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terça-feira, 5 de outubro de 2010

IOF mais alto neutraliza parte do ganho do investidor estrangeiro



Ao dobrar de 2% para 4% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações de investidores estrangeiros no mercado de renda fixa e de fundos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pretendeu reduzir o ingresso de dólares no país e frear a valorização da moeda doméstica, o real. As aplicações em ações continuam taxadas em 2% e as de investimento direto permanecem isentas do tributo.


Fonte: ValorOnline

segunda-feira, 1 de março de 2010

Eleição e pré-sal freiam ações da Petrobrás


SÃO PAULO - A exemplo de 2009, as ações da Petrobrás continuam com desempenho abaixo do que média do mercado (Ibovespa) e ao dos próprios papéis da Vale. Se por um lado o preço de reajuste do minério de ferro anima os investidores a comprar as ações da mineradora, os papéis da petrolífera são vistos com cautela após persistirem o receio sobre a capitalização da empresa para tocar os projetos do pré-sal. Pesa ainda sobre as ações o fato de 2010 ser ano eleitoral e empresas públicas, como a Petrobrás, sempre serem consideradas mais arriscadas.

"As ações da Petrobrás começaram a ficar para trás no início do último trimestre do ano passado com a notícia do plano de capitalização organizado pela União. Muitos detalhes ainda estão em aberto", explica o analista de investimentos da corretora Spinelli, Max Bueno.
Não há ainda uma projeção fechada de quanto deva ser o aporte de recursos da empresa no projeto do pré-sal, mas analistas chegam a apostar em até R$ 200 bilhões. "Estimamos um investimento de R$ 175 bilhões e falta caixa na empresa para tal aplicação. Também não é viável tomar mais empréstimos porque elevaria o grau de alavancagem", aponta o economia Rodrigo Constantino.

A terceira alternativa, vista pelo mercado como a mais provável, seria fazer uma oferta de ações. Especialistas explicam que como o governo está próximo do limite de 50% de ações ordinárias necessário para ser acionista majoritário na empresa (atualmente a participação é de 55,56%), a União precisará acompanhar a oferta de papéis, colocando recursos na empresa. "Os limites orçamentários já estão esticados. A solução encontrada foi usar o próprio ativo que pertencerá a União - os barris de petróleo ainda a serem extraídos - para honrar a sua parte na oferta.

Neste processo, o principal risco para os acionistas minoritários é o da perda de participação no capital da empresa, caso não participe da oferta de ações. "O problema da capitalização como ela é pensada é que ela gera desconfiança no investidor local que não se sente muito confortável em manter a ação na carteira", diz o analista da corretora SLW, Pedro Galdi.

Na ponta contrária, os holofotes se concentram sobre a Vale, empresa que deve conseguir um reajuste do preço do minério de ferro de até 40%. "O cenário é de demanda forte e a empresa investiu durante o período da crise em aumento da capacidade. Deve trabalhar a toda capacidade neste ano", avalia Galdi.

Risco político

O risco político sempre é um fantasma quando se trata de empresas públicas com ações negociadas na Bolsa. No caso do pré-sal, por exemplo, o mercado teme que o governo trabalhe com perspectivas mais positivas do que a realidade da capacidade de exploração das bacias. Segundo analistas, há um claro conflito de interesse no qual o governo se beneficia se a camada pré-sal seja valorizada, com custos e margens maiores.

A intervenção na Petrobrás, dizem especialistas, não se limita ao projeto do pré-sal. "Um dos assuntos neste ano de eleição é a inflação que pode voltar a incomodar. O governo pode usar a Petrobrás como instrumento político", diz Constantino. Segundo ele, a gasolina é um importante item da inflação. "O governo pode manter o preço do petróleo inalterado, mesmo com o valor subindo no mercado externo. O governo tem mais interesses na empresa do que um acionista comum, que busca o maior retorno."

Segundo analistas, porém, a distância entre Petrobrás e o restante do mercado tenda a não se distanciar. Todos os riscos envolvidos na operação do pré-sal já estariam precificados na cotação atual do papel. As eleições, na visão dos especialistas, pode trazer volatilidade para o mercado como um todo.
Fonte: Estadao

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

São Paulo vai vender ações para reforçar investimentos

O governador de São Paulo, José Serra, vai promover um verdadeiro saldão das ações que o governo estadual possui, direta e indiretamente, em cerca de duas dezenas de empresas privadas. O valor de mercado destas participações alcança cerca de R$ 800 milhões, segundo dados do fechamento do pregão de ontem da Bolsa de Valores. Todos os recursos levantados com a operação paulista vão ser usados para investimentos do governo estadual no próximo ano, que estão orçados em R$ 20 bilhões.

Os R$ 800 milhões correspondem a 0,9% da receita tributária do governo estadual no acumulado de 12 meses encerrados em outubro. Os recursos ajudam a reforçar o caixa do governo estadual, que sofreu com a queda de arrecadação neste ano. Segundo dados da Secretaria da Fazenda, entre janeiro e outubro deste ano a arrecadação estadual caiu 4,2%, o equivalente a R$ 3,1 bilhões.

O secretário-adjunto da Fazenda do Estado, George Tormim, diz que será contratada, por meio de licitação, uma instituição financeira que vai avaliar se esse é o momento de vender os papéis. Por enquanto, estão na lista as ações que pertencem à Fazenda estadual e à Companhia do Metropolitano de São Paulo. "Mas já informamos às outras empresas estatais sobre a operação e elas poderão também alienar ações que possuem em portfólio", explica Tormim.

O maior volume de recursos deve ser captado com a venda da participação na Companhia de Transmissão Paulista (Cteep). A secretaria e o Metrô possuem juntos 7,69% da empresa. Se esse percentual tivesse sido vendido no pregão de ontem da bolsa, o governo teria arrecadado só com esse negócio R$ 600 milhões.

A Secretaria da Fazenda possui ainda ações de uma série de empresas de telefonia, mas em volume de ações e valor de mercado elas são ínfimas, se comparadas à participação na Cteep. O Metrô tem basicamente em seu portfólio ações do setor elétrico -a maior parte é resquício da privatização da antiga Cesp. A companhia foi totalmente fatiada e desse desmembramento surgiram a CPFL Energia, a Bandeirante (EDP Energias do Brasil), a Tietê e Eletropaulo (AES) e a própria Cteep e a Geração Paranapanema (Duke Energy).

As ações foram cedidas pelo governo do Estado para serem dadas como garantia em empréstimos do BNDES concedidos ao Metrô. Para alienar as ações, o governo terá que negociar com o BNDES a troca destas garantias. Juntos, os papéis do Metrô valiam ontem R$ 326,73 milhões. Deste total, R$ 112 milhões correspondem às ações que possui na Cteep. As ações da AES Tietê que pertencem à companhia valem R$ 93 milhões. Em percentual, a participação mais relevante está na Duke Energy Geração Paranapanema, onde possui 2,2% das ações preferenciais, que correspondem a aproximadamente R$ 44 milhões.

O edital de licitação para a contratação de instituição financeira foi publicado ontem e o pregão eletrônico foi marcado para o dia 18 de dezembro. A expectativa é que no início do próximo ano seja fechada a contratação e então o governo paulista poderá avaliar a venda ou não das participações.

No ano passado, o governo estadual teve frustrada sua tentativa de vender a Cesp. O leilão da companhia de geração elétrica estava marcado para março de 2008, mas fracassou depois que nenhum interessado depositou as garantias necessárias. O principal empecilho à venda foi a falta de definição quanto à renovação das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que vencem em 2015, e cuja renovação depende de modelo a ser definido pela União.

Ainda em 2008, porém, o governo paulista teve êxito na venda das ações da Nossa Caixa. Em contrato assinado em dezembro do ano passado, 71,25% do capital da Nossa Caixa, de propriedade do Estado de São Paulo, foi vendido ao Banco do Brasil por R$ 5,386 bilhões. O valor passou a ser pago a partir de março, em 18 parcelas mensais.

Para Amir Khair, especialista em contas públicas e ex-secretário de Finanças do município de São Paulo na gestão de Luiza Erundina, então do PT, o governo estadual está aplicando uma política de venda de patrimônio, o que lhe permite acumular recursos. "É possível que essas alienações tenham justificativa técnica", diz. Talvez a manutenção dos ativos, explica, não gere resultados ou não haja razões estratégicas para o governo estadual continuar com as participações das empresas.

"De qualquer forma, as alienações irão gerar um caixa adicional para o atual governo e provavelmente no mandato seguinte esse instrumento não poderá ser mais tão utilizado", avalia Khair. (Colaborou Marta Watanabe, de São Paulo)

Fonte: Valor Online

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Governo reduz juros da casa própria para quem ganha até R$ 2 mil

Novas taxas valem apenas para financiamentos iniciados em 2009.
Construtoras também terão mais R$ 3 bilhões para obras no ano que vem.

O governo anunciou nesta terça-feira (2) uma redução nos juros da casa própria para quem ganha até R$ 2 mil. As novas taxas valem apenas para financiamentos iniciados em 2009.

Os trabalhadores com renda bruta mensal de R$ 2 mil pagarão juros de 5% mais TR (taxa de referência, que está em cerca de 1,5%) em seus financiamentos. Antes, a taxa de juros era de 6% mais TR. Para os trabalhadores que são cotistas do FGTS, a taxa de juros será de 4% mais TR.

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, as pessoas dessa faixa de renda costumam financiar imóveis de até R$ 80 mil. Esse tipo de financiamento significa quase 60% dos empréstimos imobiliários administrados pelo banco.

Construtoras

O setor da construção civil vai receber mais R$ 3 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obras em 2009. Lupi disse que o aumento de financiamento às construtoras deve estimular o setor.

“Essa medida visa à garantia de empregos no setor, porque é o que mais gera empregos percentualmente. Criamos essa nova linha tendo em vista a asfixia de recursos para o setor de construção civil”, disse Lupi.

O valor anunciado por Lupi se soma aos cerca de R$ 800 milhões que já estavam previstos para as empresas do setor para o próximo ano.
A linha de financiamento estará disponível para as construtoras na Caixa Econômica Federal (CEF) a partir de 2009. Para construção de imóveis até R$ 130 mil, as empreiteiras poderão tomar empréstimos a 7% ao ano mais TR. Para construção de imóveis acima desse valor, a taxa de juros sobe para 9% mais TR.

Fonte: G1

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Governo dos EUA acerta plano de socorro do Citigroup

SÃO PAULO - O governo dos Estados Unidos resolveu resgatar o Citigroup com um plano que compreende US$ 20 bilhões de injeção de capital, além dos US$ 25 bilhões recebidos no mês passado sob o programa de ajuda oficial, garantias para US$ 306 bilhões de ativos problemáticos do banco, controle dos bônus de executivos e limites sobre o pagamento de dividendo.

Depois de um fim de semana de conversas entre executivos do Citigroup e autoridades federais, o acordo foi alcançado na noite de ontem com um pacote no qual o governo irá proteger o banco de seus ativos mais arriscados.

Na semana passada, as ações do banco caíram mais de 60%. Ante essa queda, a diretoria e conselheiros do Citigroup estudavam alternativas para o banco, como o leilão de partes da entidade ou até a venda do conglomerado financeiro, conforme reportou na sexta-feira da semana passada o Wall Street Journal (WSJ).

Conforme o plano, o Tesouro dos Estados Unidos investirá US$ 20 bilhões nas ações preferenciais do Citi sob o Programa de Socorro de Ativos Problemáticos (TARP, na sigla em inglês).

O banco emitirá US$ 7 bilhões em ações preferenciais para o Tesouro e para o Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), agência federal de garantia de depósitos bancários, como pagamento pela garantia do governo sobre US$ 306 bilhões de títulos, empréstimos e compromissos atrelados a residências e imóveis residenciais e outros ativos.

O Citigroup emitirá garantias para o Tesouro e o FDIC da ordem de 254 milhões de ações ordinárias ao preço de exercício da opção de US$ 10,61 e concordou não pagar dividendo trimestral excedendo 1% por ação por três anos já a partir do próximo pagamento de dividendo.

"Esse fim de semana, o governo dos Estados Unidos e o Citi trabalharam juntos em uma maneira sem precedentes para tratar da confiança do mercado e do recente declínio no preço da ação do Citi", declarou o executivo-chefe do banco, Vikram S. Pandit. "Alcançamos um acordo com base em uma solução de mercado inovadora para reduzir o risco e ampliar a liquidez. Agradecemos o grande esforço do governo para garantir a estabilidade do mercado", acrescentou.

A operação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Diretores do Citi.

As informações são do próprio banco e agências internacionais.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

Fonte: ValorOnline

Ajuda ao Citigroup anima mercados e deve favorecer abertura doméstica

Por: Vitor Silveira Lima Oliveira
24/11/08 - 09h18
InfoMoney

SÃO PAULO - Animados com o pacote governamental de apoio ao Citigroup, os mercados globais operam em forte alta nesta segunda-feira (24), trazendo tendências positivas para os negócios em âmbito doméstico.

Com o apoio significativo dado à instituição financeira, o governo dos EUA reduz as incertezas presentes no mercado e transmite maior segurança em relação ao problemático setor, trazendo ânimo aos investidores em escala global.

Em dia de fraca agenda corporativa, os mercados esperam a confirmação dos nomes da equipe econômica do próximo presidente norte-americano, Barack Obama, além de acompanhar o agitado noticiário corporativo desta sessão, com destaque para grandes ofertas de ações.

"As ações estão baratas. (...) Isto não significa necessariamente que as valuations chegaram ao seu fundo", afirmam os analistas do BMO. No entanto, ressaltam que "em todos os episódios passados de contração, as ações vivenciaram múltiplos ciclos de alta com ganhos superiores a 30%. Parece que o próximo ainda está escondido".

Noticiário corporativo
Dando sinais claros de fragilidade do mercado internacional de minérios, Vale e BHP Billiton anunciaram a redução da produção de sua joint venture Samarco, cujo potencial é de 21,6 milhões de toneladas métricas por ano, em cerca de dois terços.

Já a Anheuser Busch InBev anunciou a emissão de 986,1 milhões de novas ações, a fim de arrecadar cerca de US$ 9,8 bilhões e cobrir parte do dinheiro gasto com a recente aquisição da Anheuser Busch.

No entanto, as atenções dos investidores recaem sobre o plano do governo dos EUA de apoio ao Citigroup, que garantirá cerca de US$ 306 bilhões em ativos problemáticos da instituição, além de garantir a injeção de US$ 20 bilhões, em troca de ações preferenciais da instituição financeira.

Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos e os mais importantes índices de referência europeus registram fortes ganhos nesta segunda-feira, que reservará a divulgação de dados sobre a venda de casas usadas nos Estados Unidos. O bom humor em nível global deverá favorecer as negociações durante a abertura desta sessão.

No último pregão, o Ibovespa despencou 6,45%, atingindo 31.251 pontos. De acordo com analistas do Scotia Bank, "por causa de suas ligações com a economia norte-americana, o México deverá ser o maior responsável pela queda nos mercados emergentes. A atividade econômica no Brasil, Chile e Peru deverá seguir estes desenvolvimentos com maior distância".

Fonte: Infomoney