sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Elite dos multimercados
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Fundos hedge compram, enquanto pessoa física sai
Os fundos hedge vêm despejando dinheiro em ações, enquanto as pessoas físicas saem do mercado no maior ritmo em 12 meses, o que é interpretado por investidores profissionais como sinal de que o índice Standard & Poor's deverá estender seu movimento de alta.
Cerca de US$ 37,3 bilhões foram retirados por fundos mútuos dos Estados Unidos desde agosto, segundo números da
"Os investidores mais refinados estão vendo a oportunidade, mas os investidores de varejo ainda estão assustados", afirmou James Dunigan, chefe da divisão de gestão de grandes fortunas da
Antes de os mercados de crédito terem começado a travar em agosto de 2007, a ocasião anterior em que os fundos mútuos viram uma saída tão grande havia ocorrido no período de nove meses até fevereiro de 2003, quando o Índice Standard & Poor's 500 iniciou alta de cinco anos. Agora, essas vendas trazem oportunidades para que empresas como Paulson & Co., Christofferson Robb & Co. e Passport Capital Management LLC apostem que as ações subirão graças aos mais de US$ 11 trilhões emprestados, gastos ou garantidos pelo governo dos EUA para encerrar a recessão.
As pessoas físicas, que representam 82% dos investidores de fundos mútuos nos EUA, sacaram US$ 21,4 bilhões a mais do que investiram em renda variável e aplicaram US$ 312,8 bilhões em bônus no acumulado do ano até outubro, de acordo com a ICI, de Washington.
Mas os investimentos que lucram quando as ações caem aumentaram. Os fundos mútuos conhecidos como long/short e de tendência negativa atraíram um recorde de US$ 10 bilhões entre janeiro e outubro, mais que o dobro do pico anterior, registrado em 2006, segundo a
Em contraste, os fundos hedge elevaram suas apostas em 21%, para US$ 604 bilhões no terceiro trimestre, de acordo com o Goldman Sachs. Eles tinha US$ 363 bilhões em vendas a descoberto (apostas que as ações cairão). Os fundos agora possuem 3,8% do índice Russell 3000, que inclui as maiores empresas dos EUA, a maior porcentagem no ano.
Os fundos hedge - em sua maioria instituições de capital fechado que agrupam recursos e cujas administradoras participam substancialmente nos lucros especulando se os preços dos ativos subirão ou cairão - receberam US$ 1,1 bilhão em investimentos líquidos no trimestre encerrado em setembro, de acordo com a Hedge Fund Research, de Chicago. Foi o primeiro aumento no setor, de US$ 1,53 trilhão, em 12 meses.
O Índice Standard & Poor's 500 subiu 15% nesse período, sendo que alta acumulada desde a mínima atingida em 9 de março é de 61% e o retorno em 2009, incluindo o reinvestimento de dividendos, é de 24%.
"Faz sentido que os fundos hedge estejam ficando comprados (apostando na alta), tendo em vista que o mercado subiu tanto em um período de seis meses", afirmou Harry Rady, que administra US$ 250 milhões, como executivo-chefe da
A maior parte das ações dos EUA caiu na semana passada, uma vez que as especulações de que Dubai poderia ter uma moratória trouxeram receios de que a recuperação do sistema financeiro mundial pudesse estancar-se. Essas preocupações ofuscaram a queda nos pedidos de seguro-desemprego e o aumento nas vendas residenciais.
Os gerentes aumentaram as posições em ações nos últimos dois meses, de acordo com a assessora de investimentos londrina
Os ativos dos fundos hedge poderiam aumentar para US$ 1,75 trilhão no fim de 2010, segundo escreveu Huw van Steenis, do
Fonte: Valor Online
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Exportador volta aos derivativos
A queda persistente no dólar tem feito as maiores empresas exportadoras voltarem a vender a moeda americana no mercado futuro. O movimento é concentrado nas maiores companhias, as que têm mais crédito no mercado junto aos bancos e com gestão de risco e tesourarias mais sofisticadas. Mas os bancos mais atuantes já começam a perceber alongamento de prazos nas transações para além de alguns meses e volumes significativos sendo movimentados.
As vendas futuras mais oportunistas se concentram nos dias quando o dólar é puxado para cima por um evento como, por exemplo, o anúncio da criação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% sobre o investimento externo em renda fixa e ações. Nessas datas, grandes empresas chegam a vender dólar até para vencimento no final de 2010. Na maior parte, no entanto, as vendas acontecem nos prazos de dois a três meses.
"Foi no segundo semestre que as empresas passaram a ter maior convicção de que a crise tinha passado mesmo e voltaram a vender dólar", diz Marcelo Maziero, diretor do
Segundo ele, há exportadores que têm usado sua própria captação externa como "hedge" para seus ativos - se por um lado o exportador perde receitas futuras com a queda do dólar, tem também de pagar menos dívida. Maziero conta ainda que há empresas esperando para ver e pedindo para vender a R$ 2, o que é impossível hoje, dadas as projeções do mercado futuro. "Considerando-se as perspectivas para o real, o mercado era para estar bem mais ativo", considera.
"Os derivativos de câmbio mais usados são os 'plain vanilla', aqueles mais conhecidos, básicos e menos estruturados que podem ser cotados em diversas instituições financeiras", diz Hiroshi Ogawa, responsável pela mesa de derivativos para clientes do
Os "target forward" ou empréstimos com duplo indexador, tão usados em 2007 e 2008 e que levaram as empresas como Aracruz a grandes alavancagens e perdas significativas, não atraem interesse hoje. Ele conta que tem tentado vender produtos mais estruturados que reduzem o risco do cliente e não que aumentam sua alavancagem, mas sem sucesso.
O Valor teve acesso ao contrato de um produto nesse sentido, oferecido por um banco estrangeiro para as empresas recentemente, que imita um NDF, mas limita as perdas da companhia. Ele é chamado de "strip", e, segundo especialista, é montado com opções de venda e compra de dólar. Por meio dessa estrutura, considerando-se o dólar a R$ 1,75, por exemplo, o cliente vende o dólar a R$ 1,865 por três meses, sendo que o NDF para esse período estaria em R$ 1,775. Em quaisquer dos meses, sua perda é limitada a R$ 0,60 por dólar. Após três meses, o banco tem o direito de estender a transação por mais 9 meses com R$ 1,865 de cotação de venda e igual valor.
Maziero diz que há diversas empresas não-exportadoras que têm procura ainda fazer "hedge" (proteção) de suas dívidas externas em dólar, comprando a moeda no mercado futuro. "O mercado está mais equilibrado, mas pendendo mais para o vendedor", diz Ogawa.
Fonte: Valor Online

