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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Barclays desenha estratégia para commodities e enxerga upside no próximo trimestre

SÃO PAULO – Com volume de ativos geridos abaixo de US$ 10 bilhões no começo da década, o mercado de commodities deverá encerrar este ano com volume próximo a US$ 250 bilhões, dada a crença de que os fluxos líquidos para investimentos do tipo somarão US$ 60 bilhões no período.

É com esse olhar que a equipe de analistas do Barclays Capital enxerga o mercado de matérias-primas, ressaltando a trajetória de crescimento nos últimos anos e listando prospectos para 2010.
“Esperamos que o forte crescimento nos investimentos em commodities continue em 2010”, discorre a instituição financeira, ao prever que os bens primários deverão ocupar espaço relevante nos portfólios ao redor do mundo.

Demanda em alta, com riscos à frente
Após a queda expressiva no ano passado, o mercado de commodities mostrou seu poder de recuperação em 2009. Em contrapartida, para o Barclays, tal tendência está próxima de seu término, o que deverá resultar em posições mais diversas em 2010, quando as estratégias long-short deverão apresentar desempenho “muito melhor”.
O banco londrino enxerga “um potencial para um movimento ascendente na curva de demanda da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que pressiona os níveis de estoque em vários setores do mercado de commodities, especialmente no petróleo e nos metais básicos”.
Nesse sentido, os analistas projetam algum upside nas cotações do petróleo e de certos metais básicos. Porém, veem uma possível desaceleração nas importações dos bens primários pela China como o maior risco à continuidade da recuperação, apesar dos dados referentes a novembro terem apresentado melhora frente a outubro.
Ademais, o Barclays ressalta a tendência de valorização do dólar frente às principais moedas do mundo, o que é especialmente negativo para metais preciosos, como ouro e prata, dada a correlação negativa existente entre os bens metálicos e a divisa norte-americana.

Investidores devem aumentar posições
De olho na estratégia, os analistas destacam que os fundamentos são o ponto principal para avaliar o ambiente das commodities. Por outro lado, “movimentos nos parâmetros deste mercado são usualmente guiados por posições de investidores, que também são um bom guia para avaliar o sentimento e a estratégia dos mesmos”.
Como decorrência, o banco londrino destaca pesquisa realizada junto a investidores, a qual mostra que os gestores permanecem com viés positivo frente ao mercado. Segundo o levantamento, a maioria dos investidores elevou sua exposição no mercado de commoditieis durante os últimos 12 meses, pretendendo aumentar ainda mais nos próximos três anos.

Em time que se ganha
Por último, o chefe da equipe de análise do Barclays, Larry Kantor, mantém seu olhar otimista, ao acreditar que “a combinação de recuperação econômica e políticas de baixos juros deverá continuar provendo forte suporte aos preços dos ativos”. Até que haja uma mudança neste ambiente, Kantor recomenda manutenção das posições em ativos de risco.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Barclays aproveita brechas e cresce

O Barclays aproveitou oportunidades com a crise financeira e levou talentos para dentro de casa quando todos os concorrentes estavam demitindo. Agora que o mercado está mais concorrido no país, o banco de capital inglês, no entanto, não pretende parar sua expansão. "A crise financeira nos permitiu crescer de forma mais rápida, pois ficou fácil contratar executivos seniores", disse Archibald Cox, Jr., chairman do Barclays Americas, em visita ao Brasil.

Foi a mesma estratégia oportunista que levou o banco inglês a comprar a franquia daLehman Brothers na América do Norte, no final de 2008, por US$ 1,75 bilhão, depois de o banco americano falir, em setembro. "Hoje nos tornamos um dos cinco maiores bancos de investimento do mundo", diz Cox. O mercado parece reconhecer o novo papel do Barclays e suas ações na Bolsa de Londres sobem mais do que dos concorrentes.

Cox foi contratado há cerca de um ano e meio pelo Barclays justamente para expandir a atuação nas Américas. Sugeriu ao conselho a aquisição da Lehman, por causa da complementaridade entre os bancos. O Barclays tinha presença mais forte na Europa e agora é um dos mais fortes nos Estados Unidos. Era líder em renda fixa, derivativos e commodities. A Lehman atuava também na assessoria em fusões e aquisições e em emissões de ações. "Com o pessoal da Lehman, conseguimos potencializar e alavancar nossa atuação", diz Cox.

Segundo ele, ainda em março de 2008, quando o Bear Stearns quase quebrou antes de ser vendido para o J.P.Morgan, o time dirigente do Barclays logo percebeu que o pior estava por vir. "Foi aí que resolvemos aproveitar a fraqueza da concorrência para ganhar mercado." Cox se orgulha de o banco ter conseguido fechar no azul em 2008. Neste ano, deve ter mais de 6 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente US$ 9,8 bilhões) de lucros antes dos impostos no mundo, segundo a "The Economist".

"Dispensamos a ajuda do governo britânico", lembra Cox. Mas, em outubro de 2008, o Barclays obteve 7 bilhões de libras esterlinas (cerca de US$ 11,4 bilhões) de um grupo de investidores do Oriente Médio em troca de 30% de seu capital, em uma transação polêmica, considerada por muitos com termos mais onerosos para os acionistas minoritários do que a própria ajuda do governo. Em troca dos recursos, o Barclays teve de aceitar a venda de uma de suas "joias", segundo a "The Economist", a gestora de recursos Barclays Global Investors (BGI), que lhe rendia receitas de 500 milhões de libras esterlinas (por volta de US$ 800 milhões). A compradora foi a BlackRock Global Investors, da qual o Barclays possui agora 19,9% do capital.

Agora completo em sua atuação internacional como banco de investimento, o Barclays resolveu ampliar os produtos oferecidos aos clientes no mercado brasileiro. "Vamos participar de todas as áreas, inclusive as mais rentáveis", diz o presidente do Barclays no país, Alceu Amoroso Lima Neto. Isso, segundo ele, justifica a contratação de "bankers", os responsáveis pelo relacionamento com os clientes.

Forte na venda de títulos de renda fixa do governo brasileiro para o investidor externo, quer sejam os papéis indexados à inflação emitidos no mercado interno, quer sejam os eurobônus emitidos no exterior, o Barclays quer agora liderar transações também para corporações. Quer ampliar sua atuação no mercado de fusões e aquisições e de emissões iniciais públicas de ações (IPOs), bem mais rentáveis para os bancos de investimento do que os títulos de renda fixa. O banco, que iniciou 2009 com 85 funcionários, tem hoje 120. E isso mesmo considerando-se que cerca de 15 pessoas do time da gestora de recursos BGI no Brasil foram integrar a BlackRock.

Os planos do Barclays para 2010 são de contratação de mais 40 a 50 funcionários para a área de vendas, além de operadores, analistas para a área de pesquisa e "bankers". O capital do banco no Brasil, hoje de R$ 600 milhões, também deverá ser ampliado para fazer frente à expansão. Segundo Lima Neto, o banco tem como foco, principalmente, emissões que envolvem distribuição no exterior, além de fusões e aquisições entre empresas brasileiras e parceiras no mercado internacional.

Hoje, depois que o pior da crise "ficou para trás", o mercado brasileiro se mantém prioridade para o Barclays, segundo Cox. Ele, no entanto, descarta aquisições no país. "Nossa ideia é manter um crescimento orgânico", revela.

O Barclays já pediu autorização para o Banco Central para ter uma corretora de ações no país, cujo responsável será Ricardo Lanfranchi, ex-Merrill Lynch, um dos talentos que o Barclays atraiu no início do ano. Outro nome conhecido no mercado que o banco contratou foi Marcelo Salomon, ex-Unibanco, que hoje é diretor do Barclays Capital e seu economista-chefe. A área de pesquisa de mercado de capitais para América Latina também foi montada neste ano, inicialmente com a contratação de Roberto Attuch Jr., o responsável pela área, que já montou parte de seu time na instituição financeira.

A atuação em commodities e derivativos vai continuar firme e forte, diz Lima. O banco pretende também oferecer crédito externo para grandes fusões - foi um dos principais a financiar a compra da Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, pela InBev, em 2008, entrando com US$ 6 bilhões do crédito total. E não descarta passar a atuar no mercado interno de renda fixa para corporações e também na securitização de recebíveis à brasileira, os fundos de investimento em direitos creditórios.

Lima Neto está no Barclays desde 2001. Seu avô foi o escritor, jornalista e pensador Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde. Há 36 anos no Brasil, o Barclays atuou a maior parte do tempo em sociedade, por meio do BCN Barclays. Comprou 100% do capital do banco brasileiro em 2001, mas, com a crise argentina e a crise eleitoral brasileira, em 2002, acompanhou o movimento da maioria dos bancos estrangeiros e enxugou atividades. Desde 2006, sua expansão não para.

Fonte: Valor Online

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sem EUA, temor de moratória no Dubai mantém bolsas no negativo pela tarde

Por: Nathália A. Terra Pereira
26/11/09 - 14h23
InfoMoney

SÃO PAULO - Aos que esperavam uma sessão mais tranquila em função do feriado de Ação de Graças nos EUA, que paralisa os negócios por lá, a quinta-feira (26) mostra-se justamente o contrário: um pregão de perdas no restante das bolsas no mundo, penalizadas pelo receio de calote de um fundo de investimentos do Dubai.

O Dubai World, gerido pelo governo do país, pediu uma extensão do prazo de pagamento de suas dívidas, que somam US$ 59 bilhões, alimentando temores de uma possível moratória. Os papéis de seus principais credores - Credit Suisse, Barclays e HSBC - despencam no mercado europeu.

Por aqui, o dia é de agenda econômica movimentada. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) revelou alta de 0,44% em novembro, contra 0,18% em outubro, mês em que o superávit primário do governo brasileiro cresceu para R$ 13,818 bilhões, de acordo com a Nota de Política Fiscal divulgada pelo Banco Central nesta manhã.

Petróleo, câmbio e renda fixa
O clima negativo nas bolsas se estende ao mercado de commodities. O barril de petróleo negociado em Londres registra um recuo de 1,31%, com o barril sendo negociado a US$ 77,41 cada.

No mercado cambial, o dólar comercial mantém a valorizaçãoregistrada desde a abertura, sendo cotado a R$ 1,747, o que representa uma alta de 1,16%.

Trajetória ascendente semelhante é registrada pelas taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa, em resposta também à aceleração da inflação mensurada pelo IPCA-15.

Ibovespa em queda
Acompanhando o desempenho negativo das bolsas europeias, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 2,27% nesta tarde, atingindo 66.377 pontos. Com o feriado nos EUA, o volume financeiro é baixo: R$ 1,728 bilhão.

O principal destaque negativo da sessão fica com as units da ALL (ALLL11), que caem 4,56% e são cotadas a R$ 15,70. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 58,00%.

Fonte: Infomoney

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mercados registram leves altas ajudados por Tesco

LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores europeias fecharam com leve alta após sessão volátil nesta terça-feira, com resultados trimestrais impressionantes da Tesco, que suavizaram o impacto de ações financeiras, que tiveram baixa.

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O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, teve alta de 0,2 por cento, aos 787,30 pontos, após flutuar entre uma alta 0,8 por cento e baixa de 2,2 por cento.

O índice havia registrado queda de 3,5 por cento na sessão passada, após ter acumulado alta em cada uma das seis semanas anteriores.

As ações da Tesco subiram 4,9 por cento após a varejista número 3 do mundo ter apresentado sinais de estabilização em alguns de seus mercados, ao bater expectativas com uma alta de 10 por cento nos lucros, que atingiram 4,5 bilhões de dólares.

Mas as ações de bancos caíram, pressionadas por relatório do Fundo Monetário Internacional que indicou que as dívidas podres declaradas entre bancos e outras instituições financeiras nos Estados Unidos, Europa e Japão poderiam chegar a 4,1 trilhões de dólares.

O Barclays caiu 4,8 por cento, Royal Bank of Scotland teve queda de 5,6 por cento, BNP Paribas teve desvalorização de 2,8 por cento, Societe Generale caiu 4,5 por cento e Commerzbank teve baixa de 3 por cento.

"É o caso da realidade atingindo o mercado após seis semanas de ganhos significativos", disse Henk Potts, estrategista de ações da Barclays Stockbrokers.

"Há alguns pontos positivos no longo prazo no que temos visto no mercado nas últimas semanas, mas ele se moveu muito e muito rápido. Haverá um número de tempestades antes que possamos dizer com certeza que a recessão acabou".

Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,1 por cento, a 3.987 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,3 por cento, a 4.501 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 subiu 0,2 por cento, a 2.973 pontos.

(Reportagem de Atul Prakash)


Fonte: Yahoo Finance

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Bolsa abre de lado atenta a dados nos EUA e Petrobras

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009, 11h19
SUELI CAMPO

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão desta segunda-feira de lado, com viés levemente positivo influenciada pelas notícias positivas do Barclays e do Santander, que amparam a alta das bolsas europeias. Mas em Nova York, os índices futuros de ações operam próximo à estabilidade, com os investidores na expectativa dos indicadores econômicos e dos balanços do dia, que deverão dar uma definição mais clara dos negócios, inclusive no mercado brasileiro de ações. O índice Bovespa à vista operava em alta de 0,24% a 38.225 pontos, às 11h12, após abertura do pregão, aos 38.082 pontos, em baixa de 0,13%.

Na sexta-feira, o Ibovespa conseguiu se desviar de Nova York e fechar em alta de 0,63%, aos 38.132 pontos, mas na semana acumulou baixa de 3%. Nesta semana de agenda carregada nos EUA - reunião do Federal Reserve (Fed, banco central) sobre juros amanhã e quarta-feira e divulgação do PIB do quarto trimestre na sexta-feira e mais uma leva de indicadores econômicos e balanços - o Ibovespa deve seguir volátil, atrelado ao desempenho das Bolsas nos EUA, ao mesmo tempo em que acompanha a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que sai na quinta-feira.

Hoje, entre os destaques nos EUA estão o índice de indicadores antecedentes, as vendas de imóveis usados e o índice de atividade industrial do Fed de Chicago, além dos balanços da Texas Instruments Inc., McDonald''s e Amex.

Após tantas notícias ruins vindas do setor bancário, os investidores receberam com alívio o comentário do banco britânico Barclays de que seus níveis de capital estão "bem acima" das exigências regulatórias e que por isso não precisa levantar mais fundos. Em Madri, o presidente do conselho do Santander, Emilio Botín, afirmou hoje que o maior grupo financeiro da Espanha espera divulgar resultados "magníficos" de 2008. O holandês ING também injetou um sentimento positivo no mercado ao anunciar que vai cortar despesas com a eliminação de 7 mil empregos e que assinou um acordo com governo da Holanda que garantirá 80% de suas hipotecas chamadas "Alt-A".

Mas a notícia que pode realmente tirar o mercado de ações desse quadro de estagnação seria a aprovação rápida do pacote de medidas de estímulo à economia americana, que será discutida entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o Congresso, e cuja aprovação é esperada para meados de fevereiro. Na Bovespa, além do pacote de Obama, a volta do fluxo de investidores estrangeiros é fundamental para a recuperação dos preços.

As atenções dos investidores estarão concentradas hoje no comportamento das ações de Petrobras, após a divulgação na sexta-feira do seu plano estratégico que prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões para o período de 2009 a 2013, crescimento de 55% com relação ao último plano (2008-2012). Os gastos para os próximos cinco anos incluem US$ 28 bilhões para projetos do pré-sal. O preço médio de referência do petróleo que consta do plano estratégico é de US$ 42 o barril. O novo plano, segundo analistas do setor, deve ter efeito breve nas ações da estatal, limitado pelo cenário internacional adverso.

Às 11h15, as ações preferenciais (PN) da Petrobras recuavam 0,21%, as ordinárias (ON) caíam 0,50%. Vale PNA subia 1,22%.
Publicado em: 26 de janeiro de 2009, 11h19
Alterado em: 26 de janeiro de 2009, 11h19