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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hypermarcas compra Pom Pom, Bitufo e 3 marcas da Medley por R$ 251 mi

SÃO PAULO – A fabricante de medicamentos, alimentos e de produtos de higiene e limpeza Hypermarcas anunciou nesta manhã aquisições que totalizam R$ 251,5 milhões. Reforçando a posição da empresa no mercado de produtos infantis, a companhia comprou da Colgate-Palmolive a marca de sabonetes infantis Pom Pom. Além disso, será firmado um acordo de produção e fornecimento de produtos válido por três anos.
O negócio, que abrange também ativos como estoques, materiais promocionais, fórmulas e especificações, é estimado em R$ 85 milhões. A Hypermarcas pagará inicialmente R$ 59,5 milhões na data de fechamento do contrato. O restante será quitado em 24 parcelas mensais.
No segmentos de remédios, foram adquiridas três marcas de medicamentos da farmacêutica Medley, por R$ 84 milhões, pagos à vista. Somam-se ao portfólio da Hypermarcas o Digedrat, usado em tratamentos do coração, o Peridal, da linha gástrica, e o infantil Lopigrel.
Será estabelecido também um contrato de fornecimento e distribuição, válido por dois anos após a data da assinatura do contrato. O acordo ainda está sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O terceiro negócio anunciado pela Hypermarcas foi a assinatura de um memorando de entendimentos para a compra das empresas do segmento de higiene bucal IPH&C, DPH Distribuidora e Comercial Maripa, que atuam na fabricação e distribuição de produtos dentais da marca Bitufo. A proposta de aquisição do capital dessas empresas ainda será avaliada pelos acionistas em assembleia geral.
A companhia desembolsará R$ 82,5 milhões no negócio, dos quais R$ 42,5 milhões serão pagos à vista e o restante, em cinco parcelas. Junto com a Sanifill, a compra da socidade complementa o portfólio da Hypermarcas em higiene bucal.
Fonte: Valor

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Blackstone e Pátria oficializam associação no Brasil


O grupo Blackstone e a gestora de recursos Pátria Investimentos oficializaram nesta quarta-feira (29/9) um acordo no qual primeira comprará participação de 40% no capital da instituição brasileira.
De acordo com comunicado divulgado, as duas empresas "concordam em cooperar na prospecção de oportunidades de investimentos e em mandatos de assessoria corporativa no Brasil e na América do Sul". Oficialmente, não foram divulgados valores.
Sobre a associação, Stephen A. Schwarzman, chairman e CEO da Blackstone, afirma que busca aproveitar oportunidades de negócios em diversos segmentos. "O Brasil é a maior economia da América Latina e vem crescendo rapidamente. A associação com o Pátria permitirá que os investidores e clientes da Blackstone se beneficiem das crescentes e variadas oportunidades de negócios no país, assim como do profundo conhecimento de nosso sócio sobre o mercado local. Antevemos amplo espectro de oportunidades em assessoria corporativa e nos segmentos de infraestrutura, real estate, private equity e capital management."
Luiz Otávio Magalhães, sócio fundador e membro do Comitê Executivo do Pátria Investimentos, também acredita que seus clientes se beneficiarão muito da exposição global da Blackstone "tanto no que concerne a oportunidades de investimento quanto de assessoria corporativa".
O fechamento da transação está estimado para acontecer na sexta-feira (1/10).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

TCX analisa exercício de opções e prevê fim da hegemonia de PETR4 e VALE5


SÃO PAULO - O exercício de opções sobre ações de fevereiro movimentou R$ 2,2 bilhões na BM&F Bovespa, com destaque para as opções de venda, responsáveis por R$ 1,04 bilhão desse valor, o terceiro maior volume da história, ficando atrás apenas dos números reportados em 20 de fevereiro de 1995 (R$ 1,32 bilhão) e 19 de dezembro de 1994 (R$ 1,712 bilhão).
Os outros R$ 1,15 bilhão de giro vistos em fevereiro foram referentes às opções de compra.
Operador de renda variável da TCX Consultoria, Eduardo Munhoz, considera o elevado volume das opções de venda atípico, e reflexo de uma maior maturidade do mercado brasileiro. Além disso, afirma que a hegemonia de papéis como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE5) está com seus dias contados.
Munhoz também justifica seu ceticismo quanto ao viés otimista à BM&F Bovespa em 2010. Para ele, a instabilidade ainda é forte no fluxo de notícias global e os problemas estruturais da crise ainda em aberto farão com que a BM&F Bovespa "ande de lado neste ano".

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vale compra Fosfertil e minas da Bunge por US$ 3,8 bi

Empresa surpreende o mercado e diz que fará oferta também pelas ações dos minoritários da Fosfertil

| 27.01.2010 | 11h37

A Vale informou nesta quarta-feira que celebrou contrato de compra de 100% dos ativos de fertilizantes da americana Bunge no Brasil. AVale, concordou em pagar 3,8 bilhões de dólares, valor máximo estipulado pela mineradora quando alertou o mercado há duas semanas que estava em negociação com a Bunge.

Pelos termos do acordo, a Vale. vai pagar 1,65 bilhão de dólares por minas de rocha fosfática e plantas de processamento de fosfatados da Bunge e outros 2,15 bilhões de dólares para adquirir a participação de 42,3% detida pela empresa americana no capital da Fosfertil. A transação não envolve negócios de varejo ou distribuição de fertilizantes.

A Vale também anunciou um contrato de opção de compra de ações da Fertifos, que detém 56,73% do capital da Fosfertil. A mineradora terá direito de comprar 1,46% das ações da Fertifos que estão em poder da Fertilizantes do Paraná e da Fertilizantes Heringer por um total de 81,5 milhões de dólares.

A transação está sujeita às aprovações usuais de órgãos governamentais competentes. Caso a transação seja aprovada, a Vale lançará uma oferta pública obrigatória para comprar as ações ordinárias detidas pelos acionistas minoritários da Fosfertil pelo mesmo preço pago aos controladores.

A Vale não revelou sua estratégia em relação às ações preferenciais - que têm mais liquidez no mercado, A mineradora poderá fazer uma oferta pelos papéis no futuro, mas não há garantia de que o preço oferecido será vantajoso aos minoritários, já que os papéis não possem "tag along" (extensão da oferta feita aos controladores para os acionistas minoritários). Às 16h04, os papéis preferenciais da empresa caíam 3,05%, para 18,41 reais.(Continua)

A Vale é a maior exportadora de minério de ferro do mundo e também uma das líderes em níquel. A compra dos ativos da Bunge confirma o interesse da mineradora em crescer rapidamente no mercado de fertilizantes. Além de adquirir ativos em potássio (matéria-prima para fertilizantes) da Rio Tinto, a Vale, tem se envolvido frequentemente em possíveis fusões no setor. Chegou a negociar a aquisição da americana Mosaic, mas não conseguiu fechar um acordo.

Bastante criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por investir no exterior, o presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que "esta operação é de fundamental importância para a consolidação da estratégia da Vale. em focar o Brasil como o grande mercado para sua produção de fosfatados, tendo em vista o potencial das minas locais, bem como o crescimento associado aos projetos desenvolvidos no exterior, como Bayóvar e, no futuro, Evate, todos com produção prioritariamente destinada ao mercado brasileiro".

No dia 15 de janeiro, quando a Vale tornou pública as negociações com a Bunge, o mercado chegou a especular sobre uma possível mudança na direção da Fosfertil, já que seus principais executivos são ligados à Bunge. Para a Fator Corretora, no entanto, seria interessante para a Vale manter o atual corpo de executivos na operação.

No comunicado, a Vale diz que ainda não sabe de que forma vai absorver a Fosfertil. "A Vale realizará estudos com respeito à combinação dos ativos e empresas adquiridas, bem como outros ativos de fertilizantes já possuídos pela Vale no mundo. Neste estágio, não há indicação que nos permita afirmar que tais análises possam conduzir à reorganização corporativa. Tão logo tais estudos sejam concluídos e decisões sejam tomadas, a Vale as tornará publicas."

Fonte: Portal Exame

sábado, 16 de janeiro de 2010

Vale negocia com Bunge sobre Fosfertil

A transação inclui a participação de 42,3% que a Bunge detém no capital da Fosfertil e um portfólio de ativos que compreende minas de rocha fosfática e unidades de produção

Por Agência Estado
São Paulo – A Vale informou que negocia aquisição de ativos de fertilizantes com a Bunge no Brasil. Mais cedo hoje, a Fosfertil, controlada pela Bunge, havia comunicado o mercado sobre negociações entre as empresas, sem dar detalhes. De acordo com nota, a Vale está em negociações "por meio de uma de suas controladas", de ativos de fertilizantes do Grupo Bunge por até US$ 3,8 bilhões.

A transação inclui a participação de 42,3% que a Bunge detém no capital da Fosfertil e um portfólio de ativos que compreende minas de rocha fosfática e unidades de produção de fertilizantes intermediários com base em fósforo (fosfatados) e nitrogênio (nitrato de amônio e uréia). Em nota, a Vale afirma que as negociações "poderão ou não" resultar na aquisição desse portfólio.

Fonte: Época Negócios