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terça-feira, 22 de março de 2011

Mark Mobius compra ações da Petrobras, de olho nas cotações do petróleo

SÃO PAULO - Mark Mobius, gerente de portfólio e presidente executivo da Templeton Asset Management, empresa responsável pela gestão de mais de US$ 34 bilhões em ativos de mercados emergentes, disse nesta terça-feira (22) que está investindo em companhias de commodities energéticas, como a estatal brasileira Petrobras (PETR3PETR4), apostando na continuidade dos preços do petróleo acima de US$ 100 por barril.

"Acreditamos muito no petróleo, gás natural e carvão, porque a demanda por este tipo de energia está crescendo a cada dia", disse Mobius à alguns de seus clientes em Joanesburgo. De acordo com o executivo, os fundos geridos pela Templeton têm comprado ações não somente da Petrobras, mas também da PetroChina e da SK Inovation - as maiores petrolíferas da China e da Coreia do Sul, respectivamente.
Quando indagado sobre suas opções nos mercados emergentes, Mobius destacou que os investidores seguem fugindo destes mercados, os quais deverão ter crescimento de 5,9% este ano frente a projeção de avanço de 1,6% para as economias desenvolvidas.
Além disso, enquanto as ações dos mercados emergentes representam 32% do volume global de ações atualmente, com alta de 8% em relação ao ano 2000, elas correspondem por uma exposiação de apenas 3% a 8% na maioria dos portfólios dos fundos de pensões globais, destacou Mobius.  
Vale lembrar que nos últimos 12 meses, o preço do petróleo já subiu mais de 20% em meio ao clima instável no norte da África e no Oriente Médio, que levantaram cautela aos investidores sobre uma possível restrição na oferta da commodity. 

Investimentos externos no Brasil
Em visita ao Brasil no último mês, Mobius já havia afirmado que a saída de investidores estrangeiros dos mercados emergentes é algo pontual, e que não deve ser tido como uma tendência. Isso porque logo eles irão perceber que existe um fator que justifica a aplicação nestes mercados: o crescimento destas economias.
“Eles vão notar que os mercados emergentes estão crescendo rapidamente”, afirmou Mobius durante apresentação para profissionais do mercado financeiro, que aconteceu em 10 de fevereiro deste ano, em São Paulo. 
Fonte: Infomoney

segunda-feira, 15 de março de 2010

Estrangeiros passam bastão aos fundos


O Ibovespa voltou a cobiçar os 70 mil pontos. O que está por trás dessa recuperação?

Por Milton Gamez com Juliana Schincariol e Márcio Kroehn
Papéis avulsos
Quem olha as ofertas públicas iniciais da Aliansce e da Multiplus pode achar que é o apetite dos investidores estrangeiros. Eles ficaram, respectivamente, com 73% e 82% desses IPOs. Porém, este ano, o saldo de seus negócios na Bovespa estava negativo em R$ 1,86 bilhões até a terça-feira 9. A participação dos estrangeiros no volume de negócios está caindo. Se no ano passado suas ordens representavam 34%, em média, das negociações, desde janeiro ficaram em 28%. Terão as palavras otimistas do lendário gestor Mark Mobius, da Franklin Templeton – “A economia brasileira é mais confiável do que a chinesa” – deixado de convencer seus pares? Não necessariamente. A crise das finanças públicas na Europa pode ter sido o principal fator de pé no freio. “A Grécia mostrou que a recuperação dos mercados não estava tão óbvia”, diz João Grilo Simões, sócio da Duna Asset. Então, o que tem inflado o Ibovespa? São os investidores institucionais, cuja participação subiu de 25,7% para 30% dos negócios. “Os fundos estão fazendo grandes movimentações”, diz Roberto Lee, diretor da WinTrade. “As brigas pelos bons negócios estão sendo maiores este ano”, confirma Simões.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mobius indica compra de ações em momentos de correção

Investidor diz que espera valorização de até 40% nos mercados de ações do BRIC nos próximos quatro anos.

O megainvestidor Mark Mobius disse que vê potencial de aumento no preço das ações nos mercados do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). De acordo com reportagem publicada pela Bloomberg, Mobius afirma que nos próximos quatro anos a valorização das ações deve chegar até a 40%, tendo como base o elevado crescimento econômico e a redução dos gastos dos governos, ambos fatores que contribuirão para o lucro das empresas.


Presidente do fundo de investimentos Templeton Asset Management, Mobius afirma que está aumentando a participação de sua carteira em todos os mercados emergentes, com foco especialmente nas economias dos BRIC. Esses países, segundo o investidor, "estão realmente no topo dos favoritos (para investir)".


Prova da recuperação, segundo Mobius, é o fato de que as bolsas de Brasil, China e Índia tiveram um rali de mais de 75% desde que a economia global começou a mostrar sinais de recuperação da demanda por commodities. "Enquanto países desenvolvidos podem encolher 4% neste ano, os mercados emergentes como um todo podem evitar uma contração com zero de mudança em seu produto interno bruto", disse.


O investidor acrescentou ainda que é esperada uma "súbita e violenta correção" nos mercados altistas, e que os investidores devem estar "prontos para comprar". As maiores áreas de crescimento nos mercados emergentes, para Mobius, são as de consumo e commodities, "com China e Brasil entre as opções mais baratas para compra de ações".

Fonte: Portal Exame

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mobius espera que Brasil retire IOF sobre capital externo

CINGAPURA, 27 de outubro (Reuters) - A Templeton Asset Management está buscando formas de ficar exposta a ativos brasileiros sem ser taxada com o IOF sobre capital externo, embora espere que o governo reverta a medida, disse o investidor Mark Mobius nesta terça-feira.

"Estamos olhando com muito cuidado. Não queremos colocar dinheiro que vai ser imediatamente taxado", disse Mobius, que chefia a área de mercados emergentes da Templeton, em entrevista à Reuters Television.

O governo brasileiro anunciou no último dia 19 que decidiu taxar o capital estrangeiro que entrar no país para aplicações em renda fixa e variável, por meio de uma alíquota de IOF de 2 por cento, com o intuito de evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha pelo excesso de liquidez internacional.

"Estamos olhando para ADRs, GDRs, qualquer oportunidade", disse Mobius, referindo-se aos recibos de ações brasileiras negociados no exterior. Mobius gerenciava cerca de 20 bilhões de dólares em ativos de emergentes em março.

Indagado sobre se prevê que o Brasil vai retirar o IOF sobre estrangeiros, ele respondeu: "Acredito que eventualmente sim. Já tivemos isso antes, o país já adotou esse tipo de medida antes e viu que não é bom para a economia".

Ele disse que o controle sobre ingresso de capital em outros emergentes é possível, ainda que não preveja quais países poderiam fazer isso.

"Tenho esperança de que a maioria dos países vai entender que o controle sobre o capital é um passo perigoso", afirmou.

Em março, Mobius disse à Reuters que o Brasil e a China eram suas principais apostas de investimento. Nesta terça-feira, ele mencionou estar olhando para África, Oriente Médio e países asiáticos como Vietnã, e disse que a Rússia poderá se beneficiar de preços mais elevados do petróleo.

Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mark Mobius vê ações excelentes e com múltiplos baratos na América Latina

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
23/04/09 - 19h22
InfoMoney

SÃO PAULO - Este início de ano mostra relativo descolamento da bolsa brasileira na comparação com outros mercados externos. A crise bateu por aqui com força, prova disto é o enfraquecimento da economia real e os tombos das ações no ano passado, mas, de fato, o Brasil parece mais resiliente aos problemas importados.

O saldo do Ibovespa serve de argumento. No ano, o índice segue com mais de 20% de valorização, um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que faz a bolsa brasileira mais alheia aos efeitos da crise? Para Mark Mobius, diretor da Franklin Templeton, os motivos são muitos.

Para explicar esta resistência, cita responsabilidade fiscal, disciplina e comprometimento com a política de câmbio flutuante, esforços voltados para a recuperação do mercado e forte composição da economia interna.

Garantia doméstica
Este último motivo é reforçado pelo ponto de vista dos analistas. Caráter defensivo em ações vem frequentemente associado a ativos que apresentam maior exposição ao mercado doméstico, de certa forma, uma blindagem contra a desaceleração da demanda nas economias mais maduras.

"A América Latina como um todo tem uma base de consumo muito grande para suportar a demanda por bens e serviços, além do que consideramos ser muitas as companhias excelentes, ao mesmo tempo baratas e pouco alavancadas", afirma Mobius.

Oportunidade
O gestor aposta na região. Ainda assim, sugere que as opções de investimento sigam uma linha de forte posição de mercado, vantagem competitiva frente a seus pares setoriais, padrões confiáveis de governança corporativa e uma administração capacitada.

"Mais importante de tudo, como value investor, é que os múltiplos das companhias latino-americanas estão atrativos atualmente e consideramos uma ótima oportunidade para procurar barganhas na região", completa.

Fonte: Infomoney