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sábado, 6 de março de 2010

Bovespa sobe 1,52% e volta a registrar ganho no ano


São Paulo - O desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira coroou o ótimo desempenho da semana, na qual o índice Bovespa subiu em quatro das cinco sessões. Por causa dos dados do mercado de trabalho norte-americano, das notícias a respeito do reajuste do minério de ferro e o clima melhor na Europa, o Ibovespa retomou os 68 mil pontos, nível que atingiu pela última vez em janeiro. As ações da mineradora Vale foram o principal destaque do pregão, assim como na véspera, mas Petrobras também não desapontou, principalmente por causa do retorno dos recursos de investidores estrangeiros.
O Ibovespa terminou o pregão em alta de 1,52%, aos 68.846,50 pontos, maior nível desde os 69.908,59 pontos de 19 de janeiro deste ano. No desempenho da semana, que coincide com o do mês, acumulou alta de 3,52%. No ano, voltou a acumular ganho, de 0,38%, o que não acontecia também desde 19 de janeiro (quando a alta acumulada atingia 1,93%). Na mínima do dia, registrou 67.823 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 68.930 pontos (+1,65%). Engordado pelo fluxo externo, o giro financeiro totalizou R$ 8,037 bilhões, bem acima da média diária de fevereiro, de R$ 6,558 bilhões, e também da de março até ontem (R$ 6,259 bilhões, segundo o site da BM&FBovespa). Os dados são preliminares.
Tudo hoje conspirou a favor do mercado acionário, mas o dado mais relevante do dia foi proporcionado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, que divulgou corte de 36 mil vagas em fevereiro, menos da metade que as 75 mil vagas previstas pelos economistas.
A reação imediata foi a busca por ativos de risco, e isso inclui as commodities, que ainda se esbaldaram com as declarações do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, no discurso anual de abertura do Congresso Nacional do Povo. O premiê chinês previu que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá em torno de 8% neste ano. O último componente a favorecer as Bolsas, no geral, e a Bovespa, no particular, foi a menor tensão com as finanças públicas gregas. O Parlamento da Grécia aprovou hoje o pacote de austeridade de 4,8 bilhões de euros, anunciado pelo governo na última quarta-feira. As bolsas europeias fecharam em alta, assim como as americanas. O Dow Jones subiu 1,17%, aos 10.566,20 pontos, o S&P avançou 1,40%, aos 1.138,69 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,48%, aos 2.326,35 pontos.
De volta ao Brasil, Vale, continua concentrando as atenções, uma vez que ganham força as discussões para o reajuste dos preços do minério de ferro. Os porcentuais citados são bastante robustos e chegam a até 80%. Vale. ON terminou em alta de 3,23%, mais do que a PNA (2,93%), por causa dos estrangeiros, que se concentram nas ações ordinárias (ON). Mas foi a preferencial que liderou o giro individual do Ibovespa hoje, com R$ 1,293 bilhão.
Petrobras ON subiu 2,04% e Petrobras, PN, +1,73%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro do petróleo com vencimento em abril subiu 1,61% para US$ 81,50 o barril.

Confira as recomendações de 23 corretoras para março


O mês de março ainda deve refletir incertezas com a recuperação da economia global, apontam as corretoras.
A bolsa brasileira ainda não andou em 2010. Até ontem, o Ibovespa tinha subido apenas 0,44% no ano, apesar das projeções de crescimento do PIB estarem perto dos 6%.
O índice, que começou o ano 68.588 pontos, parecia poder, em poucas semanas, quebrar o recorde histórico de 73.516 pontos de maio de 2008. Chegou perto: 70.729 no dia 6 de janeiro. Porém, depois disso, a crescente preocupação com problemas fiscais de países do leste europeu e incertezas em relação ao crescimento dos Estados Unidos e outras economias desenvolvidas, jogaram a bolsa em um ciclo de alta volatilidade.
Para março, a expectativa não é outra. "O temor de default da Grécia e o déficit orçamentário dos países do leste europeu ainda terão repercussão negativa. Há ainda a fraqueza dos indicadores do setor imobiliário americano", avalia o chefe de análise da Ágora Corretora, Marco Antônio Melo.
Além disso, há a expectativa com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia no dia 17 o rumo da Selic. As projeções variam. A Ágora espera manutenção em 8,75% e mudança só em abril. Já o Citi prevê uma alta de 50 pontos-base.
"A taxa vai subir porque precisamos retirar parte dos estímulos. Tivemos uma pequena recessão no Brasil, mas agora o crescimento está acelerado. Esperamos que o PIB suba 5,9%", diz o economista-chefe da Citi Corretora, Fernando Siqueira.
Indicações para o mês
O levantamento do Brasil Econômico, que neste mês consultou 23 instituições do mercado, traz mudanças na lista dos 10+. Dessa vez saíram os papéis da Tractebel e da OGX Petróleo para darem lugar aos da Duratex e da Net.
Outra movimentação que chama atenção é o salto nas indicações da Usiminas. Em fevereiro, a siderúrgica era a escolhida de 6 analistas e, agora, 11 citaram a empresa.
Uma deles é Siqueira, do Citi. "Escolhemos a Usiminas pelos bons resultados do último trimestre, mas principalmente pelo que a empresa adiantou sobre a divisão de mineração, que pode ser vendida por meio de um IPO. Parece que há um valor ainda escondido e que pode levar a revisões de preços-alvo e de recomendações por parte do mercado", afirma ele.
Quem mais perdeu posições foi o Itaú Unibanco. Analistas do BTG Pactual, Spinelli e Souza Barros estão entre os que diminuíram as apostas no setor financeiro.
Vale e Petrobras
As duas blue chips do mercado brasileiro continuam entre as mais queridas. A principal fornecedora de minério de ferro do mundo continua a se beneficiar das projeções cada vez mais otimistas para as negociações do reajuste nos preços da commodity com as siderúrgicas chinesas.
O topo das projeções passou recentemente de 50% para 80%. Do lado da estatal de petróleo, as apostas continuam, apesar das incertezas em relação aos detalhes da capitalização de até US$ 40 bilhões para viabilizar as explorações do pré-sal.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bovespa tem máxima em 17 meses por Petrobras e Vale

SÃO PAULO (Reuters) - Apoiada nos ganhos das blue chips Petrobras e Vale, a bolsa paulista se descolou do fraco movimento dos mercados internacionais e ascendeu ao maior patamar em 17 meses nesta terça-feira.

Ao subir 1,17 por cento, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, atingiu 67.405 pontos, máxima de fechamento desde 17 de junho de 2008. O giro financeiro da sessão foi de 6,7 bilhões de reais.

O dia foi instável nas primeiras horas do pregão, seguindo a fraqueza nos mercados internacionais, que viam em indicadores fracos da economia norte-americana motivos para realização de lucros, após os índices se aproximarem das máximas do ano.

Com o correr do dia, no entanto, as ações das companhias domésticas ligadas a matérias-primas começaram a se fortalecer, alvejadas por fluxos de entrada de recursos internacionais, segundo operadores.

Neste aspecto, as gigantes Petrobras, e Vale foram as mais beneficiadas, um dia depois do exercício de opções. O papel preferencial da petroleira subiu 2,7 por cento, a 38,40 reais, após a empresa também ter anunciado a descoberta de uma nova reserva de petróleo na Bacia de Campos.

A Link Corretora, que elevou a recomendação dos papéis da companhia de neutra para comprar, considerou em relatório que, a notícia não deve ter impacto significativo sobre as ações.

Na mesma rota, a ação preferencial da Vale. passou a ganhar força, até fechar o dia valorizada em 1,55 por cento, para 43,30 reais.

Um fator externo que teria contribuído para esse movimento foi o anúncio de que o Federal Reserve reduziu o prazo máximo dos empréstimos pela janela de redesconto de 90 para 28 dias. A mudança entra em vigor em 14 de janeiro. A medida foi vista como um sinal de melhora das condições do mercado financeiro.

"Isso liberou os fluxos, que voltaram a correr para os mercados de bolsa", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

O destaque negativo da sessão foi Sabesp, com uma baixa de 4,3 por cento, para 33,65 reais, depois de a companhia ter desagradado analistas com seus resultados do terceiro trimestre.

"Os resultados vieram fracos. Vemos o resultado como negativo para as ações da Sabesp", disse o Safra Banco de Investimento em relatório.

Fora do índice, Brasil Ecodiesel foi uma das que mais brilharam, subindo 5,7 por cento, para 1,12 reais, sendo também uma das mais negociadas da sessão, em meio a renovados rumores de que o controle da companhia está para ser vendido.

Fonte: Portal Exame