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segunda-feira, 9 de março de 2009

Ibovespa abre a semana com queda de 0,98%, na esteira das perdas externas

Por: Equipe InfoMoney
09/03/09 - 17h40
InfoMoney

SÃO PAULO - O Ibovespa tentou esboçar recuperação no início do dia, mas não aguentou mais uma sessão de pressão de Wall Street e abriu a semana com o pé esquerdo. O índice encerrou a segunda-feira com queda de 0,98%, ignorando o bom desempenho do setor imobiliário e assumindo o recuo de siderúrgicas, Vale e do setor de papel e celulose.

Warren Buffett vê a economia norte-americana "cair de um penhasco" e aposta em problema inflacionário após os esforços do governo. O economista Nouriel Roubini projetou o índice Standard & Poor's 500, atualmente na casa de 680 pontos, em 600 pontos ainda este ano. Previu também mais 36 meses de recessão. Não bastassem palavras, o noticiário corporativo veio carregado de ação.

De lá veio uma série de novidades que apontam consolidação. Destaque maior para a aquisição da Schering-Plough pela Merck, por US$ 41 bilhões. A compradora caiu 7,7% em resposta. Paralelamente, rumores apontam que a Roche fechou a aquisição dos 44% restantes da Genentech, por algo em torno de US$ 46,7 bilhões. A Dow Chemical irá concluir a aquisição da Rohm & Haas, por US$ 15,3 bilhões.

Fora aquisições, a União de Trabalhadores aceitou um programa de cortes de custos operacionais da Ford. Entre tantas referências, o petróleo marcou alta de mais de 3% em Nova York, na expectativa por novos cortes na produção da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo).

Destaques internos
A Petrobras esboçou valorização com a alta de preço do barril, mas sofreu pressão de seus resultados operacionais, recebidos com resistência pelos analistas. O recuo dos metais básicos e temor de abrandamento da recessão derrubaram metais básicos, o que colocou siderúrgicas e Vale entre os destaque negativos do dia.

O setor de papel e celulose também penalizou o Ibovespa. VCP e Aracruz voltaram a cair forte com o anúncio recente de aquisição da fatia da família Safra na segunda e aumento de capital de cerca de R$ 4,2 bilhões pela primeira, através de emissão de novas ações.

Ibovespa perde 0,98%
Com perdas externas e pressão de Vale e siderúrgicas, o Ibovespa abriu a semana com desvalorização de 0,98%, que o levou a 36.741 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 2,7 bilhões.

A maior queda do Ibovespa foi da ação da VCP, que despencou com os desdobramentos da aquisição da Aracruz, segunda maior baixa do dia. Vindas de oito quedas consecutivas, as ações da Braskem se recuperaram e lideraram os ganhos do índice.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

VCP continua a negociar com controladores da Aracruz
08 de Janeiro de 2009 | 10:33

A Votorantim Celulose e Papel (VCP) informou hoje que continua em negociações com os controladores da Aracruz, entre eles o Grupo Votorantim, acerca da tentativa de união das duas produtoras de celulose. A informação está em um comunicado ao mercado divulgado pela VCP nesta quinta-feira sobre o cancelamento de uma reunião da companhia com analistas, que já tinha sido adiada. O calendário de eventos corporativos da VCP de 2008 contava com uma reunião pública com acionistas e investidores programada para 27 de novembro. 

O encontro foi postergado para 17 de dezembro, mas acabou não acontecendo. "Os esforços para aquisição das ações de emissão de Aracruz detidas por Arapar (holding da família Lorentzen) e os impactos na transação das mudanças materiais do cenário macroeconômico fizeram de 2008 um ano atípico para a companhia. A eventual aquisição impactaria significativamente o planejamento estratégico da VCP e seus projetos de expansão", informou a empresa. "Tendo em vista as tratativas da Votorantim Industrial e demais controladores da Aracruz, ainda em curso, decidimos cancelar, em caráter excepcional, a reunião pública na Apimec então programada para 17 de dezembro", prosseguiu a VCP, argumentando que a realização do encontro com analistas "poderia colocar em risco os interesses legítimos da companhia e de seus acionistas". 

O Grupo Votorantim costurou acordos para unir a VCP, sua empresa de papel e celulose, e a Aracruz. Mas o negócio - anunciado em agosto passado - foi colocado em banho-maria depois que a Aracruz revelou perdas bilionárias com contratos derivativos de câmbio. 

O Votorantim tinha acertado pagar R$ 2,7 bilhões pela participação da família sueca Lorentzen na Aracruz. Em seguida, o Votorantim e o Safra, outro acionista no bloco de controle da Aracruz, realizariam uma operação para criar a maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto. Mas a ocorrência das perdas com derivativos da Aracruz fez com que os protagonistas da reorganização societária paralisassem o negócio.

sábado, 22 de novembro de 2008

Gafisa lidera as perdas do Ibovespa na semana pela terceira vez consecutiva

Por: Equipe InfoMoney
21/11/08 - 19h25
InfoMoney

SÃO PAULO - Terminando no campo negativo em todos os pregões da semana, o Ibovespa, encerrou o período com expressiva desvalorização de 12,68%, dando seqüência ao ciclo negativo observado ao longo de novembro. Em movimento ainda mais acentuado, os papéis da Gafisa (GFSA3) fecharam com a maior desvalorização do principal índice paulista no período pela terceira vez consecutiva.

Depois de uma desvalorização de 14,78% nesta sessão, as açõesda empresa acumulam queda de 28,54% nos últimos quatro dias - lembrando que na quinta-feira a bolsa brasileira esteve fechada por conta do feriado do Dia da Consciência Negra -, fechando cotadas a R$ 6,86. Os papéis somam perda 79,20% desde o início do ano.

Crise enfraquece demanda por imóveis
A trajetória declinante dos papéis se iniciou já no primeiro pregãodesta semana, quando diante do término da temporada de resultados trimestrais, que refletiram a desaceleração do setor e as incertezas para 2009, os papéis de incorporadoras e construtoras de imóveis lideraram as desvalorizações dentre os papéis que compõem o Ibovespa.

Temendo os impactos da crise financeira, a indústria imobiliária tem adotado postura mais conservadora, deixando espaço para analistas reduzirem as estimativas.

"Vimos uma redução considerável no ritmo do setor e nos resultados. Este comportamento reflete uma série de incertezas principalmente quanto ao crédito e à demanda do consumidor e sinaliza dificuldades nos próximos seis meses", segundo avaliação do Banif sobre os balanços.

Corroborando a perspectiva de que o pessimismo atinge o setor como um todo, os papéis de suas rivais Abyara (ABYA3), Cyrela Realty (CYRE3) e Rossi Residencial (RSID3) terminaram a semana com forte recuo de 7,09%, 21,62% e 23,03% respectivamente.

Mais perdas
Também tiveram uma performance ruim os papéis Sadia PN (SDIA4, R$ 2,79, -26,39%), Rossi Resid ON (RSID3, R$ 2,54, -23,03%), VCP PN (VCPA4, R$ 13,21, -22,97%), Cyrela Realty ON (CYRE3, R$ 5,80, -21,62%) e Gerdau PN (GGBR4, R$ 11,24, -21,23%).

Fonte: Infomoney