sexta-feira, 12 de março de 2010
Eletropaulo quer lançar debêntures
São duas tranches de R$ 400 milhões cada uma, de papéis não conversíveis em ações.
A primeira, com títulos de 4 anos, deve pagar juros até a variação do CDI, mais 1,25% ao ano. A outra emissão, com esforços restritos de colocação, terá debêntures de dez anos e o juro deve ser de CDI mais 1,5% ao ano.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
São Paulo vai vender ações para reforçar investimentos
O governador de São Paulo, José Serra, vai promover um verdadeiro saldão das ações que o governo estadual possui, direta e indiretamente, em cerca de duas dezenas de empresas privadas. O valor de mercado destas participações alcança cerca de R$ 800 milhões, segundo dados do fechamento do pregão de ontem da Bolsa de Valores. Todos os recursos levantados com a operação paulista vão ser usados para investimentos do governo estadual no próximo ano, que estão orçados em R$ 20 bilhões.
Os R$ 800 milhões correspondem a 0,9% da receita tributária do governo estadual no acumulado de 12 meses encerrados em outubro. Os recursos ajudam a reforçar o caixa do governo estadual, que sofreu com a queda de arrecadação neste ano. Segundo dados da Secretaria da Fazenda, entre janeiro e outubro deste ano a arrecadação estadual caiu 4,2%, o equivalente a R$ 3,1 bilhões.
O secretário-adjunto da Fazenda do Estado, George Tormim, diz que será contratada, por meio de licitação, uma instituição financeira que vai avaliar se esse é o momento de vender os papéis. Por enquanto, estão na lista as ações que pertencem à Fazenda estadual e à Companhia do Metropolitano de São Paulo. "Mas já informamos às outras empresas estatais sobre a operação e elas poderão também alienar ações que possuem em portfólio", explica Tormim.
O maior volume de recursos deve ser captado com a venda da participação na Companhia de Transmissão Paulista (
A Secretaria da Fazenda possui ainda ações de uma série de empresas de telefonia, mas em volume de ações e valor de mercado elas são ínfimas, se comparadas à participação na Cteep. O Metrô tem basicamente em seu portfólio ações do setor elétrico -a maior parte é resquício da privatização da antiga
As ações foram cedidas pelo governo do Estado para serem dadas como garantia em empréstimos do
O edital de licitação para a contratação de instituição financeira foi publicado ontem e o pregão eletrônico foi marcado para o dia 18 de dezembro. A expectativa é que no início do próximo ano seja fechada a contratação e então o governo paulista poderá avaliar a venda ou não das participações.
No ano passado, o governo estadual teve frustrada sua tentativa de vender a
Ainda em 2008, porém, o governo paulista teve êxito na venda das ações da
Para Amir Khair, especialista em contas públicas e ex-secretário de Finanças do município de São Paulo na gestão de Luiza Erundina, então do PT, o governo estadual está aplicando uma política de venda de patrimônio, o que lhe permite acumular recursos. "É possível que essas alienações tenham justificativa técnica", diz. Talvez a manutenção dos ativos, explica, não gere resultados ou não haja razões estratégicas para o governo estadual continuar com as participações das empresas.
"De qualquer forma, as alienações irão gerar um caixa adicional para o atual governo e provavelmente no mandato seguinte esse instrumento não poderá ser mais tão utilizado", avalia Khair. (Colaborou Marta Watanabe, de São Paulo)
Fonte: Valor Online