sexta-feira, 5 de março de 2010
Rio e BHP buscam alta de 80% no minério de ferro--analistas
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Barclays desenha estratégia para commodities e enxerga upside no próximo trimestre
Vale conta com correlação histórica e dois propulsores para esticar sua alta a 2010
SÃO PAULO – O case da Vale é bem definido. Com um dos betasmais próximos de 1,00* dentre as ações que compõem o Ibovespa, as ações da mineradora resumem a história de recuperação do índice em 2009. E para 2010 não é diferente.
As recomendações de investimento para a Vale ao longo deste ano falavam em certeza de alta aos papéis, até porque se trata de um dos ativos mais líquidos do mercado doméstico. Ou seja, quando a crise estourou na segunda metade de 2008, a fuga de estrangeiros e esta correlação histórica com o índice penalizaram a ação da Vale de forma severa. Quando o cenário melhorou e o fluxo de estrangeiros voltou, as ações inevitavelmente responderam à altura.
Grosso modo, o discurso dos analistas durante 2009 foi de “compre antes que seja tarde demais” – para se aproveitar da esperada trajetória de recuperação. Já no fim do ano, a valorização acumulada pelos ativos (de 78% até esta quarta-feira) pode afugentar a muitos. Mas basta lembrar da “correlação histórica” para verificar que as apostas são positivas para a ação da mineradora em 2010.
Propulsores
Antes de tudo, cabe lembrar que o cálculo do beta da ação da Vale esconde forte correlação entre as variáveis explicativa e dependente, até porque os papéis VALE5 e VALE3, juntos, respondem a aproximadamente 17% de peso na carteira teórica do índice. Mas supondo apenas que a Vale não proporcione outros drivers para o investidor, e apenas siga o ritmo do Ibovespa, como costuma fazer. Sendo assim, as projeções predominantes para o índice nos 80 mil pontos no fim de 2010 já sugerem um potencial de valorização em torno de 18% para os papéis da mineradora.
No entanto, as perspectivas vão além. Os dois principais propulsores da ação da Vale estão presentes nos modelos de projeção para 2010: preço do minério de ferro e volume de vendas. Tratando da primeira questão, após o declínio dos preços e flexibilização dos contratos de fornecimento este ano, a rodada de negociações de preços de 2010 começa pesando para o lado das mineradoras contra as siderúrgicas.
A aposta predominante** entre os analistas é de um aumento entre 15% e 20% nos preços da matéria-prima. Por outro lado, 2009 ensinou que não há prazo estipulado nem garantia de que o modelo benchmark de preços siga vivo. Depois do impasse nas negociações este ano, o mercado não deve esperar um anúncio de reajuste com hora marcada para fevereiro ou início de março, como nos anos anteriores.
| Instituição | Projeção | 2010 | 2011 |
| BofA Merrill Lynch | Nov | 15% | 15% |
| Barclays | Out | 20% | 10% |
| BMO Capital | Jul | 10% | 4% |
| Citigroup | Out | 15% | 0% |
| Credit Suisse | Out | 15% | 15% |
| CRU Group | Dez | 25% | 10% |
| JP Morgan | Dez | 20% | 30% |
| Société Générale | Dez | 20% | -9% |
| Morgan Stanley | Out | 15% | 5% |
Mais receita
Para a Vale, além do aumento de preços, há ainda a projeções de maior volume de vendas em 2010. Isso porque as minas chinesas operam próximas de plena capacidade, enquanto o mercado doméstico vê pela frente perspectivas de crescimento em torno de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, além de PAC, Olimpíadas, Copa...
Tudo isso somado às altas taxas de crescimento da economia chinesa. No negócio de minério de ferro da Vale, a China corresponde a cerca de 36% das vendas da companhia, enquanto o mercado doméstico leva aproximadamente 16%.
Para se ter uma ideia, a equipe de análise da Itaú Corretora projeta que as receitas em dólares da companhia atinjam US$ 34,5 bilhões em 2010, frente a uma projeção de US$ 23,9 bilhões em 2009.
Real contra
“Esperamos que em 2010 a Vale reporte receitas e margens operacionais maiores, comparativamente a 2009, em função da melhora esperada de preço e volume de vendas de minério de ferro. Contudo, esses efeitos serão parcialmente anulados pelo impacto negativo da apreciação do Real”, resume a Fator, em seu Book de Perspectivas para o próximo ano.
Apesar da expectativa de maior volume de vendas e aumento dos preços, sempre é bom ponderar que estas projeções serão impactadas pelo câmbio. Como qualquer suposição sobre o rumo do real durante 2010 ainda parece sujeita a reinterpretações, o ideal não parece partir de projeções pontuais, mas do entendimento deste impacto. Na estrutura operacional da Vale, cerca de 95% das receitas são em dólares, enquanto aproximadamente 55% dos custos são atrelados à moeda brasileira. Qualquer proposição sobre a relação da mineradora com as variações do câmbio passa por esta máxima.
*beta(x) da ação igual a 1,0, segundo metodologia de cálculo da Fator Corretora
índice de volatilidade anualizada da BM&F Bovespa em 42,50, com 0,026 de desvio padrão - "valor observado no período em referência calculado em bases anuais (volatilidade do período x v252), sendo que 252 é o total de dias úteis em um ano"
Fonte: Infomoney
sexta-feira, 12 de junho de 2009
BHP e Rio Tinto podem sofrer sanções comerciais da China
SYDNEY (Reuters) - A China pode impor sanções comerciais à BHP Billiton e à Rio Tinto se as duas mineradoras fundirem as operações de minério de ferro na Austrália sem a aprovação das agências de concorrência chinesas, publicou o Sydney Morning Herald.
Na semana passada, a Rio Tinto desistiu de receber um investimento de 19,5 bilhões de dólares da estatal chinesa Chinalco e, em vez disso, propôs uma joint-venture com a concorrente BHP Billiton no setor de minério de ferro. A Rio também anunciou uma oferta de ações de 15,2 bilhões de dólares.
"De acordo com a legislação antitruste da China, nós podemos vetar um acordo de fusão do tipo se a concentração de negócios no exterior afetar a competição no mercado interno", disse Ma Yu, diretor do departamento de investimentos estrangeiros do Ministério do Comércio, segundo a reportagem feita em Pequim.
De acordo com o jornal, Ma também afirma que se a joint-venture for montada mesmo com a oposição da China, Pequim pode impor sanções comerciais contra a BHP e a Rio.
A joint-venture é uma ameaça para a China porque concentraria ainda mais a produção de minério de ferro, com os segundo e terceiro maiores produtores do mundo, Rio e BHP Billiton, combinando suas principais operações.
A Rio/BHP e a Vale controlam aproximadamente 70 por cento do comércio de minério de ferro do mundo.
O periódico afirma que a nova legislação antitruste da China permite que o país bloqueie acordos feitos no exterior, mas os mecanismos para a execução da lei permanecem incertos.
O plano das duas companhias foi anunciado ao mesmo tempo em que as negociações anuais sobre o preço do minério de ferro entre os fornecedores e os clientes chineses estão paralisadas por conta do pedido da China de uma redução maior que os 33 por cento acertados pela Rio com compradores japoneses e coreanos.
Na quinta-feira, o diretor da Associação Chinesa de Ferro e Aço, que lidera as negociações feitas pela China, disse que o grupo estava pronto para reduzir a produção de aço e abandonar as negociações anuais sobre o minério de ferro se as conversas fracassarem.
A China consome mais da metade do minério de ferro comercializado mundialmente.
(Reportagem de Jonathan Standing)
Fonte: O Globo.com
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Vale fecha acordos com pequenas siderúrgicas chinesas
Citando uma fonte do setor, o jornal disse que a Vale exportou 85 milhões de toneladas de minério de ferro para a China no ano passado, o que faz destes acordos com as siderúrgicas pequenas uma parte significativa de sua carga vinculada à China.
O Beijing News não especificou os preços do minério de ferro nestes acordos. As siderúrgicas menores são privadas, o que significa que não fazem parte da Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês).
A Vale havia declarado que neste ano recuaria de seu papel habitual de fixadora de preço nas negociações com a China, deixando que as mineradoras anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton assumissem a liderança das conversas com as siderúrgicas. .
A Associação chinesa quer um corte de pelo menos 40% no preço de referência do minério de ferro, mas as mineradoras já acertaram uma redução de 33% com outros clientes asiáticos. Representantes da Cisa e da Vale não estavam disponíveis para comentários. As informações são da Dow Jones.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Redução de apenas 20% do minério pode ser positiva para Vale, crê Citi
SÃO PAULO - Com a confirmação oficial de que a Vale ( VALE3 , VALE5 ) tem cobrado preços menores por seu minério de ferro, muitos temem pelo enfraquecimento da posição das mineradoras na formação dos novos contratos para 2009. Contudo, analistas do Citi acreditam que o desconto praticado pode ser benéfico à empresa.
Tradicionalmente, os preços no mercado global são negociados entre as grandes siderúrgicas e as três principais ofertantes globais da matéria-prima - Vale, Rio Tinto e BHP Billiton - todos os anos, com a fixação de contratos de longo prazo.
Entretanto, com o impasse verificado em 2009 e as incertezas geradas pela crise econômica global, dois fenômenos tornam-se cada vez mais comuns. Frente à queda na demanda, as mineradoras têm oferecido descontos em seus contratos e, paulatinamente, aumentado as vendas nos mercados à vista.
Menor que o previsto
Segundo Alexander Hacking, analista do Citi, o corte de 20% praticado pela Vale sobre os preços de referência de longo prazo está "em linha com suas expectativas, mas pode ser modestamente positivo" para a companhia brasileira.
Em sua avaliação, a magnitude desta redução é inferior ao consenso de mercado, algo positivo mesmo caso seja considerado que o atual patamar é temporário. Ademais, Hacking avalia que a redução de preços poderá impulsionar as vendas da mineradora para siderúrgicas de fora da China, principal produtor global de aço.
Citando fontes ligadas ao setor, o analista também afirmou que a Vale tem oferecido preços cada vez mais agressivos e próximos aos do mercado à vista para consumidores chineses.
Mudança de direção
Em estudo distinto, o próprio Hacking ressaltou a transformação em marcha no mercado global de minério de ferro. "As vendas à vista tem ganhado participação no mercado, ao passo em que importadores e exportadores deixam os contratos longos e as taxas de frete declinam", afirmou.
A afirmação tem base na grande expansão dos embarques das grandes mineradoras relacionados a vendas no mercado spot, cuja participação no total vendido durante o primeiro trimestre chega a 27%, segundo projeções do Citi, frente aos 16% verificados em 2008.
Caso o ritmo seja mantido, março e abril deste ano representarão os dois meses de maior atividade no mercado à vista já registrado pelos analistas, o que pode indicar uma tendência para as exportações brasileiras para abril e maio, avalia o analista.
Contudo, Hacking ressalta que a conclusão não pode ser definitiva, uma vez que a expansão destes carregamentos pode estar simplesmente ligada à alteração do modo como os contratos são realizados.
O Citi mantém recomendação de compra para os papéis da Vale, com preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipt) fixado em US$ 28,00, um upside de 83% frente ao último preço de fechamento.
Fonte: Yahoo Finance
terça-feira, 17 de março de 2009
Bolsa tenta avançar, mas noticiário pede cautela
A percepção é devem prevalecer as notícias de aumento de 11% dos estoques de minério de ferro nos portos chineses. Esse número, segundo analistas, reflete a incapacidade da demanda das siderúrgicas em acompanhar o ritmo das importações.
Também tende a repercutir negativamente nas ações da Vale a avaliação pessimista da mineradora Rio Tinto para os mercados globais de commodity, afirmando que é pouco provável que haja uma recuperação neste ano, além de alertar que as pressões negativas continuarão afetando seu resultado. Paralelamente, o jornal Daily Telegraph informou, citando fontes, que a Rio Tinto está revisando os termos de seu acordo de US$ 19,5 bilhões com a chinesa Chinalco, após o aumento da oposição dos acionistas da mineradora ao acordo e de atrasos regulatórios. As ações das mineradoras são negociadas em baixa em Londres, onde a bolsa operava com perda de 1,18%. Em Paris e Frankfurt a queda era de 1,73% e 1,46%, respectivamente, às 10h10.
Na Bovespa, as ações PNA da Vale caíam 1,54%. Vale ON cedia 1,01%.
Para Petrobras, os sinais também não são favoráveis. O barril do petróleo registra baixa de 1% na Bolsa Mercantil de Nova York hoje e há entre os investidores de Petrobras o receio de redução de preço dos derivados do óleo no mercado interno. Petrobras PN caía 0,88% e Petrobras ON desvalorizava 0,30%, às 10h12.
No setor corporativo, os efeitos da crise internacional seguem fazendo estragos. A finlandesa Nokia, que informou que vai adotar medidas de redução de custo, e a produtora de alumínio norte-americana Alcoa, que costuma ser a primeira a divulgar resultados nos EUA, previu ontem à noite prejuízo no primeiro trimestre e anunciou corte de 82% no dividendo e redução dos investimentos para reduzir custos. As ações da Alcoa caíam cerca de 10% hoje cedo nas operações realizadas na Alemanha.
Sadia
Aqui, a possibilidade de criação de uma "AmBev do frango" deve continuar mexendo com os preços das ações de Sadia e Perdigão. Ontem à noite, em comunicado ao mercado, a Sadia admitiu, pela primeira vez, que negocia com a Perdigão sobre fusão entre as empresas. Segundo a companhia, as conversas visam a analisar "a viabilidade e a convergência de interesses em algum tipo de associação.
Já a Perdigão, em comunicado encaminhado na noite de ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informa que, "embora tenham se desenvolvido discussões preliminares para uma eventual associação" entre a companhia e a Sadia, "as partes não chegaram a qualquer entendimento sobre a matéria", e que não há qualquer negociação em curso neste momento.
Desde que tornaram públicas as perdas com contratos derivativos em setembro de 2008, - cerca de R$ 700 milhões - a Sadia busca por uma forma rápida de capitalização. O governo, que não está disposto a colocar recursos na Sadia para tirá-la da crise, quer promover uma fusão com a Perdigão.
Ontem, Sadia PN subiu 2,15% e Perdigão ON teve alta de 2,35%, figurando entre as maiores altas do mercado, num dia em que a Bovespa encerrou o pregão, depois de mostrar muita volatilidade, em baixa de 1,05%, aos 38.607,20 pontos.
Hoje, às 10h15, Sadia PN subia 4,91% (a maior alta do Ibovespa) e Perdigão ON avançava 2,75%, a segunda maior valorização do Ibovespa.
Fonte: Portal Exame
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Preço de minério da Índia fica estável por compras da China
O que aconteceu no pregão de 04/02
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Queda no preço é mais dolorosa para o balanço da Vale que cortes na produção
Na ocasião da apresentação de seu orçamento para 2009 e nos comentários de seu balanço trimestral, a mineradora já havia admitido o maior desafio que tem pela frente; mas confiante em sua capacidade e nos fundamentos do setor. No Vale Investor Day, realizado na véspera na Bolsa de Nova York, a brasileira trocou o discurso progressista pelo defensivo.
Um ano antes, o tema do evento havia sido perspectivas de crescimento. No encontro deste ano, o foco foi a adequação das operações à nova realidade, ao desafio que a turbulência econômica impõe.
Da confiança demonstrada na apresentação dos resultados, o Investor Day transmitiu um tom mais conservador, com a empresa olhando para a volatilidade com calma, esperando maior consolidação do cenário para agir de maneira mais consistente.
Corte no preço dói mais que corte na produção
O corte na produção, quando recebido pelo mercado, foi tratado pelos analistas como ajuste; uma importante ferramenta para equilibrar a relação entre oferta e uma demanda mais modesta. Explicando a questão, o banco suíço UBS foi enfático: preços são mais importantes que volume para a empresa.
Também avaliando as declarações do Investor Day, a equipe do Citigroup tratou o mesmo tema afirmando que para os balanços, "cortes no preço são mais dolorosos que no volume de vendas". Completando o debate, a instituição buscou destacar que os clientes da Vale, no momento, estão pedindo menor quantidade, não menor preço.
Orçamento é só um número
Com relação ao portfólio de investimentos, a impressão deixada foi de que a cifra de US$ 14 bilhões divulgada para 2009 é apenas um número. Pelas declarações, este investimento vai acompanhar as condições de mercado, sendo direcionado de acordo com as possibilidades e andamento da crise.
Investimento orgânico é visto pela Vale como melhor pedida do que crescimento via aquisições, o que, para o Citi, é questionável. Ainda assim, foi levantada a possibilidade de consolidação nos mercados de cobre e carvão, exatamente os prováveis alvos da mineradora brasileira.
Ainda subvalorizadas
Quanto à perspectiva em relação ao preço do minério de ferro, que é a ponta "mais dolorosa", a aposta em redução no preço na próxima rodada de reajustes ganha força. Nesta semana, a Vale confirmou desistência na tentativa de obter uma elevação adicional de 12% no valor dos contratos firmados junto às siderúrgicas chinesas.
Ao comentar a desistência, a mineradora buscou destacar a boa relação que mantém com seus clientes asiáticos. O mercado interpretou como positiva a questão, pois reduz a ameaça de possíveis cortes no fornecimento para a China.
Para o Credit Suisse, os atuais preços das ações ainda precificam uma redução entre 40% e 45% no valor dos contratos em 2009. Para se ter uma idéia, a aposta do banco suíço varia no intervalo entre 5% de reajuste para cima e 5% para baixo.