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segunda-feira, 11 de julho de 2011

As empresas que acharam dinheiro no lixo

O empresário catarinense Rodrigo Sabatini presta consultoria para grandes empresas. Ao visitar um cliente pela primeira vez, costuma fazer um pedido inusitado: "Você pode me mostrar sua lixeira?" E, sem acanhamentos, começa a bisbilhotar o lixo alheio. Ali está o seu negócio.
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Verde. Rodrigo Sabatini, da Novociclo, implanta o conceito de 'lixo zero' em empresas
A Novociclo, fundada por Sabatini em 2009, ajuda corporações e condomínios residenciais a destinar corretamente tudo o que puder ser reciclado. "Não incinero, não empacoto, não trato... o que eu faço é ajudar as pessoas e as empresas a não gerarem lixo." Por isso, quando fecha contrato com uma companhia, a primeira providência que toma é acabar com toda e qualquer lixeira do escritório. Depois, educa os funcionários e desenvolve equipamentos, parecidos com armários, para todo o "resíduo" seja organizado antes de ir para a reciclagem.
Com clientes de peso na região Sul, como a rede de supermercados Angeloni, uma das seis maiores do País, a Novociclo faturou no ano passado R$ 1,5 milhão e já atraiu investidores: com menos de um ano de vida recebeu aporte de um fundo carioca de venture capital. A empresa de Sabatini, com foco em sustentabilidade, integra um novo modelo negócio que tem despertado o interesse de investidores e grandes companhias.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro de 2010 (e que, entre outras coisas, dá um prazo para o fim dos lixões) deu força à criação de um mercado em que o lixo passou a ser visto, de fato, como uma fonte de receita. "O marco regulatório deu um impulso a esse segmento, que até então estava meio paralisado", diz Ricardo Zibas, gerente de sustentabilidade da consultoria KPMG. "Aos poucos, esses negócios se mostram interessantes para investidores que buscam retorno no longo prazo."
Em São Paulo, a Unnafibras, empresa que produz fibra de poliéster com garrafa pet, começou a usar material reciclável como matéria-prima na década de 90 para reduzir os custos de produção. "Na época era pejorativo dizer aos clientes que usávamos material reciclável", lembra José Trevisan Júnior, presidente da empresa. "Não pegava bem."
Agora, a Unnafibras estampa a informação em todo lugar. Na carteira de clientes, há empresas que fecham negócio só por causa das iniciativas sustentáveis. As fibras são usadas na produção de tecidos para cama e mesa e na fabricação de materiais usados no revestimento interno de automóveis. Com elas, também são produzidos materiais para o preenchimento de travesseiros e bichos de pelúcia.
Com faturamento de R$ 148 milhões e três unidades fabris no País, a Unnafibras recebeu em 2010 aporte do fundo de private equity da gestora de investimentos Stratus. Com o dinheiro e com o otimismo que se criou em torno dos negócios sustentáveis, a empresa vai inaugurar em setembro uma nova fábrica. "Fazemos parte de uma tendência", diz Trevisan. "Sustentabilidade virou uma palavra mágica." 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

7 dicas para escolher o nome certo para sua empresa


São Paulo – Criar um bom nome para um negócio não é tarefa fácil. O processo pode ser tão complexo que a consultoria GlobalBrands cobra nada menos do que US$ 50 mil para desenvolver uma marca vencedora para seus clientes.
Mas aqui em EXAME.com, você pode conferir algumas dicas grátis de José Roberto Martins, fundador da consultoria, para escolher um nome matador para a sua empresa. Anote:
1. Pense no posicionamento da marca
Um erro muito cometido por empreendedores é criar um nome para o negócio juntando iniciais dos nomes dos sócios ou simplesmente escolhendo a esmo uma palavra pela qual se tenha simpatia ou que pareça “inteligente”. O nome da empresa deve remeter à sua atividade principal e, ao mesmo tempo, diferenciá-la dos concorrentes que atuam no mesmo ramo, recomenda o especialista.
2. Simplifique as coisas
Nike, Apple, Twitter, eBay. O que todas essas empresas têm em comum, além de uma trajetória de tremendo sucesso? Poucas sílabas em seu nome. “Os melhores nomes são curtos, fáceis de memorizar e pronunciar”, sentencia Martins. Evite nomes muito longos ou complexos, que possam acabar confundindo seus clientes.
3. Evite associações impróprias
Evite nomes que possam ter uma conotação negativa na sua língua, se o negócio for local, e em outras culturas, se for global. “O Ford Pinto foi um mico”, exemplifica Martins. Em alguns casos, a falta de cuidado pode levar não só a situações embaraçosas, como esta, mas até a gafes mais sérias, como o infeliz caso de uma empresa asiática que adotou a sigla KKK – acrônimo da seita racista Ku Klux Klan nos Estados Unidos – como nome.  
Fuja dos clichês que indicam “modernidade” no momento da escolha do nome, pois se o negócio vingar e durar muitos anos, ele pode acabar ficando datado. “Muitas empresas colocaram ‘tel’ e ‘digi’ para associar seus negócios a tecnologias que estavam no auge e seus nomes hoje soam ultrapassados para nós”, aponta o especialista. “Uma boa olhada na lista telefônica mostra que esses prefixos ou sufixos não trazem nenhum diferencial a uma marca”, acrescenta.
5. Fique atento à pronuncia
Uma boa marca não funciona apenas no papel. Ela deve ser fácil de pronunciar, afinal você vai querer que seus clientes sejam capazes de falar sobre o seu negócio sem gaguejar ou tropeçar nas próprias palavras. Nomes cuja pronuncia não corresponde à grafia também podem causar confusão na hora que alguém for tentar achar seu site ou procurar referências sobre sua empresa na internet. Nomes que possam “soar” esquisitos em outras línguas também devem ser evitados. Quem se lembra do malfadado mecanismo de buscas lançado pela Microsoft em 2008? Seu nome era Cuil. Para começar, ninguém, sabia ao certo como pronunciá-lo em português. Quando finalmente chegou-se à conclusão que a pronuncia correta era algo como “cool” (que, em português, soa perigosamente como uma certa palavra de baixo calão), as piadas foram inevitáveis. 
6. Solte a imaginação
Muitas empresas de sucesso da nova geração de negócios online criaram palavras completamente novas para batizar seus empreendimentos. Nomes como Google e Flickr desafiaram o dicionário e se transformaram em grandes sucessos. Para Martins, cada vez mais as empresas terão que pensar fora da caixa se quiserem se destacar. “Um bom dicionário possui, em média, 400 mil verbetes. Desses, não mais que 50 mil poderiam ser utilizados como marcas ou nomes de empresas. As opções estão cada vez mais escassas”, aponta ele.
7. Verifique a disponibilidade
Depois de chegar ao veredito final, comece a pesquisa para ver se você realmente tem em mãos um nome para chamar de seu. Vá ao Registro.br e visite sites estrangeiros de registro de domínios – afinal, você pode querer expandir seus negócios para o exterior em algum momento – para verificar se já não existe na internet um endereço com o futuro nome do seu negócio. Se o domínio já foi registrado, quer dizer que alguém provavelmente chegou antes que você, tanto no mundo real quanto no virtual. Se o endereço estiver disponível, parta então para uma busca no bando de marcas do Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual). Caso a marca esteja disponível para registro, faça logo o processo. “Muitas empresas vão deixando isso de lado e depois acabam tendo um prejuízo enorme porque algum oportunista foi lá e registrou a marca delas para faturar em cima”, alerta Martins.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Rio reúne "inteligência" do petróleo

Se a Califórnia tem o seu Vale do Silício, região que aglutina empresas de tecnologia de ponta, o Rio avança para criar um Vale do Pré-sal ou Vale da Energia. Esse polo, que reúne a inteligência do petróleo, está em fase de desenvolvimento no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, onde a Petrobras inaugurou o novo prédio, que amplia seu centro de pesquisas. Ali, estão em estudo tecnologias eletromagnéticas para caracterização de reservatórios profundos, ressonância magnética nuclear e equipamentos especiais para perfurar o pré-sal de forma segura e veloz.
Fonte: Valor Online

sábado, 22 de novembro de 2008

É o momento de se investir em excelentes companhias a preços baixos, diz corretora

Por: Equipe InfoMoney
20/11/08 - 17h45
InfoMoney

SÃO PAULO - "Entendendo os efeitos da forte restrição de crédito a partir de setembro", com essa proposta a Geração Futuro inicia, em informativo semanal, o estudo sobre o desenvolvimento da crise financeira mundial propondo questões sobre seus impactos para as companhias brasileiras e perspectivas para o que ainda está por vir.

A concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, na metade de setembro, modificou o cenário financeiro mundial e provocou uma forte retração no mercado de crédito internacional, com efeitos acentuados no mercado brasileiro, avalia a corretora.

Com receio de que outras instituições financeiras viessem a apresentar problemas de liquidez no curto prazo e também não fossem socorridas pelos governos, houve uma rápida retração no volume de empréstimos entre bancos e um aumento considerável das taxas cobradas nas operações realizadas.

O crédito permanecerá restrito por quanto tempo?
Para os analistas, é difícil estimar por quanto tempo o crédito se manterá caro e escasso. Diversas medidas governamentais nos EUA, na Europa e no Brasil foram anunciadas e efetivadas após a intensificação da crise, sem que os efeitos práticos e as conseqüências tenham surtido pleno efeito até o momento.

De qualquer forma, a percepção é de que a situação no Brasil já começou a melhorar, com a reabertura de linhas e recomposição de taxas de financiamento. É possível que ao longo do primeiro semestre de 2009 o volume de financiamentos para exportações se normalize, e que as operações de financiamento de longo prazo voltem a ocorrer em condições de prazo e juros mais próximas das verificadas anteriormente.

Faz sentido continuar investindo em petróleo, siderurgia, celulose e mineração?
Na visão da Geração Futuro, os fundamentos de longo prazo que justificavam os investimentos em empresas atuantes nestes setores, antes da crise, permanecem válidos. As alterações do cenário de curto prazo implicarão efeitos negativos distintos em cada companhia, notadamente ao longo do último trimestre do ano e primeiro de 2009, períodos em que a retração do crédito afetará mais intensamente os preços e a demanda pelos produtos.

Contudo, a corretora tem convicção que as economias emergentes, em especial o Brasil, continuarão apresentando taxas de consumo, investimento e crescimento da atividade econômica em níveis muito superiores aos das economias desenvolvidas, ao longo dos próximos anos, o que implicará demandas crescentes e ajustes positivos nos preços de produtos como petróleo, aço, celulose e minério de ferro.

Essa situação já se manifestava de forma clara no período anterior ao agravamento da crise, e os analistas acreditam que voltará a ocorrer quando esta se dissipar. Nos trabalhos de atualização de projeções e avaliação já realizados após a divulgação dos números do terceiro trimestre de 2008, foi verificado que mesmo com premissas bastante conservadoras os resultados mantêm-se positivos para 2009, implicando múltiplos atrativos e potenciais de valorização bastante elevados.

Esta situação leva a conclusão de que as cotações atuais refletem uma situação de aversão ao risco e incertezas, com valores diminuídos por investidores que pressionaram por liquidez. O momento atual permanece como uma oportunidade de se investir em excelentes companhias a preços bastante depreciados, visando obter retornos elevados no longo prazo, sugerem os analistas.

Quais as implicações da recente alta do dólar para as empresas?
"O aumento do valor do dólar reflete a retração do volume de financiamento e comércio internacional", avaliam os analistas, que atribuem também as maiores incertezas do cenário econômico e das expectativas futuras de negócios.

Para as empresas exportadoras, a alta do dólar contribui significativamente para atenuar os efeitos de queda de preços e volumes vendidos no curto prazo. Em termos práticos, o valor médio do dólar no quarto trimestre deste ano é 30% superior ao do período anterior.

Por outro lado, empresas com dívidas em dólar sofrem com maiores despesas financeiras, proporcionais ao aumento do câmbio - todavia, como normalmente trata-se de empresas exportadoras, essas perdas tendem a ser anuladas com os ganhos nas exportações.

Fonte: Infomoney