quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Barclays desenha estratégia para commodities e enxerga upside no próximo trimestre
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Barclays aproveita brechas e cresce
O Barclays aproveitou oportunidades com a crise financeira e levou talentos para dentro de casa quando todos os concorrentes estavam demitindo. Agora que o mercado está mais concorrido no país, o banco de capital inglês, no entanto, não pretende parar sua expansão. "A crise financeira nos permitiu crescer de forma mais rápida, pois ficou fácil contratar executivos seniores", disse Archibald Cox, Jr., chairman do
Foi a mesma estratégia oportunista que levou o banco inglês a comprar a franquia da
Cox foi contratado há cerca de um ano e meio pelo Barclays justamente para expandir a atuação nas Américas. Sugeriu ao conselho a aquisição da Lehman, por causa da complementaridade entre os bancos. O Barclays tinha presença mais forte na Europa e agora é um dos mais fortes nos Estados Unidos. Era líder em renda fixa, derivativos e commodities. A Lehman atuava também na assessoria em fusões e aquisições e em emissões de ações. "Com o pessoal da Lehman, conseguimos potencializar e alavancar nossa atuação", diz Cox.
Segundo ele, ainda em março de 2008, quando o
"Dispensamos a ajuda do governo britânico", lembra Cox. Mas, em outubro de 2008, o Barclays obteve 7 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 11,4 bilhões) de um grupo de investidores do Oriente Médio em troca de 30% de seu capital, em uma transação polêmica, considerada por muitos com termos mais onerosos para os acionistas minoritários do que a própria ajuda do governo. Em troca dos recursos, o Barclays teve de aceitar a venda de uma de suas "joias", segundo a "The Economist", a gestora de recursos Barclays Global Investors (BGI), que lhe rendia receitas de 500 milhões de libras esterlinas (por volta de US$ 800 milhões). A compradora foi a
Agora completo em sua atuação internacional como banco de investimento, o Barclays resolveu ampliar os produtos oferecidos aos clientes no mercado brasileiro. "Vamos participar de todas as áreas, inclusive as mais rentáveis", diz o presidente do Barclays no país, Alceu Amoroso Lima Neto. Isso, segundo ele, justifica a contratação de "bankers", os responsáveis pelo relacionamento com os clientes.
Forte na venda de títulos de renda fixa do governo brasileiro para o investidor externo, quer sejam os papéis indexados à inflação emitidos no mercado interno, quer sejam os eurobônus emitidos no exterior, o Barclays quer agora liderar transações também para corporações. Quer ampliar sua atuação no mercado de fusões e aquisições e de emissões iniciais públicas de ações (IPOs), bem mais rentáveis para os bancos de investimento do que os títulos de renda fixa. O banco, que iniciou 2009 com 85 funcionários, tem hoje 120. E isso mesmo considerando-se que cerca de 15 pessoas do time da gestora de recursos BGI no Brasil foram integrar a BlackRock.
Os planos do Barclays para 2010 são de contratação de mais 40 a 50 funcionários para a área de vendas, além de operadores, analistas para a área de pesquisa e "bankers". O capital do banco no Brasil, hoje de R$ 600 milhões, também deverá ser ampliado para fazer frente à expansão. Segundo Lima Neto, o banco tem como foco, principalmente, emissões que envolvem distribuição no exterior, além de fusões e aquisições entre empresas brasileiras e parceiras no mercado internacional.
Hoje, depois que o pior da crise "ficou para trás", o mercado brasileiro se mantém prioridade para o Barclays, segundo Cox. Ele, no entanto, descarta aquisições no país. "Nossa ideia é manter um crescimento orgânico", revela.
O Barclays já pediu autorização para o Banco Central para ter uma corretora de ações no país, cujo responsável será Ricardo Lanfranchi, ex-Merrill Lynch, um dos talentos que o Barclays atraiu no início do ano. Outro nome conhecido no mercado que o banco contratou foi Marcelo Salomon, ex-Unibanco, que hoje é diretor do Barclays Capital e seu economista-chefe. A área de pesquisa de mercado de capitais para América Latina também foi montada neste ano, inicialmente com a contratação de Roberto Attuch Jr., o responsável pela área, que já montou parte de seu time na instituição financeira.
A atuação em commodities e derivativos vai continuar firme e forte, diz Lima. O banco pretende também oferecer crédito externo para grandes fusões - foi um dos principais a financiar a compra da Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, pela
Lima Neto está no Barclays desde 2001. Seu avô foi o escritor, jornalista e pensador Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde. Há 36 anos no Brasil, o Barclays atuou a maior parte do tempo em sociedade, por meio do BCN Barclays. Comprou 100% do capital do banco brasileiro em 2001, mas, com a crise argentina e a crise eleitoral brasileira, em 2002, acompanhou o movimento da maioria dos bancos estrangeiros e enxugou atividades. Desde 2006, sua expansão não para.
Fonte: Valor Online
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Sem EUA, temor de moratória no Dubai mantém bolsas no negativo pela tarde
26/11/09 - 14h23
InfoMoney
O Dubai World, gerido pelo governo do país, pediu uma extensão do prazo de pagamento de suas dívidas, que somam US$ 59 bilhões, alimentando temores de uma possível moratória. Os papéis de seus principais credores - Credit Suisse, Barclays e HSBC - despencam no mercado europeu.
Por aqui, o dia é de agenda econômica movimentada. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) revelou alta de 0,44% em novembro, contra 0,18% em outubro, mês em que o superávit primário do governo brasileiro cresceu para R$ 13,818 bilhões, de acordo com a Nota de Política Fiscal divulgada pelo Banco Central nesta manhã.
Petróleo, câmbio e renda fixa
O clima negativo nas bolsas se estende ao mercado de commodities. O barril de petróleo negociado em Londres registra um recuo de 1,31%, com o barril sendo negociado a US$ 77,41 cada.
No mercado cambial, o dólar comercial mantém a valorizaçãoregistrada desde a abertura, sendo cotado a R$ 1,747, o que representa uma alta de 1,16%.
Trajetória ascendente semelhante é registrada pelas taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa, em resposta também à aceleração da inflação mensurada pelo IPCA-15.
Ibovespa em queda
Acompanhando o desempenho negativo das bolsas europeias, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 2,27% nesta tarde, atingindo 66.377 pontos. Com o feriado nos EUA, o volume financeiro é baixo: R$ 1,728 bilhão.
O principal destaque negativo da sessão fica com as units da ALL (ALLL11), que caem 4,56% e são cotadas a R$ 15,70. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 58,00%.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Mercados registram leves altas ajudados por Tesco
LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores europeias fecharam com leve alta após sessão volátil nesta terça-feira, com resultados trimestrais impressionantes da Tesco, que suavizaram o impacto de ações financeiras, que tiveram baixa.
O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, teve alta de 0,2 por cento, aos 787,30 pontos, após flutuar entre uma alta 0,8 por cento e baixa de 2,2 por cento.
O índice havia registrado queda de 3,5 por cento na sessão passada, após ter acumulado alta em cada uma das seis semanas anteriores.
As ações da Tesco subiram 4,9 por cento após a varejista número 3 do mundo ter apresentado sinais de estabilização em alguns de seus mercados, ao bater expectativas com uma alta de 10 por cento nos lucros, que atingiram 4,5 bilhões de dólares.
Mas as ações de bancos caíram, pressionadas por relatório do Fundo Monetário Internacional que indicou que as dívidas podres declaradas entre bancos e outras instituições financeiras nos Estados Unidos, Europa e Japão poderiam chegar a 4,1 trilhões de dólares.
O Barclays caiu 4,8 por cento, Royal Bank of Scotland teve queda de 5,6 por cento, BNP Paribas teve desvalorização de 2,8 por cento, Societe Generale caiu 4,5 por cento e Commerzbank teve baixa de 3 por cento.
"É o caso da realidade atingindo o mercado após seis semanas de ganhos significativos", disse Henk Potts, estrategista de ações da Barclays Stockbrokers.
"Há alguns pontos positivos no longo prazo no que temos visto no mercado nas últimas semanas, mas ele se moveu muito e muito rápido. Haverá um número de tempestades antes que possamos dizer com certeza que a recessão acabou".
Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,1 por cento, a 3.987 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,3 por cento, a 4.501 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 subiu 0,2 por cento, a 2.973 pontos.
(Reportagem de Atul Prakash)
Fonte: Yahoo Finance