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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que aconteceu no pregão de 04/02

O Ibovespa voltou ao patamar dos 40.000 pontos, em dia de forte presença de investidores estrangeiros na ponta compradora. O dia foi pautado por sinais de que a China estaria de volta ao mercado de minério e pela expectativa sobre a demanda por aço pelo PAC e pelo pacote americano. 

Na máxima do dia o índice Ibovespa atingiu os 41.490,17 pontos (+4,38%), mas perdeu força com a piora no mercado americano.

A atração dos investidores pelas ações da mineradora Vale pode ser conferido em números. Após um anúncio de Marius Kloppers, CEO da BHP Billiton, de que a o excedente dos estoques de minério da China está chegando ao fim, as ações ordinárias subiram +4,42%, enquanto PNA da Vale avançaram +3,62%. 

Esta última sendo a ação mais negociada da bolsa, movimentando R$ 1,062 bilhão. As ações da Bradespar, que faz parte do bloco de controle da mineradora, lideraram a alta do índice com +7,03%.

As siderúrgicas também tiveram forte valorização, após anúncio de aumento da verba do PAC, programa de aceleração econômica, em 28%, com a maior parte destinada a infraestrutura. As altas de Gerdau PN +4,68%, Csn ON +3,25%, Usiminas ON +2,21% e Usiminas PNA +5,26%, mostraram que a medida soou bem para os investidores.

Petrobrás captou US$ 1,5 bilhão em bônus de 10 anos ao custo de 8,125% ao ano. Recursos que serão destinados ao programa de investimentos da petrolífera estatal. O mercado achou o custo elevado e não gostou do destino dado aos recursos, que não serão para a rolagem de dívidas. 
As ações PN subiram +0,47% e ON 0,81%, desempenho fraco para o dia, se comparado às outras blue chips do mercado brasileiro.

Na ponta perdedora, o grande destaque ficou para Rossi Residencial ON, com queda de -16,70%, liderando as baixas do índice. A queda foi precipitada por uma grande ordem de “stop loss” dada pela Merrill Lynch, em meio à expectativa da divulgação do balanço, marcado para 25 de março. Em razão da forte queda das ações, a companhia decidiu antecipar para esta noite a divulgação da prévia operacional.

Superando as médias registradas em janeiro (R$ 3,595 bilhões), o giro da Bovespa surpreendeu e ficou em R$ 5,588 bilhões.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quarta-feira agitada renova ânimo do mercado e marca a quarta alta seguida da bolsa

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
28/01/09 - 19h36
InfoMoney

SÃO PAULO - Há tempos que um dia de decisão do Federal Reserve não era tão tranquilo às bolsas. Apesar de a economia seguir oferecendo sinais de deterioração, a quarta-feira (28) deixou muitas expectativas para o investidor. Lá fora, bancos dispararam nos EUA e Europa com a maior proximidade da criação do Bad Bank. Por aqui, o destaque da vez ficou com o setor imobiliário.

As autoridades norte-americanas tiveram um dia movimentado. Além da manutenção do juro básico dos EUA no intervalo entre 0% e 0,25% ao ano pelo Fed, a equipe de Barack Obama reforçou a expectativa de que será criada uma instituição para assumir os ativos podres em posse dos bancos. Em relação ao pacote de estímulo, as cifras foram ampliadas novamente. Já contornam US$ 900 bilhões.

Os olhares também se voltaram ao Fórum Mundial, realizado em Davos - Suíça. Nesta quarta-feira, Trichet evitou falar na política monetária da região do euro e o premier Wen Jiabao assumiu o baque da crise sobre a China. Ainda assim, reforçou a aposta de crescimento perto de 8% da economia chinesa este ano. No final do dia, Vladimir Putin pediu por cooperação internacional para resolver os problemas econômicos.

Os mercados também repercutiram resultados melhores que as projeções do Yahoo! e do banco Wells Fargo, que retirando itens não-recorrentes da aquisição do Wachovia, teve balanço positivo no quarto trimestre. Por aqui, destaque para a valorização das commodities e para o setor imobiliário. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, adiantou que o governo visa a marca de um milhão de contratos de financiamento de imóveis novos em 2010. As medidas de incentivo ao setor devem ser divulgadas na próxima semana.

Dólar em R$ 2,276
A sessão mais tranquila para as bolsas resultou em forte recuo para o dólar comercial na comparação com o real. A moeda norte-americana fechou com queda de 2,02%, cotada a R$ 2,2760.

Segundo os dados apresentados pelo BC, o fluxo cambial referente aos dezesseis primeiros dias úteis de janeiro teve piora frente à última medição, ficando negativo em US$ 2,693 bilhões, o que mostra continuidade da forte saída de dólares. No mesmo período de 2008, o valor também ficou deficitário, mas em US$ 862 milhões.

Ibovespa em 40.227 pontos
Com o bom humor se espalhando nas bolsas internacionais, o pregão marcou a quarta valorização seguida do Índice Bovespa, que avançou 3,95% e voltou a fechar acima dos 40 mil pontos, o que não ocorria desde a primeira semana do ano. O volume financeiro totalizou R$ 4,75 bilhões.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:
GFSA3, CYRE3, CSAN3, UBBR11, RSID3

sábado, 22 de novembro de 2008

Gafisa lidera as perdas do Ibovespa na semana pela terceira vez consecutiva

Por: Equipe InfoMoney
21/11/08 - 19h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Terminando no campo negativo em todos os pregões da semana, o Ibovespa, encerrou o período com expressiva desvalorização de 12,68%, dando seqüência ao ciclo negativo observado ao longo de novembro. Em movimento ainda mais acentuado, os papéis da Gafisa (GFSA3) fecharam com a maior desvalorização do principal índice paulista no período pela terceira vez consecutiva.

Depois de uma desvalorização de 14,78% nesta sessão, as açõesda empresa acumulam queda de 28,54% nos últimos quatro dias - lembrando que na quinta-feira a bolsa brasileira esteve fechada por conta do feriado do Dia da Consciência Negra -, fechando cotadas a R$ 6,86. Os papéis somam perda 79,20% desde o início do ano.

Crise enfraquece demanda por imóveis
A trajetória declinante dos papéis se iniciou já no primeiro pregãodesta semana, quando diante do término da temporada de resultados trimestrais, que refletiram a desaceleração do setor e as incertezas para 2009, os papéis de incorporadoras e construtoras de imóveis lideraram as desvalorizações dentre os papéis que compõem o Ibovespa.

Temendo os impactos da crise financeira, a indústria imobiliária tem adotado postura mais conservadora, deixando espaço para analistas reduzirem as estimativas.

"Vimos uma redução considerável no ritmo do setor e nos resultados. Este comportamento reflete uma série de incertezas principalmente quanto ao crédito e à demanda do consumidor e sinaliza dificuldades nos próximos seis meses", segundo avaliação do Banif sobre os balanços.

Corroborando a perspectiva de que o pessimismo atinge o setor como um todo, os papéis de suas rivais Abyara (ABYA3), Cyrela Realty (CYRE3) e Rossi Residencial (RSID3) terminaram a semana com forte recuo de 7,09%, 21,62% e 23,03% respectivamente.

Mais perdas
Também tiveram uma performance ruim os papéis Sadia PN (SDIA4, R$ 2,79, -26,39%), Rossi Resid ON (RSID3, R$ 2,54, -23,03%), VCP PN (VCPA4, R$ 13,21, -22,97%), Cyrela Realty ON (CYRE3, R$ 5,80, -21,62%) e Gerdau PN (GGBR4, R$ 11,24, -21,23%).

Fonte: Infomoney