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terça-feira, 2 de março de 2010

BIS ainda preocupado com economia mundial

As organizações monetárias internacionais não estão dando tempo aos investidores: depois do FMI, desta vez é o BIS (Banco de Compensações Internacionais) a alertar sobre uma possível recessão à frente. Com a volta da volatilidade nas bolsas internacionais e em torno de 70% da dívida pública da Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha (agora conhecidos por PIGS) comprada por bancos comerciais, um calote por parte de algum desses países pode iniciar um efeito em cascata nefasto sem precedentes na economia global.
Fonte: ADVFN

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mercados registram leves altas ajudados por Tesco

LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores europeias fecharam com leve alta após sessão volátil nesta terça-feira, com resultados trimestrais impressionantes da Tesco, que suavizaram o impacto de ações financeiras, que tiveram baixa.

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O índice FTSEurofirst 300, referência das principais ações europeias, teve alta de 0,2 por cento, aos 787,30 pontos, após flutuar entre uma alta 0,8 por cento e baixa de 2,2 por cento.

O índice havia registrado queda de 3,5 por cento na sessão passada, após ter acumulado alta em cada uma das seis semanas anteriores.

As ações da Tesco subiram 4,9 por cento após a varejista número 3 do mundo ter apresentado sinais de estabilização em alguns de seus mercados, ao bater expectativas com uma alta de 10 por cento nos lucros, que atingiram 4,5 bilhões de dólares.

Mas as ações de bancos caíram, pressionadas por relatório do Fundo Monetário Internacional que indicou que as dívidas podres declaradas entre bancos e outras instituições financeiras nos Estados Unidos, Europa e Japão poderiam chegar a 4,1 trilhões de dólares.

O Barclays caiu 4,8 por cento, Royal Bank of Scotland teve queda de 5,6 por cento, BNP Paribas teve desvalorização de 2,8 por cento, Societe Generale caiu 4,5 por cento e Commerzbank teve baixa de 3 por cento.

"É o caso da realidade atingindo o mercado após seis semanas de ganhos significativos", disse Henk Potts, estrategista de ações da Barclays Stockbrokers.

"Há alguns pontos positivos no longo prazo no que temos visto no mercado nas últimas semanas, mas ele se moveu muito e muito rápido. Haverá um número de tempestades antes que possamos dizer com certeza que a recessão acabou".

Em LONDRES, o índice Financial Times caiu 0,1 por cento, a 3.987 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX avançou 0,3 por cento, a 4.501 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 subiu 0,2 por cento, a 2.973 pontos.

(Reportagem de Atul Prakash)


Fonte: Yahoo Finance

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

EUA lançam pacote para reativar crédito

Em sua quarta intervenção no mercado financeiro em três meses e a segunda em menos de 48 horas, o governo americano anunciou um pacote de US$ 800 bilhões para descongelar o crédito. Equivalente ao PIB da Holanda, é o maior valor empregado em iniciativas do tipo na história dos EUA, ultrapassando em US$ 100 bilhões o recorde anterior, do pacote de auxílio a instituições financeiras aprovado no Congresso.

O plano parte da constatação da administração do republicano George W. Bush de que, mesmo com todas as intervenções e injeções de dinheiro que fez ou se comprometeu a fazer até agora, os bancos ainda não voltaram a emprestar ao consumidor final no ritmo de antes da crise. Isso vem enfraquecendo como um todo uma economia em que o consumo responde por 70% do PIB.
Pelo pacote, anunciado ontem em Washington pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, o Federal Reserve de Nova York, a mais importante das 12 subdivisões do banco central americano, compromete-se a emprestar até US$ 200 bilhões a instituições financeiras com papéis baseados em títulos de dívidas de consumo, como financiamento de carro, dívidas de crédito e financiamento estudantil.

É uma das frentes principais, que ajuda diretamente consumidores e pequenas empresas endividados. O plano "dá liquidez às instituições, e parece claro que é o empréstimo direto que ajudará os consumidores", disse Henry Paulson.
Outra é a compra pelo Fed de até US$ 500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas garantidas por Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae, as três gigantes hipotecárias, parcialmente operadas pelo governo. Outros US$ 100 bilhões serão gastos em papéis de dívida emitidos por essas instituições. É a frente voltada a fazer o mercado imobiliário voltar a financiar.
O pacote foi divulgado no mesmo dia em que o Departamento de Comércio anunciou revisão dos dados do PIB dos EUA no terceiro trimestre. A economia recuou 0,5%, sua maior retração desde o terceiro trimestre de 2001, ano do ataque terrorista de 11 de Setembro. A avaliação anterior era de uma retração de 0,3% -a diferença é atribuída a uma queda maior nos gastos de consumo.
Chega ainda no momento em que o presidente eleito, Barack Obama, insinua-se mais na condução da economia, ao apressar-se em revelar seus responsáveis para o setor. Após anunciar na segunda-feira o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, apontou ontem o diretor de Orçamento da Casa Branca, Peter Orszag, e disse que faria uma reforma no plano de gastos do governo. O democrata convocou nova coletiva sobre economia para hoje.

Só o começo
Os valores envolvidos na transação impressionam. Com o pacote de ontem, o total gasto ou comprometido pelo governo norte-americano até agora chega a US$ 5,4 trilhões, ou 8% da riqueza produzida pelo mundo inteiro em um ano. Para efeito de comparação, o PIB brasileiro é de US$ 1,4 trilhão, ou pouco menos do que apenas dois dos pacotes principais do governo americano, o de ontem e o aprovado em outubro.
Ainda assim, é só o começo, como disse ontem Henry Paulson. "Vai levar um tempo para colocar esse programa de pé e funcionando, mas ele pode ser expandido e aumentado com o tempo", afirmou o secretário do Tesouro. O número 1 da economia norte-americana vem sendo criticado por mandar sinais contraditórios e erráticos em suas ações, o que assusta os mercados ao sugerir que o governo esgota suas opções.

Há pouco mais de uma semana, Paulson foi ao Congresso dizer que os mercados estavam estabilizados e ele não precisaria usar a segunda metade do pacote de US$ 700 bilhões aprovados pelo Legislativo. Disse também que havia mudado de idéia quanto à proposta original, de comprar os chamados papéis podres de instituições financeiras em dificuldade, e que injeções diretas de capital faziam mais sentido.
Poucos dias depois, o governo teve de aprontar às pressas novo pacote de resgate ao Citigroup, cujos detalhes foram revelados anteontem. O plano de salvamento do segundo maior banco norte-americano marcou um novo passo, que mistura os dois primeiros. Já o de ontem mostra um outro rumo.
"O governo parece não saber o que está fazendo", disse à Folha Simon Johnson, ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), hoje no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "E o que está fazendo não está dando resultado."