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sexta-feira, 5 de março de 2010

Rio e BHP buscam alta de 80% no minério de ferro--analistas


SYDNEY (Reuters) - As australianas Rio Tinto e BHP Billiton podem buscar --e conseguir-- um aumento de 80 por cento no preço do minério de ferro, o segundo maior aumento anual da história, se as mineradoras perderem a batalha pela adoção do preço à vista.
Analistas e gerentes de fundos disseram à Reuters que os segundo e terceiro maiores produtores de minério de ferro respectivamente estão buscando junto às siderúrgicas um aumento de 80 por cento como alternativa à adoção de um índice de mercado para 2010/11.
Já a número 1 Vale estaria negociando com a siderúrgica japonea JFE um aumento de mais de 90 por cento, segundo publicou no Brasil o jornal Valor Econômico nesta sexta-feira.
Falando sob condição de anonimato, porque não querem aparentar estar tomando um lado em meio às negociações de preço, os analistas disseram que as siderúrgicas estão começando a gostar da idéia de uma alta de 80 por cento nos preços contratuais no ano que vem.
"Dada a maneira como o preço à vista está, 80 por cento está começando a parecer barato", disse um analista da Austrália.
O minério de ferro à vista desembarcado na China está sendo negociado em torno de 133 dólares a tonelada, o dobro do contrato FOB de 2009.
Uma pesquisa da Reuters nesta semana mostrou que analistas elevaram as expectivas para os preços anuais para uma mediana de 40 por cento, contra 30 por cento no final de janeiro.
Mas a pesquisa inclui várias contribuições que não foram atualizadas ou estão em revisão. Excluindo esses números, a mediana é de um aumento de 65 por cento.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Barclays desenha estratégia para commodities e enxerga upside no próximo trimestre

SÃO PAULO – Com volume de ativos geridos abaixo de US$ 10 bilhões no começo da década, o mercado de commodities deverá encerrar este ano com volume próximo a US$ 250 bilhões, dada a crença de que os fluxos líquidos para investimentos do tipo somarão US$ 60 bilhões no período.

É com esse olhar que a equipe de analistas do Barclays Capital enxerga o mercado de matérias-primas, ressaltando a trajetória de crescimento nos últimos anos e listando prospectos para 2010.
“Esperamos que o forte crescimento nos investimentos em commodities continue em 2010”, discorre a instituição financeira, ao prever que os bens primários deverão ocupar espaço relevante nos portfólios ao redor do mundo.

Demanda em alta, com riscos à frente
Após a queda expressiva no ano passado, o mercado de commodities mostrou seu poder de recuperação em 2009. Em contrapartida, para o Barclays, tal tendência está próxima de seu término, o que deverá resultar em posições mais diversas em 2010, quando as estratégias long-short deverão apresentar desempenho “muito melhor”.
O banco londrino enxerga “um potencial para um movimento ascendente na curva de demanda da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que pressiona os níveis de estoque em vários setores do mercado de commodities, especialmente no petróleo e nos metais básicos”.
Nesse sentido, os analistas projetam algum upside nas cotações do petróleo e de certos metais básicos. Porém, veem uma possível desaceleração nas importações dos bens primários pela China como o maior risco à continuidade da recuperação, apesar dos dados referentes a novembro terem apresentado melhora frente a outubro.
Ademais, o Barclays ressalta a tendência de valorização do dólar frente às principais moedas do mundo, o que é especialmente negativo para metais preciosos, como ouro e prata, dada a correlação negativa existente entre os bens metálicos e a divisa norte-americana.

Investidores devem aumentar posições
De olho na estratégia, os analistas destacam que os fundamentos são o ponto principal para avaliar o ambiente das commodities. Por outro lado, “movimentos nos parâmetros deste mercado são usualmente guiados por posições de investidores, que também são um bom guia para avaliar o sentimento e a estratégia dos mesmos”.
Como decorrência, o banco londrino destaca pesquisa realizada junto a investidores, a qual mostra que os gestores permanecem com viés positivo frente ao mercado. Segundo o levantamento, a maioria dos investidores elevou sua exposição no mercado de commoditieis durante os últimos 12 meses, pretendendo aumentar ainda mais nos próximos três anos.

Em time que se ganha
Por último, o chefe da equipe de análise do Barclays, Larry Kantor, mantém seu olhar otimista, ao acreditar que “a combinação de recuperação econômica e políticas de baixos juros deverá continuar provendo forte suporte aos preços dos ativos”. Até que haja uma mudança neste ambiente, Kantor recomenda manutenção das posições em ativos de risco.

Fonte: Infomoney

Vale conta com correlação histórica e dois propulsores para esticar sua alta a 2010

SÃO PAULO – O case da Vale é bem definido. Com um dos betasmais próximos de 1,00* dentre as ações que compõem o Ibovespa, as ações da mineradora resumem a história de recuperação do índice em 2009. E para 2010 não é diferente.

As recomendações de investimento para a Vale ao longo deste ano falavam em certeza de alta aos papéis, até porque se trata de um dos ativos mais líquidos do mercado doméstico. Ou seja, quando a crise estourou na segunda metade de 2008, a fuga de estrangeiros e esta correlação histórica com o índice penalizaram a ação da Vale de forma severa. Quando o cenário melhorou e o fluxo de estrangeiros voltou, as ações inevitavelmente responderam à altura.

Grosso modo, o discurso dos analistas durante 2009 foi de “compre antes que seja tarde demais” – para se aproveitar da esperada trajetória de recuperação. Já no fim do ano, a valorização acumulada pelos ativos (de 78% até esta quarta-feira) pode afugentar a muitos. Mas basta lembrar da “correlação histórica” para verificar que as apostas são positivas para a ação da mineradora em 2010.

Propulsores
Antes de tudo, cabe lembrar que o cálculo do beta da ação da Vale esconde forte correlação entre as variáveis explicativa e dependente, até porque os papéis VALE5 e VALE3, juntos, respondem a aproximadamente 17% de peso na carteira teórica do índice. Mas supondo apenas que a Vale não proporcione outros drivers para o investidor, e apenas siga o ritmo do Ibovespa, como costuma fazer. Sendo assim, as projeções predominantes para o índice nos 80 mil pontos no fim de 2010 já sugerem um potencial de valorização em torno de 18% para os papéis da mineradora.

No entanto, as perspectivas vão além. Os dois principais propulsores da ação da Vale estão presentes nos modelos de projeção para 2010: preço do minério de ferro e volume de vendas. Tratando da primeira questão, após o declínio dos preços e flexibilização dos contratos de fornecimento este ano, a rodada de negociações de preços de 2010 começa pesando para o lado das mineradoras contra as siderúrgicas.

A aposta predominante** entre os analistas é de um aumento entre 15% e 20% nos preços da matéria-prima. Por outro lado, 2009 ensinou que não há prazo estipulado nem garantia de que o modelo benchmark de preços siga vivo. Depois do impasse nas negociações este ano, o mercado não deve esperar um anúncio de reajuste com hora marcada para fevereiro ou início de março, como nos anos anteriores.

**Reajuste de preços do Minério de Ferro
InstituiçãoProjeção20102011
BofA Merrill Lynch
Nov
15%
15%
BarclaysOut
20%10%
BMO CapitalJul
10%4%
Citigroup
Out
15%0%
Credit Suisse
Out
15%15%
CRU Group
Dez25%10%
JP MorganDez20%30%
Société GénéraleDez20%-9%
Morgan StanleyOut15%5%

Mais receita
Para a Vale, além do aumento de preços, há ainda a projeções de maior volume de vendas em 2010. Isso porque as minas chinesas operam próximas de plena capacidade, enquanto o mercado doméstico vê pela frente perspectivas de crescimento em torno de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, além de PAC, Olimpíadas, Copa...

Tudo isso somado às altas taxas de crescimento da economia chinesa. No negócio de minério de ferro da Vale, a China corresponde a cerca de 36% das vendas da companhia, enquanto o mercado doméstico leva aproximadamente 16%.

Para se ter uma ideia, a equipe de análise da Itaú Corretora projeta que as receitas em dólares da companhia atinjam US$ 34,5 bilhões em 2010, frente a uma projeção de US$ 23,9 bilhões em 2009.

Real contra
“Esperamos que em 2010 a Vale reporte receitas e margens operacionais maiores, comparativamente a 2009, em função da melhora esperada de preço e volume de vendas de minério de ferro. Contudo, esses efeitos serão parcialmente anulados pelo impacto negativo da apreciação do Real”, resume a Fator, em seu Book de Perspectivas para o próximo ano.

Apesar da expectativa de maior volume de vendas e aumento dos preços, sempre é bom ponderar que estas projeções serão impactadas pelo câmbio. Como qualquer suposição sobre o rumo do real durante 2010 ainda parece sujeita a reinterpretações, o ideal não parece partir de projeções pontuais, mas do entendimento deste impacto. Na estrutura operacional da Vale, cerca de 95% das receitas são em dólares, enquanto aproximadamente 55% dos custos são atrelados à moeda brasileira. Qualquer proposição sobre a relação da mineradora com as variações do câmbio passa por esta máxima.

*beta(x) da ação igual a 1,0, segundo metodologia de cálculo da Fator Corretora
índice de volatilidade anualizada da BM&F Bovespa em 42,50, com 0,026 de desvio padrão - "valor observado no período em referência calculado em bases anuais (volatilidade do período x v252), sendo que 252 é o total de dias úteis em um ano"

Fonte: Infomoney

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BHP e Rio Tinto podem sofrer sanções comerciais da China

SYDNEY (Reuters) - A China pode impor sanções comerciais à BHP Billiton e à Rio Tinto se as duas mineradoras fundirem as operações de minério de ferro na Austrália sem a aprovação das agências de concorrência chinesas, publicou o Sydney Morning Herald.

Na semana passada, a Rio Tinto desistiu de receber um investimento de 19,5 bilhões de dólares da estatal chinesa Chinalco e, em vez disso, propôs uma joint-venture com a concorrente BHP Billiton no setor de minério de ferro. A Rio também anunciou uma oferta de ações de 15,2 bilhões de dólares.

"De acordo com a legislação antitruste da China, nós podemos vetar um acordo de fusão do tipo se a concentração de negócios no exterior afetar a competição no mercado interno", disse Ma Yu, diretor do departamento de investimentos estrangeiros do Ministério do Comércio, segundo a reportagem feita em Pequim.

De acordo com o jornal, Ma também afirma que se a joint-venture for montada mesmo com a oposição da China, Pequim pode impor sanções comerciais contra a BHP e a Rio.

A joint-venture é uma ameaça para a China porque concentraria ainda mais a produção de minério de ferro, com os segundo e terceiro maiores produtores do mundo, Rio e BHP Billiton, combinando suas principais operações.

A Rio/BHP e a Vale controlam aproximadamente 70 por cento do comércio de minério de ferro do mundo.

O periódico afirma que a nova legislação antitruste da China permite que o país bloqueie acordos feitos no exterior, mas os mecanismos para a execução da lei permanecem incertos.

O plano das duas companhias foi anunciado ao mesmo tempo em que as negociações anuais sobre o preço do minério de ferro entre os fornecedores e os clientes chineses estão paralisadas por conta do pedido da China de uma redução maior que os 33 por cento acertados pela Rio com compradores japoneses e coreanos.

Na quinta-feira, o diretor da Associação Chinesa de Ferro e Aço, que lidera as negociações feitas pela China, disse que o grupo estava pronto para reduzir a produção de aço e abandonar as negociações anuais sobre o minério de ferro se as conversas fracassarem.

A China consome mais da metade do minério de ferro comercializado mundialmente.

(Reportagem de Jonathan Standing)

Fonte: O Globo.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vale fecha acordos com pequenas siderúrgicas chinesas

PEQUIM - A Vale fechou acordos para o fornecimento de minério de ferro a 38 pequenas siderúrgicas chinesas, representando um total de 50 milhões de toneladas para este ano, informou a edição desta quarta-feira do jornal Beijing News.



Citando uma fonte do setor, o jornal disse que a Vale exportou 85 milhões de toneladas de minério de ferro para a China no ano passado, o que faz destes acordos com as siderúrgicas pequenas uma parte significativa de sua carga vinculada à China.



O Beijing News não especificou os preços do minério de ferro nestes acordos. As siderúrgicas menores são privadas, o que significa que não fazem parte da Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês).



A Vale havia declarado que neste ano recuaria de seu papel habitual de fixadora de preço nas negociações com a China, deixando que as mineradoras anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton assumissem a liderança das conversas com as siderúrgicas. .

A Associação chinesa quer um corte de pelo menos 40% no preço de referência do minério de ferro, mas as mineradoras já acertaram uma redução de 33% com outros clientes asiáticos. Representantes da Cisa e da Vale não estavam disponíveis para comentários. As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Redução de apenas 20% do minério pode ser positiva para Vale, crê Citi

SÃO PAULO - Com a confirmação oficial de que a Vale ( VALE3 , VALE5 ) tem cobrado preços menores por seu minério de ferro, muitos temem pelo enfraquecimento da posição das mineradoras na formação dos novos contratos para 2009. Contudo, analistas do Citi acreditam que o desconto praticado pode ser benéfico à empresa.

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Tradicionalmente, os preços no mercado global são negociados entre as grandes siderúrgicas e as três principais ofertantes globais da matéria-prima - Vale, Rio Tinto e BHP Billiton - todos os anos, com a fixação de contratos de longo prazo.

Entretanto, com o impasse verificado em 2009 e as incertezas geradas pela crise econômica global, dois fenômenos tornam-se cada vez mais comuns. Frente à queda na demanda, as mineradoras têm oferecido descontos em seus contratos e, paulatinamente, aumentado as vendas nos mercados à vista.

Menor que o previsto

Segundo Alexander Hacking, analista do Citi, o corte de 20% praticado pela Vale sobre os preços de referência de longo prazo está "em linha com suas expectativas, mas pode ser modestamente positivo" para a companhia brasileira.

Em sua avaliação, a magnitude desta redução é inferior ao consenso de mercado, algo positivo mesmo caso seja considerado que o atual patamar é temporário. Ademais, Hacking avalia que a redução de preços poderá impulsionar as vendas da mineradora para siderúrgicas de fora da China, principal produtor global de aço.

Citando fontes ligadas ao setor, o analista também afirmou que a Vale tem oferecido preços cada vez mais agressivos e próximos aos do mercado à vista para consumidores chineses.

Mudança de direção

Em estudo distinto, o próprio Hacking ressaltou a transformação em marcha no mercado global de minério de ferro. "As vendas à vista tem ganhado participação no mercado, ao passo em que importadores e exportadores deixam os contratos longos e as taxas de frete declinam", afirmou.

A afirmação tem base na grande expansão dos embarques das grandes mineradoras relacionados a vendas no mercado spot, cuja participação no total vendido durante o primeiro trimestre chega a 27%, segundo projeções do Citi, frente aos 16% verificados em 2008.

Caso o ritmo seja mantido, março e abril deste ano representarão os dois meses de maior atividade no mercado à vista já registrado pelos analistas, o que pode indicar uma tendência para as exportações brasileiras para abril e maio, avalia o analista.

Contudo, Hacking ressalta que a conclusão não pode ser definitiva, uma vez que a expansão destes carregamentos pode estar simplesmente ligada à alteração do modo como os contratos são realizados.

O Citi mantém recomendação de compra para os papéis da Vale, com preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipt) fixado em US$ 28,00, um upside de 83% frente ao último preço de fechamento.

Fonte: Yahoo Finance

terça-feira, 17 de março de 2009

Bolsa tenta avançar, mas noticiário pede cautela

Por 17 de Março de 2009 | 10:18
O crescimento inesperado de 22% do número de construções iniciadas nos Estados Unidos em fevereiro, contrariando previsão de queda de 1,3%, ajudou o índice Bovespa futuro a migrar para o lado positivo, acompanhando os passos dos índices futuros de ações em Nova York. Às 10h05, logo após o início do pregão regular, o índice Bovespa à vista (Ibovespa) subia 0,15% a 38.665 pontos, mas há dúvidas se a Bolsa brasileira terá forças para manter recuperação, pois o noticiário de commodities (preços de matérias-primas) e corporativo sugere cautela. A avaliação entre os especialistas é de que o impacto positivo do dado nos EUA será momentâneo. Às 10h16, o Ibovespa já havia invertido o sinal e operava em baixa de 0,30% a 38.489 pontos.

A percepção é devem prevalecer as notícias de aumento de 11% dos estoques de minério de ferro nos portos chineses. Esse número, segundo analistas, reflete a incapacidade da demanda das siderúrgicas em acompanhar o ritmo das importações.

Também tende a repercutir negativamente nas ações da Vale a avaliação pessimista da mineradora Rio Tinto para os mercados globais de commodity, afirmando que é pouco provável que haja uma recuperação neste ano, além de alertar que as pressões negativas continuarão afetando seu resultado. Paralelamente, o jornal Daily Telegraph informou, citando fontes, que a Rio Tinto está revisando os termos de seu acordo de US$ 19,5 bilhões com a chinesa Chinalco, após o aumento da oposição dos acionistas da mineradora ao acordo e de atrasos regulatórios. As ações das mineradoras são negociadas em baixa em Londres, onde a bolsa operava com perda de 1,18%. Em Paris e Frankfurt a queda era de 1,73% e 1,46%, respectivamente, às 10h10.

Na Bovespa, as ações PNA da Vale caíam 1,54%. Vale ON cedia 1,01%.

Para Petrobras, os sinais também não são favoráveis. O barril do petróleo registra baixa de 1% na Bolsa Mercantil de Nova York hoje e há entre os investidores de Petrobras o receio de redução de preço dos derivados do óleo no mercado interno. Petrobras PN caía 0,88% e Petrobras ON desvalorizava 0,30%, às 10h12.

No setor corporativo, os efeitos da crise internacional seguem fazendo estragos. A finlandesa Nokia, que informou que vai adotar medidas de redução de custo, e a produtora de alumínio norte-americana Alcoa, que costuma ser a primeira a divulgar resultados nos EUA, previu ontem à noite prejuízo no primeiro trimestre e anunciou corte de 82% no dividendo e redução dos investimentos para reduzir custos. As ações da Alcoa caíam cerca de 10% hoje cedo nas operações realizadas na Alemanha.

Sadia

Aqui, a possibilidade de criação de uma "AmBev do frango" deve continuar mexendo com os preços das ações de Sadia e Perdigão. Ontem à noite, em comunicado ao mercado, a Sadia admitiu, pela primeira vez, que negocia com a Perdigão sobre fusão entre as empresas. Segundo a companhia, as conversas visam a analisar "a viabilidade e a convergência de interesses em algum tipo de associação.”

Já a Perdigão, em comunicado encaminhado na noite de ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informa que, "embora tenham se desenvolvido discussões preliminares para uma eventual associação" entre a companhia e a Sadia, "as partes não chegaram a qualquer entendimento sobre a matéria", e que não há qualquer negociação em curso neste momento.

Desde que tornaram públicas as perdas com contratos derivativos em setembro de 2008, - cerca de R$ 700 milhões - a Sadia busca por uma forma rápida de capitalização. O governo, que não está disposto a colocar recursos na Sadia para tirá-la da crise, quer promover uma fusão com a Perdigão.

Ontem, Sadia PN subiu 2,15% e Perdigão ON teve alta de 2,35%, figurando entre as maiores altas do mercado, num dia em que a Bovespa encerrou o pregão, depois de mostrar muita volatilidade, em baixa de 1,05%, aos 38.607,20 pontos.

Hoje, às 10h15, Sadia PN subia 4,91% (a maior alta do Ibovespa) e Perdigão ON avançava 2,75%, a segunda maior valorização do Ibovespa.

Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Preço de minério da Índia fica estável por compras da China

Preço de minério da Índia fica estável por compras da China
Plantão | Publicada em 05/02/2009 às 10h05m
Reuters/Brasil Online

MUMBAI (Reuters) - Os preços do minério de ferro na Índia permaneciam estáveis na comparação com a semana passada, à medida que a compra do produto pela China persistia, disseram exportadores e uma organização comercial do governo nesta quinta-feira.

"Exportações tem sido positivas nos últimos dias", disse uma autoridade sênior da Essel Mining & Industries Ltd, uma gigante mineradora e exportadora com base no leste da Índia. "Alguns vendedores estão segurando o frete em meio a expectativas de que os preços podem subir".

A Índia é uma das maiores fontes de minério de ferro do mundo e exporta anualmente cerca de 100 milhões de toneladas, ou metade de sua produção local, principalmente para a China.

No entanto, exportadores de minério de ferro indiano foram abatidos por um recuo da demanda após as Olimpíadas de agosto, quando estoques altos fizeram a China reduzir suas compras no mercado no segundo semestre.

Os últimos números de comércio mostraram que no período de abril a dezembro -os primeiros noves messes do ano fiscal 2008/09- as exportações caíram 5,4 por cento, para 64,47 milhões de toneladas. Mas em dezembro houve um ganho de 38,4 por cento, para 13,67 milhões de toneladas.

O preço à vista do minério de ferro com 63,5 por cento de ferro está na faixa de 68 dólares a 72 dólares por tonelada FOB, a mesma média da última semana, mas aumentou entre 4 dólares e 5 dólares no mês passado, informou uma autoridade da Federação das Indústrias de Minério da Índia (FIMI, na sigla em inglês).

"Comparado com a marca de cerca de 92 dólares, os preços estão muito mais baratos, é por isso que os moinhos chineses que estão recomeçando estão preferindo comprar da Índia", disse R.K. Sharma, secretário-geral da FIMI.

(Reportagem de Ruchira Singh)

O que aconteceu no pregão de 04/02

O Ibovespa voltou ao patamar dos 40.000 pontos, em dia de forte presença de investidores estrangeiros na ponta compradora. O dia foi pautado por sinais de que a China estaria de volta ao mercado de minério e pela expectativa sobre a demanda por aço pelo PAC e pelo pacote americano. 

Na máxima do dia o índice Ibovespa atingiu os 41.490,17 pontos (+4,38%), mas perdeu força com a piora no mercado americano.

A atração dos investidores pelas ações da mineradora Vale pode ser conferido em números. Após um anúncio de Marius Kloppers, CEO da BHP Billiton, de que a o excedente dos estoques de minério da China está chegando ao fim, as ações ordinárias subiram +4,42%, enquanto PNA da Vale avançaram +3,62%. 

Esta última sendo a ação mais negociada da bolsa, movimentando R$ 1,062 bilhão. As ações da Bradespar, que faz parte do bloco de controle da mineradora, lideraram a alta do índice com +7,03%.

As siderúrgicas também tiveram forte valorização, após anúncio de aumento da verba do PAC, programa de aceleração econômica, em 28%, com a maior parte destinada a infraestrutura. As altas de Gerdau PN +4,68%, Csn ON +3,25%, Usiminas ON +2,21% e Usiminas PNA +5,26%, mostraram que a medida soou bem para os investidores.

Petrobrás captou US$ 1,5 bilhão em bônus de 10 anos ao custo de 8,125% ao ano. Recursos que serão destinados ao programa de investimentos da petrolífera estatal. O mercado achou o custo elevado e não gostou do destino dado aos recursos, que não serão para a rolagem de dívidas. 
As ações PN subiram +0,47% e ON 0,81%, desempenho fraco para o dia, se comparado às outras blue chips do mercado brasileiro.

Na ponta perdedora, o grande destaque ficou para Rossi Residencial ON, com queda de -16,70%, liderando as baixas do índice. A queda foi precipitada por uma grande ordem de “stop loss” dada pela Merrill Lynch, em meio à expectativa da divulgação do balanço, marcado para 25 de março. Em razão da forte queda das ações, a companhia decidiu antecipar para esta noite a divulgação da prévia operacional.

Superando as médias registradas em janeiro (R$ 3,595 bilhões), o giro da Bovespa surpreendeu e ficou em R$ 5,588 bilhões.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Queda no preço é mais dolorosa para o balanço da Vale que cortes na produção

SÃO PAULO - O cenário para as ações da Vale (VALE5VALE3) mudou muito rápido da semana passada para cá. Em intervalo de dez dias, a companhia desistiu do reajuste junto às siderúrgicas chinesas, anunciou cortes de produção, reportou resultados recordes e divulgou seu programa de investimentos para 2009. Diante de todas estas variáveis, os analistas vêem a empresa enfrentando a nova realidade, ou melhor, se adequando a ela.

Na ocasião da apresentação de seu orçamento para 2009 e nos comentários de seu balanço trimestral, a mineradora já havia admitido o maior desafio que tem pela frente; mas confiante em sua capacidade e nos fundamentos do setor. No Vale Investor Day, realizado na véspera na Bolsa de Nova York, a brasileira trocou o discurso progressista pelo defensivo.

Um ano antes, o tema do evento havia sido perspectivas de crescimento. No encontro deste ano, o foco foi a adequação das operações à nova realidade, ao desafio que a turbulência econômica impõe. 

Da confiança demonstrada na apresentação dos resultados, o Investor Day transmitiu um tom mais conservador, com a empresa olhando para a volatilidade com calma, esperando maior consolidação do cenário para agir de maneira mais consistente.

Corte no preço dói mais que corte na produção
O corte na produção, quando recebido pelo mercado, foi tratado pelos analistas como ajuste; uma importante ferramenta para equilibrar a relação entre oferta e uma demanda mais modesta. Explicando a questão, o banco suíço UBS foi enfático: preços são mais importantes que volume para a empresa.

Também avaliando as declarações do Investor Day, a equipe do Citigroup tratou o mesmo tema afirmando que para os balanços, "cortes no preço são mais dolorosos que no volume de vendas". Completando o debate, a instituição buscou destacar que os clientes da Vale, no momento, estão pedindo menor quantidade, não menor preço.

Orçamento é só um número
Com relação ao portfólio de investimentos, a impressão deixada foi de que a cifra de US$ 14 bilhões divulgada para 2009 é apenas um número. Pelas declarações, este investimento vai acompanhar as condições de mercado, sendo direcionado de acordo com as possibilidades e andamento da crise.

Investimento orgânico é visto pela Vale como melhor pedida do que crescimento via aquisições, o que, para o Citi, é questionável. Ainda assim, foi levantada a possibilidade de consolidação nos 
mercados de cobre e carvão, exatamente os prováveis alvos da mineradora brasileira.

Ainda subvalorizadas
Quanto à perspectiva em relação ao preço do minério de ferro, que é a ponta "mais dolorosa", a aposta em redução no preço na próxima rodada de reajustes ganha força. Nesta semana, a Vale confirmou desistência na tentativa de obter uma elevação adicional de 12% no valor dos contratos firmados junto às siderúrgicas chinesas.

Ao comentar a desistência, a mineradora buscou destacar a boa relação que mantém com seus clientes asiáticos. O mercado interpretou como positiva a questão, pois reduz a ameaça de possíveis cortes no fornecimento para a China.

Para o Credit Suisse, os atuais preços das ações ainda precificam uma redução entre 40% e 45% no valor dos contratos em 2009. Para se ter uma idéia, a aposta do banco suíço varia no intervalo entre 5% de reajuste para cima e 5% para baixo.

Por: Rafael de Souza Ribeiro
05/11/08 - 16h14
InfoMoney