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segunda-feira, 15 de março de 2010

Mercado volta a elevar inflação prevista para 2010


São Paulo - O mercado financeiro voltou a elevar a projeção para a inflação em 2010. De acordo com a pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC), a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou de 4,99% para 5,03%. Com isso, a inflação prevista se distanciou ainda mais do centro da meta do governo para este ano, que é de 4,50%.
Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2011 subiu de 4,50% para 4,60%. Já a estimativa para a inflação de março subiu de 0,36% para 0,40% e, para a taxa de abril, de 0,35% para 0,38%. O dado do IPCA de março deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 8 de abril.
A pesquisa Focus também manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar 2010 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2011, a projeção caiu de 11,23% para 11% ao ano. O mercado financeiro manteve a previsão de que a Selic continuará em 8,75% ao ano na reunião desta semana do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Permanece a previsão de que o início do ciclo de alta dos juros ocorra em abril, com aumento de 0,50 ponto porcentual da Selic.
PIB
A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 apresentou piora na pesquisa semanal Focus. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de avanço de 5,50% para crescimento de 5,45%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 8,71% para 8,74%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria seguiu em 5%.
Câmbio e contas externas
Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,81. Para o fim de 2011, foi mantida a expectativa de que a cotação da moeda norte-americana fique em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 manteve-se em R$ 1,83.
O mercado financeiro também alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano caiu de US$ 52 bilhões para US$ 51 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos permaneceu em US$ 60 bilhões.
Já a previsão de superávit comercial em 2010 seguiu em US$ 10 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial caiu de US$ 3 bilhões para US$ 2,50 bilhões.
Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 em US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu em US$ 40 bilhões.
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Fonte: Veja

terça-feira, 12 de maio de 2009

Juros futuros fecham sem tendência, com dados da atividade internacional

Por: Equipe InfoMoney
12/05/09 - 17h10
InfoMoney

SÃO PAULO - As taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sessão desta terça-feira (12) sem tendência definida na BM&F Bovespa. Enquanto os juros futuros de vencimento mais próximo apresentaram oscilações mais modestas, aqueles de vencimento mais distante tiveram queda.

Neste dia, o mercado avaliou dados atualizados acerca da atividade norte-americana e chinesa e, na cena interna, resultado da Pesquisa Industrial de Emprego e Salário. Investidores mantiveram seus olhos também em novas projeções para a taxa de juro doméstica. 

A China apresentou contração de 22,6% em suas exportações em abril, devido à baixa demanda internacional causada pela crise financeira. Apesar da sexta redução seguida no envio da produção chinesa para o exterior, o gigante asiático demonstrou saldo comercial positivo de US$ 13,14 bilhões no terceiro mês de 2009. 

Também lá fora, de acordo com números divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA, a balança comercial norte-americana registrou déficit de US$ 27,6 bilhões no terceiro mês do ano. O montante contrariou as expectativas dos analistas, que previam o número em torno de US$ 29 bilhões. Em fevereiro a cifra foi de US$ 26,1 bilhões. 

Já o orçamento do governo norte-americano apresentou déficit de US$ 20,9 bilhões em abril, conforme comunicado do Tesouro dos EUA publicado nesta data. O número não surpreendeu o mercado, que esperava déficit em US$ 20 bilhões. Na comparação com abril de 2008, o resultado do Treasury Budget mostrou uma enorme queda, frente ao saldo positivo de US$ 159,3 bilhões registrados na época. Mesmo sendo negativo, o número apresentado em abril foi bem melhor que em março, quando foi registrado déficit de US$ 191,5 bilhões. 

Atividade doméstica
No Brasil, os dados atualizados da Pesquisa Industrial do Emprego e Salário, apurados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) divulgados nesta data apontaram o pior resultado desde 2001, quando houve a primeira medição. 

De acordo com os números, em março houve uma queda de 0,6% no emprego industrial em comparação com fevereiro, na série sem ajuste sazonal. Isto representa a sexta queda consecutiva em comparação mensal. 

No acumulado trimestral a redução no número de empregos na indústria foi de 4%, frente à alta de 2,5% no mesmo período de 2008. O resultado interrompeu uma sequência de dez trimestres de taxas positivas e registrou o menor índice da série histórica neste tipo de confronto. 

Selic
Os investidores se atentaram nesta data para a projeção da taxa básica de juro brasileira, anunciada pelo Morgan Stanley, de 8,25% ao ano para o final de 2009, aumentado assim as expectativas para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em junho. 

Contrato de janeiro de 2010 fechou com taxa de 9,41%
O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2010, registrou uma taxa de 9,41%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira. 

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 9 de março de 2009

Resultado do PIB pode trazer corte de juros superior a 1 p.p., dizem economistas

A divulgação do IBGE deve determinar o tamanho da queda da Selic, que já é unanimidade no mercado

por Lilian Sobral
Que os juros brasileiros vão ser reduzidos esta semana, o mercado já concordou. A dúvida fica sobre quão grande deve ser esta queda, caso o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro mostre uma contração muito grande. 

“A decisão [de reduzir a Selic] não está tão difícil, porque a expectativa de inflação está melhor, o que abre espaço para o corte”, diz Silvio Campos, economista-chefe do Banco Schain. Para ele, o câmbio era outro fator que impedia a redução da Selic, mas já não há uma preocupação tão grande com as oscilações da moeda norte-americana. “Claro que o BC vai continuar monitorando, mas o tempo já mostrou que o câmbio não causou tanto impacto na inflação”, diz. 

Antes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) divulgar o PIB brasileiro no quarto trimestre, o boletim Focus mais recente, divulgado nesta segunda-feira (09/03) pelo Banco Central, mostra expectativas de um corte de 1 ponto percentual na taxa Selic, que passaria de 12,75% para 11,75% ao ano. Economistas acreditam que este corte pode se mostrar maior, dependendo dos dados da economia brasileira. 

Para Luiz Otávio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, se a queda do PIB for de 3% em relação ao terceiro trimestre, o corte na Selic será mais profundo. “Neste caso, uma redução de 1,5 ponto percentual é piso”, diz. Segundo ele, o dado do IBGE pode mostrar uma fragilidade do Brasil maior do que a esperada. “Isto significa que a reconstrução da economia do país vai sair mais cara”, diz. 

Roberto Luis Troster, sócio da Integral Trust, espera um corte de 1,25 ponto percentual. Para ele, outro fator que deve influenciar o Copom (Comitê de Política Monetária) é o IPCA (Índice de preços ao consumidor amplo) de fevereiro, que será divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira. Pelo Focus, a inflação deve ser de 0,52%, e Troster projeta uma alta de 0,50%. “O governo corre o risco de ter PIB negativo e inflação abaixo da meta, por isto é necessário ser menos parcimonioso”, diz. 

Segundo Troster, quando a economia voltar a aquecer e a inflação começar a ficar muito baixa, pode ser a hora de retornar ao ciclo de cortes. Enquanto isto, a expectativa é de que a Selic chegue ao final do ano abaixo dos 10%. 

O Copom inicia sua segunda reunião do ano nesta terça-feira (10/03). A nova taxa básica de juros será conhecida na quarta-feira (11/03), após o encerramento do pregão na Bovespa. Já o PIB será divulgado pelo IBGE nesta terça-feira, às 9 horas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Corte da Selic e mercados externos favorecem abertura doméstica

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
22/01/09 - 09h15
InfoMoney

SÃO PAULO - Os mercados globais operam no campo positivo nesta quinta-feira (22), posicionando os negócios em âmbito doméstico para uma abertura positiva. A sessão marca avaliação de corte na taxa Selic, volta de indicadores externos e resultados corporativos.

Ganham destaque no exterior o desempenho acima das expectativas da Apple durante o quarto trimestre, assim como a previsão de relevante prejuízo da Sony. Também serão acompanhados os dados sobre o setor imobiliário e pedidos de seguro desemprego nos EUA.

Investidores também levam em conta a forte desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) chinês no último trimestre de 2008, bem como a manutenção do juro básico pelo BoJ (Banco do Japão). Internamente, ganha destaque a avaliação dos mercados em relação ao corte maior que o esperado do juro básico pelo Banco Central, divulgada na última quarta-feira.

"Como a redução [da Selic] foi maior do que a esperada, tende a ocorrer um avanço no curto prazo, quanto mais se os agentes vislumbrarem que na próxima decisão, no dia 11 de março de 2009, a baixa poderá ser maior", revela o analista Hamilton Moreira Alves, da BB Investimentos.

Noticiário corporativo
O setor de tecnologia continua trazendo boas surpresas a Wall Street. Após a IBM, foi a vez da Apple revelar resultados trimestrais no topo das projeções de analistas, com aumento de 1,5% de seu lucro líquido, para US$ 1,6 bilhão.

Com a notícia, os papéis da companhia disparam nas negociações de pré-market em Nova York, com alta de 9,3%. Nos últimos pregões, os papéis sofreram com temores em relação ao afastamento de seu CEO Steve Jobs por problemas de saúde.

Já a japonesa Sony revelou ao mercado nesta sessão que deverá registrar perdas operacionais de US$ 2,9 bilhões durante o ano de 2008, em função da rápida deterioração da economia global. A empresa realizará grande reestruturação, com o fechamento de fábricas e demissões.

Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos operam timidamente no campo positivo, esperando pela divulgação de indicadores sobre a construção de novas casas e permissões para construção, ao passo em que as principais bolsas europeias registram significativas altas, favorecendo a abertura interna.

No último pregão, o Ibovespa registrou elevação de 3,41%, para 38.543 pontos. Menos otimistas, os analistas do Danske Bank afirmaram que "temores em relação à oferta e inflação de longo prazo, em função da política fiscal amplamente expansionista dos EUA e os temores em relação a instituições financeiras tem sido o foco recente dos mercados de ações. Isto poderá facilmente ser novamente o foco nesta sessão"

Fonte: InfoMoney