Mostrando postagens com marcador Tesouro Direto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tesouro Direto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tesouro Direto foi melhor aplicação dos últimos 10 anos

SÃO PAULO - O Tesouro Direto foi a modalidade que mais deu lucro aos investidores nos últimos dez anos no Brasil. Levantamento feito pelo Instituto Assaf, especializado em investimentos, mostra que as Notas do Tesouro Nacional (NTNs) proporcionaram ganhos reais de 164% aos investidores entre 2001 e 2010. Esses títulos são recomendados para investimentos de longo prazo, com vistas à aposentadoria, por exemplo.
Em segundo lugar do ranking que avalia rentabilidades reais obtidas entre 2001 e 2010 está a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), com ganho de 139,3%. Depois aparecem os fundos DI, com rendimento de 119%. O único investimento que não conseguiu resultados positivos no período avaliado foi o dólar, que demonstrou queda de 56,6%.
"O ranking considera que o investidor aplicou em 2001 e não tirou o dinheiro até o fim do período, em 2010", detalha Fabiano Guasti Lima, responsável pela elaboração do estudo no Instituto Assaf. "No caso das ações, no entanto, consideramos uma gestão ativa e acertiva entre os papéis que compõem o Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), o que não é simples de ser feito", emenda Lima.
Sobre o desempenho ruim verificado no dólar, Lima lembra que entre 2001 e 2010 ocorreram fatores graves que impactaram fortemente nas cotações da moeda. "O 11 de setembro e a crise do subprime, por exemplo", cita. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ações estão mais baratas que títulos e é um erro não comprá-las, diz Buffett


São Paulo - Conhecido como "guru dos investimentos", e dono de uma multidão de seguidores fiéis à sua capacidade de identificar boas empresas para aplicar seu dinheiro,  Warren Buffett não costuma dar orientações diretas ao grande público. Mas foi bastante claro na última conferência da revista Fortune:  as pessoas estão cometendo um erro comprando títulos da dívida pública.
"É bastante claro que as ações são mais baratas do que títulos. Eu não consigo imaginar alguém ter títulos em sua carteira quando eles podem possuir ações", disse Buffett.  O megainvestidor de 80 anos deu o alerta na conferência de Mulheres Mais Poderosas do Mundo, da revista Fortune, realizada na terça-feira (5).
Buffett, que possui grandes participações acionárias nos bancos Wells Fargo e Goldman Sachs, ainda lançou uma crítica à regulamentação em Wall Street. "Um dos problemas que ainda temos são os incentivos desequilibrados para os gestores de grandes instituições financeiras.  Wall Street virou este cassino. É como uma igreja executando sorteios no final de semana", criticou.
Também passou pela mira de Buffett a  redução de impostos aos contribuintes mais ricos feita pelo ex-presidente George W. Bush. "Serão necessários cerca de 20% do PIB para financiar tudo o que acreditamos ter direito de ter nesse país, e ninguém vai nos dar esse dinheiro", declarou Buffett. "Pago, proporcionalmente, uma taxa mais baixa que uma empregada doméstica. O sistema não deveria funcionar assim", completou o  presidente executivo do grupo de investimentos Berkshire Hathaway.
Warren Buffett é o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, segundo ranking da Forbes, com uma fortuna estimada de 45 bilhões de dólares.

Leia crítica de Buffett aos impostos americanos

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sinal de alerta: investimento externo insuficiente

Ontem o Banco Central decidiu flexibilizar e simplificar as regras cambiais e de entrada de investimento estrangeiro na país. 
As mudanças coincidem com o relatório da própria instituição que aumentou a previsão do déficit em conta corrente este ano para US$ 49 bilhões. 
Grande parte deste saldo deve ser compensada com os investimentos estrangeiros diretos. O restante precisará vir das entradas no mercado financeiro ou empréstimos externos. 
Entretanto o Banco Central destacou que o déficit representa apenas 20% das reservas internacionais do país. A instituição deve a piora nos resultados por conta do aumento das importações e remessas de lucros ao exterior.
Fonte: ADVFN

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pequenos investidores somam 61,74% das aplicações em títulos públicos no mês de setembro

Os pequenos investidores continuam liderando as aplicações em títulos públicos. No mês de setembro, as vendas de até R$ 5 mil detiveram 61,74% do volume financeiro no mês enquanto o valor médio por operação foi de R$13.753.

Segundo o balanço de setembro da BM&FBOVESPA e do Tesouro Nacional, no mês o volume financeiro negociado com títulos públicos via Tesouro Direto foi de R$94,16 milhões, resultado 1,82% superior ao mês anterior, de R$ 92,48 milhões.

Os títulos prefixados (LTN e NTN-F), que possuem rentabilidade definida no momento da compra, obtiveram a maior participação no volume negociado, com 51,10%. Os títulos indexados ao IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) ficaram em segundo lugar entre os mais vendidos, com participação de 41,42%. Os títulos indexados à taxa Selic (LFT) representaram 7,48% das vendas no mês.

Em setembro, as vendas de títulos com prazo entre um e cinco anos corresponderam a 52,00% do total e 2.251 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, totalizando 20.980 novos investidores em 2009. Isso eleva para 166.919 a quantidade de investidores participantes do sistema.

O estoque total do Tesouro Direto, que representa os títulos públicos em poder dos investidores dessa modalidade, chegou a R$3 bilhões, alta de 2,58% ante o mês anterior e 60,09% acima do estoque de setembro de 2008. Do total, os títulos remunerados por índices de preços aparecem com 45,76% de participação, seguidos dos títulos prefixados, com 38,11%, e pelos títulos indexados à taxa Selic, com 16,13%.


Fonte: Bovespa

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Volume negociado dobra em março e soma R$ 179 milhões

O volume financeiro movimentado no Tesouro Direto, sistema eletrônico de negociação de títulos públicos federais voltado para o investidor pessoa física, mais do que dobrou em março em relação ao mesmo período de 2008. No mês passado, as vendas atingiram R$ 179 milhões, o melhor resultado para o período desde a criação do programa em janeiro de 2002. Na comparação com fevereiro deste ano, houve aumento de 69,8% nas vendas.
No topo da demanda continuam os títulos prefixados, como as Letras do Tesouro Nacional (LTN, que pagam os juros no vencimento) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-F, com juros pagos semestralmente), com participação de 39,14% no total das vendas no mês. "Com a redução da taxa Selic, o investidor teve uma inclinação natural a correr mais risco em busca de prêmios", afirma o economista-chefe da Gradual, Pedro Paulo da Silveira. 
Um exemplo, aponta Silveira, é a perda de patrimônio que vêm enfrentando os fundos DI, que acompanham a taxa Selic. Neste ano até o dia 16, dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) mostram resgates líquidos na categoria de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão só em março. 
Para o economista, ainda há prêmio no mercado de prefixados. A conta que o investidor tende a fazer é comparar o rendimento oferecido pelo título com a taxa Selic atual. Uma LTN com vencimento em janeiro de 2012, por exemplo, está pagando 11,41% ao ano, acima dos 11,25% da Selic. Já a NTN-F oferece uma taxa de 11,61%. Vale destacar que a perspectiva é de continuidade de corte no juro, para até 9,25% ao ano em dezembro deste ano e 9,50% no fim de 2010.

Silveira ressalta que, na compra direta do título público, o investidor tende a sentir menos as oscilações de preços do que num fundo. O risco, alerta o economista, é o investidor precisar vender os papéis antes do vencimento e se deparar com taxas mais altas, o que significará que sua aplicação perdeu valor. 
Os títulos indexados ao IPCA (NTN-B e NTN-B Principal) apareceram em seguida na preferência do aplicador, com 38,1% do volume negociado em março. Os papéis indexados à taxa Selic, as LFT, abocanharam 22,8% do total.
Para Silveira, papéis atrelados à inflação sempre são recomendados dada a característica defensiva. "Ter pelo menos uma parcela do patrimônio indexada a índices de preços funciona como proteção contra a inflação, especialmente se os recursos forem de longo prazo, para o pagamento da faculdade dos filhos pequenos, aposentadoria", destaca. A NTN-B, por exemplo, garante um fluxo semestral de recursos já que paga juros a cada seis meses, taxa hoje que está na casa de 7,2% ao ano para os títulos com vencimento em 2045.
Em março, os títulos atrelados à inflação já representavam 44,9% do estoque total de títulos, que chegou a R$ R$ 2,7 bilhões (alta de 70,4% em relação ao mesmo período de 2008). A fatia dos prefixados era de 37,7% e a dos pós-fixados, 17,4%. O número total de investidores cadastrados no fim de março atingiu 153.723, sendo 2.446 os novos participantes. O valor médio por operação foi de R$ 18.110,54. 
Com o objetivo de popularizar o Tesouro Direto, a BM&FBovespa colocou em seu site ontem uma seção com conteúdo específico sobre o tema: www.bmfbovespa.com.br/tesourodireto. O portal passou a oferecer também um curso online para explicar como investir no Tesouro Direto.