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terça-feira, 6 de abril de 2010

Insight Cambial – Após Rompimento, queda poderá se acentuar

A combinação de indicadores positivos durante a semana, dentre eles a taxa de desemprego norte-americana e as soluções sobre a dívida na Grécia, foram bem aceitas pelo mercado e fizeram o Ibov disparar e fechar a semana anterior acima dos 71 mil pontos, derrubando o dólar para a casa dos 1,76 dólares, deixando os investidores com a ‘pulga atrás da orelha’ e achando que o fim desta queda ainda poder estar longe.
Isso porque, os dados da Europa agendados para essa semana ainda poderão acentuar mais essa desvalorização, principalmente frente ao Euro, caso as previsões das principais forças da zona do euro se confirmem, como Pedidos de Fábricas e Vendas a Varejo na Alemanha e Suíça respectivamente. Fora os indicadores, os discursos de autoridades como Ben Bernank (presidente do FED) e Jean Claude Trichet (presidente do Banco Central Europeu) agendados para essa semana, deverão apimentar ainda mais toda volatilidade.
Assim, todo esse otimismo certamente terá impacto positivo na Bolsa, aumentando assim o fluxo cambial e a entrada de dólares no país, fazendo a moeda verde cair ainda mais nos próximos dias frente suas rivais e principalmente o real.
Fonte: ADVFN

quinta-feira, 11 de março de 2010

Fique esperto: Roubini faz nova previsão sobre economia

O economista Nouriel Roubini, que previu a crise de hipotecas sub-prime na economia norte-americana, alertou para uma possível queda no PIB dos Estados Unidos e na Europa ocasionando um evento chamado de duplo mergulho, quando a atividade de um país tem uma contração, consegue se recuperar rapidamente, mas não sustenta a alta. Para o economista a demanda interna nos dois mercados está muito fraca, pressionada pela alta taxa de desemprego. No Brasil diversos analistas estão mais confiantes com o cenário de 2010, apesar de o PIB brasileiro provavelmente apresentar queda no acumulado de 2009.
Fonte: ADVFN

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vale negocia reajuste de preço acima de 90%


Vale está em negociações finais com uma grande siderúrgica japonesa, a JFE Steel, para fechar reajuste do preço do minério de ferro para 2010 em duas parcelas de 40% cada uma, o que significaria um aumento acima de 90% para a matéria-prima neste ano. Segundo apurou o Valor, a JFE estaria disposta a aceitar a proposta da mineradora brasileira. A Vale não quis comentar a informação.
Ontem, a publicação especializada "Steel Business Briefing" também agitou o mercado com a informação de que a Vale teria proposto este mesmo formato de reajuste para seus clientes na China, na Europa e no Brasil. Segundo a publicação, a primeira parcela do aumento entraria em vigor em março e a segunda, em abril.
Segundo fontes do setor de mineração, este reajuste parcelado seria uma forma encontrada pela mineradora para recuperar as perdas do ano passado por conta da crise. Os primeiros 40% equiparariam os preços do minério de ferro aos níveis de 2008, enquanto a segunda parcela equivaleria a um reajuste real devido ao aquecimento de demanda, principalmente na China.
No mercado chinês as compras de minério pelas siderúrgicas aceleraram-se após os feriados do ano novo lunar e o preço à vista da tonelada de minério atingiu nas duas últimas semanas o patamar de US$ 138 a tonelada. Isso corresponde a um prêmio acima de 100% sobre o preço de referência de 2009 da Vale (média entre US$ 54 e US$ 55 a tonelada).
A publicação cita ainda que a proposta de efetuar dois reajustes de 40% visaria também, da parte da mineradora, suavizar o aumento de custo das siderúrgicas brasileiras por causa do impacto do reajuste do aço sobre a inflação. Este é um ano eleitoral no Brasil. Afinal, a Vale no ano passado já teve problemas políticos com o governo Lula por ter demitido pessoal durante a crise.
Esse super-reajuste, que pode chegar a 96%, poderá levar a uma retomada mais forte da estratégia de verticalização por parte das usinas de aço no Brasil. Ou seja, elas poderão acelerar a produção das suas minas próprias, como são os caso de Usiminas e Gerdau, ou até comprar outras para se protegerem da alta futura do produto. A CSN tem 100% de auto-suficiência.
Um executivo de uma grande siderúrgica no país afirmou que o impacto desse reajuste no custo do aço será enorme, levando a aumento de preços do produto. Só de minério, seriam cerca de US$ 170 no custo de produção. De carvão, mais outros US$ 120 (usa-se 600 quilos por tonelada de aço).
Com produção de 8 milhões de toneladas de aço por ano, a Usiminas consumirá 12 milhões de toneladas de minério, mas vai produzir neste ano 7 milhões de minério. Na semana passada, ao divulgar o balanço, o presidente da empresa, Marco Antônio Castello Branco, informou que em 2009 utilizou 80% de minério próprio e que neste ano serão 60%. Somente por volta de 2012 a empresa tem condições de chegar à auto-suficiência, com a expansão de suas minas adquiridas no início do ano passado.
Já a Gerdau, com duas minas, busca garantir 50% de consumo de minério próprio na unidade Açominas, mas poderá vir a elevar esse percentual, cuja meta era atingir 80%. Atualmente, 70% vem do fornecimento de minas de terceiros. As reservas do grupo em Minas Gerais são de 1,8 bilhão de toneladas.
No momento, tanto Vale quanto CSN estão praticando preços provisórios de minério de ferro com seus clientes para cobrir a diferença entre o preço do à vista na China e o de referência no Brasil, superior a 100%. Durante a conferência com analistas na divulgação do balanço do quarto trimestre da Vale, o diretor-executivo de ferrosos da mineradora, José Carlos Martins, disse que não tinha o menor sentido a diferença tão grande entre "benchmark" e "spot" e anunciou que a companhia iria praticar preços provisórios. Durante a crise, a Vale usou esta tática dando descontos de 20%. Agora, o mesmo modelo é usado ao inverso.
Martins defende que o prêmio atualmente vigente no mercado à vista sobre o de referência é insustentável e tem de acabar. E que os clientes têm de entender este novo cenário. O reajuste proposto pela mineradora em duas parcelas estaria ainda abaixo deste prêmio que está na faixa de 110% na China.
As declarações do diretor da Vale feitas em 11 de fevereiro reforçam a convicção de analistas especializados nesse negócio. Eles consideram que o percentual de reajuste proposto pela mineradora é perfeitamente factível com a atual situação de mercado, no qual o sistema 'benchmark' está perdendo força. A BHP Billiton - terceira maior de mineração de ferro - está querendo migrar para reajustes de preços mais constantes, em períodos menores. Se isso ocorrer, abrirá espaço para maiores flutuações de preços e levará à migração para outro paradigma, o qual refletirá melhor as condições de mercado, hoje muito apertadas. A oferta de minério no mercado transoceânico e a demanda para este ano estão praticamente empatadas em 1 bilhão de toneladas.

terça-feira, 2 de março de 2010

Rapidinhas do mercado

No Japão a taxa de desemprego surpreendeu positivamente analistas com queda para 4,9% da população ativa em janeiro...

Os gastos com construção em nos Estados Unidos em janeiro tiveram queda de 0,6%, mas o dado representa desaceleração na contração...

No Relatório Focus desta semana o mercado estima novamente aceleração da inflação no país em 2010, finalizando o ano em 4,91%...

Na Europa a taxa de desemprego se estabilizou em janeiro em comparação com dezembro, ficando em 9,9%...

Em sua carta anual aos acionistas, Warren Buffett, presidente da holding Berkshire Hathaway, disse que em 2009 o clima de pânico foi o melhor momento para efetuar novas aquisições...

Fonte: ADVFN


Bolsas em alta, exaltando indicadores na Ásia e na Europa, além do petróleo


SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta terça-feira (2), em linha com os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro sobem. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente às principais divisas do mundo: iene, euro e libra esterlina.
Nos EUA, a agenda econômica tímida revela como único destaque a divulgação de dados referentes às vendas de automóveis em janeiro. Em adição, há os discursos de presidentes regionais do Federal Reserve: de Boston, Eric Rosengren; e de Minneapolis, Naranyana Kocherlakota.

China, Europa, JapãoO volume de empréstimos dos quatro maiores bancos da China somou 294 bilhões de yuans em fevereiro, queda de 39% em relação a janeiro, conforme informado por fontes à agência Reuters. O total de financiamentos no penúltimo mês foi de 1,39 trilhão de yuans, ou 18,5% do estimado pelo PBoC (People’s Bank of China) para 2010, em meio a receios acerca de uma bolha no mercado de crédito. 
De Pequim para o Velho Continente, a Eurostat (Agência Oficial de Estatísticas da União Europeia) estima que a inflação da Zona do Euro fique em 0,9% neste mês - na base anual. Em janeiro, o índice marcou alta de 1%. Já os preços ao produtor subiram 0,7% em janeiro, na relação mensal. No último mês de 2009, a variação havia sido positiva em 0,1%.
De volta à Ásia, a taxa de desemprego no Japão inesperadamente recuou no decorrer de janeiro, para 4,9% - mínima de 10 meses. No período, foram acrescidos 540 mil postos de trabalho, maior alta desde outubro de 1973. Fundamentando a melhora no mercado de trabalho, os gastos das famílias no país cresceram 1,7% em janeiro. 


Correlação perigosa
Conforme o olhar Morgan Stanley, o índice 
S&P 500 esteve (e permanece) altamente e historicamente correlacionado com o crescimento em excesso do crédito. “Começando pelo óbvio, o rali de março de 2009 foi impulsionado por uma avalanche de dinheiro fácil”, ponderam os analistas, que acreditam em um recuo quando o Federal Reserve apertar a política monetária. Quando o aumento no juro básico chegar, “o avanço nos lucros serão a componente chave para ganhos na renda variável”.     


Desaceleração vem aí?Para Prieur du Plessis, presidente do hedge fund Plexus, a desaceleração na manufatura chinesa, explicitada pelos 52 pontos do PMI (Purchasing Managers’ Index) no último mês, deve ser olhada com maior atenção. “Aparentemente, o crescimento anualizado da China no segundo trimestre poderá recuar 10% ou menos”, completa o presidente, pedindo maior atenção a possíveis quedas no PMI à frente.

À deriva
Análise técnica de Kevin Lane, da Fusion IQ, aponta que o índice 
S&P 500 permanece em uma tendência menor de alta. Contudo, ao mesmo tempo, está abaixo da zona da resistência, próxima aos 1.120 pontos. “Até que o índice feche acima desta resistência ou abaixo da LTA (Linha de Tendência de Alta), o S&P 500 ficará sem direção”, diz Lane, que projeta suporte para o índice próximo a 1.080 pontos. Vale lembrar que o S&P 500 fechou em 1.116 pontos na última sessão.

Top picks siderúrgicas
Em relatório sobre o setor siderúrgico no Brasil, o Citigroup enxerga grande volume de pedidos fortes no âmbito doméstico durante o primeiro trimestre deste ano. “Os preços do aço no Brasil devem subir no segundo semestre”, prevê o analista Alex Hacking, que lista duas top picks para o setor na América Latina: a mexicana Ternium e a brasileira CSN.

Por aqui
Na agenda interna, foi divulgado o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) medido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas), que marcou inflação de 0,74% em fevereiro.
No âmbito corporativo, as seguintes empresas divulgam resultados: Itaúsa, Globex e Pão de Açúcar – antes da abertura do mercado –; e Magnesita, Drogasil e Energias do Brasil – após o fechamento.
Por último, haverá teleconferências com os acionistas das seguintes companhias: Iochpe Maxion (10h00), CPFL (11h00), Minerva (14h00) e Even (14h30).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Europa: bolsas viram e sobem por commodities e Credit Suisse

As bolsas de valores da Europa operavam em alta nesta quinta-feira, revertendo as perdas observadas no início do pregão, conforme a firmeza do petróleo e dos preços dos metais sustentava ações ligadas a commodities. Credit Suisse e Novartis registravam valorização após resultados que agradaram investidores.

Às 8h48 (horário de Brasília), o índice Eurofirst 300, referência das principais bolsas europeias, subia 0,35%, para 798 pontos. O indicador avançou 1% na sessão passada.

Os papéis do setor de energia acompanhavam o bom desempenho do preços do petróleo, que subiam 2%. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Repsol, Total e StatoilHydro ganhavam entre 0,2% e 4%.

O Credit Suisse saltava 5,7% após ter divulgado lucro líquido de 2 bilhões de francos suíços (US$ 1,71 bilhão) no primeiro trimestre, duas vezes superior ao previsto por analistas. O banco informou ainda que permanece otimista em relação às suas perspectivas.

A farmacêutica suíça Novartis, enquanto isso, tinha alta de 2,4% depois de ter registrado um lucro melhor do que o esperado no primeiro trimestre.

Fonte: Invertia

segunda-feira, 2 de março de 2009

Índice de ações europeu mergulha 5% e beira mínima histórica

segunda-feira, 2 de março de 2009 15:11 BRT

Por Atul Prakash

LONDRES (Reuters) - As bolsas de valores da Europa encerraram a segunda-feira em forte queda, afetadas pelas ações de bancos após a seguradora norte-americana AIG divulgar prejuízo trimestral recorde e o HSBC anunciar a maior emissão da história britânica.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais praças da região, fechou em baixa de 5,16 por cento, a 682 pontos --menor patamar em seis anos e perto da marca mais baixa da história, segundo dados preliminares.

O indicador já acumula queda de 14 por cento no ano, após ter despencado 45 por cento em 2008.

Os papéis do Standard Chartered Bank declinaram 11,6 por cento, os do Lloyds caíram 15,3 por cento e os do HSBC tiveram baixa de 18,8 por cento. O banco lançou uma emissão de 12,5 bilhões de libras após ver seu lucro anual cair.

"As condições do mercado estão extremamente difíceis", disse Philippe Gijsels, estrategista sênior do Fortis Bank.

Outro destaque de queda veio do setor de energia, após os preços do petróleo recuarem. BP, Royal Dutch Shell, BG Group, Tullow Oil, Repsol, Total e StatoilHydro perderam entre 3,6 e 5,8 por cento.

Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 5,33 por cento, a 3.625 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX declinou 3,48 por cento, para 3.710 pontos.  Continuação...

Fonte: Reuters Brasil

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Medidas anticrise na China e Europa sustentam otimismo

SÃO PAULO (Reuters) - Esperançosos com as iniciativas de governos de China e Europa para enfrentar a desaceleração global, os investidores dos mercados de ações seguiram na ponta compradora, fechando os olhos a uma bateria de dados desanimadores da economia dos Estados Unidos.

Com isso, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo disparou 4,76 por cento, para 36.469 pontos. Em três sessões consecutivas de otimismo, o Ibovespa acumulou ganho de 16,7 por cento.

O movimento foi lastreado por um giro financeiro de 4,5 bilhões de reais na sessão, um dos maiores do mês.

Atividade manufatureira, renda e gastos dos consumidores em níveis recorde de baixa nos Estados Unidos não foram suficientes para tirar o ímpeto comprador do mercado, mesmo sendo véspera do feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, que fecha as bolsas de Wall Street na quinta-feira.

"O investidor parece que preferiu olhar para a frente, otimista com o pacote econômica da Europa e o corte de juro na China", disse Rodrigo Bresser Pereira, diretor da Bresser Gestão de Recursos.

A China promoveu nesta quarta-feira o maior corte de juro dos últimos 11 anos, enquanto a União Européia delineou um plano de estímulo no valor de 200 bilhões de euros, à medida que bancos centrais e governos tentam tirar o mundo da desaceleração.

Essas notícias também deram suporte à recuperação dos preços de commodities e dos papéis de instituições financeiras, movimento integralmente refletido na Bovespa. Banco do Brasil liderou o seu setor, saltando 9,4 por cento, para 14,09 reais.

Na trilha da disparada de mais de 6 por cento na cotação do barril de petróleo, Petrobras cresceu 6 por cento, para 20,52 reais. Dentre as companhias ligadas a metais Gerdau foi a grande estrela, crescendo 12,3 por cento, valendo 14,48 reais.

Rumores de consolidação envolvendo companhias domésticas ajudaram a abrilhantar a sessão. A principal delas foi TIM Participações, com um salto de 18,4 por cento, a 7 reais, depois de o jornal italiano "Il Sole 24 Ore" veicular que a Telecom Itália está negociando a venda das operações no Brasil para a espanhola Telefónica, dona da Vivo.

Outro rumor envolvendo a possível venda da Sadia para a Nestlé, alavancou as ações da companhia brasileira, movimento que perdeu força depois que esta negou os boatos. No final, a ação subiu apenas 0,3 por cento, a 3,36 reais.

(Edição de vanessa Stelzer)

Fonte: Reuters Brasil