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sexta-feira, 5 de março de 2010

Rio e BHP buscam alta de 80% no minério de ferro--analistas


SYDNEY (Reuters) - As australianas Rio Tinto e BHP Billiton podem buscar --e conseguir-- um aumento de 80 por cento no preço do minério de ferro, o segundo maior aumento anual da história, se as mineradoras perderem a batalha pela adoção do preço à vista.
Analistas e gerentes de fundos disseram à Reuters que os segundo e terceiro maiores produtores de minério de ferro respectivamente estão buscando junto às siderúrgicas um aumento de 80 por cento como alternativa à adoção de um índice de mercado para 2010/11.
Já a número 1 Vale estaria negociando com a siderúrgica japonea JFE um aumento de mais de 90 por cento, segundo publicou no Brasil o jornal Valor Econômico nesta sexta-feira.
Falando sob condição de anonimato, porque não querem aparentar estar tomando um lado em meio às negociações de preço, os analistas disseram que as siderúrgicas estão começando a gostar da idéia de uma alta de 80 por cento nos preços contratuais no ano que vem.
"Dada a maneira como o preço à vista está, 80 por cento está começando a parecer barato", disse um analista da Austrália.
O minério de ferro à vista desembarcado na China está sendo negociado em torno de 133 dólares a tonelada, o dobro do contrato FOB de 2009.
Uma pesquisa da Reuters nesta semana mostrou que analistas elevaram as expectivas para os preços anuais para uma mediana de 40 por cento, contra 30 por cento no final de janeiro.
Mas a pesquisa inclui várias contribuições que não foram atualizadas ou estão em revisão. Excluindo esses números, a mediana é de um aumento de 65 por cento.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

BHP e Rio Tinto podem sofrer sanções comerciais da China

SYDNEY (Reuters) - A China pode impor sanções comerciais à BHP Billiton e à Rio Tinto se as duas mineradoras fundirem as operações de minério de ferro na Austrália sem a aprovação das agências de concorrência chinesas, publicou o Sydney Morning Herald.

Na semana passada, a Rio Tinto desistiu de receber um investimento de 19,5 bilhões de dólares da estatal chinesa Chinalco e, em vez disso, propôs uma joint-venture com a concorrente BHP Billiton no setor de minério de ferro. A Rio também anunciou uma oferta de ações de 15,2 bilhões de dólares.

"De acordo com a legislação antitruste da China, nós podemos vetar um acordo de fusão do tipo se a concentração de negócios no exterior afetar a competição no mercado interno", disse Ma Yu, diretor do departamento de investimentos estrangeiros do Ministério do Comércio, segundo a reportagem feita em Pequim.

De acordo com o jornal, Ma também afirma que se a joint-venture for montada mesmo com a oposição da China, Pequim pode impor sanções comerciais contra a BHP e a Rio.

A joint-venture é uma ameaça para a China porque concentraria ainda mais a produção de minério de ferro, com os segundo e terceiro maiores produtores do mundo, Rio e BHP Billiton, combinando suas principais operações.

A Rio/BHP e a Vale controlam aproximadamente 70 por cento do comércio de minério de ferro do mundo.

O periódico afirma que a nova legislação antitruste da China permite que o país bloqueie acordos feitos no exterior, mas os mecanismos para a execução da lei permanecem incertos.

O plano das duas companhias foi anunciado ao mesmo tempo em que as negociações anuais sobre o preço do minério de ferro entre os fornecedores e os clientes chineses estão paralisadas por conta do pedido da China de uma redução maior que os 33 por cento acertados pela Rio com compradores japoneses e coreanos.

Na quinta-feira, o diretor da Associação Chinesa de Ferro e Aço, que lidera as negociações feitas pela China, disse que o grupo estava pronto para reduzir a produção de aço e abandonar as negociações anuais sobre o minério de ferro se as conversas fracassarem.

A China consome mais da metade do minério de ferro comercializado mundialmente.

(Reportagem de Jonathan Standing)

Fonte: O Globo.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vale fecha acordos com pequenas siderúrgicas chinesas

PEQUIM - A Vale fechou acordos para o fornecimento de minério de ferro a 38 pequenas siderúrgicas chinesas, representando um total de 50 milhões de toneladas para este ano, informou a edição desta quarta-feira do jornal Beijing News.



Citando uma fonte do setor, o jornal disse que a Vale exportou 85 milhões de toneladas de minério de ferro para a China no ano passado, o que faz destes acordos com as siderúrgicas pequenas uma parte significativa de sua carga vinculada à China.



O Beijing News não especificou os preços do minério de ferro nestes acordos. As siderúrgicas menores são privadas, o que significa que não fazem parte da Associação do Ferro e do Aço da China (Cisa, na sigla em inglês).



A Vale havia declarado que neste ano recuaria de seu papel habitual de fixadora de preço nas negociações com a China, deixando que as mineradoras anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton assumissem a liderança das conversas com as siderúrgicas. .

A Associação chinesa quer um corte de pelo menos 40% no preço de referência do minério de ferro, mas as mineradoras já acertaram uma redução de 33% com outros clientes asiáticos. Representantes da Cisa e da Vale não estavam disponíveis para comentários. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que aconteceu no pregão de 04/02

O Ibovespa voltou ao patamar dos 40.000 pontos, em dia de forte presença de investidores estrangeiros na ponta compradora. O dia foi pautado por sinais de que a China estaria de volta ao mercado de minério e pela expectativa sobre a demanda por aço pelo PAC e pelo pacote americano. 

Na máxima do dia o índice Ibovespa atingiu os 41.490,17 pontos (+4,38%), mas perdeu força com a piora no mercado americano.

A atração dos investidores pelas ações da mineradora Vale pode ser conferido em números. Após um anúncio de Marius Kloppers, CEO da BHP Billiton, de que a o excedente dos estoques de minério da China está chegando ao fim, as ações ordinárias subiram +4,42%, enquanto PNA da Vale avançaram +3,62%. 

Esta última sendo a ação mais negociada da bolsa, movimentando R$ 1,062 bilhão. As ações da Bradespar, que faz parte do bloco de controle da mineradora, lideraram a alta do índice com +7,03%.

As siderúrgicas também tiveram forte valorização, após anúncio de aumento da verba do PAC, programa de aceleração econômica, em 28%, com a maior parte destinada a infraestrutura. As altas de Gerdau PN +4,68%, Csn ON +3,25%, Usiminas ON +2,21% e Usiminas PNA +5,26%, mostraram que a medida soou bem para os investidores.

Petrobrás captou US$ 1,5 bilhão em bônus de 10 anos ao custo de 8,125% ao ano. Recursos que serão destinados ao programa de investimentos da petrolífera estatal. O mercado achou o custo elevado e não gostou do destino dado aos recursos, que não serão para a rolagem de dívidas. 
As ações PN subiram +0,47% e ON 0,81%, desempenho fraco para o dia, se comparado às outras blue chips do mercado brasileiro.

Na ponta perdedora, o grande destaque ficou para Rossi Residencial ON, com queda de -16,70%, liderando as baixas do índice. A queda foi precipitada por uma grande ordem de “stop loss” dada pela Merrill Lynch, em meio à expectativa da divulgação do balanço, marcado para 25 de março. Em razão da forte queda das ações, a companhia decidiu antecipar para esta noite a divulgação da prévia operacional.

Superando as médias registradas em janeiro (R$ 3,595 bilhões), o giro da Bovespa surpreendeu e ficou em R$ 5,588 bilhões.