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terça-feira, 21 de setembro de 2010

BC prevê rombo recorde de US$ 60 bilhões nas contas externas em 2011


O Banco Central divulgou nesta terça-feira (21), pela primeira vez, as suas estimativas para o comportamento das contas externas em 2011. De acordo com a autoridade monetária, o déficit em transações correntes, um dos principais indicadores do setor externo brasileiro, deverá somar US$ 60 bilhões no próximo ano, o equivalente a 2,78% do Produto Interno Bruto (PIB).
Caso o valor seja confirmado, este será o maior déficit desde 1947 para um ano fechado. Até o momento, o maior déficit em conta corrente foi registrado em 1998 (US$ 33,4 bilhões), de acordo com o BC.
Para 2010, a estimativa do Banco Central de déficit em transações correntes foi mantido estável em US$ 49 bilhões, ou 2,49% do PIB.
Apesar do rombo recorde em dólares, o resultado estimado pelo BC para 2010, e para 2011, ainda ficará abaixo de períodos anteriores de crise, mas somente quando a comparação é feita com a proporção do PIB. Em 1982, por exemplo, o rombo chegou a 6% do PIB e, em 1999, período da maxidesvalorização cambial, somou 4,32% do PIB.
Resultado do crescimento econômico
A expectativa de deterioração das contas externas está relacionada com o crescimento da economia brasileira, que eleva a expectativa de importações e piora o resultado comercial. A previsão de superávit da balança, que subiu de US$ 13 bilhões para US$ 15 bilhões em 2010, recuou para US$ 10 bilhões em 2011, informou o BC.
Crescimento da economia brasileira eleva expectativa de importações e piora o resultado comercial
O BC também estima uma elevação no volume de remessas de lucros e dividendos das empresas ao exterior - também em consequência do crescimento da economia brasileira. Com as empresas lucrando mais, há expectativa de que as remessas de lucros ao exterior subam. Para este ano, a previsão do BC de remessas de lucros foi mantida em US$ 32 bilhões. Mas para 2011, a previsão do BC subiu para US$ 36 bilhões.
Outro efeito da expansão da economia é o aumento dos gastos de turistas brasileiros no exterior, fator que também piora as contas externas. A previsão do BC de resultado negativo neste segmento (gastos no exterior menos despesas de estrangeiros no Brasil) subiu de US$ 8 bilhões para US$ 10 bilhões neste ano e, para 2011, a estimativa avançou mais ainda: para US$ 11,5 bilhões de resultado negativo.
Piora nas condições de financiamento
Ao mesmo tempo em que prevê déficits progressivos nas contas externas, o BC informa que os investimentos estrangeiros diretos não devem ser suficientes para cobrir o rombo neste ano e, também, em 2011.
BC informa que investimentos estrangeiros diretos não devem ser suficientes para cobrir o rombo neste ano
Para 2010, quando é previsto um déficit em transações correntes de US$ 49 bilhões, a estimativa do BC de ingresso de investimentos estrangeiros diretos caiu de US$ 38 bilhões para US$ 30 bilhões.
Para o próximo ano, quando há expectativa do "rombo" histórico de US$ 60 bilhões nas contas externas, a previsão de entrada de investimentos estrangeiros diretos da autoridade monetária é de US$ 45 bilhões - volume também insuficiente para cobrir o resultado negativo.
Isso quer dizer que o país precisará se apoiar mais na entrada de capitais para aplicações financeiras (renda fixa e bolsa de valores), considerados mais instáveis, pois podem sair a qualquer momento, ou pegar empréstimos no exterior, para fechar a conta.
Janeiro a agosto
Dados do BC mostram que, de janeiro a agosto deste ano, as contas externas registraram um déficit de US$ 31,2 bilhões, ao mesmo tempo em que o ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira totalizou US$ 17,13 bilhões.
No mesmo período, as remessas de lucros e dividendos ao exterior somaram US$ 19,28 bilhões.
Fonte: G1.Globo

quarta-feira, 31 de março de 2010

Tarifas de bancos subiram 328% desde 2008, diz Idec


Entre abril de 2008 e fevereiro deste ano, as tarifas ficaram muito acima da inflação do período, que foi de 9,88% ou dos pacotes de serviços, que subiram 65,8%

Por Agência Estado

As tarifas avulsas de serviços bancários subiram até 328% entre abril de 2008, quando o Banco Central (BC) instituiu novas regras para o segmento, e fevereiro deste ano. O porcentual supera amplamente a inflação do período, que foi de 9,88%. Nos pacotes de serviços, a maior variação foi de 65,8%.

Os números integram estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O levantamento, realizado pela economista Ione Amorim, foi feito com base nas informações que as instituições publicam em seus sites na internet. Participaram da amostra os dez bancos brasileiros que têm mais de 1 milhão de clientes.

"A principal conclusão que tiramos é que as maiores variações são explicadas pelo realinhamento das tarifas com a média do setor", diz Ione. "Isso mostra que os bancos não trabalham pela menor tarifa, mas para estar junto dos outros, o que demonstra pouca concorrência."

Depois que o BC apertou as regras, ficou mais fácil para os bancos comparar as tarifas com os concorrentes. Daí o realinhamento a que se refere o Idec. Quem cobrava menos procurou se aproximar de quem cobrava mais - e não o contrário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Fonte: Época Negócios

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sinal de alerta: investimento externo insuficiente

Ontem o Banco Central decidiu flexibilizar e simplificar as regras cambiais e de entrada de investimento estrangeiro na país. 
As mudanças coincidem com o relatório da própria instituição que aumentou a previsão do déficit em conta corrente este ano para US$ 49 bilhões. 
Grande parte deste saldo deve ser compensada com os investimentos estrangeiros diretos. O restante precisará vir das entradas no mercado financeiro ou empréstimos externos. 
Entretanto o Banco Central destacou que o déficit representa apenas 20% das reservas internacionais do país. A instituição deve a piora nos resultados por conta do aumento das importações e remessas de lucros ao exterior.
Fonte: ADVFN

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mercado volta a elevar inflação prevista para 2010


São Paulo - O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou de 4,99% para 5,03%. Com isso, a inflação prevista se distanciou ainda mais do centro da meta do governo para este ano, que é de 4,50%.
Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 subiu de 4,50% para 4,60%. Já a estimativa para a inflação de março subiu de 0,36% para 0,40% e, para a taxa de abril, de 0,35% para 0,38%. O dado do IPCA de março deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 8 de abril.
A pesquisa Focus também manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2010 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2011, a projeção caiu de 11,23% para 11% ao ano. O mercado financeiro manteve a previsão de que a Selic continuará em 8,75% ao ano na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Permanece a previsão de que o início do ciclo de alta dos juros ocorra em abril, com aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic.
PIB
A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 apresentou piora na pesquisa semanal Focus. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de avanço de 5,50% para crescimento de 5,45%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 8,71% para 8,74%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria seguiu em 5%.
Câmbio e contas externas
Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,81. Para o fim de 2011, foi mantida a expectativa de que a cotação da moeda norte-americana fique em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 manteve-se em R$ 1,83.
O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 52 bilhões para US$ 51 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 60 bilhões.
Já a previsão de superávit comercial em 2010 seguiu em US$ 10 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 3 bilhões para US$ 2,50 bilhões.
Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.
Copyright © Agência Estado. Nenhuma das informações contidas neste servidor pode ser reproduzida, seja a que título for, sem o acordo prévio da Agência Estado.
Fonte: Veja

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rapidinhas: Dinheiro saindo é ruim, IPC subiu, também é ruim ...o que você acha?

Os investidores estrangeiros continuam saindo: saldo negativo de R$ 1,2 bilhão em fevereiro. Em janeiro o saldo havia sido de R$ 2,1 bilhões negativos…

Mesmo com saída de estrangeiros o dólar teve o terceiro dia de queda, cotado a R$ 1,780…

A Ford está se consolidando: a montadora vendeu mais veículos que a General Motors pela primeira vez desde 1998, no mercado norte-americano em fevereiro…

O Índice de Preço ao Consumidor da Fipe veio acima do esperado com alta de 0,74% em fevereiro…

O Grupo Pão de Açúcar registrou no último trimestre de 2009 lucros líquidos de R$ 161 milhões, alta de aproximadamente 48% em relação ao mesmo período de 2008…

Fonte: Newsletter ADVFN