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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Banco de oportunidades

Beneficiadas tanto por um cenário de expansão econômica quanto de aperto monetário, as ações do setor de bancos se mostram uma alternativa interessante neste ano. Por não terem subido tanto em 2010, seriam, por exemplo, uma opção para o investidor ficar exposto ao aquecimento do consumo local mesmo após as fortes altas de alguns papéis voltados ao mercado interno no ano passado, como os das empresas de consumo.
A perspectiva é favorável para o setor em 2011, afirma João Augusto Sales, economista da consultoria independente Lopes Filho & Associados. Isso apesar da expectativa de menor expansão do crédito neste ano por conta das medidas do Banco Central (BC) de aumentar os depósitos compulsórios e o requerimento de capital próprio para operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses. A elevação dos juros e, consequentemente, o encarecimento dos empréstimos também pesam contra.
Um ritmo de crescimento menor dos empréstimos não é bom, admite Sales. Mas os bancos vão repassar o custo para o consumidor na forma de elevação do spread bancário - diferença entre o que a instituição paga para captar e o juro cobrado do cliente -, acredita o economista.
Já a expectativa de um aumento de juros é favorável. Nos grandes bancos, os ganhos com as operações de crédito e aquelas com títulos e valores mobiliários normalmente são equivalentes. "Com a elevação dos juros, as instituições terão ganhos com esses títulos", afirma o analista da Lopes Filho. Outro fator que deve beneficiar os bancos é o aumento da bancarização da população, dado a expansão da renda. "Mesmo que as instituições não emprestem R$ 1, elas terão avanço na receita de serviços", diz Sales.
Os bancos brasileiros são muito ágeis em se adaptar aos cenários, sendo um segmento muito flexível, que se ajusta rapidamente, avalia Julio Hegedus, economista-chefe da corretora Interbolsa do Brasil. Para ele, a alta competitividade é algo que continuará neste ano, com os bancos brigando por segmentos com maior potencial, como o imobiliário, de cartões e de seguros. "Com a melhora da renda e aumento do emprego, há uma migração de classes e maior bancarização, e as instituições vão disputar esses segmentos que oferecem melhor rentabilidade", diz.
Além disso, o setor é bom pagador de dividendos, com distribuição de parte dos lucros mensalmente ou trimestralmente, ressalta Hegedus. O Itaú Unibanco, por exemplo, distribui 39,5% do lucro e o Bradesco, 34%. Banco do Brasil e Santander distribuem 40% e 85,6%, respectivamente. O mínimo exigido pela legislação é de 25%.
No ano passado, o crescimento estimado do crédito foi de 22% e, em 2011, a expansão deve ser de 15% a 17%, avalia Sales, da Lopes Filho. "Os bancos vão buscar preservar sua rentabilidade, as margens financeiras em crédito registradas em 2010, por isso, acredito que o impacto sobre os resultados terá efeito nulo."
Segundo os analistas, as medidas regulatórias do BC para reduzir o ritmo dos empréstimos afetam mais os bancos menores, que atuam fortemente em crédito para a aquisição de veículos e consignado. Por isso, a preferência do mercado recai sobre os grandes bancos. Na liderança entre as recomendações dos analistas aparecem as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) do Bradesco e do Itaú.
A visão para o setor bancário é, de forma geral, positiva, avalia Luciana Leocadio, analista-chefe da Ativa Corretora. Em dezembro, o setor acabou apanhando um pouco após as medidas para conter a expansão de crédito. "Mas isso não muda o potencial de crescimento para o setor", avalia Luciana. "Para 2011, pode haver algum impacto (das medidas), mas ainda assim limitado."
Pesa a favor dos bancos a inadimplência mais baixa, lembra Luciana. Em novembro, ela foi de 4,7%, segundo o BC. Para se ter ideia, em novembro de 2009, os atrasos superiores a 90 dias somavam 5,8%. As estimativas apontam para um calote médio neste ano entre 4,7% a 5%.
Mas por que as ações dos bancos não andaram tanto no ano passado como as de consumo? A crise na Europa e o aumento da volatilidade no mercado puniram muitos papéis, inclusive os do segmento bancário.
É bem verdade que a maioria das ações do setor superou, com folga, a modesta alta do Ibovespa no ano passado, de 1,04%. Mas o desempenho ficou bem aquém de vários papéis de consumo - alguns chegaram a subir mais de 50%. "As ações de bancos deveriam ter acompanhado as voltadas ao mercado interno; deveriam ter subido na faixa de 25%", afirma Sales, da Lopes Filho.
Em 2010, as preferenciais (PN, sem direito a voto) do Bradesco, por exemplo, subiram 12,13%, enquanto as do Itaú, 5,47%. As ordinárias (ON, com voto) do Banco do Brasil se valorizaram 12,71%. Já as units (recibo de ações) do Santander Brasil tiveram queda de 1,35%.
Fonte: Valor

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Oferta da Petrobras dita ranking global

A oferta de ações da Petrobras, prevista para movimentar mais de US$ 50 bilhões e ser a maior do mundo, vai colocar nas primeiras posições dos disputados rankings globais de renda variável os bancos que vão atuar como coordenadores, vendendo e fazendo toda a assessoria financeira da transação.
Bancos nacionais, como o Itaú BBABradesco BBI e Banco do Brasil, que geralmente não aparecem nos rankings mundiais de emissões de ações mais tradicionais, de imediato ficarão entre os dez primeiros colocados. O espanhol Santander, que estava fora dos principais rankings neste ano, também sobe. Os americanos Morgan Stanley,Bank of America Merrill Lynch e Citi, que já vinham bem colocados, passam às primeiras posições.
Valor usou como base para simular o impacto da transação da Petrobras os rankings da Thomson Reuters de emissão de ações e títulos vinculados a ações até o dia 9 de junho obtido por meio de um banco. Conforme os critérios normalmente usados pela Thomson Reuters, foram contabilizados US$ 50 bilhões para cada um dos bancos participantes como coordenadores na transação da Petrobras.
Também foram incluídos os US$ 5 bilhões estimados da emissão de ações do Banco do Brasil, prevista para acontecer em breve, para cada um dos líderes: BB, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual, Citi e J.P. Morgan.
Outros US$ 20 bilhões foram incluídos para os coordenadores da emissão do chinês Agricultural Bank of China (ABC): Goldman Sachs, J.P. Morgan, Macquarie Group,Deutsche Bank e Morgan Stanley. Inicialmente prevista para girar US$ 30 bilhões, a emissão do ABC hoje está estimada em algo próximo a US$ 20 bilhões, podendo até cair.
É possível perceber que, das três maiores emissões de ações do momento -BB, Petrobras e ABC-, o Morgan Stanley é o único que está presente como coordenador em todas. Sua posição no ranking da Thomson Reuters, que até o dia 9 de junho era o terceiro lugar, com US$ 18,5 bilhões, sobe para o primeiro lugar, com US$ 89,8 bilhões.
O Bank of America Merrill Lynch, que lidera a transação da Petrobras e do BB, passa para o posto número dois no ranking simulado pelo Valor, com US$ 72,7 bilhões, em relação aos US$ 17,7 bilhões efetivamente feitos até o dia 9, o que lhe conferia o quarto lugar.
O Citi, também presente nas transações do BB e da Petrobras, assume na simulação a terceira posição, com US$ 68 bilhões, na comparação com a sexta posição antes, com US$ 12,4 bilhões. Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander vêm em seguida, com as respectivas quarta, quinta, sexta e sétima posições. Eles não estavam presentes no ranking anterior da Thomson Reuters. Por isso o Valor incluiu na tabela as transações que esses bancos mais o Safra e o Banco Votorantim haviam realizado para emissores brasileiros no mercado interno neste ano até agora.
É importante notar que outras transações grandes poderão modificar o ranking global até o final do ano, mas os banqueiros não acreditam que nenhuma venha a ter o peso da emissão de ações da Petrobras. A empresa brasileira deve tirar a posição do Banco Industrial e Comercial da China, que captou US$ 22 bilhões em 2006 no que foi até agora a maior emissão de ações do mundo.
Outros bancos da China também estão se preparando para levantar capital, como o Bank of Communications, o quinto maior em ativos. A estimativa é que ele emita US$ 4,8 bilhões. Com os Estados Unidos, a Europa e o Japão com crescimento lento no seu Produto Interno Bruto, é cada vez maior a importância dos emergentes nos rankings globais.
Os banqueiros de investimento consideram os rankings uma importante ferramenta de venda para clientes, além de usá-los para referência diante da concorrência e internamente, para avaliar a disputa por mandatos relevantes.
É comum no mercado os banqueiros exercerem pressão para obter destaque nessas tabelas.
Tanto o ranking da Thomson quanto o também muito usado Dealogic têm como critério atribuir a cada banco o volume total da transação, independentemente da fatia de ações efetivamente vendida pela instituição. Essa característica rende críticas a esses rankings, porque eles não refletem a receita em comissões de fato auferida. No Brasil, o ranking da Anbima tem como critério creditar a cada banco apenas o percentual da emissão vendida por ele.
Transações grandes, em geral, envolvem comissões menores aos bancos participantes. Mas os valores absolutos obtidos muitas vezes são compensadores, além do ganho de posição nos rankings. No caso da Petrobras, a comissão ainda não foi divulgada. Supondo algo em torno de 1%, o bolo de receita ficaria em torno de meio bilhão de dólares.
As ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), em geral, são mais rentáveis do que as emissões de empresas já listadas. As empresas menores e mais desconhecidas pagam percentuais maiores do que as maiores e mais conhecidas. A transação do BB vai garantir uma comissão de apenas 0,5% aos bancos líderes, em comparação com o 0,74% pago pelo banco em 2006 e o 0,86% de 2007. Na média, essas comissões são de 3%. O mercado estima que a Petrobras pagará acima do Banco do Brasil. A emissão inicial de ações do Santander Brasil, no ano passado, envolveu 1,6% de comissão. AVale pagou 0,97% e a Gerdau 1%, por exemplo.
Fonte: Valor

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brasileiros compram banco local nos EUA


O interesse de um grupo de investidores brasileiros mudou o destino de um pequeno banco regional americano, que poderia ter engrossado a gigantesca lista de instituições financeiras que fecharam as portas na severa crise bancária do país. Do início do ano passado até agora, 180 bancos comerciais já quebraram nos Estados Unidos e as previsões indicam o fechamento de centenas de outros nos próximos meses.
No fim do ano passado, o Community Bank of Manatee, com apenas cinco agências na região da baía de Tampa, no estado da Flórida, recebeu dos sócios da Artesia Gestão de Recursos uma injeção de capital de US$ 11,5 milhões. Com isso, o grupo assumiu o controle da instituição, com participação acionária de cerca de 60%. Outros US$ 3,5 milhões foram aportados pelos antigos acionistas - cerca de 500 membros da comunidade local. Na última quinta, o banco anunciou nova injeção de capital pelos sócios, no valor de US$ 4,7 milhões, com intenção de atender a demanda por novos empréstimos de pequenas e médias empresas e de pessoas, para comprar imóveis ou refinanciar suas casas.
Segundo informações divulgadas nos Estados Unidos, com o primeiro aumento de capital, de US$ 15 milhões, a instituição, que estava em dificuldades financeiras depois de registrar perdas em empréstimos imobiliários e havia paralisado as operações de crédito, pode se adequar à categoria de bancos "bem capitalizados", o mais elevado nível na escala de requerimento de capital da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), agência governamental americana que garante os depósitos dos correntistas no país. Os sócios da Artesia não quiseram comentar o negócio.
A operação foi aprovada pelo Federal Reserve Board, o banco central americano, em novembro, e o investimento foi anunciado em dezembro, mas o negócio havia passado despercebido no Brasil. Nos EUA, foi amplamente noticiada pela imprensa local, já que representou um desfecho diferente para uma história que se repetiu dezenas de vezes no país nos últimos meses, quase sempre levando à quebra de instituições.
A Artesia, que só gere recursos dos próprios sócios, foi fundada em 2003 pelos brasileiros Marcelo Lima e Márcio Camargo, ex-executivos do antigo Banco Garantia. Mais tarde juntaram-se a eles o holandês Erwin Russel e o americano Trevor Burgess. Russel frequenta há mais de uma década o mundo das finanças e negócios no Brasil, onde já foi executivo da Monsanto e dirigiu o fundo de private equity Advent. Burgess, um ex-banqueiro do Morgan Stanley nos EUA, está no país há poucos anos. Os sócios da Artesia são donos da Metalfrio Solutions, fabricante de freezes comerciais, da Le Lis Blanc, varejista de moda feminina, e da Produquímica, fabricante de micronutrientes para a agropecuária.
Em entrevista a um jornal local, Trevor Burgess revelou que o grupo analisou mais de 30 bancos em 18 meses antes de chegar ao Community Bank. Tentaram fechar um acordo com o Riverside Bank of the Gulf Coast, mas não tiveram sucesso e o banco foi fechado pelos reguladores americanos logo depois do fracasso das negociações.
O Community Bank concede crédito para pequenas empresas e pessoas físicas e tem ativos de US$ 260 milhões. Antes da crise, eram US$ 270 milhões em ativos. Os prejuízos com créditos ruins levaram a uma redução patrimonial de US$ 15 milhões, em relação aos US$ 21 milhões de patrimônio líquido anterior à crise.
Os novos controladores mantiveram o CEO Bill Sedgeman e contrataram um novo presidente (equivalente a vice-presidente) e um novo executivo para a área financeira.
A bem-sucedida capitalização do Community Bank foi recebida localmente como uma vitória em meio à crise. Só nos primeiros três meses de 2010, 41 bancos regionais faliram nos EUA. Em todo o ano passado, foram 140 bancos, segundo dados da agência FDIC. Em 2008, quando a crise eclodiu, foram 25 instituições fechadas. Antes disso, eram raros os casos de falência de bancos comerciais. Em 2005 e 2006, não houve registro de casos e, em 2007, apenas três aparecem nas estatísticas do governo americano.
Em julho do ano passado, o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), entidade que reúne os principais bancos do mundo, estimou a falência de 500 bancos regionais nos Estados Unidos.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Tarifas de bancos subiram 328% desde 2008, diz Idec


Entre abril de 2008 e fevereiro deste ano, as tarifas ficaram muito acima da inflação do período, que foi de 9,88% ou dos pacotes de serviços, que subiram 65,8%

Por Agência Estado

As tarifas avulsas de serviços bancários subiram até 328% entre abril de 2008, quando o Banco Central (BC) instituiu novas regras para o segmento, e fevereiro deste ano. O porcentual supera amplamente a inflação do período, que foi de 9,88%. Nos pacotes de serviços, a maior variação foi de 65,8%.

Os números integram estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O levantamento, realizado pela economista Ione Amorim, foi feito com base nas informações que as instituições publicam em seus sites na internet. Participaram da amostra os dez bancos brasileiros que têm mais de 1 milhão de clientes.

"A principal conclusão que tiramos é que as maiores variações são explicadas pelo realinhamento das tarifas com a média do setor", diz Ione. "Isso mostra que os bancos não trabalham pela menor tarifa, mas para estar junto dos outros, o que demonstra pouca concorrência."

Depois que o BC apertou as regras, ficou mais fácil para os bancos comparar as tarifas com os concorrentes. Daí o realinhamento a que se refere o Idec. Quem cobrava menos procurou se aproximar de quem cobrava mais - e não o contrário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Fonte: Época Negócios

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Bancos têm maior lucro entre empresas no Brasil

Estudo da consultoria Economatica mostra que o segundo setor mais lucrativo no país é de petróleo e gás. As dez empresas mais lucrativas do Brasil concentram 55% do total.

Os bancos registram o maior lucro entre asempresas de capital aberto no Brasil, com mais de 20% do lucro total de todas as companhias brasileiras, apontou nesta segunda-feira (23/11) estudo da consultoria Economatica. De julho a setembro, os bancos somaram R$ 7,57 bilhões. Em segundo lugar no ranking aparecem as empresas do setor de petróleo e gás, com cinco companhias e lucro líquido de R$ 7,47 bilhões. Somente aPetrobras representa R$ 7,30 bilhões no setor.

A partir do lucro líquido consolidado das empresas brasileiras no terceiro trimestre deste ano, a Economatica verificou que o setor bancário, representado por 23 instituições, concentra o maior volume entre os 29 setores estudados. O lucro acumulado dos dois maiores setores, Bancário e Petróleo/gás concentram 40,3% do total acumulado pelas 314 empresas estudadas.

O terceiro setor com maior lucro, de Energia, reúne 38 empresas e soma R$ 4,61 bilhões no período.

As dez empresas mais lucrativas concentram 55% do lucro consolidado das empresas de capital aberto brasileiras. A Petrobras responde por 19,5% do lucro total e a Vale figura em segundo lugar, com 8%, enquanto a terceira posição vai para o ItaúUnibanco, com 6,1% do total.

Ambev é a empresa mais lucrativa do setor de Alimentos e Bebidas, CSN no setor de Siderurgia e Metalurgia, Braskem no setor Químico, Telesp do setor de Telecom e Cemig no setor de Energia Elétrica.

Veja abaixo o lucro dos 29 setores analisados pela Economatica e o lucro das 10 maiores empresas de capital aberto.

Fonte: Época Negócios



segunda-feira, 13 de abril de 2009

Bancos voltam a animar mercados e Ibovespa sobe 1% com fôlego de Vale

Por: Equipe InfoMoney
13/04/09 - 18h39
InfoMoney

SÃO PAULO - O sentimento de que o pior para o setor financeiro ficou para traz parece ter se estendido ao primeiro pregão desta semana. A expectativa positiva em torno de resultados do segmento proporcionou certo alívio à Wall Street no final da sessão, mas não foi o suficiente para um fechamento positivo dos índices acionários norte-americanos. Por aqui, além da melhora externa, o Ibovespa contou com o fôlego da Vale e das produtoras de celulose para encerrar com alta de 1%, marcando sua terceira valorização consecutiva.

A notícia de que o Wells Fargo teria registrado um lucro de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano voltou à tona nesta segunda-feira (13). O fato alimentou melhores perspectivas para os resultados do setor previstos para as próximas duas semanas e deu fôlego aos papéis de bancos, que dispararam liderados por Citigroup, Bank of America e JPMorgan. Ainda nesta sessão, os analistas do Citi recomendaram aos investidores que comprem ações dos seis maiores bancos dos EUA.

Passando ao mercado de commodities, a aprovação do plano de estímulo adicional de ¥ 15,4 trilhões no Japão e os rumores de novas medidas governamentais na China influenciaram positivamente os preços dos metais. Dado que a LME (London Metal Exchange) esteve fechada por conta da continuidade do feriado da Páscoa, as atenções se voltaram para as negociações das commodities metálicas na Ásia, que disparam diante da perspectiva de retomada da demanda.

No âmbito corporativo, as preocupações com a Chevron e a saúde financeira da GM trouxeram pressão adicional às bolsas norte-americanas. A petrolífera declarou que o lucro líquido do primeiro trimestre deste ano foi inferior ao obtido no período contábil antecedente, de US$ 4,9 bilhões. Já a montadora estaria ainda mais perto de entrar em concordata, como válvula para sua recuperação financeira, segundo noticiado pelo jornal New York Times.

Vale e produtoras de celulose
Enfrentando a instabilidade externa, o Ibovespa conseguiu fechar com valorização diante do bom desempenho dos setores de mineração e papel e celulose. O bom desempenho de ações de incorporadoras imobiliárias também favoreceu a performance da bolsa brasileira.

Os papéis de VCP e Aracruz estiveram entre os principais ganhos do dia diante das melhores perspectivas para a demanda por matérias-primas. Na última quinta-feira, o Morgan Stanley atribuiu recomendação "overweight" (acima da média) para as ações da primeira e projetou recuperação dos preços da celulose em 2010.

As ações de incorporadoras imobiliárias como Rossi Residencial e Cyrela Realty também disparam nesta sessão, influenciadas pelo plano habitacional do governo, que prevê investimentos de R$ 34 bilhões no segmento e começa a coletar cadastros neste início de semana.

Terceira alta consecutiva
Confirmando a terceira valorização consecutiva, o Ibovespa fechou com alta de 1%, aos 45.991 pontos. O volume financeiro do índice totalizou R$ 4,19 bilhões. 

Fonte: Infomoney

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ibovespa renova mínima com Vale, Petrobras e bancos e perde os 40 mil pontos

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
17/02/09 - 15h25
InfoMoney

SÃO PAULO - A bolsa brasileira renova a mínima do dia (-4,74%) no começo desta tarde e tem o patamar dos 40 mil pontos comprometido. A terça-feira (17) é de perdas generalizadas por todo o mundo. O alerta da recessão volta a se acender sobre o mercado. Além do susto da véspera, com o maior recuo do PIB (Produto Interno Bruto) japonês desde 1974, a atividade industrial norte-americana dá mais um sinal de fraqueza e sobra descrença com o pacote de estímulo a ser assinado por Barack Obama.

A reabertura das bolsas norte-americanas após o feriado coloca os índices de Wall Street de volta ao nível de três meses atrás. A visão do investidor é de que o pacote de US$ 787 bilhões é pequeno diante de tanta recessão. Como argumento, o índice de atividade industrial do Federal Reserve de Nova York apontou recuo recorde.

Vale, Petrobras e bancos
O ceticismo com as medidas do governo e sinais rotineiros de retração econômica volta a pesar sobre as commodities. Entre os metais básicos, o cobre desaba mais de 7%, mesma variação registrada pelos contratos futuros de petróleo em Nova York. Pior para Vale e Petrobras, papéis mais negociados da bolsa brasileira. As ações da mineradora caem mais de 6,5% e dominam a ponta negativa do Ibovespa com seus ativos ordinários.

Pesa, ainda, declaração da Cisa (Chinesa Iron and Steel Association) de que a China não deve aceitar reajuste diferente para o preço do minério de ferro brasileiro em relação ao australiano. Além das commodities, os bancos figuram entre as principais quedas do dia, em reflexo ao cenário de expressivas perdas para seus pares internacionais. Destaque para units do Unibanco (-5,7%) e ações preferenciais de Itaú (-5,7%) e Bradesco (-4,4%).

Montadoras em cena
Não bastassem todas as preocupações com os últimos indicadores e descrédito das medidas governamentais de combate à crise, os problemas das montadoras de Detroit voltam a ser noticiados. Esta terça-feira representa o prazo limite para GM e Chrysler apresentarem seu projeto de reestruturação às autoridades norte-americanas.

As companhias aproveitam para barganhar aportes extras do Tesouro dos Estados Unidos, sob o argumento de que os US$ 13,4 bilhões liberados no final do ano passado são insuficientes. Na véspera, analistas da agência de classificação de risco Moody's projetaram na mídia internacional que o resgate total das três grandes de Detroit poderia custar até US$ 125 bilhões aos cofres do governo norte-americano.

Ibovespa perde os 40 mil pontos
A resposta negativa da bolsa brasileira ao cenário de preocupações renovadas com o avanço da recessão nas economias mais maduras custa os 40 mil pontos ao Ibovespa, que segue com queda superior a 4% durante a tarde. O volume financeiro supera R$ 2,4 bilhões, um dia após o vencimento de opções sobre ações e na véspera do vencimento de opções sobre Ibovespa e contratos Ibovespa futuro.

Entre os destaques de queda estão os papéis de VCP PN (VCPA4, -6,01%), Vale Rio Doce ON (VALE3, -6,00%), Petrobras ON (PETR3, -5,69%), Itausa PN (ITSA4, -5,58%) e Unibanco UNT (UBBR11, -5,57%).

Por outro lado, as ações Light ON (LIGT3, +1,91%), Telesp PN (TLPP4, +0,28%), Brasil T Par ON (BRTP3, +0,17%), Celesc PNB N2 (CLSC6, -0,03%) e Nossa Caixa ON (BNCA3, -0,07%) apresentam melhor desempenho.

Os maiores volumes ficaram com Vale Rio Doce PNA (VALE5, R$ 569,79 milhões), Petrobras PN (PETR4, R$ 426,70 milhões), Vale Rio Doce ON (VALE3, R$ 151,49 milhões), Petrobras ON (PETR3, R$ 108,38 milhões) e Bradesco PN (BBDC4, R$ 87,33 milhões).

Dólar avança
Com o clima ruim nos mercados, o dólar comercial continua a se valorizar. Com alta de 1,62%, é negociado a R$ 2,319. O Bacen segue sem confirmar se irá intervir no mercado cambial.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Aconteceu ontem 27/01/09 na Bovespa

Ações da Vale sobem até 4% e evitam queda da Bolsa

As ações da Vale salvaram a Bovespa ontem. Embaladas pelos rumores de que a demanda chinesa por commodities metálicas possa crescer, os papéis atraíram compradores e, devido ao peso que representam no mercado doméstico, permitiram que a Bolsa paulista se apreciasse em 0,49%, para encerrar aos 38.698 pontos.
No topo dos ganhos do índice Ibovespa de ontem, os papéis da Vale se valorizaram em 4,18% (ordinários) e em 3,63% (preferenciais "A"). Os papéis responderam por 27% do total negociado ontem na Bovespa. A ação PNA foi a mais negociada.
Os estoques de minério de ferro na China tiveram recuo de cerca de 22% desde seu pico recente, registrado em setembro, segundo a Bloomberg. A baixa dos estoques estimularia um aumento na demanda.
Entre os outros papéis dos setores de siderurgia e mineração, destaque para CSN ON, que subiu 2,34%, e Usiminas PNA, com 0,40% de apreciação.
Os dados dos EUA não foram muito animadores. Pesquisa mostrou que a confiança do consumidor norte-americano recuou em janeiro. Mesmo assim, o índice Dow Jones valorizou-se em 0,72%.

À espera do relatório dos estoques de petróleo e derivados nos EUA que sai hoje, o preço do produto recuou 9% em Nova York, para US$ 41,58.
Apesar dessa queda elevada, as ações preferenciais da Petrobras resistiram e terminaram com alta de 0,42%.
Segundo operadores de corretoras, a presença de estrangeiros na ponta compradora voltou a se destacar ontem.
Em janeiro, a participação dos investidores estrangeiros tem variado bastante. De uma entrada mais expressiva de capital externo nos primeiros dias do ano, o que se viu depois foi uma reversão de fluxo.
Até o dia 22, o saldo dos negócios feitos com capital externo ficou negativo em R$ 899 milhões. O saldo até o dia 7 era positivo em R$ 1,04 bilhão.
No setor bancário, o dia foi de perdas: Unibanco UNT caiu 2,29%; Bradesco PN recuou 1,93%; e Itaú PN perdeu 1,42%. Apenas o BB, favorecido por uma mudança contábil, teve mais um pregão favorável, e suas ações ON subiram 1,70%.

Dólar elevado
O mercado de câmbio operou em direção diferente da Bolsa. O dólar encerrou o dia vendido a R$ 2,33, em alta de 0,87%, na cotação máxima do dia. O BC vendeu moeda, mas pouco influenciou nas cotações.
A proximidade do fim do mês favoreceu a elevação nas cotações. Isso porque a Ptax (média do dólar medida pelo BC diariamente) do fim do mês servirá de referência para a liquidação de contratos cambiais. Para muitos investidores, é mais lucrativo que as cotações estejam em níveis mais elevados. No mês, o dólar cai 0,17%.
No mercado futuro, as posições compradas em dólares dos estrangeiros se mantém alta. Na segunda-feira, líquidas, estavam em US$ 12,96 bilhões, um dos maiores níveis do ano. Isso significa que as apostas no dólar apreciado ainda estão muito elevadas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Bancos e siderurgia ganham peso na prévia do Ibovespa

São Paulo - Pelo segundo quadrimestre consecutivo, os setores bancário e siderúrgico ampliaram a relevância dentro do índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), apontam os dados da primeira prévia da próxima carteira teórica do indicador, que irá vigorar entre janeiro e abril de 2009, divulgada hoje.

Não houve modificações nos ativos que compõem o principal índice da Bolsa paulista, que continua com 66 ações. O peso do setor financeiro, porém, passa dos atuais 15,132% para 15,518%, segundo cálculos da Agência Estado. A indústria siderúrgica, por sua vez, passa a responder por 11,084% da carteira, ante 10,601% na atual.

A área de telecomunicações, por sua vez, perde espaço no índice, caindo de um peso de 6,284% para 5,760%. O setor de energia, que engloba 13 ações de 12 empresas, incluindo na relação as ordinárias (ON) da Cosan, também tem sua fatia no Ibovespa reduzida de 8,699% para 8,432%.

O segmento de transportes - com ações da ALL, CCR, Gol, TAM e Embraer - passa de 4,660% para 4,222% na prévia do Ibovespa de janeiro a abril do ano que vem.

As ações ON e preferenciais (PN) da Petrobras irão, mais uma vez, ampliar sua participação no Ibovespa. Petrobras PN aparece com participação de 16,42% na prévia do Ibovespa (ante 15,387% na carteira vigente) e Petrobras ON tem 3,028% (versus 2,821%). Vale PN classe A (PNA), enquanto isso, aparece com 12,006% de participação na primeira prévia do Ibovespa (contra 12,639% hoje) e Vale ON com 3,233% (ante 3,271%).