico de 2007 e a metade de 2009, embora com uma variação considerável entre eles.
A T Rowe Price reduziu o número de funcionários em 4% e a Franklin Resources em 9%, em resposta às quedas dos ativos de 2% e 11%, respectivamente. A AllianceBernstein compensou uma perda de ativos de 43%, de US$ 800 bilhões em 2007 para US$ 458 bilhões na metade de 2010, com uma redução de 24% no seu quadro de funcionários.
Por outro lado, a Eaton Vance conseguiu aumentar seus ativos em 13% entre 2007 e a metade deste ano, chegando aos US$ 173 bilhões. A resposta da empresa foi um aumento de 24% na força de trabalho.
De acordo com estimativas de analistas compiladas pelo sistema Thomson Reuters Starmine Professional, os gestores de investimentos americanos estão prevendo lucros vigorosos para o próximo ano.
Das 11 companhias abertas que administram mais de US$ 100 bilhões em ativos, 10 deverão mostrar ganhos de mais de 15% nos lucros. Já 7 delas vão apresentar um crescimento de mais de 20% nos próximos 12 meses. Três grupos - Eaton Vance, T. Rowe Price e BlackRock - parecem caminhar para superar os lucros recordes de 2007, embora a maioria dos demais ainda esteja longe disso.
Mas como os grupos estão posicionados para a inversão inevitável das taxas de juros e a possível deserção dos fundos de bônus? Há um precedente significativo: após comprar US$ 100 bilhões em fundos de bônus em 1986 - muito dinheiro na época -, o fluxo de caixa líquido caiu para zero por vários anos.
Após um aumento dos juros em 1994, os investidores liquidaram cerca de US$ 70 bilhões em 1995 e 1996 - igual a um ano forte de vendas.
Em 1987, os preços das ações das administradoras de investimentos, que na época eram ações importantes com perspectivas de crescimento, caíram pela metade com a queda das vendas de fundos de bônus, mesmo antes do crash do mercado de ações. "Naquele tempo, os negócios com bônus eram muito mais cíclicos e os gerentes financeiros vendiam bônus que pareciam bons apenas em um cenário de queda dos juros", afirma Nachmany da Strategic Insight, um veterano desses choque de juros. "Acredito que a demanda pelos fundos de bônus passou de cíclica para secular", acrescenta ele. (Tradução Mario Zamarian)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Fundos Ibovespa com gestão ativa têm saída de recursos


Nos últimos 30 dias, carteiras que tentam superar o Ibovespa registram captação negativa de R$ 533 milhões
Yolanda Fordelone - AE

Nem mesmo a alta de mais de 82% do Ibovespa em 2009 segurou os investidores na renda variável neste começo de ano. Pelo contrário, alguns aproveitaram a entrada em 2010 para rever estratégias, inclusive em relação às carteiras de fundos. Segundo dados da Anbima, entidade que reúne os fundos de investimento, os fundos Ibovespa Ativo, que buscam por meio de uma gestão mais dinâmica superar o indicador parâmetro do mercado, têm registrado a maior saída financeira entre as carteiras de ações. Para alguns especialistas, a forte valorização da Bolsa no ano passado pode ter incentivado os resgates."Com a alta expressiva de 2009, os investidores resolveram embolsar os ganhos", diz o consultor Mauro Calil. Esses fundos tiveram uma captação muito positiva no primeiro semestre de 2008, diz Calil, ao lembrar que, logo depois, os investidores sofreram perdas com a queda de mais de 42% da Bolsa no semestre seguinte. "Os investidores acabaram deixando o dinheiro nos fundos. Com a alta do mercado em 2009, conseguiram recuperar as perdas e eventualmente até ter algum ganho, o que pode ter incentivado o resgate", explica.



A categoria de fundos de ações tem tido captação (resultado de aportes menos saques) negativa nos últimos 30 dias, de R$ 101 milhões, mas os fundos Ibovespa Ativo, em especial, têm liderado a saída, com saques que chegam a R$ 533 milhões.
O empresário Fábio Kuchkarian, da 38 anos, foi um dos que esperaram a recuperação da Bolsa para sacar os recursos do fundo. "Investi em dois fundos Ibovespa Ativo em 2007 e, com a queda do mercado, meu patrimônio chegou praticamente à metade. Em maio de 2009, quando já tinha recuperado o patrimônio aplicado, saquei os recursos de um dos fundos para colocar num clube de investimento", conta. Em 2010, Kuchkarian pretende continuar a fazer aportes mensais no clube, mas deixar o recurso já aplicado no Ibovespa Ativo parado. "Quero comparar a rentabilidade para depois tomar uma decisão", pondera.
Para o gerente de fundos de ações da BBDTVM - gestora de fundos do Banco do Brasil -, Jorge Ricca, alguns investidores podem ter mudado de classe de fundos, mas ele observa que essa não é a tendência observada dentro da casa. "Em dezembro, tivemos captação positiva de R$ 10 milhões nos três fundos Ibovespa Ativo que gerimos. Em 2010 (até o dia 11), também está positiva, em R$ 4 milhões."


Fundos ainda são indicados
Na visão dos gestores, a perspectiva positiva para a Bolsa em 2010 reforça a indicação do investimento. "É um pouco estranho a indústria registrar essa saída se a aposta do mercado é de Bovespa positiva neste ano. A alta não deve ser de 80% a exemplo do ano passado, mas devemos conseguir bater o CDI [referencial da renda fixa]", diz a gestora de fundos do Itaú Unibanco, Marília da Costa Dubois.
O ano, admitem os gestores, terá desafios. Os fundos geralmente usam duas estratégias principais para conseguir rentabilidade acima do índice. Além de comprar as ações do Ibovespa e redistribuir os pesos, dando maior participação aos papéis com maior potencial de valorização, esta categoria busca aplicar em ações que não estão listadas no índice. "A dificuldade de bater o Ibovespa é constante, mas em 2010 teremos três desafios: escolher setores que continuem a ter uma boa performance, apesar da alta de 2009; selecionar ações com potencial dentro destes setores e saber os momentos certos de aplicar", comenta Ricca.
Os fundos Ibovespa Ativo são recomendados em 2010, mas é preciso observar o perfil do investidor, segundo especialistas. "Num primeiro momento, como forma de diversificar o portfólio, são recomendados fundos passivos, que seguem o Ibovespa [são os fundos conhecidos como Indexados]", diz o gestor da BBDTVM. Segundo ele, quando o investidor adquire mais confiança no mercado acionário é indicado a migração para fundos ativos, de gestores nos quais ele confie. "Quando o investidor está mais maduro e já sabe o funcionamento do mercado a ponto de ele mesmo identificar os setores que irão se destacar, ele pode ir para fundos setorias ou de small Caps."

Publicado em: 18 de janeiro de 2010, 13h40
Alterado em: 18 de janeiro de 2010, 13h42

Fonte: AEInvestimentos