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quarta-feira, 4 de março de 2009

Ibovespa tem segunda maior alta do ano e volta a ter saldo positivo em 2009

Por: Equipe InfoMoney
04/03/09 - 18h30
InfoMoney

SÃO PAULO - O mercado assumiu a possibilidade de novo plano de estímulo à economia chinesa e garantiu uma quarta-feira (4) de forte recuperação para a bolsa. Os ganhos foram generalizados, embora protagonizados pela mineradora Vale, que tem cerca de 25% de suas receitas atreladas à produção de aço do país asiático. Com todos os olhares na China e na reação das commodities, as referências dos Estados Unidos desta vez passaram despercebidas.

A pista veio em declaração de Li Deshu, ex-chefe do gabinete de estatística da China. O rumor é de que o pacote de US$ 585 bilhões anteriormente anunciado possa ser dobrado pelo governo do país. Da China também veio outro sinal positivo para a cotação das matérias-primas. O indicador de produção manufatureira do país apontou o terceiro mês seguido de recuperação.

Commodities disparam e levam a Vale
Os contratos futuros de commodities logo mostraram o tamanho da expectativa criada. O petróleo subiu 9% em Nova York, enquanto cobre disparou 7,5% e atingiu o maior patamar dos últimos três meses. 

Vale, Petrobras e as siderúrgicas não ficaram para trás, mas o grande destaque foi mesmo a mineradora, cujas ações subiram 10% e foram representadas pela Bradespar - holding de grande participação na Vale - na ponta positiva do Ibovespa.

EUA em segundo plano
Os Estados Unidos desta vez ficaram em segundo plano. Por lá, a maior atração foi o Livro Bege do Federal Reserve, que voltou a mencionar o enfraquecimento da atividade em dez das doze regiões avaliadas. Nas outras duas, estabilidade.

Os índices acionários de Wall Street também respiraram o ânimo advindo da China, e subiram forte com destaque para Alcoa, Freeport McMoran e petrolíferas como a Chevron.

Dólar cai forte
Com o cenário mais tranquilo nos mercados, o dólar comercial encerrou com forte desvalorização de 1,86%, cotado a R$ 2,371.

Conforme dados publicados pelo Banco Central nesta quarta-feira, o fluxo cambial acumulado em fevereiro ficou positivo em US$ 841 milhões, apresentando melhora em relação ao déficit de US$ 3,018 bilhões acumulado em janeiro. Esta é a primeira vez desde setembro de 2008 que o fluxo cambial brasileiro veio superavitário.

Ibovespa ganha 5,31%
O Ibovespa conseguiu forte recuperação de 5,31% e fechou o pregão da quarta-feira com a segunda maior valorização do ano, assumindo 38.402 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 4,7 bilhões. O desempenho desta sessão trouxe de volta o Ibovespa para saldo anual positivo, de 2,27%.

Exceção ao ritmo de ganhos puxado por Bradespar, as ações da Duratex caíram forte e lideraram as perdas do Ibovespa pelo segundo dia seguido, ainda sob pressão dos resultados trimestrais mal recebidos pelo mercado.

Fonte: Infomoney

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que aconteceu no pregão de 04/02

O Ibovespa voltou ao patamar dos 40.000 pontos, em dia de forte presença de investidores estrangeiros na ponta compradora. O dia foi pautado por sinais de que a China estaria de volta ao mercado de minério e pela expectativa sobre a demanda por aço pelo PAC e pelo pacote americano. 

Na máxima do dia o índice Ibovespa atingiu os 41.490,17 pontos (+4,38%), mas perdeu força com a piora no mercado americano.

A atração dos investidores pelas ações da mineradora Vale pode ser conferido em números. Após um anúncio de Marius Kloppers, CEO da BHP Billiton, de que a o excedente dos estoques de minério da China está chegando ao fim, as ações ordinárias subiram +4,42%, enquanto PNA da Vale avançaram +3,62%. 

Esta última sendo a ação mais negociada da bolsa, movimentando R$ 1,062 bilhão. As ações da Bradespar, que faz parte do bloco de controle da mineradora, lideraram a alta do índice com +7,03%.

As siderúrgicas também tiveram forte valorização, após anúncio de aumento da verba do PAC, programa de aceleração econômica, em 28%, com a maior parte destinada a infraestrutura. As altas de Gerdau PN +4,68%, Csn ON +3,25%, Usiminas ON +2,21% e Usiminas PNA +5,26%, mostraram que a medida soou bem para os investidores.

Petrobrás captou US$ 1,5 bilhão em bônus de 10 anos ao custo de 8,125% ao ano. Recursos que serão destinados ao programa de investimentos da petrolífera estatal. O mercado achou o custo elevado e não gostou do destino dado aos recursos, que não serão para a rolagem de dívidas. 
As ações PN subiram +0,47% e ON 0,81%, desempenho fraco para o dia, se comparado às outras blue chips do mercado brasileiro.

Na ponta perdedora, o grande destaque ficou para Rossi Residencial ON, com queda de -16,70%, liderando as baixas do índice. A queda foi precipitada por uma grande ordem de “stop loss” dada pela Merrill Lynch, em meio à expectativa da divulgação do balanço, marcado para 25 de março. Em razão da forte queda das ações, a companhia decidiu antecipar para esta noite a divulgação da prévia operacional.

Superando as médias registradas em janeiro (R$ 3,595 bilhões), o giro da Bovespa surpreendeu e ficou em R$ 5,588 bilhões.