quarta-feira, 20 de outubro de 2010
IOF cria receio de mais restrições
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Vários governos engatam movimento para brecar queda do dólar
Fundos multimercado captam R$ 19 bilhões em um dia
IOF mais alto neutraliza parte do ganho do investidor estrangeiro
Ao dobrar de 2% para 4% a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as aplicações de investidores estrangeiros no mercado de renda fixa e de fundos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pretendeu reduzir o ingresso de dólares no país e frear a valorização da moeda doméstica, o real. As aplicações em ações continuam taxadas em 2% e as de investimento direto permanecem isentas do tributo.
Fonte: ValorOnline
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Governo taxa operações com ADR com alíquota de 1,5%
(Reuters) - O governo decidiu taxar com alíquota de 1,5 por cento as operações com recibos de ações brasileiras no exterior, com o objetivo de restringir a migração de investidores do mercado local depois da cobrança de IOF anunciada no mês passado.
Segundo anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira, a cobrança busca "equalizar" os mercados.
No mês passado, o governo anunciou a cobrança de 2 por cento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros voltados a renda fixa e ações no Brasil, como forma de tentar conter a valorização do real.
Com a medida, muitos investidores em bolsa passaram a negociar apenas ADRs, para evitar a taxação. Mas outros compravam ADRs com o objetivo de cancelar os recibos, tendo em troca ações no mercado doméstico e, assim, escapando da incidência de IOF.
Representantes da BM&FBovespa queixaram-se ao governo que a taxação aplicada no mês passado impunha um risco ao mercado acionário brasileiro, num momento de forte recuperação após a crise global.
"Quando estabelecemos o IOF, houve a preocupação da bolsa brasileira no sentido de nós estarmos transferindo para Nova York uma parte das operações", disse o ministro.
"Estamos equalizando a situação... Dessa maneira, nós estaremos evitando que haja uma migração de operações do Brasil para o exterior", prosseguiu Mantega.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que "não há mais medidas em consideração neste momento".
Analistas não esperam efeito significativo da medida sobre as cotações, uma vez que se trata apenas de uma maneira de "fechar" um buraco na incidência do IOF. Mas não se descarta algum "pé atrás" de investidores que já temiam novos passos do governo.
"O que o investidor fazia era: comprava ADR, pedia para o custodiante converter (em ações) e, como nesse processo não havia movimentação de câmbio, não tinha o fato gerador do IOF", afirmou Darwin Dib, economista do Itaú Unibanco.
"A somatória dos custos dessa operação era de mais ou menos 0,5 por cento", explicou o profissional, acrescentando que agora o custo vai ser equiparado ao do IOF de 2 por cento sobre os investimentos externos em ações anunciado em outubro.
Para Tony Volpon, estrategista do Nomura Securitires, "a medida mostra o governo disposto a tomar medidas adicionais para impedir o que considera ser fluxo 'especulativo'".
Mas, "apesar de não se saber quanto dinheiro foi desviado por meio do mecanismo de conversão de ADR desde que o IOF foi anunciado, o fechamendo dessa 'lacuna' deve ter impacto direto marginal sobre a moeda".
BALANÇO DO IOF
Segundo Mantega, quase um mês após a adoção de IOF de 2 por cento sobre investimentos externos em ações e renda fixa a avaliação é de que a medida "foi positiva e atingiu os objetivos".
"E quais eram esses objetivos? Eram atenuar uma tendência de excesso de valorização do real que estava ocorrendo no período anterior", disse.
"O objetivo não é exatamente mantê-lo (o câmbio) no mesmo patamar. Aliás, o governo não trabalha com nenhuma meta de câmbio. Mas o que nós verificamos é que a volatilidade do câmbio se atenuou. Portanto, podemos afirmar que conseguimos dar mais estabilidade ao câmbio."
O dólar fechou a quarta-feira estável, a 1,717 real, mas acumula baixa de mais de 26 por cento sobre a moeda brasileira no ano.
(Reportagem de Ana Nicolaci da Costa; Colaboraram Daniela Machado, Paula Laier, Aluísio Alves e José de Castro; Texto de Daniela Machado).
Fonte: Portal Exame
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Mobius espera que Brasil retire IOF sobre capital externo
CINGAPURA, 27 de outubro (Reuters) - A Templeton Asset Management está buscando formas de ficar exposta a ativos brasileiros sem ser taxada com o IOF sobre capital externo, embora espere que o governo reverta a medida, disse o investidor Mark Mobius nesta terça-feira.
"Estamos olhando com muito cuidado. Não queremos colocar dinheiro que vai ser imediatamente taxado", disse Mobius, que chefia a área de mercados emergentes da Templeton, em entrevista à Reuters Television.
O governo brasileiro anunciou no último dia 19 que decidiu taxar o capital estrangeiro que entrar no país para aplicações em renda fixa e variável, por meio de uma alíquota de IOF de 2 por cento, com o intuito de evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha pelo excesso de liquidez internacional.
"Estamos olhando para ADRs, GDRs, qualquer oportunidade", disse Mobius, referindo-se aos recibos de ações brasileiras negociados no exterior. Mobius gerenciava cerca de 20 bilhões de dólares em ativos de emergentes em março.
Indagado sobre se prevê que o Brasil vai retirar o IOF sobre estrangeiros, ele respondeu: "Acredito que eventualmente sim. Já tivemos isso antes, o país já adotou esse tipo de medida antes e viu que não é bom para a economia".
Ele disse que o controle sobre ingresso de capital em outros emergentes é possível, ainda que não preveja quais países poderiam fazer isso.
"Tenho esperança de que a maioria dos países vai entender que o controle sobre o capital é um passo perigoso", afirmou.
Em março, Mobius disse à Reuters que o Brasil e a China eram suas principais apostas de investimento. Nesta terça-feira, ele mencionou estar olhando para África, Oriente Médio e países asiáticos como Vietnã, e disse que a Rússia poderá se beneficiar de preços mais elevados do petróleo.
Fonte: Portal Exame
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Exportador volta aos derivativos
A queda persistente no dólar tem feito as maiores empresas exportadoras voltarem a vender a moeda americana no mercado futuro. O movimento é concentrado nas maiores companhias, as que têm mais crédito no mercado junto aos bancos e com gestão de risco e tesourarias mais sofisticadas. Mas os bancos mais atuantes já começam a perceber alongamento de prazos nas transações para além de alguns meses e volumes significativos sendo movimentados.
As vendas futuras mais oportunistas se concentram nos dias quando o dólar é puxado para cima por um evento como, por exemplo, o anúncio da criação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% sobre o investimento externo em renda fixa e ações. Nessas datas, grandes empresas chegam a vender dólar até para vencimento no final de 2010. Na maior parte, no entanto, as vendas acontecem nos prazos de dois a três meses.
"Foi no segundo semestre que as empresas passaram a ter maior convicção de que a crise tinha passado mesmo e voltaram a vender dólar", diz Marcelo Maziero, diretor do
Segundo ele, há exportadores que têm usado sua própria captação externa como "hedge" para seus ativos - se por um lado o exportador perde receitas futuras com a queda do dólar, tem também de pagar menos dívida. Maziero conta ainda que há empresas esperando para ver e pedindo para vender a R$ 2, o que é impossível hoje, dadas as projeções do mercado futuro. "Considerando-se as perspectivas para o real, o mercado era para estar bem mais ativo", considera.
"Os derivativos de câmbio mais usados são os 'plain vanilla', aqueles mais conhecidos, básicos e menos estruturados que podem ser cotados em diversas instituições financeiras", diz Hiroshi Ogawa, responsável pela mesa de derivativos para clientes do
Os "target forward" ou empréstimos com duplo indexador, tão usados em 2007 e 2008 e que levaram as empresas como Aracruz a grandes alavancagens e perdas significativas, não atraem interesse hoje. Ele conta que tem tentado vender produtos mais estruturados que reduzem o risco do cliente e não que aumentam sua alavancagem, mas sem sucesso.
O Valor teve acesso ao contrato de um produto nesse sentido, oferecido por um banco estrangeiro para as empresas recentemente, que imita um NDF, mas limita as perdas da companhia. Ele é chamado de "strip", e, segundo especialista, é montado com opções de venda e compra de dólar. Por meio dessa estrutura, considerando-se o dólar a R$ 1,75, por exemplo, o cliente vende o dólar a R$ 1,865 por três meses, sendo que o NDF para esse período estaria em R$ 1,775. Em quaisquer dos meses, sua perda é limitada a R$ 0,60 por dólar. Após três meses, o banco tem o direito de estender a transação por mais 9 meses com R$ 1,865 de cotação de venda e igual valor.
Maziero diz que há diversas empresas não-exportadoras que têm procura ainda fazer "hedge" (proteção) de suas dívidas externas em dólar, comprando a moeda no mercado futuro. "O mercado está mais equilibrado, mas pendendo mais para o vendedor", diz Ogawa.
Fonte: Valor Online
Investidor tira R$ 1,6 bi da bolsa, mas já retorna
Investidores externos levaram um susto com a instituição da cobrança de 2% de IOF e fugiram das ações brasileira
Os investidores externos levaram um susto na bolsa com a instituição da cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e R$ 1,6 bilhão fugiu das ações brasileiras nos dois primeiros dias de vigência do tributo. O temor, porém, tende a ser passageiro.
No dia 20 houve saldo líquido negativo de R$ 1,262 bilhão, segundo dados oficiais da Bovespa. O valor corresponde a quase 20% do saldo líquido positivo de investimentos estrangeiros na Bovespa em outubro, antes do IOF entrar em cena, no dia 20, que era de R$ 5,019 bilhões. Já na quarta-feira, o saldo negativo foi bem menor e chegou a R$ 398,6 milhões, segundo dados das dez corretoras mais atuantes no mercado. Ainda sem números preliminares, o movimento foi ainda mais tranquilo ontem e o saldo caminha para ser positivo novamente, segundo profissionais do mercado.
A retomada pode ser gradativa. Um imposto de 2% não reduz a atratividade da Bovespa, diz o chefe de operações de renda variável da HSBC Corretora, José Augusto Miranda. "O mercado brasileiro continua sendo o que possui o maior potencial entre os emergentes", afirma.
Outro fator pode estar contribuindo para o fim da saída de recursos. Os investidores estrangeiros têm formas de continuar investindo na Bovespa sem pagar o IOF, usando os American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações negociados nos EUA) das empresas brasileiras. Eles podem comprar o ADR e solicitar ao banco custodiante desses títulos para convertê-los em ações da mesma empresa na Bovespa, sem pagar o imposto. A partir daí, estarão livres para comprar e vender ações no país.
Das 27 empresas brasileiras que negociam o lançamento de ADRs com o banco BNY Mellon, cinco pediram para acelerar o processo depois da taxação com o IOF. A informação é do diretor global de ADR do BNY Mellon, Michael Cole-Fontayn. A instituição é líder absoluta nesse mercado. Para Cole-Fontayn, o Brasil é "certamente um dos países de mais fácil acesso para o investidor internacional". Ele diz que a China tem fortes controles de capital externo, a Índia também os restringe e a Rússia está ampliando as restrições.
Fonte: Valor Online
