quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Bolsa cria pregão paralelo para negociação de grandes lotes
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
De olho na 'nuvem', UOL compra Diveo
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Ofertas públicas de ações devem somar R$ 14 bilhões em três meses
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O xerife da bolsa
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Petrolífera Qgep entra com pedido de análise de IPO junto à CVM
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Droga Raia entra com pedido de oferta primária e secundária na CVM
Em setembro de 2008, a Droga Raia recebeu aporte da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e da Pragma Patrimônio, que detêm 30% do capital da companhia. Ambos pretendem vender parte da participação que possuem na oferta.
Na minuta do prospecto preliminar da emissão, a Droga Raia informa que pretende usar os recursos do IPO para investimentos em ativos fixos e em capital de giro na abertura de novas lojas e reformas nas unidades já existentes e na redução do endividamento de longo prazo.
O Itaú BBA será o coordenador líder do IPO. O banco atuará na operação ao lado do Credit Suisse e do BB Banco de Investimento.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Droga Raia entra com pedido de oferta primária e secundária na CVM
Em setembro de 2008, a Droga Raia recebeu aporte da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, e da Pragma Patrimônio, que detêm 30% do capital da companhia. Ambos pretendem vender parte da participação que possuem na oferta.
Na minuta do prospecto preliminar da emissão, a Droga Raia informa que pretende usar os recursos do IPO para investimentos em ativos fixos e em capital de giro na abertura de novas lojas e reformas nas unidades já existentes e na redução do endividamento de longo prazo.
O Itaú BBA será o coordenador líder do IPO. O banco atuará na operação ao lado do Credit Suisse e do BB Banco de Investimento.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Sem tradição, XP lidera em ações
terça-feira, 6 de abril de 2010
Letra financeira ainda encontra resistência entre os investidores
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Banco do Brasil começa a operar na Bolsa de NY
A decisão, aprovada pela CVM e pelo Banco Central em outubro, recebeu a autorização da Securities and Exchange Commission (CVM americana) no mês de novembro, tornando possível a entrada do órgão no varejo bancário em vários países da América Latina e nos Estados Unidos.
Com o intuito de aumentar a visibilidade internacional doBanco do Brasil, a instituição passará a negociar American Depositary Receipts (ADRs ou recibos de empresa estrangeira negociados nos EUA) de nível 1 no mercado acionário americano.
"Vamos fazer um movimento de internacionalização em alguns países com aquisições ou com o modelo orgânico", disse o presidente do Banco do Brasil.
Um dos caminhos para ganhar destaque no mercado internacional é a estruturação de agências em estados americanos com forte presença de brasileiros, como Flórida, Nova Jersey e Massachussets. Outra projeto que está sendo estudado pelo órgão é a aquisição de algum banco europeu que esteja querendo sair dos Estados Unidos por conta da crise.
No Brasil, o desafio da instituição será elevar os níveis de capitalização, que foram apertados nos últimos meses com a compra do controle da Nossa Caixa e de metade do BancoVotorantim.
Operacionalmente, a meta é elevar a rentabilização dos ativos e cobrar das agências a venda de mais produtos financeiros aos clientes, como seguros e cartões de crédito. O Banco do Brasil começa também a fazer planos de aquisições em outros segmentos no país, como corretoras, asset management e seguros odontológicos.
Além de se concentrar em grandes economias da América Latina, entre elas Argentina, Chile, Peru e Colômbia, o Banco do Brasil tem planos de entrar em Portugal, Moçambique e Angola.
Enquanto aguarda a autorização para entrar em outros países, o Banco do Brasil trabalha em outras frentes e finaliza a reestruturação de suas atuais atividades no exterior, o que inclui a concentração das operações da Europa em uma holding com sede em Viena, na Áustria. Essa unificação deve acontecer até o mês de abril de 2010.
O Banco do Brasil começa também a distribuir produtos de investimento a clientes ao redor do mundo. Uma das investidas prestes a ser concluída é o levantamento de um fundo de agronegócio de quase 1 bilhão de reais, que tem como principais compradores grandes investidores árabes. Outros fundos com perfil parecido devem ser lançados em breve a investidores da China.
Fonte: Portal Exame
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Lições da pílula
O desfecho inesperado da disputa entre
Pelo menos duas questões ficaram claras nessa experiência. A primeira é que os investidores ainda não estão familiarizados com as discussões da pílula. E a segunda é que - se o estatuto não dificultar - elas podem ser removidas ou dispensadas diante de uma proposta de compra e nesses casos podem até beneficiar os acionistas.
Embora crítico dos exageros que acontecem no Brasil na adoção dessas cláusulas, para o advogado Marcelo Barbosa, do escritório
As pílulas de veneno servem para dificultar que um investidor ou grupo compre uma fatia significativa da empresa. Da maneira como foram adotadas no Brasil, davam conforto especialmente aos controladores que levaram as companhias à bolsa nos últimos anos e temiam uma tomada de controle.
Porém, as peculiaridades da adoção no país foram alvos de críticas. Aqui, em geral, as pílulas dificultam a compra de fatias significativas porque disparam uma obrigação de oferta pública para 100% do capital da companhia e com prêmio elevado preestabelecido. Os problemas que surgiram é que o percentual limite de aquisição, em geral, é baixo e os prêmios para uma oferta são excessivos. Assim, essas cláusulas foram acusadas de inibirem operações.
Por fim, algumas companhias redigiram seus estatutos de forma a evitar que os acionistas pudessem votar pela retirada das pílulas. Isso porque aqueles que aprovassem a eliminação teriam que comprar as ações dos demais acionistas, seguindo o prêmio previsto na regra da companhia. Criaram, assim, as cláusulas pétreas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já se manifestou afirmando que não punirá os acionistas que votarem pela mudança nesses casos.
Apesar de já se verificar companhias interessadas em modificar seus regimentos, as pílulas ainda estão disseminadas, especialmente entre as novatas da bolsa.
Estudo inédito realizado pelo
O caso da GVT abalou alguns mitos da discussão sobre as pílulas de veneno. A companhia francesa
O prazo necessário à discussão dos acionistas sobre a pílula também teve papel importante e permitiu que a Telefônica lançasse uma oferta pela empresa e iniciasse uma disputa. Assim, a cláusula mostrou um de seus principais benefícios: trouxe para a negociação os acionistas dispersos na bolsa.
E a briga só não foi maior pela falta de experiência para lidar com o assunto. Ao aprovarem a dispensa da pílula de veneno, os acionistas da GVT não condicionaram a liberação a uma oferta pública. A medida deixou a porta aberta para a Vivendi negociar privadamente a compra do controle - em partes - e não precisar se submeter a uma guerra de preços em leilão.
Mas a professora Roberta Prado, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) acredita que esses dispositivos não têm a função de melhorar preço em aquisições. Para ela, as pílulas não devem ser vistas como "instrumento de barganha". "Se há o interesse do minoritário de receber sempre o valor mais alto, há também o interesse do mercado de que os negócios sejam realizados pelo valor justo", afirma.
Para os analistas do núcleo de estratégia do BTG Pactual autores de pesquisa sobre o tema, Carlos Sequeira e Antonio Junqueira, na maioria das vezes, as pílulas não se materializam em ganhos aos acionistas - especialmente quando a companhia dificulta sua retirada.
"Na verdade, elas potencialmente reduzem o valor do investimento", afirma Sequeira, pois podem dificultar fusões e aquisições. Junqueira explica ainda que a demanda pelas ações pode sofrer. "Há investidores que só fazem apostas relevantes, comprando grandes fatias das empresas. Se esse tipo de aplicação for limitada, a demanda pelos papéis tende a ficar menor."
Diante das críticas e da necessidade das companhias, é crescente o movimento de mudanças nos estatutos. Após a Cremer, que estreou as alterações ainda em 2008, a
Fonte: Valor Online
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
'Insider' na mira da Justiça
Ministério Público e Polícia Federal acompanham mais de perto o uso de informações privilegiadas no mercado de ações.
Há apenas um processo criminal em curso na Justiça brasileira, mas, a julgar pelas investigações sobre suspeitas de "insider trading" em andamento hoje, esse número, em breve, deve crescer. Os possíveis crimes por uso de informação privilegiada no mercado de capitais são investigados em sigilo, mas tanto o Ministério Público quanto a Polícia Federal confirmam a existência de inquéritos em curso, ainda sem data para serem apresentados à Justiça e se tornarem ações penais. Até agora, a única ação penal sobre "insider" em andamento no Judiciário foi aberta em maio deste ano contra dois ex-executivos da
Em São Paulo há investigações em andamento tanto na Polícia Federal quanto na Polícia Civil, e as suspeitas surgem de fontes diversas - como inquéritos administrativos que tramitam na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), denúncias anônimas e escutas telefônicas feitas em operações que apuram outros tipos de crime. "Temos investigações em andamento, mas para indiciar suspeitos precisamos verificar se aquela suspeita de uso de informação privilegiada se confirma e se a pessoa continua agindo dessa forma", afirmam os delegados Ricardo Saadi e Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho, chefe e integrante da Divisão de Repressão Combate aos Crimes Financeiros da Polícia Federal em São Paulo.
Até hoje, apenas três das 791 operações realizadas pela PF desde 2006 no país tiveram como foco o mercado de capitais. Nenhuma delas envolveu "insider": em dois casos, o objetivo foi desarticular quadrilhas que praticavam fraudes com ações e contra investidores, e no terceiro, neste ano, foi desmontado um esquema de pirâmide financeira no Rio Grande do Sul.
Já no caso do Ministério Público Federal, os inquéritos, em geral, começam com o envio de informações colhidas durante os procedimentos administrativos da CVM. Os procuradores da República Antônio do Passo Cabral e Rodrigo de Grandis, que atuam na área de crimes financeiros do MPF no Rio e em São Paulo, respectivamente, confirmam a existência de investigações - todas em sigilo. "Mas são poucos os casos", diz Cabral.
A tendência, no entanto, é a de que o número de casos aumente, como resultado de um termo de cooperação assinado entre o MP e a CVM em maio de 2008. O acordo prevê a troca de informações - a CVM deve repassar ao MP informações, provas e documentos obtidos nas apurações administrativas e o MP deve enviar à autarquia as informações coletadas durante suas investigações.
Esse fluxo de informações sempre existiu, segundo Alexandre Pinheiro dos Santos, procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada junto à CVM, mas houve um estreitamento em 2006, quando foi criado um grupo de atuação no mercado de capitais. O grupo é formado por procuradores federais para discutir ações judiciais que tenham como foco o mercado, sejam para punir criminalmente ou impor sanções às pessoas responsáveis por atos ilícitos, e culminou no termo de cooperação entre CVM e MP. "Ainda que a possibilidade de punição por crime de 'insider' tenha surgido em 2001, faltava uma aproximação entre as duas instituições", diz o procurador regional da República em São Paulo Marcelo Moscogliato, coordenador do grupo.
O procurador Alexandre dos Santos não revela quantos casos de suspeita de "insider" existem hoje em investigação no país. "Já há novos procedimentos investigatórios e muito provavelmente teremos um número de casos se desdobrando na esfera penal em curto e médio prazo", diz. Sempre que a CVM verifica um possível crime, encaminha as informações ao MP, independentemente de já ter concluído o processo administrativo e do resultado. O encerramento do processo na CVM com a assinatura de termos de compromisso - como ocorreu com o
Desde 2006, foram julgados 11 processos pela CVM. Outros casos foram encerrados mediante termos de ajustamento de conduta. Em tese, todos podem ser alvo de investigações criminais. Na prática, no entanto, não é o que deve ocorrer. Uma das maiores dificuldades apontadas é a exigência de provas para que haja uma condenação. "A prova do 'insider' é extremamente difícil", diz o procurador regional da República na 5ª Região Sady d'Assumpção Torres Filho, membro do grupo de mercado de capitais do MPF. "E a escuta telefônica e a quebra de sigilo funcionam em casos de crimes continuados, mas o 'insider' é um crime de oportunidade." "As operações são liquidadas em três dias, e nosso tempo de reação não é o mesmo dos criminosos", diz o procurador no Rio Antônio do Passo Cabral, vice-coordenador do grupo.
O grupo de mercado de capitais está analisando, em conjunto com a CVM, técnicas para que o flagrante do "insider" seja possível. O procurador Rodrigo de Grandis, autor da denúncia contra a Sadia, afirma que é por isso que a aproximação entre MP e CVM é fundamental para que a atuação do primeiro ocorra quase simultaneamente à identificação do delito pela segunda. "Nos próximos casos a tendência é a de termos medidas restritivas, como o bloqueio de ativos."
Ainda que se consiga obter provas quase simultaneamente ao uso da informação privilegiada e bloquear ativos para que haja uma condenação penal, a possibilidade de que a pena de um a cinco anos de prisão prevista para o crime de "insider" seja aplicada é muito difícil, avalia de Grandis. "Se os réus não têm antecedentes, é possível a aplicação de penas alternativas, como a pecuniária ou restritiva de direitos", diz.
Fonte: Valor Online
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Estatuto do Ponto Frio causa polêmica
Considerada confusa por analistas e investidores, a redação do estatuto social da
O Pão de Açúcar pagará R$ 824,5 milhões por 70% da Globex e informou que os minoritários receberão 80% do valor pago à controladora, Lilly Safra - o chamado "tag along" é garantido pela Lei das Sociedades por Ações. Os minoritários terão rigorosamente o mesmo tratamento dado aos controladores, mas recebendo 80% do valor e não 100%.
Porém, no estatuto da companhia, o artigo 42 prevê que, em caso de venda de controle, os minoritários deveriam ter tratamento igualitário, ou seja, receber 100% do valor pago ao majoritário, citando as regras do Novo Mercado. O Ponto Frio alterou seu estatuto, mas, de fato, não aderiu ao segmento especial de governança corporativa da Bovespa, apesar de ter anunciado que o faria e de ter tomado a principal medida para a migração: a conversão das ações preferenciais (PN, sem direito a voto) em ordinárias (ON, com voto).
Apesar de o artigo 42 do estatuto da companhia prever o tratamento igualitário, um dos artigos finais do documento, o 58, esclarece que ele só teria validade quando a empresa iniciasse a negociação no Novo Mercado.
"O estatuto da Globex é uma imensa confusão, que certamente induz o pequeno investidor ao erro", afirma Roberta Nioac Prado, professora da FGV/SP. "Eles gastaram mais de três páginas tratando da venda do controle, com citações ao Novo Mercado, para ao final dizer que aquilo só terá valor quando a empresa estiver no segmento", diz. Se a empresa estivesse no Novo Mercado, afirma Roberta, valeriam as regras do segmento e todas a outras descrições não seriam necessárias. Na avaliação dela, a cláusula 58 é semelhante às letras miúdas por vezes incluídas em contratos. Se não houvesse a cláusula suspensiva, o estatuto seria soberano e os minoritários teriam garantidos os 100%.
Advogados que estruturam operações de ingresso no Novo Mercado afirmam que é comum, antes mesmo de iniciarem a negociação, as companhias já modificarem os estatutos, uma vez que a mudança é certa - o que não se comprovou no caso do Ponto Frio.
Para André Gordon, gestor da
Gordon já protocolou reclamação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) sobre o caso. A CVM informa que está "analisando as questões relacionadas à alienação de controle".
Segundo Enéas Pestana, vice-presidente financeiro do Pão de Açúcar, a empresa está confiante em relação aos aspectos jurídicos da operação. No entanto, mesmo na hipótese de que os acionistas contestem o "tag along", o valor em questão não deve ter um grande impacto sobre o preço final acertado e não há risco de que essa contenda comprometa o negócio.
Fonte: Valor Online
